SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 24
Jean Piaget
                     1896 – 1980
                      Genebra




  Epistemologia Genética
O Nascimento da Inteligência
Epistemologia Genética
• “o conhecimento não poderia ser concebido
  como algo predeterminado nas estruturas
  internas do indivíduo, pois que estas resultam
  de uma construção efetiva e contínua, nem
  nos caracteres preexistentes do objeto, pois
  que estes só são conhecidos graças à
  mediação necessária dessas estruturas; e
  estas estruturas os enriquecem e enquadram
  (pelo menos situando-os no conjunto dos
  possíveis). “
Cognição
• Ato biológico que visa a adaptação ao meio
• Tende ao equilíbrio e à organização
• Não se separa do todo do org
Epistemologia Genética
• método capaz de oferecer os controles e,
  sobretudo, de retornar às fontes, portanto à
  gênese mesma dos conhecimentos de que a
  epistemologia tradicional apenas conhece os
  estados superiores, isto é, certas resultantes. O
  que se propõe a epistemologia genética é pois
  pôr a descoberto as raízes das diversas
  variedades de conhecimento, desde as suas
  formas mais elementares, e seguir sua evolução
  até os níveis seguintes, até, inclusive, o
  pensamento científico.
Epistemologia Genética
• É interdisciplinar
• não existem jamais conhecimentos absolutos.
• tudo é gênese: “afirmar a necessidade de recuar
  à gênese não significa de modo algum conceder
  um privilégio a tal ou qual fase considerada
  primeira, absolutamente falando: é, pelo
  contrário, lembrar a existência de uma
  construção indefinida e, sobretudo, insistir no
  fato de que, para compreender suas razões e seu
  mecanismo, é preciso conhecer todas as suas
  fases, ou, pelo menos, o máximo possível. “
Epistemologia Genética
• “se encontrará nestas páginas a exposição de uma
  epistemologia que é naturalista sem ser positivista,
  que põe em evidência a atividade do sujeito sem ser
  idealista, que se apóia também no objeto sem deixar
  de considerá lo como um limite (existente, portanto,
  independentemente de nós, mas jamais
  completamente atingido) e que, sobretudo, vê no
  conhecimento uma elaboração contínua: é este último
  aspecto da epistemologia genética que suscita mais
  problemas e são estes que se pretende equacionar
  bem assim como discutir exaustivamente.”
Epistemologia Genética
• PSICOGENESE De uma parte, o conhecimento não procede,
  em suas origens, nem de um sujeito consciente de si
  mesmo nem de objetos já constituídos (do ponto de vista
  do sujeito) que a ele se imporiam. O conhecimento
  resultaria de interações que se produzem a meio caminho
  entre os dois, dependendo, portanto, dos dois ao mesmo
  tempo, mas em decorrência de uma indiferenciação
  completa e não de intercâmbio entre formas distintas. De
  outro lado, e, por conseguinte, se não há, no início, nem
  sujeito, no sentido epistemológico do termo, nem objetos
  concebidos como tais, nem, sobretudo, instrumentos
  invariantes de troca, o problema inicial do conhecimento
  será pois o de elaborar tais mediadores.”
Epistemologia Genética
• Com efeito, o instrumento de troca inicial não é a percepção,
  como os racionalistas demasiado facilmente admitiram do
  empirismo, mas, antes, a própria ação em sua plasticidade
  muito maior.
• Se existe uma indiferenciação entre o sujeito e o objeto ao
  ponto que o primeiro não se conhece nem mesmo como
  fonte de suas ações, por que seriam elas centradas no corpo
  próprio ao passo que a atenção estaria fixada no exterior? O
  termo "egocentrismo radical" de que nos valemos para
  designar esta centração pode, ao invés, parecer evocar um eu
  consciente (e é ainda mais o caso do "narcisismo" freudiano
  ao passo que se trata de um narcisismo sem Narciso). De fato,
  a indiferenciação e a centração das ações primitivas importam
  ambas em um terceiro aspecto que lhes é geral: elas ainda
  não estão coordenadas entre si.
Epistemologia Genética

