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Custo Padrão e Custo Meta
Universidade Federal do Espírito Santo
Graduação em Engenharia de Produção
Disciplina: Custos Industriais
Lucas Volpini Cinelli
Luísa Sousa Cola
Pedro Henrique Favero
Raphaela Ronchi
Túlio Mazzei
Vitor de Oliveira Rodrigues
Vitória
Junho 2014
1
Custo Padrão - Histórico
• Surgiu da necessidade de antecipação da informação de
custos dos produtos para tomada de decisão;
• Grande necessidade de se encontrar uma forma de
diminuir o desperdício durante o processo de produção.
2
Custo Padrão - Conceito
• Custo padrão-ideal:
• Considera 100% de eficiência (mão-de-obra, material, máquina);
• Parada apenas programada;
• Longo prazo;
• Quase impossível de ser alcançado.
• Custo padrão-corrente:
• Leva em conta as deficiências sabidamente existentes em termos
de qualidade de materiais, mão-de-obra, equipamentos;
• Meta de curto e médio prazo;
• Difícil de ser alcançado, mas não impossível.
• Custo Padrão-corrente X Custo Estimado
3
Custo Padrão - Objetivo
• Determinar uma base de comparação entre o que ocorreu e o
que deveria ter ocorrido.
• Analisar se está sendo feito o melhor uso da matéria prima; se
a mão de obra utilizada é adequada; se o tempo é razoável e o
produto apresenta qualidade, entre outros.
• Levantar a variação ocorrida entre o padrão e o real.
• Analisar a variação para determinar as causas que levaram aos
desvios tornando possível o acerto.
4
Custo Padrão - Metodologia
• Fixações físicas -> Engenheiro de produção
• Transformação dos padrões físicos em reais -> Contabilidade
de Custos.
• Baseado em quantidades físicas e valores.
• Padrão de materiais (kg de material e preço por kg)
• Padrão de mão-de-obra (valor/hora)
• Padrão de Custos indiretos de fabricação (energia elétrica, etc.)
5
• Custo-padrão de Materia-prima
Padrão de Quantidade
Quilos de material A por unidade de produto 1,10
Estimativa de perda no processo 0,04
Estimativa de refugos 0,01
Quantidade-padrão por unidade de produto 1,15
Padrão de Preço
Preço de compra sem impostos recuperáveis $ 20,70
(-) Custo financeiro de pagamento a prazo (2,70)
Preço de compra a vista 18,00
Frete e despesas de recebimento 2,00
Preço-padrão do Material A $ 20,00
Custo padrão = quantidade padrão x preço padrão
Custo padrão = (1,15 x 20,00) = $ 23,00 6
• Custo-padrão da Mão-de-Obra
Padrão de quantidade
Horas necessárias de mão-de-obra para montagem
completa de uma unidade do produto final 50
Paradas para manutenção e necessidades pessoais 7
Horas estimadas de retrabalhos de qualidade 3
Horas-padrão por unidade de produto 60 horas
Padrão de valor
Salário horário médio do setor de montagem $ 2,20
Encargos sociais legais 1,32
Benefícios espontâneos 0,29
Custo horário de mão-de-obra direta $3,81
• Custo padrão = (60 x 3,81) = $ 228,60
7
Características do Custo Padrão
• Predeterminado;
• Características tecnológicas do processo produtivo;
• Mensuração quantitativa e monetária;
• Meta a ser atingida;
• Tipicamente gerencial. 8
Três componentes
• Padrão de materiais;
• Padrão de mão de obra;
• Padrão de custos indiretos de fabricação (CIF);
VARIAÇÕES DOS TRÊS PADRÕES
9
Determinação do custo padrão
• Tempo padrão de fabricação, por produto, por centro de custo;
• Quantidade padrão e valor dos materiais, por produto;
• Orçamento de MDO e CIF;
• Distribuição dos custos de MDO e CIF por centro de custos;
• Estimativas de horas-homem de força de trabalho por centro de
custo.
