Melhores Práticas na prevenção de
     eventos adversos graves
 relacionados à administração de
          medicamentos




 Silvia Helena De Bortoli Cassiani
       shbcassi@eerp.usp.br
Incidente com dano:
         EVENTO ADVERSO
• Um evento adverso contribui para um dano
  ao paciente.

• O dano pode ser definido      como prejuízo
  temporário ou permanente      da função ou
  estrutura do corpo: física,   emocional, ou
  psicológica, seguida ou       não de dor,
  requerendo uma intervenção.
                                    WHO, Taxonomy. 2009.
Introdução

• Eventos adversos relacionados à medicação ocorrem
  freqüentemente nos hospitais embora nem sempre resultem
  em lesão fatal.

• Em um hospital de ensino de até 700 leitos, 2 de cada 100
  pacientes admitidos experimentarão, no curso da sua
  terapia medicamentosa um erro na medicação, resultando
  num aumento do custo hospitalar de R$7000 reais por
  admissão.

                                                    Silvia Cassiani
                                                    EERP/USP
Introdução

• Erro na medicação: qualquer evento evitável que pode causar
  ou ser atribuído ao uso inapropriado do medicamento,
  enquanto o medicamento está sob o controle dos profissionais
  da saúde, paciente ou consumidor. Esses eventos podem estar
  relacionados à:


     Prática profissional                Produtos da saúde




     Procedimentos e sistemas        Monitoração e uso dos
                                     medicamentos
                                                             Silvia Cassiani
                                                             EERP/USP
MELHORES PRÁTICAS NA
     PREVENÇÃO
Soluções

• Tecnologia da informação
• Sistemas de notificação, investigação de
  incidentes.
• Papel do paciente
• Criação de uma cultura de segurança.
• Aspectos referentes à força de trabalho
• Treinamento
             Watcher. Compreendendo a segurança do paciente. Artmed,2010
1. Tecnologia da Informação
     1- Tecnologia da Informação


A maioria dos erros é devida às falhas na
comunicação e transmissão de dados.

A informatização do prontuário médico
representa uma iniciativa importante para a
segurança de pacientes.
Meios pelos quais a tecnologia da
    informação pode melhorar a segurança do
                     paciente
- Melhora a comunicação
- Torna a informação mais prontamente acessível
- Elimina os problemas de identificação com a escrita manual
- Menor tempo de chegada da prescrição à farmácia
- Identifica mais facilmente o prescritor
- Apta a ser ligada a sistemas de notificação de reações adversas
  a medicamentos
- Mais facilmente integrada a sistemas de registros médicos e
  de suporte à decisão.
Prescrição Médica Eletrônica

Considerada uma das três mudanças mais efetivas
para melhorar a segurança dos pacientes na
terapêutica medicamentosa.

Erros de medicação em Hospital de Boston
diminuíram 55% quando utilizada a prescrição
eletrônica em detrimento da manual.


                                               Silvia Cassiani
                                                EERP/USP
Registros das administrações de medicamentos
      (como podem ser melhorados???)




                                       Silvia Cassiani
                                       EERP/USP
Tente administrar esse medicamento
         corretamente!!!
“O copiar e colar”
• “ O comando copiar-e-colar permite que a anotação de
  um dia possa ser copiada e usada como base da
  anotação do dia seguinte. Idealmente, a informação e
  as impressões diagnósticas antigas seriam deletas e
  novas seriam adicionadas. Na realidade,entretanto,
  não há deleção, só acrescimos. As anotações sobre o
  progresso diário tornaram-se progressivamente mais
  longas e contém informações caducadas. A impressão
  diagnóstica inicial, há muito descartada, é
  diligentemente anotada dia a dia. Pacientes
  complicados estão no segundo PO por semanas``.

                                     Watcher, 2010
A TECNOLOGIA AJUDA?

