LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA & DESEMPENHO HUMANO Avaliações Antropométricas Relacionadas à saúde. Rotinas de avaliação do LAFEPH-CEDF-UFSM. Prof: Jorge Luiz dos Santos de Souza
POR QUE MEDIR E AVALIAR ? DETERMINAR O PROGRESSO SELECIONAR CLASSIFICAR MOTIVAR APRENDIZAGEM SERVIR DE PARÂMETROS
ÉTICA EM AVALIAÇÃO DEVE SER CONDUZIDA E SUPERVISIONADA POR PESSOAS TREINADAS NÃO CAUSAR DANOS FÍSICOS NÃO CAUSAR DANOS PSICOLÓGICOS É DIRECIONADA À OBJETIVOS DEVE SER CONFIDENCIAL A AVALIAÇÃO NÃO TERMINA EM SI MESMA NENHUM TESTE OU MEDIDA É PERFEITO
INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO BALANÇA Mede a força com que somos atraídos pela terra
INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO ESTADIÔMETRO  Mede a altura do vértex e altura sentada.
INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO FITA ANTROPOMÉTRICA Mede os perímetros.
INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO PAQUÍMETRO Mede os diâmetros ósseos.
INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO PLICÔMETRO Mede a espessura das dobras cutâneas.
INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO Ergoespirometria
MEDIDA DE MASSA Mede  a força de gravidade sobre a massa corporal. O avaliado em pé, com o mínimo de roupas possível, de costas ( frente ) para a escala da balança, com afastamento lateral dos pés
Medida de estatura O avaliado deve permanecer descalço, na posição ortoestática, com a massa corporal distribuída em ambas as pernas, braços ao longo do corpo e cabeça orientado no plano de Frankfourt.
O quê fazer com as medidas?
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL Estabelece a proporção entre a Estatura e a massa corporal total IMC = MC (Kg) / Estatura² (m)
CLASSIFICAÇÃO IMC ADULTOS (OMS) Muito Severamente Aumentado >=40,0 Obesidade III ou mórbida Severamente Aumentado 35,0 - 39,9 Obesidade II Moderamente Aumentado 30,0 - 34,9 Obesidade I Aumentado 25,0 - 29,9 Sobrepeso Médio 18,5 - 24,9 Normal Baixo <18,5 Baixo peso Riscos Associados à Saude IMC (kg/m 2 ) Classificação
CÁLCULO DA MC DESEJÁVEL MCD = ESTATURA² X IMC (DESEJÁVEL)
MEDIDAS TRANSVERSAIS Realizadas no sentido horizontal.
MEDIDAS TRANSVERSAIS Biestilóide  - Dist. entre as apófises estilóides do rádio e do  cúbito.
MEDIDAS TRANSVERSAIS Biepicondiliano do fêmur  - Dist. entre os côndilos medial e  lateral.
MEDIDAS CIRCUNFERENCIAIS Realizadas circunferencialmente ( perímetros )
PERÍMETRO DA CINTURA Medida de circunferência da cintura (região mais estreita do abdome) localizada entre a última costela e a crista-ilíaca.
PERÍMETRO DO QUADRIL Circunf. ao nível dos pontos trocantéricos passando pela parte mais proeminente da região glútea.
RELAÇÃO CINTURA - QUADRIL Estabelece a relação entre a circunferência da cintura e a circunferência do quadril RCQ =   Perímetro da Cintura (cm)    Perímetro do Quadril (cm)
CLASSIFICAÇÃO RCQ identificação do risco para a saúde pela relação cintura/quadril  >0,90 0,84-0,90 0,76-0,83 <0,76 60-69 >0,88 0,82-0,88 0,74-0,81 <0,74 50-59 >0,87 0,80-0,87 0,73-0,79 <0,73 40-49 >0,84 0,79-0,84 0,72-0,78 <0,72 30-39 >0,82 0,78-0,82 0,71-0,77 <0,71 20-29 Mulheres >1,03 0,99-1,03 0,91-0,98 <0,91 60-69 >1,02 0,97-1,02 0,90-0,96 <0,90 50-59 >1,00 0,96-1,00 0,88-0,95 <0,88 40-49 >0,96 0,92-0,96 0,84-0,91 <0,84 30-39 >0,94 0,89-0,94 0,83-0,88 <0,83 20-29 Homens Muito alto Alto Moderado Baixo Idade Sexo
ANTROPOMETRIA Medir sempre no lado direito do avaliado Destacar o tecido adiposo do tecido muscular utilizando os dedos polegar e indicador da mão esquerda, e segurar a dobra cutânea até que a leitura da medida tenha sido realizada. Protocolo
ANTROPOMETRIA Introduzir as hastes do compasso de dobras cutâneas aproximadamente um centímetro abaixo dos dedos que estão segurando a dobra, de forma que as mesmas fiquem perpendiculares à dobra cutânea. Soltar completamente as mandíbulas do compasso, para que toda a pressão de suas molas possa atuar sobre o tecido medido. Protocolo
ANTROPOMETRIA Executar a leitura da medida no máximo 2 a 3 seg após a introdução do compasso. Repetir três vezes não consecutivas Adotar o valor médio Quando, entre o maior e o menor valor obtido em uma dobra cutânea, houver uma diferença superior a 5%, deverá ser realizada uma nova série de medidas. Protocolo
DOBRAS CUTÂNEAS TRICEPS É medida na face posterior do braço, paralelamente ao eixo longitudinal, no ponto que compreende a metade da distância entre a borda súpero-lateral do acrômio e o olecrano. Figuras extraídas de http://www.avaliacaofisica.com.br
DOBRAS CUTÂNEAS SUBESCAPULAR A  medida é executada obliquamente em relação ao eixo longitudinal, seguindo a orientação dos arcos costais, sendo localizada a dois centímetros abaixo do ângulo inferior da escápula.
