Ppc de medicina caa

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Ppc de medicina caa

  1. 1. 1REGIME ACADÊMICO E INTEGRALIZAÇÃO DO CURSODENOMINAÇÃO Curso de MedicinaREGIME DE MATRÍCULA Seriado AnualVAGAS ANUAIS24 vagas com um ingresso anual;50 vagas com ingresso anual a partir de 2016TURNO DE FUNCIONAMENTOPeríodo IntegralDIMENSÕES DAS TURMAS NASATIVIDADES TEÓRICAS EPRÁTICASTurmas de 24 alunos.Grupos de até 9 alunos nas sessões de tutoria.Grupos de até 9 alunos nas atividades práticasrealizadas nos módulos horizontais CHA e PIESC.Grupos de até 25 alunos nas atividades depráticas dos Laboratórios Integrados.Relação de 4 alunos por docente nas atividadesdo estágio supervisionado (internato).DURAÇÃO DO CURSOO curso terá duração de 7.868 horas, com tempode integralização de, no mínimo, doze semestrese, no máximo, dezoito semestres letivos.
  2. 2. 24. Projeto Pedagógico do Curso de Medicina da UFPE - CARUARU4.1. Introdução: Concepções que influenciam os Projetos Pedagógico dos cursos deMedicinaO ensino da medicina, na graduação, está em evolução permanente.Em especial, três concepções influenciam de forma continua a maneiracomo preparamos os programas educacionais na medicina.A concepção científica, origina-se entre o final do século XIX e o iníciodo século XX. Surge no limiar dos progressos da ciência e da tecnologia, odesenvolvimento das especialidades e com o relatório Flexner, umdiagnóstico refinado da situação das escolas e do ensino de medicina,publicado em 1910 nos Estados Unidos. Neste contexto, na reforma que seseguiu, a prática educacional essencialmente passa a ser vista como umacapacitação técnica cientificamente fundamentada.Uma nova concepção surge durante a década de 50, propõe aintegração de princípios pedagógicos ao ensino de medicina. Destacou-se opioneirismo de John Dewey e seus aprendizes da Case Western ReserveUniversity, com métodos de ensino-aprendizagem que atualmente servemcomo base para a estratégia pedagógica inovadora centrada no estudante ebaseada na resolução de problemas, utilizada com sucesso em inúmerasescolas médicas de todo o mundo, inclusive no Brasil.A terceira concepção estimula as escolas para a formação de médicoscomprometidos com os fatores sociais que interferem na saúde dacomunidade e não apenas oferecendo o tradicional treinamento para oatendimento individual. Estas transformações foram adotadas em especial,de modo integral ou parcial, por instituições de países da América Latina.Estas concepções surgiram dos contextos sociais predominantes, hojeas instituições de ensino superior têm sido estimuladas a transformarem-seem direção a um ensino que valorize a eqüidade.No processo de formação do médico isto tem sido traduzido comouma graduação que contribua para a construção das habilidades adequadasàs exigências da carreira profissional, exercidas de forma ética, com foco naqualidade da assistência e na eficiência e relevância do trabalho em saúde,
  3. 3. 3com responsabilidade e curiosidade científica, que lhes permita recuperar adimensão essencial do indivíduo cuidado: a relação entre humanos e oambiente.A mudança de paradigma proposta pela UFPE, fundamentado nasDiretrizes Curriculares Nacionais, promove a aprendizagem direcionada paraa construção do conhecimento, habilidades e atitudes como expressãosíntese da compreensão das quatro dimensões do processo deensino/aprendizagem (Relatório para a UNESCO da Comissão Internacionalsobre Educação para o século XXI, DELORS, 1999): aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos dacompreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver junto, a fim de participar e cooperar com osoutros em todas as atividades humanas; aprender a ser, via essencial que integra os três precedentes.4.2. Métodos de aprendizagemEste projeto está baseado: na aprendizagem ativa e com significado para o aprendiz: onde os estudantesem grupos tutoriais (GT), em dinâmica própria, definem os objetivos deestudo a partir de problemas relevantes nos contextos clínico e social(aprendizagem baseada em problemas). Na interação com os colegas ecom o tutor, trabalha-se a colaboração, a integração dos saberes.Durante todo o tempo, os estudantes são estimulados a busca deinformações entre si, na biblioteca, salas de aula e laboratórios, e comos professores especialistas no temas abordados. na diversificação dos cenários de aprendizagem: centrado na prática decompetências e habilidades em ambiente protegido (laboratórios esimulação) e na exposição do aprendiz às reais necessidades de saúdeda população. Os alunos terão a oportunidade de conhecer acomunidade e propor intervenções (aprendizagem baseada em tarefas),
