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História A
Preparação para o
Exame Nacional de 2018
Revisões sobre os
conteúdos de aprofundamento do
Módulo 6
https://divulgacaohistoria.wordpress.com/
História A - Módulo 6
A civilização industrial – economia e sociedade;
nacionalismos e choques imperialistas
Unidade 1.3
A agudização das diferenças
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
Módulo 6, História A 3
A agudização das diferenças
No século XIX, a maior parte dos países permanece
subdesenvolvida, com exceção da Europa, EUA e Japão;
A baixa produtividade agrícola criava poucos lucros e por isso não
existiam capitais para investir na indústria, impossibilitando o
desenvolvimento dessas regiões;
As diferenças entre países ricos e pobres aumenta;
Módulo 6, História A 4
A confiança nos mecanismos autorreguladores do mercado
Nos séculos XVI, XVII e XVIII, vários países adotaram medidas
protecionistas, sobretudo com base nas ideias mercantilistas;
Proteger a produção nacional da concorrência estrangeira era a
ideia central;
O Estado intervinha na economia fomentando determinados
setores e criando regras e tabelando preços;
No entanto a Revolução Industrial foi suportada por um sistema
económico livre-cambista;
Módulo 6, História A 5
O livre-cambismo tinha por base as ideias de Adam Smith (1720-
1790) e foi desenvolvido por outros teóricos como David Ricardo
(1772-1823), Thomas Malthus e Jean Baptiste Say;
Defendiam a total liberdade da iniciativa privada, sem qualquer
atuação por parte do Estado, porque segundo a sua opinião, através
da lei da oferta e da procura e da livre concorrência o mercado
autorregulava-se;
Segundo as suas ideias seria o livre-cambismo que iria assegurar o
desenvolvimento do Mundo;
Módulo 6, História A 6
Na Inglaterra estas ideias são executas pelo Governo de Sir Robert
Peel, que assumiu o poder em 1841, e em 1860 só 48 produtos
pagavam taxas alfandegárias para entrar em Inglaterra contrastando
com os 1150 produtos em 1840;
A adoção do livre-cambismo pela Inglaterra vai influenciar outros
países e entre 1850 e 1870, o livre-cambismo dominou as políticas
económicas europeias;
Mesmo os EUA que sempre mantiveram uma atitude protecionista
baixaram as suas taxas alfandegárias;
Módulo 6, História A 7
As debilidades do livre-cambismo. As crises cíclicas do capitalismo
O livre-cambismo apresentava um problema intrínseco ao sistema,
com uma periocidade de 6 a 10 anos existiam crises, estas crises
eram de um novo tipo, não eram originadas por falta de produtos
mas pelo excesso de produtos no mercado, eram crises de
superprodução;
Eram resultado da concorrência e da necessidade de produzirem
mais e mais barato;
Módulo 6, História A 8
O economista Clément Juglar (1824-1905) foi o primeiro a estudar
estes ciclos económicos que por isso foram denominados ciclos de
Juglar, duram aproximadamente 10 anos:
Módulo 6, História A 9
Módulo 6, História A 10
Na fase de crescimento económico, a procura é maior do que a
oferta, os preços sobem;
A perspetiva de grandes lucros levam ao aumento do investimento,
a especulação na Bolsa aumenta;
Esta situação gera um aumento da produção que leva a que a
oferta seja maior do que a procura;
Módulo 6, História A 11
Os produtos acumulam-se nos armazéns, os preços baixam, para
reduzir a produção os salários baixam e recorre-se ao
despedimento de trabalhadores;
Muitas empresas não resistem e abrem falência, arrastando
consigo alguns Bancos (que tinham emprestado dinheiro);
Muitos investidores perdem dinheiro na Bolsa;
Os despedimentos fazem diminuir o consumo que leva a produção
a diminuir ainda mais;
Módulo 6, História A 12
Estas crises iniciam-se num ou em vários países e propagam-se
rapidamente;
Em 1810 regista-se a primeira crise, em 1929 a mais grave;
Entre essas datas verificara-se 15 períodos de recessão económica
que provocaram o aumento da miséria e agitação política e social;
Os teóricos do liberalismo consideram estas crises cíclicas como
simples ajustamentos económicos;
Módulo 6, História A 13
Outros veem nas crises os sinais de que o mercado não é capaz de se
autorregular;
No final do século XIX, muitos países adotaram medidas
protecionistas para proteger a sua economia da concorrência
estrangeira;
Estas crises suscitaram protestos;
Após a crise de 1929, ficou patente a necessidade dos Estados
intervirem na vida económica;
Módulo 6, História A 14
O mercado internacional e a divisão do trabalho
Durante o século XIX e até à Primeira Guerra Mundial o comércio
registou um crescimento acelerado;
Devido ao aumento da produção agrícola e industrial, ao
crescimento demográfico e ao desenvolvimento dos transportes e
das comunicações;
Este comércio é dominado pela Europa, no início do século XX detém
2/3 do comércio mundial;
Inglaterra, EUA, França e Alemanha são responsáveis por cerca de
50% do comércio mundial;
Módulo 6, História A 15
No século XIX surgem zonas económicas especializadas e a
repartição mundial do trabalho;
O surgir de zonas especializadas teve que ver com as potencialidades
naturais e humanas de cada região;
A especialização de uma região num determinado produto
conseguia gerar muitos lucros que compensavam a necessidade de
importar outros produtos;
Módulo 6, História A 16
Módulo 6, História A 17
A Revolução Industrial agudizou as diferenças na divisão
internacional do trabalho;
Inglaterra, EUA, Alemanha e França produziam cerca de 70% de
toda a produção industrial mundial;
Estes fornecem os países mais atrasados da Europa e dos outros
continentes com os produtos industrializados e adquirem a estes
produtos agrícolas e matérias-primas;
Módulo 6, História A 18
Este sistema de trocas favorecia os países mais ricos;
Apesar de alguns países em vias de desenvolvimento terem sido
estimulados na procura de diminuírem as suas dependências
económicas, ao longo do século XIX, estas diferenças, entre “países
pobres e países ricos”, foram aumentando;
O capitalismo industrial contribuiu para criar um mundo desigual;
Um grupo muito restrito de países controla a economia mundial;
Módulo 6, História A 19
Nos finais do século XIX, e como forma de defender os países
menos desenvolvidos da livre concorrência, desenvolveram-se
novas medidas protecionistas, de modo a tornar possível a
industrialização desses países;
Módulo 6, História A 20
Esquema in “Preparação para o
Exame Nacional, História A 11,
Porto Editora
História A - Módulo 6
A civilização industrial – economia e sociedade;
nacionalismos e choques imperialistas
Unidade 2.2
Unidade e diversidade da sociedade oitocentista
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
Módulo 6, História A 22
Unidade e diversidade na sociedade oitocentista
As revoluções liberais levaram ao progressivo fim da sociedade do
Antigo Regime, a sociedade de ordens é substituída por uma
sociedade de classes;
A igualdade dos cidadãos perante a lei leva ao fim dos privilégios da
nobreza e do clero;
Na sociedade de classes o que determina a posição social é a posse
de riqueza e de propriedades;
A sociedade de classes é mais aberta e a mobilidade social é
constante;
Módulo 6, História A 23
A sociedade do século XIX divide-se em dois grandes grupos:
Burguesia que domina mas também se divide em vários estatutos
sociais (alta, média, pequena burguesia);
Proletariado que providencia a força de trabalho;
Nesta sociedade é possível a um indivíduo de baixa condição social
alcançar o topo da hierarquia social;
Módulo 6, História A 24
A base do pensamento liberal assenta na ideia que a capacidade e
inteligência de cada um tornará possível a sua subida na escala
social;
Depois de alcançado o topo deveria assegurar-se a continuidade
através de estratégias que permitissem a permanência nos mais
altos escalões;
Módulo 6, História A 25
A alta burguesia empresarial e financeira é constituída pelos
empresários industriais, banqueiros, diretores das grandes
companhias de transportes e comunicações e proprietários de
grandes empresas de negócios;
Devido à concentração das atividades económicas a alta burguesia
domina o poder económico, controla os meios de produção e o
acesso às matérias-primas;
Módulo 6, História A 26
O poder tem tendência a manter-se num número reduzido de
famílias, surgem as dinastias burguesas, nos mais variados ramos
económicos:
França: Schneider, Peugeot, Périer;
Alemanha: Krupp, Fürstenberg, Rothschild;
Itália: Agnelli, Pirelli
EUA: Rockefeller
Módulo 6, História A 27
Ao poder económico a alta burguesia junta o poder político,
criando grupos de pressão (lobbies) ou participando diretamente
nas decisões políticas como deputados ou ministros;
Influenciam as tomadas de decisões dos governos de forma a
favorecerem os seus interesses;
Difundem as suas ideias na imprensa e jornais;
Através da publicidade lançam modas;
Influenciam o ensino;
Divulgam os seus valores de modo a influenciarem a opinião pública
de acordo com os seus interesses;
Módulo 6, História A 28
A alta burguesia vai desenvolver comportamentos e valores
próprios;
Em muitas atitudes vão imitar a antiga nobreza, adquirindo
propriedades, muitas vezes compradas à nobreza, nas cidades
mandam construir palácios;
Organizam festas, bailes, e outros sinais exteriores de riqueza;
Os seus filhos frequentam as melhores escolas;
Muitas vezes estabelecesse uma comunidade de interesses entre a
antiga aristocracia e a lata burguesias, e muitos casamentos são
realizados;
Módulo 6, História A 29
Outras vezes a alta burguesia era nobilitada pelos serviços
prestados;
Assiste-se a uma fusão de interesses entre a velha e a nova elite;
Módulo 6, História A 30
A burguesia foi lentamente desenvolvendo uma consciência de
classe, afirmando-se como um grupo autónomo com os seus
próprios valores e comportamentos;
O culto da ostentação e do luxo foi sendo substituído pela
valorização do trabalho, do estudo, da poupança, da moderação e
da prudência;
Estas são as virtudes burguesas;
Nelas a família assumia um papel relevante, e dá-se muita
importância à solidariedade familiar;
Módulo 6, História A 31
A maior parte pertence ao setor terciário das atividades económicas;
Muitos provêm das classes mais baixas;
É um grupo conservador (contra todas as mudanças sociais e
económicas);
Módulo 6, História A 32
A burguesia distancia-se do culto da ociosidade das elites
aristocráticas e mostram a sua riqueza como fruto do trabalho, da
iniciativa e do esforço pessoal;
Atribuem a pobreza à preguiça, e à falta de empenho e talento;
Apontam como exemplos os casos de ascensão de pessoas de
origem humilde, os “self-made men” que também são o exemplo da
mobilidade social da nova sociedade;
Módulo 6, História A 33
As classes médias são constituídos por um numeroso e heterogéneo
grupo de pessoas;
Situam-se entre a alta burguesia e o proletariado;
Este grupo é constituído pelas pessoas que não executam trabalhos
manuais mas também não pertencem à alta burguesia;
Módulo 6, História A 34
O desenvolvimento do setor terciário fez engrossar este grupo;
A maior parte destas profissões vão ficar conhecidas como
“colarinhos brancos”, distinguindo-os dos trabalhadores que se
sujavam no exercício da sua profissão;
Módulo 6, História A 35
Pequenos empresários industriais que, apesar de afetados pelas
crises e pela concentração empresarial, não cessaram de crescer;
Profissões liberais todos os que trabalhavam por conta própria
(advogados, médicos, professores);
Empregados de escritórios e funcionários públicos que veem o seu
número crescer devido ao desenvolvimento dos serviços e do
Estado. Muitas vezes ganham menos que operários mas têm
estatuto social. É um tipo de emprego muito procurado;
Módulo 6, História A 36
Professores são cada vez mais numerosos. Transmitem os valores
da burguesia nas escolas. Profissão mal paga mas com prestígio;
Empregados comerciais todos os que trabalhavam no comércio;
Pessoas com rendimentos tais como proprietários, investidores na
Bolsa, etc.;
Módulo 6, História A 37
As classes médias, criam a sua consciência de classe, eram grandes
defensoras dos valores da burguesia;
Muitos deles tinham origens humildes e sonhavam subir na
sociedade, sobretudo tinham pavor de voltarem a ser proletários;
São conservadores e defensores da ordem e moral públicas;
Módulo 6, História A 38
Veem com desconfiança a contestação dos operários;
Cultivam a ordem, o estatuto, o respeito pelas hierarquias, a
importância da poupança, o respeito pelo trabalho;
Procuram pequenos luxos como comprar uma moradia, uma boa
escola para os filhos, idas ao teatros e à ópera, férias, etc.;
Módulo 6, História A 39
O respeito pela família é o pilar da moral burguesa;
Advogam uma moral austera (puritanismo) e o culto das aparências;
Na família burguesa o poder está no homem, as qualidades
domésticas na mulher a obediência nos filhos;
As festas da classe média decorriam em família (aniversários,
casamentos, etc.);
Módulo 6, História A 40
A condição operária: salários e modos de vida
A Revolução Industrial criou, nos escalões inferiores da sociedade,
um novo grupo social, o operariado;
O liberalismo económico, ao abster-se de intervencionar a vida
económica, deixou os operários nas mãos dos grandes industriais;
Módulo 6, História A 41
Os proletários não têm qualquer poder sobre a produção que
pertence à burguesia, os operários apenas possuem os seus filhos
(prole) e um salários pelo seu trabalho;
O salário não é regulamentado, e baixa ou sobe de acordo com os
interesses dos donos das indústrias;
Os operários viveram e trabalharam em condições muito precárias
e difíceis;
Módulo 6, História A 42
Os proletários que no século XIX afluíam às cidades eram o produto
da falta de empregos na agricultura e da ruína dos pequenos
proprietários rurais ou das atividades artesanais;
Chegavam às cidades sem qualquer preparação, foram uma mão de
obra não qualificada e foram explorados e sujeitos a grandes
arbitrariedades;
Módulo 6, História A 43
Os operários foram sujeitos a variadíssimos problemas:
Salários precários e baixos, completamente dependentes dos jogos
da oferta e da procura. Quando os lucros diminuíam ou a ganância
dos patrões era muita, os salários baixavam, muitas vezes abaixo do
limiar de sobrevivência;