•   BIOGENESE: AUTO-REGULACAO
•   ONTOGENESE REPETE A FILOGENESE
•   tendência intrínseca ao equilíbrio
•   no curso da gênese, o conhecimento procede
•   Acomodacao e assimilacao
filogênese
ontogênese
O Nascimento da Inteligência
• A construção do conhecimento ocorre quando
  acontecem ações físicas ou mentais sobre
  objetos que, provocando o desequilíbrio,
  resultam em assimilação ou, acomodação e
  assimilação dessas ações e, assim, em
  construção de esquemas ou conhecimento.
  Em outras palavras, uma vez que a criança não
  consegue assimilar o estímulo, ela tenta fazer
  uma acomodação e após, uma assimilação e o
  equilíbrio é, então, alcançado.
• Esquema:
- um arquivo de dados na nossa cabeça. Os esquemas
   são análogos às fichas deste arquivo, ou seja, são as
   estruturas mentais ou cognitivas pelas quais os
   indivíduos intelectualmente organizam o meio.
   São estruturas que se modificam com o
   desenvolvimento mental e que tornam-se mais
   refinadas à medida em que a criança torna-se mais
   apta a generalizar os estímulos.
   - os esquemas cognitivos do adulto são derivados dos
   esquemas sensório-motores da criança e, os
   processos responsáveis por esses mudanças nas
   estruturas cognitivas são assimilação e acomodação.
• Assimilação:
• É o processo cognitivo de colocar (classificar)
  novos eventos em esquemas existentes. É a
  incorporação de elementos do meio externo
  (objeto, acontecimento, ...) a um esquema ou
  estrutura do sujeito.
  Em outras palavras, é o processo pelo qual o
  indivíduo cognitivamente capta o ambiente e o
  organiza possibilitando, assim, a ampliação de
  seus esquemas.
  Na assimilação o indivíduo usa as estruturas que
  já possui.
• Acomodação:
• É a modificação de um esquema ou de uma estrutura
  em função das particularidades do objeto a ser
  assimilado.
  A acomodação pode ser de duas formas, visto que se
  pode ter duas alternativas:
  Criar um novo esquema no qual se possa encaixar o
  novo estímulo, ou
• Modificar um já existente de modo que o estímulo
  possa ser incluído nele.
• Após ter havido a acomodação, a criança tenta
  novamente encaixar o estímulo no esquema e aí
  ocorre a assimilação.
  Por isso, a acomodação não é determinada pelo objeto
  e sim pela atividade do sujeito sobre este, para tentar
  assimilá-lo.
  O balanço entre assimilação e acomodação é chamado
  de adaptação.
• Equilibração:
É o processo da passagem de uma situação de
  menor equilíbrio para uma de maior
  equilíbrio. Uma fonte de desequilíbrio ocorre
  quando se espera que uma situação ocorra de
  determinada maneira, e esta não acontece.
Inteligência
• é o mecanismo de adaptação do organismo a uma
  situação nova e, como tal, implica a construção
  contínua de novas estruturas. Esta adaptação refere-se
  ao mundo exterior, como toda adaptação biológica.
  Desta forma, os indivíduos se desenvolvem
  intelectualmente a partir de exercícios e estímulos
  oferecidos pelo meio que os cercam. A inteligência
  humana pode ser exercitada, buscando um
  aperfeiçoamento de potencialidades, que evolui
  "desde o nível mais primitivo da existência,
  caracterizado por trocas bioquímicas até o nível das
  trocas simbólicas" (Ramozzi-Chiarottino apud Chiabai:
  1990: 3).
• Não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura”
  (Piaget).
• A estrutura de maturação do indivíduo sofre um processo
  genético e a gênese depende de uma estrutura de maturação.
• o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se
  estiver preparado para recebê-lo.
• dois pólos da atividade inteligente: assimilação e acomodação.
  É assimilação na medida em que incorpora a seus quadros
  todo o dado da experiência ou ëstruturação por incorporação
  da realidade exterior a formas devidas à atividade do sujeito
  (Piaget, 1982). É acomodação na medida em que a estrutura
  se modifica em função do meio, de suas variações. A
  adaptação intelectual constitui-se então em um "equilíbrio
  progressivo entre um mecanismo assimilador e uma
  acomodação complementar" (Piaget, 1982).
Epistemologia Genética
• O desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período
  intra-uterino e vai até aos 15 ou 16 anos. Piaget diz
  que a embriologia humana evolui também após o
  nascimento, criando estruturas cada vez mais
  complexas. A construção da inteligência dá-se portanto
  em etapas sucessivas, com complexidades crescentes,
  encadeadas umas às outras. A isto Piaget chamou de
  “construtivismo sequencial”.
•
      A seguir os períodos em que se dá este
  desenvolvimento motor, verbal e mental.
Período Sensório-Motor - do nascimento aos 2 anos,
aproximadamente.
    A ausência da função semiótica é a principal
característica deste período. A inteligência trabalha
  • .
através das percepções (simbólico) e das ações
(motor) através dos deslocamentos do próprio corpo.
É uma inteligência iminentemente prática. Sua
linguagem vai da ecolalia (repetição de sílabas) à
palavra-frase ("água" para dizer que quer beber água)
já que não representa mentalmente o objeto e as
ações. Sua conduta social, neste período, é de
isolamento e indiferenciação (o mundo é ele).
dos 2 anos aos 4 anos

surge a função semiótica que permite o surgimento da linguagem,
do desenho, da imitação, da dramatização, etc.. Podendo criar
imagens mentais na ausência do objeto ou da ação é o período da
fantasia, do faz de conta, do jogo simbólico. Com a capacidade de
   • .
formar imagens mentais pode transformar o objeto numa satisfação
de seu prazer (uma caixa de fósforo em carrinho, por exemplo). O
indivíduo “dá alma” (animismo) aos objetos ("o carro do papai foi
'dormir' na garagem"). A linguagem está a nível de monólogo
coletivo, ou seja, todos falam ao mesmo tempo sem que respondam
as argumentações dos outros. Sua socialização é vivida de forma
isolada, mas dentro do coletivo. Não há liderança e os pares são
constantemente trocados.
4 anos aos 7 anos, aproximadamente.
      Já existe um desejo de explicação dos fenômenos. É a
  “idade dos porquês”, pois o indíviduo pergunta o tempo
  todo. Distingue a fantasia do real, podendo dramatizar a
• fantasia sem que acredite nela. Seu pensamento continua
    .
  centrado no seu próprio ponto de vista. Já é capaz de
  organizar coleções e conjuntos sem no entanto incluir
  conjuntos menores em conjuntos maiores (rosas no conjunto
  de flores, por exemplo). Quanto à linguagem não mantém
  uma conversação longa mas já é capaz de adaptar sua
  resposta às palavras do companheiro.
      Os Períodos Simbólico e Intuitivo são também
  comumente apresentados como Período Pré-Operatório.
Período Operatório Concreto - dos 7 anos aos 11 anos,
aproximadamente.
    É o período em que o indivíduo consolida as conservações de
número, substância, volume e peso. Já é capaz de ordenar
elementos por seu tamanho (grandeza), incluindo conjuntos,
   • .
organizando então o mundo de forma lógica ou operatória. Sua
organização social é a de bando, podendo participar de grupos
maiores, chefiando e admitindo a chefia. Já podem compreender
regras, sendo fiéis a ela, e estabelecer compromissos. A
conversação torna-se possível (já é uma linguagem socializada),
sem que no entanto possam discutrir diferentes pontos de vista
para que cheguem a uma conclusão comum.
dos 11 anos em diante.
    É o ápice do desenvolvimento da inteligência e
corresponde ao nível de pensamento hipotético-dedutivo
ou lógico-matemático. É quando o indivíduo está apto para
    • .
calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em
proveito de interesses orientados para o futuro. É,
finalmente, a “abertura para todos os possíveis”. A partir
desta estrutura de pensamento é possível a dialética, que
permite que a linguagem se dê a nível de discussão para se
chegar a uma conclusão. Sua organização grupal pode
estabelecer relações de cooperação e reciprocidade.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Apresentação da Teoria de Piaget - Os Períodos de Desenvolvimento da crianç...
Apresentação  da Teoria de Piaget  - Os Períodos de Desenvolvimento da crianç...Apresentação  da Teoria de Piaget  - Os Períodos de Desenvolvimento da crianç...
Apresentação da Teoria de Piaget - Os Períodos de Desenvolvimento da crianç...delicia2
 