DOBRAS CUTÂNEAS BICEPS É medida no sentido do eixo longitudinal do braço, na sua face anterior, no ponto de maior circunferência aparente do ventre muscular do bíceps.
DOBRAS CUTÂNEAS AXILAR MÉDIA É localizada no ponto de intersecção entre a linha axilar média e uma linha imaginária transversal na altura do apêndice xifóide do esterno. A medida é realizada obliquamente ao eixo longitudinal, segundo Petroski (1995), e transversalmente segundo Jackson & Pollock (1978)
DOBRAS CUTÂNEAS ABDOMINAL É medida aproximadamente a dois centímetros à direita da cicatriz umbilical, paralelamente ao eixo longitudinal; exceto segundo a proposta de Lohman et al. (1988), que realiza a medida transversalmente.
DOBRAS CUTÂNEAS SUPRA ILÍACA É obtida obliquamente em relação ao eixo longitudinal, na metade da distância entre o último arco costal e a crista ilíaca, sobre a linha axilar média.
DOBRAS CUTÂNEAS COXA É medida paralelamente ao eixo longitudinal, sobre o músculo reto femoral, a um terço da distância entre o ligamento inguinal e a borda superior da patela, segundo proposta por Guedes (1985), e na metade dessa distância, segundo Jackson & Pollock (1978).
DOBRAS CUTÂNEAS PANTURRILHA MEDIAL Para a execução dessa medida, o avaliado deve estar sentado com a articulação do joelho em flexão de 90º, o tornozelo em posição anatômica. A dobra é pinçada no ponto de maior perímetro da perna, com o polegar da mão esquerda apoiado na borda medial da tíbia.
PERCENTUAL DE GORDURA Adaptado de Heyward & Stolarczyk (1996, p.5 ) > 32%    25% Muito Alto 24 – 31% 16 – 24% Acima da Média 23% 15% Média 9 – 22% 6 – 14% Abaixo da média < 8 %    5% Muito Baixo MULHERES HOMENS
PERCENTUAL DE GORDURA Homens  Mulheres Idade  Aceitável  Ideal (%)  Aceitável  Ideal (%) < 30    13.0  9.0  18.0  16.0 30-39    16.5  12.5  20.0  18.0 40-49    19.0  15.0  23.5  18.5 50-59    20.5  16.5  26.5  21.5 60    20.5  16.5  27.5  22.5   Fonte: Cooper, 1987
PERCENTUAL DE GORDURA A - risco de doenças e desordens associadas à desnutrição. B - risco de doenças associadas a obesidade Lohman (1992), p (80)  > OU = 32% > OU = 25% Risco B  21 - 29 25 - 32 Acima da média 24 - 31% 16 - 24% Média 9 - 22% 6 - 14% Abaixo da média < OU = 8% < OU = 5% Risco A  MULHERES HOMENS
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Aula graduação 25 maio de 2007

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    LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA& DESEMPENHO HUMANO Avaliações Antropométricas Relacionadas à saúde. Rotinas de avaliação do LAFEPH-CEDF-UFSM. Prof: Jorge Luiz dos Santos de Souza
  • 2.
    POR QUE MEDIRE AVALIAR ? DETERMINAR O PROGRESSO SELECIONAR CLASSIFICAR MOTIVAR APRENDIZAGEM SERVIR DE PARÂMETROS
  • 3.