10
Custo orçado Custo padrão
•Custo orçado procura identificar os custos
que deverão ocorrer no futuro;
•Custo padrão é uma meta de realização de
custo.
11
Utilidade do Custo-Padrão
•Elaboração de orçamentos;
•Avaliação de desempenhos e eficácia
operacional;
•Busca de melhorias contínuas;
•Gestão de Custos;
•Formação de preço de vendas.
12
CUSTO REAL X PADRÃO
Quantidade
Preço
Preço Real
Preço Padrão
Quantidade
Padrão
Quantidade
Real
Variação
de
Quantidade
Variação
Mista
Variação de
Preço
13
Variações REAL X PADRÃO
14
MATERIAL A
Quantidade = PP (QR - QP)Preço = QR (PR - PP)
Total = (PR * QR) - (QP * PR)
15
VARIAÇÃO DE MÃO DE OBRA
Eficiência = TP (HR - HP)Taxa = HR (TR - TP)
Mista = (TR*HR) - (TP*HP)
16
Custo Padrão - Vantagens
17
• Contabilização de estoques por
valores já fixados
• Efeito psicológico sobre o pessoal
• Ligação com o Orçamento global
• Cria a obrigação do registro e
controle das quantidades físicas de
fatores de produção
• Pode existir apenas para certos
produtos ou departamentos
• Pode haver implantação gradual por
produto, serviço ou setor
Custo Padrão - Desvantagens
18
• Adoção de alta carga de trabalho
• Exige um bom sistema de Custo
Real
• Não é um retrato fiel da realidade
da empresa
• Caso seja fixado o Padrão com o
conceito de Ideal, pode causar
espírito psicológico desfavorável
• Na primeira implantação, estará
sujeito a erros e imperfeições
Custo Padrão - Exemplo
19
Volume 8000 u
Matéria-prima 2000 kg 10.000,00R$
Mão-de-obra direta 880 h 8.800,00R$
PADRÃO
Físico Monetário
Volume 8500 u
Matéria-prima 2200 kg 9.500,00R$
Mão-de-obra direta 920 h 8.900,00R$
Físico Monetário
REAL
Nós, enquanto dentro de uma organização, desempenhando funções que
envolvem contabilidade, corremos o risco de pensar que;
20
P= L + C
P = Preço de venda
L = Lucro pretendido
C = Custo do produto
Sendo o custo do produto constante, o preço seria função apenas do lucro
pretendido, uma variável independente.
Na vida real, porém, salvo casos específicos como detenção de tecnologia única ou
monopólio, vemos que a função correta seria a seguinte;
21
L = P - C
Onde o lucro é dependente do preço de venda e do custo do produto.
 Na maioria das vezes o preço de venda é uma constante definida não pela
empresa, mas pelo mercado, podendo estar estipulado em contrato ou averiguado
por pesquisas e outros métodos.
22
Dessa forma, o lucro passar a ser unicamente dependente do custo do produto.
Se o lucro obtido nessas condições não é o desejado pela empresa, é necessário
um esforço coletivo para redução do custo ao valor que conferirá o almejado.
23
A esse custo é dado o nome de Custo Meta;
LPCM 
Em outras palavras, o custo meta é a resposta para a seguinte indagação;
24
Qual o custo máximo para atingir o retorno desejável?
Este valor engloba custos oriundos de todos os setores da empresa
25
- A fase de planejamento é o melhor momento para alteração na composição de
custos.
-Tal redução de custos é um processo que demanda integração entre todos os
elos da cadeia produtiva, sempre se atentando ao cliente e seus anseios.
-Por suas características, o custo meta passa a ser um método de gestão
estratégica da organização.
26
- A possibilidade do uso do custo meta na gestão estratégica é tido pelos
japoneses, seus inventores, como principal vantagem do seu emprego.
27
- O “genka kikatu” (nome original), foi criado pelos japoneses na década de 60
como parte da composição estratégica da reestruturação pós guerra.
