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Brasil Imperial
      1822-1889




  Professora: Viviane Ribeiro
E-mail: vivi01sr@yahoo.com.br
   vivihistoria.blogspot.com
Foi dividido em três períodos:

   Primeiro Reinado:
       1822 – 1831
 Período das Regências:
       1831 – 1840
Segundo Reinado: 1840-
          1889
Vinda da Família Real para o Brasil
No ano de 1808, ainda no
   período colonial, o rei
português D. João, mudou-se
para o Brasil com toda a sua
           corte.

                               O motivo era que na Europa
                                estavam acontecendo muitos
                               conflitos, então, para fugir da
                                 invasão dos franceses, o rei
                                 português veio para o Brasil
                               que era sua colônia com cerca
                                     de 15 mil pessoas.

                               Saíram de Portugal meio ás
                                       escondidas.
Próximo ao litoral brasileiro
      as embarcações se
    dispersaram, algumas
   aportaram em Salvador,
     no caso a do príncipe
    regente em janeiro de
     1808 e outras no RJ.


                                 Em março, D. João
                                transferiu-se para o RJ,
                                onde foi recebido com
                                   uma grande festa,
                                    preparada pelos
                                 funcionários do reino
                                 que haviam chegado
                                         antes.
Esta vinda da corte para o
     Brasil trouxe alguns
 transtornos á população do
               RJ.

Houve uma dificuldade em
acomodar as 15 mil pessoas
     que chegaram.

 Então foi dada a ordem de
 despejo aos moradores das
 melhores residências do RJ.

Afixando-se nas portas a sigla
   P . R , que deveria dizer:
      Príncipe Regente, a
  população revoltada lia-a
 dessa maneira: Ponha-se na
   Rua ou prédio roubado!
Muitas foram as mudanças na cidade
do Rio de Janeiro para acomodar da
melhor maneira a Corte Portuguesa.
A vinda da família
     real trouxe
 mudanças na vida
cultural da colônia.
Entre elas destacam-se:


•   Criação de vários cursos no RJ
    e BA como a fundação da
    Escola Real de Ciências, Artes
    e Ofícios.

•   Fundação do Museu Nacional,
    Observatório Astronômico e
    Biblioteca Real.

•   Criação da Imprensa Régia.

•   Promoção da vinda ao Brasil
    da Missão Artística Francesa.
Nessa época, existia o Pacto
  Colonial, onde o Brasil só podia
    fazer comércio com Portugal,
  mas ao chegar D. João decretou
  a abertura dos Portos ás Nações
         Amigas (Inglaterra).

Logo, o Brasil foi declarado Reino
  Unido a Portugal e Algarves, isso
         ocorreu em 1815.

Mas desde que D. João veio para o
   Brasil com sua corte, Portugal
  enfrentou vários problemas e os
    portugueses queriam que D.
    João voltasse para governar
             Portugal.

  Foi o que aconteceu em 1821.
Mas antes de ir embora, D.João
   deixou seu filho D. Pedro que
    tinha apenas 21 anos como
   príncipe regente do Reino do
               Brasil.

 Ele tinha a importante missão de
   não deixar o Brasil se separar de
               Portugal.

    Mas era difícil pois muitos
     brasileiros queriam o Brasil
     independente de Portugal.

Vendo que a independência estava
     próxima, D. João pediu que o
  filho voltasse para Portugal, mas
          ele não quis saber.

  Em 9 de janeiro de 1822, ficou
   conhecido como o Dia do Fico.
E em 7 de setembro de 1822,
      D. Pedro declarou ás
     margens do riacho do
  Ipiranga que o Brasil estava
       liberto de Portugal.

Mas as coisas não mudaram
 muito, o Brasil ainda estava
 sendo administrado pelos
        portugueses.

A escravidão ainda existia e
 continuou até quase o final
          do Império
.
O Brasil continuou com o sistema de governo conhecido
como Monarquia, enquanto outros países da América já
            eram repúblicas independentes.
Quando o Brasil se tornou um
         Império?
               Após a independência D. Pedro foi
                  aclamado imperador no dia 12
                 de outubro de 1822, e recebeu o
                        título de D. Pedro I.

                 A partir daí começa o período
                    conhecido como Primeiro
                  Reinado que durou de 1831 á
                               1840.

