Psicologia e aprendizagem

16.910 visualizações

Publicada em

1 comentário
5 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
16.910
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
181
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
227
Comentários
1
Gostaram
5
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Psicologia e aprendizagem

  1. 2. PSICOLOGIA E APRENDIZAGEM
  2. 3. ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO Segundo PIAGET 1886 à 1980
  3. 4. <ul><li>Piaget estudou o desenvolvimento cognitivo da criança. Para ele inteligência constrói-se progressivamente ao longo do tempo, por estádios ou etapas constantes e seqüenciais, ou seja, de ordem invariável. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Defende uma posição construtivista, interacionista. As estruturas do pensamento são produto de uma construção contínua do sujeito que age e interage com o meio, tendo um papel ativo no seu próprio desenvolvimento cognitivo. </li></ul>
  5. 6. Ele separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras : aprendizagem e desenvolvimento . Aprendizagem refere-se à aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência, obtida de forma sistemática ou não. Desenvolvimento seria uma aprendizagem de fato, sendo este o responsável pela formação dos conhecimentos.
  6. 7. Funcionamento Intelectual e Funcionamento Biológico <ul><li>Adaptação e Organização </li></ul><ul><li>O organismo discrimina entre os estímulos e sensações com os quais é bombardeado e as organiza . Esse processo de adaptação é então realizado sob duas operações, a assimilação e a acomodação. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Do ponto de vista biológico, organização é inseparável da adaptação: </li></ul><ul><li>Eles são dois processos complementares de um único mecanismo, sendo que o primeiro é o aspecto interno do ciclo do qual a adaptação constitui o aspecto externo. </li></ul>
  8. 9. Esquemas são estruturas mentais, ou cognitivas, pelas quais o sujeito intelectualmente se adapta e se organiza ao meio. Assim sendo, os esquemas são tratados, não como objetos reais, mas como conjuntos de processos dentro do sistema nervoso. Os esquemas não são observáveis, são inferidos.
  9. 10. Os esquemas são utilizados para <ul><li>Processar </li></ul><ul><li>Identificar </li></ul><ul><li>Diferenciar </li></ul><ul><li>Classificar </li></ul><ul><li>Gerenciar a entrada de estímulos </li></ul>
  10. 11. O funcionamento é mais ou menos o seguinte, uma criança apresenta um certo número de esquemas, que grosseiramente poderíamos compará-los como fichas de um arquivo. Diante de um estímulo, essa criança tenta &quot;encaixar&quot; o estímulo em um esquema disponível. Vemos então, que os esquemas são estruturas intelectuais que organizam os eventos como eles são percebidos pelo organismo e classificados em grupos, de acordo com características comuns.
  11. 12. <ul><ul><li>Adaptação </li></ul></ul><ul><ul><li>construção de novos esquemas que resultam da </li></ul></ul><ul><ul><li>Assimilação </li></ul></ul><ul><ul><li>processo adaptativo que consiste em incorporar novas informações nos esquemas existentes </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Acomodação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>processo adaptativo que consiste em ajustar os esquemas existentes a novas situações; alteramos os esquemas de maneira a assimilar novas informações </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Equilibração , </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>mecanismo regulador da assimilação e acomodação que permite a adaptação do indivíduo ao meio, permitindo uma progressão no sentido de um pensamento cada vez mais complexo. </li></ul></ul></ul>
  12. 13. Assimilação <ul><li>É o processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra (classifica) um novo dado perceptual, motor ou conceitual às estruturas cognitivas prévias (WADSWORTH, 1996). Ou seja, quando a criança tem novas experiências (vendo coisas novas, ou ouvindo coisas novas) ela tenta adaptar esses novos estímulos às estruturas cognitivas que já possui . </li></ul>
  13. 14. Exemplo <ul><li>Imaginemos que uma criança está aprendendo a reconhecer animais, e até o momento, o único animal que ela conhece e tem organizado esquematicamente é o cachorro. Assim, podemos dizer que a criança possui, em sua estrutura cognitiva, um esquema de cachorro. </li></ul>
