Hemotransfusão
Enfº Residente Renata Melo
Maio, 2013
Componentes sanguíneos: revisão
• Hemácias(células vermelhas)
• Leucócitos(células brancas)
- Granulócitos(eosinófilos, basófilo e neutrófilo)
- Agranulócitos( macrófagos e linfócitos)
• Plaquetas(trombócitos)
Eritrócitos(hemácias)
Eritrócito maduro
Hemoglobina
4 subnunidades(heme)
O2 + Heme
Oxiemoglobina
Leucócitos(células brancas)
• Granulócitos
Eosinófilos: Eles ingerem complexos antígeno-
anticorpo, atacam parasitas e estão elevados durante a
reação alérgica.
Neutrófilos: Combatem infecções bacterianas e digerem
materiais não-próprio. Estão presente na fase inicial da
inflamação.
Basófilos: Desempenha um papel nos sintomas das reações
alérgicas agudas.
Leucócitos(células brancas)
• Agranulócitos
Macrófago: Fagocitose
Linfócito: Células imunocompetentes , que estão envolvidas
na produção de anticorpos e na manutenção da resposta
imune. Os mais importantes são os linfócitos B e T.
Plaquetas
• Plaquetas mantêm a integridade capilar, aceleram a
coagulação e retraem os coágulos.
Produção de hemocomponentes
• Hemocomponentes e hemoderivados são produtos
distintos.
• Hemocomponentes
São obtidos através da coleta de sangue total ou por
aférese.
E gerados a partir do sangue total através de processos
físicos(centrifugação e congelamento).
Produção de hemocomponentes
• Hemoderivados
São os produtos obtidos em escala industrial a
partir do fracionamento do PLASMA através de
processos físico-químicos.
Produção de hemocomponentes
Hemocomponentes
• Concentrado de hemácias
1 unidade = 250-300 ml de hemácias
Pode ser irradiado, lavado, congelado ou filtrado para diminuição
radical do número de leucócitos.
Deve ser mantido a uma temperatura entre 2ºC e 6ºC.
Validade 35 a 42 dias em refrigeração e 4h em temperatura
ambiente.
O nível de hemoglobina no paciente deve ser mantido sempre
aproximado a 10g/dl.
“Pacientes portadores de miocardiopatia isquêmica submetidos
recentemente a revascularização se beneficiam com níveis de
hemoglobina de 10,0 g/dL, estes estudos demonstram uma redução da
morbidade e mortalidade no período pós-operatório
imediato.”(Hemocentro Unicamp, 2008)
Hemocomponentes
• Concentrado de hemácias
-Infusão
Via venosa exclusiva, não podendo ser infundido com outras
medicações, exceto SF à 0,9%.
Deve ser realizada 30min após a retirada da bolsa do refrigerador.
Infusão lenta nos primeiros 15min(15gts/min).
Não ultrapassar o tempo máximo de 4horas.
Controle de Hb/Ht após 1 hora do término da infusão.
Utilizar cateteres de grosso calibre(jelco 18G ou 20G).
Hemocomponentes
• Concentrado de hemácias
- Indicações
Sangramento agudo/sub-agudo (> 25 - 50% de volume de sangue) com
evidência de prejuízo da oferta de oxigênio aos tecidos e / ou Hb < 6 -
7g/dl.
Paciente em pré-operatório com previsão de perda sanguínea intra-
operatória e Hb pré-operatório < 7 - 8g/dl.
Paciente coronariopata em pré-operatório e Hb < 10g/dl.
Paciente portador de anemia crônica com Hb < 6 - 7g/dl e sintomático
(síncope, dispnéia, hipotensão postural, taquicardia, angina ou ataque
isquêmico transitório).
Hemocomponentes
• Concentrado de plaquetas
1 unidade: 0,5 x 1011 plaquetas em 50-70 ml de plasma(por centrifugação).
