SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 11
PEDAGOGIA HOSPITALAR:
FORMAÇÃO E TRABALHO DOCENTE
Prof. Me. Rafael Correia Lima
Resumo
 A pesquisa surgiu por algumas indagações de grande interesse dos profissionais do ensino em
pedagogia se dedicar a área hospitalar e uma minoria conseguirem acesso ao trabalho na sala
de aula do hospital. No entanto, traz alguns questionamentos sobre a atuação do pedagogo
hospitalar frente à infraestrutura do ambiente escolar e acerca das condições psicológicas do
próprio profissional para lidar diante da classe. O objetivo se deu por trazer uma realidade
que enfrenta os pedagogos formados para a difícil tarefa de atuar na área escolhida ou
desejada. Conta com um panorama geral da classe hospitalar no Brasil e os seus crescentes
avanços na educação dos alunos hospitalizados, exclusivamente no estado de São Paulo. A
pesquisa de campo traz números quantitativos do quadro profissional dos entrevistados que
possuem interesse e tem relação com esta área de atuação. A pesquisa também traz
questionamentos acerca de orientações e legislações para a atuação do trabalho docente,
visando às perspectivas e dificuldades encontradas na classe hospitalar. Está baseada a
pesquisa em algumas contribuições pedagógicas a partir dos seguintes autores: Brasil (2002 e
2005), Kryminice e Cunha (2010), Lima (2014) e Martins (2012), etc., que descrevem sobre o
assunto e nos direcionam para uma ampla visão acerca da formação do pedagogo e de alguns
entraves desta nova classe de educação básica que está assegurada pelas leis brasileiras no
ambiente hospitalar. Nesse sentido, é importante conhecer as formas de atuações que o
pedagogo hospitalar pode desenvolver e as peculiaridades que o trabalho pedagógico encara
na prática educacional hospitalar.
Introdução
 A Classe Hospitalar é uma importante conquista para a educação em todo o
território brasileiro, outrora, o aluno hospitalizado ficava reprovado no
período de internação, por conta dos tratamentos médicos que o
impossibilitava de frequentar o ensino regular nas escolas de educação
básica.
 Atualmente, alguns hospitais contam com a classe hospitalar para o
desenvolvimento intelectual do aluno e a sua inserção social educacional (SÃO
PAULO, 2015), suprindo essa defasagem e promovendo outras ações culturais
e afetivas, primordialmente psicológicas que pode ajudar na cura.
 O professor, nesse sentido, participa intensamente com sensações e emoções,
além de integrar o processo de ensino-aprendizagem, o profissional conduz os
conteúdos e materiais pedagógicos de forma que a criança e o adolescente
possam ser integrados posteriormente à vida e também ao ensino regular da
escola de origem.
Metodologia
 A pesquisa tem o caráter quantitativo para fazer um levantamento dos
professores interessados na classe hospitalar, foi promovido no mês de
Dezembro de 2016, o questionário aplicado contou com apenas uma questão.
 A população desta pesquisa contemplou 74 entrevistados de diversos
municípios e estados do Brasil, com diferentes formações acadêmicas,
diferente gênero e idades, que possui o mesmo objetivo entre si.
O panorama geral da classe hospitalar
 [...] formação pedagógica preferencialmente em Educação Especial ou em cursos
de Pedagogia ou licenciaturas, ter noções sobre as doenças e condições
psicossociais vivenciadas pelos educandos e as características delas decorrentes,
sejam do ponto de vista clínico, sejam do ponto de vista afetivo [...] (BRASIL,
2002, p.22).
 Nestas situações, são montadas classes nas unidades de saúde, com professores
especializados que garantem a continuidade dos estudos mesmo em caso de
doença, levando o conteúdo até mesmo nos leitos. Levantamento mostra que são
64 classes hospitalares mantidas pelo Estado. Em apenas três anos houve um
aumento de 23% (SÃO PAULO, 2015).
 È importante perceber também que uma grande conquista para o trabalho
pedagógico na classe hospitalar se fez com a lei 11.104, de 21 de março de 2005,
pelo direito de brincar que prevalece nos hospitais pediátricos e obrigatoriamente
providos de brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular as crianças e
seus acompanhantes a brincarem. Sendo assim, as mais conhecidas
“brinquedotecas” que ocupam as dependências dos hospitais, que oferecem à
internação às crianças.
 No contexto da classe hospitalar, a escola passa a ter um formato diferente,
com mobiliários alternativos e materiais pedagógicos especiais e adaptados, e
isto necessita ser trabalhado num todo, para que se conheçam as
necessidades dos alunos, os limites, as condições e os modelos de vida, para
que se possa interagir de forma que produzam aprendizagem significativa. O
MEC e a Secretaria de Educação Especial (BRASIL, 2002, p.16), orientam para
o uso desses materiais como estratégia de atuação ao pedagogo hospitalar
promovendo o seu acesso as diferentes formas de aquisição do conhecimento.
