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Cultura e
Humanização
Amala e
Kamala,
as “irmãs-lobo”.
Índia, 1920.
Victor de
Aveyron
França, 1798.
Oxana Malaya
Ucrânia, 1991.
“As crianças na Índia não tiveram oportunidade de se
humanizar enquanto viveram com os lobos,
permanecendo, portanto, ‘animais’. ... O processo de
humanização só foi iniciado quando começaram a
participar do convívio humano e foram introduzidas no
mundo do símbolo pela aprendizagem da linguagem.”
 Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins,
Filosofando: Introdução à Filosofia, p. 2.
Esses relatos nos levam a refletir sobre as diferenças entre
o homem e o animal.
Homem  Animal
Para M. de Lúcia Arruda Aranha, o
homem é um ser cultural, capaz de
transformar a natureza em seu próprio
benefício tornando possível a cultura. A
sociedade não é estática e o homem
tende a modificar aquilo que herda de
seus antepassados – recriando a
cultura. Diferentemente do animal, que
é movido por instintos naturais da sua
espécie.
Cultura
M. Lúcia de Arruda Aranha aponta para a
polêmica em se conceituar Cultura mediante as
inúmeras interpretações que já foram dadas ao
longo do tempo e o dinamismo da sociedade.
Ainda assim propõe sobre CULTURA:
 O sentido ANTROPOLÓGICO
 O sentido RESTRITO
Conceito
Antropológico
de cultura
Refere-se a toda produção humana de caráter
tangível e imaterial. É tudo o que o homem produz
desde as artes e das letras aos modos de vida,
direitos fundamentais, crenças e tradições.
As invenções, a língua, a política, a estética, a sua
legislação, os costumes e os comportamentos
estabelecem relações entre os indivíduos, e isso é
uma manifestação cultural.
Humanização
Dá-se pela:
 Influência da sociedade
 Convivência e absorção de valores
 Quebra da tradição e renovação da herança
Sentido Restrito de cultura
A produção intelectual de um povo. Essa
produção pode ser filosófica, científica, artística,
literária, religiosa, em resumo, espiritual. Está
voltada para a universidade, onde o
conhecimento é mais elaborado.
Essas manifestações não estão disponíveis a todos,
visto que há uma separação entre trabalhadores
intelectuais e manuais onde predominam relações
de dominação. Essas relações impedem as pessoas
do povo de organizar sua própria produção
intelectual e, consequentemente, são excluídas do
ingresso a esse tipo de cultura.
TER cultura ou
SER culto?
A ideia de ter cultura, cultura como algo que pode ser
possuído deixa ignorar o próprio dinamismo da cultura
em construir-se como também de se “corromper”.
Contudo, segundo Luís Milanesi “[...] há um processo
contínuo na esfera cultural, tornando o ter e o ser uma
unidade com duas faces: a segunda (ser) é a que leva à
invenção do discurso e a ser sujeito da própria vida, e a
primeira (ter) permite a alimentação contínua desse
processo através da posse possível de todos os registros
do discurso dos homens de todos os tempos.”
 A Casa da Invenção. São Paulo, Siciliano, 1991, p. 139. – os parênteses
foram adicionados.
Um indivíduo culto não é aquele que tem apenas
informações superficiais duma área específica, um
“verniz” que simula erudição, mas aquele “que domina
os vários códigos das manifestações artísticas e sabe
atribuir valores e significados mais profundos às obras de
arte. Lembramos aqui que, para dominar os códigos,
não basta apenas saber o nome dos artistas,
curiosidades [...]. É necessário saber interpretar a
importância da sua obra para a construção do mundo
humano e analisar os significados dos valores propostos.”
“
”
Para quem permanecia em estado irresoluto
sobre a minha sapiência: beijinho na
articulação complexa superior do braço.
Valesca Popozuda, Pensadora Contemporânea.
Tipos de cultura
Não vivemos numa sociedade homogênea, o que
torna difícil estabelecer uma categorização. Não
podemos identificar a cultura de elite (ou erudita)
como dominante e a cultura popular como inferior
a esta. Não existem níveis de importância. Mesmo
assim, Aranha faz a seguinte classificação:
 Cultura erudita
 Cultura popular
 Cultura de massa
 Cultura popular individualizada
Cultura erudita
É a produção elaborada, acadêmica,
centrada no sistema educacional,
sobretudo na universidade, produzida
por uma minoria de intelectuais das
mais diversas especialidades. É
chamada erudita por exigir maior
austeridade na sua elaboração e, por
isso, torna-se acessível a um público
minoritário. Supõe-se que a maioria
não está apta à produção elitizada,
pois exige longo preparo e o exercício
contínuo dessas obras.
