DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR DA OBESIDADE Avaliação de composição corporal
POR QUE AVALIAR  A COMPOSIÇÃO CORPORAL? AVALIAÇÃO FÍSICA ABRANGENTE AVALIAÇÃO DO  RISCO  CARDIOVASCULAR AVALIAÇÃO  E ACOMPANHAMENTO DE UM PROGRAMA DIETÉTICO AVALIAÇÃO E  ACOMPANHAMENTO DE UM PROGRAMA DE  EXERCÍCIOS PESQUISA:  DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS
Composição Corporal Fracionamento do Peso Corporal Alterações que caracterizam o desenvolvimento morfológico - Maturação Biológica Intervenções Dietéticas - Prática de Exercícios Físicos
Wang et al 1992 Outros Hidrogênio Carbono Oxigênio Outros Proteínas Lipídios Água Sólidos Extracelulares Fluidos Extracelulares Massa Celular Outros Osso Tecido Adiposo Músculo Esquelético Sangue Nível 1 (Atômico) Nível 2 (Molecular) Nível 3 (Celular) Nível 4 (Sistema Tecidular) Nível 5 (Corpo Inteiro) Modelo de Análise da Composição Corporal
Fracionamento do Peso Corporal Abordagem Bi-Compartimental Peso Corporal Componente de Gordura Componente Não- Gorduroso = + Gordura Essencial Gordura Não-Essencial Massa Isenta de Gordura Massa Magra
Técnicas de Medida da  Composição Corporal Procedimentos Diretos Procedimentos Indiretos Procedimentos Duplamente Indiretos Informações “ in vitro ”, mediante dissecação macroscópica ou extração lipídica Informações de domínio físico e químico, com base em pressupostos biológicos Informações com base em modelos de regressão, a fim de predizer variáveis associadas aos  procedimentos indiretos
Técnicas de Medida da Composição Corporal Procedimento Direto
Técnicas de Medida da Composição Corporal Procedimentos Indiretos Hidrometria Espectrometria de Raios Gama Espectrofotometria Ativação de  Nêutrons Excreção de creatinina Radiologia Convencional Ultra-sonografia Tomografia Axial Computadorizada Ressonância Nuclear Magnética Absortometria Radiológica  de Dupla Energia (DEXA) Pesagem Hidrostática Pletismografia Bioquímicos  Densitométricos   Imagens
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE COMPOSIÇÃO CORPORAL Arquimedes Grécia 22 séculos atrás Aptidão morfológica
PESAGEM HIDROSTÁTICA Princípio de Arquimedes Medida da densidade de um objeto “ O peso da água deslocada é igual a diferença entre o peso corporal em terra firme e o peso subaquático” Aptidão morfológica
 
Pesagem Hidrostática Pressuposto Teórico: “ Densidade de todo o corpo é estabelecida pelas densidades de vários componentes corporais e pela proporção com que cada um desses componentes contribui para estabelecimento da massa corporal total” Suposição Metodológica: Densidade da gordura é consideravelmente menor em relação à de outras estruturas do corpo, quanto maior a quantidade de gordura em proporção ao peso corporal menor deverá ser a densidade de todo o corpo
Pesagem Hidrostática Vantagem: Referência para validação de outras  técnicas Limitações: Alto custo dos equipamentos Tempo para realização das medidas Adaptação ao meio aquático Elevada cooperação do avaliado Estimativas quanto aos volumes pulmonar  residual e dos gases gastrointestinais
Pletismografia Pressuposto Teórico: Lei de deslocamento de ar de Boyle: “ Em recipiente isotérmico fechado, volume e pressão variam em proporção inversa; enquanto volume aumenta, pressão diminui, e vice-versa”
Pletismografia Vantagens: Elimina desconforto da submersão n´água Menor cooperação do avaliado Limitações: Alto custo dos equipamentos Tempo para realização das medidas Estimativas quanto aos volumes pulmonar  residual e dos gases gastrointestinais
Absortometria Radiológica de Dupla Energia - DEXA Pressuposto Teórico: “ Atenuação de radiações de cada tecido orgânico depende do comprimento da onda utilizada e do número atômico dos elementos interpostos” Suposição Metodológica: Nível de atenuação diferencial de fótons emitidos a duas diferentes energias em três compartimentos: gordura, mineral ósseo e tecidos magros não-ósseo
