Gestão de Pessoas
A organização como um sistema social  e o papel do gestor da Administração Pública  As dimensões técnico-gerencial, psicossocial e educacional da Gestão de Pessoas  Gestão de Pessoas: papel do órgão de RH e do corpo de gestores na lógica da inovação em gestão; tendências e novos paradigmas O gestor e a dimensão psicossocial: a questão da liderança e da motivação; a gestão de conflitos; a comunicação; qualidade de vida O gestor e a dimensão educacional: tendências;  o papel do  gestor-educador; competências requeridas; estratégias  de desenvolvimento que podem ser utilizadas pelo gestor. O gestor como agente de inovação e transformação
Objetivos Gerais promover a reflexão crítica sob  a mudança de paradigmas no cenário organizacional e suas implicações para a Gestão de Pessoas; diferenciar o objeto da dimensão técnico-administrativa da psicossocial da Gestão de Pessoas; delimitar o foco do Módulo Gestão de Pessoas no contexto do Programa INOVA Gestão; refletir sobre questões da dimensão psicossocial: motivação, gestão de conflitos, negociação, comunicação e relacionamento, qualidade de vida e especialmente sobre a liderança como competência crítica da gestão; identificar alternativas de ações gerenciais voltadas para o desenvolvimento de pessoas e equipes, no âmbito da dimensão educacional do  papel  do gestor;  reconhecer aspectos de seu papel como agente de mudança, na perspectiva da dimensão inovadora e transformadora de seu papel; elaborar uma proposta de aplicação de aprendizagens na  formulação de proposta de contribuição para a melhoria da Gestão de Pessoas, tendo por eixo a inovação e como foco  resultados e impacto na qualidade do atendimento ao cidadão-usuário.
GENERALIZAÇÃO/ SÍNTESE APLICAÇÃO PREPARAÇÃO/ MOBILIZAÇÃO VIVÊNCIA PROCESSAMENTO   Ciclo didático
A  ORGANIZAÇÃO COMO UM SISTEMA SOCIAL E O PAPEL DO GESTOR DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Cenário atual GLOBALIZAÇÃO AVANÇOS RÁPIDOS DA TECNOLOGIA FOCO NO CLIENTE COMPETITIVIDADE CONHECIMENTO COMPETÊNCIAS LIDERANÇA:    COMPETÊNCIA CRÍTICA PESSOAS Competências essenciais do gestor: .  Analisar . Diagnosticar . Pensar criticamente . Decidir  . Ousar . Empreender . Educar . Inovar/transformar Principal vantagem  competitiva  
Dimensões do papel do gestor Técnico-Gerencial Político-Institucional Psicossocial Educacional Transformadora
As dimensões: técnico-gerencial  e  psicossocial da Gestão de Pessoas O ICEBERG  ORGANIZACIONAL
O objeto da dimensão técnico-gerencial da gestão de pessoas Administração De R.H. Legislação de Pessoal:  Direitos, Deveres  e Obrigações Acessibilidade: Estágio Probatório – estabilidade no serviço público. Acumulação de cargo, emprego e funções no serviço público (Regras Constitucionais). Exoneração : demissão - disponibilidade. Provimento: promoção, acesso, ascensão, readmissão, reintegração, readaptação. Posse e Exercício. Vacância: exoneração, demissão, promoção, readaptação, posse em outro cargo  Sistema Remuneratório – subsídio, remuneração, vencimentos e vantagens pecuniárias (indenizações, gratificações e adicionais) Prescrição de Direitos. Direitos: férias, licenças, aposentadoria Afastamentos: cessão, exercício de mandato eletivo,  Licenças: doação de sangue, alistamento eleitoral, casamento, falecimento (cônjuge, companheiro(a), pai/mãe)  Tempo de serviço.
A  dimensão técnico-gerencial da Administração de RH  Recrutamento Seleção Treinamento & Desenvolvimento (Educação) Cargos, Carreira, & Salários Medicina e Segurança do Trabalho Administração de Pessoal Serviço Social Legislação de Pessoal: Direitos, Deveres  e Obrigações Avaliação  de Desempenho SUB – SISTEMAS Funções
Da  Administração de RH para a Gestão de Pessoas e a Gestão de Talentos: novos paradigmas    a área de ARH-  de gestora de RH    consultora     de recursos humanos      riquezas humanas: pessoas não são ativos perecíveis a serem consumidos, mas ativos estratégicos que devem ser desenvolvidos como pessoas e profissionais e, assim, viabilizar os propósitos organizacionais    o conhecimento :  cada vez mais disponível e renovável,  pode ser apropriado por todos, compartilhado, empoderando pessoas     o gerente:   gestor de pessoas    gestor de talentos     formador de líderes de pessoas: transforma liderados em líderes     gestor educador    gestor coach    gestor inovador/ transformador
As pessoas na organização: paradigmas  Visão reducionista (Retrovisão) - Homem    produto do meio - Condicionado, acrítico,  manipulável - Obediente, submisso,  objeto    Visão interdisciplinar (Evolução )  Homem    ser biopsicossocial Inteligente, crítico . Sujeito, protagonista de seu processo de desenvolvimento e auto-realização.
Gestão de Pessoas    foco em  comportamento, atitudes, relações interpessoais Forma de proceder das pessoas nas suas vivências, nos seus afazeres cotidianos e nos seus relacionamentos. Nas organizações, pode ser observado pelas manifestações de pessoas ou grupos aos estímulos que recebem do ambiente de trabalho e/ou em decorrência de motivações pessoais . COMPORTAMENTO   CONCEITO
O Gerenciamento da Cultura e  do Clima Organizacional
Cultura   Organizacional -  o  modo informal e compartilhado de perceber, sentir e atuar em uma organização. - modelo de pressupostos que determinado grupo descobriu ou desenvolveu no processo de aprendizagem para lidar com os problemas de adaptação e integração interna e externa.
Elementos da Cultura Organizacional Ritos Rituais Cerimônias História Mitos Heróis Símbolos   Linguagem Crenças Valores Normas Tabus Estereótipos Preconceitos
Benefícios da Cultura Organizacional Dá aos membros uma  identidade organizacional. Compartilha normas, valores e percepções, promove sentimento de união e de pertencimento. Facilita o compromisso coletivo. Promove a estabilidade organizacional. Encoraja a integração e a cooperação. Dá significados comuns para se entender como e por que as coisas acontecem.
Contracultura Manifesta-se como forma de contraposição à cultura dominante. Expressa-se por meio de brechas do sistema formal com comportamentos como: negar ou esconder informações; resistir ou boicotar inovações ou mudanças; ausentar-se física ou mentalmente nas situações-chave de decisão; criticar e/ou questionar recorrentemente o  status quo . Bem gerenciada, pode ser muito positiva e contribuir para a inovação e a mudança.
Outros conceitos-chave Valor :  referencial abstrato da natureza  moral da conduta, reflete expectativas culturais: transparência, imparcialidade, equanimidade, legalidade, respeito, orientação para o cidadão-usuário/cliente,  accountability  etc. .. O conjunto dos valores expressos em regras, obrigações, direitos e deveres constituem um código, formalizado ou não. Princípios :  afirmações fundamentadas em valores, paradigmas, parâmetros do que deve ou não ser feito . Ética :  reflexão sobre a moral: suas fontes, bases e princípios; quando a consciência se amplia, avalia e permite sair de uma situação sufocante de atuação; opção pela melhor forma de agir, tendo em vista o bem comum.