Cultura popular
Complexa, consiste na produção anônima, seja do
campo, do interior ou do subúrbio. No sentido mais
amplamente difundido, ela é identificada como folclore:
lendas, contos, ditos populares e a tradição transmitida
oralmente. O risco desse ponto de vista está em
categorizar a cultura popular como acabada, sem
dinamismo e transformação, quando na verdade toda e
qualquer cultura não é assim.
Há os que ignoram e desprezam tal
cultura, vendo-a extravagante e
manifestação do pitoresco. Ainda
assim, tornam-na ajustável para o
consumo: o folclore para o turismo.
Contudo, tentar preservar e
estimular essa produção pode
tornar a cultura popular infantil,
frágil e que precisa de proteção.
Isso atribui imaturidade e falta de
autonomia aos seus produtores,
como se precisassem ser
conduzidos.
Cultura de massa
Brota dos meios de comunicação de
massa, que alcançam rapidamente um
enorme número de pessoas de diferentes
classes sociais e formações: TV, jornal,
meios eletrônicos de comunicação, etc.
Impõe padrões e unifica o gosto por meio
do poder de difusão de seus produtos. É
inevitável que a nossa maneira de pensar
se altere sob a influência desses meios e
muitas áreas são influenciadas por eles.
A cultura de massa também procura
se apropriar da cultura erudita, o que
é um fenômeno típico da indústria
comercial quando procura satisfazer
determinados seguimentos sociais. A
exemplo temos as ¹imitações de
produtos de marca inacessíveis às
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literatura; o ³ouvinte de música
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BURANA
Textos e poemas dramáticos
datados dos séculos XI, XII e XIII.
Picantes, irreverentes e satíricos,
foram escritos por monges e
clérigos pobres desamparados
pela Igreja (goliardos). Línguas:
latim medieval, médio-alto-
alemão, francês antigo
(provençal) e macarrônicas (latim
vernáculo, alemão ou francês). 24
poemas musicalizados por Carl
Orff em 1936.
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“Os meios de comunicação de massa são o oposto da
obra de pensamento, que é a obra cultural - ela leva a
pensar, a ver, a refletir. As imagens publicitárias,
televisivas e outras, em seu acúmulo acrítico, nos
impedem de imaginar. Elas tudo convertem em
entretenimento: guerras, genocídios, greves, cerimônias
religiosas, catástrofes naturais e das cidades, obras de
arte, obras de pensamento. (...) Cultura é pensamento e
reflexão. Pensar é o contrário de obedecer. A indústria
cultural cria um simulacro de participação na cultura
quando, por exemplo, desfigura a Sinfonia nº 40 de
Mozart em chorinho. Assim adulterada, não é Mozart,
tampouco ritmo popular. Tanto a sinfonia quanto o
samba vêem-se privados de sua força própria de bens
culturais considerados em sua autonomia.”
 Olgária Matos, A Escola de Frankfurt: luzes e sombras do Iluminismo. São
Paulo, Moderna, 2006, p. 64.
Cultura
popular individualizada
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erudita) nem são típicos representantes
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cultura de massa (que resulta do
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Caetano Veloso, Guarnieri, etc. O
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Cuidar da educação popular não é vulgarizar a cultura
erudita tornando-a superficial e aguada, tampouco
significa dirigir de forma paternalista a produção cultural
popular. Com isso seria evitado o produto resultante de
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É errôneo compreender a própria
cultura como a correta,
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demais. Aceitar as diferenças
entre culturas é importante para
evitar o etnocentrismo, o
julgamento de outros padrões a
partir de valores de seu próprio
meio. Esse comportamento
geralmente leva a xenofobia. Às
vezes busca-se unificar as culturas
sem respeitar as diferenças, como
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vista a assimilação do diferente
por incutir a cultura dominante
como fizeram os jesuítas durante
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dirigir o convívio com as
diferenças é o respeito à
pluralidade das tradições
culturais.