Da mesma forma, a disponibilidade desses recursos propiciarão as condições
mínimas para que o aluno mantenha contato com colegas e professores de sua
escola, quando for o caso.
 Observa-se que esses materiais auxiliam no bom desempenho das aulas
facilitando a transmissão e o acesso ao conhecimento, seja ele, visual,
auditivo, sensorial ou em contato direto com o tato, se for o caso.
A atuação do pedagogo hospitalar
 O pedagogo hospitalar tem um papel fundamental na educação da criança e do
adolescente hospitalizado, pois tem a finalidade de acompanhar o período de
ausência escolar do aluno na escola de origem, durante todo o processo de
internação, preparando-o para o retorno à vida e também para a educação básica
regular.
 Este novo papel com que se depara a Pedagogia Hospitalar compreende os
procedimentos necessários à educação de crianças e adolescentes hospitalizados,
de modo a desenvolver uma singular atenção pedagógica aos escolares que se
encontram em atendimento hospitalar na concretização de seus objetivos
(KRYMINICE; CUNHA, 2010 p.176 apud MATOS; MUGIATTI, 2006).
 Com relação à pessoa hospitalizada, o tratamento de saúde não envolve apenas os
aspectos biológicos da tradicional assistência médica à enfermidade. A experiência
de adoecimento e hospitalização implica mudar rotinas; separar-se de familiares,
amigos e objetos significativos; sujeitar-se a procedimentos invasivos e dolorosos
e, ainda, sofrer com a solidão e o medo da morte – uma realidade constante nos
hospitais. Reorganizar a assistência hospitalar, para que dê conta desse conjunto
de experiências, significa assegurar, entre outros cuidados, o acesso ao lazer, ao
convívio com o meio externo, às informações sobre seu processo de adoecimento,
cuidados terapêuticos e ao exercício intelectual (BRASIL, 2002, p.10).
 O pedagogo hospitalar pode organizar saraus literários, oficinas de arte e
outras atividades, sempre partindo do professor-educador, especialmente
liderado no meio artístico, ligando o ensinar diretamente com as habilidades
da criança, para que floresça no indivíduo interesse e conhecimento por
algumas dessas linguagens (LIMA, 2014, p.22).
 [...] capacitado para trabalhar com a diversidade humana e diferentes
vivências culturais, identificando as necessidades educacionais especiais dos
educandos impedidos de frequentar a escola, definindo e implantando
estratégias de flexibilização e adaptação curriculares. Deverá, ainda, propor
os procedimentos didático-pedagógicos e as práticas alternativas necessárias
ao processo ensino-aprendizagem dos alunos, bem como ter disponibilidade
para o trabalho em equipe e o assessoramento às escolas quanto à inclusão
dos educandos que estiverem afastados do sistema educacional, seja no seu
retornam, seja para o seu ingresso (BRASIL, 2002, p.22).
Análise de dados e resultados
 Em média, são realizados 700 atendimentos mensais e a ação está em
expansão para atender ainda mais estudantes em 2015. E, para aprimorar o
trabalho de professores e gestores responsáveis pelas aulas nos hospitais, a
Educação elaborou uma cartilha, intitulada de “Atendimento Educacional em
Ambiente Hospitalar”. Distribuído a todas as 91 Diretorias Regionais de
Ensino, o material reúne orientações para a abertura, funcionamento e
conteúdo programático das classes hospitalares que podem funcionar em
unidades de saúde públicas e privadas (SÃO PAULO, 2015).
Análise de dados e resultados
Referências Bibliográficas
 BRASIL. Ministério da Educação. Classe hospitalar e atendimento pedagógico domiciliar:
estratégias e orientações./Secretaria de Educação Especial. – Brasília: MEC; SEESP, 2002.
35p.
 _________. Lei 11.104, de 21 de março de 2005. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11104.htm Acesso em:
13/04/2015.
 KRYMINICE, Andressa Oliveira de Souza; CUNHA, Célia Regina Algarte da. As Múltiplas
linguagens artísticas e a criança enferma. In: MATOS, Elizete Lúcia Moreira (Org.).
Escolarização hospitalar: educação e saúde de mãos dadas para humanizar. 2.ed. Petrópolis:
Vozes, 2010.
 LIMA, Rafael Correia. A Influência das Linguagens Artísticas para a Criança Hospitalizada.
Revista Método do Saber, São Paulo, Ano 06, número 07, ago-fev 2014, p.19-26.
 MARTINS, Sônia Pereira de Freitas. Hospitalização escolarizada em busca da humanização
social. In: MATOS, Elizete Lúcia Moreira (Org.). Escolarização Hospitalar: educação e saúde
de mãos dadas para humanizar. – 3. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.
 SÃO PAULO. Secretaria de Estado de Educação. Em três anos, Educação aumenta em 23%
número de classes em hospitais. Disponível em:
http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/educacao-elabora-cartilha-com-orientacoes-para-
professores-e-gestores-do-classe-hospitalar Acesso em: 24/02/2015 as 22h40m.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Educar e cuidar
Educar e cuidarEducar e cuidar
Educar e cuidar
nil1967
 