Objetivos   resultados que se espera alcançar, tanto do ponto de vista da qualidade, quanto da quantidade (metas). Políticas:   caminhos escolhidos para o cumprimento da missão  e a consecução dos objetivos e metas da organização . As políticas priorizam  setores e problemas  agrupados em áreas  de concentração e operacionalizados através de planos, programas e projetos.
Clima Organizacional Atmosfera psicológica que não pode ser vista nem tocada, mas pode ser percebida. Ambiente humano dentro de uma seção, um departamento, uma organização. Adjetivos usados para caracterizar o clima: frio, caloroso, dinâmico, de  desinteresse, de comprometimento, de satisfação, tenso, hostil, descontraído, desalentado.  Pode ser medido e alterado.
A questão da liderança nas Organizações
Liderança A influência interpessoal para a consecução de comportamentos ou ações, na direção de um ou mais objetivos. O potencial de influência de uma pessoa sobre outra (ou outras), mudando sua maneira de pensar, agir, ser. Só se concretiza e legitima se houver consentimento de outrem.
Liderar   significa:   descobrir  o poder que existe nas pessoas; torná-las capazes de criatividade e auto- realização; investir tempo e energia no futuro de sua organização,  de sua equipe; compartilhar o poder com os outros.  Paulo Roberto Motta Liderança e poder
Liderança e Poder Se a liderança só se legitima  na aceitação do  poder  de influência do líder por outrem  significa que: - parte desse poder se encontra no próprio grupo; - saber usar o poder existente nos liderados é, portanto,  habilidade primordial do gestor- líder. A LIDERANÇA , então, não está em obter o poder, mas em colocar poder nos outros para transformar as intenções do líder e do grupo em realidade e sustentá-las ao longo do tempo.
Fatores que influenciam o estilo de liderança Características pessoais do gestor: personalidade, visão de mundo, do trabalho e da organização; percepção de seu próprio papel e dos subordinados, competências etc.; tipo de  organização: grau de modernidade e complexidade, grau de burocratização,  cultura organizacional, experiência acumulada, prestígio; a natureza do trabalho; o tamanho do grupo; a urgência; a maturidade profissional dos liderados.
A variável Maturidade Profissional  e o estilo de liderança motivação competência Dar Autonomia Delegar  Monitorar Estimular Monitorar Capacitar Orientar  Monitorar Dirigir Determinar Capacitar Estimular Monitorar Atitudes  do gerente MP4 Alta MP3 Moderadamente alta MP2 Moderadamente  baixa MP1 Baixa Maturidade   profissional motivação   competência motivação competência motivação competência
A delegação na gestão participativa Ao delegar, o gestor atribui autoridade, mas a sua responsabilidade é indelegável; a delegação é um instrumento de empoderamento próprio de uma gestão democrática; dá oportunidade de desenvolvimento de novas competências, visão global do trabalho, maior experiência e maior autonomia.
Bases e legitimação da liderança Evolução Retrovisão Crença na superioridade do ponto de vista teórico, técnico ou relacional Eficiência, eficácia, segurança, autonomia, criatividade Compe-tência Afeto, admiração, respeito, confiança, valorização Respeito, valorização dos outros, empatia, ações justas Referência Reconhecimento do poder de oferecer vantagens Controle de recursos e recompensas Recom-pensa Temor de represálias ou perda de vantagens Força, ameaça de  aplicação de sanções Coerção Legitimação Base Poder
A motivação no contexto das Organizações
Ninguém motiva ninguém   Carl Rogers
Conceitos:  . energia oriunda do conjunto de necessidades,  aspirações, desejos, desafios e sensibilidades individuais; . força propulsora que ativa e faz uma pessoa empenhar-se em determinado tipo de comportamento e persistir.   Motivação
O ciclo motivacional Tensão Ansiedade Desconforto Necessidade Aspiração Desejo Desafio Equilíbrio AÇÃO Satisfação Volta ao equilíbrio Compensação Alívio de  tensão Estímulo Frustração Desequilíbrio
O URSO
Conformismo Desânimo Falta de  compromisso Apatia Ausência de Motivação =
Quais os estímulos mais freqüentes  para a motivação do servidor ? ?
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Pirâmide das necessidades de Maslow Estima Sociais Segurança de autoconfiança, respeito, aprovação social,  reconhecimento e valorização pessoal, prestígio,  poder, status, consideração ; de associação, amizade, amor, afeto,  aceitação pelos outros, pertencer a  grupos; de proteção contra ameaças ou privações  (reais ou imaginárias), habitação, agasalho,  emprego estável; ligadas a sobrevivência e  subsistência:alimentação, sono,  saúde, sexo, abrigo. Fisiológicas de realização pessoal, na direção de alcançar  ponto máximo do seu autodesenvolvimento; realização potencial: ser cada vez melhor, mais pleno; Auto- realização
Herzberg e Maslow Estima Sociais Segurança autoconfiança, respeito, aprovação social,  reconhecimento e valorização pessoal,  prestígio, poder, status, consideração ; associação, amizade, amor, afeto,  aceitação pelos outros, participar de grupos; proteção contra ameaças ou privações  (reais ou imaginárias),  habitação, agasalho,  emprego estável; ligadas a sobrevivência e  subsistência : alimentação, sono, saúde, sexo, abrigo. Fisiológicas realização pessoal, na direção de alcançar  ponto máximo do seu autodesenvolvimento; realização potencial: ser  melhor, mais pleno; Auto- realização HIGIÊNICOS Condições de trabalho Gestão justa Relações interpessoais Salários e benefícios Segurança MOTIVADORES Realização Reconhecimento Crescimento  Progresso
A teoria  de Ruy Mattos: Tipos de pessoas e fontes de motivação São orientadas para a aquisição e a acumulação de bens materiais TER Fazem do conhecimento científico ou filosófico a razão de sua existência; são impulsionadas pela razão SABER Buscam a conquista, a ascendência sobre os outros por meio do controle ou dominação do comportamento PODER Buscam auto-realização, verdade interior, o sentido da vida, ser cada vez melhores pessoas e profissionais SER  Tipos de pessoas Fontes de motivação
“ Não estar motivado a seguir direção alguma pode ser confortável para os outros,  mas nunca o é para o próprio indivíduo, que por isso abdicou da alegria de estar vivo.” Abraham Maslow
“ O importante não é fazer o que se gosta, mas amar o que se faz.”