               O Brasil independente passou a ser
                  governado por D. Pedro com um
                  regime chamado de monarquia.

                Para que D. Pedro governasse o
                  Brasil de forma organizada era
                          preciso criar leis.
Para elaborar estas
leis, os deputados,
 reuniram –se em
maio de 1823 para
    formar uma
     Assembleia
 Constituinte, que
 tinha a função de
escrever e aprovar
     a primeira
    Constituição.
O que é a Constituição?

É a lei maior que rege todos os
deveres e direitos dos cidadãos
          brasileiros.

No projeto da Constituição, os
 deputados queriam reduzir o
poder do imperador, o que não
    deixou D. Pedro feliz.

  Em resposta a isso, D. Pedro
mandou fechar esta Assembleia
e até prender alguns deputados.

   Então, em 25 de março de
   1824, D. Pedro outorgava a
primeira Constituição brasileira.
A Constituição estipulava que:
               • Governo seria uma
                 monarquia hereditária,
                 constitucional e
                 representativa;

               • Voto censitário, havia uma
                 exigência de certa renda
                 pessoal para ser eleitor ou
                 eleito;

               • Somente homens livres,
                 acima de 25 anos,
                 alfabetizado participavam
                 do processo eleitoral;
• Voto oral e descoberto;

• Divisão do Brasil em
  províncias, governadas
  por presidentes
  nomeados pelo
  imperador.

• Religião oficial era a
  católica;
Poder dividido em três poderes:
Executivo – exercido pelo
 imperador e ministros e tinham a
 função de executar as leis.

Legislativo – exercido pelos
 deputados e senadores e tinham
 a função de fazer as leis.

 Judiciário – exercido pelos juízes
 e tinham como função fiscalizar
 o cumprimento das leis.

 Moderador – exercido somente
 pelo imperador, onde ele tinha o
 poder de tomar decisões.
Algumas províncias do Nordeste,
   lideradas por Pernambuco, se
  rebelaram no que deu origem a
    conhecida Confederação do
  Equador e no Sul foi a Guerra da
             Cisplatina.

Mas em 7 de abril de 1831, depois
   de uma grande manifestação
     popular no Rio de Janeiro,
 ocorria a abdicação de D. Pedro I
 e o trono brasileiro passava a seu
   filho de cinco anos, Pedro de
             Alcântara.

 Como D. Pedro de Alcântara era
  menor de idade, de acordo com
  a constituição brasileira, o trono
     passou a ser ocupado por
    regentes, os quais deveriam
   governar até que o imperador
       completasse 18 anos.
Grupos políticos no Período Regencial

Logo após a saída de D.
   Pedro I do Brasil, a
  camada dominante,
     que participava
     ativamente do
 processo de abdicação,
      dividiu-se em
    diferentes grupos
        políticos:
• Liberais Moderados: também
  conhecidos como chimangos.

    Defendiam a ordem social e
     jurídica estabelecida pela
            Constituição.

• Liberais Exaltados ou
  Farroupilhas: Defendiam a
  federação, isto é, a efetiva
  autonomia das províncias, e
  as liberdades individuais.

• Restauradores: também
  chamados de caramurus.

Lutavam pela volta de D. Pedro I
     ao governo do Brasil. Este
   grupo desapareceu em 1834,
     com a morte do monarca.
Rebeliões no Período das Regências

 Durante o período
  regencial, diversas
rebeliões contestaram
a forma autoritária do
   governo central.

 As rebeliões foram
     diferentes aos
 objetivos propostos,
  podemos destacar:
• Cabanagem: 1835-1840
Também conhecida como
    Revolta dos Cabanos,
     aconteceu no Pará,
   teve uma participação
     maciça de negros,
   índios e mestiços que
       trabalhavam na
    extração de produtos
   da floresta e moravam
  em cabanas á beira dos
             rios.
• Revolta dos Malês: 1835
 Levante de escravos e ex-
       escravos negros
   organizado pelos Malês,
   como eram conhecidos
  os africanos de formação
  muçulmana, que falavam
      e escreviam árabe.

  Planejavam libertar os
   escravos de Salvador e,
     posteriormente do
     Recôncavo Baiano.
• Guerra dos Farrapos:
      1835-1845

 Foi a mais longa revolta do
      Período Regencial,
  aconteceu no RS, também
   chamada de Revolução
         Farroupilha.