Horários de trabalho que podiam chegar às 16 horas diárias;
Ausência de direito a férias, descanso semanal, subsídio de
desemprego, reforma ou doença;
Mão de obra infantil que recebia por vezes metade do salário dos
homens. As mulheres também tinham salários mais baixos;
Módulo 6, História A 44
O cinema
Os irmãos Lumière
http://www.youtube.com/watch?v=BO0EkMKfgJI
Módulo 6, História A 45
Ausência de redes de solidariedade. Oriundos do campo tinham de
sobreviver na cidade sem o apoio familiar;
Locais de trabalho sem condições mínimas;
Elevado risco de contrair doenças profissionais que levavam ao
despedimento;
Proibição de todos os tipos de manifestações ou reivindicações
(greve era proibida por lei);
Módulo 6, História A 46
Habitações sem condições de habitabilidade e muitas vezes
sobrelotadas;
Estavam sujeitos a uma alimentação pobre e desequilibrada;
Mal alimentados, sem tempo para descansar, habitando em bairros
insalubres eram muitas vezes vítimas de doenças, as epidemias de
cólera eram frequentes;
Perante este quadro de problemas e pobreza extremas os problemas
a ele associados eram frequentes: alcoolismo, prostituição,
criminalidade, mendicidade, etc.;
Módulo 6, História A 47
O movimento operários: associativismo e sindicalismo
Os primeiros movimentos contra estas duras condições de trabalho
e de vida foram espontâneas e desorganizadas;
Um dos primeiros foi liderado por Ned Ludd, em Inglaterra, entre
1811 e 1818. Foi o “luddismo”, era um movimento que levava os
operários a destruírem máquinas (mecanoclasta) que roubavam o
trabalho;
Outros movimentos semelhantes, bem como greves e outras
manifestações irromperam por toda a Europa;
Módulo 6, História A 48
As medidas de repressão foram extremamente duras: os operários
foram perseguidos, presos e até condenados à morte;
Esta violenta repressão levou os operários a organizarem as suas
lutas;
Esta organização assumiu , essencialmente, duas formas:
Módulo 6, História A 49
Associativismo – para substituir as tradicionais solidariedades
familiares, da igreja ou das confrarias, criaram-se associações de
socorros mútuos, ou mutualidades;
Os associados pagavam uma quota e eram apoiados em caso de
doença, morte, acidentes, desemprego, etc.;
Também foram criadas cooperativas que eram associações de tipo
económico;
Módulo 6, História A 50
Outra forma de organização do movimento operário foi o
sindicalismo;
Os sindicatos são organizações que agregam os trabalhadores de um
determinado ramo profissional, para protegerem os seus interesses;
Os sindicatos começaram por ser organizações clandestinas:
Lutavam pela melhoria das condições de trabalho através de
manifestações e greves;
Módulo 6, História A 51
A legalização dos sindicatos, a influência de doutrinas políticas
como o socialismo e o anarquismo levaram ao crescimento dos
sindicatos;
A partir de 1870-80, a força dos sindicatos cresce visivelmente;
Os sindicato britânicos, as Trade Unions, transformaram-se em
organizações de massas;
Módulo 6, História A 52
Nos países industrializados os sindicatos organizam-se e
multiplicavam-se;
Reivindicam o dia de trabalho de 8 horas, melhores salários, dia de
descanso semanal, indeminização em caso de acidente de
trabalho, etc.;
As lutas operárias foram muitas vezes reprimidas violentamente;
No dia 1 de maio de 1886, em Chicago (EUA) 500 mil trabalhadores
saíram às ruas, em manifestação pacífica, exigindo a redução da
jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a
manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar
dezenas de operários;
Módulo 6, História A 53
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris,
decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos
Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os
trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de
oito horas;
As greves foram uma das melhores armas porque paravam a
produção e causavam diminuição dos lucros;
Fruto destas lutas as duras condições do trabalho forma-se
suavizando e os salários cresceram;
Módulo 6, História A 54
Os primeiros sindicatos a serem legalizados foram os britânicos;
No último quartel do século XIX, a legislação social nos países
industrializados evoluiu: foram publicadas leis que regulamentavam
o horário de trabalho, o repouso semanal, pensões (velhice,
doença, acidente);
Módulo 6, História A 55
As propostas socialistas de transformação revolucionária da
sociedade
As condições de miséria dos proletários levou vários pensadores a
refletirem sobre esta situação e a proporem medidas de intervir na
sociedade, criticavam a desumanidade do sistema capitalista e
propunham a diminuição das desigualdades sociais;
No século XIX surgem as teorias socialistas que se vão dividir em
dois campos teóricos diferentes;
Módulo 6, História A 56
Socialismo utópico – consistiu em propostas de reforma da
sociedade e alternativas ao sistema capitalista;
Propunham a criação de cooperativas de produção e consumo e
uma maior justiça social. As ideias começaram a surgir por volta de
1820;
Alguns dos principais pensadores foram: Robert Owen, Saint-
Simon, Charles Fourier, etc.;
Módulo 6, História A 57
Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) foi um dos principais
pensadores;
Propôs a organização de cooperativas de produção e por
conseguinte a abolição da propriedade privada e do estado para
terminar com a “exploração do homem pelo homem”;
A proposta de Proudhon consista na criação de uma sociedade
igualitária de pequenos produtores associados em cooperativas que
seriam capazes de assegurar o bem-estar, sem luta de classes ou sem
a intervenção do Estado;
Módulo 6, História A 58
Socialismo científico (marxismo) – Karl Marx (1818-1883) e
Friederich Engels (1820-1895) publicaram em 1848, o Manifesto do
Partido Comunista;
Nesta obra defendem que a luta de classes, o verdadeiro motor da
História, atravessou todas as épocas históricas e propõem um
modo de atingir uma sociedade sem classes e sem Estado, o
comunismo;
A sociedade burguesa e capitalista será destruída pelo proletariado
que instaurará a ditadura do proletariado;
Nesta fase o estado deterá todos os meios de produção (fim da
propriedade privada) para construir uma sociedade sem classes e
sem exploração, onde o próprio Estado desaparecerá, o comunismo;
Módulo 6, História A 59
Segundo Karl Marx, o modo de produção capitalista assenta
na mais-valia;
O salário do trabalhador não corresponde ao valor do seu
trabalho mas apenas ao valor dos bens de que necessita para
sobreviver. A exploração do proletário é o lucro do capitalista;
Os explorados deveriam lutar contra os exploradores (luta de
classes);
Para Marx era necessário que o proletariado se organizasse
em partidos e sindicatos e conquistasse o poder político;
Módulo 6, História A 60
Marx apela ao internacionalismo proletários, é célebre a frase,
“Proletários de todos os países, uni-vos”, segundo ele a única forma
de lutar contra o capital internacional é os operários também se
organizarem internacionalmente;
Para coordenar a luta a nível internacional surgem as Associações
Internacionais de Trabalhadores ou Internacional Operária
(Internacionais);
Marx redigiu os estatutos da I Internacional (Londres, 1864;
Apoiou a Comuna de Paris (março de 1871) insurreição de
operários em Paris que, após dominar a capital francesa durante 40
dias, foi esmagada com enorme violência, mais de 20 mil revoltosos
foram executados;
Módulo 6, História A 61
Surgem partidos operários com a designação de socialistas ou
sociais-democratas;
Na Internacional surgem teses diferentes de Karl Marx;
Bakunine (1814-1876) criou o anarquismo, criticava no marxismo o
princípio da ditadura do proletariado e da supremacia do Estado e
preconizava a organização dos operários nos sindicatos e outras
associações;
Estes desacordos levaram ao fim da I Internacional em 1876;
Módulo 6, História A 62
A II Internacional (Paris, 1889) afastou os anarquistas, mas surgiu
outra tendência, o revisionismo de Bernstein (1850-1932) que
propunha uma evolução pacífica e gradual do capitalismo para o
socialismo, substituindo a luta de classes por uma colaboração
entre os partidos operários e os burgueses;
Na sequência desta nova proposta os partidos voltaram-se a dividir;
A II Internacional vai desaparecer em 1914 no início da I Guerra
Mundial;
Módulo 6, História A 63
Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
História A - Módulo 6
A civilização industrial – economia e sociedade;
nacionalismos e choques imperialistas
Unidade 4
Portugal, uma sociedade capitalista dependente
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Módulo 6, História A 65
A Regeneração entre o livre-cambismo e o protecionismo (1851-
1880)
Um golpe de estado, em 1851,
liderada pelo Duque de Saldanha,
depôs Costa Cabral e iniciou uma
nova etapa do liberalismo
português conhecida por
Regeneração;
Módulo 6, História A 66
Os principais objetivos deste movimento eram conciliar as diversas
fações do Liberalismo e harmonizar os interesses da alta burguesia
com os da pequena e média burguesia bem como dos camponeses;
Revisão da Carta Constitucional;
Ato Adicional (1852) alarga o sufrágio, determina eleições diretas
para o Parlamento;
Consagra-se o rotativismo partidário (alternância de partidos no
poder);
A nível económico desenvolveram uma política livre-cambista,
desenvolvem reformas para modernizar o país;
Livre-cambismo é um modelo de mercado no qual o
comércio entre países não é afetado por restrições (taxas
aduaneiras) do estado. Livre-cambismo é contrário
ao protecionismo, que é a política económica que pretende
restringir o comércio entre países.
Módulo 6, História A 68
O desenvolvimento de infraestruturas:
A Regeneração desenvolveu os transportes e os meios de
comunicação (infraestruturas essenciais);
O seu principal dinamizador foi o ministro das Obras Públicas,
Comércio e Indústria (1852-1856), António Fontes Pereira de
Melo (1819-1887),
A esta política de desenvolvimento das atividades económicas
chama-se fontismo;
Módulo 6, História A 69
Revolução dos transportes:
Construção de estradas (macadamizadas);
Desenvolvimento dos transportes ferroviários;
Construção de pontes;
Construção e remodelação de portos;
Instalação do telégrafo (1857);
Estabelecimento do telefone (1882) em Lisboa e Porto;
Reforma dos correios (1853, primeiros selos adesivos);
Módulo 6, História A 70
Vantagens do desenvolvimentos dessas políticas económicas:
Criação de um mercado nacional, os produtos chegam a áreas
até então isoladas;
Incremento da produção agrícola e industrial;
Desenvolvimento das relações internacionais, sobretudo com a
Europa mais evoluída;
Módulo 6, História A 71
No entanto estes melhoramentos exigiram um grande esforço
financeiro;
Os governos regeneradores recorreram a empréstimos obtidos na
banca internacional, muitas vezes a juros elevados;
Uma consequência foi o endividamento do estado;
Para resolver esta situação os governos socorreram-se de sucessivos
aumentos de impostos, o que piorou a situação económica do país;
Módulo 6, História A 73
Por outro lado o desenvolvimento das comunicações criou
condições de concorrência económica para a qual, a maior parte
dos portugueses não estava preparado;
Portugal vai caindo nas mãos dos credores estrangeiros;
Apesar dos problemas a economia portuguesa entre 1850-1875
vive um período de expansão.
Módulo 6, História A 74
A dinamização da atividade produtiva
A Regeneração procurou aumentar e diversificar as atividades
produtivas no país;
Defendeu políticas de liberalização do comércio, contrárias ao
protecionismo;
O livre-cambismo está expresso na pauta alfandegária (impostos
que os produtos pagam na alfandega) de 1852, publicada por
Fontes Pereira de Melo;
Módulo 6, História A 75
As taxas alfandegárias foram reduzidas com a argumentação:
A diminuição das taxas contribuía para a redução do contrabando;
A redução de preços das matérias-primas ajudava a indústria
nacional;
Permitia a baixa de preço dos produtos importados, beneficiando o
consumidor;
Até 1880, Portugal, vai adotar uma política livre-cambista, embora
por vezes se tenham tomado medidas protecionistas;
Módulo 6, História A 76
Nesta fase da vida económica, Portugal participou e até promoveu
exposições internacionais;
Estas exposições são o símbolo do progresso e desenvolvimento
industrial;
Módulo 6, História A 77
A exploração capitalista dos campos
Em 1863, foi decretada a abolição definitiva dos morgadios e foram
promulgadas leis no sentido de terminar com todas as obrigações de
carácter feudal;
São abolidos os baldios e pastos comuns o que vai contribuir para o
aumento das terras cultivadas;
Arroteadas terras;
Introduzidas novas máquinas agrícolas;
Aplicadas técnicas de cultivo que permitem uma agricultura mais
intensiva com a diminuição do pousio;
Divulgação da utilização dos adubos químicos;
Módulo 6, História A 79
Apesar de todos esses progressos, a inovação tecnológico foi
travada pela falta de dinheiro para investir e propriedades
agrícolas reduzidas, em especial no Norte e Centro do país;
As inovações foram sobretudo realizadas no Sul (Alentejo (trigo) e
Ribatejo (arroz));
A produção portuguesa foi orientada para a exportação:
Vinhos (Dão, Bairrada, Douro, Estremadura, Ribatejo);
Laranjas e frutos secos;
Cortiça, casulos de seda, gado vivo;
Esta especialização na exportação da agricultura portuguesa criou
graves problemas na nossa economia;
Módulo 6, História A 81
A industrialização: o difícil crescimento
O arranque industrial português começou com muito atraso
em relação aos países mais desenvolvidos;
Inicia-se a partir de 1870:
Difusão da energia do vapor;
Diversificação das atividades (têxtil, vidro, tabaco, cortiça,
conservas de peixe, metalurgia, cerâmica, etc.;
Aperfeiçoamento tecnológico;
Módulo 6, História A 82
Aumento do número de sociedades anónimas (lei de 22 de junho
de 1867);
Aumento da população operária;
Maiores investimentos na indústria;
Introdução da energia elétrica na indústria no século XX;
Sociedade anónima (S.A.) é uma forma jurídica de constituição
de empresas na qual o capital social não se encontra atribuído a um
nome específico, mas está dividido em ações que podem ser
transacionadas livremente.