GESTÃO DA QUALIDADE DE VIDA  NO TRABALHO  (QVT)
Gestão da qualidade de vida no trabalho (QVT)   “ É a busca contínua da melhoria dos processos de trabalho, os quais precisam ser construídos não só para incorporar as novas tecnologias como para aproveitar o potencial humano, individual e em equipe, No contexto empresarial ela se insere na qualidade organizacional, no repensar contínuo da empresa.”  Prestes Rosa, Ticket Grupo de Serviços. “ É estar saudável, desde a saúde física, cultural espiritual até a saúde profissional, intelectual e social. Cada vez mais as empresas que desejarem estar entre as melhores deverão investir nas pessoas. Portanto, qualidade de vida é um fator de excelência pessoal e organizacional.”  De Marchi- pres. da ABQV
Gestão da qualidade de vida no trabalho (QVT)   “ É a avaliação qualitativa da qualidade relativa das condições de vida, incluindo-se atenção aos agentes poluidores, barulho, estética, complexidade (...)” Peter Drucker “ É o conjunto das ações de uma empresa que envolve a implantação de melhorias e inovações gerenciais, tecnológicas e estruturais no ambiente de trabalho.” Ana Cristina Limongi-França
QVT:  competência estratégica Conceito amplo e interdisciplinar  que envolve contribuições de várias ciências e áreas: .. Saúde:  preservação da integridade física, mental e social das pessoas;  ..  Ergonomia:  condições de trabalho  buscando o conforto e a a proteção das pessoas, com o apoio da  psicologia, medicina, enfermagem, fisioterapia, tecnologia; ..  Psicologia : influência de questões internas e necessidades individuais como fatores determinantes no desempenho e na percepção pessoal da QVT; ..  Gestão:  qualidade como objetivo organizacional; criação de ecossistema em que as pessoas trabalhem saudáveis e satisfeitas como condição para o desempenho individual  e coletivo com impacto na qualidade da prestação de serviços ao cidadão-usuário
BPSO  (áreas biológica, psicológica, social e organizacional)   .  modelo destinado a avaliar o esforço gerencial versus a satisfação dos clientes de ações e programas de QVT , construído com base nos indicadores do Índice de Desenvolvimento Social (IDS), no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e outros estudos; .  propõe indicadores nas 4 áreas  destinados a avaliar o esforço  gerencial versus satisfação dos clientes  de ações e programas de QVT. Citado por Ana Cristina Limongi-França
QVT e a dimensão psicossocial do papel do gestor:  “  a qualidade do vínculo, o relacionamento entre as pessoas e o sentimento de pertencer e ser respeitado em suas potencialidades, limites e necessidades leva as pessoas que trabalham em equipe a reencontrar a essência de sua condição de vida: tornar-se um ser social, interdependente, influenciador e influenciável por pessoas  que fazem da vida no trabalho o bem estar ou o mal estar nas empresas”.     Ana Cristina Limongi-França
A Gestão de Conflitos
Conflito   O conflito é inevitável na vida humana: visões, paradigmas e  interesses com freqüência entram em dissonância. O conflito em si não é bom nem mau, depende da forma como se lida com ele. Para que se estabeleça um conflito, deve haver a interferência de pelo menos uma das partes, dificultando ou impedindo a realização dos interesses ou objetivos da outra.
O conflito nas Organizações Um processo de oposição e confronto entre pessoas ou grupos, que pode obstruir o avanço de seus objetivos ou metas. Primeiros teóricos do conflito nas organizações entendiam que os conflitos eram indesejáveis e deviam ser suprimidos. Hoje, os conflitos são considerados fontes de aprendizagem.
Efeitos positivos dos conflitos Ameniza tensões. Permite a expressão de reivindicações. Mobiliza para as mudanças. Fornece um sentido de identidade e propósitos. Fornece  feedback  sobre a distribuição do poder, a qualidade das relações e do clima organizacional. Chama a atenção para problemas existentes .
Efeitos negativos dos conflitos Bloqueia esforços de pessoas ou grupos, desenvolvendo sentimentos de frustração, hostilidade, tensão. Desperdiça energia humana, tempo e recursos no próprio conflito, em detrimento de sua utilização no trabalho ou em atividades mais gratificantes. Instala competição, desentendimento e insatisfação, em vez de relações maduras, saudáveis e amistosas.
Focos geradores de conflito nas organizações Diversidade da natureza de trabalhos complementares que deveriam ser integrados.  Ex.: técnicos-administrativos; médicos-enfermeiros. Compartilhamento de recursos: humanos, materiais ou financeiros. Interdependência de atividades em processos de trabalhos realizados por diferentes unidades.
Resultados na gestão de conflitos Perde - Perde Ganha - Ganha O conflito persiste: é reprimido, negado e não trabalhado. Processo de negociação mal conduzido: Insatisfação, competição. Processo de negociação bem conduzido:  Integração, conciliação, cooperação. Perde - Ganha ou Vitória - Derrota
Abordagens na gestão de conflitos Abordagem estrutural: consiste em atuar sobre as condições organizacionais que determinam o conflito (recursos, desenho organizacional, distribuição do poder, espaço físico etc.) Abordagem de processo: consiste na intervenção direta sobre o evento do conflito, por meio de:  confrontação; cooperação; desativação. Abordagem mista é a intervenção que se vale das duas abordagens anteriores: ações sobre a estrutura e sobre o processo de conflito.
A  negociação
Competências para negociar Autoconhecimento -   Considerar não só o juízo que faço de mim, mas também o juízo que fazem de mim.   Assertividade-   Habilidade em fazer afirmações com firmeza e objetividade,  no momento adequado.  Reconhecimento e aceitação das diferenças -  Saber lidar com idéias e comportamentos divergentes.  Empatia -   Capacidade de colocar-se no lugar do outro; ver de sua perspectiva, aceitá-lo e respeitá-lo como gostaria de ser aceito e respeitado.
Competências para negociar Capacidade de construir confiança -   Cumprir o que promete e estabelecer as bases da confiança recíproca para a continuidade das relações. Conhecimento e planejamento –   Preparar-se para conhecer bem o objeto da negociação e preparar argumentos consistentes.   Flexibilidade-  Preparar-se para o inesperado e para concessões que poderão vir a ser necessárias.   Capacidade de comunicar-se:   escutar ativamente, dar e receber feedbacks.
Comunicação e relacionamento nas organizações
A capacidade de escutar ativamente Esperar para falar; colocar-se em empatia com o outro;  concentrar-se no que é dito; olhar com atenção para a outra pessoa;  eliminar juízo imediato;  buscar controlar provisoriamente as emoções pessoais;  cuidar para reagir às idéias expressas e não às pessoas;  reformular mensagens nas quais se percebeu ambigüidade.
A capacidade de dar feedback O  feedback  deve ser: descritivo e não avaliativo  específico e não geral  compatível com interesses e necessidades de ambos dirigido para comportamentos que o receptor tenha condições de controlar  oportuno
Reações comuns diante de  um  feedback  -   Positivas Consideração Reflexão Avaliação crítica Mudança do comportamento
Reações comuns diante de  um  feedback -   Negativas Negação Irritação / mágoa Indiferença Desconsideração Manutenção do comportamento
Climas defensivos e receptivos  nos relacionamentos interpessoais Atitudes que geram  defesa : avaliação, julgamento controle manobra,  manipulação distanciamento  superioridade certeza Atitudes que geram  receptividade : descrição, apoio orientação para o problema espontaneidade, autenticidade empatia igualdade afirmação provisória
VIDEO – NESSUM DORMA
Estereótipos e preconceitos Estereótipos:   quando uma pessoa percebe outra de forma simplificada ou reduzida, enxergando-a dentro de uma categoria social ou comportamental. Preconceitos:   apreciações negativas e reducionistas do receptor baseadas em visões subjetivas, em aspectos relacionados a: etnia, religião, classe social, sexo, filiação política ou esportiva etc.
Alguns exemplos Pessoa ocupada é pessoa produtiva; se ela parou para pensar, deixou de produzir. Funcionário exemplar deve estar sempre disponível, mesmo depois do expediente. Quanto menor a escolaridade, maior a necessidade de controle e supervisão. Mulheres não são boas motoristas. Pessoas com óculos de lentes grossas são intelectuais. Pessoas que trabalham no setor público são acomodadas, irresponsáveis e preguiçosas.
Dimensão educacional do papel do gestor
Debate simulado   TEMA:   “  Capacitar ou desenvolver pessoas não é comigo: é responsabilidade do RH”  versus  “  Sou responsável pelo desenvolvimento da equipe de colaboradores que  coordeno.”