 Sistemas de identificação
--

por códigos de barra.O
computador compara o registro
médico do paciente com o
medicamento.Se houver algum
problema, o computador alerta o
profissional.
Redução de cerca de 70% nas taxas
de erros

-Bombas   de infusão
inteligentes                         Silvia Cassiani
                                     EERP/USP
2- Sistemas de Notificação,
Investigação de incidentes e outros
             métodos.
CARACTERÍSTICAS DE UM SISTEMA DE
            NOTIFICAÇÃO IDEAL

• Participação de todos os envolvidos

• Intenção e objetivos claros para todos

• Cultura de justiça

• Aspectos de responsabilidade claros, focados e inteligíveis

• Opção para notificação anônima e confidencial

• Notificação acessível a qualquer pessoa


               Wachter, R.M. Compreendendo a segurança do paciente. Editora Artmed. 2010. p. 174
Características de um sistema de notificação ideal
(continuação):

• Notificação fácil, com múltiplas opções

• Formulários com campos abertos e de múltipla escolha

• Análise dos dados executada por especialistas em segurança

• Retorno rápido e relevante aos envolvidos

• Liderança forte, essencial para proteger a missão e os valores
  institucionais


             Wachter, R.M. Compreendendo a segurança do paciente. Editora Artmed. 2010. p. 174 (Adaptado)
Característica            Descrição
Não punitiva              Notificadores livres de retaliação ou punição por ter notificado
Confidencialidade
                          A identificação do notificador nunca é revelada

Independente              O sistema de notificação é independente de qualquer autoridade com
                          poder para punir
Análise            por As notificações são avaliadas por especialistas, que entendam aspectos
especialistas          clínicos e reconheçam as possíveis causas do evento
Agilidade                 As notificações são analisadas rapidamente e as recomendações sejam
                          prontamente divulgadas para os interessados, especialmente nos casos
                          graves
Foco no sistema           As recomendações incidem sobre as mudanças nos sistemas, processos
                          ou produtos e não estão orientadas para o indivíduo
Sensibilidade             O setor que recebe as notificações dissemina as recomendações, e a
                          organização de saúde compromete-se a implementá-la, sempre que
                          possível

Quadro – Características desejáveis para Sistemas de Notificação de Sucesso (WHO, 2005).
Sistema Informatizado de Notificações Voluntárias - HCRP
Preencha os campos solicitados.
2º
     Escolha a opção no item: “Notificação sobre”



                                            MEDICAMENTO TESTE
               000000
              00000000                               XFARMA
              1111
              Frasco
3º Preencha os campos solicitados.




XXX000
00/00/1900                             JOÃO DA SILVA
BRA                                    Masculino



00/00/2010        14:15
             Campus
A análise da causa- raiz (Root cause analysis)




1. Utilizada para rever de maneira compreensiva e
   retrospectiva os eventos adversos e identificar o
   fator causal.

2. Investiga os detalhes e a perspectiva global da
   situação, facilita a análise, propondo uma
   avaliação do sistema.
                                   Williams,BUMC Proceedings,2001
Etapas do Métodos de Análise da Causa - Raiz


Etapa 1: Identificação e descrição do problema.
Etapa 2: Análise da tarefa, da mudança e das
         barreiras de controle.
Etapa 3: Desenho das causas e fatores de ocorrência
    daquele “problema”.
Etapa 4: Determinação das causas-raízes.
Etapa 5: Recomendações para evitar a recorrência.


                                                  Silvia Cassiani
                                                EERP/USP/set 2006
Caso 1
• Evento - Prescrito pelo médico atenolol, cp, 25mg,
  VO, às 8h, para ser administrado ao paciente. Às
  8h36, o auxiliar de enfermagem consultou a
  requisição da farmácia e separou um cp, 100mg de
  atenolol e colocou em um recipiente junto com outro
  cp e rotulou com o nome e leito do paciente. Às
  8h45, o auxiliar não consultou a prescrição médica,
  não confirmou , não orientou o paciente e
  administrou 100mg de atenolol VO.

• Conclusão: administrado 100mg de atenolol ao invés
  de 25mg.
                                            Teixeira,TCA 2007
Desenho dos fatores causais                                                              Teixeira,TCA 2007




                                                                        Auxiliar não consultou a
                                                                        prescrição médica antes
                                                                        administração



                                       Auxiliar consultou a        Auxiliar não confirmou paciente
                                       requisição da farmácia



                                                                     Auxiliar não orientou paciente
                                       Rotulou com o nome e
                                       leito do paciente.