Absortometria Radiológica de Dupla Energia - DEXA Vantagens: Análise da composição corporal de todo o corpo e por segmentos Distribuição anatômica dos  diferentes compartimentos Elevada precisão de medida Menor cooperação do avaliado Limitações: Alto custo do equipamento Tempo para rastreamento do corpo Dimensões corporais do avaliado (estatura, peso corporal e  espessura transversa do tronco) Variações quanto à proporção de  água corporal
Técnicas de Medida da Composição Corporal Procedimentos Duplamente Indiretos Condutividade Elétrica Corporal Total Total Body Electrical Conductivity – TOBEC Interactância de Raios Infravermelho Absorção de Radiação Infravermelha Bioimpedância Elétrica Condutibilidade Elétrica – Água Corporal Antropometria Medidas Externas de Dimensões Corporais
Bioimpedância Elétrica Pressuposto Teórico: Diferenças nos níveis de condutibilidade elétrica nos tecidos biológicos expostos a várias freqüências de corrente Suposição Metodológica: Massa isenta de gordura torna-se principal responsável pela condutibilidade da corrente elétrica, por conter grande parte da água e dos eletrólitos do organismo
Bioimpedância Elétrica Vantagens: Menor cooperação do avaliado Facilidade e rapidez de medida Componente de água intra e extracelulares Limitações: Alto custo do equipamento Nível de hidratação do avaliado Estágio do ciclo menstrual Temperatura cutânea Uso de peças de metal Constantes de regressão Procedimentos prévios
 
Procedimentos Prévios para Utilização da Técnica de Bioimpedância Elétrica Não fazer uso de medicamentos diuréticos nos últimos 7 dias Manter-se em jejum por pelo menos 4 horas Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 48 horas Ter-se abstido da prática de atividades físicas intensas nas  últimas 24 horas Urinar pelo menos 30 minutos antes da medida Manter-se pelo menos 5-10 minutos de repouso absoluto em  posição decúbito dorsal antes de efetuar as medidas Realizar as medidas na primeira hora pós-despertar
Antropometria Medidas externas das dimensões corporais Peso Corporal Estatura Perímetros Diâmetros Ósseos Espessuras de Dobras Cutâneas
Índice de Massa Corporal - kg/m 2  - Peso Corporal (kg) IMC = Estatura (m 2 )
CIRCUNFERÊNCIAS Medidas de circunferências são úteis para: Determinar padrões de distribuição de gordura de um indivíduo Identificar mudanças no padrão de gordura de uma pessoa ao longo do tempo Classificar os indivíduos dentro de um grupo de acordo com a gordura
COMO MEDIR Fita métrica flexível, não elástica e estreita Segurar o “zero” da fita com a mão esquerda, exatamente abaixo ou acima da fita restante, com a mão direita
LOCALIZAÇÃO A colocação da fita é perpendicular ao eixo longo da parte do corpo e paralela ao chão Acomodar a fita sem pressão
 
 
Espessura das Dobras Cutâneas  Pressuposto Teórico: Grande proporção da gordura corporal se encontra localizada nos tecidos subcutâneos Suposição Metodológica: Medidas quanto às espessuras das dobras cutâneas são indicadores da quantidade de gordura localizada em regiões específicas do corpo
Implicações nas Medidas de Espessura das Dobras Cutâneas  - Definição dos Tecidos Subcutâneos - Tipos de Compasso Harpenden e Lange - Massa Corporal IMC = 20-28 kg/m 2 Estratégias de Interpretação
Espessura das Dobras Cutâneas  Vantagens: Baixo custo do equipamento Menor cooperação do avaliado Elevada inocuidade Facilidade e rapidez de medida Interpretação imediata das informações Limitações: Comprometimento quanto à exatidão  das informações Padronização das técnicas de medida Baixa reprodutibilidade das medidas
TIPOS DE COMPASSO Aptidão morfológica
COMO MEDIR Usar o indicador e polegar da mão esquerda, 1 cm acima do ponto de medida da dobra Dobra com lados paralelos Compasso posicionado de forma perpendicular a dobra Aptidão morfológica
