A ORGANIZAÇÃO É UM ORGANISMO VIVO

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recebendo as informações devidamente interpretadas e a tempo, possam
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A organização é um organismo vivo

  1. 1. A ORGANIZAÇÃO É UM ORGANISMO VIVO Acho que não devem surgir dúvidas quando se faz este tipo de afirmação. Mas á guisa de passar meu pensamento a vocês vou começar por este título óbvio. A palestra que fiz com os superintendentes do meu cliente era sobre evolução. Não é assunto fácil de debater nas empresas porque leva naturalmente à religião. Gastei algum tempo falando dos evolucionistas materialistas e dos evolucionistas espiritualistas. Verifiquei que os pensadores evolucionistas materialistas e aqueles que seguem os dogmas da Igreja são os mais conhecidos por serem os que têm suas teorias mais ensinadas na escola e também, por isso, serem de mais fácil entendimento. Já quando citei o padre Pierre Teilhard de Chardin e sua obra espiritualista (cuidado! não disse espírita, disse espiritualista, porque todo espírita é espiritualista, mas nem todo espiritualista é necessariamente espírita), assim como a obra do professor Alan Kardec e sua visão espírita da evolução, vi que a fisionomia dos participantes mudou. Como sem motivação a energia ambiente enfraquece, percebi que era melhor mudar de rumo. Foi o que eu fiz. Resolvi falar então acerca da evolução das organizações; os semblantes mudaram outra vez, agora todos ficaram mais confortáveis e a energia foi restabelecida. Fiz uma analogia, a seguir descrita, entre a organização tradicional piramidal (a que mais é encontrada) e o corpo humano. Disse a seguir: “A organização é um sistema aberto, recebe constantemente as informações do ambiente em que vive, processando-as em seus órgãos internos e devolvendoas ao ambiente em que atua”. Esta é uma definição teórica que não acontece na prática. Vamos ver por que. O organismo humano é comandado pelo cérebro, e este depende, fundamentalmente, dos demais órgãos para a eficácia do processamento e devolução das informações. A análise e a interpretação das ocorrências captadas pela percepção do cérebro e passadas aos demais órgãos são importantes tanto para a integração do cérebro á eles como para a própria integração e saúde destes órgãos. O mesmo deveria se dar nas organizações. Sabemos que não basta que a captação e interpretação das ocorrências ambientais fiquem restritas à sua cúpula. Há a necessidade de uma perfeita integração entre a diretoria e os demais órgãos da empresa para que estes,
  2. 2. recebendo as informações devidamente interpretadas e a tempo, possam contribuir para o processo decisório, potencializando a organização como um todo e resultando daí soluções criativas e mais facilmente implantáveis. Tornase fundamental, então, que os órgãos estejam sadios, integrados entre si e com os níveis superiores. No entanto, o volume das ocorrências hoje observadas na ambiência externa e as dificuldades no ambiente interno, na área das relações interpessoais, fazem com que somente o cérebro da empresa fique de posse das informações. E, normalmente, não tem tempo de interpreta-las e passa-las a tempo para os órgãos. Às vezes esta falha é acrescentada pela neurose de “quem tem informação tem poder”. E aí, a informação não fluindo aos órgãos, eles “adoecem”. A organização perde a totalidade e vem a desintegração. Começa a departamentalização do processo decisório com a consequente desmotivação, duplicação de funções, falta de produtividade e qualidade, enfim, total impossibilidade de atingir os objetivos. Fazendo analogia com o processo no cérebro (até aonde eu estudei), para que as organizações tomem melhores decisões, sua direção deve ser composta de elementos de diferentes especializações, como, aliás, eu acho que são, mas devem trabalhar integrada e interdependentemente, com coesão e sinergia, o que dificilmente acontece. Ocorrências Externas Nível Decisório Ocorrências Externas O O Diretoria c c o o r Nível Participativo r r r ê Órgãos ê n n c c i i a a s s O Corpo Humano e x t e O Corpo Organizacional e x t e r
  3. 3. A analogia feita para o cérebro e para os órgãos serve também para as células do corpo humano, que representariam os funcionários. Todas as células são de igual importância, pois juntas formam o tecido orgânico. Na cultura industrial mecanicista foi introduzida a noção de que o que realmente importa é: o capital, as tecnologias e os métodos gerenciais, nesta ordem. Pouca importância tem sido dada às pessoas que, afinal, são o maior ativo das organizações, são elas que fazem as coisas acontecerem. Finalmente uma analogia dramática e totalmente desprezada é a que se pode fazer entre a função do sangue no corpo humano e a função da comunicação nas organizações. Assim como qualquer obstrução do fluxo sanguíneo resulta em doença, quando não na morte do corpo humano, é fácil imaginar os problemas que diariamente ocorrem nas organizações pelo despreparo no uso da comunicação psicológica. Concluo que a busca de cenários, a implantação de um planejamento estratégico, a reestruturação organizacional, a mais desenvolvida informatização, e similares, de nada adiantará sem que antes, ou até concomitantemente, tenha se desenvolvido o potencial individual dos funcionários (células) e melhorado sua relação interpessoal (sangue). Sem um trabalho profundo nesses dois pontos básicos para a saúde organizacional, nenhum dos demais programas levará á excelência. O desenvolvimento do potencial dos funcionários, assim como o aprendizado para uma relação interpessoal produtiva, resultará numa organização integrada, consciente da necessidade de transformações significativas e, principalmente, com uma noção mais elevada de sua função social. Bem, o que tem a ver evolução com o que foi dito até agora sobre analogias? Eu vou deixar de dar esta explicação porque vocês já estão cansados de saber. José Affonso

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