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Uso de medicamentos e outras substâncias
pela mulher durante a amamentação
Departamento Científico de Aleitamento Materno
Presidente: Elsa Regina Justo Giugliani
Secretária: Graciete Oliveira Vieira
Conselho Científico: Carmen Lúcia Leal Ferreira Elias, Claudete Teixeira Krause Closs,
Roberto Mário da Silveira Issler, Rosa Maria Negri Rodrigues Alves,
Rossiclei de Souza Pinheiro, Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva
Colaboradores: Joel Alves Lamounier, Roberto Gomes Chaves
Documento Científico
Departamento Científico
de Aleitamento Materno
Nº 4, Agosto de 2017
Introdução
O uso de medicamentos pela nutriz, uma
prática comum que se inicia ainda na mater-
nidade e persiste durante todo o período da
lactação é, sabidamente, um fator de risco para
a interrupção precoce do aleitamento mater-
no1,2,3
.
Os pediatras, apesar de não prescreverem
medicamentos para as nutrizes, são frequente-
mente questionados por elas ou por colegas de
outras especialidades sobre a segurança dos
medicamentos para uso durante a lactação.
O conhecimento científico, incluindo o
farmacológico, é dinâmico e mutável. Na atua-
lidade, vários fármacos são lançados no mer-
cado e numerosas pesquisas são publicadas
anualmente sobre a segurança do uso de me-
dicamentos e outras substâncias durante a
lactação3
. Assim, faz-se necessária a constante
atualização acerca desse tema pelos pediatras.
O número de mulheres que desmamam os
seus filhos para utilizar medicamentos é
significativo. Pesquisas em muitos países
estimam que 90 a 99% das mulheres que
amamentam receberão pelo menos alguma
medicação durante a primeira semana pós-
parto. Outros estudos sugerem que o uso de
medicamentos é uma das principais razões
pelas quais as mulheres interrompem a
amamentação prematuramente3
.
Uso de medicamentos pela nutriz
como fator de risco para o desmame
A interrupção da amamentação devido ao
uso materno de medicamento só deveria ocorrer
quando o medicamento em questão fosse consi-
derado, pela literatura científica, contraindicado
para uso durante a lactação. Porém, outros fato-
res relacionados ao uso de fármacos durante a
amamentação podem determinar o desmame de
Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação
2
Aciclovir Estavudina
Anlodipina Famotidina
Azelastina Fentermina
Azitromicina Flecainide
Captopril Hidroclorotiazida
Cetirizina Imipramina
Ciprofloxacin Indinavir
Claritromicina Iodeto de potássio
Clindamicina Labetolol
Clomipramina Lamivudina
Cloranfenicol Metronidazol
Cloreto de potássio Mexiletina
Desipramina Nedocromil
forma desnecessária e danosa ao lactente, à nu-
triz e à família (Quadro 1).
Quadro 1. Fatores associados ao desmame desnecessário
devido ao uso materno de medicamentos
A prescrição para a nutriz é realizada por
médicos que não possuem conhecimento
ou interesse sobre a segurança do uso de
medicamentos durante a lactação3
.
O conteúdo das bulas dos medicamentos
comprovadamente seguros para uso pela
nutriz, frequentemente, recomenda a
interrupção da amamentação ou o não uso
de medicamentos durante a lactação4
.
O receio materno de que medicamentos
prescritos possam provocar efeitos adversos
no seu filho5
.
Estudos científicos responsabilizam os mé-
dicos pelo desmame desnecessário quando
prescrevem medicamentos não considerados
contraindicados para uso pela nutriz, pois, com
frequência, eles próprios aconselham suspender
a amamentação, sem avaliarem as possíveis con-
sequências para o lactente, a mãe e a família3
.
As informações presentes em bulas de medi-
camentos acerca da segurança do medicamento
para uso durante a lactação não são considera-
das confiáveis, uma vez que a sua redação visa
à proteção legal da indústria e não à divulgação
do conhecimento científico6
. Frequentemente,
bulas de medicamentos compatíveis com a ama-
mentação contêm orientações que os contrain-
dicam nesse período. Constata-se, também, a au-
sência de informação em muitas bulas, fato que
dificulta o julgamento do profissional de saúde
ou da nutriz acerca da segurança do medica-
mento para uso na lactação. Um estudo nacional
encontrou discordância entre as informações da
indústria e as evidências científicas sobre a se-
gurança dos anti-inflamatórios não esteroides
para uso na lactação em 90% das bulas desses
medicamentos4
.
A interrupção da amamentação por mulheres
que receberam a prescrição de medicamentos
comprovadamente seguros para uso durante a
lactação é relatada na literatura. Questionadas
a respeito do motivo para o desmame, as mães
afirmaram ter receio de algum dano provocado
pelo medicamento à saúde do seu filho5
. Tal re-
lato revela a necessidade da adoção de medidas
que visem ao aumento da adesão às orientações
médicas, dentre elas a melhoria da relação mé-
dico-paciente.
Medicamentos que podem
alterar o gosto do leite materno
Uma situação que raramente determina o
desmame, mas que pode dificultar a amamenta-
ção, é o uso de medicamentos que podem alterar
o gosto do leite materno. Medicamentos com sa-
bor desagradável podem alterar o gosto do lei-
te materno e provocar “greve de amamentação”
pelo lactente3
(Quadro 2). Nesses casos, as nu-
trizes devem ser orientadas a evitar a amamen-
tação no pico de concentração do medicamento
no leite que, frequentemente, coincide com o
pico sérico. Outra medida relevante é, quando
possível, usar o medicamento pelo menor tempo
possível.
Quadro 2. Medicamentos com sabor desagradável que
podem alterar o gosto do leite materno
continua...
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
3
gurança para a criança e para a mulher, possíveis
efeitos sobre as crianças amamentadas e sobre a
lactação, além de fármacos alternativos a serem
considerados.
Na língua portuguesa, uma obra abrangente
foi publicada em 2010 pelo Ministério da Saú-
de, a segunda edição do manual “Amamenta-
ção e uso de medicamentos e outras substân-
cias”, disponível para download gratuito no site
do Ministério da Saúde8
: www.bvsms.saude.
gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_
medicamentos_2ed.pdf.
O mais recente estudo de revisão foi publica-
do por Hale e Rowe em 20173
na obra “Medica-
tions and Mother’s Milk” onde os autores classifi-
cam a segurança do uso de fármacos na lactação
conforme mostrado abaixo:
• Compatíveis: medicamentos sem relato de
efeitos adversos sobre o lactente. Estudos con-
trolados em mulheres que amamentam não
demonstraram risco para as crianças e a possi-
bilidade de danos às crianças que estão sendo
amamentadas é remota. Também estão incluí-
dos nessa categoria fármacos com biodisponi-
bilidade oral desprezível.
• Provavelmente compatíveis: medicamentos
sem estudos controlados em nutrizes. Entre-
tanto, é possível a ocorrência de efeitos inde-
sejáveis para os lactentes, ou estudos controla-
dos mostram apenas efeitos adversos mínimos
e não ameaçadores. As drogas devem ser admi-
nistradas apenas se o benefício justificar o ris-
co potencial para a criança. Novos medicamen-
tos que não têm absolutamente nenhum dado
publicado são automaticamente classificados
nesta categoria, independentemente de quão
seguros eles podem ser.
• Possivelmente perigosos: existem evidências
de risco para o lactente ou para a produção
láctea, mas o seu uso pode ser aceitável após
a avaliação da relação riscos versus benefí-
cios.
• Perigosos: estudos em nutrizes demonstraram
que há risco significativo e documentado para
os lactentes ou o medicamento tem alto risco
Fonte: Hale e Rowe, 2017.
Orientação e prescrição de
medicamentos para a nutriz
Recomendações sobre a interrupção ou não
da amamentação para mães que irão ser subme-
tidas a procedimentos diagnósticos com uso de
fármacos ou terapia medicamentosa devem le-
var em conta os benefícios para a criança e para
a mãe contra o potencial risco para a criança da
exposição ao fármaco através do leite materno,
ou mesmo da supressão láctea. Diante do limi-
tado número de medicamentos contraindicados,
um substituto adequado pode, frequentemente,
ser encontrado.
A mais abrangente e atualizada fonte de in-
formação sobre a segurança dos medicamentos
para uso materno durante a lactação é a Biblio-
teca Nacional de Medicina dos Estados Unidos,
denominada LactMed7
. LactMed é um serviço
gratuito, disponível na língua inglesa, devida-
mente referenciado e continuamente atualizado.
O acesso pode ser realizado através de aplicati-
vos para os sistemas operacionais Android e IOS
ou pelo site https://toxnet.nlm.nih.gov/newto-
xnet/lactmed.htm. Os dados para cada fármaco
incluem um sumário sobre seu uso, nível de se-
... continuação
Dextrometorfano
Óleo de fígado de
bacalhau
Didadosina Oxipentifilina
Dietilpropiona Penicilinas
Diltiazem Prednisolona
Dissulfiram Procainamida
Donepezil Propafenona
Doxepin Propranolol
Doxiciclina Ritonavir
Efavirenz Saquinavir
Emedastina
Sulfametoxazol +
Trimetoprim
Enalapril Tinidazol
Enoxacin Valaciclovir
Eritromicina Zidovudina
Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação
4
de causar danos significativos aos lactentes.
O risco do uso do medicamento claramente
supera qualquer possível benefício da ama-
mentação. O aleitamento materno está con-
traindicado durante o uso do fármaco.
O Quadro 3 mostra a classificação dos princi-
pais medicamentos utilizados pelas nutrizes se-
gundo a classe farmacológica e a segurança para
uso na lactação, conforme a publicação de Hale
e Rowe3
, adaptada.
Fármacos que atuam no Sistema Nervoso Central
Antidepressivos Amitriptilina
Citalopram
Clomipramina
Desipramina
Fluoxetina
Fluvoxamina
Imipramina
Nortriptilina
Paroxetina
Sertralina
Venlafaxina
Bupropiona
Desvenlafaxina
Duloxetina
Eszopiclone
Maprotilina
Milnacipran
Mirtazapina
Sulpiride
Trazodona
Vilazodona
Moclobenida
Nefazodona
Doxepin
Antiepiléticos Carbamazepina
Fenitoína
Fosfenitoína
Gabapentina
Lamotrigina
Levetiracetam
Clonazepam
Etotoína
Lacosamina
Oxcarbazepina
Tiagabina
Topiramato
Vigabatrina
Ácido valpróico
Etossuximida
Felbamato
Fenobarbital
Parametadiona
Primidona
Trimetadiona
Zonizanida
Hipnóticos e
Ansiolíticos
Midazolam
Oxazepam
Quazepam
Zaleplon
Zopiclone
Alprazolam
Buspirona
Clobazam
Clordiazepóxido
Eszoplicone
Lorazepam
Meprobamato
Prazepam
Hidrato de cloral
Diazepam
Estazolam
Ramelteon
Temazepam
Triazolam
Zolpidem
Flunitrazepam
Clorazepato
Flurazepam
Oxibato de sódio
Secobarbital
Ácido Gama
Aminobutírico
Neurolépticos Olanzapina
Quetiapina
Risperidona
Ziprasodona
Aripiprazol
Clorpromazina
Clozapina
Flufenazina
Haloperidol
Iloperidona
Lurasidona
Paliperidona
Perfenazina
Zuclopentixol
Carbonato de lítio
Loxapina
Pimozide
Tioridazina
Tiotixeno
Trifluoperazina
Analgésicos e anti-inflamatórios
Analgésicos
antipiréticos
Paracetamol AAS Dipirona
Analgésicos opioides Alfentanil
Buprenorfina
Butorfanol
Metadona
Nalbufina
Propoxifeno
Hidromorfona
Morfina
Oxicodona
Oximorfona
Pentazocina
Remifentanil
Tapentadol
Tramadol
Codeína
Meperidina
continua...