LOCALIZAÇÃO  Praticar a localização precisa dos pontos Usar fita métrica e caneta lavável Não há unanimidade nas localizações dos pontos das dobras cutâneas “ Anthropometric standardization reference manual” Aptidão morfológica
Dobra cutânea Triciptal  Aptidão morfológica
Dobra cutânea Subescapular
Dobra cutânea Suprailíaca
Dobra cutânea Abdominal
Dobra cutânea da Coxa
 
JACKSON E POLLOCK  Mulheres Objetivo: Avaliação rápida e prática da composição corporal em mulheres Estimam gordura corporal para mulheres de 18 a 57 anos que possuem % de gordura entre 9 e 45% Aptidão morfológica
JACKSON E POLLOCK  Mulheres Dobras usadas: Tríceps, abdominal e suprailíaca Recomendado o compasso de Lange Ler o mostrador do compasso para o 0,5mm mais próximo, 1 a 2 segundos após aplicar a pressão Coletar a medida pelo menos 2 vezes Ler % de gordura corporal estimada na tabela Aptidão morfológica
Aptidão morfológica
JACKSON E POLLOCK  Homens Objetivo: Avaliação válida e prática de campo da composição corporal de homens Estima quantidade de gordura corporal para homens com idade entre 18 e 57 anos, com % entre 2 e 35% Aptidão morfológica
JACKSON E POLLOCK  Homens Dobras utilizadas: Peitoral Tricipital Subescapular Compasso de Lange, com pelo menos duas medidas em cada dobra Aptidão morfológica
Aptidão morfológica
AVALIAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA O que o % de gordura significa? Padrões de gordura corporal saudáveis: Dados epidemiológicos do NHANES Amostra internacional, muito grande, de homens e mulheres Separados por sexo e idade Aptidão morfológica
Aptidão morfológica Fonte: Foss & Keteyian, 2000 32 a 38% 32 a 38% 30 a 39% 28 a 36% 26 a 36% Muito Ruim 28 a 30% 28 a 30% 27 a 29% 20 a 24% 20 a 24% Ruim 26 a 27% 26 a 27% 24 a 25% 22 a 24% 17 a 20% Acima da Média 24 a 25% 24 a 25% 21 a 23% 18 a 20% 14 a 16% Média 22 a 23% 21 a 23% 19 a 21% 16 a 18% 12 a 13% Abaixo da Média 20 a 21% 18 a 20% 16 a 18% 12 a 15% 8 a 10% Bom 13 a 18% 12 a 16% 10 a 14% 8 a 11% 4 a 6 % Excelente 56 - 65  46 - 55 36 - 45  26 - 35  18 - 25  Nível /Idade PERCENTUAL DE GORDURA (G%) PARA HOMENS
Fonte: Foss & Keteyian, 2000 39 a 49% 39 a 50% 38 a 48%  36 a 49% 33 a 43% Muito Ruim 36 a 38% 35 a 38% 33 a 36% 31 a 33% 29 a 31% Ruim 33 a 35% 32 a 34% 30 a 32% 27 a 29% 26 a 28% Acima da Média 30 a 32% 29 a 31% 27 a 29% 24 a 25% 23 a 25% Média 27 a 29% 26 a 28% 24 a 26% 21 a 23% 20 a 22% Abaixo da Média 24 a 26% 23 a 25% 20 a 23% 18 a 20% 17 a 19% Bom 18 a 22% 17 a 21% 16 a 19% 14 a 16% 13 a 16 % Excelente 56 - 65  46 - 55 36 - 45  26 - 35  18 - 25  Nível /Idade PERCENTUAL DE GORDURA (G%) PARA MULHERES
QUESTIONANDO... Amplitude grande para gordura aceitável Mortalidade: em níveis de gordura muito alta ou muito baixa Gordura essencial Quando começa a obesidade? Aptidão morfológica
EFEITO DA IDADE NA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Menor quantidade de gordura subcutânea Maior quantidade de gordura envolvendo órgão internos Ossos mais porosos Aptidão morfológica
EFEITO DA IDADE NA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL É comum ganhar peso de gordura conforme se envelhece A obesidade progressiva é a tendência de adultos mais velhos acumulares gradualmente maiores quantidades de gordura corporal, resultado mais provável das adaptações de uma vida sedentária Aptidão morfológica
GORDURA CORPORAL PARA A ESTÉTICA Valorizar o sentimento do cliente Não deixar que a beleza seja definida pela moda e pela mídia Priorizar sempre a saúde Reforçar os benefícios e fazer com que o cliente aprenda a aceitar seu corpo Aptidão morfológica
PESO IDEAL A PARTIR DO % DE GORDURA Determine o % de gordura e o peso corporal total Calcule o peso de gordura e o peso de massa corporal magra  PG = %GC x PCT PMCM = PCT – PG Determine o % de gordura desejado Aptidão morfológica