  14. 15. Processo de assimilação e acomodação <ul><li>Acomodação acontece quando a criança não consegue assimilar um novo estímulo </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Quando apresentada à um cavalo, ela o verá também como cachorro (quadrúpede, um rabo, pescoço, nariz molhado, etc.). </li></ul><ul><li>Até aqui temos um processo de assimilação. Quando lhe dizem “ isto é um cavalo” ela acomodará o estimulo, criando assim um novo esquema. </li></ul>
  16. 17. <ul><li>WADSWORTH diz que (1996, p. 7) </li></ul><ul><li>&quot;A acomodação explica o desenvolvimento (uma mudança qualitativa), e a assimilação explica o crescimento (uma mudança quantitativa); juntos eles explicam a adaptação intelectual e o desenvolvimento das estruturas cognitivas.” </li></ul>
  17. 18. Piaget considera 4 períodos no processo evolutivo da espécie humana que são caracterizados por aquilo que o indivíduo consegue fazer melhor no decorrer das diversas faixas etárias ao longo do seu processo de desenvolvimento.
  18. 19. Estádios do Desenvolvimento <ul><li>1º período: </li></ul><ul><li>Sensório motor </li></ul><ul><li>(0 a 2 anos) </li></ul><ul><li>2º período: </li></ul><ul><li>Pré operatório </li></ul><ul><li>(2 a 7 anos) </li></ul><ul><li>3º período: </li></ul><ul><li>Operatório concreto </li></ul><ul><li>(7 a 11 ou 12 anos) </li></ul><ul><li>4º período: </li></ul><ul><li>Operatório formal </li></ul><ul><li>(11 ou 12 anos em diante) </li></ul>
  19. 20. Sensório-Motor Neste estágio, a partir dos reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. Também é marcado pela construção prática das noções de objeto, espaço, causalidade e tempo. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação, configurando assim, uma inteligência essencialmente prática.
  20. 21. Os esquemas vão pouco a pouco, diferenciando-se e integrando-se, no mesmo tempo em que o sujeito vai se separando dos objetos podendo, por isso mesmo, interagir com eles de forma mais complexa. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.
  21. 22. Características do Sensório-Motor <ul><li>Aprendizagem da coordenação motora elementar </li></ul><ul><li>Aquisição da linguagem até a construção de frases simples </li></ul><ul><li>Desenvolvimento da percepção </li></ul><ul><li>Noção de permanência do objeto </li></ul><ul><li>Preferências afetivas </li></ul><ul><li>Início da compreensão de regras </li></ul>
  22. 23. Exemplos: O bebê pega o que está em sua mão e coloca na sua boca “Vê&quot; o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca.  
  23. 24. Pré operatório (2 à 7 anos) Nesta fase surge na criança, a capacidade de substituir um objeto ou acontecimento por uma representação. Este estágio é conhecido como o estágio da Inteligência Simbólica.
  24. 25. A atividade sensório-motor não está esquecida, mas refinada e mais sofisticada, ocorrendo uma crescente melhoria na sua aprendizagem, permitindo que explore melhor o ambiente.
  25. 26. <ul><li>A criança neste estágio: </li></ul><ul><li>É egocêntrica </li></ul><ul><li>Não se coloca no lugar do outro </li></ul><ul><li>Não aceita a idéia do acaso </li></ul><ul><li>Tudo deve ter uma explicação (é fase dos &quot;por quês&quot;) </li></ul><ul><li>Já pode agir por simulação, &quot;como se” </li></ul><ul><li>Possui percepção global sem discriminar detalhes </li></ul><ul><li>Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos </li></ul>
  26. 27. Exemplo A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes.
  27. 28. Características do Pré-Operatório (2 à 7 anos) <ul><li>Domínio da linguagem </li></ul><ul><li>Animismo, finalismo e egocentrismo </li></ul><ul><li>Brincadeiras individualizadas </li></ul><ul><li>Limitação em se colocar no lugar dos outros </li></ul><ul><li>Possibilidade da moral da obediência </li></ul><ul><li>Coordenação motora fina </li></ul>
  28. 29. Definindo Expressões <ul><li>Animismo é a tendência a dar vida a todos os seres, os objetos podem falar e andar. Ex: uma criança tropeça em uma pedra, briga e tenta machucar a pedra. </li></ul><ul><li>Artificialismo é a tendência a atribuir uma origem artesanal humana a todas as coisas. Ex: uma montanha foi feita por um homem muito grande que juntou muita areia, esta idéia poderá mais tarde ser substituída pela idéia de Papai do Céu. </li></ul>