Relatório do diagnóstico psicopedagógico clínico
Relatório do diagnóstico psicopedagógico clínicoRelatório do diagnóstico psicopedagógico clínico
Relatório do diagnóstico psicopedagógico clínico
Daniela Alencar
 
03 dimensões da gestão escolar
03 dimensões da gestão escolar03 dimensões da gestão escolar
03 dimensões da gestão escolar
Joao Balbi
 
Caracterização da escola 2
Caracterização da escola 2Caracterização da escola 2
Caracterização da escola 2
Superestagio
 

Mais procurados (20)

Relatorio estagio educação infantil
Relatorio estagio educação infantil Relatorio estagio educação infantil
Relatorio estagio educação infantil
 
TCC GESTÃO (2).docx
TCC GESTÃO (2).docxTCC GESTÃO (2).docx
TCC GESTÃO (2).docx
 
Ludicidade
LudicidadeLudicidade
Ludicidade
 
Educar e cuidar
Educar e cuidarEducar e cuidar
Educar e cuidar
 
Psicopedagogia
PsicopedagogiaPsicopedagogia
Psicopedagogia
 
PALESTRA: RELAÇÃO AFETIVA PROFESSOR E ALUNO
PALESTRA: RELAÇÃO AFETIVA PROFESSOR E ALUNOPALESTRA: RELAÇÃO AFETIVA PROFESSOR E ALUNO
PALESTRA: RELAÇÃO AFETIVA PROFESSOR E ALUNO
 
Capacitação de educadores e cuidadores Educação Inclusiva
Capacitação de educadores e cuidadores Educação InclusivaCapacitação de educadores e cuidadores Educação Inclusiva
Capacitação de educadores e cuidadores Educação Inclusiva
 
OPGEANE AULA 1: Orientação e Prática de Gestão da Educação em Ambientes Escol...
OPGEANE AULA 1: Orientação e Prática de Gestão da Educação em Ambientes Escol...OPGEANE AULA 1: Orientação e Prática de Gestão da Educação em Ambientes Escol...
OPGEANE AULA 1: Orientação e Prática de Gestão da Educação em Ambientes Escol...
 
Projeto familia na escola
Projeto familia na escolaProjeto familia na escola
Projeto familia na escola
 
Estudo de caso
Estudo de caso Estudo de caso
Estudo de caso
 
Plano de Ação - Gestão 2019-2021
Plano de Ação - Gestão 2019-2021 Plano de Ação - Gestão 2019-2021
Plano de Ação - Gestão 2019-2021
 
Oficina Jogos e Brincadeiras
Oficina Jogos e BrincadeirasOficina Jogos e Brincadeiras
Oficina Jogos e Brincadeiras
 
Relatório do diagnóstico psicopedagógico clínico
Relatório do diagnóstico psicopedagógico clínicoRelatório do diagnóstico psicopedagógico clínico
Relatório do diagnóstico psicopedagógico clínico
 
Planejamento na educação infantil
Planejamento na educação infantilPlanejamento na educação infantil
Planejamento na educação infantil
 
03 dimensões da gestão escolar
03 dimensões da gestão escolar03 dimensões da gestão escolar
03 dimensões da gestão escolar
 
Caracterização da escola 2
Caracterização da escola 2Caracterização da escola 2
Caracterização da escola 2
 
