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Coleta de material para
exames laboratoriais.
• Os principais objetivos do exame
laboratorial são confirmar, estabelecer
ou complementar o diagnóstico
clínico.
• Fornecem elementos para o
prognóstico de determinadas doenças.
• Estabelecem critérios de normalidade.
• Delineia fatores de risco evolutivos.
Para que o laboratório clínico
possa oferecer respostas
adequadas, é indispensável que o
preparo do paciente e a coleta do
material a ser examinado sejam
realizados obedecendo-se
determinadas regras, sem as quais
toda a rotina laboratorial pode ser
seriamente prejudicada ou mesmo
inviabilizada (MACHADO e
ANDRIOLO, 2002).
Fatores que interferem nos
resultados
• Técnica da coleta do material
• Atividade física
• Período de jejum
• Dieta
• Administração de drogas
Exames comuns
• Sangue
• Urina tipo I (EAS)
• Urina 24 horas
• Urocultura
• Exame de escarro
• Parasitológico de fezes
• Coprocultura
MÉTODOS DE COLHEITA DO SANGUE
PUNÇÃO VENOSA
PUNÇÃO ARTERIAL
ELISABETH THOMÉ / SANDRA LEAL
ELISABETH THOMÉ / SANDRA LEAL
CUIDADOS PARA FAZER A COLHEITACUIDADOS PARA FAZER A COLHEITA
ANTES
• Identificar o paciente
• Reunir todo o material e acessórios
• Explicar o procedimento ao paciente
• Se houver necessidade de jejum,
verificar que esta exigência seja
cumprida
DURANTE
• Colocar o paciente em posição
adequada para fácil acesso da veia
• Pedir ao paciente para cerrar o punho,
a fim de distender as veias
• Selecionar uma veia para punção
venosa
• Aplicar um torniquete alguns
centímetros acima do local de punção
• Limpar o local da punção venosa (em
geral, com álcool isopropílico a 70%).
Deixar secar.
L
DURANTE
• Efetuar a punção venosa introduzindo a agulha
com o bisel para cima e formando um ângulo de
15º da pele
• Se for utilizado um VACUTAINER, empurrar o
tubo no suporte tão logo seja introduzido a agulha
na veia. Quando o tubo estiver cheio, removê-lo.
Outro tubo pode ser então inserido no suporte.
• Se for utilizada uma seringa, puxar o êmbolo
lentamente e de modo uniforme à medida que o
sangue enche a seringa. Transferir o sangue para
tubos com tampa de cor apropriada.
• Liberar o torniquete quando o sangue começar a
fluir.
L
APÓS
• Colocar um algodão sobre o local. Remover a agulha
e aplicar pressão no local.
• Misturar o sangue com os aditivos nos tubos
homogeneizando suavemente os tubos.
• Descartar apropriadamente os materiais
contaminados, como agulhas, seringas e algodão.
• Rotular cada frasco de sangue
• Providenciar a entrega imediata da amostra de
sangue ao laboratório.
• Se o paciente estiver em jejum, retirar a restrição
dietética.
COMPLICAÇÕES
POTENCIAIS
• SANGRAMENTO
• HEMATOMA
• INFECÇÃO
• TONTURA E DESMAIO
Urina
• EXAME FÍSICO: Volume, cor, aspecto,
odor, Reação e pH e Densidade.
• EXAME QUÍMICO QUALITATIVO: Proteína,
Glicose, bilirrubina e corpos cetônicos.
• EXAME MICROSCÓPICO: cilindros,
hemáceas, piócitos
• EXAME BACTERIOLÓGICO: urocultura
• A cor da urina normal varia (diversas
tonalidades de amarelo), dependendo
principalmente do estado de desidratação
do paciente.
piúria, hematúria, hemoglobinúria.
Volume e cor
- Normal 600 a 1600 ml em 24 h (adulto)
- Oligúria, poliúria, polaciúria, anúria.
COR
• Citrina a âmbar
• Alaranjada
• Amarela intensa
• Esverdeada
• Vinho ou castanha-
avermelhada
• Castanha a negra
• Quase incolor
• Vermelha
• Verde ou azul
• Leitosa opalescente
• Castanho-escura
• Normal
• Urina concentrada
• Cenoura, beterraba
• Amitriptilina
• Hemoglobina, mioglobina,
beterraba
• Metildopa
• Urina muito diluida
• Sangue, rifocina
• Azul-de-metileno,
Pseudomonas
• Lipidúria, piúria
• Levodopa
Aspecto e odor
• Aspecto Imediato: Límpida
• Após algum tempo: Formação de
pequenos depósitos ( leucócitos,
células epiteliais, muco) denominada
nubécula.