Desenvolvimento Cognitivo: Piaget
Desenvolvimento Cognitivo: PiagetDesenvolvimento Cognitivo: Piaget
Desenvolvimento Cognitivo: PiagetManô Araújo
 
Estágios do desenvolvimento cognitivo segundo jean piaget
Estágios do desenvolvimento cognitivo segundo jean piagetEstágios do desenvolvimento cognitivo segundo jean piaget
Estágios do desenvolvimento cognitivo segundo jean piagetAnaí Peña
 
Fases do desenvolvimento - Piaget
Fases do desenvolvimento -  PiagetFases do desenvolvimento -  Piaget
Fases do desenvolvimento - PiagetElisms88
 
A teoria de ensino-aprendizagem de Vygotsky
A teoria de ensino-aprendizagem de VygotskyA teoria de ensino-aprendizagem de Vygotsky
A teoria de ensino-aprendizagem de VygotskyJoel Neto Pereira
 
Epistemologia Genética de Jean Piaget
Epistemologia Genética de Jean PiagetEpistemologia Genética de Jean Piaget
Epistemologia Genética de Jean PiagetLucila Pesce
 
As teorias do desenvolvimento humano
As teorias do desenvolvimento humanoAs teorias do desenvolvimento humano
As teorias do desenvolvimento humanoBruno Gurué
 
Vygotsky e a teoria sociohistórica
Vygotsky e a teoria sociohistóricaVygotsky e a teoria sociohistórica
Vygotsky e a teoria sociohistóricaThiago de Almeida
 
Epistemologia genética de jean piaget primeira parte
Epistemologia genética de jean piaget primeira parteEpistemologia genética de jean piaget primeira parte
Epistemologia genética de jean piaget primeira parteAnaí Peña
 
Piaget x Vygotsky
Piaget x VygotskyPiaget x Vygotsky
Piaget x VygotskyElcielle .
 
Período Sensório-Motor
 Período Sensório-Motor Período Sensório-Motor
Período Sensório-MotorIara Benvindo
 

Mais procurados (20)

Apresentação da Teoria de Piaget - Os Períodos de Desenvolvimento da crianç...
Apresentação  da Teoria de Piaget  - Os Períodos de Desenvolvimento da crianç...Apresentação  da Teoria de Piaget  - Os Períodos de Desenvolvimento da crianç...
Apresentação da Teoria de Piaget - Os Períodos de Desenvolvimento da crianç...
 
Desenvolvimento Cognitivo: Piaget
Desenvolvimento Cognitivo: PiagetDesenvolvimento Cognitivo: Piaget
Desenvolvimento Cognitivo: Piaget
 
Vygotsky
VygotskyVygotsky
Vygotsky
 
Estágios do desenvolvimento cognitivo segundo jean piaget
Estágios do desenvolvimento cognitivo segundo jean piagetEstágios do desenvolvimento cognitivo segundo jean piaget
Estágios do desenvolvimento cognitivo segundo jean piaget
 
Jean Piaget
Jean PiagetJean Piaget
Jean Piaget
 
Fases do desenvolvimento - Piaget
Fases do desenvolvimento -  PiagetFases do desenvolvimento -  Piaget
Fases do desenvolvimento - Piaget
 
Piaget construtivismo - silvia
Piaget   construtivismo - silviaPiaget   construtivismo - silvia
Piaget construtivismo - silvia
 
A teoria de ensino-aprendizagem de Vygotsky
A teoria de ensino-aprendizagem de VygotskyA teoria de ensino-aprendizagem de Vygotsky
A teoria de ensino-aprendizagem de Vygotsky
 
Epistemologia Genética de Jean Piaget
Epistemologia Genética de Jean PiagetEpistemologia Genética de Jean Piaget
Epistemologia Genética de Jean Piaget
 
Jean Piaget
Jean PiagetJean Piaget
Jean Piaget
 
As teorias do desenvolvimento humano
As teorias do desenvolvimento humanoAs teorias do desenvolvimento humano
As teorias do desenvolvimento humano
 
Vygotsky e a teoria sociohistórica
Vygotsky e a teoria sociohistóricaVygotsky e a teoria sociohistórica
Vygotsky e a teoria sociohistórica
 
Construtivismo
ConstrutivismoConstrutivismo
Construtivismo
 
Epistemologia genética de jean piaget primeira parte
Epistemologia genética de jean piaget primeira parteEpistemologia genética de jean piaget primeira parte
Epistemologia genética de jean piaget primeira parte
 
Jean piaget
Jean piagetJean piaget
Jean piaget
 
Piaget completo
Piaget completoPiaget completo
Piaget completo
 
Piaget x Vygotsky
Piaget x VygotskyPiaget x Vygotsky
Piaget x Vygotsky
 
8.teorias psicogeneticas
8.teorias psicogeneticas8.teorias psicogeneticas
8.teorias psicogeneticas
 
Período Sensório-Motor
 Período Sensório-Motor Período Sensório-Motor
Período Sensório-Motor
 
Desenvolvimento piaget
Desenvolvimento   piagetDesenvolvimento   piaget
Desenvolvimento piaget
 

Destaque

Os estádios do desenvolvimento cognitivo segundo Jean Piaget
Os estádios do desenvolvimento cognitivo segundo  Jean PiagetOs estádios do desenvolvimento cognitivo segundo  Jean Piaget
Os estádios do desenvolvimento cognitivo segundo Jean PiagetTatati Semedo
 
