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Análise das
Demonstrações
Financeiras
Prof. Milton Henrique
miltonhenrique@mhempresarial.com
Quem sou eu?
Prof. Milton Henrique do Couto Neto
miltonhenrique@mhempresarial.com
Administração, Estácio
Engenharia Mecânica, UFF
MBA em Gestão Empresarial, UVV
MBA em Marketing Empresarial, UVV
Mestrado Acadêmico em Administração, UFES
Pós-MBA em Inteligência Empresarial, FGV
http://lattes.cnpq.br/8394911895758599
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Experiência como Professor Universitário
(graduação e pós-graduação)
Disciplinas Lecionadas
Graduação
 Administração de Materiais
 Economia da Engenharia
 Economia Empresarial
 Empreendedorismo
 Engenharia de Manutenção e Confiabilidade
 Engenharia de Métodos
 Fundamentos da Administração
 Gestão de Marketing
 Gestão de Processos e Empresas
 Gestão de Vendas
 Gestão Financeira e Orçamentária
 Marketing de Relacionamento
 Matemática Básica
 Matemática Financeira
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 Planejamento Estratégico da Produção
 Plano de Negócios
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Pós-Graduação
 Análise das Demonstrações Financeiras
 Comportamento do Consumidor
 Consultoria de RH
 E-commerce e Marketing Digital
 Endomarketing e Comunicação Corporativa
 Estratégia Competitiva de Preços
 Estudo de Viabilidade Econômico Financeira
 Formação do Preço de Venda no Varejo
 Gestão de Tesouraria
 Marketing Competitivo, Criatividade e
Inovação
 Matemática Financeira
 Pesquisa de Marketing
 Políticas e Modelos de Financiamento
 Teoria do Desenvolvimento Organizacional
Experiência como Gestor
Empresário de
diversos setores
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2006 2012
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Roteiro
1. Introdução a Análise das Demonstrações Financeiras
2. Demonstrações Contábeis
3. Metodologias de Análise
4. Índices de Liquidez
5. Estrutura de Capital
6. Índices de Estrutura Patrimonial
7. Administração do Capital de Giro
8. Índices de Atividade
9. Índices de Rentabilidade
10. Alavancagem
11. Índices de Valor de Mercado
Introdução a Análise das
Demonstrações Financeiras
Análise das Demonstrações Financeiras
Enfoque
Holístico
Estratégia da Empresa
Operações da Empresa
FinanciamentosInvestimentos
Análise das Demonstrações Financeiras
Análise das
Demonstrações
Financeiras
Demonstrações
Contábeis
Demonstrações Financeiras
As demonstrações financeiras podem ser consideradas como o
produto final do processo de apuração contábil
Contém dados extraídos dos livros, registros e documentos que
compõem o sistema contábil de uma empresa
Análise de Demonstrações e Tomada de
Decisão
A Quem Interessam as Demonstrações?
Sócios, acionistas e quotistas
Administradores
Fornecedores
Instituições financeiras
Governo
Demonstrações Contábeis
Demonstrações Contábeis
• Segundo a legislação vigente temos as seguintes demonstrações
financeiras, como obrigatórias:
• Balanço Patrimonial
• Demonstração de Resultado do Exercício
• Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
• Demonstração dos Fluxos de Caixa
• DVA - Demonstrativo do Valor Adicionado (para Companhia
Aberta)
Balanço Patrimonial
• Conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma
entidade empresarial num determinado momento, susceptíveis
de avaliação econômica
• Trata-se do demonstrativo que visa apresentar a situação
financeira e patrimonial da empresa em um determinado
momento, ou seja em uma data específica
Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
ATIVO NÃO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE
- Realizável a longo prazo - Exigível a longo prazo
- Investimentos
- Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO
- Intangível
Balanço Patrimonial
Ativo Passivo e Patrimônio Líquido
Circulante
Compreende contas que estão constantemente em giro
em movimento, sua conversão em dinheiro ocorrerá, no
máximo, até o próximo exercício social.
Não Circulante
• Realizável a Longo Prazo
Incluem-se nessa conta bens e direitos que se
transformarão em dinheiro após o exercício seguinte.
• Investimento
São as aplicações de caráter permanente que geram
rendimentos não necessários à manutenção da atividade
principal da empresa.
• Imobilizado
Abarca itens de natureza permanente que serão utilizados
para a manutenção da atividade básica da empresa.
• Intangível
São bens e direitos não palpáveis que a empresa possui.