• Odor Imediato: característico
• Após algum tempo: Amoniacal
• OBS: Medicamentos - odor particular
Exame químico qualitativo
- Proteína: Normal – até 150 mg de proteína no volume de 24 horas,
mas esta quantidade não é detectável pelos métodos correntes de
investigação.
Proteinúria – traços – menos de 0,5g/l;
+ - equivalente a 1g/l;
++ - até 3g/l;
+++ - de 5 a 10 g/l;
++++ - mais de 10 g/l.
Causas da proteinúria: Transitória: febre, após exercício intenso,
maratonista, estado infeccioso grave.
Ortostática: pode ocorrer em pessoas normais
ou em doenças renais em fase inicial.
Processos primariamente normais:
Glomerulonefrites, Sindrome Nefrótica, Insuficiência Renal Aguda,
Pielonefrite, Tumores Renais e Litíase.
Processos secundariamente renais:
Insuficiência cardíaca, Hipertensão Arterial, Arterites e Trombose da
Veia Renal
- Glicose: Normal: ausente;
Glicosúria: + - 0,5 g%;
++ - 0,75 g%
+++ - 1 g%
++++ - 2 g%.
- Bilirrubina: Normal: ausente;
Positiva: colúria – aumentos de
bilirrubina direta.
- Corpos Cetônicos: Presentes na cetoacidose
diabética e na inanição.
Exame microscópico
Pesquisar o sedimento de 10 ml de urina, após centrifugação de 5
minutos a 1500 r.p.m. Usar aumento em 4000 vezes.
- Células: Hemácias: Normal até 3 por campo. Aumentadas nas
infecções e inflamações do trato urinário.
Piócitos: Normal até 4 por campo. Eliminação
aumentada nos processos infecciosos e inflamatórios do trato
urinário. Na mulher, a piúria não tem o mesmo significado que no
homem, tendo em vista a contaminação vaginal da urina.
Bactérias:
- Cilindros: Cilindros hialinos: Urinas concentradas. Todos os
outros cilindros vinculam-se ao sofrimento do trato urinário
(Granulosos, hemáticos, piocitário, epiteliais, céreos e graxos).
- Cristais: Uratos – Urina ácida;
Fosfato de cálcio e amoníaco magnesiano – urina
alcalina;
Enxofre – Administração de sulfadiazina.
Exame bacteriológico
• O plantio em meio de cultura deve ser feito no
máximo uma hora após a colheita.
• Incubação por 24-48 horas, é feito a contagem e
cálculo do número de colônias, seguidos de
identificação do germe e antibiograma.
• INDICAÇÕES:
 suspeita de infecção urinária;
 controle evolutivo de infecção urinária;
 qualquer doença do aparelho urinário principalmente
obstruções e malformações;
 cateterismo vesical.
• EAS = Exame “padrão” – É constituído
pela determinação das características
físicas, elementos anormais e exame do
sedimento.
• UROCULTURA= É o “plantio – “cultivo”
em meio de cultura (ágar simples – Placa
de Petri).
Coleta de amostra de urina
Interpretação
• Abaixo de 10.000 colônias por ml – contaminação;
- Entre 10.000 e 100.000 colônias por ml – suspeitar
(repetir);
- Acima de 100.000 colônias por ml – infecção
urinária;
- Valorizar contagens entre 10.000 e 1000.000
colônias, se houver: Obstrução urinária,
cateterismo vesical atual ou prévio, uso de
antibiótico e isolamento de germes como E. coli,
Pseudomonas e Klebsiela.
EAS/UROCULTURA
Materiais necessários
- EAS
 Recipiente limpo;
 Frasco coletor de
urina;
 Seringa de 10 ml;
 Agulha 40X12;
 Luva de procedimento;
 Material para higiene
dos órgãos genitais;
 Identificação
- UROCULTURA
 Recipiente estéril
(cuba rim);
 Frasco de cultura
estéril;
 Seringa de 10 ml;
 Agulha 40X12;
 Material para higiene
dos órgãos genitais;
 Identificação;
Execução da técnica
1. Lavar as mãos;
2. Preparar o material necessário, rotular o frasco com: nome, leito, número
de registro, hora, tipo de material e assinatura e levar ao
quarto/enfermaria.