Slides Ludicidade - PNAIC
Slides Ludicidade - PNAICSlides Ludicidade - PNAIC
Slides Ludicidade - PNAIC
 
Tcc - O lúdico na aprendizagem escolar
Tcc - O lúdico na aprendizagem escolar Tcc - O lúdico na aprendizagem escolar
Tcc - O lúdico na aprendizagem escolar
 
Espaco nao formal
Espaco nao formalEspaco nao formal
Espaco nao formal
 
Relatorio estagio psicopedagogia institucional
Relatorio estagio psicopedagogia institucionalRelatorio estagio psicopedagogia institucional
Relatorio estagio psicopedagogia institucional
 

Semelhante a Pedagogia hospitalar formação e trabalho docente

Informativo newsletter dez 2011 final version 10 dez 2011
Informativo newsletter dez 2011 final version 10 dez      2011Informativo newsletter dez 2011 final version 10 dez      2011
Informativo newsletter dez 2011 final version 10 dez 2011
Karla Bastos
 
Educere 2017 - DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO HOSPITALAR E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO NA...
Educere 2017 - DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO HOSPITALAR E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO NA...Educere 2017 - DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO HOSPITALAR E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO NA...
Educere 2017 - DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO HOSPITALAR E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO NA...
Itamara Peters
 
Educa%c7%c3 o%20infantil%20e%20as%20pr%c1ticas%20de%20cuidar%20e%20educar%20n...
Educa%c7%c3 o%20infantil%20e%20as%20pr%c1ticas%20de%20cuidar%20e%20educar%20n...Educa%c7%c3 o%20infantil%20e%20as%20pr%c1ticas%20de%20cuidar%20e%20educar%20n...
Educa%c7%c3 o%20infantil%20e%20as%20pr%c1ticas%20de%20cuidar%20e%20educar%20n...
Mira Benvenuto
 
PPC - Medicina UFPE - Caruaru
PPC - Medicina UFPE - CaruaruPPC - Medicina UFPE - Caruaru
PPC - Medicina UFPE - Caruaru
kassia_soares
 
Artigo in..
Artigo in..Artigo in..
Artigo in..
Jusemara
 
PDF M1U1 - A identidade do preceptor no processo formativo da educação em saú...
PDF M1U1 - A identidade do preceptor no processo formativo da educação em saú...PDF M1U1 - A identidade do preceptor no processo formativo da educação em saú...
PDF M1U1 - A identidade do preceptor no processo formativo da educação em saú...
ssuser43ee6d2
 
Projeto inclusão simone helen drumond resgitrado
Projeto inclusão simone helen drumond resgitrado Projeto inclusão simone helen drumond resgitrado
Projeto inclusão simone helen drumond resgitrado
SimoneHelenDrumond
 

Semelhante a Pedagogia hospitalar formação e trabalho docente (20)

2509_sareh.pdf
2509_sareh.pdf2509_sareh.pdf
2509_sareh.pdf
 
Peters,i 2019 conexao_professor
Peters,i 2019 conexao_professorPeters,i 2019 conexao_professor
Peters,i 2019 conexao_professor
 
Cap2
Cap2Cap2
Cap2
 
Prática docente de um pedagogo em uma área no ambiente hospitalar
Prática docente de um pedagogo em uma área no ambiente hospitalarPrática docente de um pedagogo em uma área no ambiente hospitalar
Prática docente de um pedagogo em uma área no ambiente hospitalar
 
PEDAGOGIA HOSPITALAR.
PEDAGOGIA HOSPITALAR.PEDAGOGIA HOSPITALAR.
PEDAGOGIA HOSPITALAR.
 
Histórico da pedagogia hospitalar
Histórico da pedagogia hospitalarHistórico da pedagogia hospitalar
Histórico da pedagogia hospitalar
 
Informativo newsletter dez 2011 final version 10 dez 2011
Informativo newsletter dez 2011 final version 10 dez      2011Informativo newsletter dez 2011 final version 10 dez      2011
Informativo newsletter dez 2011 final version 10 dez 2011
 
Portfólio Final: Teoria e Prática para o atendimento pedagógico ao escolar em...
Portfólio Final: Teoria e Prática para o atendimento pedagógico ao escolar em...Portfólio Final: Teoria e Prática para o atendimento pedagógico ao escolar em...
Portfólio Final: Teoria e Prática para o atendimento pedagógico ao escolar em...
 
artigo Neuropsicopedagogia e aprendizagem 2.pdf
artigo Neuropsicopedagogia e aprendizagem 2.pdfartigo Neuropsicopedagogia e aprendizagem 2.pdf
artigo Neuropsicopedagogia e aprendizagem 2.pdf
 
Educere 2017 - DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO HOSPITALAR E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO NA...
Educere 2017 - DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO HOSPITALAR E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO NA...Educere 2017 - DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO HOSPITALAR E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO NA...
Educere 2017 - DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO HOSPITALAR E A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO NA...
 
