 Os conflitos sociais em Atenas levaram Clístenes a realizar 
reformas que defendiam a igualdade de direitos políticos, entre 
todos os cidadãos. Esta reforma foi concluída por Péricles no séc. 
V a.C., dando origem à DEMOCRACIA. 
 Clístenes dividiu o território em 10 tribos, subdivididas em 10 
demos, de onde eram sorteados os cidadãos que prestariam serviço 
na cidade. Péricles completou esta reforma com a introdução das 
mistoforias (pagamento feito pelo estado aos que exerciam cargos 
públicos). Era uma democracia direta, uma vez que os cidadãos não 
delegavam em ninguém o poder.
 Isonomia: todos são iguais perante a lei; 
 Isocracia: todos têm as mesmas oportunidades de acesso aos cargos 
políticos; 
 Isegoria: todos têm o mesmo 
direito ao uso da palavra.
 Participação direta dos cidadãos nas assembleias; 
 Concentração da autoridade nas assembleias; 
 Rotatividade dos cargos políticos; 
 Decisões colegiais; 
 Escolha para o cargo através de eleição ou sorteio; 
 Criação de juízes populares (todos os cidadãos eram obrigados a 
conhecer a lei).
 Era o dom da palavra (oratória) que permitia o sucesso na política. 
Todavia, o perigo de manipulação existia, pelo que se decidiram a 
proteger a democracia: 
 Necessidade de prestar contas no fim dos mandatos; 
 O ostracismo. 
 Imperialismo exercido por Atenas através da Liga de Delos; exigia o 
pagamento de tributos e não respeitava os direitos das outras 
cidades.
 A democracia ateniense apresenta algumas contradições e 
limitações: 
 Limitação à liberdade de expressão: quem conspirasse contra a 
democracia era condenado ao ostracismo; 
 Só os cidadãos podiam participar no governo da cidade; 
 Segregação de sexos; 
 Participação na política vedada aos metecos e mulheres; 
 Existência de escravos numa forma de governo que defendia a 
igualdade de direitos;
 João foi proclamado rei em 1199 depois da 
morte de Ricardo, coração de Leão. 
 Ao longo do seu governo, procurou recuperar os 
territórios perdidos para o rei de França. 
 A rebelião dos Barões forçou-o a assinar a Magna 
Carta: 
• O documento garantia certas liberdades políticas inglesas e continha 
disposições que tornavam a Igreja livre da ingerência da monarquia, 
reformavam o direito e a justiça e regulavam o comportamento dos 
funcionários reais.
 "Nenhum homem livre será preso, aprisionado ou privado de uma 
propriedade, ou tornado fora-da-lei, ou exilado, ou de maneira 
alguma destruído, nem agiremos contra ele ou mandaremos alguém 
contra ele, a não ser por julgamento legal dos seus pares, ou pela 
lei da terra.“ 
 "A ninguém venderemos, a ninguém recusaremos ou atrasaremos, 
direito ou justiça."
 Manteve o absolutismo do pai. 
 Casou com a princesa católica Henriqueta. 
 Lutou contra o Parlamento e dissolveu-o anos seguidos. 
 Aumentou os impostos (ex. ship money). 
 Em 1638 foi obrigado a aceitar a Petição dos Direitos 
(regresso às leis da Magna Carta e do Parlamento). 
 Nova dissolução do Parlamento. 
 Início da guerra civil (Cabeças Redondas vs Cavaleiros).
 Devolve ao Parlamento os seus antigos privilégios. 
 Casa com a rainha católica Catarina de Bragança. 
 Restabelece o Anglicanismo e persegue os puritanos. 
 Concede leis de tolerância aos católicos – o Parlamento responde 
com a proteção aos anglicanos (só estes podiam ocupar cargos 
públicos). 
 Formam-se duas fações distintas: whigs (burgueses) e Tories 
(realistas).
 Guilherme III assinou a Declaração dos Direitos e jurou: 
- respeitar liberdades individuais 
- aumentar impostos só com Parlamento 
- manter independência da justiça 
- livre exercício de todos os credos protestantes 
 O Parlamento tornava-se definitivamente a instituição fundamental 
da vida política inglesa.
 Interesses: filosofia, filosofia política, educação. Ideias 
notáveis: tábua rasa, lei natural, direito à vida, liberdade, 
propriedade 
 Politicamente defende: o Parlamentarismo; a Monarquia 
constitucional e a divisão tripartida dos poderes 
 Influenciou: 
 A Constituição Americana 
 Os Filósofos franceses e a Revolução
• Liberdade individual – “todos os homens 
nascem e permanecem livres”; 
• Garantia dos direitos naturais de Propriedade; 
Segurança; Resistência à opressão. 
• Soberania da Nação: o rei era apenas 
um mandatário do povo; 
• Divisão tripartida dos poderes.
 O Estado tem a obrigação de assegurar a defesa da liberdade 
individual e garantir o direito à propriedade. 
 Princípios fundamentais: 
• Separação de poderes; 
• Garantia dos direitos e liberdades dos cidadãos; 
• Liberdade económica; 
• Institucionalização de mecanismos de controlo do poder político; 
• Rigorosa definição dos poderes e atribuição do estado; 
• Contenção da fiscalidade e orçamento público; 
• Laicização do Estado (que assegura o ensino e assistência).
