FMEA
 Failure Mode and Effects Analysis
(Análise de Modo e Efeitos de Falha Potencial)




          Lorenço Neckel Jr.
            Lucas F. Berti

                                                 1
FMEA
           Grupo sistemático de atividades destinado a:

              Reconhecer e avaliar a falha potencial de um
               produto / processo e os efeitos dessa falha;
              Identificar ações que poderiam eliminar ou
               reduzir a possibilidade de ocorrência de uma
               falha potencial; e
              Documentar todo o processo.


20/02/13                                      2
Implementação da FMEA
   Ação “antes-do-evento”.
   Tempo gasto em FMEA quando as alterações são mais
    fáceis e baratas (início do projeto) pode (e vai) minimizar
    as crises provocadas por alterações tardias.




20/02/13                                            3
Implementação da FMEA

            Casos básicos:
             Novos projetos, tecnologias ou

              processos;
             Modificações em projeto ou

              processo existente;
             Uso de projeto ou processo

              existente em um novo
              ambiente, localização ou
              aplicação.
20/02/13                            4
Seqüência FMEA de Processo




20/02/13                   5
Quais são as funções,
     características ou requisitos?

                  Registrar as etapas do processo
                   em análise

                  Descrição simplificada do processo
                   ou operação (torneamento, furação,
                   etc...)




20/02/13                                 6
O que pode sair errado??

                  Descrição de não-conformidade
                   na operação específica
                  Como o processo / peça pode
                   falhar?
                  O que um cliente consideraria
                   como falha?
                  Exemplos: Dobrado, Rachado,
                   Danificado, etc...


20/02/13                               7
Quais são os efeitos?

                  Efeitos Potenciais da Falha no Cliente
                  Cliente Interno ou Externo
                  Cliente Externo: Barulho, Esforço,
                   Vazamento, Instabilidade, etc...
                  Cliente Interno: Não dá aperto, não
                   monta, não conecta, etc...



20/02/13                                   8
O quanto é ruim?

                  Severidade: Gravidade da falha.
                  Valor numérico: Índice entre 1
                   (nenhuma severidade) e 10
                   (perigoso sem aviso prévio);
                  Possíveis características
                   especiais.




20/02/13                               9
Quais são as causas?

                  Causas Potenciais de Falha:
                  Descrição em termos de algo que
                   possa ser corrigido ou controlado.
                  Exemplos: torque indevido (alto,
                   baixo), solda incorreta, ferramental
                   gasto, etc...




20/02/13                                 10
Com qual freqüência isto ocorre?

                Probabilidade que uma causa
                 específica de falha irá ocorrer.
                Valor numérico entre:
                  1 (falha improvável: ≤ 0,01 falha
                   por mil peças) e
                  10 (falha persistente: ≥ 100

                   falhas por mil peças).



20/02/13                                11
Como isto pode ser
           prevenido e detectado??

                Avaliação da eficácia dos métodos atuais
                 de controle de processo, prevenindo a
                 expedição de peças falhadas;
                Índice leva em consideração a qualidade
                 e o tipo de inspeção (prova de erro,
                 medição ou inspeção manual);
                Variação numérica entre 1 (certamente
                 detectará falhas) e 10 (certeza de não-
                 detecção).


20/02/13                                    12
O quanto o método para
            detectar isso é bom?

                Número de Prioridade de Risco
                 (NPR): produto dos índices de
                 severidade, ocorrência e
                 detecção:
                       NPR = (S).(O).(D)
                Valor entre 1 e 1000, utilizado
                 para priorizar as deficiências do
                 processo.
20/02/13                              13
O que pode ser feito?

                    Alterações de projeto;
                    Alterações de processo;
                    Controles especiais;
                    Alterações nas normas,
                     procedimentos ou guias.



20/02/13                             14
Estudo de Caso

           FMEA de processo aplicado na
             fabricação de automóveis.
           Função: aplicação de cera na parte
             interna da porta dianteira
             esquerda de um modelo Wagon
             da Ford (1996).




20/02/13                            15
Quais são as Funções,
    Características ou Requisitos?

                 Função: Aplicação de cera na parte
                  Interna da porta;

                 Requisitos: Cobrir parte interna da
                  porta, superfície inferior com
                  camada mínima de cera para
                  retardar corrosão.



20/02/13                                 16
O que pode sair Errado??

                    Cobertura Insuficiente de
                     cera sobre a superfície
                     especificada.




20/02/13                               17
Quais são os Efeitos?