Fase do desenvolvimento
Fase do desenvolvimentoFase do desenvolvimento
Fase do desenvolvimentoGil Pereira
 
Jean piaget
Jean piagetJean piaget
Jean piagetEscola
 
Introdução as teorias de jean piaget
Introdução as teorias de  jean  piagetIntrodução as teorias de  jean  piaget
Introdução as teorias de jean piagetRubens Junior
 
PIAGET - CONSTRUÇÃODO CONHECIMENTO
PIAGET - CONSTRUÇÃODO CONHECIMENTOPIAGET - CONSTRUÇÃODO CONHECIMENTO
PIAGET - CONSTRUÇÃODO CONHECIMENTOAclecio Dantas
 
Conceitos gerais da teoria piagetiana
Conceitos gerais da teoria piagetianaConceitos gerais da teoria piagetiana
Conceitos gerais da teoria piagetianaeupsico
 
Crescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantilCrescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantilCamila Oliveira
 
Desenvolvimento Da Criança 6-12 anos
Desenvolvimento Da Criança 6-12 anosDesenvolvimento Da Criança 6-12 anos
Desenvolvimento Da Criança 6-12 anosMarco Leão
 
Desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vida
Desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vidaDesenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vida
Desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vidaJosé Cristiano
 
Biografia de jean piaget
Biografia de jean piagetBiografia de jean piaget
Biografia de jean piagetveralicepeq
 
A formacao social da mente - Vygotsky
A formacao social da mente - VygotskyA formacao social da mente - Vygotsky
A formacao social da mente - Vygotskyunisocionautas
 
Crescimento e desenvolvimento da criança
Crescimento e desenvolvimento da criançaCrescimento e desenvolvimento da criança
Crescimento e desenvolvimento da criançaMardonessilva
 
Aprendizagem segundo piaget
Aprendizagem segundo piagetAprendizagem segundo piaget
Aprendizagem segundo piagettontinhasilva
 
A construção do conhecimento segundo piaget
A construção do conhecimento segundo piagetA construção do conhecimento segundo piaget
A construção do conhecimento segundo piagetcmussoi
 
Pensamento E Linguagem Vygotsky
Pensamento E Linguagem   VygotskyPensamento E Linguagem   Vygotsky
Pensamento E Linguagem VygotskySILVANA Fernandes
 
Período pré operatório
Período pré operatórioPeríodo pré operatório
Período pré operatórioDaisey Lessa
 

Destaque (19)

Slides a teoria de jean piaget 2011
Slides   a teoria de jean piaget 2011Slides   a teoria de jean piaget 2011
Slides a teoria de jean piaget 2011
 
Os estádios do desenvolvimento cognitivo segundo Jean Piaget
Os estádios do desenvolvimento cognitivo segundo  Jean PiagetOs estádios do desenvolvimento cognitivo segundo  Jean Piaget
Os estádios do desenvolvimento cognitivo segundo Jean Piaget
 
Fase do desenvolvimento
Fase do desenvolvimentoFase do desenvolvimento
Fase do desenvolvimento
 
Jean piaget
Jean piagetJean piaget
Jean piaget
 
Introdução as teorias de jean piaget
Introdução as teorias de  jean  piagetIntrodução as teorias de  jean  piaget
Introdução as teorias de jean piaget
 
PIAGET - CONSTRUÇÃODO CONHECIMENTO
PIAGET - CONSTRUÇÃODO CONHECIMENTOPIAGET - CONSTRUÇÃODO CONHECIMENTO
PIAGET - CONSTRUÇÃODO CONHECIMENTO
 
Conceitos gerais da teoria piagetiana
Conceitos gerais da teoria piagetianaConceitos gerais da teoria piagetiana
Conceitos gerais da teoria piagetiana
 
Crescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantilCrescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantil
 
Desenvolvimento Da Criança 6-12 anos
Desenvolvimento Da Criança 6-12 anosDesenvolvimento Da Criança 6-12 anos
Desenvolvimento Da Criança 6-12 anos
 
Jean Piaget
Jean PiagetJean Piaget
Jean Piaget
 
Henri Wallon e sua teoria
Henri Wallon e sua teoriaHenri Wallon e sua teoria
Henri Wallon e sua teoria
 
Desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vida
Desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vidaDesenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vida
Desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vida
 
Biografia de jean piaget
Biografia de jean piagetBiografia de jean piaget
Biografia de jean piaget
 
A formacao social da mente - Vygotsky
A formacao social da mente - VygotskyA formacao social da mente - Vygotsky
A formacao social da mente - Vygotsky
 
Crescimento e desenvolvimento da criança
Crescimento e desenvolvimento da criançaCrescimento e desenvolvimento da criança
Crescimento e desenvolvimento da criança
 
Aprendizagem segundo piaget
Aprendizagem segundo piagetAprendizagem segundo piaget
Aprendizagem segundo piaget
 
A construção do conhecimento segundo piaget
A construção do conhecimento segundo piagetA construção do conhecimento segundo piaget
A construção do conhecimento segundo piaget
 
Pensamento E Linguagem Vygotsky
Pensamento E Linguagem   VygotskyPensamento E Linguagem   Vygotsky
Pensamento E Linguagem Vygotsky
 
Período pré operatório
Período pré operatórioPeríodo pré operatório
Período pré operatório
 

Semelhante a O Nascimento da Inteligência segundo Piaget

Jeanpiaget 120409101826-phpapp01
Jeanpiaget 120409101826-phpapp01Jeanpiaget 120409101826-phpapp01
Jeanpiaget 120409101826-phpapp01Loyane Fernandes
 
Referencial -teorico_-_piaget
Referencial  -teorico_-_piagetReferencial  -teorico_-_piaget
Referencial -teorico_-_piagetangelafreire
 
Referencial -teorico_-_piaget
Referencial  -teorico_-_piagetReferencial  -teorico_-_piaget
Referencial -teorico_-_piagetangelafreire
 