O movimento foi provocado
    pelo descontentamento
  dos donos das fazendas de
   criação, charqueadores e
      exportadores, com a
       política do governo
  imperial, que diminuiu os
        impostos sobre a
    importação do charque
            uruguaio.
• Balaiada: 1838-1840.

  Revolução de caráter
  popular que aconteceu
  no MA, teve como líder
    Manoel dos Anjos
  Ferreira, fabricante de
          balaios.
• Sabinada: 1837-1838

 Movimento liderado pelo
  médico Francisco Sabino
    da Rocha Vieira, na
      BA, que em seu
     jornal, criticava o
  governo dos regentes e o
       presidente da
  província, convocando o
   povo a separar a Bahia
     de todo o Brasil e
  organizar uma república
        com caráter
      provisório, até a
   maioridade de D. Pedro
       de Alcântara.
Já o Segundo Reinado, iniciou-se
    no dia 23 de julho de 1840 e
    foi governado por D. Pedro II
     após um golpe, chamado de
     Golpe da Maioridade que o
    nomeou imperador do Brasil
   com apenas 14 anos de idade.


 D. Pedro II era interessado por
    ciência, pelos estudos e pelo
     que era moderno para sua
    época. Foi ele que após uma
    visita em uma feira nos EUA
        trouxe para o Brasil a
   invenção que mudaria a vida
     de todo mundo: o telefone,
  que foi inventado por Granhm
                 Bell.
As madames vestiam roupas da
         moda francesa.

Da França vinham além das roupas,
      tecidos, papéis de parede,
            porcelana, etc.

Em seus passeios eram carregadas
   em cadeirinhas de arruar, que
   eram carregadas por escravos.
                                    Mais tarde, veio o tílburi, que era
                                      um carro com duas rodas e dois
                                     assentos, capota e carregado por
                                               um só animal.

                                    Depois veio o Cabriolé, que era um
                                        tipo de carruagem pequena e
                                      leve, com capota móvel, também
                                        puxada por um único animal.
Na hora de dormir as
    mulheres usavam
    toucas para não
      desmanchar o
     penteado, seus
     costumes eram
    completamente
 diferentes dos nossos.

Foi nessa época, que
surgiu na cidade de São
  Paulo, os barões do
 café, que construíram
   seus palacetes na
  movimentada atual
   Avenida Paulista.
Falando em café... você conhece sua
              origem?
No inicio o café servia apenas
  como planta ornamental,
  depois foi responsável pela
  formação de uma nova
  elite econômica.

Originário da Abssínia foi
  trazido no século XVIII
  pelos franceses para a
  Guiana Francesa e, em
  1727, introduzido no Brasil
  nas regiões próximas a
  Belém do Pará.
Em 1761, João Alberto Castelo
     Branco levou algumas
  sementes para o RJ, onde o
    produto se desenvolveu
     graças a mão-de-obra
   abundante, facilidade de
   transporte e proximidade
           do porto.

Com todos esses recursos aos
  poucos o Brasil se tornou o
  maior produtor mundial de
            café.

Os maiores consumidores do
    café brasileiro eram os
         americanos.
O Trabalho e a economia no Brasil
               Imperial
 Com o fim do ciclo do ouro, a
     agricultura volta a ser
     importante no Brasil.

  Houve a volta do cultivo do
    açúcar, além do cultivo do
   arroz, do algodão, cacau e o
               café.

Todos estes produtos tinham um
        destino o exterior.

De todos os produtos cultivados
   o que dava mais lucro era o
              café.
A mão-de-obra utilizada nas
  lavouras era dos escravos
   africanos, mas isso não
     durou muito tempo.

Em 1850, já se iniciava uma
  lenta tentativa de acabar
    com a escravidão, por
      meio do tráfico de
   escravos (Lei Eusébio de
   Queiroz) e isso, fez com
      que o preço de um
   escravo ficasse cada vez
          mais caro.
Os primeiros pés de café
 foram cultivados ainda
 quando a mão-de-obra
    no Brasil ainda era
         escrava.

Mas o que aconteceu após
        a abolição?

 A solução encontrada foi
      trazer imigrantes
  europeus para substituir
     a mão-de-obra dos
          africanos.
Essa mudança foi bastante
        difícil, mas os
    cafeicultores viram no
     trabalho assalariado
      vantagens, pois os
        trabalhadores
   trabalhavam primeiro e
  depois recebiam, já com
  o escravo o investimento
      acontecia antes da
          produção.