Foi prescrito pelo                              Às 8h36, o                    Às 8h45h,
médico atenolol, cp,   Dispensado               auxiliar separou              paciente
25mg, VO, às 8 h,      100mg de                 um cp, 100mg de               recebeu
para ser               atenolol pela            atenolol e                    100mg de
administrado ao        farmácia                 colocou junto                 atenolol, VO,
paciente                                        com outros cps                pelo auxiliar
                                                em um recipiente
Método de análise dos modos e
      efeitos das falhas (FMEA)

• Método para identificar de forma pró-ativa
  riscos no cuidado à saúde,como:

- Modos em que um processo ou desenho pode
   falhar.
- As causas da falha,e
- Como ele pode tornar-se seguro.
3- Papel dos Pacientes
Paciente é nosso parceiro no seu tratamento !!!
            Paciente -parceiro
Informação é a chave.....
4- Criando uma cultura de Segurança
           Classificação das instituições
                          Generativa
                          “ Segurança faz parte do negócio”
Aumento da
informação em
todos os níveis        Proativa
                       “Trabalha buscando as falhas”


                  Calculativa
                  “ Segurança é gerenciada”


             Reativa
             “Segurança é importante mas as ações são
             após os acidentes”
                                                              Aumento da
                                                              confiança
      Patológica
      “É um problema dos trabalhadores”                           Silvia Cassiani
                                                                  EERP/USP
Contexto Atual das Instituições




                                  Silvia Cassiani
                                  EERP/USP
Como estão os ambientes de trabalho?
                ?
Silvia Cassiani
EERP/USP
Medicamentos controlados???
E a chave no armário???




                              Silvia Cassiani
                              EERP/USP
Armários em postos de enfermagem!!




                                Silvia Cassiani
                                EERP/USP
Situação das bandejas na
administração de medicamentos




                                Silvia Cassiani
                                EERP/USP
Os pacientes são identificados rotineiramente
e permanecem com a identificação até a alta?
Ambiente da farmácia hospitalar




                                  Silvia Cassiani
                                  EERP/USP
Organizando um Programa de
            Segurança
  1- Infraestrutura
 2- Princípios gerais dirigidos ao re-desenho do sistema
 3- Procedimentos, práticas ou medidas de segurança
 específicas centralizadas na melhoria dos processo

      Prevenção requer o re-desenho contínuo e a implantação de
    sistema de segurança tornando cada vez menor a probabilidade
                            do erro ocorrer

Kohn et al. To err is human: building a safer health system, 2000.
Otero Lopez et al. Farmacia Hospitalaria, 2002.                      Silvia Cassiani
                                                                     EERP/USP
Organizando um Programa de
            Segurança

4. Constituição de um comitê multidisciplinar com
autoridade para implementar medidas e iniciativas para
redução de erros.
5. Atitude pró-ativa, avaliando os riscos potenciais
referentes à segurança de novos procedimentos e
tecnologia.
6. Estabelecimento de um ambiente não punitivo.
7. Programa de notificação voluntária de erros de
    medicação
                                            Silvia Cassiani
                                            EERP/USP
4- Força de Trabalho


• Aiken, Sochalski y cols.(2000) confirmaram
  que uma enfermeira a mais por paciente e por
  día estava relacionado com a diminuição de
  até 50 % da mortalidade dos pacientes.
Distribuição dos erros de medicação por tipo e por
       hospital
                                                                 Hospitais

                          A               B                C                 D                E               F               Total

Categorias de erro
                     N        %     N          %     N          %       N         %     N          %     N        %      N            %




Medicamento não
                     7        0,9    6        0,4     8        1,2     71        4,5     8        0,8    3        0,6   103           9,8
autorizado




Dose errada          21       2,6   20        1,4    23        3,7     169       11     41        4,7    3        0,6   277       26,4




Via errada           33       4,1   16        1,0     7        1,1      4        0,3    24        2,6    5        1,0    89           8,5




Horário errado       28       5,0   201       35,6   128       22,7    113       20,0   90        1,6    4        0,7   564       53,8




Paciente errado      2        0,3    5        0,3     2        0,3      2        0,1     3        0,3    2        0,4    16           1,5


TOTAL                91       8,7   248       23,6   168       16,0    359       34,2   166       15,8   17       1,6   1049          100
Solução- Trabalho em Redes de
         Enfermagem
6. Soluções referentes a treinamentos