- A gestão utilizando o custo como indicador e o custo meta como objetivo, foi
motivo para o sucesso da e até hoje é utilizado pela Toyota, dentre outras
empresas japonesas.
28
Segundo COGAN (1990, p105),
“Custeio-meta é um benefício real que leva a tomar uma quantidade de decisões
e de tentar uma quantidade de alternativas antes que se defronte com a
realidade de um mercado hostil.”
29
Segundo SAKURAI (1997, p54), o custeio meta permite:
1. Reduzir o custo, reduzindo os custos totais (incluindo custos de produção,
marketing e de usuário), mantendo, ao mesmo tempo, alta qualidade.
2. Planejar estrategicamente os lucros, formulando planos estratégicos de lucros
e integrando informação de marketing com fatores de engenharia e de
produção.
Em suma, permite que a empresa se integre, se planeje e se aprimore de
forma a ter produtos que confiram o retorno desejado.
30
Há a possibilidade do custo meta se tornar uma ‘obsessão’, tendo efeitos
negativos. ATKINSON et AL (2000, p683) cita os principais:
a) empresas pressionam os fornecedores/contratados, levando a ocorrências
de falhas;
b) funcionários de muitas empresas japonesas trabalhando dentro dos objetivos
propostos pelo custeio-meta, chegaram a altos níveis de stress devido a pressão
sofrida.
c) para a obtenção do custo-meta, muitas empresas tiveram um aumento no
tempo de desenvolvimento dos produtos, principalmente pela repetição dos
ciclos de engenharia de valor, proporcionado aumento no tempo e redução
mínima no custo do produto
31
Além disso, tem aplicação dificultada após linha de produção instalada.
32
Segundo HORNGREEN et AL, (2004, p. 390-31), partindo do desenvolvimento:
1ª) desenvolver um produto que atenda as necessidades dos clientes;
2ª) escolher um preço-meta, que deve se basear no valor que os
clientes estejam
dispostos a pagar;
3ª) Calcular o custo-meta, pela diferença entre o preço de venda-meta e
o lucro-meta
unitário; e
4ª) utilizar a engenharia de valor, buscando reduzir os custos e ao
mesmo tempo
satisfazer as necessidades dos clientes.”
33
Vale lembrar que o custo meta não é um método de custeio em si, motivo
pelo qual deve ser apoiado por um.
34
Empresa irá produzir produto B tal que:
Produto B = Peça X + Componente Y
(Custo Meta + Custeio variável)
Este produto é a nova geração do produto A.
35
Empresa irá produzir produto B tal que:
Produto B = Peça X + Componente Y
36
Custo Meta + Custeio variável
Este produto é a nova geração do produto A.
Por esse motivo, será produzido na planta já existente, com pouco
investimento em maquinário e mão de obra necessário.
37
Custos fixos: R$140.000,00
Tempo disponível de recursos produtivos: 2000h
R$70,00/h
(rateio)
38
Consumo de tempo peça X por unidade: 0,5h = R$35,00 por peça
Consumo de tempo componente Y por unidade: 2h = R$140,00 por componente
39
Peça X Componente Y
Mão de Obra + Matéria-Prima R$ 360,00 R$ 73,00
Custo fixo diluído R$ 140,00 R$ 35,00 Total:
Subtotais: R$ 500,00 R$ 108,00 R$ 608,00
Composição de custos:
Após pesquisa com público-alvo, definiu-se que o preço de mercado do produto
seria de R$650,00, valor superior ao do da geração A, o que foi possível devido ao
aumento na qualidade perceptível pelo cliente
40
A diretoria tem como critério para lançamento de produto retorno mínimo
igual a 10% de seu preço de venda
Podemos dizer então que o “lucro meta” é R$65,00.
O Custo Meta é R$585,00.
Com este custo, então, o produto será reprovado pela diretoria.
41
É convocado uma reunião entre gerentes dos mais diversos setores da empresa;
-P&D
-Produção
-Vendas
-Marketing
-RH
-Financeiro
.
