Profª Karina Miranda Machado Borges Cunha
Pessoas com deficiências no trabalho:
Rejeição e ostracismo
Completo extermínio
Concessão de
privilégios no meio
social.
Fatos históricos apresentam avanços e recuos na
abordagem social referente às deficiências.
Mercado de trabalho e uso da força humana
Na Idade Antiga: Os deficientes
eram exterminados pelo grupo
assim que nasciam ou ao longo de
suas vidas.
Eles teriam um certo grau de
impureza ou pecado.
Alguns povos consideravam o
deficiente como um membro
qualquer do grupo ou como
um enviado pelos “deuses” para
beneficiar a tribo.
Em Roma Antiga: os romanos eram obcecados contra
os defeitos físicos – PRECONCEITO.
Lei das XII Tábuas – Tábua IV
“I – Que o filho nascido
monstruoso seja morto
imediatamente.”
Na era do Renascimento: visão humanitária das
atitudes sociais, fruto das ciências, principalmente em
relação aos deficientes físicos.
Na época Moderna: tentativas de superação das
deficiências. Stephen Farfler criou a primeira cadeira
de rodas para uso próprio, visando ao acesso ao
trabalho e ao lazer.
• Séculos XVII e XVIII: avanço nos campos
filosófico, médico e educacional
– Surgiram as primeiras iniciativas de ensino de
comunicação para as pessoas surdas;
– Louis Braille desenvolveu o código Braille para
pessoas cegas.
No Brasil: entre os colonizadores, havia muitas
pessoas com deficiências.
Entre os índios, não era frequente a manifestação de
deficiências, talvez pela prática de eutanásia eugênica.
1975 – a ONU construiu a Declaração dos
Direitos das Pessoas Portadoras de
Deficiências (ONU, Resolução nº 30/84).
O deficiente era visto como uma
pessoa que não incapaz de satisfazer
por si mesmo, de forma total ou
parcial, suas necessidades vitais e
sociais.
• 1980 – a Classificação Internacional de
Impedimentos, Deficiências e Incapacidades
(CIDID), publicada pela OMS.
Demonstrava que o deficiente tinha
impedimentos, deficiências e incapacidades, de
modo simultâneo, mas isso não lhe tiraria o
direito de tomar decisões, controlar sua vida e
ter responsabilidades.
1981 – Ano Internacional das Pessoas Deficientes
Participação plena e igualdade das pessoas com
deficiência em todo o mundo.
Igualdade de
oportunidades
1982 – as Nações Unidas aprovaram o Programa de
Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência (ONU,
Resolução nº 37/52)
Medidas para prevenção da deficiência, reabilitação e
realização dos objetivos de igualdade e de participação
plena das pessoas com deficiência na vida social.
Análise clínica da deficiência
1983 – Organização Internacional do Trabalho (OIT)
adotou a Convenção nº 159:
Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas
Deficientes, que, no Brasil, foi ratificada e publicada
no Decreto Legislativo nº 129, de 22/05/91.
O deficiente poderia obter e conservar um emprego,
bem como progredir no mesmo.
1993 – Nações Unidas desenvolveram as Normas para
Equiparação de Oportunidades para Pessoas
Portadoras de Deficiência (ONU, Resolução nº 48/96,
1993)
Acessibilidade, educação, emprego, renda, seguro
social, vida familiar e integridade pessoal, cultura, lazer,
esporte, pesquisa tecnológica, políticas de
planejamento, legislação e políticas econômicas.
Os direitos trabalhistas
são genéricos para
pessoas com
deficiências (física,
visual, auditiva e
outras).
Direitos sociais
Inciso XXXI, art. 7º - “proibição de qualquer
discriminação no tocante a salário e critérios de
admissão do trabalhador portador de deficiência”
IGUALDADE DE DIREITOS TRABALHISTAS ENTRE AS
PESSOAS COM OU SEM DEFICIÊNCIAS.
Artigo 37, inciso VIII
“a lei reservará percentual de cargos e empregos
públicos para as pessoas portadoras de deficiência e
definirá os critérios de sua admissão”.
CLT – nada consta a respeito dos direitos dos
deficientes
“Descaso em relação aos interesses dos deficientes,
sua dignidade humana e isonomia trabalhista.”
(NOVAES, 2010).
Lei nº 8.112/90, art. 5º, § 2º:
“às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o
direito de se inscrever em concurso público pra
provimento de cargo cujas atribuições sejam
compatíveis com a deficiência de que são portadoras”...
“serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas
oferecidas no concurso”.
Dados de dezembro de 2012.
Fonte: TEM e Pesquisa
Dos 26 milhões de trabalhadores ativos em serviço
público, apenas 537 mil pessoas são classificadas como
deficientes.
Comunicação
Como superar a barreira comunicativa?
Interação
Quais as afinidades entre o surdo e as
pessoas de sua convivência? Como se dá
essa interação?
Convívio
Quais as necessidades sociais do surdo?
Trabalho
Devido à socialização nas Associações de Surdos
que a comunidade surda aprendeu a ascender
socialmente no mercado de trabalho. Na
associação, ocorrem as soluções para problemas
como afrontas, sindicatos, operários, etc.
O trabalho sempre esteve associado com a
possibilidade de independência e de autonomia das
pessoas surdas.