Módulo 6, História A 83
Apesar de todos estes investimentos a indústria portuguesa tem
muitas dificuldades em competir internacionalmente, e demonstra
muitas dificuldades de crescimento, demonstrado pelo lento
aumento da população ativa no setor secundários:
1890= 18,4%
1900=19,4%
1911=21,1%
Módulo 6, História A 84
A Portugal faltam matérias-primas no território nacional (carvão,
algodão);
O arranque industrial português começou com cerca de 100 anos
de atraso em relação à Inglaterra;
Falta de operários especializados;
Orientação dos investimentos para a especulação e para as
atividades imobiliárias em detrimento das atividades industriais;
Dependência do capital estrangeiro;
Mercado interno muito pequeno;
Sistema económico baseado nas atividades comerciais e agrícolas;
O nosso mercado era abastecido por produtos estrangeiros , cujos
preços eram muito competitivos;
Módulo 6, História A 86
A necessidade de capitais e os mecanismos de dependência
A política dos sucessivos governos da Regeneração levaram à
abertura da economia portuguesa ao capital estrangeiro;
As obras públicas (estradas, comboio) foram realizadas com recurso
a capitais estrangeiros (Inglaterra, França, Brasil, Espanha);
Os investimentos estrangeiros tornaram possível o desenvolvimento
das companhias de telégrafos, telefones, águas, gás, transportes
urbanos, seguros, atividades bancárias e comerciais;
A própria indústria foi, em muitos casos, desenvolvida com recurso
a capitais estrangeiros;
Módulo 6, História A 87
Os governos da Regeneração caíram na dependência dos capitais
estrangeiros;
O défice das finanças públicas não parou de crescer ( o estado tinha
mais despesas do que receitas);
Os sucessivos aumentos de impostos não conseguiram criar uma
situação de equilíbrio;
A solução foi recorrer a mais empréstimos estrangeiros;
Entrou-se num círculo vicioso: as despesas e os juros da dívida
pública eram pagos com recurso a empréstimos estrangeiros, isto
leva a que o défice vá ficando progressivamente fora de controlo;
Módulo 6, História A 88
Entre a depressão e a expansão (1880-1914)
A crise financeira de 1880-1890
A política dos governos da Regeneração de livre-cambismo
favoreceu as exportações agrícolas, a partir da década de 70 os
nossos produtos vítimas de doenças e da concorrência perderam
mercados;
As importações de produtos industrias aumentaram;
Em consequência a balança comercial é negativa, em 1889-90, o
valor das importações é quase o dobro das exportações;
Módulo 6, História A 89
Os juros e a dívida pública continuam a aumentar, fruto dos
sucessivos empréstimos contraídos;
Entre 1851-1890, a dívida pública aumentou quase 8 vezes;
Grande parte do desenvolvimento português foi realizado com
investimentos estrangeiros, logo uma parte substancial dos lucros
revertia para fora do país;
Um dos grandes credores de Portugal, o banco inglês, Baring &
Brothers, abriu falência, depois de terem acordado um grande
empréstimo ao governo português;
As remessas de emigrantes no Brasil diminuíram;
Módulo 6, História A 90
Não havia dinheiro para pagar as dívidas;
Entre 1890 e 1892, Portugal viveu uma situação financeira muito
grave;
Em janeiro de 1892, o governo português declarou a bancarrota;
A crise levou ao repensar do modelo económico da Regeneração;
Módulo 6, História A 92
O surto industrial de final do século
Devido ao fracasso do livre-cambismo o governo publicou uma
nova pauta aduaneira em 1892, era o retorno do protecionismo;
Garantiam-se à agricultura e indústria condições vantajosas para
colocar os seus produtos nos mercados nacional e colonial;
Entre 1892 e 1914, o comércio colonial foi um fator importante
para o desenvolvimento económico português;
Módulo 6, História A 93
Dá-se a concentração empresarial e surgem grandes empresas que
estão mais bem preparadas para suportar as crises económicas:
CUF (produção de adubos);
Companhia Aliança (têxteis), Companhia dos Tabacos, Companhia
dos Fósforos, Companhia de Cimentos Tejo, etc.;
Surgem também grandes companhias nos transportes Caminhos de
Ferro e Carris), serviços públicos (água, eletricidade, gás, telefones),
Seguros (Fidelidade, Bonança), na exploração colonial, etc.;
Também surgem novos bancos;
Módulo 6, História A 94
Desenvolvimento tecnológico com a difusão da eletricidade,
indústria química, metalurgia, etc.;
Surgem polos urbanos e de industrialização em Lisboa, Porto, Braga,
Setúbal, Barreiro, Guimarães;
No entanto apesar deste crescimento a população urbana em
Portugal era reduzida se comparada com países europeus
desenvolvidos;
Módulo 6, História A 95
As transformações do regime político na viragem do século
Os problemas da sociedade portuguesa e a contestação da
monarquia
Apesar de Portugal continuar um país essencialmente rural, as
cidades cresceram e nelas desenvolveram-se a classe média e o
proletariado;
Os progresso ocorridos no ensino permitiram o desenvolvimento da
imprensa;
Estes fatores contribuíram para que nas últimas décadas da
monarquia se tivesse criado a opinião pública, fator que os
governos tiveram de passar a considerar;
Módulo 6, História A 96
Nas últimas décadas do século XIX, o país tomava consciência dos
seus problemas agravados com a crise económica;
O descontentamento com a monarquia cresce:
O rotativismo partidário entre o Partido Progressista e o Partido
Regenerador provocava desânimo pois não conseguiam resolver a
crise económica. O rei era culpado pela opinião pública por não
conseguir que os partidos resolvessem a situação;
A crise económica de 1880-1890 e a bancarrota de 1892 deixaram
marcas na sociedade portuguesa apesar das políticas protecionistas
e de desenvolvimento industrial;
Os problemas estruturais não foram resolvidos (falta de
investimento em atividades produtivas, atraso da agricultura,
emigração);
Sucedem-se vários escândalos financeiros;
Módulo 6, História A 98
O Ultimato inglês opondo-se ao mapa cor de rosa, ameaçando
recorrer à força contra Portugal foi aceite pelo governo português, o
que gerou muita contestação entre a população. A monarquia foi
acusada de não defender os interesses nacionais;
Curiosidade – Nesta altura foi composto “A Portuguesa”, o atual
Hino Nacional. O atual verso “Contra os canhões marchar” na
versão inicial era “Contra os Bretões marchar”;
Módulo 6, História A 99
O Partido Republicano, fundado em 1876, conquistou grande parte
deste descontentamento, sobretudo no seio da classe média;
As suas críticas ao sistema iam granjeando apoios;
Obteve 6% dos votos nas eleições de 1879 e 33% em 1884;
Módulo 6, História A 100
Em 31 de janeiro de 1891, dá-se no Porto uma tentativa de
derrube da monarquia e implantação da República realizada por
militares;
A tentativa gorou-se mas era um sinal do descontentamento
popular que grassava entre a população;
A agitação social, greves, protestos estudantis e contestação
generalizada aos governos monárquicos vai aumentando;
Criaram-se associações secretas com o intuito de derrubar a
monarquia. A mais importante foi a Carbonária;
Módulo 6, História A 101
Em 1907, o rei D. Carlos dissolveu o parlamento e o primeiro-
ministro, João Franco governa com plenos poderes, este período foi
denominado a ditadura de João Franco, esta situação contribuiu
para o reforço do descontentamento;
O rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe foram
assassinados (Regicídio) em Lisboa em 1908, por membros da
Carbonária;
Módulo 6, História A 102
A Primeira República
No dia 5 de Outubro é implantada a República em Portugal;
http://www.youtube.com/watch?v=3jVhrnPCV3U
Módulo 6, História A 103
Constitui-se um Governo Provisório presidido por Teófilo Braga;
Em 1911 são realizadas eleições para uma Assembleia Nacional
Constituinte;
Em 21 de agosto de 1911 é promulgada a Constituição da
República Portuguesa;
Em 24 de agosto, Manuel de Arriaga é eleito o primeiro Presidente
da República Portuguesa;
Módulo 6, História A 104
A Constituição de 1911 estabelece que:
Existe uma superioridade do poder legislativo. A Câmara dos
Deputados e o Senado controla o governo, pode destituir o
Presidente da República;
Esta característica é uma das razões da instabilidade governativa
em que vivei a Primeira República;
O Presidente da República é uma figura simbólica, é eleito pelo
parlamento e não pode vetar as leis;
Estabelece-se o sufrágio direto e universal para os maiores de 21
anos alfabetizados ou que fossem chefes de família;
Módulo 6, História A 105
Os governos da República tiveram como principais linhas de
atuação:
A laicização do Estado, a separação do Estado e da Igreja (Lei da
Separação do Estado e da Igreja);
As medidas anticlericais foram mal aceites pelo povo
profundamente católico e originou que a República perdesse uma
grande parte do apoio;
Abolição definitiva da sociedade de ordens com a aniquilação
definitiva dos privilégios do clero e da nobreza;
Lei do divórcio;
Defesa da justiça social, é promulgada a lei que reconhece o direito
à greve, é instituído o descanso obrigatório para os trabalhadores ao
domingo;
Em 1916, é criado o ministério do Trabalho e da Previdência Social;
O Registo Civil passa a obrigatório;
Módulo 6, História A 107
Desenvolveu-se o ensino público. A taxa de analfabetismo (76%)
era uma das maiores da Europa;
O ensino primário foi tornado obrigatório e gratuito;
Foram criadas novas escolas e programas de formação de
professores;
Foram criadas as universidades do Porto e Lisboa;
Módulo 6, História A 108
A Primeira República não conseguiu resolver os problemas
estruturais da sociedade portuguesa;
Foi uma época extremamente conturbada devido a fatores internos
e externos (1ª Guerra Mundial 1914-1918);
Módulo 6, História A 109
Os governos da República nunca conseguiram uma estabilidade
governativa, entre 1910 e 1926 existiram 39 governos;
O Partido Republicano, devido a diferenças ideológicas, dividiu-se
em três partidos: Partido Democrático (Afonso Costa), Partido
Evolucionista (António José da Almeida) e União Republicana (Brito
Camacho);
Surgem outros partidos políticos: socialista, independentista,
monárquico, esquerdista, etc.;
Módulo 6, História A 110
A oposição ao regime vai crescendo liderada pelos setores mais
conservadores da sociedade:
Igreja, devido ao anticlericalismo do regime;
Os adeptos do retorno à monarquia;
A alta burguesia descontente com a legislação de caráter social;
Surge o Integralismo Lusitano, que agrupa os opositores
monárquicos e religiosos;
Este movimento apoiou várias tentativas de derrube da República
(Monarquia do Norte (1919), Ditadura de Sidónio Pais (1917-1918);
As lutas internas entre os partidos republicanos e a oposição
dividiram o país e, por vezes, assumiram o carácter de guerra civil;
Módulo 6, História A 112
A situação económica e social do país era marcada por uma
industrialização atrasada e Portugal permanecia essencialmente
rural, setor que se opunha às tentativas de modernização da
República;
A produção continuava deficitária o que provocava a alta dos preços
e a balança de pagamento do estado era negativa;
Apesar de toda a legislação promulgada os operários e o
campesinato viam-se numa miséria extrema e sujeitos aos abusos
do patronato;
Esta situação provocou um descontentamento em muitos setores
da população;
No dia 28 de maio de 1926 dá-se um golpe militar que irá
estabelecer uma nova ditadura em Portugal.
Módulo 6, História A 114
Esquema in “Preparação para o
Exame Nacional, História A 11, Porto
Editora
História A - Módulo 6
A civilização industrial – economia e sociedade;
nacionalismos e choques imperialistas
Unidade 5
Os caminhos da cultura
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
Módulo 6, História A 116
A confiança no progresso científico
Na segunda metade do século XIX, os avanços na ciência, na
Revolução Industrial e os seus efeitos na vida quotidiana dos
cidadãos levou ao desenvolvimento da crença na ciência;
Surge o Cientismo, a crença que a ciência resolveria todos os
problemas da Humanidade;
O Universo funcionava segundo regras (leis) e aos cientistas
competia descobrir essas leis. Não havia limite para o conhecimento
humano;
Os fenómenos inexplicáveis, só o eram devido à ignorância;
Módulo 6, História A 117
August Comte (1798-1857) criou o Positivismo;
Segundo esta teoria o saber e a Humanidade tinham passado por
três estados:
O teológico – os fenómenos são explicados pela intervenção de
forças sobrenaturais;
O metafísico – os fenómenos são explicados pela intervenção de
entidades abstratas, não observáveis;
O positivo (ou cientifico) – o estudo da natureza, através da
observação e da experimentação, permite conhecer as leis naturais
que determinam os fenómenos;
Módulo 6, História A 118
Este pensamento filosófico
foi conhecido através do
livro “Curso de Filosofia
Positiva”;
Estas ideias influenciaram
todo o pensamento do
século XIX e vão levar ao
investimento do Estado na
investigação científica;
Surgem universidades,
institutos e laboratórios
financiados por fundos
públicos,
Módulo 6, História A 119
O avanço das ciências exatas e a emergência das ciências sociais
No século XIX o conhecimento da natureza
foi alargado em todas as áreas das ciências:
Na Biologia, Charles Darwin (1809-1882),
publicou a “Origem das Espécies” que
defendia a tese da evolução das espécies;
Johan Mendel (1822-1884) realizou
estudos sobre a hereditariedade;
Na Medicina, Louis Pasteur (1822-1895) e
Robert Koch (1843-1910) fizeram
importantes descobertas;
Módulo 6, História A 120
Na Química, Dimitri Mendeleïev (1834-1907) elaborou a tabela
periódica dos elementos;
No campo da Física, o casal Pierre (1859-1906) e Marie Curie
(1867-1934) realizaram estudos sobre a radioatividade;
James Joule (1818-1889) e James Clarck Maxwell (1831-1879)
realizaram descobertas fundamentais na teoria do
eletromagnetismo;
Módulo 6, História A 121
Este desenvolvimento científico e tecnológico levou a uma reflexão
mais profunda sobre o funcionamento das sociedades , o que levou
as ciências sociais, procurassem imitar as ciências exatas, e
tentassem encontrar leis que explicassem o funcionamento do
Homem em sociedade;
Em 1838, Comte, criou o termo Sociologia que parte da verificação
que os indivíduos isolados comportam-se de modo diferente dos
grupos;
Comte chamou a esta nova disciplina a “física social”;
Émile Durkheim (1858-1917) sistematizou as leis desta nova
disciplina;
Módulo 6, História A 122
O espírito positivista estendeu-se a todas as áreas do
conhecimento:
Karl Marx desenvolveu e teoria do socialismo científico;
A História criou regras para selecionar as fontes e assim
“reconstruir” o passado de forma científica (exata), destacou-se o
trabalho de Fustel de Coulanges (1830-1889);
Desenvolveram-se os estudos sobre Economia;
Sigmund Freud (1856-1939) desenvolveu a Psicologia;
Módulo 6, História A 123
A progressiva generalização do ensino público
Este clima de favorável ao desenvolvimento científico
contribuiu para o reforço da importância dada ao ensino,
como, já os iluministas no século XVIII, tinham defendido;
A educação é vista como um instrumento fundamental
para o progresso e a felicidade;
O desenvolvimento do setor terciários (serviços) e os
progressos da democracia liberal exigem a propagação do
ensino e da cultura;
Módulo 6, História A 124
Fatores que contribuíram para o desenvolvimento do ensino:
A progressiva extensão do voto a todos os cidadãos exigia que a
população fosse informada e instruída;
O positivismo, ao valorizar o conhecimento científico;
A laicização do Estado que torna necessária a existência de um
grupo numeroso de funcionários instruídos;
As classes médias que veem no ensino uma forma de promoção
social;
Módulo 6, História A 125
No século XIX iniciaram-se campanhas de alfabetização e o ensino
público é progressivamente alargado a todas as classes sociais;
O ensino primário torna-se progressivamente gratuito e sustentado
pelo estado;
Surge a escola pública, obrigatória e laica;
O ensino secundário e superior também se desenvolvem devido à
necessidade, cada vez maior, de quadros instruídos;
Modificam-se os currículos e as pedagogias , organiza-se um ensino
com base científica que se contrapõe ao ensino de base humanista
herdado do Renascimento;
Módulo 6, História A 126
Os países que estão na vanguarda da modernização do ensino,
sobretudo do superior, são os Estados Unidos e a Alemanha;
Desenvolve-se o conceito de que o professor universitário é um
orientador do trabalho dos alunos e juntos formam uma equipa de
investigação;
Surge o MIT (Massachusetts Institute of Techonology);
O investimento no ensino vai levar à liderança destes dois países no
capítulo da investigação científica;
Módulo 6, História A 127
O interesse pela realidade social na literatura e nas artes – as
novas correntes estéticas na viragem do século
Módulo 6, História A 128
A fuga para o passado, nomeadamente para a Idade Média, parecia,
agora desadequada ao espírito positivista;
Surge uma corrente que pretende mostrar o Mundo com Realismo;
Módulo 6, História A 129
O Realismo começou por ser, na pintura, a representação de
paisagens de forma desapaixonada e neutra;
Depois evoluiu no sentido de representar temas do quotidiano de
forma simples e realista;
Módulo 6, História A 130
Gustave Courbet afirmou: “Eu não posso pintar um anjo porque
nunca vi nenhum. Mostrem-me um anjo e eu pintá-lo-ei”;
O Realismo abandona as temáticas religiosas, fantasistas de
inspiração histórica, mitológica ou literária;
Procuram libertar a arte do subjetivismo e sentimentalismo;
Módulo 6, História A 131
Triunfa o desejo de representar
com objetividade;
As personagens já não são
heróis mas pessoas banais;
Módulo 6, História A 132
Alguns artistas usam a arte como
instrumento de denúncia política e
social;
A Arte tem uma utilidade;
Daumier, A lavadeira, 1863
Módulo 6, História A 133
Alguns destas pinturas escandalizaram a sociedade pelos temas
tratados (banais), pelo tratamento menos cuidado da composição;
Courbet, Proudhon
Módulo 6, História A 134
Édouard Manet , Pequeno almoço na relva
Módulo 6, História A 135
Principais artistas ligados ao Realismo:
James Whistler (1834-1903);
Gustave Courbet (1819-1877);
Honoré Daumier (1808-1879);
Jean François Millet (1814-1875);
Camile Corot (1796-1875);
Édouard Manet (1832 -1883).