                  Vida útil da porta diminuída
                   devido a:
                      Aparência insatisfatória
                       devido à corrosão;
                      Funcionamento irregular do
                       mecanismo interno da porta.




20/02/13                                   18
O Quanto é Ruim?

                 Severidade (gravidade da falha): 7
                  (severidade de grau alto: ítem
                  operável, mas com níveis de
                  desempenho reduzido, com cliente
                  muito insatisfeito);

                 Classificação especial: Nenhuma



20/02/13                                 19
Quais são as causas?
                 1) Bico de jateamento posicionado
                  manualmente não está posicionado
                  suficientemente longe;
                 2) Bico jateador entupido:
                     a) viscosidade muito alta,
                     b) temperatura muito baixa,
                     c) pressão muito baixa;
                 3) Bico jateador deformado devido ao
                  impacto;
                 4) Tempo de jateamento insuficiente.
20/02/13                                     20
Com qual freqüência isto ocorre?

                1) 8
                2) 5
                3) 2
                4) 8

                Valores entre:
                    1 (falha improvável: ≤ 0,01 falha por
                     mil peças) e
                    10 (falha persistente: ≥ 100 falhas por
                     mil peças).


20/02/13                                      21
Como isto pode ser
           prevenido e detectado??
                      Prevenção                 Detecção              D
               1)                          Checagem visual a cada     5
                                            1 hora por turno. Medir
                                               profundidade da
                                                   camada.

               2)   Teste do jateador no   Checagem visual a cada     5
                    começo do trabalho e    1 hora por turno. Medir
                    após longos períodos       profundidade da
                          sem uso.                 camada.

               3)      Programas de        Checagem visual a cada     5
                        manutenção          1 hora por turno. Medir
                        preventiva.            profundidade da
                                                   camada.

               4)                          Instruções do operador     7
                                           e amostragem de lotes.


20/02/13                                               22
O quanto o método para
            detectar isso é bom?
                    S   O   D        NPR

               1)   7   8   5        280

               2)   7   5   5        175

               3)   7   2   5        70

               4)   7   8   7        392


20/02/13                        23
O que pode ser feito?
               Prioridades:
                 Instalar um timer no jateador
                  (item 4, N.P.R. 392);
                 Instalar um “fim-de curso” no

                  jateador e/ou automatizar jateador
                  (item 1, N.P.R. 280);
                 Experimentos na viscosidade x

                  temperatura x pressão         (item
                  2, N.P.R. 175).
20/02/13                                 24
Ações de Acompanhamento

                    Resultados das ações
                     corretivas;
                    Novos valores de N.P.R.

                     Foco na melhoria contínua.