Unidades obtidas por aférese: 3 - 5,0 x 1011 plaquetas em 200-300ml de
plasma; equivale a 6 unidades individuais.
Podem ser guardadas a temperatura ambiente(20º C a 22ºC).
Validade de 5 dias antes de serem descartadas(se mantida no agitador).
“A população que utiliza este hemocomponente é composta
prioritariamente de pacientes oncohematológicos.’’ (Guia de Condutas
hemoterápicas, Sirio Libanês, 2010)
Hemocomponentes
• Concentrado de plaquetas
-Infusão
Infundir dentro de 1h com gotejamento livre.
Controles na 1ª hora após infusão e após 16- 24 horas para avaliar
viabilidade plaquetária.
Uma vez retiradas do agitador, devem ser infundidas o mais rápido
possível.
Dose: 1 unidade/10Kg do paciente.
Hemocomponentes
• Concentrado de Plaquetas
- Indicações
Basicamente, as indicações de transfusão de CP estão associadas as
plaquetopenias desencadeadas por falência medular, raramente é
indicada a reposição em plaquetopenias por destruição periférica ou
alterações congênitas de função plaquetária.
Hemocomponentes
• Plasma Fresco Congelado(PFC)
É obtido por centrifugação e por aférese.
1 unidade = 250 ml de plasma com todos os fatores de
coagulação(centrifugação); 400 ml se coletado por aférese.
É constituído basicamente de água, proteínas (albumina, globulinas,
fatores de coagulação e outras), carboidratos e lipídios.
É completamente congelado até 8 horas após a coleta e mantido, no
mínimo, a 18°C negativos.
Hemocomponentes
• Plasma Fresco Congelado(PFC)
- Infusão
Iniciar com 02 unidade de plasma fresco congelado; após 1 hora colher
novo TP/TTPa.
Nova transfusão conforme necessário (TP/TTPa > 1,5 x o valor normal).
Infundir após descongelamento em temperatura ambiente e após
aquecimento a 37º C.
5-20ml/Kg em infusão lenta.
Hemocomponentes
• Plasma Fresco Congelado(PFC)
- Indicações
Tempo de protrombina(TP) e de tromboplastina
parcial ativada(TTPa) forem 1,5 vezes maior que o
valor normal sem sangramento, em pacientes que
são submetidos a procedimentos cirúrgicos ou
invasivos.
Sangramento ativo em pacientes que utilizam
anticoagulante oral.
Deficiência de fatores isolados de coagulação
como II, V, VII, IX, X e XI.
Assistência geral de enfermagem
durante a hemotransfusão
• Antes e durante a transfusão
- Comparar dados do paciente com prescrição e os da unidade de
hemocomponente.
- Verificar SSVV(antes e após) e registrar.
- Permanecer a beira do leito durante os primeiros 15 min.
Assistência geral de enfermagem
durante a hemotransfusão
- Iniciar com 15gts/min e depois de acordo com prescrição médica.
- Observar o paciente, verificar SSVV e viabilidade do acesso a cada
30min.
- Trocar equipo a cada infusão ou a cada 4h.
Assistência geral de enfermagem
durante a hemotransfusão
• Pós transfusão
- Verificar SSVV, registrá-los no prontuário e compará-los com os
anteriores.
- Comunicar alterações significativas ao médico.
- Observar atentamente o paciente durante 15 a 30 min pós transfusão.
Reações Transfusionais
• Classificação
- Imediatas(agudas): Ocorrem durante ou em até 24horas do
procedimento trasfusional.
- Tardias: Surgem depois das 24horas de infusão.
Toda reação trasfusional deve ser registrada e notificada.
Reações Transfusionais
• Imediatas
- Reação hemolítica aguda
Associada a incompatibilidade ABO por infusão de bolsa não
compatível.
Sinais e sintomas: Taquicardia, hipotensão, poliartralgia
severa, dor lombar, queimação no sítio de infusão.