Cultura, direitos humanos
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Desde 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos
garante que todo homem tem direito a usufruir das
manifestações culturais da comunidade, bem como a
proteção de qualquer produção que seja autor. (Art. 27, I, II)
Desde então muitos têm sido os debates em defesa desses
direitos, incluindo o de acesso igualitário à educação.
O consumismo cultural tornou-se mais complexo com o
processo acelerado da globalização.
Se a globalização acontecesse de igual para igual entre as
culturas dos povos, haveria predominância positiva da
divulgação da diversidade. Mas as relações entre os países
são marcadas pelas hegemonias de alguns –
principalmente norte-americana –, o que leva à
predominância de algumas culturas sobre outras – as
periféricas. E as expressões culturais que permanecem
muitas vezes se desestruturam para uso turístico.
Educação e Cultura
O aperfeiçoamento das atividades humanas só é
possível pela transmissão dos conhecimento adquiridos
de uma geração para outra, por meio da educação. “A
educação é, portanto, fundamental para a socialização
e a humanização, com vistas à autonomia e à
emancipação. Trata-se de um processo que dirá a vida
toda e não se restringe à mera continuidade da
tradição, pois supõe a possibilidade de rupturas, pelas
quais a cultura se renova e o ser humano faz a história.”
Luís Milanesi caracteriza um centro cultural como o
resultado da conjugação de três verbos:
 Informar
 Discutir
 Criar
Assim:
Informa-se, discute-se a informação e assim cria-se a
cultura.
“
”
O que vale, afinal, é conceber a
cultura como manifestação plural, um
processo dinâmico, e a educação
como o momento em que a herança e
renovação se completam, a fim de
criar o espaço possível de exercício da
liberdade.
M. Lúcia de Arruda Aranha.
Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE
Licenciatura em Letras (Português/Inglês), 1º Período 2014.1
Fundamentos Filosóficos da Educação
Prof. Ms. Fábio Medeiros
 Wendell Batista dos Santos
sbwendell@gmail.com
http://wendellbatista.blogspot.com
 Dhyanna Lays Ramos Neves
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Recife, 22 de maio de 2014

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Cultura, humanização e educação

  • 5. “As crianças na Índia não tiveram oportunidade de se humanizar enquanto viveram com os lobos, permanecendo, portanto, ‘animais’. ... O processo de humanização só foi iniciado quando começaram a participar do convívio humano e foram introduzidas no mundo do símbolo pela aprendizagem da linguagem.”  Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, Filosofando: Introdução à Filosofia, p. 2. Esses relatos nos levam a refletir sobre as diferenças entre o homem e o animal.
  • 6. Homem  Animal Para M. de Lúcia Arruda Aranha, o homem é um ser cultural, capaz de transformar a natureza em seu próprio benefício tornando possível a cultura. A sociedade não é estática e o homem tende a modificar aquilo que herda de seus antepassados – recriando a cultura. Diferentemente do animal, que é movido por instintos naturais da sua espécie.
  • 7. Cultura M. Lúcia de Arruda Aranha aponta para a polêmica em se conceituar Cultura mediante as inúmeras interpretações que já foram dadas ao longo do tempo e o dinamismo da sociedade. Ainda assim propõe sobre CULTURA:  O sentido ANTROPOLÓGICO  O sentido RESTRITO
  • 8. Conceito Antropológico de cultura Refere-se a toda produção humana de caráter tangível e imaterial. É tudo o que o homem produz desde as artes e das letras aos modos de vida, direitos fundamentais, crenças e tradições. As invenções, a língua, a política, a estética, a sua legislação, os costumes e os comportamentos estabelecem relações entre os indivíduos, e isso é uma manifestação cultural.
  • 9. Humanização Dá-se pela:  Influência da sociedade  Convivência e absorção de valores  Quebra da tradição e renovação da herança
  • 10. Sentido Restrito de cultura A produção intelectual de um povo. Essa produção pode ser filosófica, científica, artística, literária, religiosa, em resumo, espiritual. Está voltada para a universidade, onde o conhecimento é mais elaborado. Essas manifestações não estão disponíveis a todos, visto que há uma separação entre trabalhadores intelectuais e manuais onde predominam relações de dominação. Essas relações impedem as pessoas do povo de organizar sua própria produção intelectual e, consequentemente, são excluídas do ingresso a esse tipo de cultura.
