SlideShare uma empresa Scribd logo
Tópico 11
Melhorar a segurança no uso
de medicação
1Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
1
Razões
 O uso de medicação tem se tornado progressivamente
complexo hoje em dia
 O erro de medicação é a maior causa de dano ao
paciente passível de prevenção
 Como futuros profissionais de saúde, você vai
desempenhar um importante papel em tornar seguro o
uso de medicação
2
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
2
Objetivos pedagógicos
 Fornecer uma revisão sobre segurança em
medicação
 Estimular os estudantes a continuarem a aprender
e praticar as formas de melhorar a segurança no
uso de medicação
3
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
3
Conhecimentos necessários
 Compreender a escala do erro em medicação
 Compreender as etapas envolvidas em um paciente que usa
medicação
 Identificar fatores que contribuem para o erro de medicação
 Aprender como tornar seguro o uso de medicação
 Compreender os benefícios de uma abordagem multidisciplinar
para a segurança na medicação
4
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
4
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
5
Definições (1)
6
 Efeito colateral: um efeito conhecido, distinto do pretendido
inicialmente, relacionado às propriedades farmacológicas de um
medicamento.
 e.g. um efeito colateral comum dos analgésicos opiáceos é a náusea.
 Reação adversa: dano inesperado resultado de uma ação justificada,
quando foi seguido o processo correto para o contexto no qual o evento
ocorreu.
 e.g. reação alérgica inesperada em um paciente que toma uma
medicação pela primeira vez.
 Erro: falha em executar uma ação planejada da forma pretendida ou a
aplicação de um plano incorreto
 Evento adverso: um incidente no qual o paciente sofre dano
Fonte:
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
6
7
Definições (2)
 Evento adverso à droga:
 Pode ser evitado (e.g. o resultado de um erro) ou
 Pode não ser evitado (e.g. o resultado de um evento adverso à droga
ou efeito colateral)
 Uma medicação errada pode resultar em:
 um evento adverso, no qual o paciente sofre dano
 um near miss (quase erro), no qual o paciente quase sofre dano
 nenhum dano, nem real nem potencial.
 Erro de medicação pode ser evitado.
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
7
Etapas do uso de medicação
 Prescrição
 Administração
 Monitoração
Observação: Essas etapas podem ser executadas
por profissionais de saúde ou pelo paciente; e.g.
auto prescrição de medicação livre de receita e
autoadministração em domicílio
8
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
8
A prescrição envolve ...
 Seleção da medicação apropriada para uma
determinada situação, levando em conta fatores
individuais do paciente, como alergias
 Seleção de uma via de administração, dose,
horário e regime
 Comunicação dos detalhes do plano para:
 Quem fará a administração da medicação (prescrever,
transcrever e/ou verbal)
 E o paciente
 Documentação
9
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
9
Como a prescrição pode dar errado
 Conhecimento inadequado acerca de indicações e
contraindicações das drogas
 Não considerar os fatores individuais do paciente, tal como as
alergias, gravidez, comorbidades, outras medicações
 Paciente errado, dose errada, duração errada, via de
administração errada
 Comunicação inadequada (escrita, verbal)
 Documentação - ilegível, incompleto, ambíguo
 Erro matemático durante o cálculo da dose
 Entrada de dados incorretos ao usar prescrição
computadorizada e.g. duplicação, omissão, número errado
10
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
10
Medicações com aparência ou nomes semelhantes
(look-a-like e sound-a-like)
2 exemplos:
 Avanza (Mirtazapina, antidepressivo);
Avandia (Rosiglitazone, para diabetes)
 Celebrex (Celecoxib, anti-inflamatório);
Cerebryx (Fosphenytoina, anticonvulsivante);
Celexa (Citalpram, antidepressivo)
11
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
11
12
Nomenclaturas ambíguas
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
12
Evitar nomenclatura ambígua
13
 Evite zeros à direita
 e.g. escreva 1, não 1.0
 Use zero à esquerda
 e.g. escreva 0.1, não .1
 Conheça a terminologia local
 Escreva com nitidez, imprima, se necessário
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
13
A administração envolve ...
 Obtenção do medicamento num formulário
próprio; pode envolver cálculo, mistura,
marcação ou preparação de alguma forma
 Teste para alergia
 Dar a medicação certa ao paciente certo,
na dose certa, pela via de administração
certa, no momento certo
 Documentação
14
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
14
Como a administração de droga pode dar errado?
15
 Paciente errado
 Via de administração errada
 Momento errado
 Dose errada
 Droga errada
 Omissão, falha de administração
 Documentação inadequada
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
15
Os 5 Rs
16
 Right Drug - Droga certa
 Right Route - Via de administração certa
 Right Time - Momento certo
 Right Dose - Dose certa
 Right Patient - Paciente certo
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
16
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
17
18
A monitoração envolve ...
 Observar o paciente para determinar se a
medicação está funcionando, sendo usada
apropriadamente e não está causando dano ao
paciente
 Documentação
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
18
19
Como a monitoração pode dar errado?
 Falta de monitoramento dos efeitos colaterais
 Administração contínua mesmo quando a droga
não funciona, ou o ciclo está completo
 Suspensão da droga antes de completar o ciclo
 Falta de dosagem dos níveis do medicamento, ou
não acompanhamento
 Falhas de comunicação
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
19
20
Você sabe que drogas necessitam ter seus níveis
monitorados por exames sanguíneos?
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
20
Que pacientes apresentam maior risco de
erros de medicação?
 Pacientes com múltiplas medicações
 Pacientes com outros problemas de saúde, e.g.
insuficiência renal, gestação
 Pacientes que não podem se comunicar bem
 Pacientes que têm mais de um médico
 Pacientes que não têm um papel ativo no uso dos
próprios medicamentos
 Crianças e bebês (cálculos de dose necessários)
21
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
21
Em que situações os profissionais ficam mais
propensos a contribuir para um erro de medicação?
22
 Inexperiência
 Pressa
 Fazer duas coisa ao mesmo tempo
 Interrupções
 Fadiga, tédio, estar no “piloto automático” levando a
falhas de conferência e de dupla conferência
 Falta de hábito de conferência e dupla conferência
 Trabalho em equipe precário e/ou comunicação
deficiente entre colegas
 Relutância para usar auxílios à memória
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
22
Como o local de trabalho pode contribuir
para erros em medicação?
 Ausência de uma cultura de segurança no local de trabalho
 e.g. sistema de notificação deficiente e falha em aprender com
os near misses e eventos adversos do passado
 Ausência de auxílios à memória para os profissionais
 Número inadequado de profissionais
23
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
23
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
24
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
25
Use nomes genéricos e não
nomes comerciais
26
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
26
Detalhe a sua prescrição para cada paciente
Considere:
 Alergias
 Comorbidades (especialmente disfunções hepática e
renal)
 Outras medicações
 Gestação ou lactação
 Superfície corporal do paciente
27
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
27
Aprenda e pratique a coleta de histórias
farmacológicas completas
28
 Inclua nome, dose, via de administração, duração de cada droga
 Pergunte acerca de medicações recentemente suspensas
 Pergunte sobre medicações livres de prescrição, suplementos
alimentares e medicações complementares
 Certifique-se de que o que o paciente toma está na sua lista
 Tenha cuidado especial na transição do cuidado
 Pratique a reconciliação medicamentosa na admissão e na alta
hospitalar
 Muita atenção para as medicações cujo uso você não conhece
 Considere as interações medicamentosas, medicações que podem
ser suspensas e medicações que podem causar efeitos colaterais
 Inclua sempre uma história de alergia
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
28
Conhecer as medicações de alto risco
e tomar precauções
29
 Janela terapêutica justa
 Múltiplas interações com outras medicações
 Medicações potentes
 Dosagens complexas e agendas de monitoração
 Exemplos:
 Anticoagulantes orais
 Insulina
 Agentes quimioterápicos
 Agentes bloqueadores neurológicos
 Antibióticos amino glicosídeos
 Potássio intravenosa
 Medicação de emergência (potente e usado em situações de alta
pressão)
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
29
Fique bem familiarizado com as medicações
que você prescreve
30
 Faça o seu dever de casa a cada medicação que você prescreve
 Quadro sugerido
 Farmacologia
 Indicações
 Contraindicações
 Efeitos colaterais
 Precauções especiais
 Dose e administração
 Regime
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
30
Use auxiliares à memória
31
 Manuais