• Periódicos (repetir, repetir, repetir...)
• Metodologia diversificada
• Focado na análise das ocorrências
• Atividade pós-treinamento
   – caça palavras, palavras cruzadas
   – sorteio de folga
• Reuniões sobre eventos adversos com toda a
  equipe de enfermagem.
• Exposição da política da instituição, antes do 1º
  dia de trabalho de recém admitido.            Silvia Cassiani
                                                        EERP/USP
Atividades pós -treinamentos
      A   B   C   D   E   F   G H   I   J   K   L   M N   O P   Q R   S   T   U   V   X   Z
 1                p   a   c   i e   n   t   e   c   e r   t o     D   D
 2 H O R A C E R T                  A                             R   O           L
 3               I                        H O R A R I             O   S           E
  4   D       C O N S         E Q   U E N C I A S   D             G   E           I
  5   I             O           U                 V I             A   C E R       T A
  6   L       O C O R         R E   N C I A         S             C   E           O
  7   U
      C         O   O           T           F P   C T             E   R M I       N O
  8   I
      H       A N L             A   T E N Ç A O   O R             R   T                   M
  9   Ç
      E       N F E R         M E   I R O   L T   N A             T   A     F             A
 10   A
      C       O I R           N         M E H A   F Ç             A   S S U
                                                                          M I             R
 11   O
      A       T R             O     D I E T A S   E A                       S             C
 12   G       A M E D         I C   O M   I   S   R O                   E   I             A
 13   E       R A             T E   C N I C A I   I                   P V   O
 14   M       P R O C         E S   S O   A   O   R                   R I   L
 15 P R       E S C R         I Ç   A O         C                   M A T   O
 16 R E       G R A D         E T   R E S     C O M P             L E T A   G
 17 C O       N H E C         I M   E N T O     R                   D I R   I
 18                                 V     G E N E R I             C O C     C
 19 G O T         E J A M E         N T O       N                     A     O


                                                      HORIZONTAIS (m arcada um cinza)
                                                      1. Um dos 5 certos
                                                      2. Um dos 5 certos
                                                      3. Atenção na colocação de ________nas prescrições
                                                      4. Um erro pode trazer graves _________________-
                                                      5. Um dos 5 certos
                                                      6. Se houver um erro, preencher a ficha de _____________
                                                      7. Atenção ao volume de soro infundido antes do _______________
                                                      8. ___________ redobrada ao preparar e administrar drogas         Silvia Cassiani
                                                                                                                        EERP/USP
ENFIM....Quatro questões centrais
•   Como apoiamos pacientes, familiares e equipe de saúde quando
    as coisas dão errado?

• Como aprendemos com os nossos eventos e como
   prevenimos para que outros pacientes (profissionais) não sejam
  acometidos pelo mesmo tipo de evento     adverso?

• Como identificamos e analisamos o problema(no sistema) que
  levou à ocorrência desse evento?

•   Como tornar a assistência à saúde segura em
    todos os locais desde as Unidades de Saúde até
    os hospitais?
                                                       Silvia Cassiani
                                                       EERP/USP
Agradecida pela atenção
                      Nós não podemos
                     tentar solucionar os
                      problemas com as
                       mesmas idéias e
                      pensamentos que
                   tínhamos quando eles
                        foram criados!