 As legislações posteriores à Revolução Francesa pretendem 
instituir esta nova Monarquia (ex. a Carta Constitucional de Luís 
XVIII). 
 Aparece associada a documentos constitucionais de diferentes 
origens: 
• Assembleias de cidadãos eleitos; 
• Outorgadas pelos reis como gesto de boa vontade e de 
grandeza. 
 Garantem os dois: a separação e independência de poderes, a 
limitação do poder pelos representantes da nação, o sufrágio 
censitário ou o reconhecimento dos direitos e liberdades dos 
cidadãos.
 No início do século XX, o regime democrático apresentava 
algumas limitações, não garantindo a igualdade política, uma vez 
que existia : 
• o voto censitário – para se ter direito ao voto era necessário possuir 
uma determinada quantia, ou rendimento; 
• O voto por alfabetização – afastava da eleição grande parte da 
população, nesta época maioritariamente analfabeta; 
• O voto por nível etário – apenas podiam votar os que fossem maiores 
de determinada idade (normalmente 21); 
• A não remuneração do cargo – levava a que uma minoria pudesse ser 
eleita.
 Outros fatores: 
• A existência do sistema de bicameralismo – contrária à ideia de 
soberania popular, na medida em que uma das câmaras era de 
carácter hereditário / nomeação. 
• A inexistência de um sistema de representação proporcional. 
 O poder reivindicativo das classes operárias, tornou mais 
questionável a permanência no poder de reis e príncipes, surgindo 
a República como o regime político mais democrático e livre.
 Parlamentarismo e Democracia Representativa tornaram-se 
frequentemente sinónimos à custa de reformas políticas que 
instituíram: 
• a formação de partidos políticos de massas; 
• o voto secreto (livre expressão); 
• o reforço do poder executivo sobre o legislativo; 
• a eletividade de todas as câmaras do sistema 
parlamentar; 
• o estado laico; 
• o desenvolvimento do julgamento civil; 
• a remuneração dos cargos políticos; 
• o sufrágio universal (graças à diminuição progressiva da idade de voto e 
da franquia censitária).
 No século XX, os valores 
democráticos da liberdade irão ser 
rejeitados por dois regimes 
antagónicos: as ditaduras 
fascistas e nazis e os regimes 
comunistas. 
 Os primeiros são afastados com o fim da Segunda Guerra Mundial; 
o regime soviético cai com a revolução democrática de 1989 e com 
o fim da URSS em 1991. 
 Nos nossos dias, a democracia pluralista e liberal é aceite na 
generalidade dos países, reivindicando para si o exclusivo do 
modelo democrático.

Breve evolução da Democracia

  • 2.
     Os conflitossociais em Atenas levaram Clístenes a realizar reformas que defendiam a igualdade de direitos políticos, entre todos os cidadãos. Esta reforma foi concluída por Péricles no séc. V a.C., dando origem à DEMOCRACIA.  Clístenes dividiu o território em 10 tribos, subdivididas em 10 demos, de onde eram sorteados os cidadãos que prestariam serviço na cidade. Péricles completou esta reforma com a introdução das mistoforias (pagamento feito pelo estado aos que exerciam cargos públicos). Era uma democracia direta, uma vez que os cidadãos não delegavam em ninguém o poder.
  • 3.
     Isonomia: todossão iguais perante a lei;  Isocracia: todos têm as mesmas oportunidades de acesso aos cargos políticos;  Isegoria: todos têm o mesmo direito ao uso da palavra.
  • 4.
     Participação diretados cidadãos nas assembleias;  Concentração da autoridade nas assembleias;  Rotatividade dos cargos políticos;  Decisões colegiais;  Escolha para o cargo através de eleição ou sorteio;  Criação de juízes populares (todos os cidadãos eram obrigados a conhecer a lei).
  • 6.
     Era odom da palavra (oratória) que permitia o sucesso na política. Todavia, o perigo de manipulação existia, pelo que se decidiram a proteger a democracia:  Necessidade de prestar contas no fim dos mandatos;  O ostracismo.  Imperialismo exercido por Atenas através da Liga de Delos; exigia o pagamento de tributos e não respeitava os direitos das outras cidades.
  • 7.
     A democraciaateniense apresenta algumas contradições e limitações:  Limitação à liberdade de expressão: quem conspirasse contra a democracia era condenado ao ostracismo;  Só os cidadãos podiam participar no governo da cidade;  Segregação de sexos;  Participação na política vedada aos metecos e mulheres;  Existência de escravos numa forma de governo que defendia a igualdade de direitos;
  • 9.
     João foiproclamado rei em 1199 depois da morte de Ricardo, coração de Leão.  Ao longo do seu governo, procurou recuperar os territórios perdidos para o rei de França.  A rebelião dos Barões forçou-o a assinar a Magna Carta: • O documento garantia certas liberdades políticas inglesas e continha disposições que tornavam a Igreja livre da ingerência da monarquia, reformavam o direito e a justiça e regulavam o comportamento dos funcionários reais.