  4. 4. 4como se dá a manutenção da saúde e os seus agravos, utilizado a redeassistencial do Sistema Único de Saúde ao longo do curso. no aprender fazendo: utiliza a inversão da seqüência clássicateoria/prática, caracterizando que o conhecimento ocorre na ordeminversa, ou seja, da prática para a teoria. Neste caso, as possibilidadesde estímulo à aprendizagem e a construção do conhecimento sãodiversas,: o ponto de partida pode ser a prática profissional e/ou social,idéias, reflexões e questionamentos. As situaçõe problema pode ser frutoda observação real ou elaborada por especialistas, com base nanecessidade de incorporação de conceitos, mecanismos e princípios. Arelação prática-teoria-prática deve ser priorizada. na interdisciplinaridade: uma grande vantagem da aprendizagembaseada em problemas é a possibilidade de se discutirconcomitantemente os aspectos biológicos, psicológicos, culturais esocioeconômicos envolvidos, uma vez que as ciências médicas sesituam na interface das ciências biológicas e das ciências humanas. Narealidade, se pretende conjugar o método pedagógico que melhordesenvolva os aspectos cognitivos da educação (aprender a aprender)com o método que permite o melhor desenvolvimento das habilidadespsicomotoras e de atitudes (aprender fazendo). na utilização de diversas técnicas pedagógicas: o modelo pedagógicoproposto não é exclusivista nem excludente. Seu eixo metodológicopossibilita a oportunidade do exercício de outras técnicas pedagógicas,como é o caso das conferências e da abordagem teórica ou prática dosnúcleos de conhecimento, momentos estes de natureza expositiva.Tanto a conferência como a abordagem teórica estão presentes nadistribuição das atividades que serão operacionalizadas na “semanapadrão”. no permanente aperfeiçoamento curricular: o modelo prevê a avaliaçãocomo elemento que retro alimenta seu aperfeiçoamento e a mudançacurricular, tendo a auto-avaliação como elemento essencial deste
  5. 5. 5processo. Esta avaliação constituirá uma unidade curricular, comparticipação de professores e alunos. As unidades curriculares emmódulos temáticos favorecem também a flexibilidade, permitindo aintrodução de novos problemas e a atualização permanente por meio dosmódulos transversais.Em síntese, o modelo pedagógico do curso de medicina da UFPE-Caruaru está em consonância com as reformas pretendidas para o ensinomédico, objetivando a formação do profissional generalista que estejacomprometido com a promoção, a prevenção e a recuperação da saúde,com base em princípios éticos e humanísticos estando voltado para asnecessidades sociais da região, sendo totalmente fundamentado nasDiretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação em Medicina,(CNE/CES 1,133/2001) aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação ehomologadas pela Resolução nº 4 de novembro de 2001.4.3. Organograma da organização e administração acadêmicaO curso de medicina da UFPE - CARUARU será estruturado emnúcleos, a partir da sua autorização de funcionamento pelo Ministério daEducação, que substituem o modelo departamental. As áreas deconhecimento médico, tradicionalmente desmembradas em disciplinas, sãoreagrupadas em grandes temas curriculares. Nos temas estão agrupados asunidades curriculares (módulos) interdisciplinares. Os núcleos são osresponsáveis pela integração dos objetivos do aprendizado durante todo ocurso, e pelo trabalho de investigação (pesquisa). Estes núcleos são abaixodescriminados em conjunto com os temas que o compõem:Núcleo Saúde O ser biológico Assistência a saúde Processo saúde–doença
  6. 6. 6 Necessidades especiais e autonomiaNúcleo Social O ser social Busca do conhecimento Saúde e sociedade ComunicaçãoNúcleo de Educação em Saúde Desenvolvimento curricular Métodos de ensino e aprendizagem Avaliação Desenvolvimento docenteOs Núcleos de Saúde e Social são responsáveis pela formulação dosconteúdos dos módulos, assegurando a atualidade e pertinência dos temascurriculares, bem como a modificação e a introdução de novos temas,fundamentados por meio do trabalho de investigação.O Núcleo de Educação em Saúde ficará responsável pela comissão deavaliação docente e discente e pela comissão de avaliação curricular. Ascomissões contarão com a participação de um membro discente.Os professores do curso de medicina da UFPE - CARUARU podemparticipar de mais de um núcleo, permitindo-se a integração entre as áreasclínicas e básicas.Cada núcleo terá um coordenador, responsável por:(1) atualizar a temática das áreas afins,(2) sugerir a incorporação de novas áreas de conhecimento,(3) implementar ações para criação dos grupos de pesquisa,(4) promover ações de extensão, e(5) promover a integração ensino-pesquisa e extensão.Os temas dão origem às unidades curriculares, denominadas demódulos (quadros nas páginas seguintes) quando visualizada a estruturacurricular, distribuídas ao longo dos primeiros quatro anos do curso. Os