42
Em adendo, também são convocados representantes dos principais fornecedores
Objetivo: ter custo igual ou inferior ao meta.
Um fornecedor possui um componente W, segundo projetistas, apto a substituir o Y.
.
43
O valor negociado por unidade é de R$80,00
O custo meta será atingido?
A não produção do componente Y reduz os custos fixos em R$15.000,00.
.
44
Em contrapartida, aumenta os custos variáveis em R$7,00;
Peça X Componente Y
Custo variável:
R$
360,00
R$
80,00
Custo fixo diluído
R$
156,25 Total:
Subtotais:
R$
516,25
R$
80,00
R$
596,25
O custo meta ainda não foi atingido..
.
45
O setor de vendas, porém, enxerga demanda suficiente para se aproveitar todo a
capacidade produtiva da planta (2000hm);
unid
hm
hm
1000
2
2000

Será necessário um pequeno aumento em marketing.
Produção também informa um aumento nos fixos para tal.
Ao final, retornamos a aproximadamente R$140.000,00 de fixo, agora diluído entre
1000 unidades;
Peça X Componente Y
Custo variável: R$ 360,00 R$ 80,00
Custo fixo diluído R$ 140,00 Total:
Subtotais: R$ 500,00 R$ 80,00 R$ 580,00
O produto tende a ser aprovado.
47
Ao propor o contrato, o fornecedor estabelece reajuste de 5% ao final do ano.
Teremos problema em relação ao custo meta?
48
De uma forma geral:
)()(
CML
C)C(PL
CPL
FC
Fv
UnidCUnidMcUnidL F 



FTC CUnidM TL
49
Considerando 1000 unidades com lucro de 10% em cima de R$650,00 e R$140k de
fixo;
140000100065000
LT


m
FTC
M
CUnidM
00,205$RMm 
Esta seria a margem de contribuição meta do Produto B
50
Só que::
VWVXCB CCPM 
CBVXVY MCPC 
00,85$RCVY 
Valor máximo, mantendo-se
cenário previsto, a se pagar pelo
componente W sem ultrapassar o
custo meta.
Conclusões
• Custo padrão: possibilidade de se tentar prever os custos e ao
comparar com o custo real, observar onde foram as diferenças
e o que pode ser melhorado.
• Além de ser uma ferramenta muito útil também como
instrumento psicológico na melhoria de desempenho do
pessoal.
• Custo meta: ótimo para decisões estratégicas mas precisa ser
apoiado por outros métodos de custo.
51
Referências
• MARTINS, E. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas,
2003.
• ATKINSON, Antony A. et al. Contabilidade Gerencial. São
Paulo: Atlas, 2000.
• PEREZ, José Hernandez Junior,Gestão Estratégica de Custos,
3ed. São Paulo: Atlas, 1991
• http://www.anpad.org.br/enanpad/2006/dwn/enanpad2006-
ficb-2250.pdf, acesso 28/05/14
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Custos padrão e meta grupo 5

  • 1. Custo Padrão e Custo Meta Universidade Federal do Espírito Santo Graduação em Engenharia de Produção Disciplina: Custos Industriais Lucas Volpini Cinelli Luísa Sousa Cola Pedro Henrique Favero Raphaela Ronchi Túlio Mazzei Vitor de Oliveira Rodrigues Vitória Junho 2014 1
  • 2. Custo Padrão - Histórico • Surgiu da necessidade de antecipação da informação de custos dos produtos para tomada de decisão; • Grande necessidade de se encontrar uma forma de diminuir o desperdício durante o processo de produção. 2
  • 3. Custo Padrão - Conceito • Custo padrão-ideal: • Considera 100% de eficiência (mão-de-obra, material, máquina); • Parada apenas programada; • Longo prazo; • Quase impossível de ser alcançado. • Custo padrão-corrente: • Leva em conta as deficiências sabidamente existentes em termos de qualidade de materiais, mão-de-obra, equipamentos; • Meta de curto e médio prazo; • Difícil de ser alcançado, mas não impossível. • Custo Padrão-corrente X Custo Estimado 3