Tratamento: Parar imdediatamente a infusão, trocar de
acesso, manter SF à 0,9%, manter perusão renal
adequada(>100ml/h).
Prevenção: Identificação adequada de
amostras, hemocomponentes e pacientes.
Reações Transfusionais
• Imediatas
- Reação alérgica
Está relacionada à hipersensibilidade às proteínas
plasmáticas.
Sinais e sintomas: eritema, urticária e espirros.
Tratamento: interromper a transfusão e manter
acesso com SF à 0,9%. Se necessário utiliza-se
anti-histamínicos.
Prevenção: Uso prévio de anti-histamínico.
Lavagem do hemocomponente.
Reações Transfusionais
• Imediatas
- Reação febril não-hemolítica
É definido como o aumento da temperatura
acima de 1ºC durante ou após a transfusão de
sangue sem outra explicação.
Sinais e sintomas: febre, tremores e calafrios
que causam grande desconforto ao paciente.
Tratamento: Parar imdediatamente a infusão,
trocar de acesso, manter solução isotônica, adm
antipiréticos cpm. Devendo evitar o AASS.
Prevenção: Pré-medicação com antitérmico nos
casos recorrentes e uso de hemocomponentes
desleucocitados.
Reações Transfusionais
• Tardias
- TAGVHD(Doença do Enxerto versus Hospedeiro)
Reação rara, extremamente grave, onde há transfusão de linfócitos
imunocompetentes do doador para um receptor imunocomprometido.
Sinais e sintomas: dermatite, diarréia aquosa com perda de 3 a 4
litros, elevação de enzimas hepáticas, pancitopenia.
Tratamento: não existe tratamento eficaz, e o índice de mortalidade é de
90% a 100%.
Prevenção: irradiação com raios gama de componentes celulares .
Assitência de enfermagem nas reações
transfusionais imediatas
• Considerar qualquer queixa apresentada pelo paciente.
• Interromper imediatamente a trasfusão em casos de anormalidades.
• Manter acesso com infusão de SF à 0,9%.
• Verificar SSVV.
• Comunicar ao médico responsável.
Assitência de enfermagem nas reações
transfusionais imediatas
• Conferir todos os rótulos, etiquetas e registro, conferindo os dados do
paciente com os da unidade de hemocomponente e a prescrição.
• Se necessário, colher uma amostra de 10 ml(de outro acesso) do paciente
para enviar para o hemocentro juntamente com o relato da
intercorrência, mais o equipo e a bolsa de hemocomponente(Ex: RHA).
• Coletar SU
• O REGISTRO no prontuário deve conter o horário, o número de unidades
infundidas, procedimentos pós reação e medicações administradas.
Anotar também no livro de ocorrências.
Considerações gerais
• A maioria das padronizações de indicação de hemocomponentes esta
baseada em evidências determinadas através de análise de grupos de
pacientes, nunca devendo ser empíricas ou baseadas somente na
experiência do profissional médico envolvido.
• A requisição do produto hemoterápico deve ser preenchida da forma mais
completa possível, prescrita e assinada por médico e estar registrada no
prontuário do paciente.
Considerações gerais
• Nao existe contra-indicação absoluta a transfusão em pacientes com
febre. É importante diminuir a febre antes da transfusão, porque o
surgimento de febre pode ser um sinal de hemólise ou de outro tipo de
reação transfusional.
• De forma geral, muitas das reações podem ser evitadas com o
cumprimento das normas técnicas, uma delas é a permanência à beira do
leito durante os primeiros 15min da infusão.
Referências
Ministério da Saúde. Guia para o uso de hemocomponentes. Brasília-DF, 2010.
Hospital Sírio Libanês. Guia de condutas hemoterápicas. São Paulo, 2010.
HUWC/UFC. Manual de Hemotransfusão. Ceará, 2007.
Ministério da Saúde. Manula técnico de hemovigilância. Brasíli-DF, 2004.