PESO IDEAL A PARTIR DO % DE GORDURA Determine o % de massa magra desejada 1 - %GC desejada = %MCM desejada Calcule o peso corporal desejado dividindo o PMCM pelo % de MCM desejada Calcule o peso de gordura a ser perdido ou ganho  PCT – PC desejado = PG a ser ganho ou perdido Aptidão morfológica
PESO IDEAL A PARTIR DO % DE GORDURA EXEMPLO: Mulher, 20 anos, 160cm, ativa Peso corporal total =  68 Kg PG = 0,32 x 68 =  21,7Kg PMCM = 68 – 21,7 =  46,3 Kg %GC atual =  32%  (três dobras) Aptidão morfológica
PESO IDEAL A PARTIR DO % DE GORDURA %GC desejada =  23% %MCM desejada = 1 – 23% =  0,77 PC desejado = 46,3/0,77 =  60,1Kg PG a ser perdido = 68Kg – 60,1 =  7,9Kg Aptidão morfológica
PESO ÓSSEO P.O.= 3,02 x (estatura 2 x D.B. x D.F. x 400)0,712 (obs. valores em metros) Onde: D.U. = diâmetro do úmero  D.F. = diâmetro do fêmur D.B. = diâmetro biestilóide  D.M. = diâmetro maleolar
PESO RESIDUAL P.R. = P.T. x 24,1/100 (homens)  P.R. = P.T. x 20,9/100 (mulheres) Onde: P.R = peso residual P.T = Peso total
PESO MUSCULAR P.M.= P.T. - (P.G. + P.O. + P.R) Onde: P.M = peso muscular P.T – peso total P.G = peso de gordura P.O = peso ósseo P.R = Peso residual
COMPOSIÇÃO  CORPORAL EM CRIANÇAS Aptidão morfológica
AVALIAÇÃO DAS DOBRAS CUTÂNEAS Equações de adultos não são válidas para crianças Mais água Maior conteúdo mineral ósseo Lohman, conduziu pesquisas extensas com crianças e propôs dois procedimentos práticos, válidos e fidedignos Aptidão morfológica
AVALIAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Objetivo: Avaliar a gordura corporal em crianças e adolescentes e fornecer uma estimativa válida e fidedigna do percentual de gordura corporal a partir da dobra cutânea tricipital e da panturrilha Aptidão morfológica
AVALIAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Dobras utilizadas: Tricipital Panturrilha Coletar 3 medidas em cada dobra, resgistrando o valor mediano Somar a medida tricipital e da panturrilha e converter para % de gordura de acordo com os normogramas Aptidão morfológica
Aptidão morfológica
DOBRAS CUTÂNEAS RECOMENDADAS PELA OMS Subescapular  Tricipital Classificadas em percentis, pelo padrão de referência NCHS Acima do percentil 90 = obesidade Aptidão morfológica
Tabela NCHS tricipital  Aptidão morfológica
Tabela NCHS tricipital  Aptidão morfológica
Tabela NCHS subescapular  Aptidão morfológica
Tabela NCHS subescapular  Aptidão morfológica
Tabela NCHS soma subescapular + tríceps Aptidão morfológica
Tabela NCHS soma subescapular + tríceps Aptidão morfológica
COMENTÁRIOS... Tomar cuidado quando recomendar perda ou ganho de peso para crianças e adolescentes Possibilidade de estimular o aparecimento de um distúrbio alimentar Envolver pais e professores Aptidão morfológica
SUGESTÕES PARA A AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Explique a avaliação Preserve a privacidade do cliente Conduza a avaliação em um ambiente diferente daquele das medidas Não enfatize demais a magreza Reconheça as limitações da avaliação da comosição corporal Aptidão morfológica
SUGESTÕES PARA A AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Encoraje os clientes a fazerem perguntas e expressarem seus sentimentos sobre a avaliação Siga a avaliação com recomendações apropriadas sobre dieta e exercícios Mantenha a confidencialidade dos registros da composição corporal Aptidão morfológica
Trabalhar a Auto-Estima Trabalhar a Auto-Imagem Reforço Positivo – O poder do Elogio Sofrimento Emocional

Diagnóstico complementar da obesidade

  • 1.
    DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR DAOBESIDADE Avaliação de composição corporal
  • 2.
    POR QUE AVALIAR A COMPOSIÇÃO CORPORAL? AVALIAÇÃO FÍSICA ABRANGENTE AVALIAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE UM PROGRAMA DIETÉTICO AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS PESQUISA: DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS
  • 3.