  • 4. Custo Padrão - Objetivo • Determinar uma base de comparação entre o que ocorreu e o que deveria ter ocorrido. • Analisar se está sendo feito o melhor uso da matéria prima; se a mão de obra utilizada é adequada; se o tempo é razoável e o produto apresenta qualidade, entre outros. • Levantar a variação ocorrida entre o padrão e o real. • Analisar a variação para determinar as causas que levaram aos desvios tornando possível o acerto. 4
  • 5. Custo Padrão - Metodologia • Fixações físicas -> Engenheiro de produção • Transformação dos padrões físicos em reais -> Contabilidade de Custos. • Baseado em quantidades físicas e valores. • Padrão de materiais (kg de material e preço por kg) • Padrão de mão-de-obra (valor/hora) • Padrão de Custos indiretos de fabricação (energia elétrica, etc.) 5
  • 6. • Custo-padrão de Materia-prima Padrão de Quantidade Quilos de material A por unidade de produto 1,10 Estimativa de perda no processo 0,04 Estimativa de refugos 0,01 Quantidade-padrão por unidade de produto 1,15 Padrão de Preço Preço de compra sem impostos recuperáveis $ 20,70 (-) Custo financeiro de pagamento a prazo (2,70) Preço de compra a vista 18,00 Frete e despesas de recebimento 2,00 Preço-padrão do Material A $ 20,00 Custo padrão = quantidade padrão x preço padrão Custo padrão = (1,15 x 20,00) = $ 23,00 6
  • 7. • Custo-padrão da Mão-de-Obra Padrão de quantidade Horas necessárias de mão-de-obra para montagem completa de uma unidade do produto final 50 Paradas para manutenção e necessidades pessoais 7 Horas estimadas de retrabalhos de qualidade 3 Horas-padrão por unidade de produto 60 horas Padrão de valor Salário horário médio do setor de montagem $ 2,20 Encargos sociais legais 1,32 Benefícios espontâneos 0,29 Custo horário de mão-de-obra direta $3,81 • Custo padrão = (60 x 3,81) = $ 228,60 7
  • 8. Características do Custo Padrão • Predeterminado; • Características tecnológicas do processo produtivo; • Mensuração quantitativa e monetária; • Meta a ser atingida; • Tipicamente gerencial. 8
  • 9. Três componentes • Padrão de materiais; • Padrão de mão de obra; • Padrão de custos indiretos de fabricação (CIF); VARIAÇÕES DOS TRÊS PADRÕES 9
  • 10. Determinação do custo padrão • Tempo padrão de fabricação, por produto, por centro de custo; • Quantidade padrão e valor dos materiais, por produto; • Orçamento de MDO e CIF; • Distribuição dos custos de MDO e CIF por centro de custos; • Estimativas de horas-homem de força de trabalho por centro de custo. 10
  • 11. Custo orçado Custo padrão •Custo orçado procura identificar os custos que deverão ocorrer no futuro; •Custo padrão é uma meta de realização de custo. 11
  • 12. Utilidade do Custo-Padrão •Elaboração de orçamentos; •Avaliação de desempenhos e eficácia operacional; •Busca de melhorias contínuas; •Gestão de Custos; •Formação de preço de vendas. 12
  • 13. CUSTO REAL X PADRÃO Quantidade Preço Preço Real Preço Padrão Quantidade Padrão Quantidade Real Variação de Quantidade Variação Mista Variação de Preço 13
  • 14. Variações REAL X PADRÃO 14
  • 15. MATERIAL A Quantidade = PP (QR - QP)Preço = QR (PR - PP) Total = (PR * QR) - (QP * PR) 15
  • 16. VARIAÇÃO DE MÃO DE OBRA Eficiência = TP (HR - HP)Taxa = HR (TR - TP) Mista = (TR*HR) - (TP*HP) 16
  • 17. Custo Padrão - Vantagens 17 • Contabilização de estoques por valores já fixados • Efeito psicológico sobre o pessoal • Ligação com o Orçamento global • Cria a obrigação do registro e controle das quantidades físicas de fatores de produção • Pode existir apenas para certos produtos ou departamentos • Pode haver implantação gradual por produto, serviço ou setor