Módulo 6, História A 136
Na literatura centram-se na crítica da sociedade e na denúncia das
injustiças sociais;
Destacam-se Émile Zola (1840-1902) e Gustave Flaubert (1821-
1880);
Módulo 6, História A 137
Claude Monet, Impressão, Sol Nascente,
1872, óleo sobre tela, 47x64 cm
Impressionismo
Módulo 6, História A 138
Um novo olhar sobre a realidade: Claude Monet, A catedral de
Ruão, 1894
Claude Monet, A catedral de Ruão, 1894
Na Aurora;
Sol Matinal, Harmonia Azul;
De Manhã, Harmonia Branca;
Em pleno Sol, Harmonia Azul;
Tempo Cinzento, Harmonia Cinzenta;
A fachada vista de frente, Harmonia Castanha;
Módulo 6, História A 139
O real em mudança;
A realidade estava em
constante mutação;
A pintura devia ser capaz de
traduzir esta ideia de mudança;
É um método científico de
análise da realidade através da
observação e da utilização das
técnicas adequadas para a
reproduzir;
Renoir, o baloiço
Módulo 6, História A 140
Os impressionistas pretendiam uma pintura espontânea e
realizada perante o motivo (no local, fora do atelier);
Pretendiam captar uma realidade em mutação ou seja os efeitos
da luz sobre os objetos, a natureza e as pessoas;
O tema não era importante;
Pintaram a vida quotidiana e alegre de Paris;
Tecnicamente caracteriza-se
por:
Executar-se no momento,
perante o motivo, não há
estudos nem esboços;
Feita exclusivamente com a
cor pura, aplicada
diretamente dos tubos de
tinta;
141Módulo 6, História A
Módulo 6, História A 142
A tinta é aplicada em pinceladas
curtas, rápidas, fragmentadas;
Muitas vezes em forma de vírgula;
Justapostas de acordo com a lei das
complementares, de modo a obter
a fusão dos tons nos olhos do
observador, em vez de se
misturarem na paleta;
Monet, A lagoa
Renoir, Paisagem
143Módulo 6, História A
Esta técnica produziu quadros com um aspeto de inacabados e
rugosos (tinta não alisada);
As cores eram aplicadas com base nos estudos científicos da cor;
Tentavam reproduzir o carácter prismático da luz natural servindo-se
das cores do arco-íris;
144Módulo 6, História A
Módulo 6, História A 145
Esta técnica veio permitir a captação dos efeitos coloridos da luz do
Sol e da sua atmosfera e teve como resultado a:
Dissolução da forma, da superfície e dos volumes;
Os seus quadros tem um aspeto fluído, dinâmico;
Libertando-se das velhas noções de claro-escuro;
C. Monet,
Nenúfares
A pintura desmaterializava-se e tornava-se cada vez mais uma
atmosfera de transparências;
As imagens deixam de ser delimitadas pela linha de contorno;
146Módulo 6, História A
A. Renoir, Baile no Moinho de La Gallette
147Módulo 6, História A
Mary Cassat, Rapariga a coser; Verão
148Módulo 6, História A
Módulo 6, História A 149
O impressionismo foi constituído por um grupo de jovens
pintores:
Claude Monet,
Camille Pissarro,
Edgar Degas;
Paul Cézanne,
August Renoir,
Frédéric Basile,
Alfred Sisley,
Berthe Morisot,
Mary Cassat, etc.;
Módulo 6, História A 150
Gauguin, Autorretrato Simbolismo
Módulo 6, História A 151
Gauguin, O que somos? De onde vimos? Para onde vamos? (1897)
Módulo 6, História A 152
O Simbolismo opõe-se à arte representativa e objetiva
(Naturalismo, Realismo e Impressionismo);
Valoriza o mundo subjetivo e a interioridade;
Influenciados pelos Românticos e pelos pré-Rafaelistas;
Baseiam-se em estados emocionais (angústias, sonhos,
fantasias), separam a arte da representação fiel da Natureza;
As formas cores e linhas possuem significados próprios;
Não reproduzem a realidade natural mas a realidade espiritual;
Módulo 6, História A 153
Os simbolista procuram uma realidade introspetiva, para além do
visível;
Pretendem representar, não a realidade, mas a representação
simbólica das ideias;
A arte deve libertar-se da submissão aos princípios da lógica e
mergulhar nos mistérios da alma e do pensamento;
Demonstram um grande desejo de fuga, de procura do primitivo;
Gauguin, autorretrato
com auréola
Módulo 6, História A 155
Paul Gauguin (1848-1903) admira as artes e as civilizações
primitivas, em oposição à industrialização europeia;
Procura a pureza original na vida e na arte;
Foi o pintor da evasão, da recusa da vida moderna, do exotismo;
Vai viver para uma aldeia na Bretanha, Pont-Aven;
Mais tarde para as ilhas da Polinésia Francesa (Tahiti), onde viveu a
fase final da sua vida;
Gauguin, O Cristo
Amarelo, 1889
Módulo 6, História A 157
Outros pintores Simbolistas:
Puvis de Chavannes (1824-1898);
Gustave Moreau (1826-1898);
Odilon Redon (1840-1916);
Gustave Moreau,
A Esfinge; As
Sereias
Módulo 6, História A 158
Puvis de Chavannes, A esperança; O sonho; Raparigas à beira-
mar;
Módulo 6, História A 159
Odilon Redon, Pandora, Retrato de
Mademoiselle Violette Heyman
Módulo 6, História A 160
O simbolismo literário caracterizou-se pela valorização do
subjetivo e do sobrenatural;
Foi uma literatura hermética e para iniciados;
Baudelaire (1821-1867) e Edgar Allan Poe (1809-1849)
foram os principais representantes desta corrente literária;
Módulo 6, História A 161
Arte Nova – movimento cultural e artístico
que atingiu todas as artes (pintura, escultura,
arquitetura e design);
Procurou a rutura com a tradição (formal,
estética e técnica);
Procurou adaptar-se aos novos gostos que as
sociedades ocidentais haviam desenvolvido;
Privilegiavam a sensibilidade, a fantasia, a
imaginação, o refinamento estético, o gosto
pelo decorativo, pelo pitoresco;
J. Rippi-Ronai, Vaso
cerâmico, Hungria
Módulo 6, História A 162
Gaudí, La Pedrera
Módulo 6, História A 163
A Arte nova foi uma reação ao facto da industrialização ter inundado
a sociedade com objetos de mau gosto estético;
Foi um movimento complexo e com muitas variações regionais;
Modernismo Catalão (Catalunha, Espanha);
Jugendstile (Alemanha);
Art Noveau (França e Bélgica);
Sezession (Secessão Vienense) (Áustria);
Liberty e Floreale (Itália);
Modern Style (Inglaterra);
Escola de Chicago (Estados Unidos);
Escola de Glasgow (Escócia);
Módulo 6, História A 164
Estes movimentos apresentam alguns princípios unificadores:
Inovação formal, procura de originalidade e criatividade;
Rejeição dos princípios académicos, históricos e revivalistas da
época;
Formas inspiradas na natureza (fauna e flora) e no Homem;
Movimentos sinuosos, formas estilizadas, sintetizadas ou
geometrizadas;
Adesão ao progresso, recursos aos novos materiais e técnicas;
Adoção de uma nova estética expressa através da linha sinuosa,
elástica, flexível, estilizada ou geometrizada,
Procura do movimento, do ritmo, da expressão;
Apelo à sensibilidade estética e à fantasia do observador;
Módulo 6, História A 166
Desenvolveram o conceito de unidade das artes – Conceito que
tende a apagar todas as diferenças tradicionais entre as várias
modalidades artísticas (artes maiores, artes menores) considerando
que todas elas são merecedoras de igual qualidade plástica e devem,
por isso, nortear-se pelos mesmos princípios formais e estéticos;
Módulo 6, História A 167
Hoffmann, serviço de café
Palácio Stoclet
A sua popularidade transformou-a numa moda que se aplicou a
todas as modalidades artísticas (arquitetura, pintura, escultura,
artes aplicadas, artes gráficas, dança, etc.);
Módulo 6, História A 168
H. Van de Velde, Salão de cabeleireiro; projeto para um museu;
secretária
Módulo 6, História A 169
António Gaudí (1852-1926)
destacou-se na arquitetura;
Módulo 6, História A 170
A Arte Nova foi aplicada ao design e surgem peças de
superfícies ondulantes;
Procuram a graciosidade e elegância;
As formas são inspiradas no corpo feminino e na
Natureza;
Majorelle, candeeiro
Lalique, pregador
Módulo 6, História A 172
Tiffany, objetos em vidro
P. Behrens, candeeiro
Módulo 6, História A 173
Cartaz e capa de revista
Módulo 6, História A 174
O enorme sucesso artístico e comercial identificam a época e a sua
excessiva divulgação trouxe o rápido declínio;
Os objetos foram copiados cada vez em maior número e vão
perdendo qualidade estética;
A Arte Nova desaparece com a I Guerra Mundial;
Marcou a época história (final do século XIX e início do século XX)
conhecida como Belle Époque;
Módulo 6, História A 175
Portugal: o dinamismo cultural do último terço do século
A ligação ferroviária construída pelos
governos da Regeneração permitiu
uma maior circulação de ideias entre
Portugal e o resto da Europa;
A Geração do 70 foi responsável por
agitar a cultura portuguesa, foi
constituída por um grupo de
estudantes de Coimbra (Antero
Quental, Teófilo Braga, Eça de
Queirós, etc.);
Módulo 6, História A 176
Em 1865 surgiu a Questão Coimbrã ou Bom Senso e Bom Gosto,
título de uma carta dirigida por Antero a António Feliciano de
Castilho;
Esta carta é contra a “escola literária de Coimbra” e o
conservadorismo dos intelectuais portugueses;
Em Lisboa, alguns anos mais tarde, constituem um cenáculo literário
ao qual aderem, entre outros, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e
Guerra Junqueiro;
Módulo 6, História A 178
Constituem uma elite jovem que adere à fé no progresso e
ciência e vê na literatura como um meio de transformação da
sociedade;
Organizam, em 1871, as Conferências Democráticas, no Casino
Lisbonense;
Estas conferências abrangem uma temática variada: política,
sociedade, ensino, literatura e religião;
O ciclo das conferências não chegou ao fim;
O Governo proibiu-as com o pretexto que eram contra as leis
do reino;
Módulo 6, História A 179
O grupo persistiu na sua intervenção política, social e literária;
Na década seguinte sentiram-se derrotados pelo imobilismo
nacional;
Autodenominam-se “Os vencidos da vida”, desalentados com a
falta de mudança do país;
A Geração de 70 teve um papel importante na introdução do
Modernismo em Portugal e agitou a cultura portuguesa;
Módulo 6, História A 180
O primado da pintura naturalista
O Naturalismo, na pintura, foi sentimental e romântico, e irá
sobreviver até meados do século XX;
Silva Porto,
Cancela
Vermelha
Os introdutores do naturalismo em Portugal foram:
António da Silva Porto (1850-1894);
João Marques de Oliveira (1853-1927);
Estiveram em França como estudante e Bolseiro da Academia
Portuense;
Contactaram os pintores realistas e impressionistas (pintura ao ar
livre);
Professores da Academia de Lisboa e Porto;
Fizeram parte do Grupo do Leão (Café Leão de Ouro);
Módulo 6, História A 182
O Naturalismo tem como temas fundamentais a Natureza e a vida
do quotidiano;
Silva Porto, Barco de Avintes;
Guardando o Rebanho;
Módulo 6, História A 183
Este tipo de pintura já tinha deixado de chocar o público e foi muito
bem aceite em Portugal;
Transformou-se em “arte oficial”;
Formaram o “Grupo do Leão”, pois reuniam-se na “Cervejaria
Leão”;
Módulo 6, História A 184
Deste grupo destacam-se dois artistas:
Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929);
José Malhoa ((1855-1933);
Malhoa, Promessas; O fado
Módulo 6, História A 185
Columbano, Concerto de Amadores; Retrato de Antero de Quental;
Módulo 6, História A 186
O Naturalismo foi um ciclo longo que se prolongou pelas primeiras
décadas do século XX;
Surgem vários pintores ligados a esta corrente artística:
António Ramalho (1858-1916);
Aurélia de Sousa (1865-1922);
O rei D. Carlos;
Aurélia de Sousa,
Autorretrato
Módulo 6, História A 188
O artista mais inovador foi António Carneiro (1872-1930), rejeitou a
estética naturalista e enveredou pelo Simbolismo;
António
Carneiro, A
Vida
Módulo 6, História A 189
Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
Módulo 6, História A 190
Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte
bibliografia:
FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da
História 12, Areal Editores, 2015
COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da
História 12, Porto Editora, 2013
Antão, António, Preparação para o Exame Nacional 2014, História A,
Porto Editora 2015
Catarino, António Luís, Preparar o Exame Nacional de História A,
Areal Editores, 2015
2017/2018

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Modulo

  • 1. História A Preparação para o Exame Nacional de 2018 Revisões sobre os conteúdos de aprofundamento do Módulo 6 https://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2. História A - Módulo 6 A civilização industrial – economia e sociedade; nacionalismos e choques imperialistas Unidade 1.3 A agudização das diferenças http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 3. Módulo 6, História A 3 A agudização das diferenças No século XIX, a maior parte dos países permanece subdesenvolvida, com exceção da Europa, EUA e Japão; A baixa produtividade agrícola criava poucos lucros e por isso não existiam capitais para investir na indústria, impossibilitando o desenvolvimento dessas regiões; As diferenças entre países ricos e pobres aumenta;
  • 4. Módulo 6, História A 4 A confiança nos mecanismos autorreguladores do mercado Nos séculos XVI, XVII e XVIII, vários países adotaram medidas protecionistas, sobretudo com base nas ideias mercantilistas; Proteger a produção nacional da concorrência estrangeira era a ideia central; O Estado intervinha na economia fomentando determinados setores e criando regras e tabelando preços; No entanto a Revolução Industrial foi suportada por um sistema económico livre-cambista;
  • 5. Módulo 6, História A 5 O livre-cambismo tinha por base as ideias de Adam Smith (1720- 1790) e foi desenvolvido por outros teóricos como David Ricardo (1772-1823), Thomas Malthus e Jean Baptiste Say; Defendiam a total liberdade da iniciativa privada, sem qualquer atuação por parte do Estado, porque segundo a sua opinião, através da lei da oferta e da procura e da livre concorrência o mercado autorregulava-se; Segundo as suas ideias seria o livre-cambismo que iria assegurar o desenvolvimento do Mundo;