Mesmo assim, o governo
   não tomava novas
medidas para a abolição.
O império tentou amenizar a
   pressão interna e externa,
    assinando duas leis: a Lei
   do Ventre Livre (1871) e a
   Lei do Saxagenário (1885).

O império sentia ainda duras
   investidas, principalmente
  internas, para a abolição da
          escravatura.

Então, a filha do imperador e
  herdeira do trono, Princesa
   Isabel, assinou em 13 de
  maio de 1888, a Lei Áurea,
    que colocava um fim na
      escravidão do Brasil
        definitivamente.
Mas esta mudança aconteceu
     muito lentamente, os
 imigrantes que vieram eram
 italianos e alemães e houve
  muita divergência até que
 trabalhadores e fazendeiros
    se ajustassem e o Brasil
  começasse a ganhar com a
          cafeicultura.


                               Os barões do café dominavam a
                                    política, mas para poder
                                   serem chamados de barões
                                      eles pagavam taxas e
                                  impostos que sustentavam o
                                       império brasileiro.
A Modernização
Parte do dinheiro obtido com a
  venda do café foi aplicada na
    industrialização do Brasil.

    As cidades que mais se
  destacaram foram: RJ, Recife,
      Salvador, Belém, SP.

Um dos pioneiros na história da
    indústria no Brasil foi o
  empresário Barão de Mauá.

 Até as primeiras décadas do
 século XX, o RJ era o principal
     pólo industrial do país.
Crises do Império
  A crise do império foi
        resultado das
       transformações
 processadas na economia e
 na sociedade e foi marcada
 por uma série de questões
   que desembocaram na
 Proclamação da República.

O regime monárquico estava
     acabando; os ventos
   republicanos já sopravam
        no horizonte.
Foi no II Reinado que
 aconteceu a Guerra do
  Paraguai, uma guerra
      que envolvia:
   Brasil, Argentina e
    Uruguai contra o
      Paraguai, por
  questões territoriais.

Mas o Brasil tinha uma
    marinha muito
 poderosa e derrotou o
  Paraguai na famosa
 Batalha do Riachuelo
  em junho de 1865.
Fim do Império e Proclamação da
             República.
 Cientes desse problema, os
     republicanos viram-se
    obrigados a apelar para a
  força, e em 15 de novembro
 de 1889, o marechal Deodoro
     da Fonseca proclama a
            república.

D.Pedro II foi deposto do trono
     brasileiro e obrigado a
  embarcar para a Europa com
  toda sua família no dia 17 de
  novembro de 1889, na calada
   da noite, a fim de não gerar
      uma revolta popular.
O novo governo era organizado
                                           pelos grupos sociais que
                                          promoveram a república;
                                           militares, cafeicultores e
                                        profissionais liberais que fora
                                          liderados por Deodoro da
                                         Fonseca, que deixara de ser
                                          monarquista somente nas
                                       vésperas do golpe republicano.




O país mudava a forma de governo
    sem revolucionar a sociedade:
   trocava de bandeira, separava a
   igreja do Estado, fazia uma nova
    constituição, tudo no clima de
                ordem.