 Dispositivos digitais pessoais
 Programas computadorizados, prescrições eletrônicas
 Protocolos
 Libere seu cérebro para solucionar problemas ao invés de ocupá-lo
com fatos e dados que podem ser guardados em outro lugar
 Buscar respostas se não tem certeza é a marca de uma prática
segura e não de incompetência!
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
31
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
32
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
33
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
34
35
Desenvolva hábitos de verificação (2)
Algumas máximas úteis ...
 Medicamentos sem rótulo devem ser descartados
 Nunca administre um medicamento a menos que você
tenha 100% de certeza do que se trata
 A prática leva à perfeição
Comece agora mesmo a desenvolver hábitos de verificação!
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
35
Incentive os pacientes a se
envolverem ativamente no processo
36
 Ao prescrever um novo medicamento, forneça aos
pacientes as seguintes informações:
 Nome, propósito e ação do medicamento
 A dose, a via e o cronograma de administração da medicação
 Instruções especiais, informações e precauções
 Efeitos colaterais comuns e interações
 Como os efeitos da medicação serão monitorados
 Incentive os pacientes a manterem o registro escrito das
medicações
 Incentive seus pacientes a apresentarem esta informação em
qualquer consulta médica
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
36
Notifique e aprenda com
erros de medicação
37
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
37
Habilidades práticas seguras para estudantes
desenvolverem e praticarem
38
 Ao aprender e praticar habilidades que envolvam o uso de
medicação, considere o perigo potencial para o paciente e
o que se pode fazer para ampliar a segurança do paciente
 Conhecer a segurança de medicação impactará a sua
forma de:
 Prescrever, documentar e administrar medicação
 Usar auxiliares à memória e fazer cálculos de drogas
 Elaborar histórias sobre medicamentos e alergias
 Comunicar-se com seus colegas
 Envolver e educar os pacientes sobre sua medicações
 Aprender com os erros e near misses (quase erros)
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
38
Resumo
39
 Medicações podem melhorar muito a saúde quando
usadas com sabedoria e corretamente
 Os erros de medicação ainda são comuns e causam
sofrimento humano que pode ser evitado e causa custo
financeiro
 Lembre-se que usar medicações para ajudar pacientes não
é uma atividade isenta de risco
 Conheça as suas responsabilidades e trabalhe arduamente
para que o uso de medicação seja seguro para seus
pacientes
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
39
40
Para discussão
 Você sabe de algum incidente no qual um paciente sofreu
algum dano por medicação?
 Descreva o que aconteceu
 A situação foi resultado de um efeito colateral, reação
adversa à droga ou erro de medicação?
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
40
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
41
42
Erros de cálculo (2)
 Você é capaz de responder à seguinte pergunta?
Um paciente necessita de 300 microgramas de uma
medicação que vem em uma ampola contendo 1 mg da droga.
Que volume você vai retirar para injetar?
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
42
Caso exemplo (1)
43
 Um homem de 74 anos consultou um médico do posto de
saúde para tratamento de uma recaída de angina estável
 O médico não vira este paciente antes e anotou a sua
anamnese e história farmacológica
 Constatou que o paciente estava em bom estado de saúde e
que tomava somente remédios para dores de cabeça
 O paciente não conseguiu lembrar o nome do remédio para
dor de cabeça
 O médico deduziu que fosse um analgésico que o paciente
tomava sempre que tinha dor de cabeça
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
43
44
Caso exemplo (2)
 No entanto, o medicamento era, na verdade, um
betabloqueador que o paciente tomava todo dia para
enxaqueca; um outro médico havia prescrito essa
medicação
 O médico iniciou o tratamento com aspirina e um outro
betabloqueador para a angina
 Depois de começar a usar a nova medicação, o paciente
desenvolveu bradicardia e hipotensão postural
 Infelizmente, ele sofreu uma queda três dias depois devido
à tontura que sentia ao ficar em pé e fraturou o quadril
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
44
45
Que fatores contribuíram para esse
erro de medicação?
 Duas drogas da mesma classe prescritas, sem conhecimento com
potencialização dos efeitos colaterais
 O paciente não estava bem informado acerca de suas
medicações
 O paciente não levou a lista de medicações com ele na consulta
médica
 O médico não detalhou suficientemente a história medicamentosa
 Dois médicos prescrevem para o mesmo paciente
 O paciente pode não ter sido avisado dos efeitos colaterais e o
que fazer se eles ocorrerem
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
45
Como essa situação poderia
ter sido evitada?
46
 Em relação à educação do paciente:
 Medicação regular
 Potenciais efeitos colaterais
 A importância de se envolver ativamente com
seu próprio cuidado - e.g. tendo uma lista de
medicação
 História medicamentosa mais detalhada
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
46
47
Caso (1)
 Uma mulher de 38 anos procurou um hospital por causa de
vermelhidão facial com edema e prurido que aparecera
fazia 20 minutos; ela tinha um histórico de reações
alérgicas graves
 Um enfermeiro preparou 10 ml de 1:10.000 de adrenalina
(epinefrina) em uma seringa de 10 ml (1 mg no total) e
deixou na mesa ao lado do leito pronta para uso, caso o
médico pedisse
 Entretanto, o médico inseriu um acesso intravenoso
 O médico viu a seringa de 10 ml de um fluido claro que o
enfermeiro tinha preparado e deduziu que fosse solução
fisiológica
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
47
48
Caso (2)
 Não houve comunicação entre o médico e o enfermeiro nesse
momento
 O médico administrou todo os 10 ml de adrenalina, (epinefrina)
pelo acesso intravenoso pensando estar usando a solução
fisiológica para limpar a sonda.
 De repente, a paciente começou a ficar agitada e ansiosa, ficou
taquicárdica e, em seguida, ficou inconsciente e sem pulso.
 Descobriu-se que estava tendo uma taquicardia ventricular, foi
ressuscitada e, felizmente, recuperou-se bem.
 A dose recomendada de adrenalina (epinefrina) para os casos de
anafilaxia é de 0.3-0.5 mg por via intramuscular. Essa paciente
recebeu 1mg por via intravenosa.
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
48
Você é capaz de identificar os fatores que
contribuíram para esse erro?
49
 Suposições
 Falta de comunicação
 Seringa sem rótulo
 Administrar uma substância sem a verificação e a
dupla verificação do que se trata
 Falta de cuidado com uma medicação potente
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
49
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
50
51
Estudo de caso (1)
 Um paciente deu início ao uso de um anticoagulante
oral em um hospital para tratamento de uma trombose
venosa profunda, seguida de uma fratura no tornozelo
 A duração do tratamento planejado era de três a seis
meses, entretanto, nem o paciente e nem o médico
tiveram essa informação
 O paciente continuou tomando essa medicação por
vários anos e estava se expondo desnecessariamente
a um risco maior de sangramento associado à
medicação
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
51
52
Estudo de caso (2)
 Prescreveram ao paciente antibióticos para uma
infecção dental
 Nove dias após ele ter começado a tomar o antibiótico,
o paciente começou a se sentir mal com dores nas
costas e hipotensão, como consequência de uma
hemorragia retroperitoneal espontânea e precisou de
hospitalização e transfusão de sangue
 O teste de coagulação sanguínea revelou resultados
extremamente elevados, o antibiótico havia
potencializado o efeito terapêutico do anticoagulante.
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
52
53
Você é capaz de identificar os fatores que
contribuíram para esse erro de medicação?
 Falta de comunicação e da continuidade do cuidado entre o
hospital e a comunidade
 O paciente não foi informado sobre o planejamento para
suspender a medicação
 A interação entre o antibiótico e o anticoagulante não foi
antecipada pelo médico que prescreveu o antibiótico, mesmo
sabendo desse fenômeno
 Falta de monitoração; exames sanguíneos poderiam ter
detectado o efeito do excesso de anticoagulante a tempo de
corrigir o problema
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
53
54
Como esse erro poderia ter sido evitado?
 Comunicação efetiva
 e.g. relatório de alta do hospital para o médico da comunidade
 e.g. Informação ao paciente
 Auxiliares à memória e sistemas de alerta para
auxiliarem os médicos sobre potenciais interações
adversas de drogas
 Estar conscientes de armadilhas comuns de
medicações que você prescreve
 Monitoração de efeitos de medicação quando indicado
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
54
Como o paciente poderia ter evitado
esse erro?
55
Fazendo mais perguntas:
 “Quanto tempo vou precisar dessa nova
medicação?”
 “Este antibiótico vai interagir com minha outra
medicação?”
Como o médico pode estimular o paciente a
fazer mais perguntas?
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
55

