AS  REVOLUÇÕES LIBERAIS
Nos Estados Unidos, em França e, mais tarde, em Portugal, sugiram novos regimes políticos inspirados nos ideais iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade entre todos os homens.
A REVOLUÇÃO  AMERICANA A. CAUSAS: Sobrecarga fiscal. Descontentamento das colónias face à política de exclusivo colonial com  a Metrópole (Inglaterra). Falta de representatividade no Parlamento inglês. Lançamento de novos impostos sobre o papel selado, o açúcar e o chá. B. A REVOLUÇÃO: O “Boston Tea Party” em 1773 marca o início da revolução. Reunião no Congresso de Filadélfia em 1774, onde são exigidas as  mesmas liberdades e direitos, bem como o fim da exclusividade colonial. Formação de um exército liderado por  George Washington . Aprovação da  Declaração de Independência  (1776). Batalhas com os ingleses. Vitória de Yorktown (1781) e reconhecimento da independência (Tratado de Versalhes – 1783).
C.   CONSEQUÊNCIAS: Fim da dependência inglesa. Formação da primeira república democrática. Aprovação da primeira  Constituição  liberal (1787), que definia como princípios: - a garantia dos direitos e liberdades dos cidadãos, - a soberania da nação, - a separação entre a Igreja e o Estado, - a separação tripartida de poderes. Agora, o poder legislativo estava nas mãos de do Congresso, do Senado e da Câmara de Representantes (com um número proporcional ao da população). O poder Judicial cabia aos tribunais (comuns e Supremo Tribunal, nomeado pelo chefe de estado). O poder Executivo encontrava-se nas mãos do Presidente, eleito a partir de um colégio eleitoral escolhido pela população. Na prática, esta organização política era a mais clara aplicação dos ideais liberais.
O sistema político americano
A REVOLUÇÃO  FRANCESA A. CAUSAS: Sobrecarga fiscal e finanças deficitárias (despesas superiores às receitas, influência das guerras com a Inglaterra). Agricultura improdutiva, arcaica e atrasada (fome e aumento de preços). Má distribuição da propriedade (sistema quase feudal). Indústria inexistente (produção de autoconsumo e grande desemprego). Inexistência de vias de comunicação, logo, fraco comércio interno e inexistência de comércio externo. Sistema social desigual.
B. A REVOLUÇÃO: Convocação dos Estados Gerais para a deliberação de alargamento da carga fiscal às terras até aí isentas (as do Clero e da Nobreza) e consequente recusa em aceitar esta imposição por parte das ditas ordens. Reunião na Sala do Jogo da Pela (Burguesia, Povo e alguns membros do Baixo Clero e da Baixa Nobreza formam a  Assembleia Nacional Constituinte ) e elaboração de uma  Constituição  que seguia os princípios da filosofia das Luzes, embora na prática tivesse uma base censitária. Esta assembleia tomou como medidas imediatas a abolição do sistema feudal; a aprovação da  Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão  –  1789  – e a nacionalização dos bens do Clero.
A Revolução – continuação: Juramento da Constituição pelo Rei e legitimação do voto por cabeça. Tomada da Bastilha. Pedido de auxílio por parte do Rei  Luís XVI  a monarquias externas. Prisão, condenação e, posteriormente, morte do Rei  Luís XVI  e da Rainha  Maria Antonieta .
A Revolução – continuação: Eleição da Convenção em 1792. Fim da Monarquia e proclamação da República. Instituição da Ditadura e regime de Terror (durante o qual os Jacobinos, extremistas que pretendiam implantar a República tomaram o poder. Destes destacam-se Robespierre, Danton e Marat). Formação do Directório (1795): o poder é entregue a cinco directores e funcionava junto de duas Câmaras (que discutiam as leis vindas do Directório).  Instabilidade política, dificuldades económicas e ameaças externas (ex. Prússia). Aprovada a Constituição de 1799, na qual o poder ficava centrado nas mãos de três cônsules. A totalidade do poder estava na mão do 1º cônsul (Napoleão).
O sistema político francês
Ascensão e queda de Napoleão: campanhas vitoriosas no Egipto e posteriores nomeações como Cônsul Menor, 1º Cônsul e Cônsul Vitalício; campanhas na Europa e auto-proclamação como  Imperador : concentrou todos os poderes nas suas mãos; iniciou reformas administrativas, e uma política expansionista por toda a Europa . guerra contra os ingleses e campanhas fracassadas em Portugal e, fundamentalmente, na Rússia; após a prisão na Ilha de Elba, regressa para o “governo dos 100 dias”. Na Batalha de Waterloo é definitivamente derrotado; condenado ao exílio, acaba por morrer em Santa Helena.
