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GRANDE DO SULGRANDE DO SUL
ESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA NO ENSINOESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA NO ENSINO
SUPERIORSUPERIOR
DISCIPLINA – AVALIAÇÃO: níveis e concepçõesDISCIPLINA – AVALIAÇÃO: níveis e concepções
avaliativas no ensino superioravaliativas no ensino superior
PROFESSORA – Elaine Turk FariaPROFESSORA – Elaine Turk Faria
ALUNA – Ana Marilin Ferreira SoaresALUNA – Ana Marilin Ferreira Soares
Maio 2015Maio 2015
SÍNTESE SOBRE O PROCESSOSÍNTESE SOBRE O PROCESSO
AVALIATIVO NO ENSINO SUPERIORAVALIATIVO NO ENSINO SUPERIOR
CONCEITO DE AVALIAÇÃOCONCEITO DE AVALIAÇÃO
A avaliação é um método de adquirir e processarA avaliação é um método de adquirir e processar
evidências necessárias para melhorar o ensino e aevidências necessárias para melhorar o ensino e a
aprendizagem incluindo uma grande variedade deaprendizagem incluindo uma grande variedade de
evidências. É ainda um auxílio para classificar osevidências. É ainda um auxílio para classificar os
objetivos significativos e as metas educacionais ,objetivos significativos e as metas educacionais ,
um processo para determinar em que medida osum processo para determinar em que medida os
alunos estão se desenvolvendo, um sistema dealunos estão se desenvolvendo, um sistema de
controle da qualidade , pelo qual pode sercontrole da qualidade , pelo qual pode ser
determinada etapa por etapa do processodeterminada etapa por etapa do processo
ensino/aprendizagem, a efetividade ou não doensino/aprendizagem, a efetividade ou não do
processo e, em caso negativo, que mudançaprocesso e, em caso negativo, que mudança
devem ser feitas para garantir sua efetividade.devem ser feitas para garantir sua efetividade.
Aspectos HistóricosAspectos Históricos
• Numa revisão de literatura da avaliação, autores como
Sousa (1986),Saul (1988), Depresbiteris (1989, 1995),
Vianna (1989, 1992, 1995,1999), Luckesi (1992),
Candau e Oswald (1995), Barreto et al. (2001),voltados
para a literatura internacional ou para a literatura
nacional, dão conta de que a avaliação é um dos
componentes do processo de ensino. Sua execução
diferencia-se por causa das diversas concepções e dos
posicionamentos teórico-filosóficos assumidos pelos
professores em relação à educação.
• As práticas avaliativas mais presentes no interior da
escola ratificam a discriminação e a seletividade
impostas pelo contexto social mais amplo. Logo, na
maioria das vezes a pressão, o medo, o controle e o
poder, ditados e expressos nas práticas avaliativas,
retratam os mecanismos de uma sociedade que atua
com princípios excludentes, de desigualdade e
antidemocráticos. SOUZA (2012)
Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação
O processo avaliativo parte do pressuposto de que se
deparar com dificuldades é inerente ao ato de aprender.
Logo, o diagnóstico de dificuldades e facilidades deve
ser compreendido não como um veredicto que irá culpar
ou absolver o aluno, mas sim como uma análise da
situação escolar atual do mesmo, em função das
condições de ensino que estão sendo oferecidas. OuOu
seja,seja,
“É fundamental levar em conta o papel das variáveis contextuais no
processo ensino/aprendizagem assim como na avaliação. Desse modo, a
sua abordagem qualitativa pode dar conta de abarcar essas variáveis sob
um enfoque que contribua para a reconstrução social. Isso significa que a
avaliação, para além de dados quantitativos e classificatórios, deve
considerar a multiplicidade de fatores que contribuem para proporcionar
informações sobre os processos de aprendizagem e as dificuldades vividas
pelos alunos.” SOUZA (2012)
Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação
““A avaliação é uma apreciação qualitativa sobre dadosA avaliação é uma apreciação qualitativa sobre dados
relevantes do processo de ensino e aprendizagem querelevantes do processo de ensino e aprendizagem que
auxilia o professor a tomar decisões sobre o seuauxilia o professor a tomar decisões sobre o seu
trabalho. A avaliação da aprendizagem não é a tirana datrabalho. A avaliação da aprendizagem não é a tirana da
prática educativa. A avaliação da aprendizagem, por serprática educativa. A avaliação da aprendizagem, por ser
avaliação, é amorosa, inclusiva, dinâmica, construtiva. Aavaliação, é amorosa, inclusiva, dinâmica, construtiva. A
avaliação inclui, traz pra dentro; os exames selecionam,avaliação inclui, traz pra dentro; os exames selecionam,
excluem, marginalizam.” LUCKESI (2005)excluem, marginalizam.” LUCKESI (2005)
Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação
““Avaliar se refere a qualquer processo por meio do qualAvaliar se refere a qualquer processo por meio do qual
alguma ou várias características de um aluno/a, de umalguma ou várias características de um aluno/a, de um
grupo de estudantes, de um ambiente educativo, degrupo de estudantes, de um ambiente educativo, de
objetivos educativos, de materiais, professores/as eobjetivos educativos, de materiais, professores/as e
programas recebem a atenção de quem avalia ,programas recebem a atenção de quem avalia ,
analisam-se e valorizam-se suas características eanalisam-se e valorizam-se suas características e
condições em função de alguns critérios ou pontos decondições em função de alguns critérios ou pontos de
referência para emitir um julgamento que seja relevantereferência para emitir um julgamento que seja relevante
para a educação.” GIMENO-SACRISTÁN (1998)para a educação.” GIMENO-SACRISTÁN (1998)
Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação
Uma peculiaridade da avaliação é que ela incide, ao
mesmo tempo, sobre diferentes instâncias envolvidas no
processo educativo, como professores e alunos, escola
e família e mais recentemente, o Ministério da
Educação, que se faz presente através do Exame
Nacional de Cursos. Além disso, diz respeito aos vários
elementos do processo educativo formal: conhecimento
e sua construção, interações grupais e relações
interpessoais, opções éticas, epistemológicas, técnicas
e metodológicas. Confronta-se ainda com a questão da
diversidade de avaliadores e avaliados, de diferenças e
subjetividades, o que faz com que sejam atribuídos
diversos significados à avaliação e conferidos
tratamentos também diversificados. GRILLO (2003).
Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação
Para que ocorra a avaliação é necessário o
estabelecimento de um clima aberto, de interação,
permitindo o desenvolvimento da criatividade e da
autonomia. Segundo Vasconcellos (1995b, p.66), a
atividade do educador “deve ser tal que consiga a
predominância de um clima favorável à interação”.
Evidentemente, nem sempre conseguiremos um clima
favorável com todos os envolvidos no processo, mas
acreditamos que devemos lutar para garantir este clima
aberto, que venha facilitar a comunicação, a aceitação
do erro, as críticas, a reconstrução, sem angústias nem
temores diante da avaliação. Estabelecer este clima
avaliativo é um desafio, não uma dificuldade
intransponível! FARIA (2000).FARIA (2000).
FUNÇÕES, CRITÉRIOS eFUNÇÕES, CRITÉRIOS e
INSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃOINSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃO
As funções da avaliação são classificadas como:
diagnóstica, formativa e somativa, com funções
respectivamente de diagnosticar, acompanhar e
classificar. A visão que se tem das funções da avaliação
atualmente são de diagnóstica e de formação, ou seja,
verificar em que nível se encontram os alunos no início
do ano letivo ou de uma unidade didática e fazer o
acompanhamento deste aluno no decorrer deste
processo para então finalizar com o julgamento e
tomada de decisão.
No entanto, a avaliação é um processo que vai além da
escola, que requer de todo o corpo docente um
determinado grau de comprometimento que o faça
inquirir sobre que cidadão se deseja formar? BONELLI
(2011)
FUNÇÕES, CRITÉRIOS eFUNÇÕES, CRITÉRIOS e
INSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃOINSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃO
Fonte: Instrumentos e Critérios de Avaliação - Profª. Edlauva Oliveira dos Santos
FUNÇÕES, CRITÉRIOS eFUNÇÕES, CRITÉRIOS e
INSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃOINSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃO
• Atividades escritas,Atividades escritas,
• Dramatização,Dramatização,
• Trabalho de pesquisa,Trabalho de pesquisa,
• Avaliação oral ou exposição oral dos alunos,Avaliação oral ou exposição oral dos alunos,
• Experimentação,Experimentação,
• Desenho,Desenho,
• Maquete,Maquete,
• Produção textual,Produção textual,
• Seminário,Seminário,
• PortfóliosPortfólios
• Álbuns e outros.Álbuns e outros.
Fonte: Instrumentos e Critérios de Avaliação - Profª. Edlauva Oliveira dos Santos
QUAL O OBJETIVO DO NOSSO TRABALHO? O QUE QUEREMOSQUAL O OBJETIVO DO NOSSO TRABALHO? O QUE QUEREMOS
AVALIAR?AVALIAR?
Qual o objetivo do nossoQual o objetivo do nosso
trabalho?trabalho?
O que pretendemosO que pretendemos
que o alunoque o aluno
aprenda ouaprenda ou
desenvolva?desenvolva?
O que é possívelO que é possível
avaliar?avaliar?
Como podemos avaliar? ComComo podemos avaliar? Com
que Instrumentos podemosque Instrumentos podemos
avaliar o progresso dos alunos?avaliar o progresso dos alunos?
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comunicar ocomunicar o
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Pretendemos que oPretendemos que o
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seu conhecimentoseu conhecimento
ConhecimentosConhecimentos
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CompreensãoCompreensão
AplicaçãoAplicação
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TécnicosTécnicos
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Desenvolva:Desenvolva:
Atitudes PositivasAtitudes Positivas
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sadiamente com ossadiamente com os
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Pareceres descritivosPareceres descritivos
orais e escritosorais e escritos
Fonte: RAMOS, M. G. Porto Alegre, PUCRS, 2003.
Sistemas Nacionais e Transnacionais
de Avaliação da Educação Superior
“Durante muito tempo a avaliação foi vista sob o ponto
de vista essencialmente técnico e, em outros momentos,
passou-se a adotar metodologias de cunho mais
qualitativo. Nos últimos tempos passa-se, nitidamente,
para um posicionamento mais híbrido em que coexistem
abordagens avaliativas marcadas pelos paradigmas
quantitativos versus qualitativos. A possibilidade de
conjugar as duas formas de recolha de informação
quantitativa e de informação qualitativa parece ser o
caminho mais rico, conjugando os dados observáveis
com informações analíticas e interpretativas.” VERHINE
e FREITAS (2010).