Classes
farmacológicas
Classificação de risco para uso durante a lactação
Compatíveis
Possivelmente
compatíveis
Possivelmente
perigosos
Perigosos
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
5
Analgésicos e anti-inflamatórios (continuação)
Corticosteroides Metilprednisolona
Prednisona
Prednisolona
Betametasona
Budesonida
Ciclesonida
Flunisolina
Fluticasona
Dexametasona
Hidrocortisona
Triancinolona
Fármacos usados
na enxaqueca
Almotriptano
Eletriptano
Frovatriptano
Isometepteno
Naratriptano
Rizatriptano
Sumatriptano
Zolmitriptano
Ergotamina
Flunarizina
Anestésicos e
indutores anestésicos
Benzocaína
Bupivacaína
Lidocaína
Propofol
Ropivacaína
Articaína
Benoxinato
Dibucaína
Hidrocodona
Quetamina
Mentol
Mepivacaína
Metoexital
Óxido Nitroso
Pramoxina
Procaína
Sevoflurano
Tiopental
Relaxantes musculares Baclofeno Carisoprodol
Ciclobenzaprina
Metaxalona
Metocarbamol
Mivacúrio
Orfenadrina
Clorzoxazona
Dantrolene
Tizanidina
Antihistamínicos Carbinoxamina
Cetirizina
Desloratadina
Dimenidrinato
Difenidramina
Fexofenadina
Hidroxizine
Levocetirizina
Loratadina
Triprolidina
Azelastina
Bronfeniramina
Cetotifeno
Clorfeniramina
Ciproheptadina
Dexbronfeniramina
Dextroclorfeniramina
Doxilamina
Epinastina
Levocabastina
Feniramina,
Feniltoloxamina
Prometazina
Pirilamina
Clemastina
Trimeprazina
continua...
... continuação
Classes
farmacológicas
Classificação de risco para uso durante a lactação
Compatíveis
Possivelmente
compatíveis
Possivelmente
perigosos
Perigosos
Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação
6
Anti-infecciosos
Antibióticos Amicacina
Amoxicilina
Amoxicilina + Clavulanato de
potássio
Ampicilina
Ampicilina + Sulbactam
Azitromicina
Aztreonam
Bacitracina
Carbenicilina
Cefaclor
Cefadroxil
Cefazolina
Cefdinir
Cefditoren
Cefepime
Cefixime
Cefoperazona
Cefotaxime
Cefotetan
Cefoxitina
Cefpodoxima
Cefprozil
Ceftazidima
Ceftizoxima
Ceftriaxona
Cefalexina
Cefalotina
Cefapirina
Ceftibuten
Cefuroxima
Cilastatina
Claritromicina
Clindamicina
Cloxacilina
Daptomicina
Dicloxacilina
Gentamicina
Imipenem
Levofloxacin
Metronidazol
Mupirocina
Nitrofurantoína
Nafcilina
Ofloxacin
Oxacilina, Penicilina G
Pipercacilina
Polimixina B
Sulfisoxazol
Tazobactam
Ticarcilina
Tobramicina
Trimetoprim
Vancomicina
Ácido nalidíxico
Besifloxacin
Ceftarolina
Ciprofloxacin,
Dalfoprostin +
Quinupristin
Doripenem
Doxiciclina
Eritromicina
Fidaxomicina
Fosfomicina
Gatifloxacin
Gramicidina
Hidroxiquinolina
Linezolida
Lomefloxacin
Meropenem
Metenamina
Micociclina
Moxifloxacin
Neomicina
Netilmicina
Norfloxacin
Retapamulina
Rifaximina
Sulfadiazina de prata
Estreptomicina
Sulfametoxazol
Telitromicina
Tetraciclina
Cloranfenicol
Clorhexedina
Dapsona
Grepafloxacin
Tigeciclina
Trovafloxacin
Antifúngicos Cetoconazol
Clotrimazol
Fluconazol
Itraconazol
Miconazol
Nistatina
Terbinafina
Ácido undecilênico
Anfotericina B
Anidulafuncin
Butenafina
Butoconazol
Capsofungin
Ciclopirox olamina
Econazol
Griseofulvina
Micafungin
Naftifina
Posaconazol
Sulconazol
Terconazol
Tioconazol,
Voriconazol
Flucitosina
continua...
... continuação
Classes
farmacológicas
Classificação de risco para uso durante a lactação
Compatíveis
Possivelmente
compatíveis
Possivelmente
perigosos
Perigosos
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
7
Anti-infecciosos (continuação)
Antivirais Aciclovir
Lavimudina
Oseltamivir
Valaciclovir
Alvimopan
Amantadina
Docosanol
Fanciclovir
Ganciclovir
Rimantadina
Tenofovir
Valganciclovir
Adefovir
Boceprevir
Entecavir
Ribavirina
Telbivunide
Abacavir
Delavirdina
Didadonisa
Efavirenz
Emtricitabina
Etravirena
Foscarnet
Indinavir
Lopinavir
Nevirapina
Raltegravir
Ritonavir
Saquinavir
Estavudina
Zidovudina
Anti-helmínticos Albendazol
Praziquantel
Ivermectina
Mebendazol
Nitaxozanida
Pirantel
Tiabendazol
Antiprotozoários Metronidazol Atovaquona
Nitaxozanida
Paromomicina
Tuberculostáticos Rifampicina Ácido aminosalicílico
Etambutol
Isoniazida
Pirazinamida
Cicloserina
Antimaláricos Cloroquina Primaquina Pirimetamina
Fármacos cardiovasculares
Antianginosos Verapamil Diltiazen d
initrato de isossorbida
Mononitrato de
isossorbida
Nitroglicerina
Nitroprussiato
Antiarrítmicos Adenosina
Disopiramida
Mexiletina, Propafenona
Quinidina
Dronedarona
Flecainida
Tocainida Amiodarona
Anti-hiperlipêmicos* Colesevelam
Colestiramina
Colestipol
Atorvastatina*
Ezetimiba*
Fenofibrato*
Fluvastatina*
Genfibrozil*
Lovastatina*
Pravastatina*
Rosuvastatina*
Sinvastatina*
... continuação
continua...
Classes
farmacológicas
Classificação de risco para uso durante a lactação
Compatíveis
Possivelmente
compatíveis
Possivelmente
perigosos
Perigosos
Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação
8
Fármacos cardiovasculares (continuação)
Anti-hipertensivos Benazepril
Captopril
Enalapril
Hidralazina
Labetalol
Metildopa
Metoprolol
Nicardipina
Nifedipina
Nimodipina
Nitrendipina
Quinapril
Propranolol
Acebutolol
Aliskiren
Amlodipina
Atenolol
Barnidipina
Benzenapril
Betaxolol
Bisoprolol
Candesartan
Carteolol
Carvedilol
Clonidina
Doxazosin
Eprosartan
Esmolol
Felodipina
Fendolopam
Fosinopril
Iloprost
Irbesartan
Isradipina
Lisinopril
Losartan
Minoxidil
Nebivolol
Nisoldipina
Olmesartan
Pindolol
Prazosin
Ramipril
Silodosin
Tansulosin
Valsartan
Alfuzosin
Ambrisentan
Bosentan
Nadolol
Sotalol
Telmisartan
Terasozin
Cardiotônicos Digoxina
Adrenérgicos e
vasopressores
Desmopressina
Dobutamina
Dopamina
Epinefrina
Dextroanfetamina
Midodrina
Atomoxetina,
Dextemetomidina
Efedrina
Diuréticos Acetazolamida
Hidroclorotiazida
Espirolonactona
Ácido etacrínico
Amilorida
Bumetamida
Clorotiazida
Eplerenona
Furosemida
Indapamida
Manitol
Torsemide
Triantereno
Bendroflumetazida
Clortalidona
Fármacos hematológicos
Anticoagulantes Dalteparina
Heparina
Lepirudina
Warfarin
Ácido tranexâmico
Argatroban
Enoxaparina
Fondaparinux
Rivaroxaban
Ticagrelor
Tinzaparina
Antiagregantes
plaquetários
Dabigratan AAS
Clopidrogrel
Dipiridamol
Eptifibatide
Prasugrel
Anagrelida
continua...
... continuação
Classes
farmacológicas
Classificação de risco para uso durante a lactação
Compatíveis
Possivelmente
compatíveis
Possivelmente
perigosos
Perigosos
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
9
Fármacos para o aparelho respiratório
Antiasmáticos Salbutamol
Brometo de ipatrópio
Cromoglicato de sódio
Isoproterenol
Levalbuterol
Salmeterol
Terbutalina
Arformoterol
Formoterol
Montelucaste
Pirbuterol
Teofilina
Zafirlucaste
Zileuton
Antitussígenos,
mucolíticos e
expectorantes
Dextrometorfano Alfa dornase
Guaifenesina
Benzonatato
Iodeto de potássio
Descongestionantes
nasais
Eucalipto (extrato)
Fenilefrina
Nafazolina
Pseudoefedrina
Oxitemazolina
Fármacos para o trato digestório
Antiácidos e
antissecretores ácidos
Cimetidina
Deslanzoprazol
Esomeprazol
Famotidina
Lansoprazol
Nizaditina
Omeprazol
Pantoprazol
Ranitidina
Sucralfato
Rabeprazol
Antieméticos e
gastrocinéticos
Domperidona
Metoclopramida
Ondasetrona
Cinarizina
Ciclizina
Dolasetrona
Droperidol
Granisetrona
Palonosetrona
Proclorperazina
Trimetobenzamida
Dronabinol
Nabilona
Antiespasmódicos Escopolamina
Hioscina
Laxantes Bisacodil
Docusato
Psilium
Laxantes salinos
Hidróxido de magnésio
Meticelulose
Óleo de castor
Glicerina
Lactulose
Óleo mineral
Polietilenoglicol
Prucaloprida
Sena
Hormônios e antagonistas
Antidiabéticos orais
e insulina
Insulinas
Glipizida
Gliburida
Metformin
Miglitol
Ascarbose
Clorpropamida
Exenatida
Linagliptina
Liraglutida
Nateglinida
Pioglitazona
Pramlintide
Rosiglitazona
Sitagliptina
Tolbutaminda
Glimepirida
Repaglinida
Hormônios
tireoideanos e
antagonistas
Levotiroxina
Tirotropina
Liotironina
Metimazol
Propiltiouracil
Sais de iodo
... continuação
continua...
Classes
farmacológicas
Classificação de risco para uso durante a lactação
Compatíveis
Possivelmente
compatíveis
Possivelmente
perigosos
Perigosos
Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação
10
Hormônios e antagonistas (continuação)
Contraceptivos Desogestrel
Dinoprostona
Drospirenona
Etonogestrel (implante)
Levonorgestrel
Nonoxinol 9
(espermicida)
Norelgestromina
Noretindrona
Noretinodrel
Ulipristal
Etinilestradiol
Mestranol
Imunossupressores e
antineoplásicos
Ifosfamida
Interferon
Alfa 2b
Mercaptopurina
Ofatumumab
Toremifeno
Aldescleucin
Alemtuzumab
Altretamina
Bleomicina
Cetuximab
Fluoruracil
Flutamida
Gencitabina
Hidroxiureia
Imatinib
Lapatinib
Metotrexate
Nilotinib
Sunitinib
Teniposide
Talidomida
Aminopterin
Anastrozol
Asparaginase
Busulfan
Capecitabina
Carboplastina
Carmustina
Clorambucil
Cisplatina
Cladribina
Ciclofosfamida
Citarabina
Dacarbazina
Cactinomicina
Daunorubicina
Docetaxel
Doxorubicina
Epirubicina
Erlotinib
Etoposida
Everolimus
Exemestane
Mefalan
Mitomicina
Oxalipatina
Paclitaxel
Pazopanib
Pentostatin
Temozolomida
Vimblastina
Vincristina
Vinorelbina
Fármacos para pele e mucosa
Escabicidas e
pediculicidas
Benzoato de benzila
Deltametrina
Enxofre
Permetrina
Ivermectina
Antiacneicos Adapaleno
Peróxido de benzoíla
Ácido azelaico
Tretinoína
Isotretinoína
(oral)
Anti-inflamatórios Pimecrolimus
Tacrolimus
Anti-seborreicos Piritionato de zinco
Sulfato de selênio
Antipruriginosos Calamina
Óxido férrico
Cânfora
Doxepin creme
Antipsoriáticos Alefacept
Clareadores Hidroquinona
continua...
