 UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ-UNOPAR
Prof°. Tutor: JOÃO CARLOS MELO
M.e.c./n°116993874/118
Unidades de Pronto Atendimento (UPA) funcionam 24 horas por dia, sete dias
por semana e podem resolver grande parte das urgências e emergências,
como pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. Com isso
ajudam a diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais. A UPA inova ao
oferecer estrutura simplificada, com raios-X, eletrocardiografia, pediatria,
laboratório de exames e leitos de observação. Nas localidades que contam
com UPA, 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Quando o
paciente chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o
problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar
o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por 24 horas.
As UPAs fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência, lançada
pelo Ministério da Saúde em 2003, que estrutura e organiza a rede de
urgência e emergência no país, com o objetivo de integrar a atenção às
urgências. As UPAS podem ser Municipalizada ou Estadual.
Introdução: O QUE É UMA UPA?
COMO SURGIRAM:
A Política Nacional de Urgência e Emergência integrou as unidades de saúde
e dividiu a atenção às urgências no Sistema Único de Saúde (SUS) em quatro
frentes. No nível da Atenção Básica, as equipes de Saúde da Família (ESF) e
as Unidades Básicas de Saúde (UBS) têm como prioridade a orientação
assistencial a um número determinado de famílias e acolhimento das
urgências de menor complexidade. O componente móvel, por meio do SAMU
192, faz a estabilização dos pacientes no local da ocorrência e o transporte
seguro para as unidades de saúde indicadas. Já às UPAs cabe o atendimento
das urgências de média complexidade. E o setor de urgência dos hospitais
realizam o atendimento das urgências de maior complexidade.
UPA tem consultório de clínica médica, pediatria e odontologia, serviços de
laboratório e raios-x. Também conta com leitos de observação para adultos e
crianças, salas de medicação, nebulização e uma sala de emergência, para
estabilizar os pacientes mais graves até serem levados a um hospital. A UPA
24 horas também está preparada realizar pequenas suturas.
Os cidadãos precisam conhecer a função da UPA para utilizar o serviço
sempre que necessário, de forma adequada.
Informações Complementares: CLASSIFICAÇÃO
As unidades podem ser classificadas segundo vários critérios:
De acordo com a população da região a ser coberta
Área Física
Número de Leitos Disponíveis
Recursos Humanos
Capacidade Diária de Atendimentos Médicos
As unidades podem ser classificadas segundo vários critérios, de
acordo com a população da região a ser coberta:
• Área Física
• Número de Leitos Disponíveis
• Recursos Humanos
• Capacidade Diária de Atendimentos Médicos
Desenvolvimento: COMPETÊNCIA DA UPA
I - Urgências e emergências traumáticas e não traumáticas;
II- Realização de exames laboratoriais, eletrocardiográficos e radiológicos para
diagnosticar situações de urgência;
III- Distribuição de medicamentos para que o paciente realize o tratamento
domiciliar em situações de urgência;
IV- Apoio ao atendimento de unidades móveis do Corpo de Bombeiros como
referência para pacientes com emergência, que possam lá ser resolvidas no
local, ou apoio médico a unidade básica ou intermediárias;
V- Realização do transporte de enfermos que lá tenham recebido seu primeiro
atendimento; e
VI- Estabilizar pacientes com emergências, removendo-os imediatamente após
regulação para o hospital de referência.
NÃO É DE COMPETÊNCIA DAS UPAS
I- Consultas médicas de segmento ou ambulatoriais;
II- Abrigo de indigentes e pessoas que não apresentam alguma urgência
médica;
III- Realização de exames eletivos;
IV- Troca de curativos;
V- Revisão de suturas e retirada de ponto;
VI- Realização eletiva de exames laboratoriais;
VII- Realização de procedimentos cirúrgicos;
VIII – Internação de pacientes;
IX – Distribuição de medicamentos de uso crônico; e
X – Realização de procedimentos eletivos médicos ou odontológicos.
PROCESSO DE TRABALHO
O profissional de saúde, o usuário dos serviços de urgência/emergência e
a população constroem estratégias coletivas que promovem mudanças
nas práticas dos serviços. O acolhimento é uma destas estratégias.
Tradicionalmente, o acolhimento no campo da saúde é identificado ora
como uma dimensão espacial (recepção) administrativa e ambiente
confortável, ora como uma ação de triagem administrativa e repasse de
encaminhamentos entretanto, essas medidas, quando tomadas
isoladamente dos processos de trabalho em saúde, se restringem a uma
ação pontual, isolada e descomprometida com os processos de
responsabilização e promoção de vínculo.
Portanto, propomos o acolhimento aliado aos conceitos de sistema e rede
numa estratégia ampla, na promoção da responsabilização e vínculo dos
usuários ao sistema de saúde.