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Medicação sem danos: o terceiro desafio global da OMS
Medicação sem danos: o terceiro desafio global da OMSMedicação sem danos: o terceiro desafio global da OMS
Medicação sem danos: o terceiro desafio global da OMS
Proqualis
 
Segurança do paciente
Segurança do pacienteSegurança do paciente
Segurança do paciente
Centro Universitário Ages
 
Infecção hospitalar
Infecção hospitalarInfecção hospitalar
Infecção hospitalar
Rafaela Carvalho
 
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Will Nunes
 
Técnicas basicas de enfermagem.direitos dos pacientes
Técnicas basicas de enfermagem.direitos dos pacientesTécnicas basicas de enfermagem.direitos dos pacientes
Técnicas basicas de enfermagem.direitos dos pacientes
jaddy xavier
 
Aula Cirurgia Segura Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Aula Cirurgia Segura Hospital Alemão Oswaldo CruzAula Cirurgia Segura Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Aula Cirurgia Segura Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Proqualis
 
Administração de medicamentos
Administração de medicamentosAdministração de medicamentos
Administração de medicamentos
Janaína Lassala
 
Farmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagemFarmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagem
Ana Hollanders
 
Segurança do paciente e gerencimento de risco (slide)
Segurança do paciente e gerencimento de risco (slide)Segurança do paciente e gerencimento de risco (slide)
Segurança do paciente e gerencimento de risco (slide)
JONAS ARAUJO
 
Administração de injetáveis.pptx
Administração de injetáveis.pptxAdministração de injetáveis.pptx
Administração de injetáveis.pptx
LarissaCampos96
 
Aula higienização das mãos
Aula higienização das mãosAula higienização das mãos
Aula higienização das mãos
Proqualis
 
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Proqualis
 
Aula de imunização intensivo Estado
Aula de imunização intensivo EstadoAula de imunização intensivo Estado
Aula de imunização intensivo Estado
Ismael Costa
 
Aula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergênciaAula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergência
Ricardo Augusto
 
Apresentação administração de medicamentos (1)
Apresentação administração de medicamentos (1)Apresentação administração de medicamentos (1)
Apresentação administração de medicamentos (1)
ANDRESSA POUBEL
 
Fundamentos de enfermagem
Fundamentos de enfermagemFundamentos de enfermagem
Fundamentos de enfermagem
Jardiel7
 
Introdução a farmacologia (tec. enfermagem)
Introdução a farmacologia (tec. enfermagem)Introdução a farmacologia (tec. enfermagem)
Introdução a farmacologia (tec. enfermagem)
Renato Santos
 
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTEA IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
Rubens De Fraga Junior
 
8 infecção hospitalar e ccih
8   infecção hospitalar e ccih8   infecção hospitalar e ccih
8 infecção hospitalar e ccih
Larissa Paulo
 
Complicações em Terapia Intravenosa
Complicações em Terapia IntravenosaComplicações em Terapia Intravenosa

Mais procurados (20)

Medicação sem danos: o terceiro desafio global da OMS
Medicação sem danos: o terceiro desafio global da OMSMedicação sem danos: o terceiro desafio global da OMS
Medicação sem danos: o terceiro desafio global da OMS
 
Segurança do paciente
Segurança do pacienteSegurança do paciente
Segurança do paciente
 
Infecção hospitalar
Infecção hospitalarInfecção hospitalar
Infecção hospitalar
 
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
 
Técnicas basicas de enfermagem.direitos dos pacientes
Técnicas basicas de enfermagem.direitos dos pacientesTécnicas basicas de enfermagem.direitos dos pacientes
Técnicas basicas de enfermagem.direitos dos pacientes
 
Aula Cirurgia Segura Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Aula Cirurgia Segura Hospital Alemão Oswaldo CruzAula Cirurgia Segura Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Aula Cirurgia Segura Hospital Alemão Oswaldo Cruz
 
Administração de medicamentos
Administração de medicamentosAdministração de medicamentos
Administração de medicamentos
 
Farmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagemFarmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagem
 
Segurança do paciente e gerencimento de risco (slide)
Segurança do paciente e gerencimento de risco (slide)Segurança do paciente e gerencimento de risco (slide)
Segurança do paciente e gerencimento de risco (slide)
 
Administração de injetáveis.pptx
Administração de injetáveis.pptxAdministração de injetáveis.pptx
Administração de injetáveis.pptx
 
Aula higienização das mãos
Aula higienização das mãosAula higienização das mãos
Aula higienização das mãos
 
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
 
Aula de imunização intensivo Estado
Aula de imunização intensivo EstadoAula de imunização intensivo Estado
Aula de imunização intensivo Estado
 
Aula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergênciaAula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergência
 
Apresentação administração de medicamentos (1)
Apresentação administração de medicamentos (1)Apresentação administração de medicamentos (1)
Apresentação administração de medicamentos (1)
 
Fundamentos de enfermagem
Fundamentos de enfermagemFundamentos de enfermagem
Fundamentos de enfermagem
 
Introdução a farmacologia (tec. enfermagem)
Introdução a farmacologia (tec. enfermagem)Introdução a farmacologia (tec. enfermagem)
Introdução a farmacologia (tec. enfermagem)
 
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTEA IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
 
8 infecção hospitalar e ccih
8   infecção hospitalar e ccih8   infecção hospitalar e ccih
8 infecção hospitalar e ccih
 
Complicações em Terapia Intravenosa
Complicações em Terapia IntravenosaComplicações em Terapia Intravenosa
Complicações em Terapia Intravenosa
 

Semelhante a Melhorar a segurança no uso de medicação - Tópico 11_Guia Curricular da OMS

boas-praticas-recomendadas-para-o-cuidado-seguro-na-administracao-de-medicame...
boas-praticas-recomendadas-para-o-cuidado-seguro-na-administracao-de-medicame...boas-praticas-recomendadas-para-o-cuidado-seguro-na-administracao-de-medicame...
boas-praticas-recomendadas-para-o-cuidado-seguro-na-administracao-de-medicame...
LuanMiguelCosta
 