  • 6. Módulo 6, História A 6 Na Inglaterra estas ideias são executas pelo Governo de Sir Robert Peel, que assumiu o poder em 1841, e em 1860 só 48 produtos pagavam taxas alfandegárias para entrar em Inglaterra contrastando com os 1150 produtos em 1840; A adoção do livre-cambismo pela Inglaterra vai influenciar outros países e entre 1850 e 1870, o livre-cambismo dominou as políticas económicas europeias; Mesmo os EUA que sempre mantiveram uma atitude protecionista baixaram as suas taxas alfandegárias;
  • 7. Módulo 6, História A 7 As debilidades do livre-cambismo. As crises cíclicas do capitalismo O livre-cambismo apresentava um problema intrínseco ao sistema, com uma periocidade de 6 a 10 anos existiam crises, estas crises eram de um novo tipo, não eram originadas por falta de produtos mas pelo excesso de produtos no mercado, eram crises de superprodução; Eram resultado da concorrência e da necessidade de produzirem mais e mais barato;
  • 8. Módulo 6, História A 8 O economista Clément Juglar (1824-1905) foi o primeiro a estudar estes ciclos económicos que por isso foram denominados ciclos de Juglar, duram aproximadamente 10 anos:
  • 10. Módulo 6, História A 10 Na fase de crescimento económico, a procura é maior do que a oferta, os preços sobem; A perspetiva de grandes lucros levam ao aumento do investimento, a especulação na Bolsa aumenta; Esta situação gera um aumento da produção que leva a que a oferta seja maior do que a procura;
  • 11. Módulo 6, História A 11 Os produtos acumulam-se nos armazéns, os preços baixam, para reduzir a produção os salários baixam e recorre-se ao despedimento de trabalhadores; Muitas empresas não resistem e abrem falência, arrastando consigo alguns Bancos (que tinham emprestado dinheiro); Muitos investidores perdem dinheiro na Bolsa; Os despedimentos fazem diminuir o consumo que leva a produção a diminuir ainda mais;
  • 12. Módulo 6, História A 12 Estas crises iniciam-se num ou em vários países e propagam-se rapidamente; Em 1810 regista-se a primeira crise, em 1929 a mais grave; Entre essas datas verificara-se 15 períodos de recessão económica que provocaram o aumento da miséria e agitação política e social; Os teóricos do liberalismo consideram estas crises cíclicas como simples ajustamentos económicos;
  • 13. Módulo 6, História A 13 Outros veem nas crises os sinais de que o mercado não é capaz de se autorregular; No final do século XIX, muitos países adotaram medidas protecionistas para proteger a sua economia da concorrência estrangeira; Estas crises suscitaram protestos; Após a crise de 1929, ficou patente a necessidade dos Estados intervirem na vida económica;
  • 14. Módulo 6, História A 14 O mercado internacional e a divisão do trabalho Durante o século XIX e até à Primeira Guerra Mundial o comércio registou um crescimento acelerado; Devido ao aumento da produção agrícola e industrial, ao crescimento demográfico e ao desenvolvimento dos transportes e das comunicações; Este comércio é dominado pela Europa, no início do século XX detém 2/3 do comércio mundial; Inglaterra, EUA, França e Alemanha são responsáveis por cerca de 50% do comércio mundial;
  • 15. Módulo 6, História A 15 No século XIX surgem zonas económicas especializadas e a repartição mundial do trabalho; O surgir de zonas especializadas teve que ver com as potencialidades naturais e humanas de cada região; A especialização de uma região num determinado produto conseguia gerar muitos lucros que compensavam a necessidade de importar outros produtos;
  • 17. Módulo 6, História A 17 A Revolução Industrial agudizou as diferenças na divisão internacional do trabalho; Inglaterra, EUA, Alemanha e França produziam cerca de 70% de toda a produção industrial mundial; Estes fornecem os países mais atrasados da Europa e dos outros continentes com os produtos industrializados e adquirem a estes produtos agrícolas e matérias-primas;
  • 18. Módulo 6, História A 18 Este sistema de trocas favorecia os países mais ricos; Apesar de alguns países em vias de desenvolvimento terem sido estimulados na procura de diminuírem as suas dependências económicas, ao longo do século XIX, estas diferenças, entre “países pobres e países ricos”, foram aumentando; O capitalismo industrial contribuiu para criar um mundo desigual; Um grupo muito restrito de países controla a economia mundial;
  • 19. Módulo 6, História A 19 Nos finais do século XIX, e como forma de defender os países menos desenvolvidos da livre concorrência, desenvolveram-se novas medidas protecionistas, de modo a tornar possível a industrialização desses países;
  • 20. Módulo 6, História A 20 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
  • 21. História A - Módulo 6 A civilização industrial – economia e sociedade; nacionalismos e choques imperialistas Unidade 2.2 Unidade e diversidade da sociedade oitocentista http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 22. Módulo 6, História A 22 Unidade e diversidade na sociedade oitocentista As revoluções liberais levaram ao progressivo fim da sociedade do Antigo Regime, a sociedade de ordens é substituída por uma sociedade de classes; A igualdade dos cidadãos perante a lei leva ao fim dos privilégios da nobreza e do clero; Na sociedade de classes o que determina a posição social é a posse de riqueza e de propriedades; A sociedade de classes é mais aberta e a mobilidade social é constante;
  • 23. Módulo 6, História A 23 A sociedade do século XIX divide-se em dois grandes grupos: Burguesia que domina mas também se divide em vários estatutos sociais (alta, média, pequena burguesia); Proletariado que providencia a força de trabalho; Nesta sociedade é possível a um indivíduo de baixa condição social alcançar o topo da hierarquia social;
  • 24. Módulo 6, História A 24 A base do pensamento liberal assenta na ideia que a capacidade e inteligência de cada um tornará possível a sua subida na escala social; Depois de alcançado o topo deveria assegurar-se a continuidade através de estratégias que permitissem a permanência nos mais altos escalões;
  • 25. Módulo 6, História A 25 A alta burguesia empresarial e financeira é constituída pelos empresários industriais, banqueiros, diretores das grandes companhias de transportes e comunicações e proprietários de grandes empresas de negócios; Devido à concentração das atividades económicas a alta burguesia domina o poder económico, controla os meios de produção e o acesso às matérias-primas;
  • 26. Módulo 6, História A 26 O poder tem tendência a manter-se num número reduzido de famílias, surgem as dinastias burguesas, nos mais variados ramos económicos: França: Schneider, Peugeot, Périer; Alemanha: Krupp, Fürstenberg, Rothschild; Itália: Agnelli, Pirelli EUA: Rockefeller
  • 27. Módulo 6, História A 27 Ao poder económico a alta burguesia junta o poder político, criando grupos de pressão (lobbies) ou participando diretamente nas decisões políticas como deputados ou ministros; Influenciam as tomadas de decisões dos governos de forma a favorecerem os seus interesses; Difundem as suas ideias na imprensa e jornais; Através da publicidade lançam modas; Influenciam o ensino; Divulgam os seus valores de modo a influenciarem a opinião pública de acordo com os seus interesses;
  • 28. Módulo 6, História A 28 A alta burguesia vai desenvolver comportamentos e valores próprios; Em muitas atitudes vão imitar a antiga nobreza, adquirindo propriedades, muitas vezes compradas à nobreza, nas cidades mandam construir palácios; Organizam festas, bailes, e outros sinais exteriores de riqueza; Os seus filhos frequentam as melhores escolas; Muitas vezes estabelecesse uma comunidade de interesses entre a antiga aristocracia e a lata burguesias, e muitos casamentos são realizados;
  • 29. Módulo 6, História A 29 Outras vezes a alta burguesia era nobilitada pelos serviços prestados; Assiste-se a uma fusão de interesses entre a velha e a nova elite;
  • 30. Módulo 6, História A 30 A burguesia foi lentamente desenvolvendo uma consciência de classe, afirmando-se como um grupo autónomo com os seus próprios valores e comportamentos; O culto da ostentação e do luxo foi sendo substituído pela valorização do trabalho, do estudo, da poupança, da moderação e da prudência; Estas são as virtudes burguesas; Nelas a família assumia um papel relevante, e dá-se muita importância à solidariedade familiar;
  • 31. Módulo 6, História A 31 A maior parte pertence ao setor terciário das atividades económicas; Muitos provêm das classes mais baixas; É um grupo conservador (contra todas as mudanças sociais e económicas);
  • 32. Módulo 6, História A 32 A burguesia distancia-se do culto da ociosidade das elites aristocráticas e mostram a sua riqueza como fruto do trabalho, da iniciativa e do esforço pessoal; Atribuem a pobreza à preguiça, e à falta de empenho e talento; Apontam como exemplos os casos de ascensão de pessoas de origem humilde, os “self-made men” que também são o exemplo da mobilidade social da nova sociedade;
  • 33. Módulo 6, História A 33 As classes médias são constituídos por um numeroso e heterogéneo grupo de pessoas; Situam-se entre a alta burguesia e o proletariado; Este grupo é constituído pelas pessoas que não executam trabalhos manuais mas também não pertencem à alta burguesia;
  • 34. Módulo 6, História A 34 O desenvolvimento do setor terciário fez engrossar este grupo; A maior parte destas profissões vão ficar conhecidas como “colarinhos brancos”, distinguindo-os dos trabalhadores que se sujavam no exercício da sua profissão;
  • 35. Módulo 6, História A 35 Pequenos empresários industriais que, apesar de afetados pelas crises e pela concentração empresarial, não cessaram de crescer; Profissões liberais todos os que trabalhavam por conta própria (advogados, médicos, professores); Empregados de escritórios e funcionários públicos que veem o seu número crescer devido ao desenvolvimento dos serviços e do Estado. Muitas vezes ganham menos que operários mas têm estatuto social. É um tipo de emprego muito procurado;
  • 36. Módulo 6, História A 36 Professores são cada vez mais numerosos. Transmitem os valores da burguesia nas escolas. Profissão mal paga mas com prestígio; Empregados comerciais todos os que trabalhavam no comércio; Pessoas com rendimentos tais como proprietários, investidores na Bolsa, etc.;
  • 37. Módulo 6, História A 37 As classes médias, criam a sua consciência de classe, eram grandes defensoras dos valores da burguesia; Muitos deles tinham origens humildes e sonhavam subir na sociedade, sobretudo tinham pavor de voltarem a ser proletários; São conservadores e defensores da ordem e moral públicas;
  • 38. Módulo 6, História A 38 Veem com desconfiança a contestação dos operários; Cultivam a ordem, o estatuto, o respeito pelas hierarquias, a importância da poupança, o respeito pelo trabalho; Procuram pequenos luxos como comprar uma moradia, uma boa escola para os filhos, idas ao teatros e à ópera, férias, etc.;
  • 39. Módulo 6, História A 39 O respeito pela família é o pilar da moral burguesa; Advogam uma moral austera (puritanismo) e o culto das aparências; Na família burguesa o poder está no homem, as qualidades domésticas na mulher a obediência nos filhos; As festas da classe média decorriam em família (aniversários, casamentos, etc.);
  • 40. Módulo 6, História A 40 A condição operária: salários e modos de vida A Revolução Industrial criou, nos escalões inferiores da sociedade, um novo grupo social, o operariado; O liberalismo económico, ao abster-se de intervencionar a vida económica, deixou os operários nas mãos dos grandes industriais;
  • 41. Módulo 6, História A 41 Os proletários não têm qualquer poder sobre a produção que pertence à burguesia, os operários apenas possuem os seus filhos (prole) e um salários pelo seu trabalho; O salário não é regulamentado, e baixa ou sobe de acordo com os interesses dos donos das indústrias; Os operários viveram e trabalharam em condições muito precárias e difíceis;
  • 42. Módulo 6, História A 42 Os proletários que no século XIX afluíam às cidades eram o produto da falta de empregos na agricultura e da ruína dos pequenos proprietários rurais ou das atividades artesanais; Chegavam às cidades sem qualquer preparação, foram uma mão de obra não qualificada e foram explorados e sujeitos a grandes arbitrariedades;
  • 43. Módulo 6, História A 43 Os operários foram sujeitos a variadíssimos problemas: Salários precários e baixos, completamente dependentes dos jogos da oferta e da procura. Quando os lucros diminuíam ou a ganância dos patrões era muita, os salários baixavam, muitas vezes abaixo do limiar de sobrevivência; Horários de trabalho que podiam chegar às 16 horas diárias; Ausência de direito a férias, descanso semanal, subsídio de desemprego, reforma ou doença; Mão de obra infantil que recebia por vezes metade do salário dos homens. As mulheres também tinham salários mais baixos;
  • 44. Módulo 6, História A 44 O cinema Os irmãos Lumière http://www.youtube.com/watch?v=BO0EkMKfgJI
  • 45. Módulo 6, História A 45 Ausência de redes de solidariedade. Oriundos do campo tinham de sobreviver na cidade sem o apoio familiar; Locais de trabalho sem condições mínimas; Elevado risco de contrair doenças profissionais que levavam ao despedimento; Proibição de todos os tipos de manifestações ou reivindicações (greve era proibida por lei);