  7. 7. 7módulos embora apresentados didaticamente individualizados devem serdesenvolvidos de forma integrada, fortalecendo a interdisciplinaridade.Núcleo de SaúdeTEMASO Ser Biológico Atenção à saúde Processo saúde-doençaNecessidades especiais eautonomiaMódulosConcepção eformação.Nascimento,crescimento edesenvolvimentoMecanismos deagressão edefesa.Percepção,consciência eemoçãoCrescimento edesenvolvimento.Processo deenvelhecimentoProliferaçãocelular.Locomoção eapreensãoProliferação celular. Saúde da mulherdo homem e dafamíliaSaúde damulher dohomem e dafamíliaProblemas mentaise docomportamentoFunções biológicas Dor I. Dor IIPercepção,consciência e emoção.Febre, inflamação einfecçãoFebre,inflamação einfecção.Processo deenvelhecimentoLocomoção eapreensãoLocomoção eapreensão.Desordensnutricionais emetabólicasProblemas mentaise docomportamento.Doençasresultantes daagressão domeio ambienteEmergências Emergências EmergênciasDesordensnutricionais emetabólicasDesordensnutricionais emetabólicas.Distúrbiossensoriais, motorese da consciência.Distúrbiossensoriais,motores e daconsciênciaDistúrbiossensoriais, motorese da consciência
  8. 8. 8Núcleo SocialTemasO ser social Busca doconhecimentoSaúde e Sociedade ComunicaçãoMódulosPercepção,consciência eemoção.Introdução aoestudo dasaúde.Universalidadedas ações desaúde.Percepção,consciência eemoção.Teoria Social eSaúdeGestão eplanejamentodos Serviços deSaúde.Violência Problemasmentais e docomportamento.A lógica doindividual e docoletivoTecnologia egestão dainformação emsaúdeA lógica doindividual e docoletivoComunicaçãoaplicada à saúdeIniciaçãocientífica
  9. 9. 9Os módulos do 5º e do 6º que correspondem aos estágiosprofissionais, serão desenvolvidos principalmente nos ambientesassistenciais da rede pública de saúde e terão coordenador próprio.O Colegiado de curso será constituído por:1. Coordenador do Curso de Medicina, seu presidente, nomeadopelo diretor geral da UFPE - CARUARU;2. Coordenador do Núcleo de Saúde, indicado pelo coordenadordo curso;3. Coordenador do Núcleo Social, indicado pelo coordenador docurso;4. Coordenador de Estágios Profissionais, indicado pelocoordenador do curso;5. Professores do curso de medicina;6. Um representante discente de cada série, escolhido pelospares;As atribuições do coordenador do curso estão previstas no RegimentoGeral da UFPE - CARUARU; este também ocupará a função de coordenadordo Núcleo de Saúde. O organograma que representa a estruturaadministrativa/acadêmica é apresentado na página seguinte.4.5. Objetivos do curso de medicinaNo curso de medicina da UFPE - CARUARU, o processo de formaçãode atitudes e comportamentos é avaliado durante todo o curso pelo sujeitoda aprendizagem (auto-avaliação), seus tutores nos grupos tutoriais,professores e preceptores, assim como o plano de estudos a que estesseguem. Não há separação entre os objetivos da aprendizagem e osobjetivos da avaliação. Deste modo, consideramos a avaliação comoindutora e parte essencial do processo ensino-aprendizagem.
  10. 10. 10No final de sua formação universitária, o graduado em Medicina pelaUFPE - CARUARU deverá possuir as competências e respectivas habilidadesestabelecidas nos objetivos do aprendizagem em seis áreas:I. Valores profissionais, atitudes, comportamento e ética.II. Habilidades de comunicação.III. Fundamentos médico-científicos.IV.Habilidades clínicas.V. Saúde coletiva e sistema de saúde.VI.Gestão da informação e raciocínio crítico.Os objetivos específicos de cada uma das áreas, determina umacompetência ou habilidade possível de ser aferida. Distribuem-se damaneira que se segue:I. Valores profissionais, atitudes, comportamento e éticaA. Aplicar os princípios morais, éticos, e ter responsabilidadeslegais inerentes à profissão.B. Demonstrar valores profissionais que incluem a busca daexcelência, o altruísmo, a responsabilidade, a compaixão, aempatia, disponibilidade de prestar contas dos atos cometidos,a honestidade e integridade, e o compromisso aos métodoscientíficos.C. Promover, proteger, e realçar os elementos acima para obenefício dos pacientes, da profissão e da sociedade em geral.D. Reconhecer que a boa prática médica depende dacompreensão e do relacionamento com o paciente e a famíliarespeitando-se a diversidade cultural, crenças e autonomia.E. Aplicar para a tomada de decisão os aspectos morais, éticos,legais e profissionais.