  • 10.
     "Nenhum homemlivre será preso, aprisionado ou privado de uma propriedade, ou tornado fora-da-lei, ou exilado, ou de maneira alguma destruído, nem agiremos contra ele ou mandaremos alguém contra ele, a não ser por julgamento legal dos seus pares, ou pela lei da terra.“  "A ninguém venderemos, a ninguém recusaremos ou atrasaremos, direito ou justiça."
  • 11.
     Manteve oabsolutismo do pai.  Casou com a princesa católica Henriqueta.  Lutou contra o Parlamento e dissolveu-o anos seguidos.  Aumentou os impostos (ex. ship money).  Em 1638 foi obrigado a aceitar a Petição dos Direitos (regresso às leis da Magna Carta e do Parlamento).  Nova dissolução do Parlamento.  Início da guerra civil (Cabeças Redondas vs Cavaleiros).
  • 12.
     Devolve aoParlamento os seus antigos privilégios.  Casa com a rainha católica Catarina de Bragança.  Restabelece o Anglicanismo e persegue os puritanos.  Concede leis de tolerância aos católicos – o Parlamento responde com a proteção aos anglicanos (só estes podiam ocupar cargos públicos).  Formam-se duas fações distintas: whigs (burgueses) e Tories (realistas).
  • 13.
     Guilherme IIIassinou a Declaração dos Direitos e jurou: - respeitar liberdades individuais - aumentar impostos só com Parlamento - manter independência da justiça - livre exercício de todos os credos protestantes  O Parlamento tornava-se definitivamente a instituição fundamental da vida política inglesa.
  • 14.
     Interesses: filosofia,filosofia política, educação. Ideias notáveis: tábua rasa, lei natural, direito à vida, liberdade, propriedade  Politicamente defende: o Parlamentarismo; a Monarquia constitucional e a divisão tripartida dos poderes  Influenciou:  A Constituição Americana  Os Filósofos franceses e a Revolução
  • 15.
    • Liberdade individual– “todos os homens nascem e permanecem livres”; • Garantia dos direitos naturais de Propriedade; Segurança; Resistência à opressão. • Soberania da Nação: o rei era apenas um mandatário do povo; • Divisão tripartida dos poderes.
  • 17.
     O Estadotem a obrigação de assegurar a defesa da liberdade individual e garantir o direito à propriedade.  Princípios fundamentais: • Separação de poderes; • Garantia dos direitos e liberdades dos cidadãos; • Liberdade económica; • Institucionalização de mecanismos de controlo do poder político; • Rigorosa definição dos poderes e atribuição do estado; • Contenção da fiscalidade e orçamento público; • Laicização do Estado (que assegura o ensino e assistência).
  • 18.
     As legislaçõesposteriores à Revolução Francesa pretendem instituir esta nova Monarquia (ex. a Carta Constitucional de Luís XVIII).  Aparece associada a documentos constitucionais de diferentes origens: • Assembleias de cidadãos eleitos; • Outorgadas pelos reis como gesto de boa vontade e de grandeza.  Garantem os dois: a separação e independência de poderes, a limitação do poder pelos representantes da nação, o sufrágio censitário ou o reconhecimento dos direitos e liberdades dos cidadãos.
  • 21.
     No iníciodo século XX, o regime democrático apresentava algumas limitações, não garantindo a igualdade política, uma vez que existia : • o voto censitário – para se ter direito ao voto era necessário possuir uma determinada quantia, ou rendimento; • O voto por alfabetização – afastava da eleição grande parte da população, nesta época maioritariamente analfabeta; • O voto por nível etário – apenas podiam votar os que fossem maiores de determinada idade (normalmente 21); • A não remuneração do cargo – levava a que uma minoria pudesse ser eleita.
  • 22.
     Outros fatores: • A existência do sistema de bicameralismo – contrária à ideia de soberania popular, na medida em que uma das câmaras era de carácter hereditário / nomeação. • A inexistência de um sistema de representação proporcional.  O poder reivindicativo das classes operárias, tornou mais questionável a permanência no poder de reis e príncipes, surgindo a República como o regime político mais democrático e livre.
  • 23.
     Parlamentarismo eDemocracia Representativa tornaram-se frequentemente sinónimos à custa de reformas políticas que instituíram: • a formação de partidos políticos de massas; • o voto secreto (livre expressão); • o reforço do poder executivo sobre o legislativo; • a eletividade de todas as câmaras do sistema parlamentar; • o estado laico; • o desenvolvimento do julgamento civil; • a remuneração dos cargos políticos; • o sufrágio universal (graças à diminuição progressiva da idade de voto e da franquia censitária).
  • 24.
     No séculoXX, os valores democráticos da liberdade irão ser rejeitados por dois regimes antagónicos: as ditaduras fascistas e nazis e os regimes comunistas.  Os primeiros são afastados com o fim da Segunda Guerra Mundial; o regime soviético cai com a revolução democrática de 1989 e com o fim da URSS em 1991.  Nos nossos dias, a democracia pluralista e liberal é aceite na generalidade dos países, reivindicando para si o exclusivo do modelo democrático.