  • 12. A ideia de ter cultura, cultura como algo que pode ser possuído deixa ignorar o próprio dinamismo da cultura em construir-se como também de se “corromper”. Contudo, segundo Luís Milanesi “[...] há um processo contínuo na esfera cultural, tornando o ter e o ser uma unidade com duas faces: a segunda (ser) é a que leva à invenção do discurso e a ser sujeito da própria vida, e a primeira (ter) permite a alimentação contínua desse processo através da posse possível de todos os registros do discurso dos homens de todos os tempos.”  A Casa da Invenção. São Paulo, Siciliano, 1991, p. 139. – os parênteses foram adicionados.
  • 13. Um indivíduo culto não é aquele que tem apenas informações superficiais duma área específica, um “verniz” que simula erudição, mas aquele “que domina os vários códigos das manifestações artísticas e sabe atribuir valores e significados mais profundos às obras de arte. Lembramos aqui que, para dominar os códigos, não basta apenas saber o nome dos artistas, curiosidades [...]. É necessário saber interpretar a importância da sua obra para a construção do mundo humano e analisar os significados dos valores propostos.”
  • 14. “ ” Para quem permanecia em estado irresoluto sobre a minha sapiência: beijinho na articulação complexa superior do braço. Valesca Popozuda, Pensadora Contemporânea.
  • 15. Tipos de cultura Não vivemos numa sociedade homogênea, o que torna difícil estabelecer uma categorização. Não podemos identificar a cultura de elite (ou erudita) como dominante e a cultura popular como inferior a esta. Não existem níveis de importância. Mesmo assim, Aranha faz a seguinte classificação:  Cultura erudita  Cultura popular  Cultura de massa  Cultura popular individualizada
  • 16. Cultura erudita É a produção elaborada, acadêmica, centrada no sistema educacional, sobretudo na universidade, produzida por uma minoria de intelectuais das mais diversas especialidades. É chamada erudita por exigir maior austeridade na sua elaboração e, por isso, torna-se acessível a um público minoritário. Supõe-se que a maioria não está apta à produção elitizada, pois exige longo preparo e o exercício contínuo dessas obras.
  • 17. Cultura popular Complexa, consiste na produção anônima, seja do campo, do interior ou do subúrbio. No sentido mais amplamente difundido, ela é identificada como folclore: lendas, contos, ditos populares e a tradição transmitida oralmente. O risco desse ponto de vista está em categorizar a cultura popular como acabada, sem dinamismo e transformação, quando na verdade toda e qualquer cultura não é assim.
  • 18. Há os que ignoram e desprezam tal cultura, vendo-a extravagante e manifestação do pitoresco. Ainda assim, tornam-na ajustável para o consumo: o folclore para o turismo. Contudo, tentar preservar e estimular essa produção pode tornar a cultura popular infantil, frágil e que precisa de proteção. Isso atribui imaturidade e falta de autonomia aos seus produtores, como se precisassem ser conduzidos.
  • 19. Cultura de massa Brota dos meios de comunicação de massa, que alcançam rapidamente um enorme número de pessoas de diferentes classes sociais e formações: TV, jornal, meios eletrônicos de comunicação, etc. Impõe padrões e unifica o gosto por meio do poder de difusão de seus produtos. É inevitável que a nossa maneira de pensar se altere sob a influência desses meios e muitas áreas são influenciadas por eles.
  • 20. A cultura de massa também procura se apropriar da cultura erudita, o que é um fenômeno típico da indústria comercial quando procura satisfazer determinados seguimentos sociais. A exemplo temos as ¹imitações de produtos de marca inacessíveis às posses de indivíduos menos favorecidos; ²o leitor de versões adaptadas de grandes clássicos da literatura; o ³ouvinte de música popular que aprecia uma música clássica em ritmo de dança de salão.
  • 21. O Fortuna – Carmina Burana Remix Wizzy Noise CARMINA BURANA Textos e poemas dramáticos datados dos séculos XI, XII e XIII. Picantes, irreverentes e satíricos, foram escritos por monges e clérigos pobres desamparados pela Igreja (goliardos). Línguas: latim medieval, médio-alto- alemão, francês antigo (provençal) e macarrônicas (latim vernáculo, alemão ou francês). 24 poemas musicalizados por Carl Orff em 1936.
