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Linguagem Pictórica:
Elementos Visuais
São Bernardo do Campo - SP, 19 de agosto de 2017.
Prof. Me. Rafael C. Lima
rafaclimarte@gmail.com
Elementos Visuais
• Pintura;
• A cor;
• Ponto, linha e plano;
• Semelhanças e contrastes;
• Tensões espaciais;
• Texturas;
• Proporção;
• Estudos formais;
• O espaço pictórico.
Elementos Visuais
Desenhando, pintando,
esculpindo, construindo...
Reproduzindo formas reais
ou imaginárias, o artista está
expressando ideias ou fatos
por meio de elementos
visuais e táteis, como a
linha, a cor, a forma, a
superfície, a luz e o espaço.
01
Assim, as artes plásticas
se manifestam por meio
da distribuição e
organização harmoniosa
desse conjunto de
elementos visuais que
formam um todo.
02
Transmitir ideias,
sensações e sentimentos
por meio da manipulação
desses elementos requer
uma elaboração adequada
desse conjunto, para dar
maior expressividade à
composição.
03
Pintura
• SE HÁ LUZ HÁ COR
• Os homens da Pré-História não
dispunham de muitos recursos
para obter as tintas, utilizavam:
terra, carvão, ossos queimados
e cristais de calcita. Estes
elementos possibilitavam
tonalidades de vermelho, ocre,
preto e branco.
Martírio de São Sebastião – Giovanni del Biondo – Museo dell’Opera
del Duomo – Florença, séc. XIV.
• Nos séculos XIV e XV, as cores misturadas eram
consideradas cores corrompidas. A pureza do
azul-ultramarino, extraído do próprio ouro,
representava cores muito valiosas e por isso eram
utilizadas nas figuras mais significativas.
A partir do século XV, começa
a ser utilizado o óleo na
composição da tinta. Somente
três ou quatro pigmentos
(substância que dá a cor) são
usados para criar mais de
vinte tonalidades de cores
diferentes. Por causa da
utilização do óleo, a secagem
torna-se mais lenta,
permitindo alterações nas
cores durante todo o processo
da obra de arte.
Ticiano, por volta de 1500,
explorou essas novas
possibilidades. Análises feitas
em suas obras comprovaram
que ele chegou a mudar
várias vezes as cores de suas
pinturas.
A maneira como percebemos
as cores depende de diversos
fatores: não tem sentido
afirmarmos que “o verde é
isto”, “o laranja é aquilo” ou
“o vermelho excita e o azul
acalma”. O vermelho ao lado
do amarelo determina uma
cor e uma sensação diferente
do vermelho ao lado do cinza.
A Dança, Henri Matisse (França, 1869-1954), óleo s/ tela,
260cm x 319cm, 1910-1911.
Assunção, Ticiano (Veneza, 1487-1576), óleo s/ madeira,
690cm x 360cm, Santa Maria de Frari, Veneza, 1516-1518.
A cor
Cor é a sensação provocada pela ação da luz sobre o
nosso aparelho de percepção visual. As cores que
vemos variam de acordo com o comprimento de onda
que compõe a luz. Estas ondas são absorvidas e
refletidas pelos objetos à nossa volta. Assim, quando
enxergamos um objeto vermelho, este objeto
absorveu todos os outros comprimentos de onda e
refletiu apenas o vermelho.
Cada cor possui seu próprio comprimento de onda: o
violeta é o mais curto e o vermelho, o mais longo. O
branco é a sensação criada pelo impacto de todos
esses comprimentos de onda ao mesmo tempo.
“O quadro é
apenas uma
superfície sobre a
qual o artista
trabalha criando
formas e cores
saídas da sua
imaginação” (Olívio
Tavares de Araújo).
• Tomie Ohtake
Trilhas onduladas, Pollock (EUA, 1912-
1956), óleo s/ tela, Galeria Nacional de
Arte Moderna, Roma, 1947.
• Existe a predominância de alguma cor? Qual?
• A cor nesta obra transmite sentimentos? Quais?
• Se você pudesse modificar as cores dessa obra,
qual você escolheria e como aplicaria as cores?
Ponto, linha e
plano
O ponto resulta do primeiro contato da ferramenta com uma
superfície. Papel, madeira, metal e tela, entre outros,
constituem a superfície. As ferramentas podem ser um lápis, um
pincel, uma caneta, uma goiva ou um giz.
Podemos dizer que a superfície já mencionada é um plano.
Assim como no desenho, a linha é um elemento que pode ser
percebido também na dança – a todo momento o corpo do
dançarino desenha no espaço uma linha contínua.