    ÉTICA EM AVALIAÇÃODEVE SER CONDUZIDA E SUPERVISIONADA POR PESSOAS TREINADAS NÃO CAUSAR DANOS FÍSICOS NÃO CAUSAR DANOS PSICOLÓGICOS É DIRECIONADA À OBJETIVOS DEVE SER CONFIDENCIAL A AVALIAÇÃO NÃO TERMINA EM SI MESMA NENHUM TESTE OU MEDIDA É PERFEITO
  • 4.
    INSTRUMENTOS UTILIZADOS NAAVALIAÇÃO BALANÇA Mede a força com que somos atraídos pela terra
  • 5.
    INSTRUMENTOS UTILIZADOS NAAVALIAÇÃO ESTADIÔMETRO Mede a altura do vértex e altura sentada.
  • 6.
    INSTRUMENTOS UTILIZADOS NAAVALIAÇÃO FITA ANTROPOMÉTRICA Mede os perímetros.
  • 7.
    INSTRUMENTOS UTILIZADOS NAAVALIAÇÃO PAQUÍMETRO Mede os diâmetros ósseos.
  • 8.
    INSTRUMENTOS UTILIZADOS NAAVALIAÇÃO PLICÔMETRO Mede a espessura das dobras cutâneas.
  • 9.
    INSTRUMENTOS UTILIZADOS NAAVALIAÇÃO Ergoespirometria
  • 10.
    MEDIDA DE MASSAMede a força de gravidade sobre a massa corporal. O avaliado em pé, com o mínimo de roupas possível, de costas ( frente ) para a escala da balança, com afastamento lateral dos pés
  • 11.
    Medida de estaturaO avaliado deve permanecer descalço, na posição ortoestática, com a massa corporal distribuída em ambas as pernas, braços ao longo do corpo e cabeça orientado no plano de Frankfourt.
  • 12.
    O quê fazercom as medidas?
  • 13.
    ÍNDICE DE MASSACORPORAL Estabelece a proporção entre a Estatura e a massa corporal total IMC = MC (Kg) / Estatura² (m)
  • 14.
    CLASSIFICAÇÃO IMC ADULTOS(OMS) Muito Severamente Aumentado >=40,0 Obesidade III ou mórbida Severamente Aumentado 35,0 - 39,9 Obesidade II Moderamente Aumentado 30,0 - 34,9 Obesidade I Aumentado 25,0 - 29,9 Sobrepeso Médio 18,5 - 24,9 Normal Baixo <18,5 Baixo peso Riscos Associados à Saude IMC (kg/m 2 ) Classificação
  • 15.
    CÁLCULO DA MCDESEJÁVEL MCD = ESTATURA² X IMC (DESEJÁVEL)
  • 16.
    MEDIDAS TRANSVERSAIS Realizadasno sentido horizontal.
  • 17.
    MEDIDAS TRANSVERSAIS Biestilóide - Dist. entre as apófises estilóides do rádio e do cúbito.
  • 18.
    MEDIDAS TRANSVERSAIS Biepicondilianodo fêmur - Dist. entre os côndilos medial e lateral.
  • 19.
    MEDIDAS CIRCUNFERENCIAIS Realizadascircunferencialmente ( perímetros )
  • 20.
    PERÍMETRO DA CINTURAMedida de circunferência da cintura (região mais estreita do abdome) localizada entre a última costela e a crista-ilíaca.
  • 21.
    PERÍMETRO DO QUADRILCircunf. ao nível dos pontos trocantéricos passando pela parte mais proeminente da região glútea.
  • 22.
    RELAÇÃO CINTURA -QUADRIL Estabelece a relação entre a circunferência da cintura e a circunferência do quadril RCQ = Perímetro da Cintura (cm) Perímetro do Quadril (cm)
  • 23.
    CLASSIFICAÇÃO RCQ identificaçãodo risco para a saúde pela relação cintura/quadril >0,90 0,84-0,90 0,76-0,83 <0,76 60-69 >0,88 0,82-0,88 0,74-0,81 <0,74 50-59 >0,87 0,80-0,87 0,73-0,79 <0,73 40-49 >0,84 0,79-0,84 0,72-0,78 <0,72 30-39 >0,82 0,78-0,82 0,71-0,77 <0,71 20-29 Mulheres >1,03 0,99-1,03 0,91-0,98 <0,91 60-69 >1,02 0,97-1,02 0,90-0,96 <0,90 50-59 >1,00 0,96-1,00 0,88-0,95 <0,88 40-49 >0,96 0,92-0,96 0,84-0,91 <0,84 30-39 >0,94 0,89-0,94 0,83-0,88 <0,83 20-29 Homens Muito alto Alto Moderado Baixo Idade Sexo
  • 24.