Construtivismo
ConstrutivismoConstrutivismo
Construtivismosgessy
 
Resumo e Simulado da Teoria Básica de Piaget
Resumo e Simulado da Teoria Básica de PiagetResumo e Simulado da Teoria Básica de Piaget
Resumo e Simulado da Teoria Básica de PiagetLuiz C. Melo
 
19. resumo teoria de piaget.docx
19. resumo teoria de piaget.docx19. resumo teoria de piaget.docx
19. resumo teoria de piaget.docxAlineMelo123
 
A teoria básica de jean piaget
A teoria básica de jean piagetA teoria básica de jean piaget
A teoria básica de jean piagetCastilho Junior
 
A teoria básica de jean piaget
A teoria básica de jean piagetA teoria básica de jean piaget
A teoria básica de jean piagetFábio Domingues
 
O que é um esquema.docx
O que é um esquema.docxO que é um esquema.docx
O que é um esquema.docxDiego Lino
 
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010Caio Grimberg
 
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010Filosofia São Bento
 
Aula psicologia-do-desenv-e-aprendizagem
Aula psicologia-do-desenv-e-aprendizagemAula psicologia-do-desenv-e-aprendizagem
Aula psicologia-do-desenv-e-aprendizagemWillianOliveira744573
 
AULA-psicologia-do-desenv-e-aprendizagem.pptx
AULA-psicologia-do-desenv-e-aprendizagem.pptxAULA-psicologia-do-desenv-e-aprendizagem.pptx
AULA-psicologia-do-desenv-e-aprendizagem.pptxHeltonJaime1
 
Conceitos gerais da teoria piagetiana
Conceitos gerais da teoria piagetianaConceitos gerais da teoria piagetiana
Conceitos gerais da teoria piagetianaeupsico
 
Teorias de aprendizagem trabalho
Teorias de aprendizagem trabalhoTeorias de aprendizagem trabalho
Teorias de aprendizagem trabalhoRoseli2012
 
Psicologia e aprendizagem
Psicologia e aprendizagemPsicologia e aprendizagem
Psicologia e aprendizagemFabiano
 

Semelhante a O Nascimento da Inteligência segundo Piaget (20)

Jeanpiaget 120409101826-phpapp01
Jeanpiaget 120409101826-phpapp01Jeanpiaget 120409101826-phpapp01
Jeanpiaget 120409101826-phpapp01
 
Referencial -teorico_-_piaget
Referencial  -teorico_-_piagetReferencial  -teorico_-_piaget
Referencial -teorico_-_piaget
 
Referencial -teorico_-_piaget
Referencial  -teorico_-_piagetReferencial  -teorico_-_piaget
Referencial -teorico_-_piaget
 
Construtivismo
ConstrutivismoConstrutivismo
Construtivismo
 
Resumo e Simulado da Teoria Básica de Piaget
Resumo e Simulado da Teoria Básica de PiagetResumo e Simulado da Teoria Básica de Piaget
Resumo e Simulado da Teoria Básica de Piaget
 
19. resumo teoria de piaget.docx
19. resumo teoria de piaget.docx19. resumo teoria de piaget.docx
19. resumo teoria de piaget.docx
 
Sensorio motor fases
Sensorio motor fasesSensorio motor fases
Sensorio motor fases
 
A teoria básica de jean piaget
A teoria básica de jean piagetA teoria básica de jean piaget
A teoria básica de jean piaget
 
A teoria básica de jean piaget
A teoria básica de jean piagetA teoria básica de jean piaget
A teoria básica de jean piaget
 
Apresent..
 Apresent.. Apresent..
Apresent..
 
O que é um esquema.docx
O que é um esquema.docxO que é um esquema.docx
O que é um esquema.docx
 
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
 
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
Desenvolvimento cognitivo e neuropsicomotor 08 2010
 
Aula psicologia-do-desenv-e-aprendizagem
Aula psicologia-do-desenv-e-aprendizagemAula psicologia-do-desenv-e-aprendizagem
Aula psicologia-do-desenv-e-aprendizagem
 
AULA-psicologia-do-desenv-e-aprendizagem.pptx
AULA-psicologia-do-desenv-e-aprendizagem.pptxAULA-psicologia-do-desenv-e-aprendizagem.pptx
AULA-psicologia-do-desenv-e-aprendizagem.pptx
 
Jean Piaget.pptx
Jean Piaget.pptxJean Piaget.pptx
Jean Piaget.pptx
 
Conceitos gerais da teoria piagetiana
Conceitos gerais da teoria piagetianaConceitos gerais da teoria piagetiana
Conceitos gerais da teoria piagetiana
 
Desenv e linguagem
Desenv e linguagemDesenv e linguagem
Desenv e linguagem
 
Teorias de aprendizagem trabalho
Teorias de aprendizagem trabalhoTeorias de aprendizagem trabalho
Teorias de aprendizagem trabalho
 
Psicologia e aprendizagem
Psicologia e aprendizagemPsicologia e aprendizagem
Psicologia e aprendizagem
 

Mais de Fluminense Federal University (12)

piaget-o-nascimento-da-inteligencia-na-crianca-livro
 piaget-o-nascimento-da-inteligencia-na-crianca-livro piaget-o-nascimento-da-inteligencia-na-crianca-livro
piaget-o-nascimento-da-inteligencia-na-crianca-livro
 
Jean piaget epistemologia genética
Jean piaget   epistemologia genéticaJean piaget   epistemologia genética
Jean piaget epistemologia genética
 
Gestalt poligrafo
Gestalt poligrafoGestalt poligrafo
Gestalt poligrafo
 
Psicologia 1850 a 1950 foucault
Psicologia 1850 a 1950 foucaultPsicologia 1850 a 1950 foucault
Psicologia 1850 a 1950 foucault
 
Psicologias séc xx
Psicologias séc xxPsicologias séc xx
Psicologias séc xx
 
O que é psicologia
O que é psicologiaO que é psicologia
O que é psicologia
 
Psicologias séc xx
Psicologias séc xxPsicologias séc xx
Psicologias séc xx
 
Psicologias séc xx
Psicologias séc xxPsicologias séc xx
Psicologias séc xx
 
A questão da consciência na psicologia de wundt
A questão da consciência na psicologia de wundtA questão da consciência na psicologia de wundt
A questão da consciência na psicologia de wundt
 