Praticas-Seguras-na-Dispensacao-de-Medicamentos.pptx
Praticas-Seguras-na-Dispensacao-de-Medicamentos.pptxPraticas-Seguras-na-Dispensacao-de-Medicamentos.pptx
Praticas-Seguras-na-Dispensacao-de-Medicamentos.pptx
Nayara921526
 
praticas-seguras-na-dispensacao-de-medicamentos-230630180632-43dcaa83.pdf
praticas-seguras-na-dispensacao-de-medicamentos-230630180632-43dcaa83.pdfpraticas-seguras-na-dispensacao-de-medicamentos-230630180632-43dcaa83.pdf
praticas-seguras-na-dispensacao-de-medicamentos-230630180632-43dcaa83.pdf
MarcioCruz62
 
Eventos Adversos a Medicamentos-aula (1).ppt
Eventos Adversos a Medicamentos-aula (1).pptEventos Adversos a Medicamentos-aula (1).ppt
Eventos Adversos a Medicamentos-aula (1).ppt
anaadreis
 
Eventos adversos a medicamentos
Eventos adversos a medicamentosEventos adversos a medicamentos
Eventos adversos a medicamentos
Proqualis
 
Administração-de-medicamentos.pptx enffermagem
Administração-de-medicamentos.pptx enffermagemAdministração-de-medicamentos.pptx enffermagem
Administração-de-medicamentos.pptx enffermagem
LuanMiguelCosta
 
Protocolo de prescrição de Medicamentos
Protocolo de  prescrição de MedicamentosProtocolo de  prescrição de Medicamentos
Protocolo de prescrição de Medicamentos
Socorro Carneiro
 
Erros de medicação Prof° Gilberto de Jesus
 Erros de medicação Prof° Gilberto de Jesus Erros de medicação Prof° Gilberto de Jesus
Erros de medicação Prof° Gilberto de Jesus
Gilberto de Jesus
 
8901
89018901
8901
Mlopes008
 
Medicamento Isento de Prescrição - Palestra Crf
Medicamento Isento de Prescrição -   Palestra CrfMedicamento Isento de Prescrição -   Palestra Crf
Medicamento Isento de Prescrição - Palestra Crf
Marcelo Polacow Bisson
 
Enfermagem ADM e Drogas
Enfermagem ADM e DrogasEnfermagem ADM e Drogas
Enfermagem ADM e Drogas
Viviane Campos
 
Uso Seguro de Medicamentos em Neonatologia: Prescrição
Uso Seguro de Medicamentos em Neonatologia: PrescriçãoUso Seguro de Medicamentos em Neonatologia: Prescrição
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptxAula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
NadjaAndrade5
 
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptxAula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
NadjaAndrade5
 
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptxAula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
NadjaAndrade5
 
Aula 2 prm
Aula 2   prmAula 2   prm
VIA DE ADM DE MEDICAMENTOS.ppt
VIA DE ADM DE MEDICAMENTOS.pptVIA DE ADM DE MEDICAMENTOS.ppt
VIA DE ADM DE MEDICAMENTOS.ppt
FabianaAlessandro2
 
Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP
Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP
Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Silvia Helena de Bortoli Cassiani
Silvia Helena de Bortoli CassianiSilvia Helena de Bortoli Cassiani
Silvia Helena de Bortoli Cassiani
Sobragen-VIIIEnenge
 
aula 1 - conceitos.pptx
aula 1 - conceitos.pptxaula 1 - conceitos.pptx
aula 1 - conceitos.pptx
MayaraPereira87
 

Semelhante a Melhorar a segurança no uso de medicação - Tópico 11_Guia Curricular da OMS (20)

boas-praticas-recomendadas-para-o-cuidado-seguro-na-administracao-de-medicame...
boas-praticas-recomendadas-para-o-cuidado-seguro-na-administracao-de-medicame...boas-praticas-recomendadas-para-o-cuidado-seguro-na-administracao-de-medicame...
boas-praticas-recomendadas-para-o-cuidado-seguro-na-administracao-de-medicame...
 
Praticas-Seguras-na-Dispensacao-de-Medicamentos.pptx
Praticas-Seguras-na-Dispensacao-de-Medicamentos.pptxPraticas-Seguras-na-Dispensacao-de-Medicamentos.pptx
Praticas-Seguras-na-Dispensacao-de-Medicamentos.pptx
 
praticas-seguras-na-dispensacao-de-medicamentos-230630180632-43dcaa83.pdf
praticas-seguras-na-dispensacao-de-medicamentos-230630180632-43dcaa83.pdfpraticas-seguras-na-dispensacao-de-medicamentos-230630180632-43dcaa83.pdf
praticas-seguras-na-dispensacao-de-medicamentos-230630180632-43dcaa83.pdf
 
Eventos Adversos a Medicamentos-aula (1).ppt
Eventos Adversos a Medicamentos-aula (1).pptEventos Adversos a Medicamentos-aula (1).ppt
Eventos Adversos a Medicamentos-aula (1).ppt
 
Eventos adversos a medicamentos
Eventos adversos a medicamentosEventos adversos a medicamentos
Eventos adversos a medicamentos
 
Administração-de-medicamentos.pptx enffermagem
Administração-de-medicamentos.pptx enffermagemAdministração-de-medicamentos.pptx enffermagem
Administração-de-medicamentos.pptx enffermagem
 
Protocolo de prescrição de Medicamentos
Protocolo de  prescrição de MedicamentosProtocolo de  prescrição de Medicamentos
Protocolo de prescrição de Medicamentos
 
Erros de medicação Prof° Gilberto de Jesus
 Erros de medicação Prof° Gilberto de Jesus Erros de medicação Prof° Gilberto de Jesus
Erros de medicação Prof° Gilberto de Jesus
 
8901
89018901
8901
 
Medicamento Isento de Prescrição - Palestra Crf
Medicamento Isento de Prescrição -   Palestra CrfMedicamento Isento de Prescrição -   Palestra Crf
Medicamento Isento de Prescrição - Palestra Crf
 
Enfermagem ADM e Drogas
Enfermagem ADM e DrogasEnfermagem ADM e Drogas
Enfermagem ADM e Drogas
 
Uso Seguro de Medicamentos em Neonatologia: Prescrição
Uso Seguro de Medicamentos em Neonatologia: PrescriçãoUso Seguro de Medicamentos em Neonatologia: Prescrição
Uso Seguro de Medicamentos em Neonatologia: Prescrição
 
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptxAula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
 
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptxAula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
 
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptxAula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
Aula 9 Cuidados com Medicação e administração..pptx
 
Aula 2 prm
Aula 2   prmAula 2   prm
Aula 2 prm
 
VIA DE ADM DE MEDICAMENTOS.ppt
VIA DE ADM DE MEDICAMENTOS.pptVIA DE ADM DE MEDICAMENTOS.ppt
VIA DE ADM DE MEDICAMENTOS.ppt
 
Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP
Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP
Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP
 
Silvia Helena de Bortoli Cassiani
Silvia Helena de Bortoli CassianiSilvia Helena de Bortoli Cassiani
Silvia Helena de Bortoli Cassiani
 
aula 1 - conceitos.pptx
aula 1 - conceitos.pptxaula 1 - conceitos.pptx
aula 1 - conceitos.pptx
 

Mais de Proqualis

Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Proqualis
 
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Proqualis
 
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Proqualis
 
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Proqualis
 
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Proqualis
 
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Den...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Den...Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Den...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Den...
Proqualis
 