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Brasil imperial

  • 1. Brasil Imperial 1822-1889 Professora: Viviane Ribeiro E-mail: vivi01sr@yahoo.com.br vivihistoria.blogspot.com
  • 2. Foi dividido em três períodos: Primeiro Reinado: 1822 – 1831 Período das Regências: 1831 – 1840 Segundo Reinado: 1840- 1889
  • 3. Vinda da Família Real para o Brasil No ano de 1808, ainda no período colonial, o rei português D. João, mudou-se para o Brasil com toda a sua corte. O motivo era que na Europa estavam acontecendo muitos conflitos, então, para fugir da invasão dos franceses, o rei português veio para o Brasil que era sua colônia com cerca de 15 mil pessoas. Saíram de Portugal meio ás escondidas.
  • 4. Próximo ao litoral brasileiro as embarcações se dispersaram, algumas aportaram em Salvador, no caso a do príncipe regente em janeiro de 1808 e outras no RJ. Em março, D. João transferiu-se para o RJ, onde foi recebido com uma grande festa, preparada pelos funcionários do reino que haviam chegado antes.
  • 5. Esta vinda da corte para o Brasil trouxe alguns transtornos á população do RJ. Houve uma dificuldade em acomodar as 15 mil pessoas que chegaram. Então foi dada a ordem de despejo aos moradores das melhores residências do RJ. Afixando-se nas portas a sigla P . R , que deveria dizer: Príncipe Regente, a população revoltada lia-a dessa maneira: Ponha-se na Rua ou prédio roubado!
  • 6. Muitas foram as mudanças na cidade do Rio de Janeiro para acomodar da melhor maneira a Corte Portuguesa.
  • 7. A vinda da família real trouxe mudanças na vida cultural da colônia.
  • 8. Entre elas destacam-se: • Criação de vários cursos no RJ e BA como a fundação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. • Fundação do Museu Nacional, Observatório Astronômico e Biblioteca Real. • Criação da Imprensa Régia. • Promoção da vinda ao Brasil da Missão Artística Francesa.
  • 9. Nessa época, existia o Pacto Colonial, onde o Brasil só podia fazer comércio com Portugal, mas ao chegar D. João decretou a abertura dos Portos ás Nações Amigas (Inglaterra). Logo, o Brasil foi declarado Reino Unido a Portugal e Algarves, isso ocorreu em 1815. Mas desde que D. João veio para o Brasil com sua corte, Portugal enfrentou vários problemas e os portugueses queriam que D. João voltasse para governar Portugal. Foi o que aconteceu em 1821.
  • 10. Mas antes de ir embora, D.João deixou seu filho D. Pedro que tinha apenas 21 anos como príncipe regente do Reino do Brasil. Ele tinha a importante missão de não deixar o Brasil se separar de Portugal. Mas era difícil pois muitos brasileiros queriam o Brasil independente de Portugal. Vendo que a independência estava próxima, D. João pediu que o filho voltasse para Portugal, mas ele não quis saber. Em 9 de janeiro de 1822, ficou conhecido como o Dia do Fico.
  • 11. E em 7 de setembro de 1822, D. Pedro declarou ás margens do riacho do Ipiranga que o Brasil estava liberto de Portugal. Mas as coisas não mudaram muito, o Brasil ainda estava sendo administrado pelos portugueses. A escravidão ainda existia e continuou até quase o final do Império
  • 12. . O Brasil continuou com o sistema de governo conhecido como Monarquia, enquanto outros países da América já eram repúblicas independentes.
  • 13. Quando o Brasil se tornou um Império? Após a independência D. Pedro foi aclamado imperador no dia 12 de outubro de 1822, e recebeu o título de D. Pedro I. A partir daí começa o período conhecido como Primeiro Reinado que durou de 1831 á 1840. O Brasil independente passou a ser governado por D. Pedro com um regime chamado de monarquia. Para que D. Pedro governasse o Brasil de forma organizada era preciso criar leis.
  • 14. Para elaborar estas leis, os deputados, reuniram –se em maio de 1823 para formar uma Assembleia Constituinte, que tinha a função de escrever e aprovar a primeira Constituição.
  • 15. O que é a Constituição? É a lei maior que rege todos os deveres e direitos dos cidadãos brasileiros. No projeto da Constituição, os deputados queriam reduzir o poder do imperador, o que não deixou D. Pedro feliz. Em resposta a isso, D. Pedro mandou fechar esta Assembleia e até prender alguns deputados. Então, em 25 de março de 1824, D. Pedro outorgava a primeira Constituição brasileira.
  • 16. A Constituição estipulava que: • Governo seria uma monarquia hereditária, constitucional e representativa; • Voto censitário, havia uma exigência de certa renda pessoal para ser eleitor ou eleito; • Somente homens livres, acima de 25 anos, alfabetizado participavam do processo eleitoral;