Circulante
Compreende obrigações exigíveis que serão liquidadas no
próximo exercício social: nos próximos 365 dias após o
levantamento do balanço.
Não Circulante
Relacionam-se nessa conta obrigações exigíveis que serão
liquidadas com prazo superior a um ano dívidas a longo
prazo.
Patrimônio Líquido
São recursos dos proprietários aplicados na empresa. Os
recursos significam o capital mais o seu rendimento lucros
e reservas. Se houver prejuízo, o total dos investimentos
proprietários será reduzido.
Demonstração de Resultado do Exercício
• A demonstração de resultados do exercício tem como objetivo
básico, apurar o lucro ou prejuízo obtido pela empresa durante
determinado período (exercício social), com base no regime de
competência, independente do que foi efetivamente pago e/ou
recebido
Demonstração de Resultado do Exercício
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO
Receita bruta de vendas de bens ou serviços
(-) Impostos sobre vendas
(-) Devoluções, descontos e abatimentos
(=) Receita operacional líquida
(-) Custo da mercadoria / produto / serviço vendido
(=) Resultado bruto
(-) Despesas administrativas
(-) Despesas comerciais
= Resultado Operacional da Atividade ou Lucro Operacional Próprio
(-) Resultado financeiro líquido (receitas financeiras – despesas financeiras)
(-) Outras receitas/despesas operacionai0s
(=) Resultado operacional
(-) Receitas não operacionais
(-) Despesas não operacionais
(=) Resultado antes do imposto de renda
(-) Provisão para imposto de renda
(-) Participações no lucro
(=) Lucro ou Prejuízo líquido do exercício
Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido
• Esta demonstração nos permite detalhar as principais
modificações que afetaram o patrimônio líquido no período
• Através dela podemos verificar as destinações do resultado
obtido no período, se ocorreram modificações no capital social
através de novos aportes de recursos dos sócios, se foram
constituídas reservas decorrentes de processos de reavaliação de
ativos da empresa, dentre outras situações
Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido
Movimentações
Capital
Social
Reserva
de Capital
Reservas
de Lucros
Lucros ou
Prejuízos
Acumulados
Saldo do início do exercício
Ajustes de Exercícios Anteriores
Dividendos extraordinários
Aumento de Capital por incorporação
de reservas
Aumento de Capital por subscrição
de novas ações
Reversões de Reservas
Lucro/ Prejuízo Líquido do Exercício
Proposta de destinação do Lucro:
Transferência para reservas
Dividendos Propostos
Saldo ao Final do Exercício
Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido
• Mutações que ELEVAM o Patrimônio Líquido
• Lucro Líquido do Exercício, Aumento de Capital por Subscrição e
Integralização de Novas Ações, Ágio Cobrado na Subscrição de Ações e
Prêmios para Debêntures, etc.
• Mutações que REDUZEM o Patrimônio Líquido
• Prejuízo Líquido no Exercício, Aquisição de Ações da Própria Sociedade
(ações em tesouraria), Pagamento de Dividendos, etc.
• Mutação que NÃO AFETAM o Patrimônio Líquido
• Aumento de Capital por Incorporação de Reservas, Apropriação do Lucro
Líquido da Conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados para Outras
Reservas, Compensação de Prejuízos Através de Reservas, etc.