ARTIGO DO FORUM.pdf
ARTIGO DO FORUM.pdfARTIGO DO FORUM.pdf
ARTIGO DO FORUM.pdf
 
Facebook: estratégia pedagógica sobre evidências na disciplina “Medicina de F...
Facebook: estratégia pedagógica sobre evidências na disciplina “Medicina de F...Facebook: estratégia pedagógica sobre evidências na disciplina “Medicina de F...
Facebook: estratégia pedagógica sobre evidências na disciplina “Medicina de F...
 
Educa%c7%c3 o%20infantil%20e%20as%20pr%c1ticas%20de%20cuidar%20e%20educar%20n...
Educa%c7%c3 o%20infantil%20e%20as%20pr%c1ticas%20de%20cuidar%20e%20educar%20n...Educa%c7%c3 o%20infantil%20e%20as%20pr%c1ticas%20de%20cuidar%20e%20educar%20n...
Educa%c7%c3 o%20infantil%20e%20as%20pr%c1ticas%20de%20cuidar%20e%20educar%20n...
 
Ppc de medicina caa
Ppc de medicina caaPpc de medicina caa
Ppc de medicina caa
 
Aspectos das fortalezas e fragilidades no uso.pdf
Aspectos das fortalezas e fragilidades no uso.pdfAspectos das fortalezas e fragilidades no uso.pdf
Aspectos das fortalezas e fragilidades no uso.pdf
 
PPC - Medicina UFPE - Caruaru
PPC - Medicina UFPE - CaruaruPPC - Medicina UFPE - Caruaru
PPC - Medicina UFPE - Caruaru
 
Artigo in..
Artigo in..Artigo in..
Artigo in..
 
PDF M1U1 - A identidade do preceptor no processo formativo da educação em saú...
PDF M1U1 - A identidade do preceptor no processo formativo da educação em saú...PDF M1U1 - A identidade do preceptor no processo formativo da educação em saú...
PDF M1U1 - A identidade do preceptor no processo formativo da educação em saú...
 
Projeto inclusão simone helen drumond resgitrado
Projeto inclusão simone helen drumond resgitrado Projeto inclusão simone helen drumond resgitrado
Projeto inclusão simone helen drumond resgitrado
 
Artigo marcia cazal feito
Artigo marcia cazal feitoArtigo marcia cazal feito
Artigo marcia cazal feito
 

Mais de Governo do Estado de São Paulo

Mais de Governo do Estado de São Paulo (20)

pedagogia de projetos
pedagogia de projetospedagogia de projetos
pedagogia de projetos
 
escola leitora
escola leitoraescola leitora
escola leitora
 
dislexia
dislexiadislexia
dislexia
 
dificuldades de aprendizagem escolar
dificuldades de aprendizagem escolardificuldades de aprendizagem escolar
dificuldades de aprendizagem escolar
 
Literatura brasileira
Literatura brasileiraLiteratura brasileira
Literatura brasileira
 
1 de dezembro Dia mundial da luta contra a AIDS
1 de dezembro Dia mundial da luta contra a AIDS1 de dezembro Dia mundial da luta contra a AIDS
1 de dezembro Dia mundial da luta contra a AIDS
 
A relação íntima entre opressores e oprimidos
A relação íntima entre opressores e oprimidosA relação íntima entre opressores e oprimidos
A relação íntima entre opressores e oprimidos
 
Proyecto portuñol en una escuela brasilera de educación infantil
Proyecto portuñol en una escuela brasilera de educación infantilProyecto portuñol en una escuela brasilera de educación infantil
Proyecto portuñol en una escuela brasilera de educación infantil
 
Linguagem do Corpo e Linguagem Pictórica
Linguagem do Corpo e Linguagem PictóricaLinguagem do Corpo e Linguagem Pictórica
Linguagem do Corpo e Linguagem Pictórica
 