... continuação
Classes
farmacológicas
Classificação de risco para uso durante a lactação
Compatíveis
Possivelmente
compatíveis
Possivelmente
perigosos
Perigosos
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
11
Fármacos para pele e mucosa (continuação)
Fármacos para uso
oftalmológico
Olopatadina
Sulfacetamina sódica
Fluoresceína
Trifluridina
Tropicamida
Verteporfina
Antiglaucoma Dipivefrin
Timolol
Bimatoprost
Brimonidina
Dorzolamida
Lapatinib
Levobunolol
Pilocarpina
Vitaminas e análogos Ácido ascórbico (C)
Ácido fólico (B9)
Ácido pantotênico (B5)
Biotina (B7)
Cianocobalamina (B12)
Fitonadiona (K)
Piridoxina (B6)
Riboflavina (B2)
Tiamina (B1)
Vitamina D
Vitamina E
Betacaroteno
Calcitriol (D)
Coenzima Q10
Doxercalciferol (D)
Leucovorin
Niacina (B3)
Paricalcitol (D)
Vitamina A
Agentes diagnósticos Diatrizoato
Gadopentato
Dimeglumina
Iohexol
Metrizamida
Metrizoato
Metipona
PPD (teste tuberculínico)
Ácido ioxitalâmico
Gadobenato
Gadobutrol
Gadodiamida
Gadoterato
Gadoteridol
Gadoversetamida
Gadoxetato
Dissódico
Histamina
Indocianina verde
Inulina
Iodipamida
Iodixanol
Iopamidol
Iopentol
Iopromida
Iotalamato
Ioversol
Ioxaglato
Ioxilan
Mangafodipir
Metacolina proteína
Perflutren tipo A
Tecnécio 99
Tiopanoato
Xenônio 133
Cobalto 57
Índio 110
Índio 111
Isosulfan azul
Octreotide
Ragadenoson
Tálio
Gálio 67
Azul de metileno
Drogas de vício e abuso
Drogas lícitas Nicotina Álcool
Drogas ilícitas Cocaína
Crack
Maconha
Haxixe
Heroína
LSD
Metanfetamina
*Diversas publicações não recomendam o uso de anti-hiperlipêmicos, inibidores da enzima de hidroximetilgluratil CoA redutase durante a
lactação devido à carência de estudos que avaliem a segurança e também ao risco de bloqueio do metabolismo dos lipídeos no lactente7
.
... continuação
Classes
farmacológicas
Classificação de risco para uso durante a lactação
Compatíveis
Possivelmente
compatíveis
Possivelmente
perigosos
Perigosos
Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação
12
bagismo materno é menos prejudicial à criança
que o uso de fórmulas infantis. Há relatos de al-
teração do sabor do leite materno14
e redução da
produção láctea15
em mães tabagistas. Portanto,
o ganho ponderal dos lactentes de mães tabagis-
tas deve ser acompanhado com maior atenção. O
uso materno de gomas de mascar ou de adesivos
contendo nicotina na tentativa de abandono do
vício é considerado seguro para uso durante a
amamentação e deve ser incentivado3
.
Mães usuárias regulares de drogas de abu-
so ilícitas não devem amamentar seus filhos. As
usuárias ocasionais devem suspender a ama-
mentação por um período variável após o consu-
mo da droga em questão (Quadro 4). A Organiza-
ção Mundial da Saúde orienta que as mães sejam
alertadas para não utilizar essas drogas e tenham
a oportunidade de amamentar e serem apoiadas
durante sua abstinência através da inserção em
programas de tratamento de abuso de drogas16
.
Contudo, a baixa qualidade da assistência em
saúde aos usuários de drogas lícitas e ilícitas no
Brasil não garante que a mãe dependente quími-
ca fique realmente abstinente das drogas. Tal re-
alidade dificulta muito a tomada de decisão pelo
profissional de saúde no momento da orientação
sobre a manutenção do aleitamento materno ou
do desmame.
Quadro 4. Recomendações sobre o tempo de interrupção
da amamentação após o uso de droga de abuso pela
nutriz
* Um drink corresponde a 340 ml de cerveja, 141,7 ml de vinho,
42,5 ml de bebidas destiladas.
Fonte: Adaptado de Hale, 200517
.
Uso de drogas de abuso pela nutriz
Mulheres devem ser fortemente desenco-
rajadas a utilizarem drogas de abuso durante a
gestação, no intuito de reduzir os danos à saúde
do seu filho. Tal recomendação deve ser mantida
após o nascimento da criança, pois a exposição
ao álcool e às drogas psicoativas como cocaína,
crack, maconha, anfetaminas, ectasy, LSD e hero-
ína podem prejudicar o julgamento da mãe e in-
terferir no cuidado com o seu filho, além do risco
de toxicidade para o lactente amamentado.
O álcool ou etanol é uma droga depressora
do sistema nervoso central. Apesar de uma quan-
tidade significativa ser secretada no leite, essa
droga não é considerada perigosa para o lacten-
te em doses e períodos limitados. Contudo, es-
tudos mostram que a ingestão de 0,3 g/kg de ál-
cool, conteúdo presente em uma lata de cerveja
(350 ml) pode reduzir em até 23% a ingestão de
leite pela criança9
. Além disso, há relatos de al-
teração do odor e do sabor do leite materno após
uso de bebidas alcoólicas, podendo levar à recu-
sa do leite pela criança10
. Apesar de a Academia
Americana de Pediatria considerar o álcool com-
patível com a amamentação11
, deve-se ressaltar
que seu uso deve ser desaconselhado e, caso
utilizado, o consumo deve ser esporádico e em
doses baixas, principalmente por mães que não
possuem o hábito de beber, devido à baixa ativi-
dade das enzimas que metabolizam o álcool.
O tabagismo materno tem sido associado à
redução da produção láctea, ao menor tempo de
aleitamento materno e ao risco de síndrome de
morte súbita do lactente (SMSL). Porém, reco-
menda-se que nutrizes tabagistas mantenham a
amamentação, pois filhos de mulheres tabagis-
tas amamentados apresentam menor risco de
doenças respiratórias que filhos de tabagistas
não amamentados12
. Além disso, há evidência
de que os efeitos negativos da exposição intrau-
terina ao tabaco no desempenho cognitivo das
crianças aos 9 anos de idade eram limitados às
crianças que não foram amamentadas13
. Assim,
acredita-se que a amamentação associada ao ta-
Drogas
Período de interrupção
da amamentação
Álcool (etanol)
2 horas para cada drink*
consumido
Anfetamina e ecstasy 24 a 36 horas
Cocaína e crack 24 horas
Fenciclidina 1 a 2 semanas
Heroína e morfina 24 horas
LSD 48 horas
Maconha 24 horas
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
13
Medicamentos que podem alterar
o volume do leite materno
Há medicamentos que podem alterar a sín-
tese do leite materno produzido pela lactante,
aumentando ou diminuindo o volume disponível
para a criança.
Galactagogos, ou agentes para estimular a
lactação, são frequentemente utilizados no in-
tuito de estimular a produção láctea, particular-
mente em mães de prematuros e mães adotivas.
As evidências científicas sobre a eficácia desses
agentes, incluindo domperidona, metocloprami-
da e ervas, são inconsistentes18
. Entretanto, al-
gumas pesquisas, com amostras compostas por
pequeno número de participantes, encontraram
efeito da domperidona superior ao do place-
bo19,20,21
, sobretudo em mães de crianças prema-
turas. Apesar dos estudos não terem encontra-
ram efeitos colaterais da domperidona em doses
terapêuticas e por curto período20,22,23
, os efeitos
adversos atribuídos à domperidona sobre a mu-
lher e sobre o lactente têm sido motivo de preo-
cupação para sua indicação como galactagogo. O
uso endovenoso de domperidona foi relaciona-
do à ocorrência de arritmia ventricular, prolon-
gamento do intervalo QT24
e até mesmo morte
súbita em adultos25
. O tratamento, por via oral,
de recém-nascidos e crianças foi associado ao
prolongamento do intervalo QT26,27
. Assim, Várias
agências de saúde têm alertado sobre o uso da
domperidona em qualquer apresentação28
. Nos
Estados Unidos, o Food and Drug Administration
(FDA) proibiu a comercialização desse fármaco e
alerta para os riscos elevados de seu uso como
galactagogo29
. No Brasil, assim como em todos
os países que comercializam a domperidona, a
sua prescrição como galactagogo é realizada off
label. A sulpirida, muito utilizada no Brasil como
galactogogo, deve ser evitada com esse propó-
sito, devido à carência de estudos que demons-
trem sua eficácia como galactagogo e, sobretudo,
ao risco de importantes efeitos adversos sobre a
nutriz30
. Assim, diante das evidências existentes
até o momento, o profissional de saúde deve ser
cauteloso ao prescrever qualquer galactogogo,
pesando os riscos e os benefícios potenciais, e
sempre informando a mulher sobre as dúvidas
existentes quanto à eficácia desses medicamen-
tos e os seus potenciais paraefeitos. O estímulo
mecânico do complexo aréolo-mamilar pela suc-
ção do lactente e a extração do leite, manual ou
mecânica são os estímulos mais importantes à
indução e manutenção da lactação8
.
Vários são os fármacos com relato de supres-
são da produção láctea. Há risco potencial de
redução da síntese de leite com o uso de estró-
genos, bromocriptina, cabergolina, ergotamina,
ergometrina, lisurida, levodopa, pseudoefedrina,
álcool, nicotina, brupropiona, diuréticos e testos-
terona. O uso de qualquer uma dessas substân-
cias pode representar risco potencial de déficit
ponderal no lactente amamentado, principal-
mente durante o puerpério imediato, período
mais sensível para a supressão da lactação. De-
ve-se, portanto, evitar o uso ou retardar ao máxi-
mo a introdução dessas substâncias. Caso sejam
utilizadas, o cres¬cimento do lactente deve ser
rigorosamente acompanhado31
.
Uso de cosméticos e outras
substâncias utilizadas em
procedimentos estéticos
Écrescente o número de mulheres que, ainda
jovens, se submetem a procedimentos estéticos
Após a gravidez, é natural que a mulher queira in-
vestir na melhoria de sua aparência, o que é sau-
dável, uma vez que eleva sua autoestima. Nesse
sentido, muitas mães buscam recursos cosméti-
cos ou estéticos que incluem escovas, tinturas
para cabelos, cremes e toxina botulínica. Assim, é
fundamental que a nutriz e o profissional de saú-
de tenham conhecimento dos riscos que esses
recursos cosméticos e estéticos podem oferecer
para a amamentação e para os lactentes.
Tinturas para cabelo
Os profissionais de saúde são, frequente-
mente, questionados pelas nutrizes sobre a
Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação
14
segurança do uso de tinturas para cabelo no
período da amamentação. A prática de tingir os
cabelos é considerada segura nesse período,
desde que o produto utilizado não contenha
chumbo. Desde 2008, a presença desse metal
pesado em tinturas é aprovada pela Agência Na-
cional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na con-
centração máxima de 0,6% para uso somente
em cabelos do couro cabeludo32
. Contudo, seu
uso é contraindicado durante a amamentação
devido à ausência de estudos sobre sua segu-
rança para uso nesse período. A informação de
que tinturas contendo amônia devem ser evita-
das durante a lactação, frequentemente divul-
gada em fontes não científicas, não encontra
respaldo na literatura.
Escovas progressivas
As escovas progressivas podem ser realiza-
das pelas nutrizes desde que não contenham
formol. O formol é um produto acrescentado em
fórmulas caseiras com função alisante na con-
centração de 3,5%. A Anvisa permite o uso do
formol em cosméticos apenas como conservan-
te, com concentração de 0,2%, ou como agente
para endurecimento de unhas na concentração
de 5%. O uso do formol com funções diferentes
e em limites acima dos permitidos pode causar
danos à saúde, sendo proibido em produtos cos-
méticos33
. Assim, seu uso como alisante não é
autorizado em qualquer pessoa, sobretudo em
nutrizes.
Clareamento de manchas na pele
A hidroquinona é um fármaco indicado no
clareamento gradual de manchas na pele, como
melasmas, sardas, melanoses solares e outras
condições em que ocorre hiperpigmentação por
produção excessiva de melanina. Apesar de o
uso tópico da hidroquinona não ter sido estuda-
do durante a amamentação, o seu uso não é con-
traindicado nesse período7
. Alguns especialistas
desaconselham sua aplicação no mamilo ou na
aréola durante o período da amamentação7
, bem
como o seu uso por longos períodos devido ao
seu acúmulo no leite humano34
.
Toxina botulínica
A utilização da toxina botulínica do tipo A (Bo-
tox®
ou Dysport®
) para fins cosméticos cresceu
muito entre as mulheres, mesmo entre as mais
jovens. Há carência de estudos que avaliem a se-
gurança desse fármaco durante a amamentação.