    Composição Corporal Fracionamentodo Peso Corporal Alterações que caracterizam o desenvolvimento morfológico - Maturação Biológica Intervenções Dietéticas - Prática de Exercícios Físicos
  • 4.
    Wang et al1992 Outros Hidrogênio Carbono Oxigênio Outros Proteínas Lipídios Água Sólidos Extracelulares Fluidos Extracelulares Massa Celular Outros Osso Tecido Adiposo Músculo Esquelético Sangue Nível 1 (Atômico) Nível 2 (Molecular) Nível 3 (Celular) Nível 4 (Sistema Tecidular) Nível 5 (Corpo Inteiro) Modelo de Análise da Composição Corporal
  • 5.
    Fracionamento do PesoCorporal Abordagem Bi-Compartimental Peso Corporal Componente de Gordura Componente Não- Gorduroso = + Gordura Essencial Gordura Não-Essencial Massa Isenta de Gordura Massa Magra
  • 6.
    Técnicas de Medidada Composição Corporal Procedimentos Diretos Procedimentos Indiretos Procedimentos Duplamente Indiretos Informações “ in vitro ”, mediante dissecação macroscópica ou extração lipídica Informações de domínio físico e químico, com base em pressupostos biológicos Informações com base em modelos de regressão, a fim de predizer variáveis associadas aos procedimentos indiretos
  • 7.
    Técnicas de Medidada Composição Corporal Procedimento Direto
  • 8.
    Técnicas de Medidada Composição Corporal Procedimentos Indiretos Hidrometria Espectrometria de Raios Gama Espectrofotometria Ativação de Nêutrons Excreção de creatinina Radiologia Convencional Ultra-sonografia Tomografia Axial Computadorizada Ressonância Nuclear Magnética Absortometria Radiológica de Dupla Energia (DEXA) Pesagem Hidrostática Pletismografia Bioquímicos Densitométricos Imagens
  • 9.
    MÉTODOS DE AVALIAÇÃODE COMPOSIÇÃO CORPORAL Arquimedes Grécia 22 séculos atrás Aptidão morfológica
  • 10.
    PESAGEM HIDROSTÁTICA Princípiode Arquimedes Medida da densidade de um objeto “ O peso da água deslocada é igual a diferença entre o peso corporal em terra firme e o peso subaquático” Aptidão morfológica
  • 11.
  • 12.
    Pesagem Hidrostática PressupostoTeórico: “ Densidade de todo o corpo é estabelecida pelas densidades de vários componentes corporais e pela proporção com que cada um desses componentes contribui para estabelecimento da massa corporal total” Suposição Metodológica: Densidade da gordura é consideravelmente menor em relação à de outras estruturas do corpo, quanto maior a quantidade de gordura em proporção ao peso corporal menor deverá ser a densidade de todo o corpo
  • 13.
    Pesagem Hidrostática Vantagem:Referência para validação de outras técnicas Limitações: Alto custo dos equipamentos Tempo para realização das medidas Adaptação ao meio aquático Elevada cooperação do avaliado Estimativas quanto aos volumes pulmonar residual e dos gases gastrointestinais
  • 14.
    Pletismografia Pressuposto Teórico:Lei de deslocamento de ar de Boyle: “ Em recipiente isotérmico fechado, volume e pressão variam em proporção inversa; enquanto volume aumenta, pressão diminui, e vice-versa”
  • 15.
    Pletismografia Vantagens: Eliminadesconforto da submersão n´água Menor cooperação do avaliado Limitações: Alto custo dos equipamentos Tempo para realização das medidas Estimativas quanto aos volumes pulmonar residual e dos gases gastrointestinais
  • 16.
    Absortometria Radiológica deDupla Energia - DEXA Pressuposto Teórico: “ Atenuação de radiações de cada tecido orgânico depende do comprimento da onda utilizada e do número atômico dos elementos interpostos” Suposição Metodológica: Nível de atenuação diferencial de fótons emitidos a duas diferentes energias em três compartimentos: gordura, mineral ósseo e tecidos magros não-ósseo
  • 17.
    Absortometria Radiológica deDupla Energia - DEXA Vantagens: Análise da composição corporal de todo o corpo e por segmentos Distribuição anatômica dos diferentes compartimentos Elevada precisão de medida Menor cooperação do avaliado Limitações: Alto custo do equipamento Tempo para rastreamento do corpo Dimensões corporais do avaliado (estatura, peso corporal e espessura transversa do tronco) Variações quanto à proporção de água corporal
  • 18.