  11. 11. 11F. Auto-avaliar-se e reconhecer as limitações pessoais, incluindoas do conhecimento médico.G. Demonstrar respeito aos colegas e outros profissionais desaúde e promover um relacionamento colaborativomultiprofissional.H. Reconhecer a obrigação moral de fornecer cuidados no fim davida, incluindo o tratamento paliativo.I. Reconhecer as questões éticas e médicas relativas àdocumentação, prontuário, plágio, e propriedade intelectual.J. Planejar e controlar eficientemente o tempo de trabalho,contemplando as atividades para lidar com a incerteza eadaptar-se a mudanças.K. Responsabilizar-se pessoalmente pelo cuidado individual depacientes.II. Habilidades de comunicaçãoa. Sintetizar as informações relevantes sobre os problemasapresentados.b. Facilitar a compreensão dos pacientes e suas famílias parapermitir decisões compartilhadas.c. Comunicar-se ética e eficazmente com colegas, instituições,comunidade, e mídia.d. Interagir com outros profissionais envolvidos nos cuidados como paciente, por meio de trabalho em equipe.e. Demonstrar habilidades e atitudes para ensinar /aprenderjunto aos membros da equipe de saúde.f. Demonstrar sensibilidade aos fatores sócio-culturais norelacionamento com os pacientes e na interação com acomunidade.g. Comunicar-se eficazmente de forma verbal e não-verbal.h. Interpretar textos em línguas estrangeiras: espanhol e inglês.
  12. 12. 12i. Desenvolver e manter registros médicos adequados.j. Sintetizar e apresentar a informação apropriada àsnecessidades do público.k. Discutir os possíveis planos de ação considerando asprioridades do indivíduo e da comunidade.III. Fundamentos médico científicosa. Utilizar os fundamentos da estrutura e funções do corpohumano na avaliação clínica e complementar.b. Explicar as alterações mais prevalentes do comportamentohumano.c. Avaliar os determinantes e fatores de risco importantes aosagravos da saúde e sua interação com o ambiente físico esociald. Conhecer os mecanismos moleculares, celulares, bioquímicos efisiológicos que mantêm a homeostase.e. Analisar o ciclo de vida humano e explicar os efeitos docrescimento, do desenvolvimento e do envelhecimento noindivíduo, na família e na comunidade.f. Explicar a etiologia e a história natural das doenças maisprevalentes no Brasil.g. Aplicar os conhecimentos da epidemiologia, economia egerência da saúde na atenção primária.h. Aplicar os conhecimentos dos princípios da ação e uso dosmedicamentos.i. Avaliar os efeitos das intervenções relevantes de caráter social,psicológica e clínico-cirúrgica na doença, na reabilitação e noscuidados no final da vida.IV. Habilidades clínicas
  13. 13. 13a. Fazer anamnese incluindo aspectos do contexto de vida:econômicos, sociais e ocupacionais.b. Realizar um exame físico geral e especial, incluindo o doestado mental.c. Aplicar os procedimentos diagnósticos clínicos ecomplementares necessários para interpretar os achados, epara definir a natureza do problema.d. Executar estratégias diagnósticas e terapêuticas apropriadaspara manutenção da vida, utilizando os princípios da medicinabaseada em evidencias.e. Desenvolver o julgamento clínico para estabelecer diagnósticose terapias.f. Reconhecer as condições mórbidas que podem implicar emrisco de morte.g. Utilizar apropriadamente recursos humanos, intervençõesdiagnósticas, modalidades terapêuticas e infra-estruturas físicade apoio.V. Saúde coletiva e sistema de saúdea. Conhecer determinantes do processo saúde-doença dapopulação relacionada ao estilo de vida, genética, demografia,ambiente, cultura e condições sociais e econômicas.b. Reconhecer os diversos papéis que o médico pode exercer napromoção da saúde dos indivíduos, das famílias e dacomunidade.c. Conhecer o perfil epidemiológico de saúde local, regional,nacional e incluindo as tendências de morbidade e mortalidade,do impacto da migração, e de fatores ambientais na saúde.