Entretanto, há relato de que um lactente foi ama-
mentado com segurança durante um episódio de
botulismo materno, não tendo sido detectada a
toxina botulínica no leite materno ou no lacten-
te35
. A ocorrência de efeitos adversos sobre o lac-
tente é improvável, uma vez que a terapia medi-
camentosa materna é realizada com doses muito
inferiores àquelas que causam a doença7
. Além
disso, a excreção da toxina botulínica pelo leite
é considerada desprezível em face às suas ca-
racterísticas farmacocinéticas. Uma recente pu-
blicação considera a toxina botulínica do tipo A
provavelmente compatível com a amamentação3
.
Tatuagens
O uso de tatuagens na aréola e nos mamilos
é uma prática cada vez mais frequente entre as
mulheres, principalmente entre as adolescen-
tes. Não há informações disponíveis sobre a se-
gurança das tatuagens durante a amamentação.
Preocupações teóricas estão relacionadas à ex-
creção de pigmentos das tintas no leite mater-
no. Nos Estados Unidos, por precaução, a doação
de sangue não é permitida por 12 meses após
a realização da tatuagem7
. Especialistas não re-
comendam a realização de tatuagens durante a
amamentação36
. Tatuagens com tintas tipo hen-
na estão frequentemente associadas à derma-
tite local; assim, não devem ser realizadas nas
mamas durante o período de amamentação37
.
Pontos-chaves em
Medicamentos e Amamentação
Os estudos que procuram determinar a se-
gurança dos medicamentos para uso durante
a amamentação são realizados com pequenas
amostras ou são relatos de casos. Assim, o princí-
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
15
pio fundamental da prescrição de medicamentos
para nutrizes baseia-se, sobretudo, na avaliação
do risco versus benefício. Os aspectos a serem
avaliados incluem os benefícios da amamenta-
ção, o alívio dos sintomas e da doença sobre a
saúde materna e os riscos da terapêutica para
o lactente e para a produção láctea. O Quadro
5 apresenta recomendações a serem utilizadas
para a prescrição medicamentosa e orientação
às nutrizes.
Quadro 5. Pontos-chaves para orientação e prescrição de medicamento para nutrizes
Adaptado de Hale e Rowe, 20173
Considerações finais
A terapia medicamentosa é, na grande maio-
ria das vezes, compatível com a amamentação. As-
sim, raramente o desmame deve ser indicado por
causa do uso de medicamento pela nutriz. É ina-
ceitável que o médico indique o desmame mera-
mente por desconhecimento acerca da segurança
do medicamento para uso na lactação, privando
a criança e a mãe dos efeitos positivos da ama-
mentação sobre sua saúde. Os riscos da alimenta-
ção da criança pequena com fórmulas infantis são
significativos e não devem ser banalizados.
Tenha sempre em local acessível uma fonte de consulta sobre a compatibilidade dos medicamentos
com a lactação. Sugerimos o aplicativo Lactmed7
(língua inglesa) ou a publicação do Ministério da
Saúde “Amamentação e uso de Medicamentos e outras substâncias”8
na língua portuguesa.
Evite prescrever medicamentos que não são necessários. Vários medicamentos existentes no mercado
carecem de evidências científicas sobre sua eficácia.
Escolha medicamentos comprovadamente seguros para uso na lactação, evitando optar por fármacos
recentemente introduzidos no mercado.
Medicamentos comprovadamente seguros para uso por lactentes são seguros para uso materno durante
a lactação.
Avalie a idade do lactente. Prematuros que ainda não atingiram 40 semanas de idade corrigida e recém-
nascidos apresentam maior risco para efeitos adversos.
Fármacos utilizados nos primeiros 3 a 4 dias pós-parto geralmente produzem níveis desprezíveis no
lactente devido ao pequeno volume de leite materno ingerido.
Considere o quadro clínico da criança. Lactentes instáveis, com doenças graves estão mais expostos aos
efeitos adversos dos medicamentos utilizados pelas mães.
Opteporfármacoscommeiavidacurta,altaafinidadeporproteínasplasmáticas,baixabiodisponibilidade
oral e elevado peso molecular.
Indicar o tratamento por menor tempo possível. Os riscos da terapia em longo prazo é sabidamente
maior que os de uma terapia em curto prazo.
Evite a prescrição de medicamentos que podem reduzir a produção do leite materno.
Programar o horário de administração do medicamento à mãe a fim de evitar que o pico do medicamento
no sangue e no leite materno coincida com o horário da amamentação. Em geral, a exposição do
lactente ao fármaco pode ser diminuída, prescrevendo-o para a mãe imediatamente antes ou logo após
a mamada. Outra opção é ministrar o medicamento antes do maior período de sono da criança.
A maioria dos medicamentos disponíveis é segura para uso na lactação. Os riscos das fórmulas infantis
são bem conhecidos e documentados.
Levar em consideração o tipo de alimentação do lactente. Aqueles em aleitamento materno exclusivo
estarão mais expostos ao medicamento do que aqueles que já iniciaram a alimentação complementar.
Recomende o tratamento de mães que apresentam depressão ou transtornos afins. Os medicamentos
utilizados para tratamento dessas doenças são seguros.
Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação
16
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Medicamentos e drogas durante a Amamentação: Doc Científico da SBP

  • 1. 1 Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação Departamento Científico de Aleitamento Materno Presidente: Elsa Regina Justo Giugliani Secretária: Graciete Oliveira Vieira Conselho Científico: Carmen Lúcia Leal Ferreira Elias, Claudete Teixeira Krause Closs, Roberto Mário da Silveira Issler, Rosa Maria Negri Rodrigues Alves, Rossiclei de Souza Pinheiro, Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva Colaboradores: Joel Alves Lamounier, Roberto Gomes Chaves Documento Científico Departamento Científico de Aleitamento Materno Nº 4, Agosto de 2017 Introdução O uso de medicamentos pela nutriz, uma prática comum que se inicia ainda na mater- nidade e persiste durante todo o período da lactação é, sabidamente, um fator de risco para a interrupção precoce do aleitamento mater- no1,2,3 . Os pediatras, apesar de não prescreverem medicamentos para as nutrizes, são frequente- mente questionados por elas ou por colegas de outras especialidades sobre a segurança dos medicamentos para uso durante a lactação. O conhecimento científico, incluindo o farmacológico, é dinâmico e mutável. Na atua- lidade, vários fármacos são lançados no mer- cado e numerosas pesquisas são publicadas anualmente sobre a segurança do uso de me- dicamentos e outras substâncias durante a lactação3 . Assim, faz-se necessária a constante atualização acerca desse tema pelos pediatras. O número de mulheres que desmamam os seus filhos para utilizar medicamentos é significativo. Pesquisas em muitos países estimam que 90 a 99% das mulheres que amamentam receberão pelo menos alguma medicação durante a primeira semana pós- parto. Outros estudos sugerem que o uso de medicamentos é uma das principais razões pelas quais as mulheres interrompem a amamentação prematuramente3 . Uso de medicamentos pela nutriz como fator de risco para o desmame A interrupção da amamentação devido ao uso materno de medicamento só deveria ocorrer quando o medicamento em questão fosse consi- derado, pela literatura científica, contraindicado para uso durante a lactação. Porém, outros fato- res relacionados ao uso de fármacos durante a amamentação podem determinar o desmame de
  • 2. Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação 2 Aciclovir Estavudina Anlodipina Famotidina Azelastina Fentermina Azitromicina Flecainide Captopril Hidroclorotiazida Cetirizina Imipramina Ciprofloxacin Indinavir Claritromicina Iodeto de potássio Clindamicina Labetolol Clomipramina Lamivudina Cloranfenicol Metronidazol Cloreto de potássio Mexiletina Desipramina Nedocromil forma desnecessária e danosa ao lactente, à nu- triz e à família (Quadro 1). Quadro 1. Fatores associados ao desmame desnecessário devido ao uso materno de medicamentos A prescrição para a nutriz é realizada por médicos que não possuem conhecimento ou interesse sobre a segurança do uso de medicamentos durante a lactação3 . O conteúdo das bulas dos medicamentos comprovadamente seguros para uso pela nutriz, frequentemente, recomenda a interrupção da amamentação ou o não uso de medicamentos durante a lactação4 . O receio materno de que medicamentos prescritos possam provocar efeitos adversos no seu filho5 . Estudos científicos responsabilizam os mé- dicos pelo desmame desnecessário quando prescrevem medicamentos não considerados contraindicados para uso pela nutriz, pois, com frequência, eles próprios aconselham suspender a amamentação, sem avaliarem as possíveis con- sequências para o lactente, a mãe e a família3 . As informações presentes em bulas de medi- camentos acerca da segurança do medicamento para uso durante a lactação não são considera- das confiáveis, uma vez que a sua redação visa à proteção legal da indústria e não à divulgação do conhecimento científico6 . Frequentemente, bulas de medicamentos compatíveis com a ama- mentação contêm orientações que os contrain- dicam nesse período. Constata-se, também, a au- sência de informação em muitas bulas, fato que dificulta o julgamento do profissional de saúde ou da nutriz acerca da segurança do medica- mento para uso na lactação. Um estudo nacional encontrou discordância entre as informações da indústria e as evidências científicas sobre a se- gurança dos anti-inflamatórios não esteroides para uso na lactação em 90% das bulas desses medicamentos4 . A interrupção da amamentação por mulheres que receberam a prescrição de medicamentos comprovadamente seguros para uso durante a lactação é relatada na literatura. Questionadas a respeito do motivo para o desmame, as mães afirmaram ter receio de algum dano provocado pelo medicamento à saúde do seu filho5 . Tal re- lato revela a necessidade da adoção de medidas que visem ao aumento da adesão às orientações médicas, dentre elas a melhoria da relação mé- dico-paciente. Medicamentos que podem alterar o gosto do leite materno Uma situação que raramente determina o desmame, mas que pode dificultar a amamenta- ção, é o uso de medicamentos que podem alterar o gosto do leite materno. Medicamentos com sa- bor desagradável podem alterar o gosto do lei- te materno e provocar “greve de amamentação” pelo lactente3 (Quadro 2). Nesses casos, as nu- trizes devem ser orientadas a evitar a amamen- tação no pico de concentração do medicamento no leite que, frequentemente, coincide com o pico sérico. Outra medida relevante é, quando possível, usar o medicamento pelo menor tempo possível. Quadro 2. Medicamentos com sabor desagradável que podem alterar o gosto do leite materno continua...