ANVISA. Hemovigilância – Manual técnico de hemovigilância – Investigação
das reações transfusionais imediatas e tardias não infecciosas. Brasília, 2007.
Obrigada!!

Hemotransfusão

  • 1.
  • 2.
    Componentes sanguíneos: revisão •Hemácias(células vermelhas) • Leucócitos(células brancas) - Granulócitos(eosinófilos, basófilo e neutrófilo) - Agranulócitos( macrófagos e linfócitos) • Plaquetas(trombócitos)
  • 3.
  • 4.
    Leucócitos(células brancas) • Granulócitos Eosinófilos:Eles ingerem complexos antígeno- anticorpo, atacam parasitas e estão elevados durante a reação alérgica. Neutrófilos: Combatem infecções bacterianas e digerem materiais não-próprio. Estão presente na fase inicial da inflamação. Basófilos: Desempenha um papel nos sintomas das reações alérgicas agudas.
  • 5.
    Leucócitos(células brancas) • Agranulócitos Macrófago:Fagocitose Linfócito: Células imunocompetentes , que estão envolvidas na produção de anticorpos e na manutenção da resposta imune. Os mais importantes são os linfócitos B e T.
  • 6.
    Plaquetas • Plaquetas mantêma integridade capilar, aceleram a coagulação e retraem os coágulos.
  • 7.
    Produção de hemocomponentes •Hemocomponentes e hemoderivados são produtos distintos. • Hemocomponentes São obtidos através da coleta de sangue total ou por aférese. E gerados a partir do sangue total através de processos físicos(centrifugação e congelamento).
  • 8.
    Produção de hemocomponentes •Hemoderivados São os produtos obtidos em escala industrial a partir do fracionamento do PLASMA através de processos físico-químicos.
  • 9.
  • 10.
    Hemocomponentes • Concentrado dehemácias 1 unidade = 250-300 ml de hemácias Pode ser irradiado, lavado, congelado ou filtrado para diminuição radical do número de leucócitos. Deve ser mantido a uma temperatura entre 2ºC e 6ºC. Validade 35 a 42 dias em refrigeração e 4h em temperatura ambiente. O nível de hemoglobina no paciente deve ser mantido sempre aproximado a 10g/dl. “Pacientes portadores de miocardiopatia isquêmica submetidos recentemente a revascularização se beneficiam com níveis de hemoglobina de 10,0 g/dL, estes estudos demonstram uma redução da morbidade e mortalidade no período pós-operatório imediato.”(Hemocentro Unicamp, 2008)
  • 11.
    Hemocomponentes • Concentrado dehemácias -Infusão Via venosa exclusiva, não podendo ser infundido com outras medicações, exceto SF à 0,9%. Deve ser realizada 30min após a retirada da bolsa do refrigerador. Infusão lenta nos primeiros 15min(15gts/min). Não ultrapassar o tempo máximo de 4horas. Controle de Hb/Ht após 1 hora do término da infusão. Utilizar cateteres de grosso calibre(jelco 18G ou 20G).
  • 12.
    Hemocomponentes • Concentrado dehemácias - Indicações Sangramento agudo/sub-agudo (> 25 - 50% de volume de sangue) com evidência de prejuízo da oferta de oxigênio aos tecidos e / ou Hb < 6 - 7g/dl. Paciente em pré-operatório com previsão de perda sanguínea intra- operatória e Hb pré-operatório < 7 - 8g/dl. Paciente coronariopata em pré-operatório e Hb < 10g/dl. Paciente portador de anemia crônica com Hb < 6 - 7g/dl e sintomático (síncope, dispnéia, hipotensão postural, taquicardia, angina ou ataque isquêmico transitório).
  • 13.