  14. 14. 14d. Agir de maneira interdisciplinar e multiprofissional parapromover intervenções que requerem parceria com apopulação.e. Compreender os princípios do sistema de saúde, incluindo assuas políticas, organização, financiamento, medidas de custo-efetividade e os princípios de gestão.f. Analisar os mecanismos que determinam o acesso, a equidade,à eficácia, e à qualidade do cuidado de saúde.g. Utilizar os dados demográficos e epidemiológicos para tomadade decisões na saúde.VI. Gestão da informação e raciocínio críticoa. Organizar e manter os registros de sua prática medica parafins de avaliação, melhoria e divulgação.b. Recuperar a informação sobre pacientes específicos em umabase dados clínicos.c. Procurar, coletar, organizar e interpretar informaçõesrelacionadas a saúde, de modo crítico e analítico, utilizandobases de dados e fontes diferentes.d. Demonstrar raciocínio crítico, cepticismo, criatividade e atitudeinvestigadora orientada na pesquisa para embasar asatividades profissionais.e. Usar a tecnologia de informação e de comunicação paraauxiliar em medidas diagnósticas, terapêuticas, preventivas, epara rastreamento e a monitorização do estado de saúde.f. Compreender o poder e as limitações do pensamento científicobaseado na informação obtida.g. Analisar criticamente a complexidade, a incerteza e aprobabilidade nas decisões na prática médica.4.6. O Perfil do Egresso
  15. 15. 15O perfil do formando da UFPE - CARUARU atende na íntegra o quepreconiza o Conselho Nacional de Educação por meio da resolução CNE/CESNº 4, de 7 de novembro de 2001, que instituiu as Diretrizes CurricularesNacionais do curso de Graduação em Medicina:“Médico, com formação generalista, humanista, crítica ereflexiva. Capacitado a atuar, pautado em princípios éticos, noprocesso de saúde - doença em seus diferentes níveis deatenção, com ações de promoção, prevenção, recuperação ereabilitação à saúde, na perspectiva da integralidade daassistência, com senso de responsabilidade social ecompromisso com a cidadania, como promotor da saúdeintegral do ser humano.”
  16. 16. 164.7. Fundamentação da estrutura curricularA estrutura e conteúdos curriculares contidas neste projeto resultam daconstrução coletiva que definiram os seguintes princípios norteadores: Currículo baseado no aprendizado por competências; Mudança do modelo hospitalocêntrico para um ensino orientado paracomunidade; Integração das práticas profissionais; Utilização de metodologias de ensino centradas no estudante; Utilização das questões de saúde locais para o preparo dos casos dosgrupos tutoriais; Promoção da qualificação docente continuada, coerente com o projetopedagógico; Utilização de novas tecnologias para o ensino, como as que utilizam-seda tecnologia da informação e de mídias interativas; Criação de grupos de pesquisa nos núcleos do curso.Nesta proposta curricular, o aluno tem contato com situações reaisdesde o inicio. Estas incluem encontros com a comunidade e com pacientes.Na comunidade as questões de manutenção da saúde individual ou coletivasão conhecidas, e os pacientes permitem o primeiro encontro com oprocesso saúde-doença. Nesta proposta integradora, teoria e práticaavançam lado a lado, um oferecendo suporte ao outro. Desta maneira aoevoluir em direção a prática clínica obtém-se um aprofundamento teórico.Convencionou-se denominar como em “Z” a forma deste currículo.
  17. 17. 17A utilização de metodologias pedagógicas centradas no aluno, permiteque os problemas apresentados nos grupos tutoriais sejam o ponto departida para o aprendizagem. Estes problemas podem ser ofertados dediversas maneiras, contextualizando situações reais. Para tal, textos,imagens ou vídeos são utilizados. Do mesmo modo o encontro com acomunidade e com os pacientes servem a este fim.O grupo tutorial é o momento principal onde a aprendizagem se inicia pormeio da análise da informação disponível e sua integração. Nestes grupos aaprendizagem, e a avaliação desta, não está concentrado apenas nodomínio cognitivo (conhecimento) mas em todas as áreas de competênciamédica que envolvem os domínios psicomotor e afetivo.Os componentes do conhecimento morfológico e fisiológico sãotrabalhados simultaneamente com os três entendimentos dos processosessenciais ao profissional médico:1. Entendimento dos processos bio-psico-sociais2. Entendimento dos processos diagnósticos3. Entendimento dos processos de intervençãoEstes entendimentos abrangem as fases tradicionais, teórica e prática, esua complexidade aumenta com o progredir no curso. Os conteúdos sãoofertados por meio de módulos de ensino, que apresentam como eixocentral temas aglutinadores. As atividades pedagógicas dos módulosincluem grupos tutoriais, palestras, práticas em laboratórios que integramas ciências básicas e em laboratórios de habilidades gerais e clínicas.Estes conteúdos e atividades pedagógicas permitem ao estudanteadquirir as competências inerentes ao profissional médico, resumidas noquadro abaixo.