  • 3. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 3 gurança para a criança e para a mulher, possíveis efeitos sobre as crianças amamentadas e sobre a lactação, além de fármacos alternativos a serem considerados. Na língua portuguesa, uma obra abrangente foi publicada em 2010 pelo Ministério da Saú- de, a segunda edição do manual “Amamenta- ção e uso de medicamentos e outras substân- cias”, disponível para download gratuito no site do Ministério da Saúde8 : www.bvsms.saude. gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_ medicamentos_2ed.pdf. O mais recente estudo de revisão foi publica- do por Hale e Rowe em 20173 na obra “Medica- tions and Mother’s Milk” onde os autores classifi- cam a segurança do uso de fármacos na lactação conforme mostrado abaixo: • Compatíveis: medicamentos sem relato de efeitos adversos sobre o lactente. Estudos con- trolados em mulheres que amamentam não demonstraram risco para as crianças e a possi- bilidade de danos às crianças que estão sendo amamentadas é remota. Também estão incluí- dos nessa categoria fármacos com biodisponi- bilidade oral desprezível. • Provavelmente compatíveis: medicamentos sem estudos controlados em nutrizes. Entre- tanto, é possível a ocorrência de efeitos inde- sejáveis para os lactentes, ou estudos controla- dos mostram apenas efeitos adversos mínimos e não ameaçadores. As drogas devem ser admi- nistradas apenas se o benefício justificar o ris- co potencial para a criança. Novos medicamen- tos que não têm absolutamente nenhum dado publicado são automaticamente classificados nesta categoria, independentemente de quão seguros eles podem ser. • Possivelmente perigosos: existem evidências de risco para o lactente ou para a produção láctea, mas o seu uso pode ser aceitável após a avaliação da relação riscos versus benefí- cios. • Perigosos: estudos em nutrizes demonstraram que há risco significativo e documentado para os lactentes ou o medicamento tem alto risco Fonte: Hale e Rowe, 2017. Orientação e prescrição de medicamentos para a nutriz Recomendações sobre a interrupção ou não da amamentação para mães que irão ser subme- tidas a procedimentos diagnósticos com uso de fármacos ou terapia medicamentosa devem le- var em conta os benefícios para a criança e para a mãe contra o potencial risco para a criança da exposição ao fármaco através do leite materno, ou mesmo da supressão láctea. Diante do limi- tado número de medicamentos contraindicados, um substituto adequado pode, frequentemente, ser encontrado. A mais abrangente e atualizada fonte de in- formação sobre a segurança dos medicamentos para uso materno durante a lactação é a Biblio- teca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, denominada LactMed7 . LactMed é um serviço gratuito, disponível na língua inglesa, devida- mente referenciado e continuamente atualizado. O acesso pode ser realizado através de aplicati- vos para os sistemas operacionais Android e IOS ou pelo site https://toxnet.nlm.nih.gov/newto- xnet/lactmed.htm. Os dados para cada fármaco incluem um sumário sobre seu uso, nível de se- ... continuação Dextrometorfano Óleo de fígado de bacalhau Didadosina Oxipentifilina Dietilpropiona Penicilinas Diltiazem Prednisolona Dissulfiram Procainamida Donepezil Propafenona Doxepin Propranolol Doxiciclina Ritonavir Efavirenz Saquinavir Emedastina Sulfametoxazol + Trimetoprim Enalapril Tinidazol Enoxacin Valaciclovir Eritromicina Zidovudina
  • 4. Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação 4 de causar danos significativos aos lactentes. O risco do uso do medicamento claramente supera qualquer possível benefício da ama- mentação. O aleitamento materno está con- traindicado durante o uso do fármaco. O Quadro 3 mostra a classificação dos princi- pais medicamentos utilizados pelas nutrizes se- gundo a classe farmacológica e a segurança para uso na lactação, conforme a publicação de Hale e Rowe3 , adaptada. Fármacos que atuam no Sistema Nervoso Central Antidepressivos Amitriptilina Citalopram Clomipramina Desipramina Fluoxetina Fluvoxamina Imipramina Nortriptilina Paroxetina Sertralina Venlafaxina Bupropiona Desvenlafaxina Duloxetina Eszopiclone Maprotilina Milnacipran Mirtazapina Sulpiride Trazodona Vilazodona Moclobenida Nefazodona Doxepin Antiepiléticos Carbamazepina Fenitoína Fosfenitoína Gabapentina Lamotrigina Levetiracetam Clonazepam Etotoína Lacosamina Oxcarbazepina Tiagabina Topiramato Vigabatrina Ácido valpróico Etossuximida Felbamato Fenobarbital Parametadiona Primidona Trimetadiona Zonizanida Hipnóticos e Ansiolíticos Midazolam Oxazepam Quazepam Zaleplon Zopiclone Alprazolam Buspirona Clobazam Clordiazepóxido Eszoplicone Lorazepam Meprobamato Prazepam Hidrato de cloral Diazepam Estazolam Ramelteon Temazepam Triazolam Zolpidem Flunitrazepam Clorazepato Flurazepam Oxibato de sódio Secobarbital Ácido Gama Aminobutírico Neurolépticos Olanzapina Quetiapina Risperidona Ziprasodona Aripiprazol Clorpromazina Clozapina Flufenazina Haloperidol Iloperidona Lurasidona Paliperidona Perfenazina Zuclopentixol Carbonato de lítio Loxapina Pimozide Tioridazina Tiotixeno Trifluoperazina Analgésicos e anti-inflamatórios Analgésicos antipiréticos Paracetamol AAS Dipirona Analgésicos opioides Alfentanil Buprenorfina Butorfanol Metadona Nalbufina Propoxifeno Hidromorfona Morfina Oxicodona Oximorfona Pentazocina Remifentanil Tapentadol Tramadol Codeína Meperidina continua... Classes farmacológicas Classificação de risco para uso durante a lactação Compatíveis Possivelmente compatíveis Possivelmente perigosos Perigosos
  • 5. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 5 Analgésicos e anti-inflamatórios (continuação) Corticosteroides Metilprednisolona Prednisona Prednisolona Betametasona Budesonida Ciclesonida Flunisolina Fluticasona Dexametasona Hidrocortisona Triancinolona Fármacos usados na enxaqueca Almotriptano Eletriptano Frovatriptano Isometepteno Naratriptano Rizatriptano Sumatriptano Zolmitriptano Ergotamina Flunarizina Anestésicos e indutores anestésicos Benzocaína Bupivacaína Lidocaína Propofol Ropivacaína Articaína Benoxinato Dibucaína Hidrocodona Quetamina Mentol Mepivacaína Metoexital Óxido Nitroso Pramoxina Procaína Sevoflurano Tiopental Relaxantes musculares Baclofeno Carisoprodol Ciclobenzaprina Metaxalona Metocarbamol Mivacúrio Orfenadrina Clorzoxazona Dantrolene Tizanidina Antihistamínicos Carbinoxamina Cetirizina Desloratadina Dimenidrinato Difenidramina Fexofenadina Hidroxizine Levocetirizina Loratadina Triprolidina Azelastina Bronfeniramina Cetotifeno Clorfeniramina Ciproheptadina Dexbronfeniramina Dextroclorfeniramina Doxilamina Epinastina Levocabastina Feniramina, Feniltoloxamina Prometazina Pirilamina Clemastina Trimeprazina continua... ... continuação Classes farmacológicas Classificação de risco para uso durante a lactação Compatíveis Possivelmente compatíveis Possivelmente perigosos Perigosos
  • 6. Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação 6 Anti-infecciosos Antibióticos Amicacina Amoxicilina Amoxicilina + Clavulanato de potássio Ampicilina Ampicilina + Sulbactam Azitromicina Aztreonam Bacitracina Carbenicilina Cefaclor Cefadroxil Cefazolina Cefdinir Cefditoren Cefepime Cefixime Cefoperazona Cefotaxime Cefotetan Cefoxitina Cefpodoxima Cefprozil Ceftazidima Ceftizoxima Ceftriaxona Cefalexina Cefalotina Cefapirina Ceftibuten Cefuroxima Cilastatina Claritromicina Clindamicina Cloxacilina Daptomicina Dicloxacilina Gentamicina Imipenem Levofloxacin Metronidazol Mupirocina Nitrofurantoína Nafcilina Ofloxacin Oxacilina, Penicilina G Pipercacilina Polimixina B Sulfisoxazol Tazobactam Ticarcilina Tobramicina Trimetoprim Vancomicina Ácido nalidíxico Besifloxacin Ceftarolina Ciprofloxacin, Dalfoprostin + Quinupristin Doripenem Doxiciclina Eritromicina Fidaxomicina Fosfomicina Gatifloxacin Gramicidina Hidroxiquinolina Linezolida Lomefloxacin Meropenem Metenamina Micociclina Moxifloxacin Neomicina Netilmicina Norfloxacin Retapamulina Rifaximina Sulfadiazina de prata Estreptomicina Sulfametoxazol Telitromicina Tetraciclina Cloranfenicol Clorhexedina Dapsona Grepafloxacin Tigeciclina Trovafloxacin Antifúngicos Cetoconazol Clotrimazol Fluconazol Itraconazol Miconazol Nistatina Terbinafina Ácido undecilênico Anfotericina B Anidulafuncin Butenafina Butoconazol Capsofungin Ciclopirox olamina Econazol Griseofulvina Micafungin Naftifina Posaconazol Sulconazol Terconazol Tioconazol, Voriconazol Flucitosina continua... ... continuação Classes farmacológicas Classificação de risco para uso durante a lactação Compatíveis Possivelmente compatíveis Possivelmente perigosos Perigosos
  • 7. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 7 Anti-infecciosos (continuação) Antivirais Aciclovir Lavimudina Oseltamivir Valaciclovir Alvimopan Amantadina Docosanol Fanciclovir Ganciclovir Rimantadina Tenofovir Valganciclovir Adefovir Boceprevir Entecavir Ribavirina Telbivunide Abacavir Delavirdina Didadonisa Efavirenz Emtricitabina Etravirena Foscarnet Indinavir Lopinavir Nevirapina Raltegravir Ritonavir Saquinavir Estavudina Zidovudina Anti-helmínticos Albendazol Praziquantel Ivermectina Mebendazol Nitaxozanida Pirantel Tiabendazol Antiprotozoários Metronidazol Atovaquona Nitaxozanida Paromomicina Tuberculostáticos Rifampicina Ácido aminosalicílico Etambutol Isoniazida Pirazinamida Cicloserina Antimaláricos Cloroquina Primaquina Pirimetamina Fármacos cardiovasculares Antianginosos Verapamil Diltiazen d initrato de isossorbida Mononitrato de isossorbida Nitroglicerina Nitroprussiato Antiarrítmicos Adenosina Disopiramida Mexiletina, Propafenona Quinidina Dronedarona Flecainida Tocainida Amiodarona Anti-hiperlipêmicos* Colesevelam Colestiramina Colestipol Atorvastatina* Ezetimiba* Fenofibrato* Fluvastatina* Genfibrozil* Lovastatina* Pravastatina* Rosuvastatina* Sinvastatina* ... continuação continua... Classes farmacológicas Classificação de risco para uso durante a lactação Compatíveis Possivelmente compatíveis Possivelmente perigosos Perigosos
  • 8. Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação 8 Fármacos cardiovasculares (continuação) Anti-hipertensivos Benazepril Captopril Enalapril Hidralazina Labetalol Metildopa Metoprolol Nicardipina Nifedipina Nimodipina Nitrendipina Quinapril Propranolol Acebutolol Aliskiren Amlodipina Atenolol Barnidipina Benzenapril Betaxolol Bisoprolol Candesartan Carteolol Carvedilol Clonidina Doxazosin Eprosartan Esmolol Felodipina Fendolopam Fosinopril Iloprost Irbesartan Isradipina Lisinopril Losartan Minoxidil Nebivolol Nisoldipina Olmesartan Pindolol Prazosin Ramipril Silodosin Tansulosin Valsartan Alfuzosin Ambrisentan Bosentan Nadolol Sotalol Telmisartan Terasozin Cardiotônicos Digoxina Adrenérgicos e vasopressores Desmopressina Dobutamina Dopamina Epinefrina Dextroanfetamina Midodrina Atomoxetina, Dextemetomidina Efedrina Diuréticos Acetazolamida Hidroclorotiazida Espirolonactona Ácido etacrínico Amilorida Bumetamida Clorotiazida Eplerenona Furosemida Indapamida Manitol Torsemide Triantereno Bendroflumetazida Clortalidona Fármacos hematológicos Anticoagulantes Dalteparina Heparina Lepirudina Warfarin Ácido tranexâmico Argatroban Enoxaparina Fondaparinux Rivaroxaban Ticagrelor Tinzaparina Antiagregantes plaquetários Dabigratan AAS Clopidrogrel Dipiridamol Eptifibatide Prasugrel Anagrelida continua... ... continuação Classes farmacológicas Classificação de risco para uso durante a lactação Compatíveis Possivelmente compatíveis Possivelmente perigosos Perigosos