Demonstração do Fluxo de Caixa
• Identificar o processo de circulação do dinheiro, através da
variação de caixa (e equivalentes)
• A análise do fluxo de caixa examina a origem e aplicação do
dinheiro que transitou pela empresa
Demonstração do Fluxo de Caixa
• Atividades Operacionais
• As principais atividades geradoras de receita da entidade bem como
outras atividades não enquadradas como financiamento ou
investimento
• Atividades de Investimento
• Aquelas referentes à aquisição e venda de ativos (a maioria de longo
prazo) e, também, os investimentos não incluídos nos equivalentes de
caixa
• Atividades de Financiamento
• Aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do
capital próprio e endividamento da entidade
DFC – Método Direto
DFC Método Direto
a) Atividades operacionais
Lucro líquido
(+) Depreciação
(+/–) Duplicatas a receber
(+/–) Estoques
(+/–) Fornecedores
(+/–)Salários a pagar
(+/–) Impostos a recolher
a1) Caixa líquido das atividades operacionais
b) Atividades de investimentos
Venda de ações de coligadas
Recebimento de empresas coligadas
b1) Caixa líquido das atividades de investimentos
c) Atividades de financiamentos
Novos financiamentos
Aumento de capital em dinheiro
Dividendos
c1) Caixa líquido das atividades de financiamentos
Aumento/redução de caixa (a1 + b1 + c1)
Saldo inicial de caixa
Saldo final de caixa
Calculado diretamente a
partir da movimentação do
caixa e equivalentes de caixa
DFC – Método Indireto
DFC – Método Indireto
Saldo inicial em 31/12/20XX
Entradas
Receita operacional recebida
Receitas financeiras
Recebimento de coligadas
Vendas investimentos
Novos financiamentos
Aumento de capital
Total de entradas
Saídas
Compras pagas
Despesas de vendas pagas
Despesas administrativas
Despesas financeiras
Imposto de renda
Dividendos pagos
Total de saídas
Saldo final em 31/12/20XX
Se vale da DRE para avaliar
indiretamente as entradas e
saídas de caixa e seus
equivalentes
Demonstração do Valor Adicionado
• Evidencia os valores correspondentes à formação da riqueza
gerada pela empresa em determinado período e sua respectiva
distribuição
• A riqueza gerada pela empresa, medida no conceito de valor
adicionado, é calculada a partir da diferença entre o valor de sua
produção e o dos bens e serviços produzidos por terceiros
utilizados no processo de produção da empresa
Metodologias de Análise
Metodologias de Análise
• Análise Vertical
• A Análise Vertical é obtida pela transformação dos valores de um grupo
qualquer dos demonstrativos contábeis em percentuais; com isso,
podemos visualizar melhor a importância de cada grupo no total que
estamos considerando.
• A análise vertical é a técnica mais simples e também uma das mais
completas para a realização da análise econômico-financeira
• Ela mede PROPORÇÕES entre valores, ajudando-nos a determinar quais
as contas de maior importância e relevância para a análise
Metodologias de Análise
• Análise Horizontal
• A Análise Horizontal mostra evolução histórica dos itens dos
demonstrativos contábeis de um período para outro, visando
caracterizar tendências
• É sempre realizada através de índices
• O índice do ano-base é 100 e os anos subsequentes são expressos em
relação ao ano-base
Análises por Quocientes / Índices
• Podemos, na Análise das Demonstrações Financeiras, dividir os
índices em quatro grupos:
• Índices de Liquidez
• Índices de Estrutura Patrimonial
• Índices da Atividade ou Operacionais
• Índices de Rentabilidade e Lucratividade
Índices de Liquidez
Índices de Liquidez
• A saúde financeira de uma operação empresarial, em
determinado momento , pode ser avaliada pela capacidade de
cobertura das exigibilidades de curto prazo e de longo prazo, ou
seja, pelos níveis de liquidez observados
• De forma mais simples, os índices de liquidez avaliam quantos
reais a empresa dispõe nos seus Ativos para fazer face aos
compromisso/obrigações assumidas que estão contempladas nos
seus Passivos
Índices de Liquidez
𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝑆𝑒𝑐𝑎 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐼𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎𝑡𝑎 =
𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
Estrutura de Capital
Taxa de Mínima Atratividade (TMA)
Deve representar uma média
ponderada dos custos dos capitais
investidos na empresa, seja capital
oriundo dos sócios ou oriundo de
terceiros
Custo do Capital de Terceiros
Capital Próprio 50% Capital de
Terceiros
Balanço Patrimonial
Ativos 400,00 400,00
Dívidas (20%a.a.) - 200,00
PL 400,00 200,00
Passivos 400,00 400,00
Demonstração de Resultados
LAJIR 100,00 100,00
(-) Juros - (40,00)
LAIR 100,00 60,00
(-) IR (30%) (30,00) (18,00)
LL 70,00 42,00
Benefício fiscal associado
às despesas financeiras
Custo do Capital de Terceiros
Capital Próprio 50% Capital de
Terceiros
Balanço Patrimonial
Ativos 400,00 400,00
Dívidas (20%a.a.) - 200,00
PL 400,00 200,00
Passivos 400,00 400,00
Demonstração de Resultados
LAJIR 100,00 100,00
(-) Juros - (40,00)
LAIR 100,00 60,00
(-) IR (30%) (30,00) (18,00)
LL 70,00 42,00
𝐾 𝑑 = 𝐾𝑎 . (1 − 𝐼𝑅%)
Kd = Custo Efetivo da Dívida
Ka = Custo Aparente da Dívida
IR = Alíquota do Imposto de Renda
𝐾 𝑑 = 𝐾 𝑎 . (1 − 𝐼𝑅%)
𝐾 𝑑 = 20% . (1 − 20%)
𝐾 𝑑 = 16%
Custo do Capital Próprio
Modelo de Crescimento Constante de Gordon e Shapiro
• Premissas:
Os dividendos por ação crescem a uma taxa constante g por período
As taxas Ks (custo do capital próprio) e g são constantes e Ks>g
𝑃0 =
𝐷1
𝐾𝑠 − 𝑔
𝐾𝑠 =
𝐷1
𝑃0
+ 𝑔
P0 = Preço da ação no ano zero
D1 = dividendo pago pela ação no ano 1
Ks = Custo do capital próprio
g = taxa de crescimento dos dividendos
Arrumando...