Educação e organizações  Vozes e visões “ A Educação não pode mais restringir-se à escola. Toda instituiçao empregadora tem que proporcionar educação aos seus membros”.  Peter Drucker. “ As melhores organizações do futuro serão aquelas que descobrirão como DESPERTAR o empenho e a capacidade de aprender das pessoas em todos os níveis da organização.”  Peter Senge “  Acreditamos que a formação é uma responsabilidade de todas as pessoas que têm sob sua responsabilidade algum funcionário.”  Sálvio Cristóvão – Academia Ticket do Brasil
Ações de educação/desenvolvimento -tendências  atuais Ações no local de trabalho; responsabilidade dos gestores; visão holística de ser humano e consequentemente, de Educação, capacitação, e desenvolvimento;  Setor de RH: parceiro e consultor; programas de educação continuada; desenvolvimento de competências com foco em resultados e no cidadão-usuário; estímulos ao auto-desenvolvimento e auto-realização.
Papéis do gestor-educador/coach Treinador Orientador  Mentor Animador Organizador Planejador Facilitador  Mediador EDUCADOR-  COACH  em substituição a: .  capataz .  controlador .  centralizador .  detentor de  informações e conhecimento 
Coaching- conceito .  Apoiar pessoas a conseguir o melhor desempenho e a produzir os resultados que elas querem para sua vida profissional e social. .  O  coaching .. leva à tomada de consciência, .. potencializa escolhas, .. leva a mudanças, .. tem foco em resultados.
Competências necessárias ao gestor educador   . Ao nível técnico-gerencial:  conhecimento teórico sobre processos de aprendizagem (andragogia, aprender e ensinar); capacidade para ajustar-se aos estilos pessoais para aprender; habilidades para atuar como facilitador, animador, planejador, organizador, mediador/facilitador . Ao nível psicossocial e pessoal:  conhecimento sobre os  processos da comunicação interpessoal, habilidades  de observação, comprometimento, flexibilidade, sensibilidade,
Aprender  Diz respeito ao educando:  É o processo, geralmente intencional,  através do qual a pessoa se desenvolve como um todo: inteligência, afetividade, padrões de comporta-mento, valores, habilidades, relacionamento nos diferentes grupos sociais de que participa, capa- cidades artísticas, formas de se comunicar, formas de exercer a cidadania, ou seja, nas dimensões: pessoal, técnica, profissional e político-social.  Trata-se de um processo interno de desenvolvimento, que se concretiza na relação do indivíduo com outras pessoas, em certo ambiente cultural.
Ensinar Diz respeito ao educador : às suas qualidades e habilidades para facilitar, orientar, comunicar-se, guiar, favorecer as melhores condições para a construção do conhecimento e competências, criando e adaptando as situações mais adequadas às peculiaridades e necessidades dos educandos para   aprender a aprender.
Técnicas que podem utilizadas pelo gestor Ações formais:  cursos presenciais, seminários, oficinas, EAD, fóruns (presenciais ou virtuais),  entre outros. Ações não-formais :  aconselhamento,estudo orientado, prática supervisionada, rodízio de funções, enriquecimento de funções; simulações, delegação, estágios, visitas, estudos de caso, coaching, comunidades de aprendizagem, entre outros.
PESSOA/EDUCAÇÃO   PRIMADO DO SUJEITO PARADIGMAS TRADICIONAIS PARADIGMAS ATUAIS TAREFA/TREINAMENTO PRIMADODO OBJETO Paradigmas Pedagógicos x Estilos de Liderança    Transmitir     Instruir    Ensinar    Dirigir    Verificar    Assimilar    Memorizar    Controlar    Reforçar    Medir    Reagir    Refletir    Abstrair    Aprender a Aprender    Auto-aprendizagem    Auto-realização    Auto-avaliação    Crescimento    Reflexão    Diálogo    Consciência crítica .  Protagonismo
A dimensão inovadora e transformadora do papel do gestor
Inovação e mudança -  O   processo de inovação/mudança   é desencadeado quando pessoas ou grupos, em função do alargamento de suas visões, paradigmas e conhecimentos  tomam consciência da inadequação de aspectos organizacionais, relacionados ao empreendimento, à estrutura, à tecnologia, a situações específicas,  à cultura (atitudes, comportamentos, desempenhos, tanto no nível pessoal como social) e decidem empenhar-se em superá-la. - Inovação :  qualquer coisa que altera substancialmente a maneira pela qual o trabalho de gestão é realizado ou modifica significativamente formas organizacionais costumeiras e, como resultado, faz progredir as metas da organização. Muda a forma como os gestores trabalham e o faz de uma maneira que aprimora o desempenho organizacional.  (Gary Hamel )
O fenômeno da resistência A inovação/mudança tanto pode ser percebida  como uma oportunidade ou como uma ameaça.  A resistência é um fato natural e se expressa, entre outros, por:    sentimentos de insegurança, apreensão e ansiedade, gerados pelo desconhecido, pelo novo;    crenças culturais e normas de conduta derivadas dos grupos em que atuamos;    ressentimentos derivados da forma como o processo foi deflagrado;    mal-entendidos por ter sido adotada a premissa de que  os colaboradores entenderam as mensagens;    receio –justificado ou não- de perda de poder, status em relação  a mudanças no cargo ou funções;    dificuldade de abandonar as  zonas de conforto.
Como preparar o processo de inovação/mudança?   Para reduzir a resistência natural aos processos de mudança e obter   adesão, competências e comprometimento ,  é necessário: sensibilização e comunicação clara para sua necessidade; participação  e envolvimento de todos os interessados ou afetados pela mudança no processo decisório; introdução de mecanismos de facilitação, apoio, orientação; formação/desenvolvimento de competências requeridas pelas novas situações, a partir de diagnósticos consistentes; negociação em situações de divergências de interesses e necessidades de redução de benefícios, de símbolos de status e poder.
Fatores que podem dificultar o processo de inovação/mudança Falta de base de sustentação da realidade; falta de comprometimento com a missão organizacional; centralização e concentração do poder; ênfase na eficiência e não na eficácia e efetividade; descontinuidade administrativa; conformismo e falta de autocrítica; pressões de grupos de interesses; insatisfação básica dos funcionários; falta de preparação dos gerentes para gerir as mudanças.
O gestor nos processos de inovação e mudança Identificar  competências pessoais e técnico-gerenciais que precisa dominar para  a gestão eficaz da mudança e desenvolvê-las; conhecer os problemas inerentes e específicos da mudança a ser introduzida e preparar-se para enfrentá-los; estudar aspectos da natureza humana e das forças (facilitadoras e restritivas) envolvidas no processo; planejar e realizar a capacitação/desenvolvimento de sua equipe e demais pessoas envolvidas, a partir da identificação das competências que lhes são requeridas; planejar cuidadosamente a inovação/mudança com a participação dos agentes-sujeitos envolvidos, nas 5 funções básicas: .. diagnóstico   planejamento   intervenção   monitoramento   avaliação atuar como gestor-líder, mobilizador, coach e educador.

Gestao De Pessoas

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    A organização comoum sistema social e o papel do gestor da Administração Pública As dimensões técnico-gerencial, psicossocial e educacional da Gestão de Pessoas Gestão de Pessoas: papel do órgão de RH e do corpo de gestores na lógica da inovação em gestão; tendências e novos paradigmas O gestor e a dimensão psicossocial: a questão da liderança e da motivação; a gestão de conflitos; a comunicação; qualidade de vida O gestor e a dimensão educacional: tendências; o papel do gestor-educador; competências requeridas; estratégias de desenvolvimento que podem ser utilizadas pelo gestor. O gestor como agente de inovação e transformação
  • 4.