      shbcassi@eerp.usp.br
                             Albert Einstein

Silvia Helena de Bortoli Cassiani

  • 1.
    Melhores Práticas naprevenção de eventos adversos graves relacionados à administração de medicamentos Silvia Helena De Bortoli Cassiani shbcassi@eerp.usp.br
  • 2.
    Incidente com dano: EVENTO ADVERSO • Um evento adverso contribui para um dano ao paciente. • O dano pode ser definido como prejuízo temporário ou permanente da função ou estrutura do corpo: física, emocional, ou psicológica, seguida ou não de dor, requerendo uma intervenção. WHO, Taxonomy. 2009.
  • 3.
    Introdução • Eventos adversosrelacionados à medicação ocorrem freqüentemente nos hospitais embora nem sempre resultem em lesão fatal. • Em um hospital de ensino de até 700 leitos, 2 de cada 100 pacientes admitidos experimentarão, no curso da sua terapia medicamentosa um erro na medicação, resultando num aumento do custo hospitalar de R$7000 reais por admissão. Silvia Cassiani EERP/USP
  • 4.
    Introdução • Erro namedicação: qualquer evento evitável que pode causar ou ser atribuído ao uso inapropriado do medicamento, enquanto o medicamento está sob o controle dos profissionais da saúde, paciente ou consumidor. Esses eventos podem estar relacionados à: Prática profissional Produtos da saúde Procedimentos e sistemas Monitoração e uso dos medicamentos Silvia Cassiani EERP/USP
  • 5.
  • 6.
    Soluções • Tecnologia dainformação • Sistemas de notificação, investigação de incidentes. • Papel do paciente • Criação de uma cultura de segurança. • Aspectos referentes à força de trabalho • Treinamento Watcher. Compreendendo a segurança do paciente. Artmed,2010
  • 7.
    1. Tecnologia daInformação 1- Tecnologia da Informação A maioria dos erros é devida às falhas na comunicação e transmissão de dados. A informatização do prontuário médico representa uma iniciativa importante para a segurança de pacientes.
  • 8.
    Meios pelos quaisa tecnologia da informação pode melhorar a segurança do paciente - Melhora a comunicação - Torna a informação mais prontamente acessível - Elimina os problemas de identificação com a escrita manual - Menor tempo de chegada da prescrição à farmácia - Identifica mais facilmente o prescritor - Apta a ser ligada a sistemas de notificação de reações adversas a medicamentos - Mais facilmente integrada a sistemas de registros médicos e de suporte à decisão.
  • 9.
    Prescrição Médica Eletrônica Consideradauma das três mudanças mais efetivas para melhorar a segurança dos pacientes na terapêutica medicamentosa. Erros de medicação em Hospital de Boston diminuíram 55% quando utilizada a prescrição eletrônica em detrimento da manual. Silvia Cassiani EERP/USP
  • 10.
    Registros das administraçõesde medicamentos (como podem ser melhorados???) Silvia Cassiani EERP/USP
  • 11.
    Tente administrar essemedicamento corretamente!!!
  • 12.
    “O copiar ecolar” • “ O comando copiar-e-colar permite que a anotação de um dia possa ser copiada e usada como base da anotação do dia seguinte. Idealmente, a informação e as impressões diagnósticas antigas seriam deletas e novas seriam adicionadas. Na realidade,entretanto, não há deleção, só acrescimos. As anotações sobre o progresso diário tornaram-se progressivamente mais longas e contém informações caducadas. A impressão diagnóstica inicial, há muito descartada, é diligentemente anotada dia a dia. Pacientes complicados estão no segundo PO por semanas``. Watcher, 2010
  • 13.
    A TECNOLOGIA AJUDA? Sistemas de identificação -- por códigos de barra.O computador compara o registro médico do paciente com o medicamento.Se houver algum problema, o computador alerta o profissional. Redução de cerca de 70% nas taxas de erros -Bombas de infusão inteligentes Silvia Cassiani EERP/USP
  • 14.
    2- Sistemas deNotificação, Investigação de incidentes e outros métodos.
  • 15.
    CARACTERÍSTICAS DE UMSISTEMA DE NOTIFICAÇÃO IDEAL • Participação de todos os envolvidos • Intenção e objetivos claros para todos • Cultura de justiça • Aspectos de responsabilidade claros, focados e inteligíveis • Opção para notificação anônima e confidencial • Notificação acessível a qualquer pessoa Wachter, R.M. Compreendendo a segurança do paciente. Editora Artmed. 2010. p. 174
  • 16.
