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Marcos Masetto Espaço onde se constrói o conhecimento com a participação de todos e onde se buscam respostas para os problemas do meio onde vivemos AULA
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A cidadania não deve ser calcada em termos vagos, marcados ideologicamente, tais como desenvolver o espírito crítico, promover a autodeterminação dos povos ou incentivar a solidariedade internacional. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
A cidadania deve voltar-se, ao contrário, de forma pragmática, para o nível local e associar-se diretamente à melhoria da qualidade de vida da cidade, do bairro ou até mesmo de uma instituição.   (Guiomar Namo de Mello) EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
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1º) compreender que o conhecimento se baseia na busca de relações, que ajudem a compreender o mundo em que vivemos, a partir de uma dimensão de complexidade EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS Cabe à ela
2º) Utilizar estratégias que superem a compartimentação disciplinar, para abordar e investigar problemas. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
Construir um novo olhar Síntese Análise Transformação I nvestigação Documentação Interpretação Crítica Ação EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS Planejar tendo como alicerce os processos avaliativos
AVALIAÇÃO   REALIDADE MEDIDA JULGAMENTO
A AVALIAÇÃO DEVE PARTIR DA REALIDADE E A ELA RETORNAR PARA TRANSFORMÁ-LA. SE NÃO REALIZAR ESSE PROCESSO, NÃO PODE SER CONSIDERADA COMO TAL. SUA RAZÃO DE SER TERÁ DEIXADO DE EXISTIR (Silza Valente) AVALIAÇÃO
NÍVEIS DA AVALIAÇÃO   EDUCACIONAL CONTEXTO MEGA  CONTEXTO MACRO  CONTEXTO MESO  CONTEXTO MICRO AVALIAÇÃO
CONTEXTO MEGA ABRANGÊNCIA INTERNACIONAL AVALIAÇÃO As avaliações são desenvolvidas com o propósito de comparar o desempenho dos estudantes de diversos países Programa Internacional de Avaliação dos  Alunos – PISA Programa Mundial de Indicadores Educacionais  - WEI Laboratório Latino-Americano de Qualidade da Educação - LLECE
CONTEXTO MACRO DIMENSÃO SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICA ABRANGÊNCIA NACIONAL/ESTADUAL AVALIAÇÃO LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB) SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (SINAES) EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO DO ESTUDANTE (ENADE) SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA (SAEB) / PROVA BRASIL EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (ENEM) AVA - AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR - PARANÁ
CONTEXTO MESO ABRANGÊNCIA: INSTITUIÇÃO ESCOLAR AVALIAÇÃO Legislação emanada dos Conselhos Estaduais de  Educação Características culturais do entorno social Experiência educacional da instituição (Re)Elaborações Curriculares - PP
PROJETO  PEDAGÓGICO  Avaliação do espaço escolar  Avaliação  do(s) curso(s) avaliação das  Disciplinas Avaliação dos Professores Avaliação dos funcionários AVALIAÇÃO CONTEXTO MESO
ABRANGÊNCIA:   SALA DE AULA/CAMPO DE ESTÁGIO MODALIDADES: DIAGNÓSTICA FORMATIVA SOMATIVA AVALIAÇÃO CONTEXTO MICRO
ENSINO E AVALIAÇÃO: CAMINHOS CRUZADOS
Ensino x Avaliação Ensino ->  ênfase nos objetivos Avaliação  -> verificação do alcance dos objetivos Pedagogia Tecnicista Ensino  ->  ênfase nos métodos  Avaliação  -> a companhar, acolher.  Pedagogia Nova ou Renovada Ensino  ->  ênfase nos conteúdos Avaliação  ->  Vigiar e punir. Pedagogia Tradicional