Visao panoramica psicologia wundt
Visao panoramica psicologia wundtVisao panoramica psicologia wundt
Visao panoramica psicologia wundt
 
Visao panoramica psicologia wundt TEXTO 1
Visao panoramica psicologia wundt TEXTO 1Visao panoramica psicologia wundt TEXTO 1
Visao panoramica psicologia wundt TEXTO 1
 
Caso wundt aula 1
Caso wundt aula 1Caso wundt aula 1
Caso wundt aula 1
 

Último

Livro O QUE É LUGAR DE FALA - Autora Djamila Ribeiro
Livro O QUE É LUGAR DE FALA  - Autora Djamila RibeiroLivro O QUE É LUGAR DE FALA  - Autora Djamila Ribeiro
Livro O QUE É LUGAR DE FALA - Autora Djamila RibeiroMarcele Ravasio
 
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxSlides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
RedacoesComentadasModeloAnalisarFazer.pdf
RedacoesComentadasModeloAnalisarFazer.pdfRedacoesComentadasModeloAnalisarFazer.pdf
RedacoesComentadasModeloAnalisarFazer.pdfAlissonMiranda22
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfAdrianaCunha84
 
“Sobrou pra mim” - Conto de Ruth Rocha.pptx
“Sobrou pra mim” - Conto de Ruth Rocha.pptx“Sobrou pra mim” - Conto de Ruth Rocha.pptx
“Sobrou pra mim” - Conto de Ruth Rocha.pptxthaisamaral9365923
 
Nova BNCC Atualizada para novas pesquisas
Nova BNCC Atualizada para novas pesquisasNova BNCC Atualizada para novas pesquisas
Nova BNCC Atualizada para novas pesquisasraveccavp
 
GÊNERO TEXTUAL - TIRINHAS - Charges - Cartum
GÊNERO TEXTUAL - TIRINHAS - Charges - CartumGÊNERO TEXTUAL - TIRINHAS - Charges - Cartum
GÊNERO TEXTUAL - TIRINHAS - Charges - CartumAugusto Costa
 
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBCRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBAline Santana
 
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptxD9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptxRonys4
 
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesA Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesMary Alvarenga
 
11oC_-_Mural_de_Portugues_4m35.pptxTrabalho do Ensino Profissional turma do 1...
11oC_-_Mural_de_Portugues_4m35.pptxTrabalho do Ensino Profissional turma do 1...11oC_-_Mural_de_Portugues_4m35.pptxTrabalho do Ensino Profissional turma do 1...
11oC_-_Mural_de_Portugues_4m35.pptxTrabalho do Ensino Profissional turma do 1...licinioBorges
 
Slide língua portuguesa português 8 ano.pptx
Slide língua portuguesa português 8 ano.pptxSlide língua portuguesa português 8 ano.pptx
Slide língua portuguesa português 8 ano.pptxssuserf54fa01
 
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEMCOMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEMVanessaCavalcante37
 
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptxPedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptxleandropereira983288
 
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfUFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfManuais Formação
 
Slides Lição 5, CPAD, Os Inimigos do Cristão, 2Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 5, CPAD, Os Inimigos do Cristão, 2Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 5, CPAD, Os Inimigos do Cristão, 2Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 5, CPAD, Os Inimigos do Cristão, 2Tr24, Pr Henrique.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
DESAFIO LITERÁRIO - 2024 - EASB/ÁRVORE -
DESAFIO LITERÁRIO - 2024 - EASB/ÁRVORE -DESAFIO LITERÁRIO - 2024 - EASB/ÁRVORE -
DESAFIO LITERÁRIO - 2024 - EASB/ÁRVORE -Aline Santana
 
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOLEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOColégio Santa Teresinha
 

Último (20)

Livro O QUE É LUGAR DE FALA - Autora Djamila Ribeiro
Livro O QUE É LUGAR DE FALA  - Autora Djamila RibeiroLivro O QUE É LUGAR DE FALA  - Autora Djamila Ribeiro
Livro O QUE É LUGAR DE FALA - Autora Djamila Ribeiro
 
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxSlides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
 
RedacoesComentadasModeloAnalisarFazer.pdf
RedacoesComentadasModeloAnalisarFazer.pdfRedacoesComentadasModeloAnalisarFazer.pdf
RedacoesComentadasModeloAnalisarFazer.pdf
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
 
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
 
Em tempo de Quaresma .
Em tempo de Quaresma                            .Em tempo de Quaresma                            .
Em tempo de Quaresma .
 
“Sobrou pra mim” - Conto de Ruth Rocha.pptx
“Sobrou pra mim” - Conto de Ruth Rocha.pptx“Sobrou pra mim” - Conto de Ruth Rocha.pptx
“Sobrou pra mim” - Conto de Ruth Rocha.pptx
 
Nova BNCC Atualizada para novas pesquisas
Nova BNCC Atualizada para novas pesquisasNova BNCC Atualizada para novas pesquisas
Nova BNCC Atualizada para novas pesquisas
 
GÊNERO TEXTUAL - TIRINHAS - Charges - Cartum
GÊNERO TEXTUAL - TIRINHAS - Charges - CartumGÊNERO TEXTUAL - TIRINHAS - Charges - Cartum
GÊNERO TEXTUAL - TIRINHAS - Charges - Cartum
 
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBCRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
 
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptxD9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
 
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesA Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
 
11oC_-_Mural_de_Portugues_4m35.pptxTrabalho do Ensino Profissional turma do 1...
11oC_-_Mural_de_Portugues_4m35.pptxTrabalho do Ensino Profissional turma do 1...11oC_-_Mural_de_Portugues_4m35.pptxTrabalho do Ensino Profissional turma do 1...
11oC_-_Mural_de_Portugues_4m35.pptxTrabalho do Ensino Profissional turma do 1...
 