    Características de umsistema de notificação ideal (continuação): • Notificação fácil, com múltiplas opções • Formulários com campos abertos e de múltipla escolha • Análise dos dados executada por especialistas em segurança • Retorno rápido e relevante aos envolvidos • Liderança forte, essencial para proteger a missão e os valores institucionais Wachter, R.M. Compreendendo a segurança do paciente. Editora Artmed. 2010. p. 174 (Adaptado)
  • 17.
    Característica Descrição Não punitiva Notificadores livres de retaliação ou punição por ter notificado Confidencialidade A identificação do notificador nunca é revelada Independente O sistema de notificação é independente de qualquer autoridade com poder para punir Análise por As notificações são avaliadas por especialistas, que entendam aspectos especialistas clínicos e reconheçam as possíveis causas do evento Agilidade As notificações são analisadas rapidamente e as recomendações sejam prontamente divulgadas para os interessados, especialmente nos casos graves Foco no sistema As recomendações incidem sobre as mudanças nos sistemas, processos ou produtos e não estão orientadas para o indivíduo Sensibilidade O setor que recebe as notificações dissemina as recomendações, e a organização de saúde compromete-se a implementá-la, sempre que possível Quadro – Características desejáveis para Sistemas de Notificação de Sucesso (WHO, 2005).
  • 19.
    Sistema Informatizado deNotificações Voluntárias - HCRP
  • 21.
    Preencha os campossolicitados. 2º Escolha a opção no item: “Notificação sobre” MEDICAMENTO TESTE 000000 00000000 XFARMA 1111 Frasco
  • 22.
    3º Preencha oscampos solicitados. XXX000 00/00/1900 JOÃO DA SILVA BRA Masculino 00/00/2010 14:15 Campus
  • 23.
    A análise dacausa- raiz (Root cause analysis) 1. Utilizada para rever de maneira compreensiva e retrospectiva os eventos adversos e identificar o fator causal. 2. Investiga os detalhes e a perspectiva global da situação, facilita a análise, propondo uma avaliação do sistema. Williams,BUMC Proceedings,2001
  • 24.
    Etapas do Métodosde Análise da Causa - Raiz Etapa 1: Identificação e descrição do problema. Etapa 2: Análise da tarefa, da mudança e das barreiras de controle. Etapa 3: Desenho das causas e fatores de ocorrência daquele “problema”. Etapa 4: Determinação das causas-raízes. Etapa 5: Recomendações para evitar a recorrência. Silvia Cassiani EERP/USP/set 2006
  • 25.
    Caso 1 • Evento- Prescrito pelo médico atenolol, cp, 25mg, VO, às 8h, para ser administrado ao paciente. Às 8h36, o auxiliar de enfermagem consultou a requisição da farmácia e separou um cp, 100mg de atenolol e colocou em um recipiente junto com outro cp e rotulou com o nome e leito do paciente. Às 8h45, o auxiliar não consultou a prescrição médica, não confirmou , não orientou o paciente e administrou 100mg de atenolol VO. • Conclusão: administrado 100mg de atenolol ao invés de 25mg. Teixeira,TCA 2007
  • 26.
    Desenho dos fatorescausais Teixeira,TCA 2007 Auxiliar não consultou a prescrição médica antes administração Auxiliar consultou a Auxiliar não confirmou paciente requisição da farmácia Auxiliar não orientou paciente Rotulou com o nome e leito do paciente. Foi prescrito pelo Às 8h36, o Às 8h45h, médico atenolol, cp, Dispensado auxiliar separou paciente 25mg, VO, às 8 h, 100mg de um cp, 100mg de recebeu para ser atenolol pela atenolol e 100mg de administrado ao farmácia colocou junto atenolol, VO, paciente com outros cps pelo auxiliar em um recipiente
  • 27.
    Método de análisedos modos e efeitos das falhas (FMEA) • Método para identificar de forma pró-ativa riscos no cuidado à saúde,como: - Modos em que um processo ou desenho pode falhar. - As causas da falha,e - Como ele pode tornar-se seguro.
  • 28.
    3- Papel dosPacientes Paciente é nosso parceiro no seu tratamento !!! Paciente -parceiro
  • 29.
  • 30.
    4- Criando umacultura de Segurança Classificação das instituições Generativa “ Segurança faz parte do negócio” Aumento da informação em todos os níveis Proativa “Trabalha buscando as falhas” Calculativa “ Segurança é gerenciada” Reativa “Segurança é importante mas as ações são após os acidentes” Aumento da confiança Patológica “É um problema dos trabalhadores” Silvia Cassiani EERP/USP
  • 31.
    Contexto Atual dasInstituições Silvia Cassiani EERP/USP
  • 32.
    Como estão osambientes de trabalho? ?
  • 33.
  • 34.