C.   CONSEQUÊNCIAS: Modificações na sociedade:  -  abolição de privilégios da Nobreza e Clero; -  ascensão social da Burguesia;  -  a nova Nobreza pertence à família do Imperador. Alterações no Direito – Código Civil (1804). Liberdade no comércio, com reduzido controlo do Estado, sem monopólio. Mudança de regime: de Monarquia Absolutista a Monarquia constitucional; abolição da monarquia (morte do rei)  e passagem para a Convenção; nomeação do Directório e Consulado (morte de Robespierre). Com Napoleão, a França passa a Império.  Mensagem universal de liberdade e igualdade que originou vários movimentos autonomistas e liberais.
A REVOLUÇÃO  PORTUGUESA A. CAUSAS: Revolução Francesa. Invasões francesas e influência das ideias liberais transmitidas pelos soldados franceses. Fuga do rei para o Brasil e permanência nesse território muito para lá do necessário. Simpatia da causa liberal difundida pelos estrangeirados ou exilados políticos. Papel da Maçonaria / morte de Gomes Freire de Andrade. Governo de um inglês / descontentamento geral. Abertura do Brasil aos países estrangeiros provocando a ruína do comércio e dos comerciantes portugueses. Desvio dos impostos para a nova capital - no reino do Brasil. A Contestação à manutenção do Absolutismo.
B. A Revolução :  Revolução liberal no Porto (1820). Formação das Cortes Constituintes. Elaboração da Constituição de 1822.  Regresso de D. João VI a Portugal. Golpes falhados de D. Miguel (Vilafrancada e Abrilada). Morte de D. João VI / sucessão ao trono. Abdicação de D. Pedro em favor de sua filha. Outorga da Carta Constitucional.
O sistema político português (de acordo com a Constituição  de 1822)
O sistema político português (de acordo com a Carta Constitucional de 1826)
C. A Guerra Civil:  Proposta de casamento de D. Miguel com D. Maria e juramento da Carta. Regresso de D. Miguel e restabelecimento do Absolutismo. Convocação das cortes à maneira tradicional. Reorganização do Estado e perseguição aos liberais. Fuga dos liberais para a Terceira, formando o núcleo de resistência. Regresso de D. Pedro à Terceira e desembarque no Mindelo (Porto). Reorganização do exército liberal e regência de D. Pedro em Portugal. Lutas liberais absolutistas (D. Pedro / D. Miguel). Exílio de D. Miguel / morte de D. Pedro.  Entrega do trono a D. Maria II.
D. Consequências:  Constituição Liberal Portuguesa Independência do Brasil Triunfo do liberalismo em Portugal.

Revoluções Liberais

  • 1.
  • 2.
    Nos Estados Unidos,em França e, mais tarde, em Portugal, sugiram novos regimes políticos inspirados nos ideais iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade entre todos os homens.
  • 3.
    A REVOLUÇÃO AMERICANA A. CAUSAS: Sobrecarga fiscal. Descontentamento das colónias face à política de exclusivo colonial com a Metrópole (Inglaterra). Falta de representatividade no Parlamento inglês. Lançamento de novos impostos sobre o papel selado, o açúcar e o chá. B. A REVOLUÇÃO: O “Boston Tea Party” em 1773 marca o início da revolução. Reunião no Congresso de Filadélfia em 1774, onde são exigidas as mesmas liberdades e direitos, bem como o fim da exclusividade colonial. Formação de um exército liderado por George Washington . Aprovação da Declaração de Independência (1776). Batalhas com os ingleses. Vitória de Yorktown (1781) e reconhecimento da independência (Tratado de Versalhes – 1783).
  • 4.
    C. CONSEQUÊNCIAS: Fim da dependência inglesa. Formação da primeira república democrática. Aprovação da primeira Constituição liberal (1787), que definia como princípios: - a garantia dos direitos e liberdades dos cidadãos, - a soberania da nação, - a separação entre a Igreja e o Estado, - a separação tripartida de poderes. Agora, o poder legislativo estava nas mãos de do Congresso, do Senado e da Câmara de Representantes (com um número proporcional ao da população). O poder Judicial cabia aos tribunais (comuns e Supremo Tribunal, nomeado pelo chefe de estado). O poder Executivo encontrava-se nas mãos do Presidente, eleito a partir de um colégio eleitoral escolhido pela população. Na prática, esta organização política era a mais clara aplicação dos ideais liberais.
  • 5.
  • 6.
    A REVOLUÇÃO FRANCESA A. CAUSAS: Sobrecarga fiscal e finanças deficitárias (despesas superiores às receitas, influência das guerras com a Inglaterra). Agricultura improdutiva, arcaica e atrasada (fome e aumento de preços). Má distribuição da propriedade (sistema quase feudal). Indústria inexistente (produção de autoconsumo e grande desemprego). Inexistência de vias de comunicação, logo, fraco comércio interno e inexistência de comércio externo. Sistema social desigual.
  • 7.