    Objetivos Gerais promovera reflexão crítica sob a mudança de paradigmas no cenário organizacional e suas implicações para a Gestão de Pessoas; diferenciar o objeto da dimensão técnico-administrativa da psicossocial da Gestão de Pessoas; delimitar o foco do Módulo Gestão de Pessoas no contexto do Programa INOVA Gestão; refletir sobre questões da dimensão psicossocial: motivação, gestão de conflitos, negociação, comunicação e relacionamento, qualidade de vida e especialmente sobre a liderança como competência crítica da gestão; identificar alternativas de ações gerenciais voltadas para o desenvolvimento de pessoas e equipes, no âmbito da dimensão educacional do papel do gestor; reconhecer aspectos de seu papel como agente de mudança, na perspectiva da dimensão inovadora e transformadora de seu papel; elaborar uma proposta de aplicação de aprendizagens na formulação de proposta de contribuição para a melhoria da Gestão de Pessoas, tendo por eixo a inovação e como foco resultados e impacto na qualidade do atendimento ao cidadão-usuário.
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    GENERALIZAÇÃO/ SÍNTESE APLICAÇÃOPREPARAÇÃO/ MOBILIZAÇÃO VIVÊNCIA PROCESSAMENTO Ciclo didático
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    A ORGANIZAÇÃOCOMO UM SISTEMA SOCIAL E O PAPEL DO GESTOR DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
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    Cenário atual GLOBALIZAÇÃOAVANÇOS RÁPIDOS DA TECNOLOGIA FOCO NO CLIENTE COMPETITIVIDADE CONHECIMENTO COMPETÊNCIAS LIDERANÇA:  COMPETÊNCIA CRÍTICA PESSOAS Competências essenciais do gestor: . Analisar . Diagnosticar . Pensar criticamente . Decidir . Ousar . Empreender . Educar . Inovar/transformar Principal vantagem competitiva  
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    Dimensões do papeldo gestor Técnico-Gerencial Político-Institucional Psicossocial Educacional Transformadora
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    As dimensões: técnico-gerencial e psicossocial da Gestão de Pessoas O ICEBERG ORGANIZACIONAL
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    O objeto dadimensão técnico-gerencial da gestão de pessoas Administração De R.H. Legislação de Pessoal: Direitos, Deveres e Obrigações Acessibilidade: Estágio Probatório – estabilidade no serviço público. Acumulação de cargo, emprego e funções no serviço público (Regras Constitucionais). Exoneração : demissão - disponibilidade. Provimento: promoção, acesso, ascensão, readmissão, reintegração, readaptação. Posse e Exercício. Vacância: exoneração, demissão, promoção, readaptação, posse em outro cargo Sistema Remuneratório – subsídio, remuneração, vencimentos e vantagens pecuniárias (indenizações, gratificações e adicionais) Prescrição de Direitos. Direitos: férias, licenças, aposentadoria Afastamentos: cessão, exercício de mandato eletivo, Licenças: doação de sangue, alistamento eleitoral, casamento, falecimento (cônjuge, companheiro(a), pai/mãe) Tempo de serviço.
  • 11.
    A dimensãotécnico-gerencial da Administração de RH Recrutamento Seleção Treinamento & Desenvolvimento (Educação) Cargos, Carreira, & Salários Medicina e Segurança do Trabalho Administração de Pessoal Serviço Social Legislação de Pessoal: Direitos, Deveres e Obrigações Avaliação de Desempenho SUB – SISTEMAS Funções
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    Da Administraçãode RH para a Gestão de Pessoas e a Gestão de Talentos: novos paradigmas  a área de ARH- de gestora de RH  consultora  de recursos humanos  riquezas humanas: pessoas não são ativos perecíveis a serem consumidos, mas ativos estratégicos que devem ser desenvolvidos como pessoas e profissionais e, assim, viabilizar os propósitos organizacionais  o conhecimento : cada vez mais disponível e renovável, pode ser apropriado por todos, compartilhado, empoderando pessoas  o gerente: gestor de pessoas  gestor de talentos  formador de líderes de pessoas: transforma liderados em líderes  gestor educador  gestor coach  gestor inovador/ transformador
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    As pessoas naorganização: paradigmas Visão reducionista (Retrovisão) - Homem  produto do meio - Condicionado, acrítico, manipulável - Obediente, submisso, objeto  Visão interdisciplinar (Evolução ) Homem  ser biopsicossocial Inteligente, crítico . Sujeito, protagonista de seu processo de desenvolvimento e auto-realização.
  • 14.
    Gestão de Pessoas  foco em comportamento, atitudes, relações interpessoais Forma de proceder das pessoas nas suas vivências, nos seus afazeres cotidianos e nos seus relacionamentos. Nas organizações, pode ser observado pelas manifestações de pessoas ou grupos aos estímulos que recebem do ambiente de trabalho e/ou em decorrência de motivações pessoais . COMPORTAMENTO  CONCEITO
  • 15.
    O Gerenciamento daCultura e do Clima Organizacional
  • 16.
    Cultura Organizacional - o modo informal e compartilhado de perceber, sentir e atuar em uma organização. - modelo de pressupostos que determinado grupo descobriu ou desenvolveu no processo de aprendizagem para lidar com os problemas de adaptação e integração interna e externa.
  • 17.
    Elementos da CulturaOrganizacional Ritos Rituais Cerimônias História Mitos Heróis Símbolos Linguagem Crenças Valores Normas Tabus Estereótipos Preconceitos
  • 18.
    Benefícios da CulturaOrganizacional Dá aos membros uma identidade organizacional. Compartilha normas, valores e percepções, promove sentimento de união e de pertencimento. Facilita o compromisso coletivo. Promove a estabilidade organizacional. Encoraja a integração e a cooperação. Dá significados comuns para se entender como e por que as coisas acontecem.
  • 19.
    Contracultura Manifesta-se comoforma de contraposição à cultura dominante. Expressa-se por meio de brechas do sistema formal com comportamentos como: negar ou esconder informações; resistir ou boicotar inovações ou mudanças; ausentar-se física ou mentalmente nas situações-chave de decisão; criticar e/ou questionar recorrentemente o status quo . Bem gerenciada, pode ser muito positiva e contribuir para a inovação e a mudança.
  • 20.
    Outros conceitos-chave Valor: referencial abstrato da natureza moral da conduta, reflete expectativas culturais: transparência, imparcialidade, equanimidade, legalidade, respeito, orientação para o cidadão-usuário/cliente, accountability etc. .. O conjunto dos valores expressos em regras, obrigações, direitos e deveres constituem um código, formalizado ou não. Princípios : afirmações fundamentadas em valores, paradigmas, parâmetros do que deve ou não ser feito . Ética : reflexão sobre a moral: suas fontes, bases e princípios; quando a consciência se amplia, avalia e permite sair de uma situação sufocante de atuação; opção pela melhor forma de agir, tendo em vista o bem comum.
  • 21.
    Objetivos resultados que se espera alcançar, tanto do ponto de vista da qualidade, quanto da quantidade (metas). Políticas: caminhos escolhidos para o cumprimento da missão e a consecução dos objetivos e metas da organização . As políticas priorizam setores e problemas agrupados em áreas de concentração e operacionalizados através de planos, programas e projetos.