  • 17. • Voto oral e descoberto; • Divisão do Brasil em províncias, governadas por presidentes nomeados pelo imperador. • Religião oficial era a católica;
  • 18. Poder dividido em três poderes: Executivo – exercido pelo imperador e ministros e tinham a função de executar as leis. Legislativo – exercido pelos deputados e senadores e tinham a função de fazer as leis. Judiciário – exercido pelos juízes e tinham como função fiscalizar o cumprimento das leis. Moderador – exercido somente pelo imperador, onde ele tinha o poder de tomar decisões.
  • 19. Algumas províncias do Nordeste, lideradas por Pernambuco, se rebelaram no que deu origem a conhecida Confederação do Equador e no Sul foi a Guerra da Cisplatina. Mas em 7 de abril de 1831, depois de uma grande manifestação popular no Rio de Janeiro, ocorria a abdicação de D. Pedro I e o trono brasileiro passava a seu filho de cinco anos, Pedro de Alcântara. Como D. Pedro de Alcântara era menor de idade, de acordo com a constituição brasileira, o trono passou a ser ocupado por regentes, os quais deveriam governar até que o imperador completasse 18 anos.
  • 20. Grupos políticos no Período Regencial Logo após a saída de D. Pedro I do Brasil, a camada dominante, que participava ativamente do processo de abdicação, dividiu-se em diferentes grupos políticos:
  • 21. • Liberais Moderados: também conhecidos como chimangos. Defendiam a ordem social e jurídica estabelecida pela Constituição. • Liberais Exaltados ou Farroupilhas: Defendiam a federação, isto é, a efetiva autonomia das províncias, e as liberdades individuais. • Restauradores: também chamados de caramurus. Lutavam pela volta de D. Pedro I ao governo do Brasil. Este grupo desapareceu em 1834, com a morte do monarca.
  • 22. Rebeliões no Período das Regências Durante o período regencial, diversas rebeliões contestaram a forma autoritária do governo central. As rebeliões foram diferentes aos objetivos propostos, podemos destacar:
  • 23. • Cabanagem: 1835-1840 Também conhecida como Revolta dos Cabanos, aconteceu no Pará, teve uma participação maciça de negros, índios e mestiços que trabalhavam na extração de produtos da floresta e moravam em cabanas á beira dos rios.
  • 24. • Revolta dos Malês: 1835 Levante de escravos e ex- escravos negros organizado pelos Malês, como eram conhecidos os africanos de formação muçulmana, que falavam e escreviam árabe. Planejavam libertar os escravos de Salvador e, posteriormente do Recôncavo Baiano.
  • 25. • Guerra dos Farrapos: 1835-1845 Foi a mais longa revolta do Período Regencial, aconteceu no RS, também chamada de Revolução Farroupilha. O movimento foi provocado pelo descontentamento dos donos das fazendas de criação, charqueadores e exportadores, com a política do governo imperial, que diminuiu os impostos sobre a importação do charque uruguaio.
  • 26. • Balaiada: 1838-1840. Revolução de caráter popular que aconteceu no MA, teve como líder Manoel dos Anjos Ferreira, fabricante de balaios.
  • 27. • Sabinada: 1837-1838 Movimento liderado pelo médico Francisco Sabino da Rocha Vieira, na BA, que em seu jornal, criticava o governo dos regentes e o presidente da província, convocando o povo a separar a Bahia de todo o Brasil e organizar uma república com caráter provisório, até a maioridade de D. Pedro de Alcântara.
  • 28. Já o Segundo Reinado, iniciou-se no dia 23 de julho de 1840 e foi governado por D. Pedro II após um golpe, chamado de Golpe da Maioridade que o nomeou imperador do Brasil com apenas 14 anos de idade. D. Pedro II era interessado por ciência, pelos estudos e pelo que era moderno para sua época. Foi ele que após uma visita em uma feira nos EUA trouxe para o Brasil a invenção que mudaria a vida de todo mundo: o telefone, que foi inventado por Granhm Bell.
  • 29. As madames vestiam roupas da moda francesa. Da França vinham além das roupas, tecidos, papéis de parede, porcelana, etc. Em seus passeios eram carregadas em cadeirinhas de arruar, que eram carregadas por escravos. Mais tarde, veio o tílburi, que era um carro com duas rodas e dois assentos, capota e carregado por um só animal. Depois veio o Cabriolé, que era um tipo de carruagem pequena e leve, com capota móvel, também puxada por um único animal.
  • 30. Na hora de dormir as mulheres usavam toucas para não desmanchar o penteado, seus costumes eram completamente diferentes dos nossos. Foi nessa época, que surgiu na cidade de São Paulo, os barões do café, que construíram seus palacetes na movimentada atual Avenida Paulista.