3. Calçar luvas de procedimento.
4. Explicar o procedimento e solicitar a ajuda do paciente;
5. Encaminhar o paciente até o banheiro;
6. Orientar o paciente sobre o modo correto de higienizar as genitálias,
estimulando a colaborar e instruindo a realização da higiene com água e
sabão, enxaguando abundantemente com água corrente;
7. Fornecer a cuba rim e solicitar ao paciente que despreze o primeiro jato e
colha o jato médio ( na mulher solicitar que os grandes e pequenos
lábios sejam separados, evitando-se o contato do jato urinário com o
vestíbulo vaginal); Supervisionar a coleta de urina;
8. Aspirar de 5 a 8 ml da cuba rim com a seringa e coloca-la no frasco
coletor;
9. Tampar o frasco, assegurando a vedação completa, para evitar
vazamento de urina, evitar contaminar a parte externa do vidro, que será
manuseada por outras pessoas;
10. Auxiliar o paciente a retornar ao leito;
11. Levar material utilizado no procedimento ao expurgo;
12. Lavar as mãos;
13. Colocar material em saco plástico fechado e identificado;
14. Encaminhar material ao laboratório;
15. Relatar nas anotações de enfermagem.
OBSERVAÇÕES:
- Coletar a primeira urina da manhã e o jato médio;
- Na coleta de urina para urocultura o recipiente (cuba rim) e
frasco de cultura devem estar esterilizados.
- Para urocultura de pacientes acamados e ou desorientados ou
sem controle de suas funções fisiológicas, deve ser realizado o
cateterismo de alivio para que haja coleta de forma asséptica e
sua retirada deve ser tão logo seja feita a coleta;
- Enviar imediatamente ao laboratório, após identificação no
frasco.
Execução da técnica
EAS - PACIENTE COM
CATETERISMO VESICAL
• A bolsa de drenagem de urina é
considerada como contaminada;
• A desconexão do sistema aumenta a
possibilidade de infecções;
 Luva de procedimento;
 Seringa de 5 ml;
 Agulha 25X7 ou 30x8;
 Algodão ou gaze;
 Álcool à 70 %;
 Frasco coletor;
 Identificação;
OBSERVAÇÃO: Na urocultura o frasco deve ser
obrigatoriamente estéril.
Materiais necessários
Execução da técnica
1. Lavar as mãos;
2. Preparar o material necessário, identificar o frasco e
levar ao quarto/enfermaria;
3. Fechar o sistema com uma pinça ou o clamp da bolsa
de drenagem de 30 minutos a 01 hora, para permitir
que a urina seja armazenada;
4. Realizar a assepsia da via de coleta com uma gaze ou
algodão embebido em álcool à 70%, deixe secar;
5. Calçar a luva de procedimento;
6. Introduzir a agulha na via de coleta e aspire 5 ml de
urina ( 2 a 3 ml são suficientes);
7. Remover a agulha e limpe a via de coleta novamente
com gaze com álcool a 70%;
Execução da técnica
8. Injetar a urina em um frasco de coleta (estéril, se for
urocultura);
9. Tampar o frasco coletor;
10. Desprezar a agulha e seringa em um dispositivo para
descarte de material perfuro cortante;
11. Retirar a luva e lave as mãos;
12. Colocar em recipiente plástico, fechado identificado
também;
13. Encaminhar material ao laboratório.
14. Relatar nas anotações de enfermagem.
OBSERVAÇÃO: O ponto de clampeamento deve ser
justamente abaixo da via de coleta. Certifique-se de
soltar a pinça ou o clamp da sonda após a coleta.
URINA 24 HORAS
• É o volume de urina coletado nas 24 horas
para fins laboratoriais;
I. Orientar o paciente sobre a finalidade do exame,
necessidade de coletar a urina de todas as
micções e a técnica de coleta;
II. Orientar a equipe de enfermagem sobre a
necessidade da observação da diurese e da
eliminação pelo paciente;
III. Para iniciar a coleta peça ao paciente que urine,
despreze esta urina e anote o horário;
IV. Toda a urina a partir deste momento deverá ser
colhida e a amostra final deverá ser obtida o mais
próximo possível do término do período de coleta.