O ponto, a linha e o plano também estão presentes na natureza
e em diversas manifestações humanas.
Enquanto um ponto num plano pode sugerir imobilidade, o seu movimento gera uma linha; não importa que ela seja
reta, horizontal, vertical, inclinada ou curva, ela estará sempre associada à ideia de movimento ou direção.
Pintura mural para Joaquim Gomis, Joan Miró (1893-1983), óleo s/ fibrocimento, 125cm x 250cm , Col. Joaquim Gomis, Barcelona, 1948.
Semelhanças e contrastes
• Os elementos (cor, linha, superfície etc.) que se
apresentam em uma composição podem estar
distribuídos de forma que se perceba o contraste ou a
semelhança entre eles. O equilíbrio entre contrastes e
semelhanças ou o predomínio de um deles determina a
harmonia da obra.
São José Carpinteiro, George de La Tour
(França, 1593-1652), pintura, Museu do
Louvre, Paris, 1640.
• Observando a obra ao lado, pense nas seguintes
questões:
• Que contrastes podemos identificar?
• Existe alguma semelhança ou algum predomínio
em relação às linhas (vertical, horizontal, curva,
reta…) que percebemos nesta obra?
Delta Gamma,
Morris Louis
(EUA, 1912-
1962), pintura s/
tela, Museu de
Belas Artes,
Boston, 1960.
Tensões espaciais
• É através dos contrastes entre os diversos elementos que compõem
uma obra que percebemos as tensões espaciais. Intervalos grandes
contrastando com intervalos pequenos entre as figuras, cores claras
com cores escuras, linhas retas com linhas curvas, linhas verticais com
linhas horizontais ou inclinadas, esses são alguns dos contrastes entre
os elementos visuais que podemos notar.
Compare as duas reproduções. Em qual delas
percebemos maiores tensões espaciais?
Sem título, Maurício Nogueira Lima (Brasil), óleo s/ tela. Sem título, Cícero Dias (Brasil), óleo s/ tela.
As tensões espaciais
intensificam o caráter
dramático das obras.
• 03 de maio de 1808, Goya
(Espanha, 1746-1828), óleo s/ tela,
267cm x 356cm, Museu do Prado,
Madri, 1814-1815.
Textura
• Textura é a qualidade de
uma superfície, percebida
pelo olhar ou pelo tato.
• A textura constitui
possibilidades expressivas
na composição.
Proporção
• A maneira como dividimos o espaço e distribuímos os
elementos visuais é fundamental. Na composição, a
proporção trata das relações que as partes têm entre si e das
partes com o todo.
• No Renascimento, os artistas consideravam a proporção
como fator estético: ela era parte integrante da beleza e da
harmonia.
O homem vitruviano, Leonardo da Vinci (Itália, 1452-1519), pena e tinta, Accademia,
Veneza.
• Leonardo da Vinci desenvolveu diversos
estudos de proporções do corpo humano:
ele dizia que é possível centrar no umbigo
uma circunferência. Ele também notou
que a medida da altura do homem é
aproximadamente a mesma dos braços
abertos, permitindo inserir a figura
humana num quadrado.
Estudos formais
• A aparência externa das coisas informa-nos
sobre sua natureza. Por exemplo: a diferença
na aparência entre uma xícara e uma faca
indica qual objeto serve para conter chá e
qual serve para cortar um bolo. Quando
identificamos na arte representações de
algum objeto (ou qualquer figura), estamos na
verdade percebendo propriedades
particulares desse objeto. Por meio da
combinação entre os elementos visuais é que
as figuras se formam e podem ser percebidas.
Observe como as linhas, formas e cores se
combinam...
O Mensageiro do Outono, Paul Klee
(Itália, 1879-1944), pintura,
Universidade de Yale, EUA, 1922.
O espaço
pictórico
Transformar o espaço pictórico em espaço
expressivo significa transportar o conteúdo ou
qualidade da experiência vivida pelo artista num
plano por meio de uma harmoniosa composição.
Ao criar formas expressivas em arte, podemos
partir de um plano pictórico que pode ser uma
folha de papel, uma tela ou uma parede, isto é,
uma superfície de duas dimensões, altura e
largura. Introduzindo nela elementos visuais e, em
seguida, elaborando-os, transforma esse plano
num espaço de dimensões mais ricas,
diferenciando e de maior expressão.
O espaço pictórico
• Retrato de Ruth Rivera – Diego Rivera (México, 1886-
1957), óleo sobre tela – 199cm x 100cm – coleção Rafael
Coronel, Cuernavaca – 1949.