    ANTROPOMETRIA Medir sempreno lado direito do avaliado Destacar o tecido adiposo do tecido muscular utilizando os dedos polegar e indicador da mão esquerda, e segurar a dobra cutânea até que a leitura da medida tenha sido realizada. Protocolo
  • 25.
    ANTROPOMETRIA Introduzir ashastes do compasso de dobras cutâneas aproximadamente um centímetro abaixo dos dedos que estão segurando a dobra, de forma que as mesmas fiquem perpendiculares à dobra cutânea. Soltar completamente as mandíbulas do compasso, para que toda a pressão de suas molas possa atuar sobre o tecido medido. Protocolo
  • 26.
    ANTROPOMETRIA Executar aleitura da medida no máximo 2 a 3 seg após a introdução do compasso. Repetir três vezes não consecutivas Adotar o valor médio Quando, entre o maior e o menor valor obtido em uma dobra cutânea, houver uma diferença superior a 5%, deverá ser realizada uma nova série de medidas. Protocolo
  • 27.
    DOBRAS CUTÂNEAS TRICEPSÉ medida na face posterior do braço, paralelamente ao eixo longitudinal, no ponto que compreende a metade da distância entre a borda súpero-lateral do acrômio e o olecrano. Figuras extraídas de http://www.avaliacaofisica.com.br
  • 28.
    DOBRAS CUTÂNEAS SUBESCAPULARA  medida é executada obliquamente em relação ao eixo longitudinal, seguindo a orientação dos arcos costais, sendo localizada a dois centímetros abaixo do ângulo inferior da escápula.
  • 29.
    DOBRAS CUTÂNEAS BICEPSÉ medida no sentido do eixo longitudinal do braço, na sua face anterior, no ponto de maior circunferência aparente do ventre muscular do bíceps.
  • 30.
    DOBRAS CUTÂNEAS AXILARMÉDIA É localizada no ponto de intersecção entre a linha axilar média e uma linha imaginária transversal na altura do apêndice xifóide do esterno. A medida é realizada obliquamente ao eixo longitudinal, segundo Petroski (1995), e transversalmente segundo Jackson & Pollock (1978)
  • 31.
    DOBRAS CUTÂNEAS ABDOMINALÉ medida aproximadamente a dois centímetros à direita da cicatriz umbilical, paralelamente ao eixo longitudinal; exceto segundo a proposta de Lohman et al. (1988), que realiza a medida transversalmente.
  • 32.
    DOBRAS CUTÂNEAS SUPRAILÍACA É obtida obliquamente em relação ao eixo longitudinal, na metade da distância entre o último arco costal e a crista ilíaca, sobre a linha axilar média.
  • 33.
    DOBRAS CUTÂNEAS COXAÉ medida paralelamente ao eixo longitudinal, sobre o músculo reto femoral, a um terço da distância entre o ligamento inguinal e a borda superior da patela, segundo proposta por Guedes (1985), e na metade dessa distância, segundo Jackson & Pollock (1978).
  • 34.
    DOBRAS CUTÂNEAS PANTURRILHAMEDIAL Para a execução dessa medida, o avaliado deve estar sentado com a articulação do joelho em flexão de 90º, o tornozelo em posição anatômica. A dobra é pinçada no ponto de maior perímetro da perna, com o polegar da mão esquerda apoiado na borda medial da tíbia.
  • 35.
    PERCENTUAL DE GORDURAAdaptado de Heyward & Stolarczyk (1996, p.5 ) > 32%  25% Muito Alto 24 – 31% 16 – 24% Acima da Média 23% 15% Média 9 – 22% 6 – 14% Abaixo da média < 8 %  5% Muito Baixo MULHERES HOMENS
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    PERCENTUAL DE GORDURAHomens Mulheres Idade Aceitável Ideal (%) Aceitável Ideal (%) < 30 13.0 9.0 18.0 16.0 30-39 16.5 12.5 20.0 18.0 40-49 19.0 15.0 23.5 18.5 50-59 20.5 16.5 26.5 21.5 60 20.5 16.5 27.5 22.5 Fonte: Cooper, 1987
  • 37.
    PERCENTUAL DE GORDURAA - risco de doenças e desordens associadas à desnutrição. B - risco de doenças associadas a obesidade Lohman (1992), p (80) > OU = 32% > OU = 25% Risco B 21 - 29 25 - 32 Acima da média 24 - 31% 16 - 24% Média 9 - 22% 6 - 14% Abaixo da média < OU = 8% < OU = 5% Risco A MULHERES HOMENS
  • 38.
    AGORA VAMOS ÀPRÁTICA GALERA!