Execução da técnica
• Lavar as mãos;
• Providenciar materiais e rotular o frasco;
• Solicitar que o paciente esvazie a bexiga e iniciar a coleta,
registrando o horário;
• Fornecer uma comadre ou urinol ao paciente e oriente
que urine neste recipiente e solicite pela enfermagem;
• Colocar a urina em frasco específico de coleta e
acondicione em geladeira ( caso não haja refrigerador
específico, estude a possibilidade de toda amostra ser
encaminhada direto ao laboratório ou isopor com gelo);
• Pedir ao paciente para urinar ao término do período de 24
horas(no mesmo horário do início da coleta);
• Encaminhar ao laboratório
• Realizar anotação de enfermagem
Observações
• Durante o período de coleta, coloque
cartazes com avisos na porta do quarto, na
porta do banheiro e próximo ao leito, para
relembrar os funcionários e o paciente
sobre a necessidade de guardar toda a
urina.
• Se a paciente estiver menstruada,
certifique-se de anotar;
• Marcar qualquer quantidade perdida de
urina durante a coleta do exame.
Identificação
• NOME;
• REGISTRO;
• TIPO DE MATERIAL;
• DATA;
• LOCAL;
• HORA;
• ASSINATURA.
ESCARRO
Indicação
• É o exame feito para detectar a
presença de microorganismos no
escarro.
Execução da técnica
• Orientar o paciente sobre a finalidade do exame e o
método para coleta do material;
• Lavar as mãos;
• Preparar o material necessário, identificar o frasco e levar
ao quarto/enfermaria;
• Orientar a higiene oral somente com água, sem anti-
séptico, antes da coleta;
• Orientar que o material deve ser escarrado e não
cuspido;
• Fornecer o frasco. Orientar o paciente a tossir
profundamente e expectorar (escarrar) no recipiente,
fechando-o em seguida;
• Lavar as mãos;
• Encaminhar ao laboratório;
• Realizar anotação de enfermagem.
OSERVAÇÕES
1. Deve ser colhido pela manhã, em jejum, após
uma higiene oral simples;
2. O volume não é importante, 1 a 3 ml de material
purulento ou mucopurulento é suficiente;
3. Se o paciente for fumante, coletar o escarro antes
que o mesmo fume;
4. Caso o paciente apresente tosse improdutiva
deve-se colher o material em gaze esterilizada e
encaminhá-la, imediatamente, ao laboratório.
EXAME DE
FEZES
Exame macroscópico
• Peso por 24 horas: 150 a 200g.
• Consistência: pastosa a sólida
• Forma: cilíndrica
• Odor: fecal
• Coloração: castanha
Principais parasitas
• Entamoeba
histolytica;
• Entamoeba coli;
• Endolimax nan;
• Iodamoeba butschlii;
• Giardia intestinalis;
• Chilomastix mesnili;
• Trichomonas
hominis;
• Balantidium coli
• Ascaris lumbricóides;
• Necator americanus;
• Trichuris trichiura;
• Estrongyloides
stercoralis;
• Enterobius
vermicularis;
• Taenia, sp;
• Hymenolepis nana;
• Schistosoma mansoni
• INDICAÇÃO:
• Pesquisa de parasitas;
• MATERIAIS NECESSÁRIOS:
• Recipiente específico;
• Comadre;
• Espátula;
• Fita adesiva.
Parasitológico de fezes
Execução da técnica
• Orientar o paciente sobre a finalidade do exame e o
método para coleta do material;
• Lavar as mãos;
• Preparar o material necessário, identificar o frasco e levar
ao quarto/enfermaria;
• Encaminhar o paciente ao banheiro, fornecendo a
comadre e frasco coletor;
• Orientar ao paciente para colher as fezes com auxílio da
espátula, colocar no recipiente e fecha-lo;
• Orientar ao paciente a lavar as mãos assim que terminar
de coletar o material;
• Lavar as mãos;
• Encaminhar ao laboratório;
• Realizar anotação de enfermagem
COPROCULTURA
• Orientar o paciente sobre a finalidade do
exame e o método para coleta do material;
• Lavar as mãos;
• Preparar o material necessário, identificar o
frasco e levar ao quarto/enfermaria;
• Encaminhar o paciente ao banheiro,
fornecendo a comadre;
• Coletar com cotonete específico a porção
média das fezes que não tenha entrado em
contato com a comadre;
• Lavar as mãos, encaminhar ao laboratório e
realizar anotação de enfermagem.