CONQUISTA DA CIDADANIA.

Inclusão social do surdo

  • 1.
    Profª Karina MirandaMachado Borges Cunha
  • 2.
    Pessoas com deficiênciasno trabalho: Rejeição e ostracismo Completo extermínio Concessão de privilégios no meio social.
  • 3.
    Fatos históricos apresentamavanços e recuos na abordagem social referente às deficiências. Mercado de trabalho e uso da força humana
  • 4.
    Na Idade Antiga:Os deficientes eram exterminados pelo grupo assim que nasciam ou ao longo de suas vidas. Eles teriam um certo grau de impureza ou pecado. Alguns povos consideravam o deficiente como um membro qualquer do grupo ou como um enviado pelos “deuses” para beneficiar a tribo.
  • 5.
    Em Roma Antiga:os romanos eram obcecados contra os defeitos físicos – PRECONCEITO. Lei das XII Tábuas – Tábua IV “I – Que o filho nascido monstruoso seja morto imediatamente.”
  • 6.
    Na era doRenascimento: visão humanitária das atitudes sociais, fruto das ciências, principalmente em relação aos deficientes físicos.
  • 7.
    Na época Moderna:tentativas de superação das deficiências. Stephen Farfler criou a primeira cadeira de rodas para uso próprio, visando ao acesso ao trabalho e ao lazer. • Séculos XVII e XVIII: avanço nos campos filosófico, médico e educacional – Surgiram as primeiras iniciativas de ensino de comunicação para as pessoas surdas; – Louis Braille desenvolveu o código Braille para pessoas cegas.
  • 8.
    No Brasil: entreos colonizadores, havia muitas pessoas com deficiências. Entre os índios, não era frequente a manifestação de deficiências, talvez pela prática de eutanásia eugênica.
  • 9.
    1975 – aONU construiu a Declaração dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiências (ONU, Resolução nº 30/84). O deficiente era visto como uma pessoa que não incapaz de satisfazer por si mesmo, de forma total ou parcial, suas necessidades vitais e sociais.
  • 10.
    • 1980 –a Classificação Internacional de Impedimentos, Deficiências e Incapacidades (CIDID), publicada pela OMS. Demonstrava que o deficiente tinha impedimentos, deficiências e incapacidades, de modo simultâneo, mas isso não lhe tiraria o direito de tomar decisões, controlar sua vida e ter responsabilidades.
  • 11.
    1981 – AnoInternacional das Pessoas Deficientes Participação plena e igualdade das pessoas com deficiência em todo o mundo. Igualdade de oportunidades
  • 12.
    1982 – asNações Unidas aprovaram o Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência (ONU, Resolução nº 37/52) Medidas para prevenção da deficiência, reabilitação e realização dos objetivos de igualdade e de participação plena das pessoas com deficiência na vida social. Análise clínica da deficiência
  • 13.
    1983 – OrganizaçãoInternacional do Trabalho (OIT) adotou a Convenção nº 159: Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes, que, no Brasil, foi ratificada e publicada no Decreto Legislativo nº 129, de 22/05/91. O deficiente poderia obter e conservar um emprego, bem como progredir no mesmo.
  • 14.
    1993 – NaçõesUnidas desenvolveram as Normas para Equiparação de Oportunidades para Pessoas Portadoras de Deficiência (ONU, Resolução nº 48/96, 1993) Acessibilidade, educação, emprego, renda, seguro social, vida familiar e integridade pessoal, cultura, lazer, esporte, pesquisa tecnológica, políticas de planejamento, legislação e políticas econômicas.
  • 16.
    Os direitos trabalhistas sãogenéricos para pessoas com deficiências (física, visual, auditiva e outras).
  • 18.
    Direitos sociais Inciso XXXI,art. 7º - “proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência” IGUALDADE DE DIREITOS TRABALHISTAS ENTRE AS PESSOAS COM OU SEM DEFICIÊNCIAS.
  • 19.
    Artigo 37, incisoVIII “a lei reservará percentual de cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão”.
  • 20.
    CLT – nadaconsta a respeito dos direitos dos deficientes “Descaso em relação aos interesses dos deficientes, sua dignidade humana e isonomia trabalhista.” (NOVAES, 2010).
  • 21.
    Lei nº 8.112/90,art. 5º, § 2º: “às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público pra provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras”... “serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso”.
  • 22.
    Dados de dezembrode 2012. Fonte: TEM e Pesquisa
  • 26.
    Dos 26 milhõesde trabalhadores ativos em serviço público, apenas 537 mil pessoas são classificadas como deficientes.
  • 27.
    Comunicação Como superar abarreira comunicativa? Interação Quais as afinidades entre o surdo e as pessoas de sua convivência? Como se dá essa interação? Convívio Quais as necessidades sociais do surdo?
  • 32.
  • 34.
    Devido à socializaçãonas Associações de Surdos que a comunidade surda aprendeu a ascender socialmente no mercado de trabalho. Na associação, ocorrem as soluções para problemas como afrontas, sindicatos, operários, etc.
  • 35.
    O trabalho sempreesteve associado com a possibilidade de independência e de autonomia das pessoas surdas. CONQUISTA DA CIDADANIA.