Slide língua portuguesa português 8 ano.pptx
Slide língua portuguesa português 8 ano.pptxSlide língua portuguesa português 8 ano.pptx
Slide língua portuguesa português 8 ano.pptx
 
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEMCOMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
 
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptxPedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
 
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfUFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
 
Slides Lição 5, CPAD, Os Inimigos do Cristão, 2Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 5, CPAD, Os Inimigos do Cristão, 2Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 5, CPAD, Os Inimigos do Cristão, 2Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 5, CPAD, Os Inimigos do Cristão, 2Tr24, Pr Henrique.pptx
 
DESAFIO LITERÁRIO - 2024 - EASB/ÁRVORE -
DESAFIO LITERÁRIO - 2024 - EASB/ÁRVORE -DESAFIO LITERÁRIO - 2024 - EASB/ÁRVORE -
DESAFIO LITERÁRIO - 2024 - EASB/ÁRVORE -
 
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOLEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
 

O Nascimento da Inteligência segundo Piaget

  • 1. Jean Piaget 1896 – 1980 Genebra Epistemologia Genética O Nascimento da Inteligência
  • 2. Epistemologia Genética • “o conhecimento não poderia ser concebido como algo predeterminado nas estruturas internas do indivíduo, pois que estas resultam de uma construção efetiva e contínua, nem nos caracteres preexistentes do objeto, pois que estes só são conhecidos graças à mediação necessária dessas estruturas; e estas estruturas os enriquecem e enquadram (pelo menos situando-os no conjunto dos possíveis). “
  • 3. Cognição • Ato biológico que visa a adaptação ao meio • Tende ao equilíbrio e à organização • Não se separa do todo do org
  • 4. Epistemologia Genética • método capaz de oferecer os controles e, sobretudo, de retornar às fontes, portanto à gênese mesma dos conhecimentos de que a epistemologia tradicional apenas conhece os estados superiores, isto é, certas resultantes. O que se propõe a epistemologia genética é pois pôr a descoberto as raízes das diversas variedades de conhecimento, desde as suas formas mais elementares, e seguir sua evolução até os níveis seguintes, até, inclusive, o pensamento científico.
  • 5. Epistemologia Genética • É interdisciplinar • não existem jamais conhecimentos absolutos. • tudo é gênese: “afirmar a necessidade de recuar à gênese não significa de modo algum conceder um privilégio a tal ou qual fase considerada primeira, absolutamente falando: é, pelo contrário, lembrar a existência de uma construção indefinida e, sobretudo, insistir no fato de que, para compreender suas razões e seu mecanismo, é preciso conhecer todas as suas fases, ou, pelo menos, o máximo possível. “
  • 6. Epistemologia Genética • “se encontrará nestas páginas a exposição de uma epistemologia que é naturalista sem ser positivista, que põe em evidência a atividade do sujeito sem ser idealista, que se apóia também no objeto sem deixar de considerá lo como um limite (existente, portanto, independentemente de nós, mas jamais completamente atingido) e que, sobretudo, vê no conhecimento uma elaboração contínua: é este último aspecto da epistemologia genética que suscita mais problemas e são estes que se pretende equacionar bem assim como discutir exaustivamente.”
  • 7. Epistemologia Genética • PSICOGENESE De uma parte, o conhecimento não procede, em suas origens, nem de um sujeito consciente de si mesmo nem de objetos já constituídos (do ponto de vista do sujeito) que a ele se imporiam. O conhecimento resultaria de interações que se produzem a meio caminho entre os dois, dependendo, portanto, dos dois ao mesmo tempo, mas em decorrência de uma indiferenciação completa e não de intercâmbio entre formas distintas. De outro lado, e, por conseguinte, se não há, no início, nem sujeito, no sentido epistemológico do termo, nem objetos concebidos como tais, nem, sobretudo, instrumentos invariantes de troca, o problema inicial do conhecimento será pois o de elaborar tais mediadores.”
  • 8. Epistemologia Genética • Com efeito, o instrumento de troca inicial não é a percepção, como os racionalistas demasiado facilmente admitiram do empirismo, mas, antes, a própria ação em sua plasticidade muito maior. • Se existe uma indiferenciação entre o sujeito e o objeto ao ponto que o primeiro não se conhece nem mesmo como fonte de suas ações, por que seriam elas centradas no corpo próprio ao passo que a atenção estaria fixada no exterior? O termo "egocentrismo radical" de que nos valemos para designar esta centração pode, ao invés, parecer evocar um eu consciente (e é ainda mais o caso do "narcisismo" freudiano ao passo que se trata de um narcisismo sem Narciso). De fato, a indiferenciação e a centração das ações primitivas importam ambas em um terceiro aspecto que lhes é geral: elas ainda não estão coordenadas entre si.
  • 9. Epistemologia Genética • BIOGENESE: AUTO-REGULACAO • ONTOGENESE REPETE A FILOGENESE • tendência intrínseca ao equilíbrio • no curso da gênese, o conhecimento procede • Acomodacao e assimilacao
  • 12. O Nascimento da Inteligência • A construção do conhecimento ocorre quando acontecem ações físicas ou mentais sobre objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em assimilação ou, acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção de esquemas ou conhecimento. Em outras palavras, uma vez que a criança não consegue assimilar o estímulo, ela tenta fazer uma acomodação e após, uma assimilação e o equilíbrio é, então, alcançado.
  • 13. • Esquema: - um arquivo de dados na nossa cabeça. Os esquemas são análogos às fichas deste arquivo, ou seja, são as estruturas mentais ou cognitivas pelas quais os indivíduos intelectualmente organizam o meio. São estruturas que se modificam com o desenvolvimento mental e que tornam-se mais refinadas à medida em que a criança torna-se mais apta a generalizar os estímulos. - os esquemas cognitivos do adulto são derivados dos esquemas sensório-motores da criança e, os processos responsáveis por esses mudanças nas estruturas cognitivas são assimilação e acomodação.