Ensino x Avaliação Ensino  ->ê nfase no mundo do trabalho Avaliação  -> verificar o desenvolvimento de competências Pedagogia das Competências Ensino ->  ênfase no contexto Avaliação  -> Possibilitar a formação do  cidadão crítico/transformador Pedagogia Sócio-Cultural (Libertadora, Libertária, Histórico-crítica)
DIFERENTES SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS À AVALIAÇÃO Avaliar é   ser justo/objetivo Avaliar é   acompanhar/amar Ênfase      Ratio Modalidade: Somativa Notas, testes, verificação, controle Descrédito na nota, nas normas, no controle Ênfase      Pathos Modalidade: Formativa
CONFLITOS SOBRE O SIGNIFICADO DA AVALIAÇÃO INSTITUIÇÃO ESTADO FAMÍLIA ALUNO PROFESSOR SOCIEDADE CONFLITO DE CULTURAS
DIMENSÕES DO PROCESSO AVALIATIVO ABRANGENTE   - alunos, professores, equipes pedagógica e administrativa, estrutura física da escola, entre outros CONTÍNUO   - acompanhamento do processo (curricular, aprendizagem etc) MULTIDIMENSIONAL   – conteúdos factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais DIAGNÓSTICO   - decisões sobre as ações a serem empreendidas  INCLUSIVO   - possibilitar a superação dos aspectos deficitários
AVALIAÇÃ0 JULGAMENTO RAZÃO SENSIBILIDADE ACOLHIMENTO
RAZÃO Instrumentos: entrevista, questionário, lista de checagem, portfólio, prova com questões dissertativas e/ou objetivas DECISÕES: Avaliação com referência a norma ou a critérios Avaliação tendo como norte objetivos, competências ou conteúdos Técnicas a serem utilizadas: observação, inquirição, testagem Valores (conceitos? Notas?) Elaboração das questões
De maneira geral a correção é mais severa ao final de uma série de correções do que no começo EFEITOS DE ORDEM E CONTRASTE A nota de uma prova ou trabalho depende em parte da nota atribuída anteriormente NOTA ELEMENTOS INTERVENIENTES
EFEITO DE CONTAMINAÇÃO Opinião dos colegas Histórico Escolar EFEITO DE ESTEREOTIPIA Sistematização da opinião a respeito do aluno NOTA ELEMENTOS INTERVENIENTES EFEITO DE HALO Vestimenta, verbalização, atitudes com relação à instituição etc
SENSIBILIDADE DESENVOLVIMENTO DO  PROCESSO AVALIATIVO Atitudes do professor e da administração antes, durante e  depois da aplicação dos instrumentos de avaliação
AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS CONTEÚDOS FACTUAIS- Perguntas orais e /ou escritas (prova) CONCEITUAIS- Observação e prova PROCEDIMENTAIS- Observação e perguntas escritas (no caso de procedimentos cognitivos) ATITUDINAIS- Observação
AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS OBJETIVOS Educação Infantil Séries iniciais e finais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS E  HABILIDADES Ensino Médio Ensino Superior
AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
TÉCNICAS E INSTRUMENTOS  DE AVALIAÇÃO
EXEMPLOS DE INSTRUMENTOS PARA AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS Auto-avaliação dos alunos Portfólio Diário  Questões construídas pelos alunos Relatório (individual ou em grupo) Criação de exercícios pelos alunos Provas
PROVA Dados de identificação:   Institucionais    Aluno Seleção de conteúdos, objetivos ou competências e habilidades Preparação da tabela de especificação Seleção de tipos e elaboração de questões Montagem da prova Elaboração de instruções e chave de correção Aplicação e correção da prova Revisão e análise das questões Comunicação dos resultados ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO
Tipos de Itens Objetivos ESPÉCIES Resposta curta  Resposta simples Completamento Falso - verdadeiro Associação Múltipla escolha  Resposta única Resposta múltipla Associação Afirmação incompleta Lacuna Interpretação Asser ção e razão