Sistemas Nacionais e Transnacionais
de Avaliação da Educação Superior
A avaliação, nos últimos tempos, tem sido vista como
um processo amplo, complexo, multirreferencial e
passou a ser considerada, conjuntamente, como um
processo sistemático de obter e recolher informações,
de analisar e interpretar essas informações e formular
juízos de valor sobre seu objeto avaliativo. Nesse
contexto destaca-se a dimensão política da avaliação,
que reflete necessariamente os interesses e valores de
quem avalia, considerando que a avaliação é “uma
atividade que é afetada por forças políticas e que tem
efeitos políticos” HOUSE (1992).
Sistemas Nacionais e Transnacionais
de Avaliação da Educação Superior
É preciso que as instituições de educação superior
saibam que, naturalmente, os Estados tendem a impor
maiores controles se os padrões de qualidade não são
atendidos. Para que a universidade de hoje possa atingir
as “missões santas” da universidade - segundo Souza
Santos (2003), são a autenticidade da procura do
conhecimento, produção e difusão de conhecimento e
prestação de serviços à comunidade. (Santos, 2003) -
ela precisa estar preparada, precisa ter uma visão de
gestão atualizada, precisa articular qualidade e
sustentabilidade e precisa estar estrategicamente bem
definida, com objetivos e metas bem posicionadas,
conectadas com o mundo global e em contato com
experiências e boas práticas que acontecem nos
diversos lugares do planeta. VERHINE e FREITAS
(2010).
Sistemas Nacionais e Transnacionais
de Avaliação da Educação Superior
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação superior
(SINAES) tem por finalidade a melhoria da qualidade da
educação superior, a orientação da expansão da sua
oferta, o aumento permanente da sua eficácia
institucional e efetividade acadêmica e social, e
especialmente a promoção do aprofundamento dos
compromissos e responsabilidades sociais das
instituições de educação superior, por meio da
valorização de sua missão pública, da promoção dos
valores democráticos, do respeito à diferença e à
diversidade, da afirmação da autonomia e da identidade
institucional. (PORTARIA MEC n. 2.051/04, art. 1º).
ZAINKO
(2008)
AVALIAÇÃO EM EADAVALIAÇÃO EM EAD
Na era da tecnologia, dos avanços científicos e da
globalização, quando a educação aparece com uma
exigência de qualidade cada vez maior, a avaliação
torna-se ainda mais importante nesse contexto social e
tecnológico. FARIA (2010). FARIA (2010)
AVALIAÇÃO EM EADAVALIAÇÃO EM EAD
Avaliar e acompanhar o processo de aprendizagem do
aprendiz em cursos a distância envolve, inerentemente,
teoria pedagógica e tecnologia da informação. Os
instrutores não têm os identificadores informais visuais e
verbais dos alunos. Um aprendiz pode navegar na Web
e acessar inúmeras páginas que contenham muita
informação e não aprender absolutamente nada. O
professor necessita de artefatos que o auxilie em sua
didática de avaliação. Quanto maior o número de
recursos disponíveis mais completa será a sua visão do
processo de ensino-aprendizagem. PRATA (2003)
Desafios da Avaliação a Distância
É possível dividir os desafios da avaliação à distância
em cinco tipos de abordagem: a pedagogia, a didática, a
ética, a psicologia e a tecnologia.
• A pedagogia refere-se a estruturação e organização do
conhecimento.
• A didática refere-se a forma e os meios como esse
conhecimento é repassado para o aluno [Char 2002].
• A ética refere-se aos problemas éticos relacionados à
didática e a tecnologia de ensino; em nível individual o
professor e o estudante, em nível social a instituição de
ensino.
• A psicologia refere-se a definição do perfil e
acompanhamento emocional do aluno.
• A tecnologia refere-se a logística necessária para
atender os requisitos do ambiente de avaliação.
PRATA
(2003).
Desafios da Avaliação a Distância
Segundo SANTOS (2006), o ensino centrado no aluno, como
é a EAD, traz profundas transformações no processo de avaliação.
Como por exemplo:
• Adoção e conseqüente valoração de uma navegação por hipertexto
dentro do contexto da Internet.
• Aceitação de múltiplas tecnologias nos diferentes momentos de
EAD.
• Ênfase em tecnologias que estimulem a ambientação e o apoio
sócio-afetivo, como resultado de pesquisas sobre a
contextualização nos países latinos e africanos.
• Previsão de contínuo e permanente apoio ao estudante, com
freqüentes feedbacks.
• Entendimento e a prática de vivência de trabalho como um time
integrado.
• Necessidade de coordenação e apoio das atividades em geral e
nos diversos ambientes e "sites" em particular; além da permanente
necessidade de avaliação do Ensino à Distância e da Educação à
Distância em particular.
CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS
“O conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que
se faça do futuro. Por isso há um consenso de que o
desenvolvimento de um país está condicionado à qualidade da sua
educação. Nesse contexto, as perspectivas para a educação são
otimistas. A pergunta que se faz é: qual educação, qual escola, qual
aluno, qual professor?” GADOTTI (2000).
Gadotti reforça a importância e a relevância da avaliação no ensino
e, na minha percepção, fortalece a perspectiva de BONELLI (2011)
onde; ‘a avaliação é um processo que vai além da escola, que
requer de todo o corpo docente um determinado grau de
comprometimento que o faça inquirir sobre que cidadão se deseja
formar?”
CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS
As IES estão aprendendo rapidamente a fazer EAD e isso é uma
grande vantagem. Entretanto ainda é um modelo baseado na
transmissão de conteúdos, até para cursos de formação de
professores. Esses modelos costumam caminhar para certa
simplificação, a avaliação presencial tende a ser feita na forma de
prova, em geral de múltipla escolha, o que levanta dúvidas se esse
instrumento é eficaz para verificar a aprendizagem significativa. O
argumento de alguns responsáveis por EAD é que no presencial
também acontece uma banalização do ensino e que é difícil avaliar
milhares de alunos simultaneamente com provas dissertativas. As
críticas ao presencial mal feito não eximem a EAD de tentar formas
de avaliação mais formativas do que somáticas e de conteúdo
apenas.
CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS
“Estamos no limiar do século XXI, no cruzamento da história,
olhando nervosamente em direção ao horizonte em busca de
alguma indicação segura de que nossa compreensão dos eventos
passados nos ajudará a prefigurar a forma dos tempos
impressionantes que estão por vir. Confrontados pela nova ordem
mundial das tecnologias da comunicação, pela sociedade da
informação, pelos movimentos diaspóricos ligados ao fenômeno da
globalização, pela política cultural ligada à pós-modernidade e por
desenvolvimentos educacionais tais como o multiculturalismo e a
pedagogia crítica, as educadoras e os educadores do século XXI
enfrentam um enorme desafio. Como resultado de discursos
conflitantes de reforma educacional e social, as educadoras e os
educadores do novo milênio estão caminhando num terreno político
e epistemologicamente minado. Além disso, elas e eles serão
confrontados pelas novas estratégias de resistência e lutas exigidas
pelo desafio da era da informação: desde o desenvolvimento de
novas linguagens de crítica e interpretação até a uma práxis
revolucionária que se recusa a abandonar seu compromisso com
os imperativos da emancipação e da justiça social.” (McLAREN,
1997).
Referências BibliográficasReferências Bibliográficas
• BONELLI, Sônia Maria de Souza. AVALIAÇÃO – CONCEITOS – PRINCÍPIOS –
FUNÇÕES. 2011.
• GADOTTI, Moacir. PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO - SÃO PAULO EM
PERSPECTIVA, 14(2) 2000.
• GIMENO-SACRISTÁN, S. El curriculum: una reflexión sobre la práctica. Madrid:GIMENO-SACRISTÁN, S. El curriculum: una reflexión sobre la práctica. Madrid:
Morata, 1988.Morata, 1988.
• GRILLO, Marlene. Por que ainda falar em avaliação. In: ENRICONE, Délcia;
GRILLO, Marlene (Org.). Avaliação: uma discussão em aberto. 2. ed. rev. ampl.
Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003.
• HOUSE, Ernest R. Tendencias en evaluación. Revista deEducación, n. 299.
Madri, 1992.
• FARIA, Elaine Turk. AVALIAÇÃO E INTERAÇÃO PEDAGÓGICA: UMA REFLEXÃO
(Capítulo do livro: ENRICONE, D. e GRILLO, M. (Orgs.) Avaliação: uma discussão
em aberto. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000.
Referências BibliográficasReferências Bibliográficas
• FARIA, Elaine Turk. AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA --Texto
apresentado em painel no XV ENDIPE (Encontro Nacional de Didática e Prática de
Ensino), em Belo Horizonte, abril de 2010.
• LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem Escolar; São Paulo, CortezLUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem Escolar; São Paulo, Cortez
Editora; 1995.Editora; 1995.
• McLAREN, Peter. A Vida nas Escolas: uma introdução à pedagogia crítica nos
fundamentos da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
• PRATA, David Nadler. Estratégias para o Desenvolvimento de um Framework de
Avaliação da Aprendizagem a Distância - XIV Simpósio Brasileiro de Informática na
Educação – NCE - IM / UFRJ 2003.
• SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mão de Alice. O social e político na pós-
modernidade. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
Referências BibliográficasReferências Bibliográficas
• SANTOS, João Francisco Severo. - Avaliação no Ensino a Distância - Revista
Iberoamericana de Educación (ISSN: 1681-5653) 2006.
• SOUZA, Ana Maria de Lima. Avaliação da Aprendizagem no Ensino Superior:
Aspectos Históricos - Revista Exitus • Volume 02 • nº 01 • Jan./Jun. 2012.
• VERHINE, Robert E; FREITAS, Antônio Alberto da Silva Monteiro de. - A avaliação
da educação superior: modalidades e tendências no cenário internacional - Revista
Ensino Superior Unicamp. 2010.
• ZAINKO, Maria Amelia Sabbag. AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO
BRASIL: PROCESSO DE CONSTRUÇÃO HISTÓRICA - Avaliação, Campinas;
Sorocaba, SP, v. 13, n. 3, p. 827-831, nov. 2008.