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Citações na Pesquisa Científica
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linguagem pictórica: elementos visuais

  • 1. Linguagem Pictórica: Elementos Visuais São Bernardo do Campo - SP, 19 de agosto de 2017. Prof. Me. Rafael C. Lima rafaclimarte@gmail.com
  • 2. Elementos Visuais • Pintura; • A cor; • Ponto, linha e plano; • Semelhanças e contrastes; • Tensões espaciais; • Texturas; • Proporção; • Estudos formais; • O espaço pictórico.
  • 3. Elementos Visuais Desenhando, pintando, esculpindo, construindo... Reproduzindo formas reais ou imaginárias, o artista está expressando ideias ou fatos por meio de elementos visuais e táteis, como a linha, a cor, a forma, a superfície, a luz e o espaço. 01 Assim, as artes plásticas se manifestam por meio da distribuição e organização harmoniosa desse conjunto de elementos visuais que formam um todo. 02 Transmitir ideias, sensações e sentimentos por meio da manipulação desses elementos requer uma elaboração adequada desse conjunto, para dar maior expressividade à composição. 03
  • 4. Pintura • SE HÁ LUZ HÁ COR • Os homens da Pré-História não dispunham de muitos recursos para obter as tintas, utilizavam: terra, carvão, ossos queimados e cristais de calcita. Estes elementos possibilitavam tonalidades de vermelho, ocre, preto e branco.
  • 5. Martírio de São Sebastião – Giovanni del Biondo – Museo dell’Opera del Duomo – Florença, séc. XIV. • Nos séculos XIV e XV, as cores misturadas eram consideradas cores corrompidas. A pureza do azul-ultramarino, extraído do próprio ouro, representava cores muito valiosas e por isso eram utilizadas nas figuras mais significativas.
  • 6. A partir do século XV, começa a ser utilizado o óleo na composição da tinta. Somente três ou quatro pigmentos (substância que dá a cor) são usados para criar mais de vinte tonalidades de cores diferentes. Por causa da utilização do óleo, a secagem torna-se mais lenta, permitindo alterações nas cores durante todo o processo da obra de arte. Ticiano, por volta de 1500, explorou essas novas possibilidades. Análises feitas em suas obras comprovaram que ele chegou a mudar várias vezes as cores de suas pinturas. A maneira como percebemos as cores depende de diversos fatores: não tem sentido afirmarmos que “o verde é isto”, “o laranja é aquilo” ou “o vermelho excita e o azul acalma”. O vermelho ao lado do amarelo determina uma cor e uma sensação diferente do vermelho ao lado do cinza.
  • 7. A Dança, Henri Matisse (França, 1869-1954), óleo s/ tela, 260cm x 319cm, 1910-1911. Assunção, Ticiano (Veneza, 1487-1576), óleo s/ madeira, 690cm x 360cm, Santa Maria de Frari, Veneza, 1516-1518.
  • 8. A cor Cor é a sensação provocada pela ação da luz sobre o nosso aparelho de percepção visual. As cores que vemos variam de acordo com o comprimento de onda que compõe a luz. Estas ondas são absorvidas e refletidas pelos objetos à nossa volta. Assim, quando enxergamos um objeto vermelho, este objeto absorveu todos os outros comprimentos de onda e refletiu apenas o vermelho. Cada cor possui seu próprio comprimento de onda: o violeta é o mais curto e o vermelho, o mais longo. O branco é a sensação criada pelo impacto de todos esses comprimentos de onda ao mesmo tempo.
  • 9. “O quadro é apenas uma superfície sobre a qual o artista trabalha criando formas e cores saídas da sua imaginação” (Olívio Tavares de Araújo). • Tomie Ohtake
  • 10. Trilhas onduladas, Pollock (EUA, 1912- 1956), óleo s/ tela, Galeria Nacional de Arte Moderna, Roma, 1947. • Existe a predominância de alguma cor? Qual? • A cor nesta obra transmite sentimentos? Quais? • Se você pudesse modificar as cores dessa obra, qual você escolheria e como aplicaria as cores?
  • 11. Ponto, linha e plano O ponto resulta do primeiro contato da ferramenta com uma superfície. Papel, madeira, metal e tela, entre outros, constituem a superfície. As ferramentas podem ser um lápis, um pincel, uma caneta, uma goiva ou um giz. Podemos dizer que a superfície já mencionada é um plano. Assim como no desenho, a linha é um elemento que pode ser percebido também na dança – a todo momento o corpo do dançarino desenha no espaço uma linha contínua. O ponto, a linha e o plano também estão presentes na natureza e em diversas manifestações humanas.