  • 31. Falando em café... você conhece sua origem? No inicio o café servia apenas como planta ornamental, depois foi responsável pela formação de uma nova elite econômica. Originário da Abssínia foi trazido no século XVIII pelos franceses para a Guiana Francesa e, em 1727, introduzido no Brasil nas regiões próximas a Belém do Pará.
  • 32. Em 1761, João Alberto Castelo Branco levou algumas sementes para o RJ, onde o produto se desenvolveu graças a mão-de-obra abundante, facilidade de transporte e proximidade do porto. Com todos esses recursos aos poucos o Brasil se tornou o maior produtor mundial de café. Os maiores consumidores do café brasileiro eram os americanos.
  • 33. O Trabalho e a economia no Brasil Imperial Com o fim do ciclo do ouro, a agricultura volta a ser importante no Brasil. Houve a volta do cultivo do açúcar, além do cultivo do arroz, do algodão, cacau e o café. Todos estes produtos tinham um destino o exterior. De todos os produtos cultivados o que dava mais lucro era o café.
  • 34. A mão-de-obra utilizada nas lavouras era dos escravos africanos, mas isso não durou muito tempo. Em 1850, já se iniciava uma lenta tentativa de acabar com a escravidão, por meio do tráfico de escravos (Lei Eusébio de Queiroz) e isso, fez com que o preço de um escravo ficasse cada vez mais caro.
  • 35. Os primeiros pés de café foram cultivados ainda quando a mão-de-obra no Brasil ainda era escrava. Mas o que aconteceu após a abolição? A solução encontrada foi trazer imigrantes europeus para substituir a mão-de-obra dos africanos.
  • 36. Essa mudança foi bastante difícil, mas os cafeicultores viram no trabalho assalariado vantagens, pois os trabalhadores trabalhavam primeiro e depois recebiam, já com o escravo o investimento acontecia antes da produção. Mesmo assim, o governo não tomava novas medidas para a abolição.
  • 37. O império tentou amenizar a pressão interna e externa, assinando duas leis: a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei do Saxagenário (1885). O império sentia ainda duras investidas, principalmente internas, para a abolição da escravatura. Então, a filha do imperador e herdeira do trono, Princesa Isabel, assinou em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea, que colocava um fim na escravidão do Brasil definitivamente.
  • 38. Mas esta mudança aconteceu muito lentamente, os imigrantes que vieram eram italianos e alemães e houve muita divergência até que trabalhadores e fazendeiros se ajustassem e o Brasil começasse a ganhar com a cafeicultura. Os barões do café dominavam a política, mas para poder serem chamados de barões eles pagavam taxas e impostos que sustentavam o império brasileiro.
  • 39. A Modernização Parte do dinheiro obtido com a venda do café foi aplicada na industrialização do Brasil. As cidades que mais se destacaram foram: RJ, Recife, Salvador, Belém, SP. Um dos pioneiros na história da indústria no Brasil foi o empresário Barão de Mauá. Até as primeiras décadas do século XX, o RJ era o principal pólo industrial do país.
  • 40. Crises do Império A crise do império foi resultado das transformações processadas na economia e na sociedade e foi marcada por uma série de questões que desembocaram na Proclamação da República. O regime monárquico estava acabando; os ventos republicanos já sopravam no horizonte.
  • 41. Foi no II Reinado que aconteceu a Guerra do Paraguai, uma guerra que envolvia: Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, por questões territoriais. Mas o Brasil tinha uma marinha muito poderosa e derrotou o Paraguai na famosa Batalha do Riachuelo em junho de 1865.
  • 42. Fim do Império e Proclamação da República. Cientes desse problema, os republicanos viram-se obrigados a apelar para a força, e em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca proclama a república. D.Pedro II foi deposto do trono brasileiro e obrigado a embarcar para a Europa com toda sua família no dia 17 de novembro de 1889, na calada da noite, a fim de não gerar uma revolta popular.
  • 43. O novo governo era organizado pelos grupos sociais que promoveram a república; militares, cafeicultores e profissionais liberais que fora liderados por Deodoro da Fonseca, que deixara de ser monarquista somente nas vésperas do golpe republicano. O país mudava a forma de governo sem revolucionar a sociedade: trocava de bandeira, separava a igreja do Estado, fazia uma nova constituição, tudo no clima de ordem.