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  • 1. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIOPONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SULGRANDE DO SUL ESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA NO ENSINOESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIORSUPERIOR DISCIPLINA – AVALIAÇÃO: níveis e concepçõesDISCIPLINA – AVALIAÇÃO: níveis e concepções avaliativas no ensino superioravaliativas no ensino superior PROFESSORA – Elaine Turk FariaPROFESSORA – Elaine Turk Faria ALUNA – Ana Marilin Ferreira SoaresALUNA – Ana Marilin Ferreira Soares Maio 2015Maio 2015
  • 2. SÍNTESE SOBRE O PROCESSOSÍNTESE SOBRE O PROCESSO AVALIATIVO NO ENSINO SUPERIORAVALIATIVO NO ENSINO SUPERIOR
  • 3. CONCEITO DE AVALIAÇÃOCONCEITO DE AVALIAÇÃO A avaliação é um método de adquirir e processarA avaliação é um método de adquirir e processar evidências necessárias para melhorar o ensino e aevidências necessárias para melhorar o ensino e a aprendizagem incluindo uma grande variedade deaprendizagem incluindo uma grande variedade de evidências. É ainda um auxílio para classificar osevidências. É ainda um auxílio para classificar os objetivos significativos e as metas educacionais ,objetivos significativos e as metas educacionais , um processo para determinar em que medida osum processo para determinar em que medida os alunos estão se desenvolvendo, um sistema dealunos estão se desenvolvendo, um sistema de controle da qualidade , pelo qual pode sercontrole da qualidade , pelo qual pode ser determinada etapa por etapa do processodeterminada etapa por etapa do processo ensino/aprendizagem, a efetividade ou não doensino/aprendizagem, a efetividade ou não do processo e, em caso negativo, que mudançaprocesso e, em caso negativo, que mudança devem ser feitas para garantir sua efetividade.devem ser feitas para garantir sua efetividade.
  • 4. Aspectos HistóricosAspectos Históricos • Numa revisão de literatura da avaliação, autores como Sousa (1986),Saul (1988), Depresbiteris (1989, 1995), Vianna (1989, 1992, 1995,1999), Luckesi (1992), Candau e Oswald (1995), Barreto et al. (2001),voltados para a literatura internacional ou para a literatura nacional, dão conta de que a avaliação é um dos componentes do processo de ensino. Sua execução diferencia-se por causa das diversas concepções e dos posicionamentos teórico-filosóficos assumidos pelos professores em relação à educação. • As práticas avaliativas mais presentes no interior da escola ratificam a discriminação e a seletividade impostas pelo contexto social mais amplo. Logo, na maioria das vezes a pressão, o medo, o controle e o poder, ditados e expressos nas práticas avaliativas, retratam os mecanismos de uma sociedade que atua com princípios excludentes, de desigualdade e antidemocráticos. SOUZA (2012)
  • 5. Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação O processo avaliativo parte do pressuposto de que se deparar com dificuldades é inerente ao ato de aprender. Logo, o diagnóstico de dificuldades e facilidades deve ser compreendido não como um veredicto que irá culpar ou absolver o aluno, mas sim como uma análise da situação escolar atual do mesmo, em função das condições de ensino que estão sendo oferecidas. OuOu seja,seja, “É fundamental levar em conta o papel das variáveis contextuais no processo ensino/aprendizagem assim como na avaliação. Desse modo, a sua abordagem qualitativa pode dar conta de abarcar essas variáveis sob um enfoque que contribua para a reconstrução social. Isso significa que a avaliação, para além de dados quantitativos e classificatórios, deve considerar a multiplicidade de fatores que contribuem para proporcionar informações sobre os processos de aprendizagem e as dificuldades vividas pelos alunos.” SOUZA (2012)
  • 6. Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação ““A avaliação é uma apreciação qualitativa sobre dadosA avaliação é uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem querelevantes do processo de ensino e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seuauxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho. A avaliação da aprendizagem não é a tirana datrabalho. A avaliação da aprendizagem não é a tirana da prática educativa. A avaliação da aprendizagem, por serprática educativa. A avaliação da aprendizagem, por ser avaliação, é amorosa, inclusiva, dinâmica, construtiva. Aavaliação, é amorosa, inclusiva, dinâmica, construtiva. A avaliação inclui, traz pra dentro; os exames selecionam,avaliação inclui, traz pra dentro; os exames selecionam, excluem, marginalizam.” LUCKESI (2005)excluem, marginalizam.” LUCKESI (2005)
  • 7. Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação ““Avaliar se refere a qualquer processo por meio do qualAvaliar se refere a qualquer processo por meio do qual alguma ou várias características de um aluno/a, de umalguma ou várias características de um aluno/a, de um grupo de estudantes, de um ambiente educativo, degrupo de estudantes, de um ambiente educativo, de objetivos educativos, de materiais, professores/as eobjetivos educativos, de materiais, professores/as e programas recebem a atenção de quem avalia ,programas recebem a atenção de quem avalia , analisam-se e valorizam-se suas características eanalisam-se e valorizam-se suas características e condições em função de alguns critérios ou pontos decondições em função de alguns critérios ou pontos de referência para emitir um julgamento que seja relevantereferência para emitir um julgamento que seja relevante para a educação.” GIMENO-SACRISTÁN (1998)para a educação.” GIMENO-SACRISTÁN (1998)
  • 8. Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação Uma peculiaridade da avaliação é que ela incide, ao mesmo tempo, sobre diferentes instâncias envolvidas no processo educativo, como professores e alunos, escola e família e mais recentemente, o Ministério da Educação, que se faz presente através do Exame Nacional de Cursos. Além disso, diz respeito aos vários elementos do processo educativo formal: conhecimento e sua construção, interações grupais e relações interpessoais, opções éticas, epistemológicas, técnicas e metodológicas. Confronta-se ainda com a questão da diversidade de avaliadores e avaliados, de diferenças e subjetividades, o que faz com que sejam atribuídos diversos significados à avaliação e conferidos tratamentos também diversificados. GRILLO (2003).