  • 9. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 9 Fármacos para o aparelho respiratório Antiasmáticos Salbutamol Brometo de ipatrópio Cromoglicato de sódio Isoproterenol Levalbuterol Salmeterol Terbutalina Arformoterol Formoterol Montelucaste Pirbuterol Teofilina Zafirlucaste Zileuton Antitussígenos, mucolíticos e expectorantes Dextrometorfano Alfa dornase Guaifenesina Benzonatato Iodeto de potássio Descongestionantes nasais Eucalipto (extrato) Fenilefrina Nafazolina Pseudoefedrina Oxitemazolina Fármacos para o trato digestório Antiácidos e antissecretores ácidos Cimetidina Deslanzoprazol Esomeprazol Famotidina Lansoprazol Nizaditina Omeprazol Pantoprazol Ranitidina Sucralfato Rabeprazol Antieméticos e gastrocinéticos Domperidona Metoclopramida Ondasetrona Cinarizina Ciclizina Dolasetrona Droperidol Granisetrona Palonosetrona Proclorperazina Trimetobenzamida Dronabinol Nabilona Antiespasmódicos Escopolamina Hioscina Laxantes Bisacodil Docusato Psilium Laxantes salinos Hidróxido de magnésio Meticelulose Óleo de castor Glicerina Lactulose Óleo mineral Polietilenoglicol Prucaloprida Sena Hormônios e antagonistas Antidiabéticos orais e insulina Insulinas Glipizida Gliburida Metformin Miglitol Ascarbose Clorpropamida Exenatida Linagliptina Liraglutida Nateglinida Pioglitazona Pramlintide Rosiglitazona Sitagliptina Tolbutaminda Glimepirida Repaglinida Hormônios tireoideanos e antagonistas Levotiroxina Tirotropina Liotironina Metimazol Propiltiouracil Sais de iodo ... continuação continua... Classes farmacológicas Classificação de risco para uso durante a lactação Compatíveis Possivelmente compatíveis Possivelmente perigosos Perigosos
  • 10. Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação 10 Hormônios e antagonistas (continuação) Contraceptivos Desogestrel Dinoprostona Drospirenona Etonogestrel (implante) Levonorgestrel Nonoxinol 9 (espermicida) Norelgestromina Noretindrona Noretinodrel Ulipristal Etinilestradiol Mestranol Imunossupressores e antineoplásicos Ifosfamida Interferon Alfa 2b Mercaptopurina Ofatumumab Toremifeno Aldescleucin Alemtuzumab Altretamina Bleomicina Cetuximab Fluoruracil Flutamida Gencitabina Hidroxiureia Imatinib Lapatinib Metotrexate Nilotinib Sunitinib Teniposide Talidomida Aminopterin Anastrozol Asparaginase Busulfan Capecitabina Carboplastina Carmustina Clorambucil Cisplatina Cladribina Ciclofosfamida Citarabina Dacarbazina Cactinomicina Daunorubicina Docetaxel Doxorubicina Epirubicina Erlotinib Etoposida Everolimus Exemestane Mefalan Mitomicina Oxalipatina Paclitaxel Pazopanib Pentostatin Temozolomida Vimblastina Vincristina Vinorelbina Fármacos para pele e mucosa Escabicidas e pediculicidas Benzoato de benzila Deltametrina Enxofre Permetrina Ivermectina Antiacneicos Adapaleno Peróxido de benzoíla Ácido azelaico Tretinoína Isotretinoína (oral) Anti-inflamatórios Pimecrolimus Tacrolimus Anti-seborreicos Piritionato de zinco Sulfato de selênio Antipruriginosos Calamina Óxido férrico Cânfora Doxepin creme Antipsoriáticos Alefacept Clareadores Hidroquinona continua... ... continuação Classes farmacológicas Classificação de risco para uso durante a lactação Compatíveis Possivelmente compatíveis Possivelmente perigosos Perigosos
  • 11. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 11 Fármacos para pele e mucosa (continuação) Fármacos para uso oftalmológico Olopatadina Sulfacetamina sódica Fluoresceína Trifluridina Tropicamida Verteporfina Antiglaucoma Dipivefrin Timolol Bimatoprost Brimonidina Dorzolamida Lapatinib Levobunolol Pilocarpina Vitaminas e análogos Ácido ascórbico (C) Ácido fólico (B9) Ácido pantotênico (B5) Biotina (B7) Cianocobalamina (B12) Fitonadiona (K) Piridoxina (B6) Riboflavina (B2) Tiamina (B1) Vitamina D Vitamina E Betacaroteno Calcitriol (D) Coenzima Q10 Doxercalciferol (D) Leucovorin Niacina (B3) Paricalcitol (D) Vitamina A Agentes diagnósticos Diatrizoato Gadopentato Dimeglumina Iohexol Metrizamida Metrizoato Metipona PPD (teste tuberculínico) Ácido ioxitalâmico Gadobenato Gadobutrol Gadodiamida Gadoterato Gadoteridol Gadoversetamida Gadoxetato Dissódico Histamina Indocianina verde Inulina Iodipamida Iodixanol Iopamidol Iopentol Iopromida Iotalamato Ioversol Ioxaglato Ioxilan Mangafodipir Metacolina proteína Perflutren tipo A Tecnécio 99 Tiopanoato Xenônio 133 Cobalto 57 Índio 110 Índio 111 Isosulfan azul Octreotide Ragadenoson Tálio Gálio 67 Azul de metileno Drogas de vício e abuso Drogas lícitas Nicotina Álcool Drogas ilícitas Cocaína Crack Maconha Haxixe Heroína LSD Metanfetamina *Diversas publicações não recomendam o uso de anti-hiperlipêmicos, inibidores da enzima de hidroximetilgluratil CoA redutase durante a lactação devido à carência de estudos que avaliem a segurança e também ao risco de bloqueio do metabolismo dos lipídeos no lactente7 . ... continuação Classes farmacológicas Classificação de risco para uso durante a lactação Compatíveis Possivelmente compatíveis Possivelmente perigosos Perigosos
  • 12. Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação 12 bagismo materno é menos prejudicial à criança que o uso de fórmulas infantis. Há relatos de al- teração do sabor do leite materno14 e redução da produção láctea15 em mães tabagistas. Portanto, o ganho ponderal dos lactentes de mães tabagis- tas deve ser acompanhado com maior atenção. O uso materno de gomas de mascar ou de adesivos contendo nicotina na tentativa de abandono do vício é considerado seguro para uso durante a amamentação e deve ser incentivado3 . Mães usuárias regulares de drogas de abu- so ilícitas não devem amamentar seus filhos. As usuárias ocasionais devem suspender a ama- mentação por um período variável após o consu- mo da droga em questão (Quadro 4). A Organiza- ção Mundial da Saúde orienta que as mães sejam alertadas para não utilizar essas drogas e tenham a oportunidade de amamentar e serem apoiadas durante sua abstinência através da inserção em programas de tratamento de abuso de drogas16 . Contudo, a baixa qualidade da assistência em saúde aos usuários de drogas lícitas e ilícitas no Brasil não garante que a mãe dependente quími- ca fique realmente abstinente das drogas. Tal re- alidade dificulta muito a tomada de decisão pelo profissional de saúde no momento da orientação sobre a manutenção do aleitamento materno ou do desmame. Quadro 4. Recomendações sobre o tempo de interrupção da amamentação após o uso de droga de abuso pela nutriz * Um drink corresponde a 340 ml de cerveja, 141,7 ml de vinho, 42,5 ml de bebidas destiladas. Fonte: Adaptado de Hale, 200517 . Uso de drogas de abuso pela nutriz Mulheres devem ser fortemente desenco- rajadas a utilizarem drogas de abuso durante a gestação, no intuito de reduzir os danos à saúde do seu filho. Tal recomendação deve ser mantida após o nascimento da criança, pois a exposição ao álcool e às drogas psicoativas como cocaína, crack, maconha, anfetaminas, ectasy, LSD e hero- ína podem prejudicar o julgamento da mãe e in- terferir no cuidado com o seu filho, além do risco de toxicidade para o lactente amamentado. O álcool ou etanol é uma droga depressora do sistema nervoso central. Apesar de uma quan- tidade significativa ser secretada no leite, essa droga não é considerada perigosa para o lacten- te em doses e períodos limitados. Contudo, es- tudos mostram que a ingestão de 0,3 g/kg de ál- cool, conteúdo presente em uma lata de cerveja (350 ml) pode reduzir em até 23% a ingestão de leite pela criança9 . Além disso, há relatos de al- teração do odor e do sabor do leite materno após uso de bebidas alcoólicas, podendo levar à recu- sa do leite pela criança10 . Apesar de a Academia Americana de Pediatria considerar o álcool com- patível com a amamentação11 , deve-se ressaltar que seu uso deve ser desaconselhado e, caso utilizado, o consumo deve ser esporádico e em doses baixas, principalmente por mães que não possuem o hábito de beber, devido à baixa ativi- dade das enzimas que metabolizam o álcool. O tabagismo materno tem sido associado à redução da produção láctea, ao menor tempo de aleitamento materno e ao risco de síndrome de morte súbita do lactente (SMSL). Porém, reco- menda-se que nutrizes tabagistas mantenham a amamentação, pois filhos de mulheres tabagis- tas amamentados apresentam menor risco de doenças respiratórias que filhos de tabagistas não amamentados12 . Além disso, há evidência de que os efeitos negativos da exposição intrau- terina ao tabaco no desempenho cognitivo das crianças aos 9 anos de idade eram limitados às crianças que não foram amamentadas13 . Assim, acredita-se que a amamentação associada ao ta- Drogas Período de interrupção da amamentação Álcool (etanol) 2 horas para cada drink* consumido Anfetamina e ecstasy 24 a 36 horas Cocaína e crack 24 horas Fenciclidina 1 a 2 semanas Heroína e morfina 24 horas LSD 48 horas Maconha 24 horas
  • 13. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 13 Medicamentos que podem alterar o volume do leite materno Há medicamentos que podem alterar a sín- tese do leite materno produzido pela lactante, aumentando ou diminuindo o volume disponível para a criança. Galactagogos, ou agentes para estimular a lactação, são frequentemente utilizados no in- tuito de estimular a produção láctea, particular- mente em mães de prematuros e mães adotivas. As evidências científicas sobre a eficácia desses agentes, incluindo domperidona, metocloprami- da e ervas, são inconsistentes18 . Entretanto, al- gumas pesquisas, com amostras compostas por pequeno número de participantes, encontraram efeito da domperidona superior ao do place- bo19,20,21 , sobretudo em mães de crianças prema- turas. Apesar dos estudos não terem encontra- ram efeitos colaterais da domperidona em doses terapêuticas e por curto período20,22,23 , os efeitos adversos atribuídos à domperidona sobre a mu- lher e sobre o lactente têm sido motivo de preo- cupação para sua indicação como galactagogo. O uso endovenoso de domperidona foi relaciona- do à ocorrência de arritmia ventricular, prolon- gamento do intervalo QT24 e até mesmo morte súbita em adultos25 . O tratamento, por via oral, de recém-nascidos e crianças foi associado ao prolongamento do intervalo QT26,27 . Assim, Várias agências de saúde têm alertado sobre o uso da domperidona em qualquer apresentação28 . Nos Estados Unidos, o Food and Drug Administration (FDA) proibiu a comercialização desse fármaco e alerta para os riscos elevados de seu uso como galactagogo29 . No Brasil, assim como em todos os países que comercializam a domperidona, a sua prescrição como galactagogo é realizada off label. A sulpirida, muito utilizada no Brasil como galactogogo, deve ser evitada com esse propó- sito, devido à carência de estudos que demons- trem sua eficácia como galactagogo e, sobretudo, ao risco de importantes efeitos adversos sobre a nutriz30 . Assim, diante das evidências existentes até o momento, o profissional de saúde deve ser cauteloso ao prescrever qualquer galactogogo, pesando os riscos e os benefícios potenciais, e sempre informando a mulher sobre as dúvidas existentes quanto à eficácia desses medicamen- tos e os seus potenciais paraefeitos. O estímulo mecânico do complexo aréolo-mamilar pela suc- ção do lactente e a extração do leite, manual ou mecânica são os estímulos mais importantes à indução e manutenção da lactação8 . Vários são os fármacos com relato de supres- são da produção láctea. Há risco potencial de redução da síntese de leite com o uso de estró- genos, bromocriptina, cabergolina, ergotamina, ergometrina, lisurida, levodopa, pseudoefedrina, álcool, nicotina, brupropiona, diuréticos e testos- terona. O uso de qualquer uma dessas substân- cias pode representar risco potencial de déficit ponderal no lactente amamentado, principal- mente durante o puerpério imediato, período mais sensível para a supressão da lactação. De- ve-se, portanto, evitar o uso ou retardar ao máxi- mo a introdução dessas substâncias. Caso sejam utilizadas, o cres¬cimento do lactente deve ser rigorosamente acompanhado31 . Uso de cosméticos e outras substâncias utilizadas em procedimentos estéticos Écrescente o número de mulheres que, ainda jovens, se submetem a procedimentos estéticos Após a gravidez, é natural que a mulher queira in- vestir na melhoria de sua aparência, o que é sau- dável, uma vez que eleva sua autoestima. Nesse sentido, muitas mães buscam recursos cosméti- cos ou estéticos que incluem escovas, tinturas para cabelos, cremes e toxina botulínica. Assim, é fundamental que a nutriz e o profissional de saú- de tenham conhecimento dos riscos que esses recursos cosméticos e estéticos podem oferecer para a amamentação e para os lactentes. Tinturas para cabelo Os profissionais de saúde são, frequente- mente, questionados pelas nutrizes sobre a