Testes de Múltipla Escolha Normas para construção dos itens: Redigir 4 ou 5 opções para cada questão Redigir todas as opções com a mesma extensão Fazer todas as opções plausíveis Evitar incluir, no enunciado, palavras como   “ todo”, “nenhum”,”somente”,”nunca”
Testes de Múltipla Escolha Normas para construção dos itens: Não incluir nas opções corretas expressões como  “às vezes, geralmente, muitas vezes, é provável”,  pois sugerem, em geral, que a declaração é verdadeira Construir opções formalmente corretas do ponto de vista gramatical: concordância entre o tronco e as opções Padronizar a forma de início das opções
Elaborar questões que não contenham  informações desnecessárias Cobrar, em cada item, apenas uma parte ou aspecto do contexto Incluir no suporte, o máximo de palavras, a fim de tornar as opções mais resumidas Não usar opções sinônimas nem tampouco opções que abranjam outras alternativas Testes de Múltipla Escolha
Não usar as alternativas  “todas as respostas acima” ou “todas as respostas anteriores” Fazer uso limitado da alternativa   “nenhuma  das respostas anteriores” Destacar a negativa quando empregá-la no enunciado Incluir no enunciado tudo o que a questão estiver pedindo Testes de Múltipla Escolha
Itens Discursivos Comparados aos objetivos, são de mais  fácil elaboração Dificultam a cola Apresentam reduzida possibilidade de acerto por sorte Pontos Positivos Pontos Negativos São de difícil correção Desfavorecem o aluno que não sabe redigir bem Não permitem a cobrança de grande quantidade de conteúdo numa mesma prova
Redigir o item, de tal forma que seu conteúdo fique delimitado com precisão, não usando expressões vagas como  “comente”, “fale sobre”, “o que pensa de”, “escreva o que sabe” Organizar, logo após sua elaboração, a chave de correção do item – feita com antecedência, possibilita identificar falhas de construção Não  incluir informações desnecessárias Itens Discursivos Normas de Construção
Organizar  uma chave de correção (caso não tenha organizado previamente) Corrigir questão por questão  e não prova por prova. ( Não interromper a correção antes de terminar a leitura de  todas  as questões iguais ) Fazer ajustes na chave de correção  incluindo aspectos não antecipados e retirando os previstos, porém não abordados por ninguém No caso de querer julgar as respostas pelo seu todo,  agrupar , em relação à questão em pauta, as provas em  ótimas ,  muito   boas ,  boas ,  regulares ,  fracas  e  muito   fracas Itens Discursivos Normas de Correção
Corrigir as provas  sem identificar os autores Quando as provas forem numerosas , reler , de quando em vez, uma das que já foram julgadas, para manter o mais hegemônico possível o critério de correção Escrever  pequenos comentários  nas provas, a fim de estabelecer pontos de referência para a justificativa do critério de correção adotado Itens Discursivos Normas de Correção
CONVITE À REFLEXÃO
UM DIA, NUMA AULA, A NOSSA PROFESSORA ENSINOU-NOS QUE O VENTO É SIMPLES MASSA DE AR. E EU ACREDITEI. SE A PROFESSORA O DIZ ... MAS NÃO COMPREENDI. E PUS-ME A COGITAR ... DE VOLTA PARA A ALDEIA, ONDE NINGUÉM ESTUDOU, RESOLVI PERGUNTAR. Autor Desconhecido PLURAL DOS SENTIDOS
E DISSE O  ZÉ MOLEIRO  – O VENTO É PÓ DE TRIGO,  SÃO VELAS A RODAR. O VENTO É UM AMIGO. O  LUÍS PESCADOR  GRITOU, SEM SE CONTER: -  O VENTO FAZ AS ONDAS E FEZ MEU PAI MORRER! O VENTO É ASSASSINO, O VENTO FAZ DOER. - NEM SEMPRE, LEMBREI  EU . LEVANTA OS PAPAGAIOS E FÁ-LOS SER ESTRELAS NUM CÉU AZUL DE SOL.