  • 12. Enquanto um ponto num plano pode sugerir imobilidade, o seu movimento gera uma linha; não importa que ela seja reta, horizontal, vertical, inclinada ou curva, ela estará sempre associada à ideia de movimento ou direção. Pintura mural para Joaquim Gomis, Joan Miró (1893-1983), óleo s/ fibrocimento, 125cm x 250cm , Col. Joaquim Gomis, Barcelona, 1948.
  • 13. Semelhanças e contrastes • Os elementos (cor, linha, superfície etc.) que se apresentam em uma composição podem estar distribuídos de forma que se perceba o contraste ou a semelhança entre eles. O equilíbrio entre contrastes e semelhanças ou o predomínio de um deles determina a harmonia da obra.
  • 14. São José Carpinteiro, George de La Tour (França, 1593-1652), pintura, Museu do Louvre, Paris, 1640. • Observando a obra ao lado, pense nas seguintes questões: • Que contrastes podemos identificar? • Existe alguma semelhança ou algum predomínio em relação às linhas (vertical, horizontal, curva, reta…) que percebemos nesta obra?
  • 15. Delta Gamma, Morris Louis (EUA, 1912- 1962), pintura s/ tela, Museu de Belas Artes, Boston, 1960.
  • 16. Tensões espaciais • É através dos contrastes entre os diversos elementos que compõem uma obra que percebemos as tensões espaciais. Intervalos grandes contrastando com intervalos pequenos entre as figuras, cores claras com cores escuras, linhas retas com linhas curvas, linhas verticais com linhas horizontais ou inclinadas, esses são alguns dos contrastes entre os elementos visuais que podemos notar.
  • 17. Compare as duas reproduções. Em qual delas percebemos maiores tensões espaciais? Sem título, Maurício Nogueira Lima (Brasil), óleo s/ tela. Sem título, Cícero Dias (Brasil), óleo s/ tela.
  • 18. As tensões espaciais intensificam o caráter dramático das obras. • 03 de maio de 1808, Goya (Espanha, 1746-1828), óleo s/ tela, 267cm x 356cm, Museu do Prado, Madri, 1814-1815.
  • 19. Textura • Textura é a qualidade de uma superfície, percebida pelo olhar ou pelo tato. • A textura constitui possibilidades expressivas na composição.
  • 20. Proporção • A maneira como dividimos o espaço e distribuímos os elementos visuais é fundamental. Na composição, a proporção trata das relações que as partes têm entre si e das partes com o todo. • No Renascimento, os artistas consideravam a proporção como fator estético: ela era parte integrante da beleza e da harmonia.
  • 21. O homem vitruviano, Leonardo da Vinci (Itália, 1452-1519), pena e tinta, Accademia, Veneza. • Leonardo da Vinci desenvolveu diversos estudos de proporções do corpo humano: ele dizia que é possível centrar no umbigo uma circunferência. Ele também notou que a medida da altura do homem é aproximadamente a mesma dos braços abertos, permitindo inserir a figura humana num quadrado.
  • 22. Estudos formais • A aparência externa das coisas informa-nos sobre sua natureza. Por exemplo: a diferença na aparência entre uma xícara e uma faca indica qual objeto serve para conter chá e qual serve para cortar um bolo. Quando identificamos na arte representações de algum objeto (ou qualquer figura), estamos na verdade percebendo propriedades particulares desse objeto. Por meio da combinação entre os elementos visuais é que as figuras se formam e podem ser percebidas. Observe como as linhas, formas e cores se combinam...
  • 23. O Mensageiro do Outono, Paul Klee (Itália, 1879-1944), pintura, Universidade de Yale, EUA, 1922.
  • 24. O espaço pictórico Transformar o espaço pictórico em espaço expressivo significa transportar o conteúdo ou qualidade da experiência vivida pelo artista num plano por meio de uma harmoniosa composição. Ao criar formas expressivas em arte, podemos partir de um plano pictórico que pode ser uma folha de papel, uma tela ou uma parede, isto é, uma superfície de duas dimensões, altura e largura. Introduzindo nela elementos visuais e, em seguida, elaborando-os, transforma esse plano num espaço de dimensões mais ricas, diferenciando e de maior expressão.
  • 25. O espaço pictórico • Retrato de Ruth Rivera – Diego Rivera (México, 1886- 1957), óleo sobre tela – 199cm x 100cm – coleção Rafael Coronel, Cuernavaca – 1949.