QUADRO DE PLANEJAMENTO:
Enfº Michelle Oliveira Mendes
COREN 150041-RJ
MODELOS DE UPA 24H
Conclusão: OBJETIVOS DA UPA
A UPA é uma estrutura que busca contribuir para a melhoria dos serviços de
Saúde oferecidos à população. São objetivos da UPA:
I – Reduzir a procura pelas emergências hospitalares por pacientes com casos
de urgência de baixa e média complexidade;
II – Garantir acesso da população o atendimento de urgência, inclusive com
exames laboratoriais e radiológicos;
III– Fazer atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência de qualidade e
resolutivo à população;
IV– O primeiro atendimento rápido, estabilização e observação de pacientes por
período de até 24 horas, de acordo com a classificação de risco, antes de sua
remoção para o tratamento definitivo ou liberação para acompanhamento
ambulatorial;
V– Apontar o direcionamento para os hospitais da rede, pela Central de
Regulação de Vagas dos casos com necessidades de internação;
VI – Encaminhar os enfermos que realmente necessitam de cuidados
hospitalares; e
VII– Realizar o sistema de atendimento pré-hospitalar móvel servindo como
referência de casos com menos complexidade que necessitem de observação
ou de procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência ambulatoriais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABBÊS, C.; MASSARO, A.
Acolhimento com Classificação de Risco
Campinas, Hospital Municipal Mário Gatti, s.d.
BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Saúde. Coordenação de Urgência e Emergência.
Proposta de Regulação da Porta de Entrada das Unidades de Urgência e Emergência de Belo Horizonte.
Belo Horizonte: SMSA, 2002. 8p.
BRASIL. Ministério da Saúde.
Portaria 2048 de 02 de novembro de 2002.
Dispões sobre o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência. Brasília: DOU, 2002.
MAGALHÃES JÚNIOR, H. M. Urgência e Emergência – A Participação do Município. In: CAMPOS, C. R.
Sistema Único de Saúde em Belo Horizonte. Reescrevendo o Público
São Paulo: Xamã Editora, 1998. Parte III, p.265-286.
NORONHA, R.
Projeto de Sistematização: atendimento contínuo regular e escalonado na UPA Oeste.
Belo Horizonte: UPA Oeste, 2003. 73p.
ROCHA, A. F. S.
Determinantes da Procura de Atendimento de Urgência Pelos Usuários Unidades de Pronto Atendimento da
Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.
Dissertação. Belo Horizonte: Faculdade de
Enfermagem da UFMG, 2005. 98f.
SANTOS JÚNIOR, E. A.
Violência no Trabalho: o retrato da situação dos médicos das Unidades de Pronto Atendimento

Unopar (TrabalhoInterdisciplinar de Grupo) upa 24 horas

  • 1.
     UNIVERSIDADE NORTEDO PARANÁ-UNOPAR Prof°. Tutor: JOÃO CARLOS MELO M.e.c./n°116993874/118
  • 2.
    Unidades de ProntoAtendimento (UPA) funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana e podem resolver grande parte das urgências e emergências, como pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. Com isso ajudam a diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais. A UPA inova ao oferecer estrutura simplificada, com raios-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação. Nas localidades que contam com UPA, 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Quando o paciente chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por 24 horas. As UPAs fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência, lançada pelo Ministério da Saúde em 2003, que estrutura e organiza a rede de urgência e emergência no país, com o objetivo de integrar a atenção às urgências. As UPAS podem ser Municipalizada ou Estadual. Introdução: O QUE É UMA UPA?
  • 3.
    COMO SURGIRAM: A PolíticaNacional de Urgência e Emergência integrou as unidades de saúde e dividiu a atenção às urgências no Sistema Único de Saúde (SUS) em quatro frentes. No nível da Atenção Básica, as equipes de Saúde da Família (ESF) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) têm como prioridade a orientação assistencial a um número determinado de famílias e acolhimento das urgências de menor complexidade. O componente móvel, por meio do SAMU 192, faz a estabilização dos pacientes no local da ocorrência e o transporte seguro para as unidades de saúde indicadas. Já às UPAs cabe o atendimento das urgências de média complexidade. E o setor de urgência dos hospitais realizam o atendimento das urgências de maior complexidade. UPA tem consultório de clínica médica, pediatria e odontologia, serviços de laboratório e raios-x. Também conta com leitos de observação para adultos e crianças, salas de medicação, nebulização e uma sala de emergência, para estabilizar os pacientes mais graves até serem levados a um hospital. A UPA 24 horas também está preparada realizar pequenas suturas. Os cidadãos precisam conhecer a função da UPA para utilizar o serviço sempre que necessário, de forma adequada.
  • 4.
    Informações Complementares: CLASSIFICAÇÃO Asunidades podem ser classificadas segundo vários critérios: De acordo com a população da região a ser coberta Área Física Número de Leitos Disponíveis Recursos Humanos Capacidade Diária de Atendimentos Médicos As unidades podem ser classificadas segundo vários critérios, de acordo com a população da região a ser coberta: • Área Física • Número de Leitos Disponíveis • Recursos Humanos • Capacidade Diária de Atendimentos Médicos
  • 5.