E GEMEU A  VELHINHA,  NUM CANTO DO PORTAL: - O VENTO É DOR NOS OSSOS ... - É ROUPA NO VARAL SEQUINHA NUM INSTANTE! AFIRMOU  MINHA MÃE CORRENDO ATAREFADA, ENTRE CASA  E QUINTAL.
MAS EXPLICOU UM   VELHO  JARDINEIRO: - O VENTO, MEUS AMIGOS, DESTRUIU-ME AS ROSEIRAS E FEZ CAIR AS FLORES DAS MINHAS TREPADEIRAS. O VENTO É MUITO MAU. UM  POETA  SORRIU ... - O VENTO É A BELEZA, AS SEARAS SÃO MAR SE O VENTO AS FAZ MOVER, NO CAMPO A ONDULAR.
ENTÃO SENTEI-ME À MESA E ESTUDEI A LIÇÃO. JÁ SEI O QUE É O VENTO: É DOR, É MEDO, É PÃO. É BELEZA E CANÇÃO. É A MORTE NO MAR. E POR TRÁS DISSO TUDO É UMA MASSA DE AR ...
E EU DISSE CÁ PARA MIM QUE A MINHA PROFESSORA COM TUDO QUE ESTUDOU NÃO SOUBE ENSINAR /  AVALIAR PORQUE NUNCA ESCUTOU. Coimbra, Março de 1989

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DESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

  • 1. Silza Maria Pasello Valente silzavalente@uol.com.br AVALIAÇÃO DESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
  • 2. Marcos Masetto Espaço onde se constrói o conhecimento com a participação de todos e onde se buscam respostas para os problemas do meio onde vivemos AULA
  • 4. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS - ERA DAS INCERTEZAS - DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA - GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA E CULTURAL
  • 5. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS - DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMÁTICA - GENERALIZAÇÃO DAS FONTES DE INFORMAÇÃO E DO ACESSO A ELAS - INTERNET
  • 6. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS A Aprendizagem constitui-se em um processo contínuo e dinâmico em que se afirma, se constrói e se desconstrói. Se faz na incerteza, com flexibilidade, aceitando novas dúvidas, comportando a curiosidade, a criatividade que perturba, que levanta conflitos. Nesse cenário:
  • 7. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DESAFIOS ÀS INSTITUIÇÕES ESCOLARES
  • 8. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS: FORMAÇÃO DA CIDADANIA APRENDER A CONHECER APRENDER A CONVIVER APRENDER A FAZER APRENDER A SER
  • 9. A cidadania não deve ser calcada em termos vagos, marcados ideologicamente, tais como desenvolver o espírito crítico, promover a autodeterminação dos povos ou incentivar a solidariedade internacional. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
  • 10. A cidadania deve voltar-se, ao contrário, de forma pragmática, para o nível local e associar-se diretamente à melhoria da qualidade de vida da cidade, do bairro ou até mesmo de uma instituição. (Guiomar Namo de Mello) EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
  • 11. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS FACE A ESTE PANORAMA QUAL O PAPEL DA ESCOLA?