    Técnicas de Medidada Composição Corporal Procedimentos Duplamente Indiretos Condutividade Elétrica Corporal Total Total Body Electrical Conductivity – TOBEC Interactância de Raios Infravermelho Absorção de Radiação Infravermelha Bioimpedância Elétrica Condutibilidade Elétrica – Água Corporal Antropometria Medidas Externas de Dimensões Corporais
  • 19.
    Bioimpedância Elétrica PressupostoTeórico: Diferenças nos níveis de condutibilidade elétrica nos tecidos biológicos expostos a várias freqüências de corrente Suposição Metodológica: Massa isenta de gordura torna-se principal responsável pela condutibilidade da corrente elétrica, por conter grande parte da água e dos eletrólitos do organismo
  • 20.
    Bioimpedância Elétrica Vantagens:Menor cooperação do avaliado Facilidade e rapidez de medida Componente de água intra e extracelulares Limitações: Alto custo do equipamento Nível de hidratação do avaliado Estágio do ciclo menstrual Temperatura cutânea Uso de peças de metal Constantes de regressão Procedimentos prévios
  • 21.
  • 22.
    Procedimentos Prévios paraUtilização da Técnica de Bioimpedância Elétrica Não fazer uso de medicamentos diuréticos nos últimos 7 dias Manter-se em jejum por pelo menos 4 horas Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 48 horas Ter-se abstido da prática de atividades físicas intensas nas últimas 24 horas Urinar pelo menos 30 minutos antes da medida Manter-se pelo menos 5-10 minutos de repouso absoluto em posição decúbito dorsal antes de efetuar as medidas Realizar as medidas na primeira hora pós-despertar
  • 23.
    Antropometria Medidas externasdas dimensões corporais Peso Corporal Estatura Perímetros Diâmetros Ósseos Espessuras de Dobras Cutâneas
  • 24.
    Índice de MassaCorporal - kg/m 2 - Peso Corporal (kg) IMC = Estatura (m 2 )
  • 25.
    CIRCUNFERÊNCIAS Medidas decircunferências são úteis para: Determinar padrões de distribuição de gordura de um indivíduo Identificar mudanças no padrão de gordura de uma pessoa ao longo do tempo Classificar os indivíduos dentro de um grupo de acordo com a gordura
  • 26.
    COMO MEDIR Fitamétrica flexível, não elástica e estreita Segurar o “zero” da fita com a mão esquerda, exatamente abaixo ou acima da fita restante, com a mão direita
  • 27.
    LOCALIZAÇÃO A colocaçãoda fita é perpendicular ao eixo longo da parte do corpo e paralela ao chão Acomodar a fita sem pressão
  • 28.
  • 29.
  • 30.
    Espessura das DobrasCutâneas Pressuposto Teórico: Grande proporção da gordura corporal se encontra localizada nos tecidos subcutâneos Suposição Metodológica: Medidas quanto às espessuras das dobras cutâneas são indicadores da quantidade de gordura localizada em regiões específicas do corpo
  • 31.
    Implicações nas Medidasde Espessura das Dobras Cutâneas - Definição dos Tecidos Subcutâneos - Tipos de Compasso Harpenden e Lange - Massa Corporal IMC = 20-28 kg/m 2 Estratégias de Interpretação
  • 32.
    Espessura das DobrasCutâneas Vantagens: Baixo custo do equipamento Menor cooperação do avaliado Elevada inocuidade Facilidade e rapidez de medida Interpretação imediata das informações Limitações: Comprometimento quanto à exatidão das informações Padronização das técnicas de medida Baixa reprodutibilidade das medidas
  • 33.
    TIPOS DE COMPASSOAptidão morfológica
  • 34.
    COMO MEDIR Usaro indicador e polegar da mão esquerda, 1 cm acima do ponto de medida da dobra Dobra com lados paralelos Compasso posicionado de forma perpendicular a dobra Aptidão morfológica
  • 35.
    LOCALIZAÇÃO Praticara localização precisa dos pontos Usar fita métrica e caneta lavável Não há unanimidade nas localizações dos pontos das dobras cutâneas “ Anthropometric standardization reference manual” Aptidão morfológica
  • 36.
    Dobra cutânea Triciptal Aptidão morfológica
  • 37.
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  • 41.
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    JACKSON E POLLOCK Mulheres Objetivo: Avaliação rápida e prática da composição corporal em mulheres Estimam gordura corporal para mulheres de 18 a 57 anos que possuem % de gordura entre 9 e 45% Aptidão morfológica
  • 43.