  • 22.
    Clima Organizacional Atmosferapsicológica que não pode ser vista nem tocada, mas pode ser percebida. Ambiente humano dentro de uma seção, um departamento, uma organização. Adjetivos usados para caracterizar o clima: frio, caloroso, dinâmico, de desinteresse, de comprometimento, de satisfação, tenso, hostil, descontraído, desalentado. Pode ser medido e alterado.
  • 23.
    A questão daliderança nas Organizações
  • 24.
    Liderança A influênciainterpessoal para a consecução de comportamentos ou ações, na direção de um ou mais objetivos. O potencial de influência de uma pessoa sobre outra (ou outras), mudando sua maneira de pensar, agir, ser. Só se concretiza e legitima se houver consentimento de outrem.
  • 25.
    Liderar significa: descobrir o poder que existe nas pessoas; torná-las capazes de criatividade e auto- realização; investir tempo e energia no futuro de sua organização, de sua equipe; compartilhar o poder com os outros. Paulo Roberto Motta Liderança e poder
  • 26.
    Liderança e PoderSe a liderança só se legitima na aceitação do poder de influência do líder por outrem significa que: - parte desse poder se encontra no próprio grupo; - saber usar o poder existente nos liderados é, portanto, habilidade primordial do gestor- líder. A LIDERANÇA , então, não está em obter o poder, mas em colocar poder nos outros para transformar as intenções do líder e do grupo em realidade e sustentá-las ao longo do tempo.
  • 27.
    Fatores que influenciamo estilo de liderança Características pessoais do gestor: personalidade, visão de mundo, do trabalho e da organização; percepção de seu próprio papel e dos subordinados, competências etc.; tipo de organização: grau de modernidade e complexidade, grau de burocratização, cultura organizacional, experiência acumulada, prestígio; a natureza do trabalho; o tamanho do grupo; a urgência; a maturidade profissional dos liderados.
  • 28.
    A variável MaturidadeProfissional e o estilo de liderança motivação competência Dar Autonomia Delegar Monitorar Estimular Monitorar Capacitar Orientar Monitorar Dirigir Determinar Capacitar Estimular Monitorar Atitudes do gerente MP4 Alta MP3 Moderadamente alta MP2 Moderadamente baixa MP1 Baixa Maturidade profissional motivação competência motivação competência motivação competência
  • 29.
    A delegação nagestão participativa Ao delegar, o gestor atribui autoridade, mas a sua responsabilidade é indelegável; a delegação é um instrumento de empoderamento próprio de uma gestão democrática; dá oportunidade de desenvolvimento de novas competências, visão global do trabalho, maior experiência e maior autonomia.
  • 30.
    Bases e legitimaçãoda liderança Evolução Retrovisão Crença na superioridade do ponto de vista teórico, técnico ou relacional Eficiência, eficácia, segurança, autonomia, criatividade Compe-tência Afeto, admiração, respeito, confiança, valorização Respeito, valorização dos outros, empatia, ações justas Referência Reconhecimento do poder de oferecer vantagens Controle de recursos e recompensas Recom-pensa Temor de represálias ou perda de vantagens Força, ameaça de aplicação de sanções Coerção Legitimação Base Poder
  • 31.
    A motivação nocontexto das Organizações
  • 32.
  • 33.
    Conceitos: .energia oriunda do conjunto de necessidades, aspirações, desejos, desafios e sensibilidades individuais; . força propulsora que ativa e faz uma pessoa empenhar-se em determinado tipo de comportamento e persistir. Motivação
  • 34.
    O ciclo motivacionalTensão Ansiedade Desconforto Necessidade Aspiração Desejo Desafio Equilíbrio AÇÃO Satisfação Volta ao equilíbrio Compensação Alívio de tensão Estímulo Frustração Desequilíbrio
  • 35.
  • 36.
    Conformismo Desânimo Faltade compromisso Apatia Ausência de Motivação =
  • 37.
    Quais os estímulosmais freqüentes para a motivação do servidor ? ?
  • 38.
  • 39.
    Pirâmide das necessidadesde Maslow Estima Sociais Segurança de autoconfiança, respeito, aprovação social, reconhecimento e valorização pessoal, prestígio, poder, status, consideração ; de associação, amizade, amor, afeto, aceitação pelos outros, pertencer a grupos; de proteção contra ameaças ou privações (reais ou imaginárias), habitação, agasalho, emprego estável; ligadas a sobrevivência e subsistência:alimentação, sono, saúde, sexo, abrigo. Fisiológicas de realização pessoal, na direção de alcançar ponto máximo do seu autodesenvolvimento; realização potencial: ser cada vez melhor, mais pleno; Auto- realização
  • 40.
    Herzberg e MaslowEstima Sociais Segurança autoconfiança, respeito, aprovação social, reconhecimento e valorização pessoal, prestígio, poder, status, consideração ; associação, amizade, amor, afeto, aceitação pelos outros, participar de grupos; proteção contra ameaças ou privações (reais ou imaginárias), habitação, agasalho, emprego estável; ligadas a sobrevivência e subsistência : alimentação, sono, saúde, sexo, abrigo. Fisiológicas realização pessoal, na direção de alcançar ponto máximo do seu autodesenvolvimento; realização potencial: ser melhor, mais pleno; Auto- realização HIGIÊNICOS Condições de trabalho Gestão justa Relações interpessoais Salários e benefícios Segurança MOTIVADORES Realização Reconhecimento Crescimento Progresso
  • 41.
    A teoria de Ruy Mattos: Tipos de pessoas e fontes de motivação São orientadas para a aquisição e a acumulação de bens materiais TER Fazem do conhecimento científico ou filosófico a razão de sua existência; são impulsionadas pela razão SABER Buscam a conquista, a ascendência sobre os outros por meio do controle ou dominação do comportamento PODER Buscam auto-realização, verdade interior, o sentido da vida, ser cada vez melhores pessoas e profissionais SER Tipos de pessoas Fontes de motivação
  • 42.
    “ Não estarmotivado a seguir direção alguma pode ser confortável para os outros, mas nunca o é para o próprio indivíduo, que por isso abdicou da alegria de estar vivo.” Abraham Maslow
  • 43.
    “ O importantenão é fazer o que se gosta, mas amar o que se faz.”
  • 44.
    GESTÃO DA QUALIDADEDE VIDA NO TRABALHO (QVT)
  • 45.
    Gestão da qualidadede vida no trabalho (QVT) “ É a busca contínua da melhoria dos processos de trabalho, os quais precisam ser construídos não só para incorporar as novas tecnologias como para aproveitar o potencial humano, individual e em equipe, No contexto empresarial ela se insere na qualidade organizacional, no repensar contínuo da empresa.” Prestes Rosa, Ticket Grupo de Serviços. “ É estar saudável, desde a saúde física, cultural espiritual até a saúde profissional, intelectual e social. Cada vez mais as empresas que desejarem estar entre as melhores deverão investir nas pessoas. Portanto, qualidade de vida é um fator de excelência pessoal e organizacional.” De Marchi- pres. da ABQV
  • 46.
    Gestão da qualidadede vida no trabalho (QVT) “ É a avaliação qualitativa da qualidade relativa das condições de vida, incluindo-se atenção aos agentes poluidores, barulho, estética, complexidade (...)” Peter Drucker “ É o conjunto das ações de uma empresa que envolve a implantação de melhorias e inovações gerenciais, tecnológicas e estruturais no ambiente de trabalho.” Ana Cristina Limongi-França
  • 47.