Execução da técnica
Referências
• MACHADO, A. M. O.; ANDRIOLO, A.
Dados laboratoriais mais frequentes
para o raciocínio clínico. In: BARROS,
A. L. B. L. et all. Anamnese e exame
físico. Porto Alegre: Artmed, 2002,
cap. 16.

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Aula 2 coleta de material para exames laboratoriais.

  • 1. Coleta de material para exames laboratoriais.
  • 2. • Os principais objetivos do exame laboratorial são confirmar, estabelecer ou complementar o diagnóstico clínico. • Fornecem elementos para o prognóstico de determinadas doenças. • Estabelecem critérios de normalidade. • Delineia fatores de risco evolutivos.
  • 3. Para que o laboratório clínico possa oferecer respostas adequadas, é indispensável que o preparo do paciente e a coleta do material a ser examinado sejam realizados obedecendo-se determinadas regras, sem as quais toda a rotina laboratorial pode ser seriamente prejudicada ou mesmo inviabilizada (MACHADO e ANDRIOLO, 2002).
  • 4. Fatores que interferem nos resultados • Técnica da coleta do material • Atividade física • Período de jejum • Dieta • Administração de drogas
  • 5. Exames comuns • Sangue • Urina tipo I (EAS) • Urina 24 horas • Urocultura • Exame de escarro • Parasitológico de fezes • Coprocultura
  • 6. MÉTODOS DE COLHEITA DO SANGUE PUNÇÃO VENOSA PUNÇÃO ARTERIAL
  • 7. ELISABETH THOMÉ / SANDRA LEAL
  • 8. ELISABETH THOMÉ / SANDRA LEAL
  • 9. CUIDADOS PARA FAZER A COLHEITACUIDADOS PARA FAZER A COLHEITA ANTES • Identificar o paciente • Reunir todo o material e acessórios • Explicar o procedimento ao paciente • Se houver necessidade de jejum, verificar que esta exigência seja cumprida
  • 10. DURANTE • Colocar o paciente em posição adequada para fácil acesso da veia • Pedir ao paciente para cerrar o punho, a fim de distender as veias • Selecionar uma veia para punção venosa • Aplicar um torniquete alguns centímetros acima do local de punção • Limpar o local da punção venosa (em geral, com álcool isopropílico a 70%). Deixar secar. L
  • 11. DURANTE • Efetuar a punção venosa introduzindo a agulha com o bisel para cima e formando um ângulo de 15º da pele • Se for utilizado um VACUTAINER, empurrar o tubo no suporte tão logo seja introduzido a agulha na veia. Quando o tubo estiver cheio, removê-lo. Outro tubo pode ser então inserido no suporte. • Se for utilizada uma seringa, puxar o êmbolo lentamente e de modo uniforme à medida que o sangue enche a seringa. Transferir o sangue para tubos com tampa de cor apropriada. • Liberar o torniquete quando o sangue começar a fluir. L
  • 12. APÓS • Colocar um algodão sobre o local. Remover a agulha e aplicar pressão no local. • Misturar o sangue com os aditivos nos tubos homogeneizando suavemente os tubos. • Descartar apropriadamente os materiais contaminados, como agulhas, seringas e algodão. • Rotular cada frasco de sangue • Providenciar a entrega imediata da amostra de sangue ao laboratório. • Se o paciente estiver em jejum, retirar a restrição dietética.
  • 14. Urina • EXAME FÍSICO: Volume, cor, aspecto, odor, Reação e pH e Densidade. • EXAME QUÍMICO QUALITATIVO: Proteína, Glicose, bilirrubina e corpos cetônicos. • EXAME MICROSCÓPICO: cilindros, hemáceas, piócitos • EXAME BACTERIOLÓGICO: urocultura
  • 15. • A cor da urina normal varia (diversas tonalidades de amarelo), dependendo principalmente do estado de desidratação do paciente. piúria, hematúria, hemoglobinúria. Volume e cor - Normal 600 a 1600 ml em 24 h (adulto) - Oligúria, poliúria, polaciúria, anúria.