  • 9. Desafios Contemporâneos em AvaliaçãoDesafios Contemporâneos em Avaliação Para que ocorra a avaliação é necessário o estabelecimento de um clima aberto, de interação, permitindo o desenvolvimento da criatividade e da autonomia. Segundo Vasconcellos (1995b, p.66), a atividade do educador “deve ser tal que consiga a predominância de um clima favorável à interação”. Evidentemente, nem sempre conseguiremos um clima favorável com todos os envolvidos no processo, mas acreditamos que devemos lutar para garantir este clima aberto, que venha facilitar a comunicação, a aceitação do erro, as críticas, a reconstrução, sem angústias nem temores diante da avaliação. Estabelecer este clima avaliativo é um desafio, não uma dificuldade intransponível! FARIA (2000).FARIA (2000).
  • 10. FUNÇÕES, CRITÉRIOS eFUNÇÕES, CRITÉRIOS e INSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃOINSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃO As funções da avaliação são classificadas como: diagnóstica, formativa e somativa, com funções respectivamente de diagnosticar, acompanhar e classificar. A visão que se tem das funções da avaliação atualmente são de diagnóstica e de formação, ou seja, verificar em que nível se encontram os alunos no início do ano letivo ou de uma unidade didática e fazer o acompanhamento deste aluno no decorrer deste processo para então finalizar com o julgamento e tomada de decisão. No entanto, a avaliação é um processo que vai além da escola, que requer de todo o corpo docente um determinado grau de comprometimento que o faça inquirir sobre que cidadão se deseja formar? BONELLI (2011)
  • 11. FUNÇÕES, CRITÉRIOS eFUNÇÕES, CRITÉRIOS e INSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃOINSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃO Fonte: Instrumentos e Critérios de Avaliação - Profª. Edlauva Oliveira dos Santos
  • 12. FUNÇÕES, CRITÉRIOS eFUNÇÕES, CRITÉRIOS e INSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃOINSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃO • Atividades escritas,Atividades escritas, • Dramatização,Dramatização, • Trabalho de pesquisa,Trabalho de pesquisa, • Avaliação oral ou exposição oral dos alunos,Avaliação oral ou exposição oral dos alunos, • Experimentação,Experimentação, • Desenho,Desenho, • Maquete,Maquete, • Produção textual,Produção textual, • Seminário,Seminário, • PortfóliosPortfólios • Álbuns e outros.Álbuns e outros. Fonte: Instrumentos e Critérios de Avaliação - Profª. Edlauva Oliveira dos Santos
  • 13. QUAL O OBJETIVO DO NOSSO TRABALHO? O QUE QUEREMOSQUAL O OBJETIVO DO NOSSO TRABALHO? O QUE QUEREMOS AVALIAR?AVALIAR? Qual o objetivo do nossoQual o objetivo do nosso trabalho?trabalho? O que pretendemosO que pretendemos que o alunoque o aluno aprenda ouaprenda ou desenvolva?desenvolva? O que é possívelO que é possível avaliar?avaliar? Como podemos avaliar? ComComo podemos avaliar? Com que Instrumentos podemosque Instrumentos podemos avaliar o progresso dos alunos?avaliar o progresso dos alunos? Como podemosComo podemos comunicar ocomunicar o progresso dosprogresso dos alunos?alunos? Pretendemos que oPretendemos que o Aluno...Aluno... Torne mais complexoTorne mais complexo seu conhecimentoseu conhecimento ConhecimentosConhecimentos ConhecimentoConhecimento CompreensãoCompreensão AplicaçãoAplicação AnáliseAnálise SínteseSíntese AvaliaçãoAvaliação Testes escritos e oraisTestes escritos e orais Produção de textosProdução de textos ConceitosConceitos Notas PercentuaisNotas Percentuais Pareceres DescritivosPareceres Descritivos Saiba fazer AlgoSaiba fazer Algo HabilidadesHabilidades ProcedimentosProcedimentos TécnicosTécnicos RelatóriosRelatórios Registros de ObservaçõesRegistros de Observações Fichas com critériosFichas com critérios Desenvolva:Desenvolva: Atitudes PositivasAtitudes Positivas Valores Sócio-IndividuaisValores Sócio-Individuais PositivosPositivos Modos de Relacionar-seModos de Relacionar-se sadiamente com ossadiamente com os outrosoutros AtitudesAtitudes ValoresValores CooperaçãoCooperação CriticidadeCriticidade HonestidadeHonestidade ResponsabilidadeResponsabilidade SolidariedadeSolidariedade Solução deSolução de Problemas emProblemas em coletivocoletivo Produção de textosProdução de textos Auto-avaliaçãoAuto-avaliação RelatóriosRelatórios Pareceres descritivosPareceres descritivos orais e escritosorais e escritos Fonte: RAMOS, M. G. Porto Alegre, PUCRS, 2003.