  • 14. Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação 14 segurança do uso de tinturas para cabelo no período da amamentação. A prática de tingir os cabelos é considerada segura nesse período, desde que o produto utilizado não contenha chumbo. Desde 2008, a presença desse metal pesado em tinturas é aprovada pela Agência Na- cional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na con- centração máxima de 0,6% para uso somente em cabelos do couro cabeludo32 . Contudo, seu uso é contraindicado durante a amamentação devido à ausência de estudos sobre sua segu- rança para uso nesse período. A informação de que tinturas contendo amônia devem ser evita- das durante a lactação, frequentemente divul- gada em fontes não científicas, não encontra respaldo na literatura. Escovas progressivas As escovas progressivas podem ser realiza- das pelas nutrizes desde que não contenham formol. O formol é um produto acrescentado em fórmulas caseiras com função alisante na con- centração de 3,5%. A Anvisa permite o uso do formol em cosméticos apenas como conservan- te, com concentração de 0,2%, ou como agente para endurecimento de unhas na concentração de 5%. O uso do formol com funções diferentes e em limites acima dos permitidos pode causar danos à saúde, sendo proibido em produtos cos- méticos33 . Assim, seu uso como alisante não é autorizado em qualquer pessoa, sobretudo em nutrizes. Clareamento de manchas na pele A hidroquinona é um fármaco indicado no clareamento gradual de manchas na pele, como melasmas, sardas, melanoses solares e outras condições em que ocorre hiperpigmentação por produção excessiva de melanina. Apesar de o uso tópico da hidroquinona não ter sido estuda- do durante a amamentação, o seu uso não é con- traindicado nesse período7 . Alguns especialistas desaconselham sua aplicação no mamilo ou na aréola durante o período da amamentação7 , bem como o seu uso por longos períodos devido ao seu acúmulo no leite humano34 . Toxina botulínica A utilização da toxina botulínica do tipo A (Bo- tox® ou Dysport® ) para fins cosméticos cresceu muito entre as mulheres, mesmo entre as mais jovens. Há carência de estudos que avaliem a se- gurança desse fármaco durante a amamentação. Entretanto, há relato de que um lactente foi ama- mentado com segurança durante um episódio de botulismo materno, não tendo sido detectada a toxina botulínica no leite materno ou no lacten- te35 . A ocorrência de efeitos adversos sobre o lac- tente é improvável, uma vez que a terapia medi- camentosa materna é realizada com doses muito inferiores àquelas que causam a doença7 . Além disso, a excreção da toxina botulínica pelo leite é considerada desprezível em face às suas ca- racterísticas farmacocinéticas. Uma recente pu- blicação considera a toxina botulínica do tipo A provavelmente compatível com a amamentação3 . Tatuagens O uso de tatuagens na aréola e nos mamilos é uma prática cada vez mais frequente entre as mulheres, principalmente entre as adolescen- tes. Não há informações disponíveis sobre a se- gurança das tatuagens durante a amamentação. Preocupações teóricas estão relacionadas à ex- creção de pigmentos das tintas no leite mater- no. Nos Estados Unidos, por precaução, a doação de sangue não é permitida por 12 meses após a realização da tatuagem7 . Especialistas não re- comendam a realização de tatuagens durante a amamentação36 . Tatuagens com tintas tipo hen- na estão frequentemente associadas à derma- tite local; assim, não devem ser realizadas nas mamas durante o período de amamentação37 . Pontos-chaves em Medicamentos e Amamentação Os estudos que procuram determinar a se- gurança dos medicamentos para uso durante a amamentação são realizados com pequenas amostras ou são relatos de casos. Assim, o princí-
  • 15. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 15 pio fundamental da prescrição de medicamentos para nutrizes baseia-se, sobretudo, na avaliação do risco versus benefício. Os aspectos a serem avaliados incluem os benefícios da amamenta- ção, o alívio dos sintomas e da doença sobre a saúde materna e os riscos da terapêutica para o lactente e para a produção láctea. O Quadro 5 apresenta recomendações a serem utilizadas para a prescrição medicamentosa e orientação às nutrizes. Quadro 5. Pontos-chaves para orientação e prescrição de medicamento para nutrizes Adaptado de Hale e Rowe, 20173 Considerações finais A terapia medicamentosa é, na grande maio- ria das vezes, compatível com a amamentação. As- sim, raramente o desmame deve ser indicado por causa do uso de medicamento pela nutriz. É ina- ceitável que o médico indique o desmame mera- mente por desconhecimento acerca da segurança do medicamento para uso na lactação, privando a criança e a mãe dos efeitos positivos da ama- mentação sobre sua saúde. Os riscos da alimenta- ção da criança pequena com fórmulas infantis são significativos e não devem ser banalizados. Tenha sempre em local acessível uma fonte de consulta sobre a compatibilidade dos medicamentos com a lactação. Sugerimos o aplicativo Lactmed7 (língua inglesa) ou a publicação do Ministério da Saúde “Amamentação e uso de Medicamentos e outras substâncias”8 na língua portuguesa. Evite prescrever medicamentos que não são necessários. Vários medicamentos existentes no mercado carecem de evidências científicas sobre sua eficácia. Escolha medicamentos comprovadamente seguros para uso na lactação, evitando optar por fármacos recentemente introduzidos no mercado. Medicamentos comprovadamente seguros para uso por lactentes são seguros para uso materno durante a lactação. Avalie a idade do lactente. Prematuros que ainda não atingiram 40 semanas de idade corrigida e recém- nascidos apresentam maior risco para efeitos adversos. Fármacos utilizados nos primeiros 3 a 4 dias pós-parto geralmente produzem níveis desprezíveis no lactente devido ao pequeno volume de leite materno ingerido. Considere o quadro clínico da criança. Lactentes instáveis, com doenças graves estão mais expostos aos efeitos adversos dos medicamentos utilizados pelas mães. Opteporfármacoscommeiavidacurta,altaafinidadeporproteínasplasmáticas,baixabiodisponibilidade oral e elevado peso molecular. Indicar o tratamento por menor tempo possível. Os riscos da terapia em longo prazo é sabidamente maior que os de uma terapia em curto prazo. Evite a prescrição de medicamentos que podem reduzir a produção do leite materno. Programar o horário de administração do medicamento à mãe a fim de evitar que o pico do medicamento no sangue e no leite materno coincida com o horário da amamentação. Em geral, a exposição do lactente ao fármaco pode ser diminuída, prescrevendo-o para a mãe imediatamente antes ou logo após a mamada. Outra opção é ministrar o medicamento antes do maior período de sono da criança. A maioria dos medicamentos disponíveis é segura para uso na lactação. Os riscos das fórmulas infantis são bem conhecidos e documentados. Levar em consideração o tipo de alimentação do lactente. Aqueles em aleitamento materno exclusivo estarão mais expostos ao medicamento do que aqueles que já iniciaram a alimentação complementar. Recomende o tratamento de mães que apresentam depressão ou transtornos afins. Os medicamentos utilizados para tratamento dessas doenças são seguros.
  • 16. Uso de medicamentos e outras substâncias pela mulher durante a amamentação 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 14. Nafstad P, Jaakkola JJK, Hagen JA, Pedersen BS, Qvigstad E, Botten G, Kongerud J. Weight gain during the first year of life in relation to maternal smoking and breast feeding in Norway. Journal of Epidemiology and Community Health 1997;51:261-265. 15. Napierala M, Mazela J, Merritt TA, Florek E. Tobacco smoking and breastfeeding: Effect on the lactation process, breast milk composition and infant development. A critical review. Envion Res 2016; 151:321-338. 16. World Health Organization. Infant and young child feeding: Model Chapter for textbooks for medical students and allied health professionals. Geneva, 2009. 17. Hale TW. Drug Therapy and Breastfeeding. In: Riordan J (ed). Breastfeeding and Human Lactation. 3 ed. Boston: Jones and Barlett Publishers, 2005. 18. Sachs HC and Committee on Drugs. American Academy of Pediatrics. The Transfer of drugs and therapeutics into human breast milk: an update on selected topics. Pediatrics, 2013;132(3):e796-809. Disponível em: http:// pediatrics.aappublications.org/content/ pediatrics/132/3/e796.full.pdf. Acesso em 20 de abril de 2017. 19. Campbell-Yeo ML, Allen AC, Joseph KS, et al. Effect of domperidone on the composition of preterm human breast milk. Pediatrics. 2010;125(1). Available at: www. pediatrics. org/cgi/content/full/125/1/e107. 20. Jantarasaengaram S, Sreewapa P. Effects of domperidone on augmentation of lactation following cesarean delivery at full term. Int J Gynaecol Obstet, 2012;116(3)240-243. 21. Bazzano NA, Hofer R, Thibeau S, Gillispie V, Jacobs M, Theall KP. A Review of Herbal and Pharmaceutical Galactagogues for Breast- Feeding. Ochsner Journal 16:511–524, 2016. 22. da Silva OP, Knoppert DC, Angelini MM, Forret PA. Effect of domperidone on milk production in mothers of premature newborns: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. CMAJ. 2001 Jan 9;164(1):17-21. 23. Petraglia F, De Leo V, Sardelli S, Pieroni ML, D’Antona M, Genazzani AR. Domperidone in defective and insufficient lactation. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 1985;19(5):281-287. 24. Deepak P, Ehrenpreis ED, Sadozai Y, Sifuentes H. Tu1470 Co-Prescription of Interacting Medications, Arrhythmias and Treatment With Domperidone. Gastroenterology 2012; 142 (5 Supplement 1), S-841-842. 25. Strauss SM, Sturkenboom MC, Bleumink GS, Dieleman JP, van der Lei J, de Graeff PA, et al. Non-cardiac QTc-prolonging drugs and risk of sudden cardiac death. Eur Heart J 2005; 26: 2007-2012. 1. Alencar SMSM, Dias Rego J. As Sociedades Médicas e o incentivo ao aleitamento materno. In: Dias Rego J, ed. Aleitamento Materno. São Paulo: Atheneu; 2001. p 409-420. 2. Chaves RG, Lamounier JA, César CC. Association between duration of breastfeeding and drug therapy. Asian Pacific Journal of Tropical Disease, 2011; (1) 3: 216-221. 3. Hale TW, Rowe HE. Medications & Mothers’ Milk. Springer Publishing Company: New York [online], 2017. Disponível em: http://www. medsmilk.com. 4. Chaves, RG; Lamounier, JA; César, CC; Corradi, MAL; Mello, RP; Gontijo; Drumond, JM. Amamentação e uso de antiinflamatórios não esteróides pela nutriz: informações científicas versus conteúdo em bulas de medicamentos comercializados no Brasil. Rev Bras Saúde Matern Infant; Recife, 2006. 6(3):269-276. 5. Ito, S; Koren, G; Einarson, TR. Maternal noncompliance with antibiotics during breastfeeding. Ann Pharmacother, 1993.27(1):40-42. 6. Hale T, Rowe HE. Medications ant Mother’s Milk. 16 ed. Amarillo, TX: Hale Publishing, L. P., 2014. 7. LactMed: A Toxnet Database. Drugs and Lactation Database (LactMed). Disponível em: http://toxnet.nlm.nih.gov/newtoxnet/lactmed. htm. Acessado em: 15 de março de 2017. 8. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias. 2ª ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2010. Disponível em www.bvsms.saude. gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_ medicamentos_2ed.pdf. Acessado em: 10 de março de 2017. 9. Mennella JA. Regulation of milk intake after exposure to alcohol in mother’s milk. Alcohol Clin Exp Res 2001; 25:590-593. 10. Mennella JA, Beauchamp GK. The transfer of alcohol to human milk. Effects on flavor and the infant’s behavior. N Engl J Med, 1991; 325(14):981-5. 11. American Academy of Pediatrics Committee on Drugs. Transfer of drugs and other chemicals into human milk. pediatrics. 2001;108:776-789. 12. Woodward A, Douglas RM, Graham NM, MilesH. Acute respiratory illness in Adelaide children: breast feeding modifies the effect of passive smoking. J Epidemiol Community Health, 1990; 44(3):224-230. 13. Batstra L, Neeleman J, Hadders-Algra M. Can breast feeding modify the adverse effects of smoking during pregnancy on the child.s cognitive development? J Epidemiol Community Health. 2003;57:403-404.