  • 16. COR • Citrina a âmbar • Alaranjada • Amarela intensa • Esverdeada • Vinho ou castanha- avermelhada • Castanha a negra • Quase incolor • Vermelha • Verde ou azul • Leitosa opalescente • Castanho-escura • Normal • Urina concentrada • Cenoura, beterraba • Amitriptilina • Hemoglobina, mioglobina, beterraba • Metildopa • Urina muito diluida • Sangue, rifocina • Azul-de-metileno, Pseudomonas • Lipidúria, piúria • Levodopa
  • 17. Aspecto e odor • Aspecto Imediato: Límpida • Após algum tempo: Formação de pequenos depósitos ( leucócitos, células epiteliais, muco) denominada nubécula. • Odor Imediato: característico • Após algum tempo: Amoniacal • OBS: Medicamentos - odor particular
  • 18. Exame químico qualitativo - Proteína: Normal – até 150 mg de proteína no volume de 24 horas, mas esta quantidade não é detectável pelos métodos correntes de investigação. Proteinúria – traços – menos de 0,5g/l; + - equivalente a 1g/l; ++ - até 3g/l; +++ - de 5 a 10 g/l; ++++ - mais de 10 g/l. Causas da proteinúria: Transitória: febre, após exercício intenso, maratonista, estado infeccioso grave. Ortostática: pode ocorrer em pessoas normais ou em doenças renais em fase inicial. Processos primariamente normais: Glomerulonefrites, Sindrome Nefrótica, Insuficiência Renal Aguda, Pielonefrite, Tumores Renais e Litíase. Processos secundariamente renais: Insuficiência cardíaca, Hipertensão Arterial, Arterites e Trombose da Veia Renal
  • 19. - Glicose: Normal: ausente; Glicosúria: + - 0,5 g%; ++ - 0,75 g% +++ - 1 g% ++++ - 2 g%. - Bilirrubina: Normal: ausente; Positiva: colúria – aumentos de bilirrubina direta. - Corpos Cetônicos: Presentes na cetoacidose diabética e na inanição.
  • 20. Exame microscópico Pesquisar o sedimento de 10 ml de urina, após centrifugação de 5 minutos a 1500 r.p.m. Usar aumento em 4000 vezes. - Células: Hemácias: Normal até 3 por campo. Aumentadas nas infecções e inflamações do trato urinário. Piócitos: Normal até 4 por campo. Eliminação aumentada nos processos infecciosos e inflamatórios do trato urinário. Na mulher, a piúria não tem o mesmo significado que no homem, tendo em vista a contaminação vaginal da urina. Bactérias: - Cilindros: Cilindros hialinos: Urinas concentradas. Todos os outros cilindros vinculam-se ao sofrimento do trato urinário (Granulosos, hemáticos, piocitário, epiteliais, céreos e graxos). - Cristais: Uratos – Urina ácida; Fosfato de cálcio e amoníaco magnesiano – urina alcalina; Enxofre – Administração de sulfadiazina.
  • 21. Exame bacteriológico • O plantio em meio de cultura deve ser feito no máximo uma hora após a colheita. • Incubação por 24-48 horas, é feito a contagem e cálculo do número de colônias, seguidos de identificação do germe e antibiograma. • INDICAÇÕES:  suspeita de infecção urinária;  controle evolutivo de infecção urinária;  qualquer doença do aparelho urinário principalmente obstruções e malformações;  cateterismo vesical.
  • 22. • EAS = Exame “padrão” – É constituído pela determinação das características físicas, elementos anormais e exame do sedimento. • UROCULTURA= É o “plantio – “cultivo” em meio de cultura (ágar simples – Placa de Petri). Coleta de amostra de urina
  • 23. Interpretação • Abaixo de 10.000 colônias por ml – contaminação; - Entre 10.000 e 100.000 colônias por ml – suspeitar (repetir); - Acima de 100.000 colônias por ml – infecção urinária; - Valorizar contagens entre 10.000 e 1000.000 colônias, se houver: Obstrução urinária, cateterismo vesical atual ou prévio, uso de antibiótico e isolamento de germes como E. coli, Pseudomonas e Klebsiela.