  • 14. Sistemas Nacionais e Transnacionais de Avaliação da Educação Superior “Durante muito tempo a avaliação foi vista sob o ponto de vista essencialmente técnico e, em outros momentos, passou-se a adotar metodologias de cunho mais qualitativo. Nos últimos tempos passa-se, nitidamente, para um posicionamento mais híbrido em que coexistem abordagens avaliativas marcadas pelos paradigmas quantitativos versus qualitativos. A possibilidade de conjugar as duas formas de recolha de informação quantitativa e de informação qualitativa parece ser o caminho mais rico, conjugando os dados observáveis com informações analíticas e interpretativas.” VERHINE e FREITAS (2010).
  • 15. Sistemas Nacionais e Transnacionais de Avaliação da Educação Superior A avaliação, nos últimos tempos, tem sido vista como um processo amplo, complexo, multirreferencial e passou a ser considerada, conjuntamente, como um processo sistemático de obter e recolher informações, de analisar e interpretar essas informações e formular juízos de valor sobre seu objeto avaliativo. Nesse contexto destaca-se a dimensão política da avaliação, que reflete necessariamente os interesses e valores de quem avalia, considerando que a avaliação é “uma atividade que é afetada por forças políticas e que tem efeitos políticos” HOUSE (1992).
  • 16. Sistemas Nacionais e Transnacionais de Avaliação da Educação Superior É preciso que as instituições de educação superior saibam que, naturalmente, os Estados tendem a impor maiores controles se os padrões de qualidade não são atendidos. Para que a universidade de hoje possa atingir as “missões santas” da universidade - segundo Souza Santos (2003), são a autenticidade da procura do conhecimento, produção e difusão de conhecimento e prestação de serviços à comunidade. (Santos, 2003) - ela precisa estar preparada, precisa ter uma visão de gestão atualizada, precisa articular qualidade e sustentabilidade e precisa estar estrategicamente bem definida, com objetivos e metas bem posicionadas, conectadas com o mundo global e em contato com experiências e boas práticas que acontecem nos diversos lugares do planeta. VERHINE e FREITAS (2010).
  • 17. Sistemas Nacionais e Transnacionais de Avaliação da Educação Superior O Sistema Nacional de Avaliação da Educação superior (SINAES) tem por finalidade a melhoria da qualidade da educação superior, a orientação da expansão da sua oferta, o aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social, e especialmente a promoção do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições de educação superior, por meio da valorização de sua missão pública, da promoção dos valores democráticos, do respeito à diferença e à diversidade, da afirmação da autonomia e da identidade institucional. (PORTARIA MEC n. 2.051/04, art. 1º). ZAINKO (2008)
  • 18. AVALIAÇÃO EM EADAVALIAÇÃO EM EAD Na era da tecnologia, dos avanços científicos e da globalização, quando a educação aparece com uma exigência de qualidade cada vez maior, a avaliação torna-se ainda mais importante nesse contexto social e tecnológico. FARIA (2010). FARIA (2010)
  • 19. AVALIAÇÃO EM EADAVALIAÇÃO EM EAD Avaliar e acompanhar o processo de aprendizagem do aprendiz em cursos a distância envolve, inerentemente, teoria pedagógica e tecnologia da informação. Os instrutores não têm os identificadores informais visuais e verbais dos alunos. Um aprendiz pode navegar na Web e acessar inúmeras páginas que contenham muita informação e não aprender absolutamente nada. O professor necessita de artefatos que o auxilie em sua didática de avaliação. Quanto maior o número de recursos disponíveis mais completa será a sua visão do processo de ensino-aprendizagem. PRATA (2003)
  • 20. Desafios da Avaliação a Distância É possível dividir os desafios da avaliação à distância em cinco tipos de abordagem: a pedagogia, a didática, a ética, a psicologia e a tecnologia. • A pedagogia refere-se a estruturação e organização do conhecimento. • A didática refere-se a forma e os meios como esse conhecimento é repassado para o aluno [Char 2002]. • A ética refere-se aos problemas éticos relacionados à didática e a tecnologia de ensino; em nível individual o professor e o estudante, em nível social a instituição de ensino. • A psicologia refere-se a definição do perfil e acompanhamento emocional do aluno. • A tecnologia refere-se a logística necessária para atender os requisitos do ambiente de avaliação. PRATA (2003).
  • 21. Desafios da Avaliação a Distância Segundo SANTOS (2006), o ensino centrado no aluno, como é a EAD, traz profundas transformações no processo de avaliação. Como por exemplo: • Adoção e conseqüente valoração de uma navegação por hipertexto dentro do contexto da Internet. • Aceitação de múltiplas tecnologias nos diferentes momentos de EAD. • Ênfase em tecnologias que estimulem a ambientação e o apoio sócio-afetivo, como resultado de pesquisas sobre a contextualização nos países latinos e africanos. • Previsão de contínuo e permanente apoio ao estudante, com freqüentes feedbacks. • Entendimento e a prática de vivência de trabalho como um time integrado. • Necessidade de coordenação e apoio das atividades em geral e nos diversos ambientes e "sites" em particular; além da permanente necessidade de avaliação do Ensino à Distância e da Educação à Distância em particular.
  • 22. CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS “O conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que se faça do futuro. Por isso há um consenso de que o desenvolvimento de um país está condicionado à qualidade da sua educação. Nesse contexto, as perspectivas para a educação são otimistas. A pergunta que se faz é: qual educação, qual escola, qual aluno, qual professor?” GADOTTI (2000). Gadotti reforça a importância e a relevância da avaliação no ensino e, na minha percepção, fortalece a perspectiva de BONELLI (2011) onde; ‘a avaliação é um processo que vai além da escola, que requer de todo o corpo docente um determinado grau de comprometimento que o faça inquirir sobre que cidadão se deseja formar?”