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mar...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mar...Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mar...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mar...
Proqualis
 
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mag...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mag...Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mag...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mag...
Proqualis
 
Aula sobre aspectos psicossociais do parto e nascimento e a segurança do paci...
Aula sobre aspectos psicossociais do parto e nascimento e a segurança do paci...Aula sobre aspectos psicossociais do parto e nascimento e a segurança do paci...
Aula sobre aspectos psicossociais do parto e nascimento e a segurança do paci...
Proqualis
 
Aula sobre aspectos psicológicos da gestação, parto e pós-parto - Giana Frizzo
Aula sobre aspectos psicológicos da gestação, parto e pós-parto - Giana FrizzoAula sobre aspectos psicológicos da gestação, parto e pós-parto - Giana Frizzo
Aula sobre aspectos psicológicos da gestação, parto e pós-parto - Giana Frizzo
Proqualis
 
Aula - Gestão de riscos na atenção hospitalar no contexto da covid-19 - Ricar...
Aula - Gestão de riscos na atenção hospitalar no contexto da covid-19 - Ricar...Aula - Gestão de riscos na atenção hospitalar no contexto da covid-19 - Ricar...
Aula - Gestão de riscos na atenção hospitalar no contexto da covid-19 - Ricar...
Proqualis
 
Aula sobre mortalidade por Covid-19 na gestação e puerpério - Rossana Francisco
Aula sobre mortalidade por Covid-19 na gestação e puerpério - Rossana FranciscoAula sobre mortalidade por Covid-19 na gestação e puerpério - Rossana Francisco
Aula sobre mortalidade por Covid-19 na gestação e puerpério - Rossana Francisco
Proqualis
 
Aula sobre mortalidade por Covid-19 em UTIs brasileiras - Adriano Massuda
Aula sobre mortalidade por Covid-19 em UTIs brasileiras - Adriano MassudaAula sobre mortalidade por Covid-19 em UTIs brasileiras - Adriano Massuda
Aula sobre mortalidade por Covid-19 em UTIs brasileiras - Adriano Massuda
Proqualis
 
Aula 3: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Mario...
Aula 3: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Mario...Aula 3: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Mario...
Aula 3: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Mario...
Proqualis
 
Aula 2: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Helai...
Aula 2: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Helai...Aula 2: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Helai...
Aula 2: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Helai...
Proqualis
 
Aula 1: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Sandr...
Aula 1: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Sandr...Aula 1: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Sandr...
Aula 1: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Sandr...
Proqualis
 
Aula - A comunicação no contexto da pandemia de Covid-19
Aula - A comunicação no contexto da pandemia de Covid-19Aula - A comunicação no contexto da pandemia de Covid-19
Aula - A comunicação no contexto da pandemia de Covid-19
Proqualis
 
Aula - Segurança do paciente e vigilância em saúde na rede EBSERH durante a p...
Aula - Segurança do paciente e vigilância em saúde na rede EBSERH durante a p...Aula - Segurança do paciente e vigilância em saúde na rede EBSERH durante a p...
Aula - Segurança do paciente e vigilância em saúde na rede EBSERH durante a p...
Proqualis
 
Aula: Prevenção de lesão por pressão na assistência à Covid-19
Aula: Prevenção de lesão por pressão na assistência à Covid-19Aula: Prevenção de lesão por pressão na assistência à Covid-19
Aula: Prevenção de lesão por pressão na assistência à Covid-19
Proqualis
 
Aula: Segurança e saúde do trabalhador no contexto da pandemia de Covid-19
Aula: Segurança e saúde do trabalhador no contexto da pandemia de Covid-19Aula: Segurança e saúde do trabalhador no contexto da pandemia de Covid-19
Aula: Segurança e saúde do trabalhador no contexto da pandemia de Covid-19
Proqualis
 

Mais de Proqualis (20)

Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
 
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
 
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
 
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
 
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
Aula: Contribuição das Comissões de Revisão de Prontuário e Análise de Óbito ...
 
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Den...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Den...Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Den...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Den...
 
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mar...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mar...Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mar...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mar...
 
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mag...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mag...Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mag...
Aula sobre Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente - por Mag...
 
Aula sobre aspectos psicossociais do parto e nascimento e a segurança do paci...
Aula sobre aspectos psicossociais do parto e nascimento e a segurança do paci...Aula sobre aspectos psicossociais do parto e nascimento e a segurança do paci...
Aula sobre aspectos psicossociais do parto e nascimento e a segurança do paci...
 
Aula sobre aspectos psicológicos da gestação, parto e pós-parto - Giana Frizzo
Aula sobre aspectos psicológicos da gestação, parto e pós-parto - Giana FrizzoAula sobre aspectos psicológicos da gestação, parto e pós-parto - Giana Frizzo
Aula sobre aspectos psicológicos da gestação, parto e pós-parto - Giana Frizzo
 
Aula - Gestão de riscos na atenção hospitalar no contexto da covid-19 - Ricar...
Aula - Gestão de riscos na atenção hospitalar no contexto da covid-19 - Ricar...Aula - Gestão de riscos na atenção hospitalar no contexto da covid-19 - Ricar...
Aula - Gestão de riscos na atenção hospitalar no contexto da covid-19 - Ricar...
 
Aula sobre mortalidade por Covid-19 na gestação e puerpério - Rossana Francisco
Aula sobre mortalidade por Covid-19 na gestação e puerpério - Rossana FranciscoAula sobre mortalidade por Covid-19 na gestação e puerpério - Rossana Francisco
Aula sobre mortalidade por Covid-19 na gestação e puerpério - Rossana Francisco
 
Aula sobre mortalidade por Covid-19 em UTIs brasileiras - Adriano Massuda
Aula sobre mortalidade por Covid-19 em UTIs brasileiras - Adriano MassudaAula sobre mortalidade por Covid-19 em UTIs brasileiras - Adriano Massuda
Aula sobre mortalidade por Covid-19 em UTIs brasileiras - Adriano Massuda
 
Aula 3: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Mario...
Aula 3: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Mario...Aula 3: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Mario...
Aula 3: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Mario...
 
Aula 2: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Helai...
Aula 2: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Helai...Aula 2: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Helai...
Aula 2: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Helai...
 
Aula 1: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Sandr...
Aula 1: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Sandr...Aula 1: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Sandr...
Aula 1: Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação contra Covid-19 - Sandr...
 
Aula - A comunicação no contexto da pandemia de Covid-19
Aula - A comunicação no contexto da pandemia de Covid-19Aula - A comunicação no contexto da pandemia de Covid-19
Aula - A comunicação no contexto da pandemia de Covid-19
 
Aula - Segurança do paciente e vigilância em saúde na rede EBSERH durante a p...
Aula - Segurança do paciente e vigilância em saúde na rede EBSERH durante a p...Aula - Segurança do paciente e vigilância em saúde na rede EBSERH durante a p...
Aula - Segurança do paciente e vigilância em saúde na rede EBSERH durante a p...
 