    JACKSON E POLLOCK Mulheres Dobras usadas: Tríceps, abdominal e suprailíaca Recomendado o compasso de Lange Ler o mostrador do compasso para o 0,5mm mais próximo, 1 a 2 segundos após aplicar a pressão Coletar a medida pelo menos 2 vezes Ler % de gordura corporal estimada na tabela Aptidão morfológica
  • 44.
  • 45.
    JACKSON E POLLOCK Homens Objetivo: Avaliação válida e prática de campo da composição corporal de homens Estima quantidade de gordura corporal para homens com idade entre 18 e 57 anos, com % entre 2 e 35% Aptidão morfológica
  • 46.
    JACKSON E POLLOCK Homens Dobras utilizadas: Peitoral Tricipital Subescapular Compasso de Lange, com pelo menos duas medidas em cada dobra Aptidão morfológica
  • 47.
  • 48.
    AVALIAÇÃO DO PERCENTUALDE GORDURA O que o % de gordura significa? Padrões de gordura corporal saudáveis: Dados epidemiológicos do NHANES Amostra internacional, muito grande, de homens e mulheres Separados por sexo e idade Aptidão morfológica
  • 49.
    Aptidão morfológica Fonte:Foss & Keteyian, 2000 32 a 38% 32 a 38% 30 a 39% 28 a 36% 26 a 36% Muito Ruim 28 a 30% 28 a 30% 27 a 29% 20 a 24% 20 a 24% Ruim 26 a 27% 26 a 27% 24 a 25% 22 a 24% 17 a 20% Acima da Média 24 a 25% 24 a 25% 21 a 23% 18 a 20% 14 a 16% Média 22 a 23% 21 a 23% 19 a 21% 16 a 18% 12 a 13% Abaixo da Média 20 a 21% 18 a 20% 16 a 18% 12 a 15% 8 a 10% Bom 13 a 18% 12 a 16% 10 a 14% 8 a 11% 4 a 6 % Excelente 56 - 65 46 - 55 36 - 45 26 - 35 18 - 25 Nível /Idade PERCENTUAL DE GORDURA (G%) PARA HOMENS
  • 50.
    Fonte: Foss &Keteyian, 2000 39 a 49% 39 a 50% 38 a 48% 36 a 49% 33 a 43% Muito Ruim 36 a 38% 35 a 38% 33 a 36% 31 a 33% 29 a 31% Ruim 33 a 35% 32 a 34% 30 a 32% 27 a 29% 26 a 28% Acima da Média 30 a 32% 29 a 31% 27 a 29% 24 a 25% 23 a 25% Média 27 a 29% 26 a 28% 24 a 26% 21 a 23% 20 a 22% Abaixo da Média 24 a 26% 23 a 25% 20 a 23% 18 a 20% 17 a 19% Bom 18 a 22% 17 a 21% 16 a 19% 14 a 16% 13 a 16 % Excelente 56 - 65 46 - 55 36 - 45 26 - 35 18 - 25 Nível /Idade PERCENTUAL DE GORDURA (G%) PARA MULHERES
  • 51.
    QUESTIONANDO... Amplitude grandepara gordura aceitável Mortalidade: em níveis de gordura muito alta ou muito baixa Gordura essencial Quando começa a obesidade? Aptidão morfológica
  • 52.
    EFEITO DA IDADENA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Menor quantidade de gordura subcutânea Maior quantidade de gordura envolvendo órgão internos Ossos mais porosos Aptidão morfológica
  • 53.
    EFEITO DA IDADENA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL É comum ganhar peso de gordura conforme se envelhece A obesidade progressiva é a tendência de adultos mais velhos acumulares gradualmente maiores quantidades de gordura corporal, resultado mais provável das adaptações de uma vida sedentária Aptidão morfológica
  • 54.
    GORDURA CORPORAL PARAA ESTÉTICA Valorizar o sentimento do cliente Não deixar que a beleza seja definida pela moda e pela mídia Priorizar sempre a saúde Reforçar os benefícios e fazer com que o cliente aprenda a aceitar seu corpo Aptidão morfológica
  • 55.
    PESO IDEAL APARTIR DO % DE GORDURA Determine o % de gordura e o peso corporal total Calcule o peso de gordura e o peso de massa corporal magra PG = %GC x PCT PMCM = PCT – PG Determine o % de gordura desejado Aptidão morfológica
  • 56.