  • 46. Módulo 6, História A 46 Habitações sem condições de habitabilidade e muitas vezes sobrelotadas; Estavam sujeitos a uma alimentação pobre e desequilibrada; Mal alimentados, sem tempo para descansar, habitando em bairros insalubres eram muitas vezes vítimas de doenças, as epidemias de cólera eram frequentes; Perante este quadro de problemas e pobreza extremas os problemas a ele associados eram frequentes: alcoolismo, prostituição, criminalidade, mendicidade, etc.;
  • 47. Módulo 6, História A 47 O movimento operários: associativismo e sindicalismo Os primeiros movimentos contra estas duras condições de trabalho e de vida foram espontâneas e desorganizadas; Um dos primeiros foi liderado por Ned Ludd, em Inglaterra, entre 1811 e 1818. Foi o “luddismo”, era um movimento que levava os operários a destruírem máquinas (mecanoclasta) que roubavam o trabalho; Outros movimentos semelhantes, bem como greves e outras manifestações irromperam por toda a Europa;
  • 48. Módulo 6, História A 48 As medidas de repressão foram extremamente duras: os operários foram perseguidos, presos e até condenados à morte; Esta violenta repressão levou os operários a organizarem as suas lutas; Esta organização assumiu , essencialmente, duas formas:
  • 49. Módulo 6, História A 49 Associativismo – para substituir as tradicionais solidariedades familiares, da igreja ou das confrarias, criaram-se associações de socorros mútuos, ou mutualidades; Os associados pagavam uma quota e eram apoiados em caso de doença, morte, acidentes, desemprego, etc.; Também foram criadas cooperativas que eram associações de tipo económico;
  • 50. Módulo 6, História A 50 Outra forma de organização do movimento operário foi o sindicalismo; Os sindicatos são organizações que agregam os trabalhadores de um determinado ramo profissional, para protegerem os seus interesses; Os sindicatos começaram por ser organizações clandestinas: Lutavam pela melhoria das condições de trabalho através de manifestações e greves;
  • 51. Módulo 6, História A 51 A legalização dos sindicatos, a influência de doutrinas políticas como o socialismo e o anarquismo levaram ao crescimento dos sindicatos; A partir de 1870-80, a força dos sindicatos cresce visivelmente; Os sindicato britânicos, as Trade Unions, transformaram-se em organizações de massas;
  • 52. Módulo 6, História A 52 Nos países industrializados os sindicatos organizam-se e multiplicavam-se; Reivindicam o dia de trabalho de 8 horas, melhores salários, dia de descanso semanal, indeminização em caso de acidente de trabalho, etc.; As lutas operárias foram muitas vezes reprimidas violentamente; No dia 1 de maio de 1886, em Chicago (EUA) 500 mil trabalhadores saíram às ruas, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários;
  • 53. Módulo 6, História A 53 Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas; As greves foram uma das melhores armas porque paravam a produção e causavam diminuição dos lucros; Fruto destas lutas as duras condições do trabalho forma-se suavizando e os salários cresceram;
  • 54. Módulo 6, História A 54 Os primeiros sindicatos a serem legalizados foram os britânicos; No último quartel do século XIX, a legislação social nos países industrializados evoluiu: foram publicadas leis que regulamentavam o horário de trabalho, o repouso semanal, pensões (velhice, doença, acidente);
  • 55. Módulo 6, História A 55 As propostas socialistas de transformação revolucionária da sociedade As condições de miséria dos proletários levou vários pensadores a refletirem sobre esta situação e a proporem medidas de intervir na sociedade, criticavam a desumanidade do sistema capitalista e propunham a diminuição das desigualdades sociais; No século XIX surgem as teorias socialistas que se vão dividir em dois campos teóricos diferentes;
  • 56. Módulo 6, História A 56 Socialismo utópico – consistiu em propostas de reforma da sociedade e alternativas ao sistema capitalista; Propunham a criação de cooperativas de produção e consumo e uma maior justiça social. As ideias começaram a surgir por volta de 1820; Alguns dos principais pensadores foram: Robert Owen, Saint- Simon, Charles Fourier, etc.;
  • 57. Módulo 6, História A 57 Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) foi um dos principais pensadores; Propôs a organização de cooperativas de produção e por conseguinte a abolição da propriedade privada e do estado para terminar com a “exploração do homem pelo homem”; A proposta de Proudhon consista na criação de uma sociedade igualitária de pequenos produtores associados em cooperativas que seriam capazes de assegurar o bem-estar, sem luta de classes ou sem a intervenção do Estado;
  • 58. Módulo 6, História A 58 Socialismo científico (marxismo) – Karl Marx (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895) publicaram em 1848, o Manifesto do Partido Comunista; Nesta obra defendem que a luta de classes, o verdadeiro motor da História, atravessou todas as épocas históricas e propõem um modo de atingir uma sociedade sem classes e sem Estado, o comunismo; A sociedade burguesa e capitalista será destruída pelo proletariado que instaurará a ditadura do proletariado; Nesta fase o estado deterá todos os meios de produção (fim da propriedade privada) para construir uma sociedade sem classes e sem exploração, onde o próprio Estado desaparecerá, o comunismo;
  • 59. Módulo 6, História A 59 Segundo Karl Marx, o modo de produção capitalista assenta na mais-valia; O salário do trabalhador não corresponde ao valor do seu trabalho mas apenas ao valor dos bens de que necessita para sobreviver. A exploração do proletário é o lucro do capitalista; Os explorados deveriam lutar contra os exploradores (luta de classes); Para Marx era necessário que o proletariado se organizasse em partidos e sindicatos e conquistasse o poder político;
  • 60. Módulo 6, História A 60 Marx apela ao internacionalismo proletários, é célebre a frase, “Proletários de todos os países, uni-vos”, segundo ele a única forma de lutar contra o capital internacional é os operários também se organizarem internacionalmente; Para coordenar a luta a nível internacional surgem as Associações Internacionais de Trabalhadores ou Internacional Operária (Internacionais); Marx redigiu os estatutos da I Internacional (Londres, 1864; Apoiou a Comuna de Paris (março de 1871) insurreição de operários em Paris que, após dominar a capital francesa durante 40 dias, foi esmagada com enorme violência, mais de 20 mil revoltosos foram executados;
  • 61. Módulo 6, História A 61 Surgem partidos operários com a designação de socialistas ou sociais-democratas; Na Internacional surgem teses diferentes de Karl Marx; Bakunine (1814-1876) criou o anarquismo, criticava no marxismo o princípio da ditadura do proletariado e da supremacia do Estado e preconizava a organização dos operários nos sindicatos e outras associações; Estes desacordos levaram ao fim da I Internacional em 1876;
  • 62. Módulo 6, História A 62 A II Internacional (Paris, 1889) afastou os anarquistas, mas surgiu outra tendência, o revisionismo de Bernstein (1850-1932) que propunha uma evolução pacífica e gradual do capitalismo para o socialismo, substituindo a luta de classes por uma colaboração entre os partidos operários e os burgueses; Na sequência desta nova proposta os partidos voltaram-se a dividir; A II Internacional vai desaparecer em 1914 no início da I Guerra Mundial;
  • 63. Módulo 6, História A 63 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
  • 64. História A - Módulo 6 A civilização industrial – economia e sociedade; nacionalismos e choques imperialistas Unidade 4 Portugal, uma sociedade capitalista dependente http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 65. Módulo 6, História A 65 A Regeneração entre o livre-cambismo e o protecionismo (1851- 1880) Um golpe de estado, em 1851, liderada pelo Duque de Saldanha, depôs Costa Cabral e iniciou uma nova etapa do liberalismo português conhecida por Regeneração;
  • 66. Módulo 6, História A 66 Os principais objetivos deste movimento eram conciliar as diversas fações do Liberalismo e harmonizar os interesses da alta burguesia com os da pequena e média burguesia bem como dos camponeses; Revisão da Carta Constitucional; Ato Adicional (1852) alarga o sufrágio, determina eleições diretas para o Parlamento; Consagra-se o rotativismo partidário (alternância de partidos no poder);
  • 67. A nível económico desenvolveram uma política livre-cambista, desenvolvem reformas para modernizar o país; Livre-cambismo é um modelo de mercado no qual o comércio entre países não é afetado por restrições (taxas aduaneiras) do estado. Livre-cambismo é contrário ao protecionismo, que é a política económica que pretende restringir o comércio entre países.
  • 68. Módulo 6, História A 68 O desenvolvimento de infraestruturas: A Regeneração desenvolveu os transportes e os meios de comunicação (infraestruturas essenciais); O seu principal dinamizador foi o ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria (1852-1856), António Fontes Pereira de Melo (1819-1887), A esta política de desenvolvimento das atividades económicas chama-se fontismo;
  • 69. Módulo 6, História A 69 Revolução dos transportes: Construção de estradas (macadamizadas); Desenvolvimento dos transportes ferroviários; Construção de pontes; Construção e remodelação de portos; Instalação do telégrafo (1857); Estabelecimento do telefone (1882) em Lisboa e Porto; Reforma dos correios (1853, primeiros selos adesivos);
  • 70. Módulo 6, História A 70 Vantagens do desenvolvimentos dessas políticas económicas: Criação de um mercado nacional, os produtos chegam a áreas até então isoladas; Incremento da produção agrícola e industrial; Desenvolvimento das relações internacionais, sobretudo com a Europa mais evoluída;
  • 71. Módulo 6, História A 71 No entanto estes melhoramentos exigiram um grande esforço financeiro; Os governos regeneradores recorreram a empréstimos obtidos na banca internacional, muitas vezes a juros elevados; Uma consequência foi o endividamento do estado; Para resolver esta situação os governos socorreram-se de sucessivos aumentos de impostos, o que piorou a situação económica do país;
  • 72.
  • 73. Módulo 6, História A 73 Por outro lado o desenvolvimento das comunicações criou condições de concorrência económica para a qual, a maior parte dos portugueses não estava preparado; Portugal vai caindo nas mãos dos credores estrangeiros; Apesar dos problemas a economia portuguesa entre 1850-1875 vive um período de expansão.
  • 74. Módulo 6, História A 74 A dinamização da atividade produtiva A Regeneração procurou aumentar e diversificar as atividades produtivas no país; Defendeu políticas de liberalização do comércio, contrárias ao protecionismo; O livre-cambismo está expresso na pauta alfandegária (impostos que os produtos pagam na alfandega) de 1852, publicada por Fontes Pereira de Melo;
  • 75. Módulo 6, História A 75 As taxas alfandegárias foram reduzidas com a argumentação: A diminuição das taxas contribuía para a redução do contrabando; A redução de preços das matérias-primas ajudava a indústria nacional; Permitia a baixa de preço dos produtos importados, beneficiando o consumidor; Até 1880, Portugal, vai adotar uma política livre-cambista, embora por vezes se tenham tomado medidas protecionistas;
  • 76. Módulo 6, História A 76 Nesta fase da vida económica, Portugal participou e até promoveu exposições internacionais; Estas exposições são o símbolo do progresso e desenvolvimento industrial;
  • 77. Módulo 6, História A 77 A exploração capitalista dos campos Em 1863, foi decretada a abolição definitiva dos morgadios e foram promulgadas leis no sentido de terminar com todas as obrigações de carácter feudal; São abolidos os baldios e pastos comuns o que vai contribuir para o aumento das terras cultivadas;
  • 78. Arroteadas terras; Introduzidas novas máquinas agrícolas; Aplicadas técnicas de cultivo que permitem uma agricultura mais intensiva com a diminuição do pousio; Divulgação da utilização dos adubos químicos;
  • 79. Módulo 6, História A 79 Apesar de todos esses progressos, a inovação tecnológico foi travada pela falta de dinheiro para investir e propriedades agrícolas reduzidas, em especial no Norte e Centro do país; As inovações foram sobretudo realizadas no Sul (Alentejo (trigo) e Ribatejo (arroz));
  • 80. A produção portuguesa foi orientada para a exportação: Vinhos (Dão, Bairrada, Douro, Estremadura, Ribatejo); Laranjas e frutos secos; Cortiça, casulos de seda, gado vivo; Esta especialização na exportação da agricultura portuguesa criou graves problemas na nossa economia;
  • 81. Módulo 6, História A 81 A industrialização: o difícil crescimento O arranque industrial português começou com muito atraso em relação aos países mais desenvolvidos; Inicia-se a partir de 1870: Difusão da energia do vapor; Diversificação das atividades (têxtil, vidro, tabaco, cortiça, conservas de peixe, metalurgia, cerâmica, etc.; Aperfeiçoamento tecnológico;
  • 82. Módulo 6, História A 82 Aumento do número de sociedades anónimas (lei de 22 de junho de 1867); Aumento da população operária; Maiores investimentos na indústria; Introdução da energia elétrica na indústria no século XX; Sociedade anónima (S.A.) é uma forma jurídica de constituição de empresas na qual o capital social não se encontra atribuído a um nome específico, mas está dividido em ações que podem ser transacionadas livremente.