  • 18. Custo Padrão - Desvantagens 18 • Adoção de alta carga de trabalho • Exige um bom sistema de Custo Real • Não é um retrato fiel da realidade da empresa • Caso seja fixado o Padrão com o conceito de Ideal, pode causar espírito psicológico desfavorável • Na primeira implantação, estará sujeito a erros e imperfeições
  • 19. Custo Padrão - Exemplo 19 Volume 8000 u Matéria-prima 2000 kg 10.000,00R$ Mão-de-obra direta 880 h 8.800,00R$ PADRÃO Físico Monetário Volume 8500 u Matéria-prima 2200 kg 9.500,00R$ Mão-de-obra direta 920 h 8.900,00R$ Físico Monetário REAL
  • 20. Nós, enquanto dentro de uma organização, desempenhando funções que envolvem contabilidade, corremos o risco de pensar que; 20 P= L + C P = Preço de venda L = Lucro pretendido C = Custo do produto Sendo o custo do produto constante, o preço seria função apenas do lucro pretendido, uma variável independente.
  • 21. Na vida real, porém, salvo casos específicos como detenção de tecnologia única ou monopólio, vemos que a função correta seria a seguinte; 21 L = P - C Onde o lucro é dependente do preço de venda e do custo do produto.
  • 22.  Na maioria das vezes o preço de venda é uma constante definida não pela empresa, mas pelo mercado, podendo estar estipulado em contrato ou averiguado por pesquisas e outros métodos. 22 Dessa forma, o lucro passar a ser unicamente dependente do custo do produto.
  • 23. Se o lucro obtido nessas condições não é o desejado pela empresa, é necessário um esforço coletivo para redução do custo ao valor que conferirá o almejado. 23 A esse custo é dado o nome de Custo Meta; LPCM 
  • 24. Em outras palavras, o custo meta é a resposta para a seguinte indagação; 24 Qual o custo máximo para atingir o retorno desejável? Este valor engloba custos oriundos de todos os setores da empresa
  • 25. 25 - A fase de planejamento é o melhor momento para alteração na composição de custos. -Tal redução de custos é um processo que demanda integração entre todos os elos da cadeia produtiva, sempre se atentando ao cliente e seus anseios. -Por suas características, o custo meta passa a ser um método de gestão estratégica da organização.
  • 26. 26 - A possibilidade do uso do custo meta na gestão estratégica é tido pelos japoneses, seus inventores, como principal vantagem do seu emprego.
  • 27. 27 - O “genka kikatu” (nome original), foi criado pelos japoneses na década de 60 como parte da composição estratégica da reestruturação pós guerra. - A gestão utilizando o custo como indicador e o custo meta como objetivo, foi motivo para o sucesso da e até hoje é utilizado pela Toyota, dentre outras empresas japonesas.
  • 28. 28 Segundo COGAN (1990, p105), “Custeio-meta é um benefício real que leva a tomar uma quantidade de decisões e de tentar uma quantidade de alternativas antes que se defronte com a realidade de um mercado hostil.”
  • 29. 29 Segundo SAKURAI (1997, p54), o custeio meta permite: 1. Reduzir o custo, reduzindo os custos totais (incluindo custos de produção, marketing e de usuário), mantendo, ao mesmo tempo, alta qualidade. 2. Planejar estrategicamente os lucros, formulando planos estratégicos de lucros e integrando informação de marketing com fatores de engenharia e de produção. Em suma, permite que a empresa se integre, se planeje e se aprimore de forma a ter produtos que confiram o retorno desejado.