  • 25. Materiais necessários - EAS  Recipiente limpo;  Frasco coletor de urina;  Seringa de 10 ml;  Agulha 40X12;  Luva de procedimento;  Material para higiene dos órgãos genitais;  Identificação - UROCULTURA  Recipiente estéril (cuba rim);  Frasco de cultura estéril;  Seringa de 10 ml;  Agulha 40X12;  Material para higiene dos órgãos genitais;  Identificação;
  • 26. Execução da técnica 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material necessário, rotular o frasco com: nome, leito, número de registro, hora, tipo de material e assinatura e levar ao quarto/enfermaria. 3. Calçar luvas de procedimento. 4. Explicar o procedimento e solicitar a ajuda do paciente; 5. Encaminhar o paciente até o banheiro; 6. Orientar o paciente sobre o modo correto de higienizar as genitálias, estimulando a colaborar e instruindo a realização da higiene com água e sabão, enxaguando abundantemente com água corrente; 7. Fornecer a cuba rim e solicitar ao paciente que despreze o primeiro jato e colha o jato médio ( na mulher solicitar que os grandes e pequenos lábios sejam separados, evitando-se o contato do jato urinário com o vestíbulo vaginal); Supervisionar a coleta de urina; 8. Aspirar de 5 a 8 ml da cuba rim com a seringa e coloca-la no frasco coletor; 9. Tampar o frasco, assegurando a vedação completa, para evitar vazamento de urina, evitar contaminar a parte externa do vidro, que será manuseada por outras pessoas;
  • 27. 10. Auxiliar o paciente a retornar ao leito; 11. Levar material utilizado no procedimento ao expurgo; 12. Lavar as mãos; 13. Colocar material em saco plástico fechado e identificado; 14. Encaminhar material ao laboratório; 15. Relatar nas anotações de enfermagem. OBSERVAÇÕES: - Coletar a primeira urina da manhã e o jato médio; - Na coleta de urina para urocultura o recipiente (cuba rim) e frasco de cultura devem estar esterilizados. - Para urocultura de pacientes acamados e ou desorientados ou sem controle de suas funções fisiológicas, deve ser realizado o cateterismo de alivio para que haja coleta de forma asséptica e sua retirada deve ser tão logo seja feita a coleta; - Enviar imediatamente ao laboratório, após identificação no frasco. Execução da técnica
  • 28. EAS - PACIENTE COM CATETERISMO VESICAL
  • 29. • A bolsa de drenagem de urina é considerada como contaminada; • A desconexão do sistema aumenta a possibilidade de infecções;
  • 30.  Luva de procedimento;  Seringa de 5 ml;  Agulha 25X7 ou 30x8;  Algodão ou gaze;  Álcool à 70 %;  Frasco coletor;  Identificação; OBSERVAÇÃO: Na urocultura o frasco deve ser obrigatoriamente estéril. Materiais necessários
  • 31. Execução da técnica 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material necessário, identificar o frasco e levar ao quarto/enfermaria; 3. Fechar o sistema com uma pinça ou o clamp da bolsa de drenagem de 30 minutos a 01 hora, para permitir que a urina seja armazenada; 4. Realizar a assepsia da via de coleta com uma gaze ou algodão embebido em álcool à 70%, deixe secar; 5. Calçar a luva de procedimento; 6. Introduzir a agulha na via de coleta e aspire 5 ml de urina ( 2 a 3 ml são suficientes); 7. Remover a agulha e limpe a via de coleta novamente com gaze com álcool a 70%;
  • 32. Execução da técnica 8. Injetar a urina em um frasco de coleta (estéril, se for urocultura); 9. Tampar o frasco coletor; 10. Desprezar a agulha e seringa em um dispositivo para descarte de material perfuro cortante; 11. Retirar a luva e lave as mãos; 12. Colocar em recipiente plástico, fechado identificado também; 13. Encaminhar material ao laboratório. 14. Relatar nas anotações de enfermagem. OBSERVAÇÃO: O ponto de clampeamento deve ser justamente abaixo da via de coleta. Certifique-se de soltar a pinça ou o clamp da sonda após a coleta.
  • 34. • É o volume de urina coletado nas 24 horas para fins laboratoriais; I. Orientar o paciente sobre a finalidade do exame, necessidade de coletar a urina de todas as micções e a técnica de coleta; II. Orientar a equipe de enfermagem sobre a necessidade da observação da diurese e da eliminação pelo paciente; III. Para iniciar a coleta peça ao paciente que urine, despreze esta urina e anote o horário; IV. Toda a urina a partir deste momento deverá ser colhida e a amostra final deverá ser obtida o mais próximo possível do término do período de coleta.