  • 83. Módulo 6, História A 83 Apesar de todos estes investimentos a indústria portuguesa tem muitas dificuldades em competir internacionalmente, e demonstra muitas dificuldades de crescimento, demonstrado pelo lento aumento da população ativa no setor secundários: 1890= 18,4% 1900=19,4% 1911=21,1%
  • 84. Módulo 6, História A 84 A Portugal faltam matérias-primas no território nacional (carvão, algodão); O arranque industrial português começou com cerca de 100 anos de atraso em relação à Inglaterra; Falta de operários especializados;
  • 85. Orientação dos investimentos para a especulação e para as atividades imobiliárias em detrimento das atividades industriais; Dependência do capital estrangeiro; Mercado interno muito pequeno; Sistema económico baseado nas atividades comerciais e agrícolas; O nosso mercado era abastecido por produtos estrangeiros , cujos preços eram muito competitivos;
  • 86. Módulo 6, História A 86 A necessidade de capitais e os mecanismos de dependência A política dos sucessivos governos da Regeneração levaram à abertura da economia portuguesa ao capital estrangeiro; As obras públicas (estradas, comboio) foram realizadas com recurso a capitais estrangeiros (Inglaterra, França, Brasil, Espanha); Os investimentos estrangeiros tornaram possível o desenvolvimento das companhias de telégrafos, telefones, águas, gás, transportes urbanos, seguros, atividades bancárias e comerciais; A própria indústria foi, em muitos casos, desenvolvida com recurso a capitais estrangeiros;
  • 87. Módulo 6, História A 87 Os governos da Regeneração caíram na dependência dos capitais estrangeiros; O défice das finanças públicas não parou de crescer ( o estado tinha mais despesas do que receitas); Os sucessivos aumentos de impostos não conseguiram criar uma situação de equilíbrio; A solução foi recorrer a mais empréstimos estrangeiros; Entrou-se num círculo vicioso: as despesas e os juros da dívida pública eram pagos com recurso a empréstimos estrangeiros, isto leva a que o défice vá ficando progressivamente fora de controlo;
  • 88. Módulo 6, História A 88 Entre a depressão e a expansão (1880-1914) A crise financeira de 1880-1890 A política dos governos da Regeneração de livre-cambismo favoreceu as exportações agrícolas, a partir da década de 70 os nossos produtos vítimas de doenças e da concorrência perderam mercados; As importações de produtos industrias aumentaram; Em consequência a balança comercial é negativa, em 1889-90, o valor das importações é quase o dobro das exportações;
  • 89. Módulo 6, História A 89 Os juros e a dívida pública continuam a aumentar, fruto dos sucessivos empréstimos contraídos; Entre 1851-1890, a dívida pública aumentou quase 8 vezes; Grande parte do desenvolvimento português foi realizado com investimentos estrangeiros, logo uma parte substancial dos lucros revertia para fora do país; Um dos grandes credores de Portugal, o banco inglês, Baring & Brothers, abriu falência, depois de terem acordado um grande empréstimo ao governo português; As remessas de emigrantes no Brasil diminuíram;
  • 90. Módulo 6, História A 90 Não havia dinheiro para pagar as dívidas; Entre 1890 e 1892, Portugal viveu uma situação financeira muito grave; Em janeiro de 1892, o governo português declarou a bancarrota; A crise levou ao repensar do modelo económico da Regeneração;
  • 91.
  • 92. Módulo 6, História A 92 O surto industrial de final do século Devido ao fracasso do livre-cambismo o governo publicou uma nova pauta aduaneira em 1892, era o retorno do protecionismo; Garantiam-se à agricultura e indústria condições vantajosas para colocar os seus produtos nos mercados nacional e colonial; Entre 1892 e 1914, o comércio colonial foi um fator importante para o desenvolvimento económico português;
  • 93. Módulo 6, História A 93 Dá-se a concentração empresarial e surgem grandes empresas que estão mais bem preparadas para suportar as crises económicas: CUF (produção de adubos); Companhia Aliança (têxteis), Companhia dos Tabacos, Companhia dos Fósforos, Companhia de Cimentos Tejo, etc.; Surgem também grandes companhias nos transportes Caminhos de Ferro e Carris), serviços públicos (água, eletricidade, gás, telefones), Seguros (Fidelidade, Bonança), na exploração colonial, etc.; Também surgem novos bancos;
  • 94. Módulo 6, História A 94 Desenvolvimento tecnológico com a difusão da eletricidade, indústria química, metalurgia, etc.; Surgem polos urbanos e de industrialização em Lisboa, Porto, Braga, Setúbal, Barreiro, Guimarães; No entanto apesar deste crescimento a população urbana em Portugal era reduzida se comparada com países europeus desenvolvidos;
  • 95. Módulo 6, História A 95 As transformações do regime político na viragem do século Os problemas da sociedade portuguesa e a contestação da monarquia Apesar de Portugal continuar um país essencialmente rural, as cidades cresceram e nelas desenvolveram-se a classe média e o proletariado; Os progresso ocorridos no ensino permitiram o desenvolvimento da imprensa; Estes fatores contribuíram para que nas últimas décadas da monarquia se tivesse criado a opinião pública, fator que os governos tiveram de passar a considerar;
  • 96. Módulo 6, História A 96 Nas últimas décadas do século XIX, o país tomava consciência dos seus problemas agravados com a crise económica; O descontentamento com a monarquia cresce: O rotativismo partidário entre o Partido Progressista e o Partido Regenerador provocava desânimo pois não conseguiam resolver a crise económica. O rei era culpado pela opinião pública por não conseguir que os partidos resolvessem a situação;
  • 97. A crise económica de 1880-1890 e a bancarrota de 1892 deixaram marcas na sociedade portuguesa apesar das políticas protecionistas e de desenvolvimento industrial; Os problemas estruturais não foram resolvidos (falta de investimento em atividades produtivas, atraso da agricultura, emigração); Sucedem-se vários escândalos financeiros;
  • 98. Módulo 6, História A 98 O Ultimato inglês opondo-se ao mapa cor de rosa, ameaçando recorrer à força contra Portugal foi aceite pelo governo português, o que gerou muita contestação entre a população. A monarquia foi acusada de não defender os interesses nacionais; Curiosidade – Nesta altura foi composto “A Portuguesa”, o atual Hino Nacional. O atual verso “Contra os canhões marchar” na versão inicial era “Contra os Bretões marchar”;
  • 99. Módulo 6, História A 99 O Partido Republicano, fundado em 1876, conquistou grande parte deste descontentamento, sobretudo no seio da classe média; As suas críticas ao sistema iam granjeando apoios; Obteve 6% dos votos nas eleições de 1879 e 33% em 1884;
  • 100. Módulo 6, História A 100 Em 31 de janeiro de 1891, dá-se no Porto uma tentativa de derrube da monarquia e implantação da República realizada por militares; A tentativa gorou-se mas era um sinal do descontentamento popular que grassava entre a população; A agitação social, greves, protestos estudantis e contestação generalizada aos governos monárquicos vai aumentando; Criaram-se associações secretas com o intuito de derrubar a monarquia. A mais importante foi a Carbonária;
  • 101. Módulo 6, História A 101 Em 1907, o rei D. Carlos dissolveu o parlamento e o primeiro- ministro, João Franco governa com plenos poderes, este período foi denominado a ditadura de João Franco, esta situação contribuiu para o reforço do descontentamento; O rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe foram assassinados (Regicídio) em Lisboa em 1908, por membros da Carbonária;
  • 102. Módulo 6, História A 102 A Primeira República No dia 5 de Outubro é implantada a República em Portugal; http://www.youtube.com/watch?v=3jVhrnPCV3U
  • 103. Módulo 6, História A 103 Constitui-se um Governo Provisório presidido por Teófilo Braga; Em 1911 são realizadas eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte; Em 21 de agosto de 1911 é promulgada a Constituição da República Portuguesa; Em 24 de agosto, Manuel de Arriaga é eleito o primeiro Presidente da República Portuguesa;
  • 104. Módulo 6, História A 104 A Constituição de 1911 estabelece que: Existe uma superioridade do poder legislativo. A Câmara dos Deputados e o Senado controla o governo, pode destituir o Presidente da República; Esta característica é uma das razões da instabilidade governativa em que vivei a Primeira República; O Presidente da República é uma figura simbólica, é eleito pelo parlamento e não pode vetar as leis; Estabelece-se o sufrágio direto e universal para os maiores de 21 anos alfabetizados ou que fossem chefes de família;
  • 105. Módulo 6, História A 105 Os governos da República tiveram como principais linhas de atuação: A laicização do Estado, a separação do Estado e da Igreja (Lei da Separação do Estado e da Igreja); As medidas anticlericais foram mal aceites pelo povo profundamente católico e originou que a República perdesse uma grande parte do apoio;
  • 106. Abolição definitiva da sociedade de ordens com a aniquilação definitiva dos privilégios do clero e da nobreza; Lei do divórcio; Defesa da justiça social, é promulgada a lei que reconhece o direito à greve, é instituído o descanso obrigatório para os trabalhadores ao domingo; Em 1916, é criado o ministério do Trabalho e da Previdência Social; O Registo Civil passa a obrigatório;
  • 107. Módulo 6, História A 107 Desenvolveu-se o ensino público. A taxa de analfabetismo (76%) era uma das maiores da Europa; O ensino primário foi tornado obrigatório e gratuito; Foram criadas novas escolas e programas de formação de professores; Foram criadas as universidades do Porto e Lisboa;
  • 108. Módulo 6, História A 108 A Primeira República não conseguiu resolver os problemas estruturais da sociedade portuguesa; Foi uma época extremamente conturbada devido a fatores internos e externos (1ª Guerra Mundial 1914-1918);
  • 109. Módulo 6, História A 109 Os governos da República nunca conseguiram uma estabilidade governativa, entre 1910 e 1926 existiram 39 governos; O Partido Republicano, devido a diferenças ideológicas, dividiu-se em três partidos: Partido Democrático (Afonso Costa), Partido Evolucionista (António José da Almeida) e União Republicana (Brito Camacho); Surgem outros partidos políticos: socialista, independentista, monárquico, esquerdista, etc.;
  • 110. Módulo 6, História A 110 A oposição ao regime vai crescendo liderada pelos setores mais conservadores da sociedade: Igreja, devido ao anticlericalismo do regime; Os adeptos do retorno à monarquia;
  • 111. A alta burguesia descontente com a legislação de caráter social; Surge o Integralismo Lusitano, que agrupa os opositores monárquicos e religiosos; Este movimento apoiou várias tentativas de derrube da República (Monarquia do Norte (1919), Ditadura de Sidónio Pais (1917-1918); As lutas internas entre os partidos republicanos e a oposição dividiram o país e, por vezes, assumiram o carácter de guerra civil;
  • 112. Módulo 6, História A 112 A situação económica e social do país era marcada por uma industrialização atrasada e Portugal permanecia essencialmente rural, setor que se opunha às tentativas de modernização da República; A produção continuava deficitária o que provocava a alta dos preços e a balança de pagamento do estado era negativa;
  • 113. Apesar de toda a legislação promulgada os operários e o campesinato viam-se numa miséria extrema e sujeitos aos abusos do patronato; Esta situação provocou um descontentamento em muitos setores da população; No dia 28 de maio de 1926 dá-se um golpe militar que irá estabelecer uma nova ditadura em Portugal.
  • 114. Módulo 6, História A 114 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
  • 115. História A - Módulo 6 A civilização industrial – economia e sociedade; nacionalismos e choques imperialistas Unidade 5 Os caminhos da cultura http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 116. Módulo 6, História A 116 A confiança no progresso científico Na segunda metade do século XIX, os avanços na ciência, na Revolução Industrial e os seus efeitos na vida quotidiana dos cidadãos levou ao desenvolvimento da crença na ciência; Surge o Cientismo, a crença que a ciência resolveria todos os problemas da Humanidade; O Universo funcionava segundo regras (leis) e aos cientistas competia descobrir essas leis. Não havia limite para o conhecimento humano; Os fenómenos inexplicáveis, só o eram devido à ignorância;
  • 117. Módulo 6, História A 117 August Comte (1798-1857) criou o Positivismo; Segundo esta teoria o saber e a Humanidade tinham passado por três estados: O teológico – os fenómenos são explicados pela intervenção de forças sobrenaturais; O metafísico – os fenómenos são explicados pela intervenção de entidades abstratas, não observáveis; O positivo (ou cientifico) – o estudo da natureza, através da observação e da experimentação, permite conhecer as leis naturais que determinam os fenómenos;
  • 118. Módulo 6, História A 118 Este pensamento filosófico foi conhecido através do livro “Curso de Filosofia Positiva”; Estas ideias influenciaram todo o pensamento do século XIX e vão levar ao investimento do Estado na investigação científica; Surgem universidades, institutos e laboratórios financiados por fundos públicos,
  • 119. Módulo 6, História A 119 O avanço das ciências exatas e a emergência das ciências sociais No século XIX o conhecimento da natureza foi alargado em todas as áreas das ciências: Na Biologia, Charles Darwin (1809-1882), publicou a “Origem das Espécies” que defendia a tese da evolução das espécies; Johan Mendel (1822-1884) realizou estudos sobre a hereditariedade; Na Medicina, Louis Pasteur (1822-1895) e Robert Koch (1843-1910) fizeram importantes descobertas;
  • 120. Módulo 6, História A 120 Na Química, Dimitri Mendeleïev (1834-1907) elaborou a tabela periódica dos elementos; No campo da Física, o casal Pierre (1859-1906) e Marie Curie (1867-1934) realizaram estudos sobre a radioatividade; James Joule (1818-1889) e James Clarck Maxwell (1831-1879) realizaram descobertas fundamentais na teoria do eletromagnetismo;
  • 121. Módulo 6, História A 121 Este desenvolvimento científico e tecnológico levou a uma reflexão mais profunda sobre o funcionamento das sociedades , o que levou as ciências sociais, procurassem imitar as ciências exatas, e tentassem encontrar leis que explicassem o funcionamento do Homem em sociedade; Em 1838, Comte, criou o termo Sociologia que parte da verificação que os indivíduos isolados comportam-se de modo diferente dos grupos; Comte chamou a esta nova disciplina a “física social”; Émile Durkheim (1858-1917) sistematizou as leis desta nova disciplina;
  • 122. Módulo 6, História A 122 O espírito positivista estendeu-se a todas as áreas do conhecimento: Karl Marx desenvolveu e teoria do socialismo científico; A História criou regras para selecionar as fontes e assim “reconstruir” o passado de forma científica (exata), destacou-se o trabalho de Fustel de Coulanges (1830-1889); Desenvolveram-se os estudos sobre Economia; Sigmund Freud (1856-1939) desenvolveu a Psicologia;
  • 123. Módulo 6, História A 123 A progressiva generalização do ensino público Este clima de favorável ao desenvolvimento científico contribuiu para o reforço da importância dada ao ensino, como, já os iluministas no século XVIII, tinham defendido; A educação é vista como um instrumento fundamental para o progresso e a felicidade; O desenvolvimento do setor terciários (serviços) e os progressos da democracia liberal exigem a propagação do ensino e da cultura;
  • 124. Módulo 6, História A 124 Fatores que contribuíram para o desenvolvimento do ensino: A progressiva extensão do voto a todos os cidadãos exigia que a população fosse informada e instruída; O positivismo, ao valorizar o conhecimento científico; A laicização do Estado que torna necessária a existência de um grupo numeroso de funcionários instruídos; As classes médias que veem no ensino uma forma de promoção social;
  • 125. Módulo 6, História A 125 No século XIX iniciaram-se campanhas de alfabetização e o ensino público é progressivamente alargado a todas as classes sociais; O ensino primário torna-se progressivamente gratuito e sustentado pelo estado; Surge a escola pública, obrigatória e laica; O ensino secundário e superior também se desenvolvem devido à necessidade, cada vez maior, de quadros instruídos; Modificam-se os currículos e as pedagogias , organiza-se um ensino com base científica que se contrapõe ao ensino de base humanista herdado do Renascimento;
  • 126. Módulo 6, História A 126 Os países que estão na vanguarda da modernização do ensino, sobretudo do superior, são os Estados Unidos e a Alemanha; Desenvolve-se o conceito de que o professor universitário é um orientador do trabalho dos alunos e juntos formam uma equipa de investigação; Surge o MIT (Massachusetts Institute of Techonology); O investimento no ensino vai levar à liderança destes dois países no capítulo da investigação científica;
  • 127. Módulo 6, História A 127 O interesse pela realidade social na literatura e nas artes – as novas correntes estéticas na viragem do século
  • 128. Módulo 6, História A 128 A fuga para o passado, nomeadamente para a Idade Média, parecia, agora desadequada ao espírito positivista; Surge uma corrente que pretende mostrar o Mundo com Realismo;
  • 129. Módulo 6, História A 129 O Realismo começou por ser, na pintura, a representação de paisagens de forma desapaixonada e neutra; Depois evoluiu no sentido de representar temas do quotidiano de forma simples e realista;
  • 130. Módulo 6, História A 130 Gustave Courbet afirmou: “Eu não posso pintar um anjo porque nunca vi nenhum. Mostrem-me um anjo e eu pintá-lo-ei”; O Realismo abandona as temáticas religiosas, fantasistas de inspiração histórica, mitológica ou literária; Procuram libertar a arte do subjetivismo e sentimentalismo;
  • 131. Módulo 6, História A 131 Triunfa o desejo de representar com objetividade; As personagens já não são heróis mas pessoas banais;
  • 132. Módulo 6, História A 132 Alguns artistas usam a arte como instrumento de denúncia política e social; A Arte tem uma utilidade; Daumier, A lavadeira, 1863
  • 133. Módulo 6, História A 133 Alguns destas pinturas escandalizaram a sociedade pelos temas tratados (banais), pelo tratamento menos cuidado da composição; Courbet, Proudhon
  • 134. Módulo 6, História A 134 Édouard Manet , Pequeno almoço na relva
  • 135. Módulo 6, História A 135 Principais artistas ligados ao Realismo: James Whistler (1834-1903); Gustave Courbet (1819-1877); Honoré Daumier (1808-1879); Jean François Millet (1814-1875); Camile Corot (1796-1875); Édouard Manet (1832 -1883).