Linguagem do Corpo
Linguagem do CorpoLinguagem do Corpo
Linguagem do Corpo
 
Linguagem Pictórica: estéticas
Linguagem Pictórica: estéticasLinguagem Pictórica: estéticas
Linguagem Pictórica: estéticas
 
linguagem pictórica: elementos visuais
linguagem pictórica: elementos visuaislinguagem pictórica: elementos visuais
linguagem pictórica: elementos visuais
 
Escritos de educação por Pierre Bourdieu
Escritos de educação por Pierre BourdieuEscritos de educação por Pierre Bourdieu
Escritos de educação por Pierre Bourdieu
 
O perfil da educação de jovens e adultos na cidade de Ferraz de Vasconcelos
O perfil da educação de jovens e adultos na cidade de Ferraz de VasconcelosO perfil da educação de jovens e adultos na cidade de Ferraz de Vasconcelos
O perfil da educação de jovens e adultos na cidade de Ferraz de Vasconcelos
 
El perfil de la educación de jóvenes y adultos en la ciudad de Ferraz de Vasc...
El perfil de la educación de jóvenes y adultos en la ciudad de Ferraz de Vasc...El perfil de la educación de jóvenes y adultos en la ciudad de Ferraz de Vasc...
El perfil de la educación de jóvenes y adultos en la ciudad de Ferraz de Vasc...
 
O perfil dos alunos do ensino médio frente à sexualidade
O perfil dos alunos do ensino médio frente à sexualidadeO perfil dos alunos do ensino médio frente à sexualidade
O perfil dos alunos do ensino médio frente à sexualidade
 
Posse do grêmio estudantil 2017
Posse do grêmio estudantil 2017Posse do grêmio estudantil 2017
Posse do grêmio estudantil 2017
 
orientações tcc facab 18 03 2017
orientações tcc facab 18 03 2017orientações tcc facab 18 03 2017
orientações tcc facab 18 03 2017
 
O que se fala, (não) se escreve
O que se fala, (não) se escreveO que se fala, (não) se escreve
O que se fala, (não) se escreve
 
Citações na Pesquisa Científica
Citações na Pesquisa CientíficaCitações na Pesquisa Científica
Citações na Pesquisa Científica
 

Último

ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
azulassessoria9
 

Último (20)

Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigas
Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigasPeça de teatro infantil: A cigarra e as formigas
Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigas
 
FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA - material
FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA - materialFUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA - material
FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA - material
 
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxSlides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
 
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentesMaio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Maio Laranja - Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
 
O que é literatura - Marisa Lajolo com.pdf
O que é literatura - Marisa Lajolo com.pdfO que é literatura - Marisa Lajolo com.pdf
O que é literatura - Marisa Lajolo com.pdf
 
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfSQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
 
Poema - Maio Laranja
Poema - Maio Laranja Poema - Maio Laranja
Poema - Maio Laranja
 
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PEEdital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
 
5. EJEMPLOS DE ESTRUCTURASQUINTO GRADO.pptx
5. EJEMPLOS DE ESTRUCTURASQUINTO GRADO.pptx5. EJEMPLOS DE ESTRUCTURASQUINTO GRADO.pptx
5. EJEMPLOS DE ESTRUCTURASQUINTO GRADO.pptx
 
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
 
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande""Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
 
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf HitlerAlemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
 
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
 
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxEB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de Infância
 
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdfTema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
 
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptxQuímica-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
 
As teorias de Lamarck e Darwin para alunos de 8ano.ppt
As teorias de Lamarck e Darwin para alunos de 8ano.pptAs teorias de Lamarck e Darwin para alunos de 8ano.ppt
As teorias de Lamarck e Darwin para alunos de 8ano.ppt
 