    Desenvolvimento: COMPETÊNCIA DAUPA I - Urgências e emergências traumáticas e não traumáticas; II- Realização de exames laboratoriais, eletrocardiográficos e radiológicos para diagnosticar situações de urgência; III- Distribuição de medicamentos para que o paciente realize o tratamento domiciliar em situações de urgência; IV- Apoio ao atendimento de unidades móveis do Corpo de Bombeiros como referência para pacientes com emergência, que possam lá ser resolvidas no local, ou apoio médico a unidade básica ou intermediárias; V- Realização do transporte de enfermos que lá tenham recebido seu primeiro atendimento; e VI- Estabilizar pacientes com emergências, removendo-os imediatamente após regulação para o hospital de referência.
  • 6.
    NÃO É DECOMPETÊNCIA DAS UPAS I- Consultas médicas de segmento ou ambulatoriais; II- Abrigo de indigentes e pessoas que não apresentam alguma urgência médica; III- Realização de exames eletivos; IV- Troca de curativos; V- Revisão de suturas e retirada de ponto; VI- Realização eletiva de exames laboratoriais; VII- Realização de procedimentos cirúrgicos; VIII – Internação de pacientes; IX – Distribuição de medicamentos de uso crônico; e X – Realização de procedimentos eletivos médicos ou odontológicos.
  • 7.
    PROCESSO DE TRABALHO Oprofissional de saúde, o usuário dos serviços de urgência/emergência e a população constroem estratégias coletivas que promovem mudanças nas práticas dos serviços. O acolhimento é uma destas estratégias. Tradicionalmente, o acolhimento no campo da saúde é identificado ora como uma dimensão espacial (recepção) administrativa e ambiente confortável, ora como uma ação de triagem administrativa e repasse de encaminhamentos entretanto, essas medidas, quando tomadas isoladamente dos processos de trabalho em saúde, se restringem a uma ação pontual, isolada e descomprometida com os processos de responsabilização e promoção de vínculo. Portanto, propomos o acolhimento aliado aos conceitos de sistema e rede numa estratégia ampla, na promoção da responsabilização e vínculo dos usuários ao sistema de saúde.
  • 8.
    QUADRO DE PLANEJAMENTO: EnfºMichelle Oliveira Mendes COREN 150041-RJ
  • 9.
  • 10.
    Conclusão: OBJETIVOS DAUPA A UPA é uma estrutura que busca contribuir para a melhoria dos serviços de Saúde oferecidos à população. São objetivos da UPA: I – Reduzir a procura pelas emergências hospitalares por pacientes com casos de urgência de baixa e média complexidade; II – Garantir acesso da população o atendimento de urgência, inclusive com exames laboratoriais e radiológicos; III– Fazer atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência de qualidade e resolutivo à população; IV– O primeiro atendimento rápido, estabilização e observação de pacientes por período de até 24 horas, de acordo com a classificação de risco, antes de sua remoção para o tratamento definitivo ou liberação para acompanhamento ambulatorial; V– Apontar o direcionamento para os hospitais da rede, pela Central de Regulação de Vagas dos casos com necessidades de internação; VI – Encaminhar os enfermos que realmente necessitam de cuidados hospitalares; e VII– Realizar o sistema de atendimento pré-hospitalar móvel servindo como referência de casos com menos complexidade que necessitem de observação ou de procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência ambulatoriais.
  • 11.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABBÊS, C.;MASSARO, A. Acolhimento com Classificação de Risco Campinas, Hospital Municipal Mário Gatti, s.d. BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Saúde. Coordenação de Urgência e Emergência. Proposta de Regulação da Porta de Entrada das Unidades de Urgência e Emergência de Belo Horizonte. Belo Horizonte: SMSA, 2002. 8p. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 2048 de 02 de novembro de 2002. Dispões sobre o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência. Brasília: DOU, 2002. MAGALHÃES JÚNIOR, H. M. Urgência e Emergência – A Participação do Município. In: CAMPOS, C. R. Sistema Único de Saúde em Belo Horizonte. Reescrevendo o Público São Paulo: Xamã Editora, 1998. Parte III, p.265-286. NORONHA, R. Projeto de Sistematização: atendimento contínuo regular e escalonado na UPA Oeste. Belo Horizonte: UPA Oeste, 2003. 73p. ROCHA, A. F. S. Determinantes da Procura de Atendimento de Urgência Pelos Usuários Unidades de Pronto Atendimento da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Dissertação. Belo Horizonte: Faculdade de Enfermagem da UFMG, 2005. 98f. SANTOS JÚNIOR, E. A. Violência no Trabalho: o retrato da situação dos médicos das Unidades de Pronto Atendimento