    B. A REVOLUÇÃO:Convocação dos Estados Gerais para a deliberação de alargamento da carga fiscal às terras até aí isentas (as do Clero e da Nobreza) e consequente recusa em aceitar esta imposição por parte das ditas ordens. Reunião na Sala do Jogo da Pela (Burguesia, Povo e alguns membros do Baixo Clero e da Baixa Nobreza formam a Assembleia Nacional Constituinte ) e elaboração de uma Constituição que seguia os princípios da filosofia das Luzes, embora na prática tivesse uma base censitária. Esta assembleia tomou como medidas imediatas a abolição do sistema feudal; a aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – 1789 – e a nacionalização dos bens do Clero.
  • 8.
    A Revolução –continuação: Juramento da Constituição pelo Rei e legitimação do voto por cabeça. Tomada da Bastilha. Pedido de auxílio por parte do Rei Luís XVI a monarquias externas. Prisão, condenação e, posteriormente, morte do Rei Luís XVI e da Rainha Maria Antonieta .
  • 9.
    A Revolução –continuação: Eleição da Convenção em 1792. Fim da Monarquia e proclamação da República. Instituição da Ditadura e regime de Terror (durante o qual os Jacobinos, extremistas que pretendiam implantar a República tomaram o poder. Destes destacam-se Robespierre, Danton e Marat). Formação do Directório (1795): o poder é entregue a cinco directores e funcionava junto de duas Câmaras (que discutiam as leis vindas do Directório). Instabilidade política, dificuldades económicas e ameaças externas (ex. Prússia). Aprovada a Constituição de 1799, na qual o poder ficava centrado nas mãos de três cônsules. A totalidade do poder estava na mão do 1º cônsul (Napoleão).
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  • 11.
    Ascensão e quedade Napoleão: campanhas vitoriosas no Egipto e posteriores nomeações como Cônsul Menor, 1º Cônsul e Cônsul Vitalício; campanhas na Europa e auto-proclamação como Imperador : concentrou todos os poderes nas suas mãos; iniciou reformas administrativas, e uma política expansionista por toda a Europa . guerra contra os ingleses e campanhas fracassadas em Portugal e, fundamentalmente, na Rússia; após a prisão na Ilha de Elba, regressa para o “governo dos 100 dias”. Na Batalha de Waterloo é definitivamente derrotado; condenado ao exílio, acaba por morrer em Santa Helena.
  • 12.
    C. CONSEQUÊNCIAS: Modificações na sociedade: - abolição de privilégios da Nobreza e Clero; - ascensão social da Burguesia; - a nova Nobreza pertence à família do Imperador. Alterações no Direito – Código Civil (1804). Liberdade no comércio, com reduzido controlo do Estado, sem monopólio. Mudança de regime: de Monarquia Absolutista a Monarquia constitucional; abolição da monarquia (morte do rei) e passagem para a Convenção; nomeação do Directório e Consulado (morte de Robespierre). Com Napoleão, a França passa a Império. Mensagem universal de liberdade e igualdade que originou vários movimentos autonomistas e liberais.
  • 13.
    A REVOLUÇÃO PORTUGUESA A. CAUSAS: Revolução Francesa. Invasões francesas e influência das ideias liberais transmitidas pelos soldados franceses. Fuga do rei para o Brasil e permanência nesse território muito para lá do necessário. Simpatia da causa liberal difundida pelos estrangeirados ou exilados políticos. Papel da Maçonaria / morte de Gomes Freire de Andrade. Governo de um inglês / descontentamento geral. Abertura do Brasil aos países estrangeiros provocando a ruína do comércio e dos comerciantes portugueses. Desvio dos impostos para a nova capital - no reino do Brasil. A Contestação à manutenção do Absolutismo.
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    B. A Revolução: Revolução liberal no Porto (1820). Formação das Cortes Constituintes. Elaboração da Constituição de 1822. Regresso de D. João VI a Portugal. Golpes falhados de D. Miguel (Vilafrancada e Abrilada). Morte de D. João VI / sucessão ao trono. Abdicação de D. Pedro em favor de sua filha. Outorga da Carta Constitucional.
  • 15.
    O sistema políticoportuguês (de acordo com a Constituição de 1822)
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    O sistema políticoportuguês (de acordo com a Carta Constitucional de 1826)
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    C. A GuerraCivil: Proposta de casamento de D. Miguel com D. Maria e juramento da Carta. Regresso de D. Miguel e restabelecimento do Absolutismo. Convocação das cortes à maneira tradicional. Reorganização do Estado e perseguição aos liberais. Fuga dos liberais para a Terceira, formando o núcleo de resistência. Regresso de D. Pedro à Terceira e desembarque no Mindelo (Porto). Reorganização do exército liberal e regência de D. Pedro em Portugal. Lutas liberais absolutistas (D. Pedro / D. Miguel). Exílio de D. Miguel / morte de D. Pedro. Entrega do trono a D. Maria II.
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    D. Consequências: Constituição Liberal Portuguesa Independência do Brasil Triunfo do liberalismo em Portugal.