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
 

Pedagogia hospitalar formação e trabalho docente

  • 1. PEDAGOGIA HOSPITALAR: FORMAÇÃO E TRABALHO DOCENTE Prof. Me. Rafael Correia Lima
  • 2. Resumo  A pesquisa surgiu por algumas indagações de grande interesse dos profissionais do ensino em pedagogia se dedicar a área hospitalar e uma minoria conseguirem acesso ao trabalho na sala de aula do hospital. No entanto, traz alguns questionamentos sobre a atuação do pedagogo hospitalar frente à infraestrutura do ambiente escolar e acerca das condições psicológicas do próprio profissional para lidar diante da classe. O objetivo se deu por trazer uma realidade que enfrenta os pedagogos formados para a difícil tarefa de atuar na área escolhida ou desejada. Conta com um panorama geral da classe hospitalar no Brasil e os seus crescentes avanços na educação dos alunos hospitalizados, exclusivamente no estado de São Paulo. A pesquisa de campo traz números quantitativos do quadro profissional dos entrevistados que possuem interesse e tem relação com esta área de atuação. A pesquisa também traz questionamentos acerca de orientações e legislações para a atuação do trabalho docente, visando às perspectivas e dificuldades encontradas na classe hospitalar. Está baseada a pesquisa em algumas contribuições pedagógicas a partir dos seguintes autores: Brasil (2002 e 2005), Kryminice e Cunha (2010), Lima (2014) e Martins (2012), etc., que descrevem sobre o assunto e nos direcionam para uma ampla visão acerca da formação do pedagogo e de alguns entraves desta nova classe de educação básica que está assegurada pelas leis brasileiras no ambiente hospitalar. Nesse sentido, é importante conhecer as formas de atuações que o pedagogo hospitalar pode desenvolver e as peculiaridades que o trabalho pedagógico encara na prática educacional hospitalar.
  • 3. Introdução  A Classe Hospitalar é uma importante conquista para a educação em todo o território brasileiro, outrora, o aluno hospitalizado ficava reprovado no período de internação, por conta dos tratamentos médicos que o impossibilitava de frequentar o ensino regular nas escolas de educação básica.  Atualmente, alguns hospitais contam com a classe hospitalar para o desenvolvimento intelectual do aluno e a sua inserção social educacional (SÃO PAULO, 2015), suprindo essa defasagem e promovendo outras ações culturais e afetivas, primordialmente psicológicas que pode ajudar na cura.  O professor, nesse sentido, participa intensamente com sensações e emoções, além de integrar o processo de ensino-aprendizagem, o profissional conduz os conteúdos e materiais pedagógicos de forma que a criança e o adolescente possam ser integrados posteriormente à vida e também ao ensino regular da escola de origem.
  • 4. Metodologia  A pesquisa tem o caráter quantitativo para fazer um levantamento dos professores interessados na classe hospitalar, foi promovido no mês de Dezembro de 2016, o questionário aplicado contou com apenas uma questão.  A população desta pesquisa contemplou 74 entrevistados de diversos municípios e estados do Brasil, com diferentes formações acadêmicas, diferente gênero e idades, que possui o mesmo objetivo entre si.
  • 5. O panorama geral da classe hospitalar  [...] formação pedagógica preferencialmente em Educação Especial ou em cursos de Pedagogia ou licenciaturas, ter noções sobre as doenças e condições psicossociais vivenciadas pelos educandos e as características delas decorrentes, sejam do ponto de vista clínico, sejam do ponto de vista afetivo [...] (BRASIL, 2002, p.22).  Nestas situações, são montadas classes nas unidades de saúde, com professores especializados que garantem a continuidade dos estudos mesmo em caso de doença, levando o conteúdo até mesmo nos leitos. Levantamento mostra que são 64 classes hospitalares mantidas pelo Estado. Em apenas três anos houve um aumento de 23% (SÃO PAULO, 2015).  È importante perceber também que uma grande conquista para o trabalho pedagógico na classe hospitalar se fez com a lei 11.104, de 21 de março de 2005, pelo direito de brincar que prevalece nos hospitais pediátricos e obrigatoriamente providos de brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular as crianças e seus acompanhantes a brincarem. Sendo assim, as mais conhecidas “brinquedotecas” que ocupam as dependências dos hospitais, que oferecem à internação às crianças.
  • 6.  No contexto da classe hospitalar, a escola passa a ter um formato diferente, com mobiliários alternativos e materiais pedagógicos especiais e adaptados, e isto necessita ser trabalhado num todo, para que se conheçam as necessidades dos alunos, os limites, as condições e os modelos de vida, para que se possa interagir de forma que produzam aprendizagem significativa. O MEC e a Secretaria de Educação Especial (BRASIL, 2002, p.16), orientam para o uso desses materiais como estratégia de atuação ao pedagogo hospitalar promovendo o seu acesso as diferentes formas de aquisição do conhecimento. Da mesma forma, a disponibilidade desses recursos propiciarão as condições mínimas para que o aluno mantenha contato com colegas e professores de sua escola, quando for o caso.  Observa-se que esses materiais auxiliam no bom desempenho das aulas facilitando a transmissão e o acesso ao conhecimento, seja ele, visual, auditivo, sensorial ou em contato direto com o tato, se for o caso.