  • 30. 30 Há a possibilidade do custo meta se tornar uma ‘obsessão’, tendo efeitos negativos. ATKINSON et AL (2000, p683) cita os principais: a) empresas pressionam os fornecedores/contratados, levando a ocorrências de falhas; b) funcionários de muitas empresas japonesas trabalhando dentro dos objetivos propostos pelo custeio-meta, chegaram a altos níveis de stress devido a pressão sofrida. c) para a obtenção do custo-meta, muitas empresas tiveram um aumento no tempo de desenvolvimento dos produtos, principalmente pela repetição dos ciclos de engenharia de valor, proporcionado aumento no tempo e redução mínima no custo do produto
  • 31. 31 Além disso, tem aplicação dificultada após linha de produção instalada.
  • 32. 32 Segundo HORNGREEN et AL, (2004, p. 390-31), partindo do desenvolvimento: 1ª) desenvolver um produto que atenda as necessidades dos clientes; 2ª) escolher um preço-meta, que deve se basear no valor que os clientes estejam dispostos a pagar; 3ª) Calcular o custo-meta, pela diferença entre o preço de venda-meta e o lucro-meta unitário; e 4ª) utilizar a engenharia de valor, buscando reduzir os custos e ao mesmo tempo satisfazer as necessidades dos clientes.”
  • 33. 33 Vale lembrar que o custo meta não é um método de custeio em si, motivo pelo qual deve ser apoiado por um.
  • 34. 34 Empresa irá produzir produto B tal que: Produto B = Peça X + Componente Y (Custo Meta + Custeio variável) Este produto é a nova geração do produto A.
  • 35. 35 Empresa irá produzir produto B tal que: Produto B = Peça X + Componente Y
  • 36. 36 Custo Meta + Custeio variável Este produto é a nova geração do produto A. Por esse motivo, será produzido na planta já existente, com pouco investimento em maquinário e mão de obra necessário.
  • 37. 37 Custos fixos: R$140.000,00 Tempo disponível de recursos produtivos: 2000h R$70,00/h (rateio)
  • 38. 38 Consumo de tempo peça X por unidade: 0,5h = R$35,00 por peça Consumo de tempo componente Y por unidade: 2h = R$140,00 por componente
  • 39. 39 Peça X Componente Y Mão de Obra + Matéria-Prima R$ 360,00 R$ 73,00 Custo fixo diluído R$ 140,00 R$ 35,00 Total: Subtotais: R$ 500,00 R$ 108,00 R$ 608,00 Composição de custos:
  • 40. Após pesquisa com público-alvo, definiu-se que o preço de mercado do produto seria de R$650,00, valor superior ao do da geração A, o que foi possível devido ao aumento na qualidade perceptível pelo cliente 40 A diretoria tem como critério para lançamento de produto retorno mínimo igual a 10% de seu preço de venda
  • 41. Podemos dizer então que o “lucro meta” é R$65,00. O Custo Meta é R$585,00. Com este custo, então, o produto será reprovado pela diretoria. 41
  • 42. É convocado uma reunião entre gerentes dos mais diversos setores da empresa; -P&D -Produção -Vendas -Marketing -RH -Financeiro . 42 Em adendo, também são convocados representantes dos principais fornecedores Objetivo: ter custo igual ou inferior ao meta.
  • 43. Um fornecedor possui um componente W, segundo projetistas, apto a substituir o Y. . 43 O valor negociado por unidade é de R$80,00 O custo meta será atingido?
  • 44. A não produção do componente Y reduz os custos fixos em R$15.000,00. . 44 Em contrapartida, aumenta os custos variáveis em R$7,00; Peça X Componente Y Custo variável: R$ 360,00 R$ 80,00 Custo fixo diluído R$ 156,25 Total: Subtotais: R$ 516,25 R$ 80,00 R$ 596,25
  • 45. O custo meta ainda não foi atingido.. . 45 O setor de vendas, porém, enxerga demanda suficiente para se aproveitar todo a capacidade produtiva da planta (2000hm); unid hm hm 1000 2 2000  Será necessário um pequeno aumento em marketing. Produção também informa um aumento nos fixos para tal.