  • 17. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 17 32. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Utilização de acetato de chumbo em tinturas capilares progressivas, 2008. Disponível em: http://www.anvisa.gov. br/cosmeticos/informa/parecer_acetato_ chumbo.htm. Acesso em 03/04/17. 33. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Escovas progressivas, alisantes e formol, 2005. Disponível em: http://www. anvisa.gov.br/cosmeticos/alisantes/alisante_ formol.htm. Acesso em 04/04/2017. 34. Butler DC, Heller MM, Murase JE. Safety of dermatologic medications in pregnancy and lactation: Part II Lactation. J Am Acad Dermatol. 2014;70:410.e1-410.e10. 35. Middaugh J. Botulism and breast milk. N Engl J Med 1978; 298(6):343. 36. Kluger N. Can a mother get a tattoo during pregnancy or while breastfeeding? Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2012;161:234-235. 37. Chaves RG, Lamounier JA. Amamentação e uso de drogas, plantas medicinais e cosméticos. In: V.R.S Weffort, J.A. Lamounier. Nutrição em Pediatria. Da neonatologia à adolescência. Editora Manole, São Paulo, 2ª. Edição, 2017. p893-901. 26. Collins KK, Sondheimer JM. Domperidoneinduced QT prolongation: add another drug to the list. J Pediatr. 2008;153(5): 596–598. 27. Djeddi D, Kongolo G, Lefaix C, Mounard J, Léké A. Effect of domperidone on QT interval in neonates. J Pediatr. 2008;153(5): 663–666. 28. Marzi Marta, Weitz Darío, Avila Aylén, Molina Gabriel, Caraballo Lucía, Piskulic Laura. Efectos adversos cardíacos de la domperidona en pacientes adultos: revisión sistemática. Rev. méd. Chile [Internet] 2015;143(1):14- 21. Disponível em: http://www.scielo. c l /s c i e l o . p h p? s c r i p t = s c i _ a r t t ex t & p i d =S0034-98872015000100002. Acesso em 19 de abril de 2017. 29. Food and Drug Administration (FDA). FDA Talk Paper: FDA Warns Against Women Using Unapproved Drug, Domperidone, to Increase Milk Production, 2004. Disponível em: https://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/ InformationbyDrugClass/ucm173886.htm. Acesso em 28 de abril de 2017. 30. Anderson PO, Valdes V. A Critical Review of Pharmaceutical Galactagogues. Breastfeeding Medicine, 2007; 2(4): 229-242. 31. Chaves RG, Lamounier JA, César CC. Medicamentos e amamentação: atualização e revisão aplicadas à clínica materno infantil. Rev Paul Pediatr 2007; 25(3): 276-288.
  • 18. 18 Diretoria Triênio 2016/2018 PRESIDENTE: Luciana Rodrigues Silva (BA) 1º VICE-PRESIDENTE: Clóvis Francisco Constantino (SP) 2º VICE-PRESIDENTE: Edson Ferreira Liberal (RJ) SECRETÁRIO GERAL: Sidnei Ferreira (RJ) 1º SECRETÁRIO: Cláudio Hoineff (RJ) 2º SECRETÁRIO: Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS) 3º SECRETÁRIO: Virgínia Resende Silva Weffort (MG) DIRETORIA FINANCEIRA: Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ) 2ª DIRETORIA FINANCEIRA: Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) 3ª DIRETORIA FINANCEIRA: Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO) DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL: Fernando Antônio Castro Barreiro (BA) Membros: Hans Walter Ferreira Greve (BA) Eveline Campos Monteiro de Castro (CE) Alberto Jorge Félix Costa (MS) Analíria Moraes Pimentel (PE) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Adelma Alves de Figueiredo (RR) COORDENADORES REGIONAIS: Norte: Bruno Acatauassu Paes Barreto (PA) Nordeste: Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Sudeste: Luciano Amedée Péret Filho (MG) Sul: Darci Vieira Silva Bonetto (PR) Centro-oeste: Regina Maria Santos Marques (GO) ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA: Assessoria para Assuntos Parlamentares: Marun David Cury (SP) Assessoria de Relações Institucionais: Clóvis Francisco Constantino (SP) Assessoria de Políticas Públicas: Mário Roberto Hirschheimer (SP) Rubens Feferbaum (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Sérgio Tadeu Martins Marba (SP) Assessoria de Políticas Públicas – Crianças e Adolescentes com Deficiência: Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT) Eduardo Jorge Custódio da Silva (RJ) Assessoria de Acompanhamento da Licença Maternidade e Paternidade: João Coriolano Rego Barros (SP) Alexandre Lopes Miralha (AM) Ana Luiza Velloso da Paz Matos (BA) Assessoria para Campanhas: Conceição Aparecida de Mattos Segre (SP) GRUPOS DE TRABALHO: Drogas e Violência na Adolescência: Evelyn Eisenstein (RJ) Doenças Raras: Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (SP) Atividade Física Coordenadores: Ricardo do Rêgo Barros (RJ) Luciana Rodrigues Silva (BA) Membros: Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA) Patrícia Guedes de Souza (BA) Profissionais de Educação Física: Teresa Maria Bianchini de Quadros (BA) Alex Pinheiro Gordia (BA) Isabel Guimarães (BA) Jorge Mota (Portugal) Mauro Virgílio Gomes de Barros (PE) Colaborador: Dirceu Solé (SP) Metodologia Científica: Gisélia Alves Pontes da Silva (PE) Cláudio Leone (SP) Pediatria e Humanidade: Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE) Luciana Rodrigues Silva (BA) Christian Muller (DF) João de Melo Régis Filho (PE) Transplante em Pediatria: Themis Reverbel da Silveira (RS) Irene Kazue Miura (SP) Carmen Lúcia Bonnet (PR) Adriana Seber (SP) Paulo Cesar Koch Nogueira (SP) Fabiana Carlese (SP) DIRETORIA E COORDENAÇÕES: DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL Maria Marluce dos Santos Vilela (SP) COORDENAÇÃO DO CEXTEP: Hélcio Villaça Simões (RJ) COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO Mauro Batista de Morais (SP) COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL José Hugo de Lins Pessoa (SP) DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Nelson Augusto Rosário Filho (PR) REPRESENTANTE NO GPEC (Global Pediatric Education Consortium) Ricardo do Rego Barros (RJ) REPRESENTANTE NA ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA (AAP) Sérgio Augusto Cabral (RJ) REPRESENTANTE NA AMÉRICA LATINA Francisco José Penna (MG) DIRETORIA DE DEFESA PROFISSIONAL, BENEFÍCIOS E PREVIDÊNCIA Marun David Cury (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DE DEFESA PROFISSIONAL Sidnei Ferreira (RJ) Cláudio Barsanti (SP) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Cláudio Orestes Britto Filho (PB) Mário Roberto Hirschheimer (SP) João Cândido de Souza Borges (CE) COORDENAÇÃO VIGILASUS Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Fábio Elíseo Fernandes Álvares Leite (SP) Jussara Melo de Cerqueira Maia (RN) Edson Ferreira Liberal (RJ) Célia Maria Stolze Silvany ((BA) Kátia Galeão Brandt (PE) Elizete Aparecida Lomazi (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Isabel Rey Madeira (RJ) Jocileide Sales Campos (CE) COORDENAÇÃO DE SAÚDE SUPLEMENTAR Maria Nazareth Ramos Silva (RJ) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Álvaro Machado Neto (AL) Joana Angélica Paiva Maciel (CE) Cecim El Achkar (SC) Maria Helena Simões Freitas e Silva (MA) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO DE CONSULTÓRIO Normeide Pedreira dos Santos (BA) DIRETORIA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS E COORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Dirceu Solé (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS Lícia Maria Oliveira Moreira (BA) DIRETORIA DE CURSOS, EVENTOS E PROMOÇÕES Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck (SP) COORDENAÇÃO DE CONGRESSOS E SIMPÓSIOS Ricardo Queiroz Gurgel (SE) Paulo César Guimarães (RJ) Cléa Rodrigues Leone (SP) COORDENAÇÃO GERAL DOS PROGRAMAS DE ATUALIZAÇÃO Ricardo Queiroz Gurgel (SE) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE REANIMAÇÃO NEONATAL: Maria Fernanda Branco de Almeida (SP) Ruth Guinsburg (SP) COORDENAÇÃO PALS – REANIMAÇÃO PEDIÁTRICA Alexandre Rodrigues Ferreira (MG) Kátia Laureano dos Santos (PB) COORDENAÇÃO BLS – SUPORTE BÁSICO DE VIDA Valéria Maria Bezerra Silva (PE) COORDENAÇÃO DO CURSO DE APRIMORAMENTO EM NUTROLOGIA PEDIÁTRICA (CANP) Virgínia Resende S. Weffort (MG) PEDIATRIA PARA FAMÍLIAS Victor Horácio da Costa Júnior (PR) PORTAL SBP Flávio Diniz Capanema (MG) COORDENAÇÃO DO CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA José Maria Lopes (RJ) PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO CONTINUADA À DISTÂNCIA Altacílio Aparecido Nunes (SP) João Joaquim Freitas do Amaral (CE) DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Luciana Rodrigues Silva (BA) Dirceu Solé (SP) Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho (PE) Joel Alves Lamounier (MG) DIRETORIA DE PUBLICAÇÕES Fábio Ancona Lopez (SP) EDITORES DA REVISTA SBP CIÊNCIA Joel Alves Lamounier (MG) Altacílio Aparecido Nunes (SP) Paulo Cesar Pinho Pinheiro (MG) Flávio Diniz Capanema (MG) EDITOR DO JORNAL DE PEDIATRIA Renato Procianoy (RS) EDITOR REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA Clémax Couto Sant’Anna (RJ) EDITOR ADJUNTO REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA Marilene Augusta Rocha Crispino Santos (RJ) CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO Gil Simões Batista (RJ) Sidnei Ferreira (RJ) Isabel Rey Madeira (RJ) Sandra Mara Amaral (RJ) Bianca Carareto Alves Verardino (RJ) Maria de Fátima B. Pombo March (RJ) Sílvio Rocha Carvalho (RJ) Rafaela Baroni Aurilio (RJ) COORDENAÇÃO DO PRONAP Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida (SP) Fernanda Luísa Ceragioli Oliveira (SP) COORDENAÇÃO DO TRATADO DE PEDIATRIA Luciana Rodrigues Silva (BA) Fábio Ancona Lopez (SP) DIRETORIA DE ENSINO E PESQUISA Joel Alves Lamounier (MG) COORDENAÇÃO DE PESQUISA Cláudio Leone (SP) COORDENAÇÃO DE PESQUISA-ADJUNTA Gisélia Alves Pontes da Silva (PE) COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO Rosana Fiorini Puccini (SP) COORDENAÇÃO ADJUNTA DE GRADUAÇÃO Rosana Alves (ES) Suzy Santana Cavalcante (BA) Angélica Maria Bicudo-Zeferino (SP) Silvia Wanick Sarinho (PE) COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO Victor Horácio da Costa Junior (PR) Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE) Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO) Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) Jefferson Pedro Piva (RS) COORDENAÇÃO DE RESIDÊNCIA E ESTÁGIOS EM PEDIATRIA Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS) Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) Victor Horácio da Costa Junior (PR) Clóvis Francisco Constantino (SP) Silvio da Rocha Carvalho (RJ) Tânia Denise Resener (RS) Delia Maria de Moura Lima Herrmann (AL) Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA) Jefferson Pedro Piva (RS) Sérgio Luís Amantéa (RS) Gil Simões Batista (RJ) Susana Maciel Wuillaume (RJ) Aurimery Gomes Chermont (PA) COORDENAÇÃO DE DOUTRINA PEDIÁTRICA Luciana Rodrigues Silva (BA) Hélcio Maranhão (RN) COORDENAÇÃO DAS LIGAS DOS ESTUDANTES Edson Ferreira Liberal (RJ) Luciano Abreu de Miranda Pinto (RJ) COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA NACIONAL Susana Maciel Wuillaume (RJ) COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA INTERNACIONAL Herberto José Chong Neto (PR) DIRETOR DE PATRIMÔNIO Cláudio Barsanti (SP) COMISSÃO DE SINDICÂNCIA Gilberto Pascolat (PR) Aníbal Augusto Gaudêncio de Melo (PE) Isabel Rey Madeira (RJ) Joaquim João Caetano Menezes (SP) Valmin Ramos da Silva (ES) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Tânia Denise Resener (RS) João Coriolano Rego Barros (SP) Maria Sidneuma de Melo Ventura (CE) Marisa Lopes Miranda (SP) CONSELHO FISCAL Titulares: Núbia Mendonça (SE) Nélson Grisard (SC) Antônio Márcio Junqueira Lisboa (DF) Suplentes: Adelma Alves de Figueiredo (RR) João de Melo Régis Filho (PE) Darci Vieira da Silva Bonetto (PR) ACADEMIA BRASILEIRA DE PEDIATRIA Presidente: José Martins Filho (SP) Vice-presidente: Álvaro de Lima Machado (ES) Secretário Geral: Reinaldo de Menezes Martins (RJ)