  • 14. • Assimilação: • É o processo cognitivo de colocar (classificar) novos eventos em esquemas existentes. É a incorporação de elementos do meio externo (objeto, acontecimento, ...) a um esquema ou estrutura do sujeito. Em outras palavras, é o processo pelo qual o indivíduo cognitivamente capta o ambiente e o organiza possibilitando, assim, a ampliação de seus esquemas. Na assimilação o indivíduo usa as estruturas que já possui.
  • 15. • Acomodação: • É a modificação de um esquema ou de uma estrutura em função das particularidades do objeto a ser assimilado. A acomodação pode ser de duas formas, visto que se pode ter duas alternativas: Criar um novo esquema no qual se possa encaixar o novo estímulo, ou • Modificar um já existente de modo que o estímulo possa ser incluído nele. • Após ter havido a acomodação, a criança tenta novamente encaixar o estímulo no esquema e aí ocorre a assimilação. Por isso, a acomodação não é determinada pelo objeto e sim pela atividade do sujeito sobre este, para tentar assimilá-lo. O balanço entre assimilação e acomodação é chamado de adaptação.
  • 16. • Equilibração: É o processo da passagem de uma situação de menor equilíbrio para uma de maior equilíbrio. Uma fonte de desequilíbrio ocorre quando se espera que uma situação ocorra de determinada maneira, e esta não acontece.
  • 17. Inteligência • é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e, como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. Esta adaptação refere-se ao mundo exterior, como toda adaptação biológica. Desta forma, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam. A inteligência humana pode ser exercitada, buscando um aperfeiçoamento de potencialidades, que evolui "desde o nível mais primitivo da existência, caracterizado por trocas bioquímicas até o nível das trocas simbólicas" (Ramozzi-Chiarottino apud Chiabai: 1990: 3).
  • 18. • Não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura” (Piaget). • A estrutura de maturação do indivíduo sofre um processo genético e a gênese depende de uma estrutura de maturação. • o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se estiver preparado para recebê-lo. • dois pólos da atividade inteligente: assimilação e acomodação. É assimilação na medida em que incorpora a seus quadros todo o dado da experiência ou ëstruturação por incorporação da realidade exterior a formas devidas à atividade do sujeito (Piaget, 1982). É acomodação na medida em que a estrutura se modifica em função do meio, de suas variações. A adaptação intelectual constitui-se então em um "equilíbrio progressivo entre um mecanismo assimilador e uma acomodação complementar" (Piaget, 1982).
  • 19. Epistemologia Genética • O desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período intra-uterino e vai até aos 15 ou 16 anos. Piaget diz que a embriologia humana evolui também após o nascimento, criando estruturas cada vez mais complexas. A construção da inteligência dá-se portanto em etapas sucessivas, com complexidades crescentes, encadeadas umas às outras. A isto Piaget chamou de “construtivismo sequencial”. • A seguir os períodos em que se dá este desenvolvimento motor, verbal e mental.
  • 20. Período Sensório-Motor - do nascimento aos 2 anos, aproximadamente. A ausência da função semiótica é a principal característica deste período. A inteligência trabalha • . através das percepções (simbólico) e das ações (motor) através dos deslocamentos do próprio corpo. É uma inteligência iminentemente prática. Sua linguagem vai da ecolalia (repetição de sílabas) à palavra-frase ("água" para dizer que quer beber água) já que não representa mentalmente o objeto e as ações. Sua conduta social, neste período, é de isolamento e indiferenciação (o mundo é ele).
  • 21. dos 2 anos aos 4 anos surge a função semiótica que permite o surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização, etc.. Podendo criar imagens mentais na ausência do objeto ou da ação é o período da fantasia, do faz de conta, do jogo simbólico. Com a capacidade de • . formar imagens mentais pode transformar o objeto numa satisfação de seu prazer (uma caixa de fósforo em carrinho, por exemplo). O indivíduo “dá alma” (animismo) aos objetos ("o carro do papai foi 'dormir' na garagem"). A linguagem está a nível de monólogo coletivo, ou seja, todos falam ao mesmo tempo sem que respondam as argumentações dos outros. Sua socialização é vivida de forma isolada, mas dentro do coletivo. Não há liderança e os pares são constantemente trocados.
  • 22. 4 anos aos 7 anos, aproximadamente. Já existe um desejo de explicação dos fenômenos. É a “idade dos porquês”, pois o indíviduo pergunta o tempo todo. Distingue a fantasia do real, podendo dramatizar a • fantasia sem que acredite nela. Seu pensamento continua . centrado no seu próprio ponto de vista. Já é capaz de organizar coleções e conjuntos sem no entanto incluir conjuntos menores em conjuntos maiores (rosas no conjunto de flores, por exemplo). Quanto à linguagem não mantém uma conversação longa mas já é capaz de adaptar sua resposta às palavras do companheiro. Os Períodos Simbólico e Intuitivo são também comumente apresentados como Período Pré-Operatório.
  • 23. Período Operatório Concreto - dos 7 anos aos 11 anos, aproximadamente. É o período em que o indivíduo consolida as conservações de número, substância, volume e peso. Já é capaz de ordenar elementos por seu tamanho (grandeza), incluindo conjuntos, • . organizando então o mundo de forma lógica ou operatória. Sua organização social é a de bando, podendo participar de grupos maiores, chefiando e admitindo a chefia. Já podem compreender regras, sendo fiéis a ela, e estabelecer compromissos. A conversação torna-se possível (já é uma linguagem socializada), sem que no entanto possam discutrir diferentes pontos de vista para que cheguem a uma conclusão comum.
  • 24. dos 11 anos em diante. É o ápice do desenvolvimento da inteligência e corresponde ao nível de pensamento hipotético-dedutivo ou lógico-matemático. É quando o indivíduo está apto para • . calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em proveito de interesses orientados para o futuro. É, finalmente, a “abertura para todos os possíveis”. A partir desta estrutura de pensamento é possível a dialética, que permite que a linguagem se dê a nível de discussão para se chegar a uma conclusão. Sua organização grupal pode estabelecer relações de cooperação e reciprocidade.