    Hemocomponentes • Concentrado deplaquetas 1 unidade: 0,5 x 1011 plaquetas em 50-70 ml de plasma(por centrifugação). Unidades obtidas por aférese: 3 - 5,0 x 1011 plaquetas em 200-300ml de plasma; equivale a 6 unidades individuais. Podem ser guardadas a temperatura ambiente(20º C a 22ºC). Validade de 5 dias antes de serem descartadas(se mantida no agitador). “A população que utiliza este hemocomponente é composta prioritariamente de pacientes oncohematológicos.’’ (Guia de Condutas hemoterápicas, Sirio Libanês, 2010)
  • 14.
    Hemocomponentes • Concentrado deplaquetas -Infusão Infundir dentro de 1h com gotejamento livre. Controles na 1ª hora após infusão e após 16- 24 horas para avaliar viabilidade plaquetária. Uma vez retiradas do agitador, devem ser infundidas o mais rápido possível. Dose: 1 unidade/10Kg do paciente.
  • 15.
    Hemocomponentes • Concentrado dePlaquetas - Indicações Basicamente, as indicações de transfusão de CP estão associadas as plaquetopenias desencadeadas por falência medular, raramente é indicada a reposição em plaquetopenias por destruição periférica ou alterações congênitas de função plaquetária.
  • 16.
    Hemocomponentes • Plasma FrescoCongelado(PFC) É obtido por centrifugação e por aférese. 1 unidade = 250 ml de plasma com todos os fatores de coagulação(centrifugação); 400 ml se coletado por aférese. É constituído basicamente de água, proteínas (albumina, globulinas, fatores de coagulação e outras), carboidratos e lipídios. É completamente congelado até 8 horas após a coleta e mantido, no mínimo, a 18°C negativos.
  • 17.
    Hemocomponentes • Plasma FrescoCongelado(PFC) - Infusão Iniciar com 02 unidade de plasma fresco congelado; após 1 hora colher novo TP/TTPa. Nova transfusão conforme necessário (TP/TTPa > 1,5 x o valor normal). Infundir após descongelamento em temperatura ambiente e após aquecimento a 37º C. 5-20ml/Kg em infusão lenta.
  • 18.
    Hemocomponentes • Plasma FrescoCongelado(PFC) - Indicações Tempo de protrombina(TP) e de tromboplastina parcial ativada(TTPa) forem 1,5 vezes maior que o valor normal sem sangramento, em pacientes que são submetidos a procedimentos cirúrgicos ou invasivos. Sangramento ativo em pacientes que utilizam anticoagulante oral. Deficiência de fatores isolados de coagulação como II, V, VII, IX, X e XI.
  • 19.
    Assistência geral deenfermagem durante a hemotransfusão • Antes e durante a transfusão - Comparar dados do paciente com prescrição e os da unidade de hemocomponente. - Verificar SSVV(antes e após) e registrar. - Permanecer a beira do leito durante os primeiros 15 min.
  • 20.
    Assistência geral deenfermagem durante a hemotransfusão - Iniciar com 15gts/min e depois de acordo com prescrição médica. - Observar o paciente, verificar SSVV e viabilidade do acesso a cada 30min. - Trocar equipo a cada infusão ou a cada 4h.
  • 21.
    Assistência geral deenfermagem durante a hemotransfusão • Pós transfusão - Verificar SSVV, registrá-los no prontuário e compará-los com os anteriores. - Comunicar alterações significativas ao médico. - Observar atentamente o paciente durante 15 a 30 min pós transfusão.
  • 22.
    Reações Transfusionais • Classificação -Imediatas(agudas): Ocorrem durante ou em até 24horas do procedimento trasfusional. - Tardias: Surgem depois das 24horas de infusão. Toda reação trasfusional deve ser registrada e notificada.
  • 23.
    Reações Transfusionais • Imediatas -Reação hemolítica aguda Associada a incompatibilidade ABO por infusão de bolsa não compatível. Sinais e sintomas: Taquicardia, hipotensão, poliartralgia severa, dor lombar, queimação no sítio de infusão. Tratamento: Parar imdediatamente a infusão, trocar de acesso, manter SF à 0,9%, manter perusão renal adequada(>100ml/h). Prevenção: Identificação adequada de amostras, hemocomponentes e pacientes.