  18. 18. 18O que o médico é capaz de fazer“Fazer a coisa certa”1. Competência em habilidades clínicas2. Competência em procedimentos práticos3. Competência na investigação do paciente4. Competência ao conduzir o paciente5. Competência na promoção da saúde e na prevenção das doenças6. Competência em comunicação7. Competência no gestão da informaçãoA prática médica“Fazer corretamente”8. Entendimento das ciências básicas e clínicas e seus princípios9. Ter atitudes éticas10. Utilizar habilidades de tomada de decisão, raciocínio clínico ejulgamentoO profissional médico“Ser a pessoa certa”11. Entendimento do seu papel dentro do sistema de saúde12. Atitude positiva para o desenvolvimento pessoal
  19. 19. 194.8. Os ciclos do curso, seus módulos e metodologia de ensinoO curso de Medicina da UFPE - CARUARU, adota uma estruturacurricular representada por dois ciclos. O primeiro ciclo é composto pelosquatro primeiros anos e o segundo ciclo por um período de estágio, sob aforma de módulos de práticas, com duração de dois anos.A estrutura modular, substitui a tradicional estrutura por disciplinas.Isso não significa o desaparecimento dos conteúdos das disciplinas, massim a prática da integração e interdisciplinaridade. Os módulos são de doistipos: verticais e transversais. Os conteúdos dos módulos verticais sãoofertados somente aos alunos das respectivas series. Nos módulostransversais, os mesmos conteúdos são trabalhados pelos estudantes da 1aa 4aseries.Nos módulos verticais são ofertados os conteúdos de fundamentaçãodas ciências básicas integradas entre si e as ciências clínicas. Estes módulossão denominados de Temáticos Interdisciplinares, com duração de seissemanas. A inserção na comunidade se faz por meio do módulo vertical“Práticas Interdisciplinares de Ensino, Serviço e Comunidade” (PIESC), comduração de 40 semanas por série.Do primeiro ao quarto ano, cada série é composta por dez módulos:· seis módulos Temáticos Interdisciplinares;· um módulo de Práticas Interdisciplinares de Ensino, Serviço eComunidade;· um módulo transversal;· um módulo de iniciação científica;· um módulo de avaliação do curso.
  20. 20. 20Os conteúdos cognitivo, psicomotor e afetivo de cada módulo serãoabordados por meio de: Grupos tutoriais; Aulas expositivas de integração de conteúdos e deatualização; Atividades de entrevista ao especialista (arena); Atividades no Laboratório Morfofuncional; Atividades nos Laboratórios de Habilidades Gerais eProcedimentos Clínicos.As competências e habilidades serão praticadas e aprendidas emdiversos cenários de aprendizagem: nos laboratórios Morfofuncional, de HabilidadesGerais e Procedimentos Clínicos (ambientesprotegidos), podendo ser sob supervisão ou nosespaços livres; na comunidade (sob supervisão); nos centros de saúde e hospitais (sob supervisão).