  29. 30. Afetividade: nessa fase estão ligados a socialização das ações, a aparição dos sentimentos morais, provenientes das relações com adultos e crianças e as regularizações de interesses e valores. Os primeiros valores morais são moldados na regra recebida, graças ao respeito unilateral, e as regras são tomadas ao pé da letra e não na sua essência. Finalismo : é a tendência de achar que todos o seres e objetos tem uma finalidade, que é servir a si. Ex: quando a criança é consultada para que serve uma cama e ela responde : “ Prá mim dormir.”
  30. 31. Operatório concreto (7 à 12 anos) A criança começa a lidar com conceitos como números e relações. Esse estágio é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos.
  31. 32. <ul><li>No início deste estágio a criança já é capaz de compreender a propriedade transitiva, desde que aplicada a objetos concretos que ela tenha visto. </li></ul><ul><li>Começa a perceber a conservação do volume, da massa e do comprimento . </li></ul><ul><li>A B e B C logo A C </li></ul>
  32. 33. <ul><li>Surge a capacidade de fazer análises lógicas, </li></ul><ul><li>ordenar uma série de objetos por tamanhos e de comparar dois objetos indicando qual é o maior. </li></ul>
  33. 34. Características do Período Concreto <ul><li>Operações matemáticas, gramática, capacidade </li></ul><ul><li>de compreender e se lembrar de fatos históricos </li></ul><ul><li>e geográficos. </li></ul><ul><li>Torna-se capaz de cooperar, porque não confunde mais seu próprio ponto de vista com o dos outros. </li></ul><ul><li>Compreensão a respeito dos pontos de vista do adversário e procura de justificativas ou provas para a afirmação própria. </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Auto análise, possibilidade de compreensão dos próprios erros. </li></ul><ul><li>Planejamento das ações. </li></ul><ul><li>Compreensão das necessidades dos outros. </li></ul><ul><li>Coordenação de atividades, jogos em equipe, formação de turmas de amigos. </li></ul><ul><li>Julgamento moral próprio que considera as intenções e não só o resultado (p.ex. perdoar se foi “sem querer”). </li></ul>
  35. 36. Operatório formal (a partir dos 11 anos) A criança amplia as capacidades conquistadas nas fases anteriores. As estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento. A representação permite à criança uma abstração total, não se limitando mais à representação imediata e nem às relações previamente existentes. A criança é capaz de pensar logicamente, formular hipóteses e buscar soluções, sem depender mais só da observação da realidade.
  36. 37. Com isso, a criança adquire &quot;capacidade de criticar os sistemas sociais e propor novos códigos de conduta: discute valores morais de seus pais e constrói os seus próprios (adquirindo portanto, autonomia) &quot;.  
  37. 38. Característica do Operatório Formal <ul><li>Abstração matemática (x, raiz quadrada, infinito) </li></ul><ul><li>Formação de conceitos abstratos (liberdade, justiça) </li></ul><ul><li>Reflexão existencial (Quem sou eu? O que eu quero da minha vida?) </li></ul><ul><li>Crítica dos valores morais e sociais </li></ul><ul><li>Moral própria baseada na moral do grupo de amigos </li></ul>
  38. 39. <ul><li>Criatividade para trabalhar com hipóteses impossíveis ou irreais (se não existe gravidade, como funcionaria o elevador? Se as pessoas não fossem tão egoístas, não precisaria de polícia). </li></ul><ul><li>Possibilidade de dedicação para transformar o mundo </li></ul><ul><li>Experiência de coisas novas, estimuladas pelo grupo de amigos. </li></ul><ul><li>Desenvolvimento da sexualidade. </li></ul>
  39. 40. Exemplo Se lhe pedem para analisar um provérbio como &quot;de grão em grão, a galinha enche o papo&quot;, a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não com a imagem da galinha comendo grãos.
  40. 41. Desenvolvimento da moral O desenvolvimento da moral ocorre por etapas, de acordo com os estágios do desenvolvimento humano. Para Piaget (1977), &quot;toda moral consiste num sistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por estas regras&quot;.
  41. 42. Piaget entende que nos jogos coletivos as relações interindividuais são regidas por normas que, apesar de herdadas culturalmente, podem ser modificadas consensualmente entre os jogadores, sendo que o dever de 'respeitá-las' implica a moral por envolver questões de justiça e honestidade.  

×