  • 35. Execução da técnica • Lavar as mãos; • Providenciar materiais e rotular o frasco; • Solicitar que o paciente esvazie a bexiga e iniciar a coleta, registrando o horário; • Fornecer uma comadre ou urinol ao paciente e oriente que urine neste recipiente e solicite pela enfermagem; • Colocar a urina em frasco específico de coleta e acondicione em geladeira ( caso não haja refrigerador específico, estude a possibilidade de toda amostra ser encaminhada direto ao laboratório ou isopor com gelo); • Pedir ao paciente para urinar ao término do período de 24 horas(no mesmo horário do início da coleta); • Encaminhar ao laboratório • Realizar anotação de enfermagem
  • 36. Observações • Durante o período de coleta, coloque cartazes com avisos na porta do quarto, na porta do banheiro e próximo ao leito, para relembrar os funcionários e o paciente sobre a necessidade de guardar toda a urina. • Se a paciente estiver menstruada, certifique-se de anotar; • Marcar qualquer quantidade perdida de urina durante a coleta do exame.
  • 37. Identificação • NOME; • REGISTRO; • TIPO DE MATERIAL; • DATA; • LOCAL; • HORA; • ASSINATURA.
  • 39. Indicação • É o exame feito para detectar a presença de microorganismos no escarro.
  • 40. Execução da técnica • Orientar o paciente sobre a finalidade do exame e o método para coleta do material; • Lavar as mãos; • Preparar o material necessário, identificar o frasco e levar ao quarto/enfermaria; • Orientar a higiene oral somente com água, sem anti- séptico, antes da coleta; • Orientar que o material deve ser escarrado e não cuspido; • Fornecer o frasco. Orientar o paciente a tossir profundamente e expectorar (escarrar) no recipiente, fechando-o em seguida; • Lavar as mãos; • Encaminhar ao laboratório; • Realizar anotação de enfermagem.
  • 41. OSERVAÇÕES 1. Deve ser colhido pela manhã, em jejum, após uma higiene oral simples; 2. O volume não é importante, 1 a 3 ml de material purulento ou mucopurulento é suficiente; 3. Se o paciente for fumante, coletar o escarro antes que o mesmo fume; 4. Caso o paciente apresente tosse improdutiva deve-se colher o material em gaze esterilizada e encaminhá-la, imediatamente, ao laboratório.
  • 43. Exame macroscópico • Peso por 24 horas: 150 a 200g. • Consistência: pastosa a sólida • Forma: cilíndrica • Odor: fecal • Coloração: castanha
  • 44. Principais parasitas • Entamoeba histolytica; • Entamoeba coli; • Endolimax nan; • Iodamoeba butschlii; • Giardia intestinalis; • Chilomastix mesnili; • Trichomonas hominis; • Balantidium coli • Ascaris lumbricóides; • Necator americanus; • Trichuris trichiura; • Estrongyloides stercoralis; • Enterobius vermicularis; • Taenia, sp; • Hymenolepis nana; • Schistosoma mansoni
  • 45. • INDICAÇÃO: • Pesquisa de parasitas; • MATERIAIS NECESSÁRIOS: • Recipiente específico; • Comadre; • Espátula; • Fita adesiva. Parasitológico de fezes
  • 46. Execução da técnica • Orientar o paciente sobre a finalidade do exame e o método para coleta do material; • Lavar as mãos; • Preparar o material necessário, identificar o frasco e levar ao quarto/enfermaria; • Encaminhar o paciente ao banheiro, fornecendo a comadre e frasco coletor; • Orientar ao paciente para colher as fezes com auxílio da espátula, colocar no recipiente e fecha-lo; • Orientar ao paciente a lavar as mãos assim que terminar de coletar o material; • Lavar as mãos; • Encaminhar ao laboratório; • Realizar anotação de enfermagem
  • 48. • Orientar o paciente sobre a finalidade do exame e o método para coleta do material; • Lavar as mãos; • Preparar o material necessário, identificar o frasco e levar ao quarto/enfermaria; • Encaminhar o paciente ao banheiro, fornecendo a comadre; • Coletar com cotonete específico a porção média das fezes que não tenha entrado em contato com a comadre; • Lavar as mãos, encaminhar ao laboratório e realizar anotação de enfermagem. Execução da técnica
  • 49. Referências • MACHADO, A. M. O.; ANDRIOLO, A. Dados laboratoriais mais frequentes para o raciocínio clínico. In: BARROS, A. L. B. L. et all. Anamnese e exame físico. Porto Alegre: Artmed, 2002, cap. 16.