    QVT: competênciaestratégica Conceito amplo e interdisciplinar que envolve contribuições de várias ciências e áreas: .. Saúde: preservação da integridade física, mental e social das pessoas; .. Ergonomia: condições de trabalho buscando o conforto e a a proteção das pessoas, com o apoio da psicologia, medicina, enfermagem, fisioterapia, tecnologia; .. Psicologia : influência de questões internas e necessidades individuais como fatores determinantes no desempenho e na percepção pessoal da QVT; .. Gestão: qualidade como objetivo organizacional; criação de ecossistema em que as pessoas trabalhem saudáveis e satisfeitas como condição para o desempenho individual e coletivo com impacto na qualidade da prestação de serviços ao cidadão-usuário
  • 48.
    BPSO (áreasbiológica, psicológica, social e organizacional) . modelo destinado a avaliar o esforço gerencial versus a satisfação dos clientes de ações e programas de QVT , construído com base nos indicadores do Índice de Desenvolvimento Social (IDS), no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e outros estudos; . propõe indicadores nas 4 áreas destinados a avaliar o esforço gerencial versus satisfação dos clientes de ações e programas de QVT. Citado por Ana Cristina Limongi-França
  • 49.
    QVT e adimensão psicossocial do papel do gestor: “ a qualidade do vínculo, o relacionamento entre as pessoas e o sentimento de pertencer e ser respeitado em suas potencialidades, limites e necessidades leva as pessoas que trabalham em equipe a reencontrar a essência de sua condição de vida: tornar-se um ser social, interdependente, influenciador e influenciável por pessoas que fazem da vida no trabalho o bem estar ou o mal estar nas empresas”. Ana Cristina Limongi-França
  • 50.
    A Gestão deConflitos
  • 51.
    Conflito O conflito é inevitável na vida humana: visões, paradigmas e interesses com freqüência entram em dissonância. O conflito em si não é bom nem mau, depende da forma como se lida com ele. Para que se estabeleça um conflito, deve haver a interferência de pelo menos uma das partes, dificultando ou impedindo a realização dos interesses ou objetivos da outra.
  • 52.
    O conflito nasOrganizações Um processo de oposição e confronto entre pessoas ou grupos, que pode obstruir o avanço de seus objetivos ou metas. Primeiros teóricos do conflito nas organizações entendiam que os conflitos eram indesejáveis e deviam ser suprimidos. Hoje, os conflitos são considerados fontes de aprendizagem.
  • 53.
    Efeitos positivos dosconflitos Ameniza tensões. Permite a expressão de reivindicações. Mobiliza para as mudanças. Fornece um sentido de identidade e propósitos. Fornece feedback sobre a distribuição do poder, a qualidade das relações e do clima organizacional. Chama a atenção para problemas existentes .
  • 54.
    Efeitos negativos dosconflitos Bloqueia esforços de pessoas ou grupos, desenvolvendo sentimentos de frustração, hostilidade, tensão. Desperdiça energia humana, tempo e recursos no próprio conflito, em detrimento de sua utilização no trabalho ou em atividades mais gratificantes. Instala competição, desentendimento e insatisfação, em vez de relações maduras, saudáveis e amistosas.
  • 55.
    Focos geradores deconflito nas organizações Diversidade da natureza de trabalhos complementares que deveriam ser integrados. Ex.: técnicos-administrativos; médicos-enfermeiros. Compartilhamento de recursos: humanos, materiais ou financeiros. Interdependência de atividades em processos de trabalhos realizados por diferentes unidades.
  • 56.
    Resultados na gestãode conflitos Perde - Perde Ganha - Ganha O conflito persiste: é reprimido, negado e não trabalhado. Processo de negociação mal conduzido: Insatisfação, competição. Processo de negociação bem conduzido: Integração, conciliação, cooperação. Perde - Ganha ou Vitória - Derrota
  • 57.
    Abordagens na gestãode conflitos Abordagem estrutural: consiste em atuar sobre as condições organizacionais que determinam o conflito (recursos, desenho organizacional, distribuição do poder, espaço físico etc.) Abordagem de processo: consiste na intervenção direta sobre o evento do conflito, por meio de: confrontação; cooperação; desativação. Abordagem mista é a intervenção que se vale das duas abordagens anteriores: ações sobre a estrutura e sobre o processo de conflito.
  • 58.
  • 59.
    Competências para negociarAutoconhecimento - Considerar não só o juízo que faço de mim, mas também o juízo que fazem de mim. Assertividade- Habilidade em fazer afirmações com firmeza e objetividade, no momento adequado. Reconhecimento e aceitação das diferenças - Saber lidar com idéias e comportamentos divergentes. Empatia - Capacidade de colocar-se no lugar do outro; ver de sua perspectiva, aceitá-lo e respeitá-lo como gostaria de ser aceito e respeitado.
  • 60.
    Competências para negociarCapacidade de construir confiança - Cumprir o que promete e estabelecer as bases da confiança recíproca para a continuidade das relações. Conhecimento e planejamento – Preparar-se para conhecer bem o objeto da negociação e preparar argumentos consistentes. Flexibilidade- Preparar-se para o inesperado e para concessões que poderão vir a ser necessárias. Capacidade de comunicar-se: escutar ativamente, dar e receber feedbacks.
  • 61.
  • 62.
    A capacidade deescutar ativamente Esperar para falar; colocar-se em empatia com o outro; concentrar-se no que é dito; olhar com atenção para a outra pessoa; eliminar juízo imediato; buscar controlar provisoriamente as emoções pessoais; cuidar para reagir às idéias expressas e não às pessoas; reformular mensagens nas quais se percebeu ambigüidade.
  • 63.
    A capacidade dedar feedback O feedback deve ser: descritivo e não avaliativo específico e não geral compatível com interesses e necessidades de ambos dirigido para comportamentos que o receptor tenha condições de controlar oportuno
  • 64.
    Reações comuns diantede um feedback - Positivas Consideração Reflexão Avaliação crítica Mudança do comportamento
  • 65.
    Reações comuns diantede um feedback - Negativas Negação Irritação / mágoa Indiferença Desconsideração Manutenção do comportamento
  • 66.
    Climas defensivos ereceptivos nos relacionamentos interpessoais Atitudes que geram defesa : avaliação, julgamento controle manobra, manipulação distanciamento superioridade certeza Atitudes que geram receptividade : descrição, apoio orientação para o problema espontaneidade, autenticidade empatia igualdade afirmação provisória
  • 67.
  • 68.
    Estereótipos e preconceitosEstereótipos: quando uma pessoa percebe outra de forma simplificada ou reduzida, enxergando-a dentro de uma categoria social ou comportamental. Preconceitos: apreciações negativas e reducionistas do receptor baseadas em visões subjetivas, em aspectos relacionados a: etnia, religião, classe social, sexo, filiação política ou esportiva etc.
  • 69.
    Alguns exemplos Pessoaocupada é pessoa produtiva; se ela parou para pensar, deixou de produzir. Funcionário exemplar deve estar sempre disponível, mesmo depois do expediente. Quanto menor a escolaridade, maior a necessidade de controle e supervisão. Mulheres não são boas motoristas. Pessoas com óculos de lentes grossas são intelectuais. Pessoas que trabalham no setor público são acomodadas, irresponsáveis e preguiçosas.
  • 70.