    PESO IDEAL APARTIR DO % DE GORDURA Determine o % de massa magra desejada 1 - %GC desejada = %MCM desejada Calcule o peso corporal desejado dividindo o PMCM pelo % de MCM desejada Calcule o peso de gordura a ser perdido ou ganho PCT – PC desejado = PG a ser ganho ou perdido Aptidão morfológica
  • 57.
    PESO IDEAL APARTIR DO % DE GORDURA EXEMPLO: Mulher, 20 anos, 160cm, ativa Peso corporal total = 68 Kg PG = 0,32 x 68 = 21,7Kg PMCM = 68 – 21,7 = 46,3 Kg %GC atual = 32% (três dobras) Aptidão morfológica
  • 58.
    PESO IDEAL APARTIR DO % DE GORDURA %GC desejada = 23% %MCM desejada = 1 – 23% = 0,77 PC desejado = 46,3/0,77 = 60,1Kg PG a ser perdido = 68Kg – 60,1 = 7,9Kg Aptidão morfológica
  • 59.
    PESO ÓSSEO P.O.=3,02 x (estatura 2 x D.B. x D.F. x 400)0,712 (obs. valores em metros) Onde: D.U. = diâmetro do úmero D.F. = diâmetro do fêmur D.B. = diâmetro biestilóide D.M. = diâmetro maleolar
  • 60.
    PESO RESIDUAL P.R.= P.T. x 24,1/100 (homens) P.R. = P.T. x 20,9/100 (mulheres) Onde: P.R = peso residual P.T = Peso total
  • 61.
    PESO MUSCULAR P.M.=P.T. - (P.G. + P.O. + P.R) Onde: P.M = peso muscular P.T – peso total P.G = peso de gordura P.O = peso ósseo P.R = Peso residual
  • 62.
    COMPOSIÇÃO CORPORALEM CRIANÇAS Aptidão morfológica
  • 63.
    AVALIAÇÃO DAS DOBRASCUTÂNEAS Equações de adultos não são válidas para crianças Mais água Maior conteúdo mineral ósseo Lohman, conduziu pesquisas extensas com crianças e propôs dois procedimentos práticos, válidos e fidedignos Aptidão morfológica
  • 64.
    AVALIAÇÃO DO PERCENTUALDE GORDURA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Objetivo: Avaliar a gordura corporal em crianças e adolescentes e fornecer uma estimativa válida e fidedigna do percentual de gordura corporal a partir da dobra cutânea tricipital e da panturrilha Aptidão morfológica
  • 65.
    AVALIAÇÃO DO PERCENTUALDE GORDURA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Dobras utilizadas: Tricipital Panturrilha Coletar 3 medidas em cada dobra, resgistrando o valor mediano Somar a medida tricipital e da panturrilha e converter para % de gordura de acordo com os normogramas Aptidão morfológica
  • 66.
  • 67.
    DOBRAS CUTÂNEAS RECOMENDADASPELA OMS Subescapular Tricipital Classificadas em percentis, pelo padrão de referência NCHS Acima do percentil 90 = obesidade Aptidão morfológica
  • 68.
    Tabela NCHS tricipital Aptidão morfológica
  • 69.
    Tabela NCHS tricipital Aptidão morfológica
  • 70.
    Tabela NCHS subescapular Aptidão morfológica
  • 71.
    Tabela NCHS subescapular Aptidão morfológica
  • 72.
    Tabela NCHS somasubescapular + tríceps Aptidão morfológica
  • 73.
    Tabela NCHS somasubescapular + tríceps Aptidão morfológica
  • 74.
    COMENTÁRIOS... Tomar cuidadoquando recomendar perda ou ganho de peso para crianças e adolescentes Possibilidade de estimular o aparecimento de um distúrbio alimentar Envolver pais e professores Aptidão morfológica
  • 75.
    SUGESTÕES PARA AAVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Explique a avaliação Preserve a privacidade do cliente Conduza a avaliação em um ambiente diferente daquele das medidas Não enfatize demais a magreza Reconheça as limitações da avaliação da comosição corporal Aptidão morfológica
  • 76.
    SUGESTÕES PARA AAVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL Encoraje os clientes a fazerem perguntas e expressarem seus sentimentos sobre a avaliação Siga a avaliação com recomendações apropriadas sobre dieta e exercícios Mantenha a confidencialidade dos registros da composição corporal Aptidão morfológica
  • 77.
    Trabalhar a Auto-EstimaTrabalhar a Auto-Imagem Reforço Positivo – O poder do Elogio Sofrimento Emocional