  • 23. CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS As IES estão aprendendo rapidamente a fazer EAD e isso é uma grande vantagem. Entretanto ainda é um modelo baseado na transmissão de conteúdos, até para cursos de formação de professores. Esses modelos costumam caminhar para certa simplificação, a avaliação presencial tende a ser feita na forma de prova, em geral de múltipla escolha, o que levanta dúvidas se esse instrumento é eficaz para verificar a aprendizagem significativa. O argumento de alguns responsáveis por EAD é que no presencial também acontece uma banalização do ensino e que é difícil avaliar milhares de alunos simultaneamente com provas dissertativas. As críticas ao presencial mal feito não eximem a EAD de tentar formas de avaliação mais formativas do que somáticas e de conteúdo apenas.
  • 24. CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS “Estamos no limiar do século XXI, no cruzamento da história, olhando nervosamente em direção ao horizonte em busca de alguma indicação segura de que nossa compreensão dos eventos passados nos ajudará a prefigurar a forma dos tempos impressionantes que estão por vir. Confrontados pela nova ordem mundial das tecnologias da comunicação, pela sociedade da informação, pelos movimentos diaspóricos ligados ao fenômeno da globalização, pela política cultural ligada à pós-modernidade e por desenvolvimentos educacionais tais como o multiculturalismo e a pedagogia crítica, as educadoras e os educadores do século XXI enfrentam um enorme desafio. Como resultado de discursos conflitantes de reforma educacional e social, as educadoras e os educadores do novo milênio estão caminhando num terreno político e epistemologicamente minado. Além disso, elas e eles serão confrontados pelas novas estratégias de resistência e lutas exigidas pelo desafio da era da informação: desde o desenvolvimento de novas linguagens de crítica e interpretação até a uma práxis revolucionária que se recusa a abandonar seu compromisso com os imperativos da emancipação e da justiça social.” (McLAREN, 1997).
  • 25. Referências BibliográficasReferências Bibliográficas • BONELLI, Sônia Maria de Souza. AVALIAÇÃO – CONCEITOS – PRINCÍPIOS – FUNÇÕES. 2011. • GADOTTI, Moacir. PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO - SÃO PAULO EM PERSPECTIVA, 14(2) 2000. • GIMENO-SACRISTÁN, S. El curriculum: una reflexión sobre la práctica. Madrid:GIMENO-SACRISTÁN, S. El curriculum: una reflexión sobre la práctica. Madrid: Morata, 1988.Morata, 1988. • GRILLO, Marlene. Por que ainda falar em avaliação. In: ENRICONE, Délcia; GRILLO, Marlene (Org.). Avaliação: uma discussão em aberto. 2. ed. rev. ampl. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. • HOUSE, Ernest R. Tendencias en evaluación. Revista deEducación, n. 299. Madri, 1992. • FARIA, Elaine Turk. AVALIAÇÃO E INTERAÇÃO PEDAGÓGICA: UMA REFLEXÃO (Capítulo do livro: ENRICONE, D. e GRILLO, M. (Orgs.) Avaliação: uma discussão em aberto. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000.
  • 26. Referências BibliográficasReferências Bibliográficas • FARIA, Elaine Turk. AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA --Texto apresentado em painel no XV ENDIPE (Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino), em Belo Horizonte, abril de 2010. • LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem Escolar; São Paulo, CortezLUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem Escolar; São Paulo, Cortez Editora; 1995.Editora; 1995. • McLAREN, Peter. A Vida nas Escolas: uma introdução à pedagogia crítica nos fundamentos da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. • PRATA, David Nadler. Estratégias para o Desenvolvimento de um Framework de Avaliação da Aprendizagem a Distância - XIV Simpósio Brasileiro de Informática na Educação – NCE - IM / UFRJ 2003. • SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mão de Alice. O social e político na pós- modernidade. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
  • 27. Referências BibliográficasReferências Bibliográficas • SANTOS, João Francisco Severo. - Avaliação no Ensino a Distância - Revista Iberoamericana de Educación (ISSN: 1681-5653) 2006. • SOUZA, Ana Maria de Lima. Avaliação da Aprendizagem no Ensino Superior: Aspectos Históricos - Revista Exitus • Volume 02 • nº 01 • Jan./Jun. 2012. • VERHINE, Robert E; FREITAS, Antônio Alberto da Silva Monteiro de. - A avaliação da educação superior: modalidades e tendências no cenário internacional - Revista Ensino Superior Unicamp. 2010. • ZAINKO, Maria Amelia Sabbag. AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL: PROCESSO DE CONSTRUÇÃO HISTÓRICA - Avaliação, Campinas; Sorocaba, SP, v. 13, n. 3, p. 827-831, nov. 2008.
  • 28. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIOPONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SULGRANDE DO SUL ESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA NO ENSINOESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIORSUPERIOR DISCIPLINA – AVALIAÇÃO: níveis e concepçõesDISCIPLINA – AVALIAÇÃO: níveis e concepções avaliativas no ensino superioravaliativas no ensino superior PROFESSORA – Elaine Turk FariaPROFESSORA – Elaine Turk Faria ALUNA – Ana Marilin Ferreira SoaresALUNA – Ana Marilin Ferreira Soares Maio 2015Maio 2015