Aula: Prevenção de lesão por pressão na assistência à Covid-19
Aula: Prevenção de lesão por pressão na assistência à Covid-19Aula: Prevenção de lesão por pressão na assistência à Covid-19
Aula: Prevenção de lesão por pressão na assistência à Covid-19
 
Aula: Segurança e saúde do trabalhador no contexto da pandemia de Covid-19
Aula: Segurança e saúde do trabalhador no contexto da pandemia de Covid-19Aula: Segurança e saúde do trabalhador no contexto da pandemia de Covid-19
Aula: Segurança e saúde do trabalhador no contexto da pandemia de Covid-19
 

Último

higienização de espaços e equipamentos
higienização de    espaços e equipamentoshigienização de    espaços e equipamentos
higienização de espaços e equipamentos
Manuel Pacheco Vieira
 
3° Aula.ppt historia do Sistema Unico de Saude
3° Aula.ppt historia do Sistema Unico de Saude3° Aula.ppt historia do Sistema Unico de Saude
3° Aula.ppt historia do Sistema Unico de Saude
WilberthLincoln1
 
8. Medicamentos que atuam no Sistema Endócrino.pdf
8. Medicamentos que atuam no Sistema Endócrino.pdf8. Medicamentos que atuam no Sistema Endócrino.pdf
8. Medicamentos que atuam no Sistema Endócrino.pdf
jhordana1
 
Teoria de enfermagem de Callista Roy.pdf
Teoria de enfermagem de Callista Roy.pdfTeoria de enfermagem de Callista Roy.pdf
Teoria de enfermagem de Callista Roy.pdf
jhordana1
 
Principios do treinamento desportivo. Ed Física
Principios do treinamento desportivo. Ed FísicaPrincipios do treinamento desportivo. Ed Física
Principios do treinamento desportivo. Ed Física
AllanNovais4
 
AULA BANHO NO LEITO DE ENFERMAGEM...pptx
AULA BANHO NO LEITO DE ENFERMAGEM...pptxAULA BANHO NO LEITO DE ENFERMAGEM...pptx
AULA BANHO NO LEITO DE ENFERMAGEM...pptx
DiegoFernandes857616
 
doenças transmitidas pelas arboviroses ARBOVIROSES - GALGON.pptx
doenças transmitidas pelas arboviroses ARBOVIROSES - GALGON.pptxdoenças transmitidas pelas arboviroses ARBOVIROSES - GALGON.pptx
doenças transmitidas pelas arboviroses ARBOVIROSES - GALGON.pptx
ccursog
 
Bioquímica [Salvo automaticamente] [Salvo automaticamente].pptx
Bioquímica [Salvo automaticamente] [Salvo automaticamente].pptxBioquímica [Salvo automaticamente] [Salvo automaticamente].pptx
Bioquímica [Salvo automaticamente] [Salvo automaticamente].pptx
BeatrizLittig1
 
643727227-7233-Afetvidade-e-sexualidade-das-pessoas-com-deficie-ncia-mental.pptx
643727227-7233-Afetvidade-e-sexualidade-das-pessoas-com-deficie-ncia-mental.pptx643727227-7233-Afetvidade-e-sexualidade-das-pessoas-com-deficie-ncia-mental.pptx
643727227-7233-Afetvidade-e-sexualidade-das-pessoas-com-deficie-ncia-mental.pptx
SusanaMatos22
 
Historia de FLORENCE NIGHTINGALE na enfermagem
Historia de FLORENCE NIGHTINGALE na enfermagemHistoria de FLORENCE NIGHTINGALE na enfermagem
Historia de FLORENCE NIGHTINGALE na enfermagem
sidneyjmg
 
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA na Enfermagem
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA na EnfermagemMICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA na Enfermagem
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA na Enfermagem
sidneyjmg
 

Último (11)

higienização de espaços e equipamentos
higienização de    espaços e equipamentoshigienização de    espaços e equipamentos
higienização de espaços e equipamentos
 
3° Aula.ppt historia do Sistema Unico de Saude
3° Aula.ppt historia do Sistema Unico de Saude3° Aula.ppt historia do Sistema Unico de Saude
3° Aula.ppt historia do Sistema Unico de Saude
 
8. Medicamentos que atuam no Sistema Endócrino.pdf
8. Medicamentos que atuam no Sistema Endócrino.pdf8. Medicamentos que atuam no Sistema Endócrino.pdf
8. Medicamentos que atuam no Sistema Endócrino.pdf
 
Teoria de enfermagem de Callista Roy.pdf
Teoria de enfermagem de Callista Roy.pdfTeoria de enfermagem de Callista Roy.pdf
Teoria de enfermagem de Callista Roy.pdf
 
Principios do treinamento desportivo. Ed Física
Principios do treinamento desportivo. Ed FísicaPrincipios do treinamento desportivo. Ed Física
Principios do treinamento desportivo. Ed Física
 
AULA BANHO NO LEITO DE ENFERMAGEM...pptx
AULA BANHO NO LEITO DE ENFERMAGEM...pptxAULA BANHO NO LEITO DE ENFERMAGEM...pptx
AULA BANHO NO LEITO DE ENFERMAGEM...pptx
 
doenças transmitidas pelas arboviroses ARBOVIROSES - GALGON.pptx
doenças transmitidas pelas arboviroses ARBOVIROSES - GALGON.pptxdoenças transmitidas pelas arboviroses ARBOVIROSES - GALGON.pptx
doenças transmitidas pelas arboviroses ARBOVIROSES - GALGON.pptx
 
Bioquímica [Salvo automaticamente] [Salvo automaticamente].pptx
Bioquímica [Salvo automaticamente] [Salvo automaticamente].pptxBioquímica [Salvo automaticamente] [Salvo automaticamente].pptx
Bioquímica [Salvo automaticamente] [Salvo automaticamente].pptx
 
643727227-7233-Afetvidade-e-sexualidade-das-pessoas-com-deficie-ncia-mental.pptx
643727227-7233-Afetvidade-e-sexualidade-das-pessoas-com-deficie-ncia-mental.pptx643727227-7233-Afetvidade-e-sexualidade-das-pessoas-com-deficie-ncia-mental.pptx
643727227-7233-Afetvidade-e-sexualidade-das-pessoas-com-deficie-ncia-mental.pptx
 
Historia de FLORENCE NIGHTINGALE na enfermagem
Historia de FLORENCE NIGHTINGALE na enfermagemHistoria de FLORENCE NIGHTINGALE na enfermagem
Historia de FLORENCE NIGHTINGALE na enfermagem
 
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA na Enfermagem
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA na EnfermagemMICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA na Enfermagem
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA na Enfermagem
 