  21. 21. 214.9. Módulos do curso de Medicina1oCiclo1a– 4aseriesSemestre Duraçãosemanas1asérie 2asérie 3asérie 4asérieMÓDULOS MÓDULOS MÓDULOS MÓDULOS1 06 MD 101Introduçãoao estudoda saúdeMD 201Nascimento,crescimento edesenvolvimentoMD 301Febre,inflamação einfecçãoMD 401Queixasabdominais06 MD 102Concepçãoe formaçãodo serhumanoMD 202Doençasresultantes daagressão domeio ambienteMD 302Dispnéia, DorTorácica eEdemasMD 402Fadiga ePerda dePeso06 MD 103Processo deCuidarMD 203 ProcessodeenvelhecimentoMD 303Distúrbiossensoriais,motores e daconsciênciaMD 304ProjetoPesquisa02 MD 104MódulotransversalMD 204MódulotransversalMD 304MódulotransversalMD 404Módulotransversal2 06 MD 105Mecanismos deagressão edefesaMD 205Saúde damulher, dohomem e dafamíliaMD 305DorMD 405QuadrosAbdominaisAgudos06 MD 106FunçõesbiológicasMD 206ProliferaçãocelularMD 306Desordensnutricionais emetabólicas.MD 406O RecémNascido01 MD 107IniciaçãoCientíficaMD 207 IniciaçãoCientíficaMD 307 IniciaçãoCientíficaMD 407IniciaçãoCientífica06 MD 108Perda deSangueMD 208LocomoçãoMD 308Problemasmentais e docomportamento.MD 408Gestão dosServiços deSaúde01 MD 109Avaliaçãodo cursoMD 209 Avaliaçãodo cursoMD 309Avaliação docursoMD 409Avaliação docursoDuração 40 semanas por série
  22. 22. 22As PIESC integra os conteúdos dos outros módulos com a prática sobsupervisão na comunidade. Os temas de integração interdisciplinar e inter-profissional servirão de eixo para o aprendizado e para a aquisição decompetências.Carga Horária do 1oCicloAs atividades acadêmicas dos módulos que compõem a estruturacurricular da 1aa 4asérie obedecerão as seguinte cargas horárias:SeriesTipos de MóduloDuração de cada módulo em semanasNúmero de módulos por anoCargaHoráriaAnualVerticais TransversaisTemáticosInterdisciplinaresPIESC Atualização IniciaçãoCientificaAvaliação06semanas/módulo40semanas/módulo02semanas/módulo01semana/módulo01semana/módulo06módulos/ano01módulo/ano01módulo/ano01módulo/ano01módulo/anoCarga Horária por Módulo e por Série/Carga Horária Anual por Módulo e SériePrimeira 108/648 160/160 44/44 40/40 30/30 922Segunda 108/648 160/160 44/44 40/40 30/30 922Terceira 108/648 160/160 44/44 40/40 30/30 922Quarta 120/720 160/160 44/44 40/40 30/30 994Totais: 1oCiclo2664 horas 640 horas 176 horas 160 horas 120 horas 37602oCiclo5a– 6aseriesO InternatoUtiliza a prática e os ensinamentos adquiridos durante os anosanteriores de estudo. Tem por objetivo capacitar os estudantes demedicina a aprofundar os conhecimentos nas doenças prevalentes namedicina do adulto e da criança, no indivíduo e na comunidade, nas áreas
  23. 23. 23de pediatria, ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral e medicina interna,sendo capaz de:· saber reconhecer a ausência da normalidade;· saber diagnosticar e realizar procedimentos propedêuticos;· saber tratar e realizar procedimentos terapêuticos em nívelambulatorial e hospitalar;· saber referenciar;· promover a prevenção a saúde.O aluno do internato terá direito a ter 25% da carga horária totalestabelecida para o internato sob a forma de estágio eletivo. A realização detreinamento supervisionado fora da unidade federativa ficará condicionadapreferencialmente aos serviços do Sistema Único de Saúde, bem como eminstituições conveniadas que mantenham programas de Residênciacredenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica.Séries Carga horária anualQuinta série 2.080Sexta série 2.028Total 4.108Temas de Integração das Práticas Interdisciplinares de Ensino, Serviço e Comunidade - PIESCSemestre Semanas1º anoPIESC 012º anoPIESC 023º anoPIESC 034º anoPIESC 041 e 2 40 AComunidadee o Sistemade SaúdeA Prevenção AtençãoPrimariaProgramas deSaúde
  24. 24. 24Módulos do 2oCicloDuração em semanasInclui plantão de 12 horas no final desemana5º ano 6º anoMÓDULOS MÓDULOS08 Medicina Ambulatorial doAdultoClinica Cirúrgica08 Medicina Ambulatorial daCriançaGinecologia eObstetrícia08 Urgência e Emergência Clínica MédicaHospitalar02 Cirurgia Ambulatorial Cuidados Intensivos06 Centro de Saúde Pediatria06 Especialidades Médicas Centro de Saúde01 Iniciação Científica Apresentação TCC01 Avaliação do curso GraduaçãoTotal 40 semanas 39 semanas
  25. 25. 254.10. A semana padrãoA semana padrão contém as atividades acadêmicas e os espaçoslivres que compõem a carga horária do curso. Foi planejada para ser aestrutura na qual o curso irá se basear do primeiro ao quarto ano (oprimeiro ciclo).A semana padrão possibilita uma utilização racional da estruturafísica do curso médico, além de fornecer ao estudante uma noção específicade seu tempo, incluindo tempo livre (áreas verdes) para o estudo individual,consulta a biblioteca, treinamento livre nos laboratórios morfofuncional e dehabilidades e para o lazer. No sábado poderá haver uma sessão deintegração com todos os estudantes do curso.As atividades descritas como exposição poderão ser ocupadas porconferências de atualização, entrevistas com especialistas e aulas deintrodução aos conteúdos dos temas. O conteúdo da atividade de exposiçãoestá relacionado com as demais atividades da semana. Do mesmo modo, asatividades nos laboratórios do Centro de Aprendizado em Saúde serãoplanejadas para a completa integração dos conteúdos teóricos e práticos dasemana. Nas próximas páginas visualizamos as semanas padrão planejadaspara os quatro primeiros anos do curso.