  • 22. The Time – The Black Eyed Peas Remix Mução
  • 23. “Os meios de comunicação de massa são o oposto da obra de pensamento, que é a obra cultural - ela leva a pensar, a ver, a refletir. As imagens publicitárias, televisivas e outras, em seu acúmulo acrítico, nos impedem de imaginar. Elas tudo convertem em entretenimento: guerras, genocídios, greves, cerimônias religiosas, catástrofes naturais e das cidades, obras de arte, obras de pensamento. (...) Cultura é pensamento e reflexão. Pensar é o contrário de obedecer. A indústria cultural cria um simulacro de participação na cultura quando, por exemplo, desfigura a Sinfonia nº 40 de Mozart em chorinho. Assim adulterada, não é Mozart, tampouco ritmo popular. Tanto a sinfonia quanto o samba vêem-se privados de sua força própria de bens culturais considerados em sua autonomia.”  Olgária Matos, A Escola de Frankfurt: luzes e sombras do Iluminismo. São Paulo, Moderna, 2006, p. 64.
  • 24. Cultura popular individualizada É aquela produzida por “intelectuais que não vivem dentro da universidade (e, portanto, não produzem cultura erudita) nem são típicos representantes da cultura popular, tampouco da cultura de massa (que resulta do trabalho de equipe)”: Zeca Baleiro, Caetano Veloso, Guarnieri, etc. O criador individual sofre a influência de todas as expressões culturais.
  • 25. Cuidar da educação popular não é vulgarizar a cultura erudita tornando-a superficial e aguada, tampouco significa dirigir de forma paternalista a produção cultural popular. Com isso seria evitado o produto resultante de imitação, típico de uma cultura envergonhada de si mesma.
  • 26. Pluralidade cultural É errôneo compreender a própria cultura como a correta, considerando esdrúxula as demais. Aceitar as diferenças entre culturas é importante para evitar o etnocentrismo, o julgamento de outros padrões a partir de valores de seu próprio meio. Esse comportamento geralmente leva a xenofobia. Às vezes busca-se unificar as culturas sem respeitar as diferenças, como ocorre nos processos que têm em vista a assimilação do diferente por incutir a cultura dominante como fizeram os jesuítas durante a colonização. Hoje, o que deve dirigir o convívio com as diferenças é o respeito à pluralidade das tradições culturais.
  • 27. Cultura, direitos humanos e globalização Desde 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante que todo homem tem direito a usufruir das manifestações culturais da comunidade, bem como a proteção de qualquer produção que seja autor. (Art. 27, I, II) Desde então muitos têm sido os debates em defesa desses direitos, incluindo o de acesso igualitário à educação. O consumismo cultural tornou-se mais complexo com o processo acelerado da globalização. Se a globalização acontecesse de igual para igual entre as culturas dos povos, haveria predominância positiva da divulgação da diversidade. Mas as relações entre os países são marcadas pelas hegemonias de alguns – principalmente norte-americana –, o que leva à predominância de algumas culturas sobre outras – as periféricas. E as expressões culturais que permanecem muitas vezes se desestruturam para uso turístico.
  • 28. Educação e Cultura O aperfeiçoamento das atividades humanas só é possível pela transmissão dos conhecimento adquiridos de uma geração para outra, por meio da educação. “A educação é, portanto, fundamental para a socialização e a humanização, com vistas à autonomia e à emancipação. Trata-se de um processo que dirá a vida toda e não se restringe à mera continuidade da tradição, pois supõe a possibilidade de rupturas, pelas quais a cultura se renova e o ser humano faz a história.”
  • 29. Luís Milanesi caracteriza um centro cultural como o resultado da conjugação de três verbos:  Informar  Discutir  Criar Assim: Informa-se, discute-se a informação e assim cria-se a cultura.
  • 30. “ ” O que vale, afinal, é conceber a cultura como manifestação plural, um processo dinâmico, e a educação como o momento em que a herança e renovação se completam, a fim de criar o espaço possível de exercício da liberdade. M. Lúcia de Arruda Aranha.
  • 31. Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE Licenciatura em Letras (Português/Inglês), 1º Período 2014.1 Fundamentos Filosóficos da Educação Prof. Ms. Fábio Medeiros  Wendell Batista dos Santos sbwendell@gmail.com http://wendellbatista.blogspot.com  Dhyanna Lays Ramos Neves dhyanna_hta@hotmail.com Recife, 22 de maio de 2014

Notas do Editor

  1. Ex.: redes sociais.