20/02/13                                  25

Fmea

  • 1.
    FMEA Failure Modeand Effects Analysis (Análise de Modo e Efeitos de Falha Potencial) Lorenço Neckel Jr. Lucas F. Berti 1
  • 2.
    FMEA Grupo sistemático de atividades destinado a:  Reconhecer e avaliar a falha potencial de um produto / processo e os efeitos dessa falha;  Identificar ações que poderiam eliminar ou reduzir a possibilidade de ocorrência de uma falha potencial; e  Documentar todo o processo. 20/02/13 2
  • 3.
    Implementação da FMEA  Ação “antes-do-evento”.  Tempo gasto em FMEA quando as alterações são mais fáceis e baratas (início do projeto) pode (e vai) minimizar as crises provocadas por alterações tardias. 20/02/13 3
  • 4.
    Implementação da FMEA Casos básicos:  Novos projetos, tecnologias ou processos;  Modificações em projeto ou processo existente;  Uso de projeto ou processo existente em um novo ambiente, localização ou aplicação. 20/02/13 4
  • 5.
    Seqüência FMEA deProcesso 20/02/13 5
  • 6.
    Quais são asfunções, características ou requisitos?  Registrar as etapas do processo em análise  Descrição simplificada do processo ou operação (torneamento, furação, etc...) 20/02/13 6
  • 7.
    O que podesair errado??  Descrição de não-conformidade na operação específica  Como o processo / peça pode falhar?  O que um cliente consideraria como falha?  Exemplos: Dobrado, Rachado, Danificado, etc... 20/02/13 7
  • 8.
    Quais são osefeitos?  Efeitos Potenciais da Falha no Cliente  Cliente Interno ou Externo  Cliente Externo: Barulho, Esforço, Vazamento, Instabilidade, etc...  Cliente Interno: Não dá aperto, não monta, não conecta, etc... 20/02/13 8
  • 9.
    O quanto éruim?  Severidade: Gravidade da falha.  Valor numérico: Índice entre 1 (nenhuma severidade) e 10 (perigoso sem aviso prévio);  Possíveis características especiais. 20/02/13 9
  • 10.
    Quais são ascausas?  Causas Potenciais de Falha:  Descrição em termos de algo que possa ser corrigido ou controlado.  Exemplos: torque indevido (alto, baixo), solda incorreta, ferramental gasto, etc... 20/02/13 10
  • 11.
    Com qual freqüênciaisto ocorre?  Probabilidade que uma causa específica de falha irá ocorrer.  Valor numérico entre:  1 (falha improvável: ≤ 0,01 falha por mil peças) e  10 (falha persistente: ≥ 100 falhas por mil peças). 20/02/13 11
  • 12.
    Como isto podeser prevenido e detectado??  Avaliação da eficácia dos métodos atuais de controle de processo, prevenindo a expedição de peças falhadas;  Índice leva em consideração a qualidade e o tipo de inspeção (prova de erro, medição ou inspeção manual);  Variação numérica entre 1 (certamente detectará falhas) e 10 (certeza de não- detecção). 20/02/13 12
  • 13.
    O quanto ométodo para detectar isso é bom?  Número de Prioridade de Risco (NPR): produto dos índices de severidade, ocorrência e detecção: NPR = (S).(O).(D)  Valor entre 1 e 1000, utilizado para priorizar as deficiências do processo. 20/02/13 13
  • 14.
    O que podeser feito?  Alterações de projeto;  Alterações de processo;  Controles especiais;  Alterações nas normas, procedimentos ou guias. 20/02/13 14
  • 15.
    Estudo de Caso FMEA de processo aplicado na fabricação de automóveis. Função: aplicação de cera na parte interna da porta dianteira esquerda de um modelo Wagon da Ford (1996). 20/02/13 15
  • 16.
    Quais são asFunções, Características ou Requisitos?  Função: Aplicação de cera na parte Interna da porta;  Requisitos: Cobrir parte interna da porta, superfície inferior com camada mínima de cera para retardar corrosão. 20/02/13 16
  • 17.
    O que podesair Errado??  Cobertura Insuficiente de cera sobre a superfície especificada. 20/02/13 17
  • 18.
    Quais são osEfeitos?  Vida útil da porta diminuída devido a:  Aparência insatisfatória devido à corrosão;  Funcionamento irregular do mecanismo interno da porta. 20/02/13 18
  • 19.
    O Quanto éRuim?  Severidade (gravidade da falha): 7 (severidade de grau alto: ítem operável, mas com níveis de desempenho reduzido, com cliente muito insatisfeito);  Classificação especial: Nenhuma 20/02/13 19
  • 20.
    Quais são ascausas?  1) Bico de jateamento posicionado manualmente não está posicionado suficientemente longe;  2) Bico jateador entupido:  a) viscosidade muito alta,  b) temperatura muito baixa,  c) pressão muito baixa;  3) Bico jateador deformado devido ao impacto;  4) Tempo de jateamento insuficiente. 20/02/13 20
  • 21.
    Com qual freqüênciaisto ocorre?  1) 8  2) 5  3) 2  4) 8  Valores entre:  1 (falha improvável: ≤ 0,01 falha por mil peças) e  10 (falha persistente: ≥ 100 falhas por mil peças). 20/02/13 21
  • 22.
    Como isto podeser prevenido e detectado?? Prevenção Detecção D 1) Checagem visual a cada 5 1 hora por turno. Medir profundidade da camada. 2) Teste do jateador no Checagem visual a cada 5 começo do trabalho e 1 hora por turno. Medir após longos períodos profundidade da sem uso. camada. 3) Programas de Checagem visual a cada 5 manutenção 1 hora por turno. Medir preventiva. profundidade da camada. 4) Instruções do operador 7 e amostragem de lotes. 20/02/13 22
  • 23.
    O quanto ométodo para detectar isso é bom? S O D NPR 1) 7 8 5 280 2) 7 5 5 175 3) 7 2 5 70 4) 7 8 7 392 20/02/13 23
  • 24.
    O que podeser feito?  Prioridades:  Instalar um timer no jateador (item 4, N.P.R. 392);  Instalar um “fim-de curso” no jateador e/ou automatizar jateador (item 1, N.P.R. 280);  Experimentos na viscosidade x temperatura x pressão (item 2, N.P.R. 175). 20/02/13 24
  • 25.
    Ações de Acompanhamento  Resultados das ações corretivas;  Novos valores de N.P.R. Foco na melhoria contínua. 20/02/13 25