  • 24.
    Reações Transfusionais • Imediatas -Reação alérgica Está relacionada à hipersensibilidade às proteínas plasmáticas. Sinais e sintomas: eritema, urticária e espirros. Tratamento: interromper a transfusão e manter acesso com SF à 0,9%. Se necessário utiliza-se anti-histamínicos. Prevenção: Uso prévio de anti-histamínico. Lavagem do hemocomponente.
  • 25.
    Reações Transfusionais • Imediatas -Reação febril não-hemolítica É definido como o aumento da temperatura acima de 1ºC durante ou após a transfusão de sangue sem outra explicação. Sinais e sintomas: febre, tremores e calafrios que causam grande desconforto ao paciente. Tratamento: Parar imdediatamente a infusão, trocar de acesso, manter solução isotônica, adm antipiréticos cpm. Devendo evitar o AASS. Prevenção: Pré-medicação com antitérmico nos casos recorrentes e uso de hemocomponentes desleucocitados.
  • 26.
    Reações Transfusionais • Tardias -TAGVHD(Doença do Enxerto versus Hospedeiro) Reação rara, extremamente grave, onde há transfusão de linfócitos imunocompetentes do doador para um receptor imunocomprometido. Sinais e sintomas: dermatite, diarréia aquosa com perda de 3 a 4 litros, elevação de enzimas hepáticas, pancitopenia. Tratamento: não existe tratamento eficaz, e o índice de mortalidade é de 90% a 100%. Prevenção: irradiação com raios gama de componentes celulares .
  • 27.
    Assitência de enfermagemnas reações transfusionais imediatas • Considerar qualquer queixa apresentada pelo paciente. • Interromper imediatamente a trasfusão em casos de anormalidades. • Manter acesso com infusão de SF à 0,9%. • Verificar SSVV. • Comunicar ao médico responsável.
  • 28.
    Assitência de enfermagemnas reações transfusionais imediatas • Conferir todos os rótulos, etiquetas e registro, conferindo os dados do paciente com os da unidade de hemocomponente e a prescrição. • Se necessário, colher uma amostra de 10 ml(de outro acesso) do paciente para enviar para o hemocentro juntamente com o relato da intercorrência, mais o equipo e a bolsa de hemocomponente(Ex: RHA). • Coletar SU • O REGISTRO no prontuário deve conter o horário, o número de unidades infundidas, procedimentos pós reação e medicações administradas. Anotar também no livro de ocorrências.
  • 29.
    Considerações gerais • Amaioria das padronizações de indicação de hemocomponentes esta baseada em evidências determinadas através de análise de grupos de pacientes, nunca devendo ser empíricas ou baseadas somente na experiência do profissional médico envolvido. • A requisição do produto hemoterápico deve ser preenchida da forma mais completa possível, prescrita e assinada por médico e estar registrada no prontuário do paciente.
  • 31.
    Considerações gerais • Naoexiste contra-indicação absoluta a transfusão em pacientes com febre. É importante diminuir a febre antes da transfusão, porque o surgimento de febre pode ser um sinal de hemólise ou de outro tipo de reação transfusional. • De forma geral, muitas das reações podem ser evitadas com o cumprimento das normas técnicas, uma delas é a permanência à beira do leito durante os primeiros 15min da infusão.
  • 32.
    Referências Ministério da Saúde.Guia para o uso de hemocomponentes. Brasília-DF, 2010. Hospital Sírio Libanês. Guia de condutas hemoterápicas. São Paulo, 2010. HUWC/UFC. Manual de Hemotransfusão. Ceará, 2007. Ministério da Saúde. Manula técnico de hemovigilância. Brasíli-DF, 2004. ANVISA. Hemovigilância – Manual técnico de hemovigilância – Investigação das reações transfusionais imediatas e tardias não infecciosas. Brasília, 2007.
  • 33.