Melhorar a segurança no uso de medicação - Tópico 11_Guia Curricular da OMS

  • 1. Tópico 11 Melhorar a segurança no uso de medicação 1Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 1
  • 2. Razões  O uso de medicação tem se tornado progressivamente complexo hoje em dia  O erro de medicação é a maior causa de dano ao paciente passível de prevenção  Como futuros profissionais de saúde, você vai desempenhar um importante papel em tornar seguro o uso de medicação 2 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 2
  • 3. Objetivos pedagógicos  Fornecer uma revisão sobre segurança em medicação  Estimular os estudantes a continuarem a aprender e praticar as formas de melhorar a segurança no uso de medicação 3 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 3
  • 4. Conhecimentos necessários  Compreender a escala do erro em medicação  Compreender as etapas envolvidas em um paciente que usa medicação  Identificar fatores que contribuem para o erro de medicação  Aprender como tornar seguro o uso de medicação  Compreender os benefícios de uma abordagem multidisciplinar para a segurança na medicação 4 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 4
  • 5. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 5
  • 6. Definições (1) 6  Efeito colateral: um efeito conhecido, distinto do pretendido inicialmente, relacionado às propriedades farmacológicas de um medicamento.  e.g. um efeito colateral comum dos analgésicos opiáceos é a náusea.  Reação adversa: dano inesperado resultado de uma ação justificada, quando foi seguido o processo correto para o contexto no qual o evento ocorreu.  e.g. reação alérgica inesperada em um paciente que toma uma medicação pela primeira vez.  Erro: falha em executar uma ação planejada da forma pretendida ou a aplicação de um plano incorreto  Evento adverso: um incidente no qual o paciente sofre dano Fonte: Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 6
  • 7. 7 Definições (2)  Evento adverso à droga:  Pode ser evitado (e.g. o resultado de um erro) ou  Pode não ser evitado (e.g. o resultado de um evento adverso à droga ou efeito colateral)  Uma medicação errada pode resultar em:  um evento adverso, no qual o paciente sofre dano  um near miss (quase erro), no qual o paciente quase sofre dano  nenhum dano, nem real nem potencial.  Erro de medicação pode ser evitado. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 7
  • 8. Etapas do uso de medicação  Prescrição  Administração  Monitoração Observação: Essas etapas podem ser executadas por profissionais de saúde ou pelo paciente; e.g. auto prescrição de medicação livre de receita e autoadministração em domicílio 8 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 8
  • 9. A prescrição envolve ...  Seleção da medicação apropriada para uma determinada situação, levando em conta fatores individuais do paciente, como alergias  Seleção de uma via de administração, dose, horário e regime  Comunicação dos detalhes do plano para:  Quem fará a administração da medicação (prescrever, transcrever e/ou verbal)  E o paciente  Documentação 9 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 9
  • 10. Como a prescrição pode dar errado  Conhecimento inadequado acerca de indicações e contraindicações das drogas  Não considerar os fatores individuais do paciente, tal como as alergias, gravidez, comorbidades, outras medicações  Paciente errado, dose errada, duração errada, via de administração errada  Comunicação inadequada (escrita, verbal)  Documentação - ilegível, incompleto, ambíguo  Erro matemático durante o cálculo da dose  Entrada de dados incorretos ao usar prescrição computadorizada e.g. duplicação, omissão, número errado 10 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 10
  • 11. Medicações com aparência ou nomes semelhantes (look-a-like e sound-a-like) 2 exemplos:  Avanza (Mirtazapina, antidepressivo); Avandia (Rosiglitazone, para diabetes)  Celebrex (Celecoxib, anti-inflamatório); Cerebryx (Fosphenytoina, anticonvulsivante); Celexa (Citalpram, antidepressivo) 11 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 11
  • 12. 12 Nomenclaturas ambíguas Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 12
  • 13. Evitar nomenclatura ambígua 13  Evite zeros à direita  e.g. escreva 1, não 1.0  Use zero à esquerda  e.g. escreva 0.1, não .1  Conheça a terminologia local  Escreva com nitidez, imprima, se necessário Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 13
  • 14. A administração envolve ...  Obtenção do medicamento num formulário próprio; pode envolver cálculo, mistura, marcação ou preparação de alguma forma  Teste para alergia  Dar a medicação certa ao paciente certo, na dose certa, pela via de administração certa, no momento certo  Documentação 14 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 14
  • 15. Como a administração de droga pode dar errado? 15  Paciente errado  Via de administração errada  Momento errado  Dose errada  Droga errada  Omissão, falha de administração  Documentação inadequada Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 15
  • 16. Os 5 Rs 16  Right Drug - Droga certa  Right Route - Via de administração certa  Right Time - Momento certo  Right Dose - Dose certa  Right Patient - Paciente certo Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 16
  • 17. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 17
  • 18. 18 A monitoração envolve ...  Observar o paciente para determinar se a medicação está funcionando, sendo usada apropriadamente e não está causando dano ao paciente  Documentação Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 18
  • 19. 19 Como a monitoração pode dar errado?  Falta de monitoramento dos efeitos colaterais  Administração contínua mesmo quando a droga não funciona, ou o ciclo está completo  Suspensão da droga antes de completar o ciclo  Falta de dosagem dos níveis do medicamento, ou não acompanhamento  Falhas de comunicação Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 19
  • 20. 20 Você sabe que drogas necessitam ter seus níveis monitorados por exames sanguíneos? Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 20
  • 21. Que pacientes apresentam maior risco de erros de medicação?  Pacientes com múltiplas medicações  Pacientes com outros problemas de saúde, e.g. insuficiência renal, gestação  Pacientes que não podem se comunicar bem  Pacientes que têm mais de um médico  Pacientes que não têm um papel ativo no uso dos próprios medicamentos  Crianças e bebês (cálculos de dose necessários) 21 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 21
  • 22. Em que situações os profissionais ficam mais propensos a contribuir para um erro de medicação? 22  Inexperiência  Pressa  Fazer duas coisa ao mesmo tempo  Interrupções  Fadiga, tédio, estar no “piloto automático” levando a falhas de conferência e de dupla conferência  Falta de hábito de conferência e dupla conferência  Trabalho em equipe precário e/ou comunicação deficiente entre colegas  Relutância para usar auxílios à memória Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 22
  • 23. Como o local de trabalho pode contribuir para erros em medicação?  Ausência de uma cultura de segurança no local de trabalho  e.g. sistema de notificação deficiente e falha em aprender com os near misses e eventos adversos do passado  Ausência de auxílios à memória para os profissionais  Número inadequado de profissionais 23 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 23
  • 24. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 24
  • 25. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 25
  • 26. Use nomes genéricos e não nomes comerciais 26 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 26
  • 27. Detalhe a sua prescrição para cada paciente Considere:  Alergias  Comorbidades (especialmente disfunções hepática e renal)  Outras medicações  Gestação ou lactação  Superfície corporal do paciente 27 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 27
  • 28. Aprenda e pratique a coleta de histórias farmacológicas completas 28  Inclua nome, dose, via de administração, duração de cada droga  Pergunte acerca de medicações recentemente suspensas  Pergunte sobre medicações livres de prescrição, suplementos alimentares e medicações complementares  Certifique-se de que o que o paciente toma está na sua lista  Tenha cuidado especial na transição do cuidado  Pratique a reconciliação medicamentosa na admissão e na alta hospitalar  Muita atenção para as medicações cujo uso você não conhece  Considere as interações medicamentosas, medicações que podem ser suspensas e medicações que podem causar efeitos colaterais  Inclua sempre uma história de alergia Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 28
  • 29. Conhecer as medicações de alto risco e tomar precauções 29  Janela terapêutica justa  Múltiplas interações com outras medicações  Medicações potentes  Dosagens complexas e agendas de monitoração  Exemplos:  Anticoagulantes orais  Insulina  Agentes quimioterápicos  Agentes bloqueadores neurológicos  Antibióticos amino glicosídeos  Potássio intravenosa  Medicação de emergência (potente e usado em situações de alta pressão) Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 29
  • 30. Fique bem familiarizado com as medicações que você prescreve 30  Faça o seu dever de casa a cada medicação que você prescreve  Quadro sugerido  Farmacologia  Indicações  Contraindicações  Efeitos colaterais  Precauções especiais  Dose e administração  Regime Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 30