  • 12. 1º) compreender que o conhecimento se baseia na busca de relações, que ajudem a compreender o mundo em que vivemos, a partir de uma dimensão de complexidade EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS Cabe à ela
  • 13. 2º) Utilizar estratégias que superem a compartimentação disciplinar, para abordar e investigar problemas. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
  • 14. Construir um novo olhar Síntese Análise Transformação I nvestigação Documentação Interpretação Crítica Ação EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
  • 15. EDUCAÇÃO: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS Planejar tendo como alicerce os processos avaliativos
  • 16. AVALIAÇÃO REALIDADE MEDIDA JULGAMENTO
  • 17. A AVALIAÇÃO DEVE PARTIR DA REALIDADE E A ELA RETORNAR PARA TRANSFORMÁ-LA. SE NÃO REALIZAR ESSE PROCESSO, NÃO PODE SER CONSIDERADA COMO TAL. SUA RAZÃO DE SER TERÁ DEIXADO DE EXISTIR (Silza Valente) AVALIAÇÃO
  • 18. NÍVEIS DA AVALIAÇÃO EDUCACIONAL CONTEXTO MEGA CONTEXTO MACRO CONTEXTO MESO CONTEXTO MICRO AVALIAÇÃO
  • 19. CONTEXTO MEGA ABRANGÊNCIA INTERNACIONAL AVALIAÇÃO As avaliações são desenvolvidas com o propósito de comparar o desempenho dos estudantes de diversos países Programa Internacional de Avaliação dos Alunos – PISA Programa Mundial de Indicadores Educacionais - WEI Laboratório Latino-Americano de Qualidade da Educação - LLECE
  • 20. CONTEXTO MACRO DIMENSÃO SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICA ABRANGÊNCIA NACIONAL/ESTADUAL AVALIAÇÃO LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB) SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (SINAES) EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO DO ESTUDANTE (ENADE) SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA (SAEB) / PROVA BRASIL EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (ENEM) AVA - AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR - PARANÁ
  • 21. CONTEXTO MESO ABRANGÊNCIA: INSTITUIÇÃO ESCOLAR AVALIAÇÃO Legislação emanada dos Conselhos Estaduais de Educação Características culturais do entorno social Experiência educacional da instituição (Re)Elaborações Curriculares - PP
  • 22. PROJETO PEDAGÓGICO Avaliação do espaço escolar Avaliação do(s) curso(s) avaliação das Disciplinas Avaliação dos Professores Avaliação dos funcionários AVALIAÇÃO CONTEXTO MESO
  • 23. ABRANGÊNCIA: SALA DE AULA/CAMPO DE ESTÁGIO MODALIDADES: DIAGNÓSTICA FORMATIVA SOMATIVA AVALIAÇÃO CONTEXTO MICRO
  • 24. ENSINO E AVALIAÇÃO: CAMINHOS CRUZADOS
  • 25. Ensino x Avaliação Ensino -> ênfase nos objetivos Avaliação -> verificação do alcance dos objetivos Pedagogia Tecnicista Ensino -> ênfase nos métodos Avaliação -> a companhar, acolher. Pedagogia Nova ou Renovada Ensino -> ênfase nos conteúdos Avaliação -> Vigiar e punir. Pedagogia Tradicional
  • 26. Ensino x Avaliação Ensino ->ê nfase no mundo do trabalho Avaliação -> verificar o desenvolvimento de competências Pedagogia das Competências Ensino -> ênfase no contexto Avaliação -> Possibilitar a formação do cidadão crítico/transformador Pedagogia Sócio-Cultural (Libertadora, Libertária, Histórico-crítica)
  • 27. DIFERENTES SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS À AVALIAÇÃO Avaliar é ser justo/objetivo Avaliar é acompanhar/amar Ênfase  Ratio Modalidade: Somativa Notas, testes, verificação, controle Descrédito na nota, nas normas, no controle Ênfase  Pathos Modalidade: Formativa
  • 28. CONFLITOS SOBRE O SIGNIFICADO DA AVALIAÇÃO INSTITUIÇÃO ESTADO FAMÍLIA ALUNO PROFESSOR SOCIEDADE CONFLITO DE CULTURAS