  • 136. Módulo 6, História A 136 Na literatura centram-se na crítica da sociedade e na denúncia das injustiças sociais; Destacam-se Émile Zola (1840-1902) e Gustave Flaubert (1821- 1880);
  • 137. Módulo 6, História A 137 Claude Monet, Impressão, Sol Nascente, 1872, óleo sobre tela, 47x64 cm Impressionismo
  • 138. Módulo 6, História A 138 Um novo olhar sobre a realidade: Claude Monet, A catedral de Ruão, 1894 Claude Monet, A catedral de Ruão, 1894 Na Aurora; Sol Matinal, Harmonia Azul; De Manhã, Harmonia Branca; Em pleno Sol, Harmonia Azul; Tempo Cinzento, Harmonia Cinzenta; A fachada vista de frente, Harmonia Castanha;
  • 139. Módulo 6, História A 139 O real em mudança; A realidade estava em constante mutação; A pintura devia ser capaz de traduzir esta ideia de mudança; É um método científico de análise da realidade através da observação e da utilização das técnicas adequadas para a reproduzir; Renoir, o baloiço
  • 140. Módulo 6, História A 140 Os impressionistas pretendiam uma pintura espontânea e realizada perante o motivo (no local, fora do atelier); Pretendiam captar uma realidade em mutação ou seja os efeitos da luz sobre os objetos, a natureza e as pessoas; O tema não era importante; Pintaram a vida quotidiana e alegre de Paris;
  • 141. Tecnicamente caracteriza-se por: Executar-se no momento, perante o motivo, não há estudos nem esboços; Feita exclusivamente com a cor pura, aplicada diretamente dos tubos de tinta; 141Módulo 6, História A
  • 142. Módulo 6, História A 142 A tinta é aplicada em pinceladas curtas, rápidas, fragmentadas; Muitas vezes em forma de vírgula; Justapostas de acordo com a lei das complementares, de modo a obter a fusão dos tons nos olhos do observador, em vez de se misturarem na paleta;
  • 143. Monet, A lagoa Renoir, Paisagem 143Módulo 6, História A
  • 144. Esta técnica produziu quadros com um aspeto de inacabados e rugosos (tinta não alisada); As cores eram aplicadas com base nos estudos científicos da cor; Tentavam reproduzir o carácter prismático da luz natural servindo-se das cores do arco-íris; 144Módulo 6, História A
  • 145. Módulo 6, História A 145 Esta técnica veio permitir a captação dos efeitos coloridos da luz do Sol e da sua atmosfera e teve como resultado a: Dissolução da forma, da superfície e dos volumes; Os seus quadros tem um aspeto fluído, dinâmico; Libertando-se das velhas noções de claro-escuro;
  • 146. C. Monet, Nenúfares A pintura desmaterializava-se e tornava-se cada vez mais uma atmosfera de transparências; As imagens deixam de ser delimitadas pela linha de contorno; 146Módulo 6, História A
  • 147. A. Renoir, Baile no Moinho de La Gallette 147Módulo 6, História A
  • 148. Mary Cassat, Rapariga a coser; Verão 148Módulo 6, História A
  • 149. Módulo 6, História A 149 O impressionismo foi constituído por um grupo de jovens pintores: Claude Monet, Camille Pissarro, Edgar Degas; Paul Cézanne, August Renoir, Frédéric Basile, Alfred Sisley, Berthe Morisot, Mary Cassat, etc.;
  • 150. Módulo 6, História A 150 Gauguin, Autorretrato Simbolismo
  • 151. Módulo 6, História A 151 Gauguin, O que somos? De onde vimos? Para onde vamos? (1897)
  • 152. Módulo 6, História A 152 O Simbolismo opõe-se à arte representativa e objetiva (Naturalismo, Realismo e Impressionismo); Valoriza o mundo subjetivo e a interioridade; Influenciados pelos Românticos e pelos pré-Rafaelistas; Baseiam-se em estados emocionais (angústias, sonhos, fantasias), separam a arte da representação fiel da Natureza; As formas cores e linhas possuem significados próprios; Não reproduzem a realidade natural mas a realidade espiritual;
  • 153. Módulo 6, História A 153 Os simbolista procuram uma realidade introspetiva, para além do visível; Pretendem representar, não a realidade, mas a representação simbólica das ideias; A arte deve libertar-se da submissão aos princípios da lógica e mergulhar nos mistérios da alma e do pensamento; Demonstram um grande desejo de fuga, de procura do primitivo;
  • 155. Módulo 6, História A 155 Paul Gauguin (1848-1903) admira as artes e as civilizações primitivas, em oposição à industrialização europeia; Procura a pureza original na vida e na arte; Foi o pintor da evasão, da recusa da vida moderna, do exotismo; Vai viver para uma aldeia na Bretanha, Pont-Aven; Mais tarde para as ilhas da Polinésia Francesa (Tahiti), onde viveu a fase final da sua vida;
  • 157. Módulo 6, História A 157 Outros pintores Simbolistas: Puvis de Chavannes (1824-1898); Gustave Moreau (1826-1898); Odilon Redon (1840-1916); Gustave Moreau, A Esfinge; As Sereias
  • 158. Módulo 6, História A 158 Puvis de Chavannes, A esperança; O sonho; Raparigas à beira- mar;
  • 159. Módulo 6, História A 159 Odilon Redon, Pandora, Retrato de Mademoiselle Violette Heyman
  • 160. Módulo 6, História A 160 O simbolismo literário caracterizou-se pela valorização do subjetivo e do sobrenatural; Foi uma literatura hermética e para iniciados; Baudelaire (1821-1867) e Edgar Allan Poe (1809-1849) foram os principais representantes desta corrente literária;
  • 161. Módulo 6, História A 161 Arte Nova – movimento cultural e artístico que atingiu todas as artes (pintura, escultura, arquitetura e design); Procurou a rutura com a tradição (formal, estética e técnica); Procurou adaptar-se aos novos gostos que as sociedades ocidentais haviam desenvolvido; Privilegiavam a sensibilidade, a fantasia, a imaginação, o refinamento estético, o gosto pelo decorativo, pelo pitoresco; J. Rippi-Ronai, Vaso cerâmico, Hungria
  • 162. Módulo 6, História A 162 Gaudí, La Pedrera
  • 163. Módulo 6, História A 163 A Arte nova foi uma reação ao facto da industrialização ter inundado a sociedade com objetos de mau gosto estético; Foi um movimento complexo e com muitas variações regionais; Modernismo Catalão (Catalunha, Espanha); Jugendstile (Alemanha); Art Noveau (França e Bélgica); Sezession (Secessão Vienense) (Áustria); Liberty e Floreale (Itália); Modern Style (Inglaterra); Escola de Chicago (Estados Unidos); Escola de Glasgow (Escócia);
  • 164. Módulo 6, História A 164 Estes movimentos apresentam alguns princípios unificadores: Inovação formal, procura de originalidade e criatividade; Rejeição dos princípios académicos, históricos e revivalistas da época; Formas inspiradas na natureza (fauna e flora) e no Homem;
  • 165. Movimentos sinuosos, formas estilizadas, sintetizadas ou geometrizadas; Adesão ao progresso, recursos aos novos materiais e técnicas; Adoção de uma nova estética expressa através da linha sinuosa, elástica, flexível, estilizada ou geometrizada, Procura do movimento, do ritmo, da expressão; Apelo à sensibilidade estética e à fantasia do observador;
  • 166. Módulo 6, História A 166 Desenvolveram o conceito de unidade das artes – Conceito que tende a apagar todas as diferenças tradicionais entre as várias modalidades artísticas (artes maiores, artes menores) considerando que todas elas são merecedoras de igual qualidade plástica e devem, por isso, nortear-se pelos mesmos princípios formais e estéticos;
  • 167. Módulo 6, História A 167 Hoffmann, serviço de café Palácio Stoclet A sua popularidade transformou-a numa moda que se aplicou a todas as modalidades artísticas (arquitetura, pintura, escultura, artes aplicadas, artes gráficas, dança, etc.);
  • 168. Módulo 6, História A 168 H. Van de Velde, Salão de cabeleireiro; projeto para um museu; secretária
  • 169. Módulo 6, História A 169 António Gaudí (1852-1926) destacou-se na arquitetura;
  • 170. Módulo 6, História A 170 A Arte Nova foi aplicada ao design e surgem peças de superfícies ondulantes; Procuram a graciosidade e elegância; As formas são inspiradas no corpo feminino e na Natureza;
  • 172. Módulo 6, História A 172 Tiffany, objetos em vidro P. Behrens, candeeiro
  • 173. Módulo 6, História A 173 Cartaz e capa de revista
  • 174. Módulo 6, História A 174 O enorme sucesso artístico e comercial identificam a época e a sua excessiva divulgação trouxe o rápido declínio; Os objetos foram copiados cada vez em maior número e vão perdendo qualidade estética; A Arte Nova desaparece com a I Guerra Mundial; Marcou a época história (final do século XIX e início do século XX) conhecida como Belle Époque;
  • 175. Módulo 6, História A 175 Portugal: o dinamismo cultural do último terço do século A ligação ferroviária construída pelos governos da Regeneração permitiu uma maior circulação de ideias entre Portugal e o resto da Europa; A Geração do 70 foi responsável por agitar a cultura portuguesa, foi constituída por um grupo de estudantes de Coimbra (Antero Quental, Teófilo Braga, Eça de Queirós, etc.);
  • 176. Módulo 6, História A 176 Em 1865 surgiu a Questão Coimbrã ou Bom Senso e Bom Gosto, título de uma carta dirigida por Antero a António Feliciano de Castilho; Esta carta é contra a “escola literária de Coimbra” e o conservadorismo dos intelectuais portugueses; Em Lisboa, alguns anos mais tarde, constituem um cenáculo literário ao qual aderem, entre outros, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e Guerra Junqueiro;
  • 177.
  • 178. Módulo 6, História A 178 Constituem uma elite jovem que adere à fé no progresso e ciência e vê na literatura como um meio de transformação da sociedade; Organizam, em 1871, as Conferências Democráticas, no Casino Lisbonense; Estas conferências abrangem uma temática variada: política, sociedade, ensino, literatura e religião; O ciclo das conferências não chegou ao fim; O Governo proibiu-as com o pretexto que eram contra as leis do reino;
  • 179. Módulo 6, História A 179 O grupo persistiu na sua intervenção política, social e literária; Na década seguinte sentiram-se derrotados pelo imobilismo nacional; Autodenominam-se “Os vencidos da vida”, desalentados com a falta de mudança do país; A Geração de 70 teve um papel importante na introdução do Modernismo em Portugal e agitou a cultura portuguesa;
  • 180. Módulo 6, História A 180 O primado da pintura naturalista O Naturalismo, na pintura, foi sentimental e romântico, e irá sobreviver até meados do século XX; Silva Porto, Cancela Vermelha
  • 181. Os introdutores do naturalismo em Portugal foram: António da Silva Porto (1850-1894); João Marques de Oliveira (1853-1927); Estiveram em França como estudante e Bolseiro da Academia Portuense; Contactaram os pintores realistas e impressionistas (pintura ao ar livre); Professores da Academia de Lisboa e Porto; Fizeram parte do Grupo do Leão (Café Leão de Ouro);
  • 182. Módulo 6, História A 182 O Naturalismo tem como temas fundamentais a Natureza e a vida do quotidiano; Silva Porto, Barco de Avintes; Guardando o Rebanho;
  • 183. Módulo 6, História A 183 Este tipo de pintura já tinha deixado de chocar o público e foi muito bem aceite em Portugal; Transformou-se em “arte oficial”; Formaram o “Grupo do Leão”, pois reuniam-se na “Cervejaria Leão”;
  • 184. Módulo 6, História A 184 Deste grupo destacam-se dois artistas: Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929); José Malhoa ((1855-1933); Malhoa, Promessas; O fado
  • 185. Módulo 6, História A 185 Columbano, Concerto de Amadores; Retrato de Antero de Quental;
  • 186. Módulo 6, História A 186 O Naturalismo foi um ciclo longo que se prolongou pelas primeiras décadas do século XX; Surgem vários pintores ligados a esta corrente artística: António Ramalho (1858-1916); Aurélia de Sousa (1865-1922); O rei D. Carlos;
  • 188. Módulo 6, História A 188 O artista mais inovador foi António Carneiro (1872-1930), rejeitou a estética naturalista e enveredou pelo Simbolismo; António Carneiro, A Vida
  • 189. Módulo 6, História A 189 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
  • 190. Módulo 6, História A 190 Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 12, Areal Editores, 2015 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 12, Porto Editora, 2013 Antão, António, Preparação para o Exame Nacional 2014, História A, Porto Editora 2015 Catarino, António Luís, Preparar o Exame Nacional de História A, Areal Editores, 2015 2017/2018