  • 31. Use auxiliares à memória 31  Manuais  Dispositivos digitais pessoais  Programas computadorizados, prescrições eletrônicas  Protocolos  Libere seu cérebro para solucionar problemas ao invés de ocupá-lo com fatos e dados que podem ser guardados em outro lugar  Buscar respostas se não tem certeza é a marca de uma prática segura e não de incompetência! Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 31
  • 32. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 32
  • 33. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 33
  • 34. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 34
  • 35. 35 Desenvolva hábitos de verificação (2) Algumas máximas úteis ...  Medicamentos sem rótulo devem ser descartados  Nunca administre um medicamento a menos que você tenha 100% de certeza do que se trata  A prática leva à perfeição Comece agora mesmo a desenvolver hábitos de verificação! Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 35
  • 36. Incentive os pacientes a se envolverem ativamente no processo 36  Ao prescrever um novo medicamento, forneça aos pacientes as seguintes informações:  Nome, propósito e ação do medicamento  A dose, a via e o cronograma de administração da medicação  Instruções especiais, informações e precauções  Efeitos colaterais comuns e interações  Como os efeitos da medicação serão monitorados  Incentive os pacientes a manterem o registro escrito das medicações  Incentive seus pacientes a apresentarem esta informação em qualquer consulta médica Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 36
  • 37. Notifique e aprenda com erros de medicação 37 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 37
  • 38. Habilidades práticas seguras para estudantes desenvolverem e praticarem 38  Ao aprender e praticar habilidades que envolvam o uso de medicação, considere o perigo potencial para o paciente e o que se pode fazer para ampliar a segurança do paciente  Conhecer a segurança de medicação impactará a sua forma de:  Prescrever, documentar e administrar medicação  Usar auxiliares à memória e fazer cálculos de drogas  Elaborar histórias sobre medicamentos e alergias  Comunicar-se com seus colegas  Envolver e educar os pacientes sobre sua medicações  Aprender com os erros e near misses (quase erros) Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 38
  • 39. Resumo 39  Medicações podem melhorar muito a saúde quando usadas com sabedoria e corretamente  Os erros de medicação ainda são comuns e causam sofrimento humano que pode ser evitado e causa custo financeiro  Lembre-se que usar medicações para ajudar pacientes não é uma atividade isenta de risco  Conheça as suas responsabilidades e trabalhe arduamente para que o uso de medicação seja seguro para seus pacientes Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 39
  • 40. 40 Para discussão  Você sabe de algum incidente no qual um paciente sofreu algum dano por medicação?  Descreva o que aconteceu  A situação foi resultado de um efeito colateral, reação adversa à droga ou erro de medicação? Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 40
  • 41. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 41
  • 42. 42 Erros de cálculo (2)  Você é capaz de responder à seguinte pergunta? Um paciente necessita de 300 microgramas de uma medicação que vem em uma ampola contendo 1 mg da droga. Que volume você vai retirar para injetar? Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 42
  • 43. Caso exemplo (1) 43  Um homem de 74 anos consultou um médico do posto de saúde para tratamento de uma recaída de angina estável  O médico não vira este paciente antes e anotou a sua anamnese e história farmacológica  Constatou que o paciente estava em bom estado de saúde e que tomava somente remédios para dores de cabeça  O paciente não conseguiu lembrar o nome do remédio para dor de cabeça  O médico deduziu que fosse um analgésico que o paciente tomava sempre que tinha dor de cabeça Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 43
  • 44. 44 Caso exemplo (2)  No entanto, o medicamento era, na verdade, um betabloqueador que o paciente tomava todo dia para enxaqueca; um outro médico havia prescrito essa medicação  O médico iniciou o tratamento com aspirina e um outro betabloqueador para a angina  Depois de começar a usar a nova medicação, o paciente desenvolveu bradicardia e hipotensão postural  Infelizmente, ele sofreu uma queda três dias depois devido à tontura que sentia ao ficar em pé e fraturou o quadril Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 44
  • 45. 45 Que fatores contribuíram para esse erro de medicação?  Duas drogas da mesma classe prescritas, sem conhecimento com potencialização dos efeitos colaterais  O paciente não estava bem informado acerca de suas medicações  O paciente não levou a lista de medicações com ele na consulta médica  O médico não detalhou suficientemente a história medicamentosa  Dois médicos prescrevem para o mesmo paciente  O paciente pode não ter sido avisado dos efeitos colaterais e o que fazer se eles ocorrerem Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 45
  • 46. Como essa situação poderia ter sido evitada? 46  Em relação à educação do paciente:  Medicação regular  Potenciais efeitos colaterais  A importância de se envolver ativamente com seu próprio cuidado - e.g. tendo uma lista de medicação  História medicamentosa mais detalhada Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 46
  • 47. 47 Caso (1)  Uma mulher de 38 anos procurou um hospital por causa de vermelhidão facial com edema e prurido que aparecera fazia 20 minutos; ela tinha um histórico de reações alérgicas graves  Um enfermeiro preparou 10 ml de 1:10.000 de adrenalina (epinefrina) em uma seringa de 10 ml (1 mg no total) e deixou na mesa ao lado do leito pronta para uso, caso o médico pedisse  Entretanto, o médico inseriu um acesso intravenoso  O médico viu a seringa de 10 ml de um fluido claro que o enfermeiro tinha preparado e deduziu que fosse solução fisiológica Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 47
  • 48. 48 Caso (2)  Não houve comunicação entre o médico e o enfermeiro nesse momento  O médico administrou todo os 10 ml de adrenalina, (epinefrina) pelo acesso intravenoso pensando estar usando a solução fisiológica para limpar a sonda.  De repente, a paciente começou a ficar agitada e ansiosa, ficou taquicárdica e, em seguida, ficou inconsciente e sem pulso.  Descobriu-se que estava tendo uma taquicardia ventricular, foi ressuscitada e, felizmente, recuperou-se bem.  A dose recomendada de adrenalina (epinefrina) para os casos de anafilaxia é de 0.3-0.5 mg por via intramuscular. Essa paciente recebeu 1mg por via intravenosa. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 48
  • 49. Você é capaz de identificar os fatores que contribuíram para esse erro? 49  Suposições  Falta de comunicação  Seringa sem rótulo  Administrar uma substância sem a verificação e a dupla verificação do que se trata  Falta de cuidado com uma medicação potente Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 49
  • 50. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 50
  • 51. 51 Estudo de caso (1)  Um paciente deu início ao uso de um anticoagulante oral em um hospital para tratamento de uma trombose venosa profunda, seguida de uma fratura no tornozelo  A duração do tratamento planejado era de três a seis meses, entretanto, nem o paciente e nem o médico tiveram essa informação  O paciente continuou tomando essa medicação por vários anos e estava se expondo desnecessariamente a um risco maior de sangramento associado à medicação Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 51
  • 52. 52 Estudo de caso (2)  Prescreveram ao paciente antibióticos para uma infecção dental  Nove dias após ele ter começado a tomar o antibiótico, o paciente começou a se sentir mal com dores nas costas e hipotensão, como consequência de uma hemorragia retroperitoneal espontânea e precisou de hospitalização e transfusão de sangue  O teste de coagulação sanguínea revelou resultados extremamente elevados, o antibiótico havia potencializado o efeito terapêutico do anticoagulante. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 52
  • 53. 53 Você é capaz de identificar os fatores que contribuíram para esse erro de medicação?  Falta de comunicação e da continuidade do cuidado entre o hospital e a comunidade  O paciente não foi informado sobre o planejamento para suspender a medicação  A interação entre o antibiótico e o anticoagulante não foi antecipada pelo médico que prescreveu o antibiótico, mesmo sabendo desse fenômeno  Falta de monitoração; exames sanguíneos poderiam ter detectado o efeito do excesso de anticoagulante a tempo de corrigir o problema Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 53
  • 54. 54 Como esse erro poderia ter sido evitado?  Comunicação efetiva  e.g. relatório de alta do hospital para o médico da comunidade  e.g. Informação ao paciente  Auxiliares à memória e sistemas de alerta para auxiliarem os médicos sobre potenciais interações adversas de drogas  Estar conscientes de armadilhas comuns de medicações que você prescreve  Monitoração de efeitos de medicação quando indicado Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 54
  • 55. Como o paciente poderia ter evitado esse erro? 55 Fazendo mais perguntas:  “Quanto tempo vou precisar dessa nova medicação?”  “Este antibiótico vai interagir com minha outra medicação?” Como o médico pode estimular o paciente a fazer mais perguntas? Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 55