  • 29. DIMENSÕES DO PROCESSO AVALIATIVO ABRANGENTE - alunos, professores, equipes pedagógica e administrativa, estrutura física da escola, entre outros CONTÍNUO - acompanhamento do processo (curricular, aprendizagem etc) MULTIDIMENSIONAL – conteúdos factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais DIAGNÓSTICO - decisões sobre as ações a serem empreendidas INCLUSIVO - possibilitar a superação dos aspectos deficitários
  • 30. AVALIAÇÃ0 JULGAMENTO RAZÃO SENSIBILIDADE ACOLHIMENTO
  • 31. RAZÃO Instrumentos: entrevista, questionário, lista de checagem, portfólio, prova com questões dissertativas e/ou objetivas DECISÕES: Avaliação com referência a norma ou a critérios Avaliação tendo como norte objetivos, competências ou conteúdos Técnicas a serem utilizadas: observação, inquirição, testagem Valores (conceitos? Notas?) Elaboração das questões
  • 32. De maneira geral a correção é mais severa ao final de uma série de correções do que no começo EFEITOS DE ORDEM E CONTRASTE A nota de uma prova ou trabalho depende em parte da nota atribuída anteriormente NOTA ELEMENTOS INTERVENIENTES
  • 33. EFEITO DE CONTAMINAÇÃO Opinião dos colegas Histórico Escolar EFEITO DE ESTEREOTIPIA Sistematização da opinião a respeito do aluno NOTA ELEMENTOS INTERVENIENTES EFEITO DE HALO Vestimenta, verbalização, atitudes com relação à instituição etc
  • 34. SENSIBILIDADE DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO AVALIATIVO Atitudes do professor e da administração antes, durante e depois da aplicação dos instrumentos de avaliação
  • 35. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS CONTEÚDOS FACTUAIS- Perguntas orais e /ou escritas (prova) CONCEITUAIS- Observação e prova PROCEDIMENTAIS- Observação e perguntas escritas (no caso de procedimentos cognitivos) ATITUDINAIS- Observação
  • 36. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS OBJETIVOS Educação Infantil Séries iniciais e finais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS E HABILIDADES Ensino Médio Ensino Superior
  • 37. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
  • 38. TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
  • 39. EXEMPLOS DE INSTRUMENTOS PARA AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS Auto-avaliação dos alunos Portfólio Diário Questões construídas pelos alunos Relatório (individual ou em grupo) Criação de exercícios pelos alunos Provas
  • 40. PROVA Dados de identificação:  Institucionais  Aluno Seleção de conteúdos, objetivos ou competências e habilidades Preparação da tabela de especificação Seleção de tipos e elaboração de questões Montagem da prova Elaboração de instruções e chave de correção Aplicação e correção da prova Revisão e análise das questões Comunicação dos resultados ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO
  • 41. Tipos de Itens Objetivos ESPÉCIES Resposta curta Resposta simples Completamento Falso - verdadeiro Associação Múltipla escolha Resposta única Resposta múltipla Associação Afirmação incompleta Lacuna Interpretação Asser ção e razão
  • 42. Testes de Múltipla Escolha Normas para construção dos itens: Redigir 4 ou 5 opções para cada questão Redigir todas as opções com a mesma extensão Fazer todas as opções plausíveis Evitar incluir, no enunciado, palavras como “ todo”, “nenhum”,”somente”,”nunca”
  • 43. Testes de Múltipla Escolha Normas para construção dos itens: Não incluir nas opções corretas expressões como “às vezes, geralmente, muitas vezes, é provável”, pois sugerem, em geral, que a declaração é verdadeira Construir opções formalmente corretas do ponto de vista gramatical: concordância entre o tronco e as opções Padronizar a forma de início das opções