    Dimensão educacional dopapel do gestor
  • 71.
    Debate simulado TEMA: “ Capacitar ou desenvolver pessoas não é comigo: é responsabilidade do RH” versus “ Sou responsável pelo desenvolvimento da equipe de colaboradores que coordeno.”
  • 72.
    Educação e organizações Vozes e visões “ A Educação não pode mais restringir-se à escola. Toda instituiçao empregadora tem que proporcionar educação aos seus membros”. Peter Drucker. “ As melhores organizações do futuro serão aquelas que descobrirão como DESPERTAR o empenho e a capacidade de aprender das pessoas em todos os níveis da organização.” Peter Senge “ Acreditamos que a formação é uma responsabilidade de todas as pessoas que têm sob sua responsabilidade algum funcionário.” Sálvio Cristóvão – Academia Ticket do Brasil
  • 73.
    Ações de educação/desenvolvimento-tendências atuais Ações no local de trabalho; responsabilidade dos gestores; visão holística de ser humano e consequentemente, de Educação, capacitação, e desenvolvimento; Setor de RH: parceiro e consultor; programas de educação continuada; desenvolvimento de competências com foco em resultados e no cidadão-usuário; estímulos ao auto-desenvolvimento e auto-realização.
  • 74.
    Papéis do gestor-educador/coachTreinador Orientador Mentor Animador Organizador Planejador Facilitador Mediador EDUCADOR- COACH  em substituição a: . capataz . controlador . centralizador . detentor de informações e conhecimento 
  • 75.
    Coaching- conceito . Apoiar pessoas a conseguir o melhor desempenho e a produzir os resultados que elas querem para sua vida profissional e social. . O coaching .. leva à tomada de consciência, .. potencializa escolhas, .. leva a mudanças, .. tem foco em resultados.
  • 76.
    Competências necessárias aogestor educador . Ao nível técnico-gerencial: conhecimento teórico sobre processos de aprendizagem (andragogia, aprender e ensinar); capacidade para ajustar-se aos estilos pessoais para aprender; habilidades para atuar como facilitador, animador, planejador, organizador, mediador/facilitador . Ao nível psicossocial e pessoal: conhecimento sobre os processos da comunicação interpessoal, habilidades de observação, comprometimento, flexibilidade, sensibilidade,
  • 77.
    Aprender Dizrespeito ao educando: É o processo, geralmente intencional, através do qual a pessoa se desenvolve como um todo: inteligência, afetividade, padrões de comporta-mento, valores, habilidades, relacionamento nos diferentes grupos sociais de que participa, capa- cidades artísticas, formas de se comunicar, formas de exercer a cidadania, ou seja, nas dimensões: pessoal, técnica, profissional e político-social. Trata-se de um processo interno de desenvolvimento, que se concretiza na relação do indivíduo com outras pessoas, em certo ambiente cultural.
  • 78.
    Ensinar Diz respeitoao educador : às suas qualidades e habilidades para facilitar, orientar, comunicar-se, guiar, favorecer as melhores condições para a construção do conhecimento e competências, criando e adaptando as situações mais adequadas às peculiaridades e necessidades dos educandos para aprender a aprender.
  • 79.
    Técnicas que podemutilizadas pelo gestor Ações formais: cursos presenciais, seminários, oficinas, EAD, fóruns (presenciais ou virtuais), entre outros. Ações não-formais : aconselhamento,estudo orientado, prática supervisionada, rodízio de funções, enriquecimento de funções; simulações, delegação, estágios, visitas, estudos de caso, coaching, comunidades de aprendizagem, entre outros.
  • 80.
    PESSOA/EDUCAÇÃO PRIMADO DO SUJEITO PARADIGMAS TRADICIONAIS PARADIGMAS ATUAIS TAREFA/TREINAMENTO PRIMADODO OBJETO Paradigmas Pedagógicos x Estilos de Liderança  Transmitir  Instruir  Ensinar  Dirigir  Verificar  Assimilar  Memorizar  Controlar  Reforçar  Medir  Reagir  Refletir  Abstrair  Aprender a Aprender  Auto-aprendizagem  Auto-realização  Auto-avaliação  Crescimento  Reflexão  Diálogo  Consciência crítica . Protagonismo
  • 81.
    A dimensão inovadorae transformadora do papel do gestor
  • 82.
    Inovação e mudança- O processo de inovação/mudança é desencadeado quando pessoas ou grupos, em função do alargamento de suas visões, paradigmas e conhecimentos tomam consciência da inadequação de aspectos organizacionais, relacionados ao empreendimento, à estrutura, à tecnologia, a situações específicas, à cultura (atitudes, comportamentos, desempenhos, tanto no nível pessoal como social) e decidem empenhar-se em superá-la. - Inovação : qualquer coisa que altera substancialmente a maneira pela qual o trabalho de gestão é realizado ou modifica significativamente formas organizacionais costumeiras e, como resultado, faz progredir as metas da organização. Muda a forma como os gestores trabalham e o faz de uma maneira que aprimora o desempenho organizacional. (Gary Hamel )
  • 83.
    O fenômeno daresistência A inovação/mudança tanto pode ser percebida como uma oportunidade ou como uma ameaça. A resistência é um fato natural e se expressa, entre outros, por:  sentimentos de insegurança, apreensão e ansiedade, gerados pelo desconhecido, pelo novo;  crenças culturais e normas de conduta derivadas dos grupos em que atuamos;  ressentimentos derivados da forma como o processo foi deflagrado;  mal-entendidos por ter sido adotada a premissa de que os colaboradores entenderam as mensagens;  receio –justificado ou não- de perda de poder, status em relação a mudanças no cargo ou funções;  dificuldade de abandonar as zonas de conforto.
  • 84.
    Como preparar oprocesso de inovação/mudança? Para reduzir a resistência natural aos processos de mudança e obter adesão, competências e comprometimento , é necessário: sensibilização e comunicação clara para sua necessidade; participação e envolvimento de todos os interessados ou afetados pela mudança no processo decisório; introdução de mecanismos de facilitação, apoio, orientação; formação/desenvolvimento de competências requeridas pelas novas situações, a partir de diagnósticos consistentes; negociação em situações de divergências de interesses e necessidades de redução de benefícios, de símbolos de status e poder.
  • 85.
    Fatores que podemdificultar o processo de inovação/mudança Falta de base de sustentação da realidade; falta de comprometimento com a missão organizacional; centralização e concentração do poder; ênfase na eficiência e não na eficácia e efetividade; descontinuidade administrativa; conformismo e falta de autocrítica; pressões de grupos de interesses; insatisfação básica dos funcionários; falta de preparação dos gerentes para gerir as mudanças.
  • 86.
    O gestor nosprocessos de inovação e mudança Identificar competências pessoais e técnico-gerenciais que precisa dominar para a gestão eficaz da mudança e desenvolvê-las; conhecer os problemas inerentes e específicos da mudança a ser introduzida e preparar-se para enfrentá-los; estudar aspectos da natureza humana e das forças (facilitadoras e restritivas) envolvidas no processo; planejar e realizar a capacitação/desenvolvimento de sua equipe e demais pessoas envolvidas, a partir da identificação das competências que lhes são requeridas; planejar cuidadosamente a inovação/mudança com a participação dos agentes-sujeitos envolvidos, nas 5 funções básicas: .. diagnóstico  planejamento  intervenção  monitoramento  avaliação atuar como gestor-líder, mobilizador, coach e educador.

Notas do Editor