  • 7. A atuação do pedagogo hospitalar  O pedagogo hospitalar tem um papel fundamental na educação da criança e do adolescente hospitalizado, pois tem a finalidade de acompanhar o período de ausência escolar do aluno na escola de origem, durante todo o processo de internação, preparando-o para o retorno à vida e também para a educação básica regular.  Este novo papel com que se depara a Pedagogia Hospitalar compreende os procedimentos necessários à educação de crianças e adolescentes hospitalizados, de modo a desenvolver uma singular atenção pedagógica aos escolares que se encontram em atendimento hospitalar na concretização de seus objetivos (KRYMINICE; CUNHA, 2010 p.176 apud MATOS; MUGIATTI, 2006).  Com relação à pessoa hospitalizada, o tratamento de saúde não envolve apenas os aspectos biológicos da tradicional assistência médica à enfermidade. A experiência de adoecimento e hospitalização implica mudar rotinas; separar-se de familiares, amigos e objetos significativos; sujeitar-se a procedimentos invasivos e dolorosos e, ainda, sofrer com a solidão e o medo da morte – uma realidade constante nos hospitais. Reorganizar a assistência hospitalar, para que dê conta desse conjunto de experiências, significa assegurar, entre outros cuidados, o acesso ao lazer, ao convívio com o meio externo, às informações sobre seu processo de adoecimento, cuidados terapêuticos e ao exercício intelectual (BRASIL, 2002, p.10).
  • 8.  O pedagogo hospitalar pode organizar saraus literários, oficinas de arte e outras atividades, sempre partindo do professor-educador, especialmente liderado no meio artístico, ligando o ensinar diretamente com as habilidades da criança, para que floresça no indivíduo interesse e conhecimento por algumas dessas linguagens (LIMA, 2014, p.22).  [...] capacitado para trabalhar com a diversidade humana e diferentes vivências culturais, identificando as necessidades educacionais especiais dos educandos impedidos de frequentar a escola, definindo e implantando estratégias de flexibilização e adaptação curriculares. Deverá, ainda, propor os procedimentos didático-pedagógicos e as práticas alternativas necessárias ao processo ensino-aprendizagem dos alunos, bem como ter disponibilidade para o trabalho em equipe e o assessoramento às escolas quanto à inclusão dos educandos que estiverem afastados do sistema educacional, seja no seu retornam, seja para o seu ingresso (BRASIL, 2002, p.22).
  • 9. Análise de dados e resultados  Em média, são realizados 700 atendimentos mensais e a ação está em expansão para atender ainda mais estudantes em 2015. E, para aprimorar o trabalho de professores e gestores responsáveis pelas aulas nos hospitais, a Educação elaborou uma cartilha, intitulada de “Atendimento Educacional em Ambiente Hospitalar”. Distribuído a todas as 91 Diretorias Regionais de Ensino, o material reúne orientações para a abertura, funcionamento e conteúdo programático das classes hospitalares que podem funcionar em unidades de saúde públicas e privadas (SÃO PAULO, 2015).
  • 10. Análise de dados e resultados
  • 11. Referências Bibliográficas  BRASIL. Ministério da Educação. Classe hospitalar e atendimento pedagógico domiciliar: estratégias e orientações./Secretaria de Educação Especial. – Brasília: MEC; SEESP, 2002. 35p.  _________. Lei 11.104, de 21 de março de 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11104.htm Acesso em: 13/04/2015.  KRYMINICE, Andressa Oliveira de Souza; CUNHA, Célia Regina Algarte da. As Múltiplas linguagens artísticas e a criança enferma. In: MATOS, Elizete Lúcia Moreira (Org.). Escolarização hospitalar: educação e saúde de mãos dadas para humanizar. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 2010.  LIMA, Rafael Correia. A Influência das Linguagens Artísticas para a Criança Hospitalizada. Revista Método do Saber, São Paulo, Ano 06, número 07, ago-fev 2014, p.19-26.  MARTINS, Sônia Pereira de Freitas. Hospitalização escolarizada em busca da humanização social. In: MATOS, Elizete Lúcia Moreira (Org.). Escolarização Hospitalar: educação e saúde de mãos dadas para humanizar. – 3. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.  SÃO PAULO. Secretaria de Estado de Educação. Em três anos, Educação aumenta em 23% número de classes em hospitais. Disponível em: http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/educacao-elabora-cartilha-com-orientacoes-para- professores-e-gestores-do-classe-hospitalar Acesso em: 24/02/2015 as 22h40m.