  • 44. Elaborar questões que não contenham informações desnecessárias Cobrar, em cada item, apenas uma parte ou aspecto do contexto Incluir no suporte, o máximo de palavras, a fim de tornar as opções mais resumidas Não usar opções sinônimas nem tampouco opções que abranjam outras alternativas Testes de Múltipla Escolha
  • 45. Não usar as alternativas “todas as respostas acima” ou “todas as respostas anteriores” Fazer uso limitado da alternativa “nenhuma das respostas anteriores” Destacar a negativa quando empregá-la no enunciado Incluir no enunciado tudo o que a questão estiver pedindo Testes de Múltipla Escolha
  • 46. Itens Discursivos Comparados aos objetivos, são de mais fácil elaboração Dificultam a cola Apresentam reduzida possibilidade de acerto por sorte Pontos Positivos Pontos Negativos São de difícil correção Desfavorecem o aluno que não sabe redigir bem Não permitem a cobrança de grande quantidade de conteúdo numa mesma prova
  • 47. Redigir o item, de tal forma que seu conteúdo fique delimitado com precisão, não usando expressões vagas como “comente”, “fale sobre”, “o que pensa de”, “escreva o que sabe” Organizar, logo após sua elaboração, a chave de correção do item – feita com antecedência, possibilita identificar falhas de construção Não incluir informações desnecessárias Itens Discursivos Normas de Construção
  • 48. Organizar uma chave de correção (caso não tenha organizado previamente) Corrigir questão por questão e não prova por prova. ( Não interromper a correção antes de terminar a leitura de todas as questões iguais ) Fazer ajustes na chave de correção incluindo aspectos não antecipados e retirando os previstos, porém não abordados por ninguém No caso de querer julgar as respostas pelo seu todo, agrupar , em relação à questão em pauta, as provas em ótimas , muito boas , boas , regulares , fracas e muito fracas Itens Discursivos Normas de Correção
  • 49. Corrigir as provas sem identificar os autores Quando as provas forem numerosas , reler , de quando em vez, uma das que já foram julgadas, para manter o mais hegemônico possível o critério de correção Escrever pequenos comentários nas provas, a fim de estabelecer pontos de referência para a justificativa do critério de correção adotado Itens Discursivos Normas de Correção
  • 51. UM DIA, NUMA AULA, A NOSSA PROFESSORA ENSINOU-NOS QUE O VENTO É SIMPLES MASSA DE AR. E EU ACREDITEI. SE A PROFESSORA O DIZ ... MAS NÃO COMPREENDI. E PUS-ME A COGITAR ... DE VOLTA PARA A ALDEIA, ONDE NINGUÉM ESTUDOU, RESOLVI PERGUNTAR. Autor Desconhecido PLURAL DOS SENTIDOS
  • 52. E DISSE O ZÉ MOLEIRO – O VENTO É PÓ DE TRIGO, SÃO VELAS A RODAR. O VENTO É UM AMIGO. O LUÍS PESCADOR GRITOU, SEM SE CONTER: - O VENTO FAZ AS ONDAS E FEZ MEU PAI MORRER! O VENTO É ASSASSINO, O VENTO FAZ DOER. - NEM SEMPRE, LEMBREI EU . LEVANTA OS PAPAGAIOS E FÁ-LOS SER ESTRELAS NUM CÉU AZUL DE SOL.
  • 53. E GEMEU A VELHINHA, NUM CANTO DO PORTAL: - O VENTO É DOR NOS OSSOS ... - É ROUPA NO VARAL SEQUINHA NUM INSTANTE! AFIRMOU MINHA MÃE CORRENDO ATAREFADA, ENTRE CASA E QUINTAL.
  • 54. MAS EXPLICOU UM VELHO JARDINEIRO: - O VENTO, MEUS AMIGOS, DESTRUIU-ME AS ROSEIRAS E FEZ CAIR AS FLORES DAS MINHAS TREPADEIRAS. O VENTO É MUITO MAU. UM POETA SORRIU ... - O VENTO É A BELEZA, AS SEARAS SÃO MAR SE O VENTO AS FAZ MOVER, NO CAMPO A ONDULAR.
  • 55. ENTÃO SENTEI-ME À MESA E ESTUDEI A LIÇÃO. JÁ SEI O QUE É O VENTO: É DOR, É MEDO, É PÃO. É BELEZA E CANÇÃO. É A MORTE NO MAR. E POR TRÁS DISSO TUDO É UMA MASSA DE AR ...
  • 56. E EU DISSE CÁ PARA MIM QUE A MINHA PROFESSORA COM TUDO QUE ESTUDOU NÃO SOUBE ENSINAR / AVALIAR PORQUE NUNCA ESCUTOU. Coimbra, Março de 1989