  • 46. Ao final, retornamos a aproximadamente R$140.000,00 de fixo, agora diluído entre 1000 unidades; Peça X Componente Y Custo variável: R$ 360,00 R$ 80,00 Custo fixo diluído R$ 140,00 Total: Subtotais: R$ 500,00 R$ 80,00 R$ 580,00 O produto tende a ser aprovado.
  • 47. 47 Ao propor o contrato, o fornecedor estabelece reajuste de 5% ao final do ano. Teremos problema em relação ao custo meta?
  • 48. 48 De uma forma geral: )()( CML C)C(PL CPL FC Fv UnidCUnidMcUnidL F     FTC CUnidM TL
  • 49. 49 Considerando 1000 unidades com lucro de 10% em cima de R$650,00 e R$140k de fixo; 140000100065000 LT   m FTC M CUnidM 00,205$RMm  Esta seria a margem de contribuição meta do Produto B
  • 50. 50 Só que:: VWVXCB CCPM  CBVXVY MCPC  00,85$RCVY  Valor máximo, mantendo-se cenário previsto, a se pagar pelo componente W sem ultrapassar o custo meta.
  • 51. Conclusões • Custo padrão: possibilidade de se tentar prever os custos e ao comparar com o custo real, observar onde foram as diferenças e o que pode ser melhorado. • Além de ser uma ferramenta muito útil também como instrumento psicológico na melhoria de desempenho do pessoal. • Custo meta: ótimo para decisões estratégicas mas precisa ser apoiado por outros métodos de custo. 51
  • 52. Referências • MARTINS, E. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003. • ATKINSON, Antony A. et al. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 2000. • PEREZ, José Hernandez Junior,Gestão Estratégica de Custos, 3ed. São Paulo: Atlas, 1991 • http://www.anpad.org.br/enanpad/2006/dwn/enanpad2006- ficb-2250.pdf, acesso 28/05/14 52

Notas do Editor

  1. Contabilização de estoques por valores já fixados, sem necessidade da apuração do Custo Real para seu registro – facilita relatórios mensais Efeito psicológico sobre o pessoal – cenários expostos de como deveriam ser os processos; Ligação com o Orçamento global - pode ser utilizado como definição de metas a atingir; facilita a parte orçamentária relativa à produção  Cria a obrigação do registro e controle não só dos valores reais de custos, mas também das quantidades físicas de fatores de produção, prática de extrema importância Não precisa ser fixado o Padrão em toda a empresa, pode existir apenas para certos produtos ou departamentos, já que é uma forma de controle instalado onde se julga necessário Pode haver implantação gradual por produto, serviço ou setor  (porém, não tomar o valor do custo padrão como totalmente válido para elaboração de orçamentos de preços de venda. Imperfeições, ineficiências e imprevistos farão aumentar o custo real)
  2. Implica sempre a adoção de alta carga de trabalho Sua adoção só pode ser bem sucedida existindo já um bom sistema de Custo Real (não pode ser aplicado sozinho) Não é um retrato fiel da realidade da empresa Caso seja fixado o Padrão com o conceito de Ideal, no qual seja conhecido que qualquer esforço não será suficiente para alcança-lo, pode causar espírito psicológico desfavorável Qualidade com aspecto dinâmico – na primeira implantação, estará sujeito a erros e imperfeições, que são ajustadas no decorrer do tempo
  3. Implica sempre a adoção de alta carga de trabalho Sua adoção só pode ser bem sucedida existindo já um bom sistema de Custo Real (não pode ser aplicado sozinho) Não é um retrato fiel da realidade da empresa Caso seja fixado o Padrão com o conceito de Ideal, no qual seja conhecido que qualquer esforço não será suficiente para alcança-lo, pode causar espírito psicológico desfavorável Qualidade com aspecto dinâmico – na primeira implantação, estará sujeito a erros e imperfeições, que são ajustadas no decorrer do tempo