Néstor García Canclini | Edward W. Said
• Antropólogo
• Argentino radicado no México
• Cultura e pós-modernidade na América
Latina
• Referência nas Ciências Sociais como
investigador voltado à compreensão dos
fenômenos híbridos nas relações culturais
• Proposta transdisciplinar
“As identidades nacionais e locais só
podem persistir na medida em que a
situemos numa comunicação
multicontextual. A identidade,
dinamizada por esse processo, não
será apenas uma narrativa ritualizada, a
repetição monótona pretendida pelos
fundamentalismos. Ao se tornar um
relato que reconstruímos
incessantemente, que reconstruímos
com os outros, a identidade se torna
também uma co-produção”. (p.149)
cultura histórico-temporal - conjunto de saberes, hábitos e
experiências étnicas e regionais que continuam se reproduzindo.
circuito dos meios de comunicação de massa – difusão de
mensagens recreativas e de informação para as maiorias (através
dos media)
circuito das tecnologias da informação – comunicação, satélites,
redes óticas etc
Essa construção (CO-PRODUÇÃO) de dá em condições desiguais
entre os atores envolvidos
• 1935-2003
• Crítico literário, intelectual e ativista político
• Palestino. Cresceu entre Jerusalém e Cairo/Egito
mas emigra pros Estados Unidos e ganha
cidadania norte-americana.
• Fora de Lugar
• Pensou as relações políticas não exclusivamente
em termos de força ou instituições formais, mas
fundamentadas em dimensões culturais.
• Professor titular na Universidade de Columbia
(USA) por mais de 40 anos.
Capa da edição original (1978) de Orientalismo, de Edward Said: detalhe de uma pintura do século XIX, ”The Snake Charmer” de Jean-Léon Gérôme
NARRATIVAS - elas também se tornam o
método usado pelos povos colonizados para
afirmar sua identidade e a existência de uma
história própria deles. As histórias estão no
cerne daquilo que dizem os exploradores e os
romancistas acerca das regiões estranhas do
mundo.
O poder de narrar, ou de impedir que se formem
e surjam outras narrativas, é muito importante
para a cultura e o imperialismo, e constitui uma
das principais conexões entre ambos.
Said diz: A nossa identidade se constrói na alteridade.
Somos nós, na relação com o outro. “ Em parte devido ao
imperialismo, todas as culturas estão mutuamente imbricadas; nenhuma é
pura e única, todas são híbridas, heterogêneas, extremamente
diferenciadas, sem qualquer monolitismo”.

Identidade | Said &Canclini

  • 1.
    Néstor García Canclini| Edward W. Said
  • 3.
    • Antropólogo • Argentinoradicado no México • Cultura e pós-modernidade na América Latina • Referência nas Ciências Sociais como investigador voltado à compreensão dos fenômenos híbridos nas relações culturais • Proposta transdisciplinar
  • 7.
    “As identidades nacionaise locais só podem persistir na medida em que a situemos numa comunicação multicontextual. A identidade, dinamizada por esse processo, não será apenas uma narrativa ritualizada, a repetição monótona pretendida pelos fundamentalismos. Ao se tornar um relato que reconstruímos incessantemente, que reconstruímos com os outros, a identidade se torna também uma co-produção”. (p.149)
  • 8.
    cultura histórico-temporal -conjunto de saberes, hábitos e experiências étnicas e regionais que continuam se reproduzindo. circuito dos meios de comunicação de massa – difusão de mensagens recreativas e de informação para as maiorias (através dos media) circuito das tecnologias da informação – comunicação, satélites, redes óticas etc Essa construção (CO-PRODUÇÃO) de dá em condições desiguais entre os atores envolvidos
  • 9.
    • 1935-2003 • Críticoliterário, intelectual e ativista político • Palestino. Cresceu entre Jerusalém e Cairo/Egito mas emigra pros Estados Unidos e ganha cidadania norte-americana. • Fora de Lugar • Pensou as relações políticas não exclusivamente em termos de força ou instituições formais, mas fundamentadas em dimensões culturais. • Professor titular na Universidade de Columbia (USA) por mais de 40 anos.
  • 10.
    Capa da ediçãooriginal (1978) de Orientalismo, de Edward Said: detalhe de uma pintura do século XIX, ”The Snake Charmer” de Jean-Léon Gérôme
  • 11.
    NARRATIVAS - elastambém se tornam o método usado pelos povos colonizados para afirmar sua identidade e a existência de uma história própria deles. As histórias estão no cerne daquilo que dizem os exploradores e os romancistas acerca das regiões estranhas do mundo. O poder de narrar, ou de impedir que se formem e surjam outras narrativas, é muito importante para a cultura e o imperialismo, e constitui uma das principais conexões entre ambos.
  • 14.
    Said diz: Anossa identidade se constrói na alteridade. Somos nós, na relação com o outro. “ Em parte devido ao imperialismo, todas as culturas estão mutuamente imbricadas; nenhuma é pura e única, todas são híbridas, heterogêneas, extremamente diferenciadas, sem qualquer monolitismo”.