  26. 26. 26Primeira SériePeríodo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado08 – 10h GrupoTutorialPIESC PIESC GrupoTutorialLaboratório deHabilidadesIntegração10 – 12h14 – 16h LaboratórioMorfofuncionalExposição LaboratórioMorfofuncionalExposição16 – 18h Laboratório deHabilidadesSegunda SériePeríodo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado08 – 10h Integração10 – 12h GrupoTutorialPIESC PIESC Grupo Tutorial Laboratório deHabilidades14 – 16h LaboratórioMorfofuncional16 – 18h ExposiçãoLaboratório deHabilidadesLaboratórioMorfofuncionalExposição
  27. 27. 27Terceira SériePeríodo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado08 – 10h GrupoTutorialPIESC PIESC GrupoTutorialLaboratório deHabilidadesIntegração10 – 12h14 – 16h LaboratórioMorfofuncionalExposição LaboratórioMorfofuncionalExposição16 – 18h Laboratório deHabilidadesQuarta SériePeríodo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado08 – 10h Integração10 – 12h GrupoTutorialPIESC PIESC GrupoTutorialLaboratóriodeHabilidades14 – 16h LaboratórioMorfofuncional16 – 18h ExposiçãoLaboratório deHabilidadesLaboratório deHabilidadesLaboratórioMorfofuncionalExposiçãoEstrutura curricular:· Módulos no primeiro e segundo ano, que utilizam diversosformatos de instrução, predominando nos grupos tutorais aaprendizagem baseada em problemas (ABP) e a educação pelamelhor evidência médica (EMEM). O aluno atende as atividadesestruturadas dos laboratórios morfofuncionais e das ciências
  28. 28. 28básicas, de habilidades gerais e clínicas. Práticas interdisciplinaresde interação ensino, serviço e comunidade (PIESC) comporão ummódulo específico com duração equivalente a do ano letivo. Estemódulo permitirá o primeiro contato com a comunidade e seusagravos de saúde. As aulas expositivas, terão caráter deatualização e de integração entre as ciências básicas e as ciênciasclínicas e poderão ter como tema questões específicas.· Módulos no terceiro e quarto anos, os quais além das atividadesexpostas acima utilizam mapas conceituais como pontos departida para resolução dos problemas propostos e sua avaliação.Nos módulos do quarto ano, os referidos problemas sãoestruturados em conjunto com a prática clínica, e o paciente ouum caso clínico é o ponto de partida. O tutor, facilitador do grupotutorial, disponibiliza a informação existente sobre o caso quandosolicitado.· Módulos de Prática Clínica no quinto ano, dentro dos serviçosclínicos, nas principais áreas de atuação médica.· Internato em prática hospitalar e prática na comunidade no sextoano.· Participação em um grupo de pesquisa no inicio do quarto ou doquinto ano, com duração de 6 meses. Durante este período oaluno participará ativamente em investigação, escreverá umtrabalho em formato de publicação e o apresentará na reuniãoanual de iniciação científica do curso, correspondente ao trabalhode conclusão do curso.
  29. 29. 29· Módulos de integração transversal: aos alunos do 1º ao 4º anosserão ofertados temas de conteúdo similar e a avaliação serácomum à todos.· O processo de avaliação será baseado na taxonomia dos objetivosda aprendizagem, onde o aluno receberá conceitos e graus emcada uma destas áreas.Nesta concepção, as metodologias ativas são ferramentas essenciaispara alcançar o que se considera o elemento central, ou seja, o sujeitoativo, crítico, capaz de transformar e ser transformador de seu contexto.Assim, as técnicas de ensino, traduzidas pelas formas de condução doprocesso devem ser técnicas que permitam trabalhar a representação doconjunto das questões, que exercitem a comunicação, o trabalho emequipe, os contatos que se fazem, formas de convivência do e com odiferente.

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