    Medicamentos controlados??? E achave no armário??? Silvia Cassiani EERP/USP
  • 35.
    Armários em postosde enfermagem!! Silvia Cassiani EERP/USP
  • 36.
    Situação das bandejasna administração de medicamentos Silvia Cassiani EERP/USP
  • 37.
    Os pacientes sãoidentificados rotineiramente e permanecem com a identificação até a alta?
  • 38.
    Ambiente da farmáciahospitalar Silvia Cassiani EERP/USP
  • 39.
    Organizando um Programade Segurança 1- Infraestrutura 2- Princípios gerais dirigidos ao re-desenho do sistema 3- Procedimentos, práticas ou medidas de segurança específicas centralizadas na melhoria dos processo Prevenção requer o re-desenho contínuo e a implantação de sistema de segurança tornando cada vez menor a probabilidade do erro ocorrer Kohn et al. To err is human: building a safer health system, 2000. Otero Lopez et al. Farmacia Hospitalaria, 2002. Silvia Cassiani EERP/USP
  • 40.
    Organizando um Programade Segurança 4. Constituição de um comitê multidisciplinar com autoridade para implementar medidas e iniciativas para redução de erros. 5. Atitude pró-ativa, avaliando os riscos potenciais referentes à segurança de novos procedimentos e tecnologia. 6. Estabelecimento de um ambiente não punitivo. 7. Programa de notificação voluntária de erros de medicação Silvia Cassiani EERP/USP
  • 42.
    4- Força deTrabalho • Aiken, Sochalski y cols.(2000) confirmaram que uma enfermeira a mais por paciente e por día estava relacionado com a diminuição de até 50 % da mortalidade dos pacientes.
  • 43.
    Distribuição dos errosde medicação por tipo e por hospital Hospitais A B C D E F Total Categorias de erro N % N % N % N % N % N % N % Medicamento não 7 0,9 6 0,4 8 1,2 71 4,5 8 0,8 3 0,6 103 9,8 autorizado Dose errada 21 2,6 20 1,4 23 3,7 169 11 41 4,7 3 0,6 277 26,4 Via errada 33 4,1 16 1,0 7 1,1 4 0,3 24 2,6 5 1,0 89 8,5 Horário errado 28 5,0 201 35,6 128 22,7 113 20,0 90 1,6 4 0,7 564 53,8 Paciente errado 2 0,3 5 0,3 2 0,3 2 0,1 3 0,3 2 0,4 16 1,5 TOTAL 91 8,7 248 23,6 168 16,0 359 34,2 166 15,8 17 1,6 1049 100
  • 44.
    Solução- Trabalho emRedes de Enfermagem
  • 45.
    6. Soluções referentesa treinamentos • Periódicos (repetir, repetir, repetir...) • Metodologia diversificada • Focado na análise das ocorrências • Atividade pós-treinamento – caça palavras, palavras cruzadas – sorteio de folga • Reuniões sobre eventos adversos com toda a equipe de enfermagem. • Exposição da política da instituição, antes do 1º dia de trabalho de recém admitido. Silvia Cassiani EERP/USP
  • 46.
    Atividades pós -treinamentos A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X Z 1 p a c i e n t e c e r t o D D 2 H O R A C E R T A R O L 3 I H O R A R I O S E 4 D C O N S E Q U E N C I A S D G E I 5 I O U V I A C E R T A 6 L O C O R R E N C I A S C E O 7 U C O O T F P C T E R M I N O 8 I H A N L A T E N Ç A O O R R T M 9 Ç E N F E R M E I R O L T N A T A F A 10 A C O I R N M E H A F Ç A S S U M I R 11 O A T R O D I E T A S E A S C 12 G A M E D I C O M I S R O E I A 13 E R A T E C N I C A I I P V O 14 M P R O C E S S O A O R R I L 15 P R E S C R I Ç A O C M A T O 16 R E G R A D E T R E S C O M P L E T A G 17 C O N H E C I M E N T O R D I R I 18 V G E N E R I C O C C 19 G O T E J A M E N T O N A O HORIZONTAIS (m arcada um cinza) 1. Um dos 5 certos 2. Um dos 5 certos 3. Atenção na colocação de ________nas prescrições 4. Um erro pode trazer graves _________________- 5. Um dos 5 certos 6. Se houver um erro, preencher a ficha de _____________ 7. Atenção ao volume de soro infundido antes do _______________ 8. ___________ redobrada ao preparar e administrar drogas Silvia Cassiani EERP/USP
  • 48.
    ENFIM....Quatro questões centrais • Como apoiamos pacientes, familiares e equipe de saúde quando as coisas dão errado? • Como aprendemos com os nossos eventos e como prevenimos para que outros pacientes (profissionais) não sejam acometidos pelo mesmo tipo de evento adverso? • Como identificamos e analisamos o problema(no sistema) que levou à ocorrência desse evento? • Como tornar a assistência à saúde segura em todos os locais desde as Unidades de Saúde até os hospitais? Silvia Cassiani EERP/USP
  • 49.
    Agradecida pela atenção Nós não podemos tentar solucionar os problemas com as mesmas idéias e pensamentos que tínhamos quando eles foram criados! shbcassi@eerp.usp.br Albert Einstein