Fórmula de Gordon-Shapiro
Custo do Capital Próprio
Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (CAPM)
𝐸 𝑅𝑖 = 𝑅𝑓 + 𝛽 [ 𝐸 𝑅 𝑚 − 𝑅𝑓]
E(Ri) = Retorno esperado do ativo i
Rf = Taxa livre de risco
β = Beta, nível de risco sistemático
E(Rm) = Retorno esperado do mercado
Custo do Capital Próprio
Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (CAPM)
𝐸 𝑅𝑖 = 𝑅𝑓 + 𝛽 [ 𝐸 𝑅 𝑚 − 𝑅𝑓] Prêmio pelo risco
de mercado
Prêmio de risco do
ativo
Beta (β)
Excesso de retorno do
ativo
Excesso de retorno do
mercado
β = 1 (Mercado)
β < 1 (Conservadora)
β > 1 (Agressiva)
WACC - Custo Médio Ponderado de Capital
EXEMPLO: Calcule o WACC considerando que a Cia. Valor pegou um empréstimo
equivalente a 30% de seu capital a 15% e que a empresa se encontra operando
numa alíquota de 34% de IR. Considere ainda que o Custo do Capital Próprio é de
16,4%.
𝐾𝑖 = 𝐷í𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑥 (1 − 𝐼𝑅)
𝐾𝑖 = 15% 𝑥 (1 − 0,34)
𝐾𝑖 = 9,9%
𝐾𝑖 = Custo do Capital de Terceiros Líquido do IR
𝐾𝑒 = Custo do Capital Próprio
𝐾𝑒 = 16,4%
Contribuição do Ki = 30% x 9,9% = 2,97%
Contribuição do Ke = 70% x 16,4% = 11,48%
WACC = 2,97% + 11,48% = 14,45%
Índices de Estrutura
Patrimonial
Composição do Endividamento
• Revela quanto da dívida total (passivo circulante + passivo não
circulante) com terceiros é exigível no curto prazo (passivo
circulante)
• Empresas com menores níveis de endividamento no curto prazo,
via de regra, oferecem menor risco
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜 𝑑𝑜 𝐸𝑛𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 =
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝑇𝑒𝑟𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠
Imobilização do Patrimônio Líquido
• Apresenta a parcela do Patrimônio Líquido que está investida em
ativos de baixa liquidez (ativos imobilizados, investimentos ou
ativos intangíveis), ou seja, ativos não circulantes deduzidos dos
ativos realizáveis a longo prazo
• Quanto mais recurso investido em ativos de baixa liquidez,
menos sobrará para investir em Ativos Circulantes
• O ideal é que a empresa financie o Ativo Circulante com recursos
próprios para diminuir a dependência de terceiros, e
consequentemente, o risco
𝐼𝑚𝑜𝑏𝑖𝑙𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝐿 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑛ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑜𝑛𝑔𝑜 𝑃𝑟𝑎𝑧𝑜
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
Imobilização de Recursos Não Correntes
• Mostra o percentual de recursos de longo prazo aplicados nos
grupos de ativos de menor liquidez (imobilizado, investimentos e
intangíveis)
• Índices acima de 1,0 significam que a entidade está imobilizando
recursos de curto prazo (passivo circulante), o que é um sinal de
desequilíbrio financeiro
𝐼𝑚𝑜𝑏. 𝑅𝑒𝑐. 𝑁ã𝑜 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑛ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 + 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝑛ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
Avaliação de Projetos de Investimento
Estimativa de Fluxos de
Caixa Futuros
Estimativa do Custo de
Financiamento ou Taxa de
Mínima Atratividade
Projeção de Fluxos de Caixa
Tempo
Investimento Inicial
Fluxos de Caixa
Incrementais
TMA
Fluxo de Caixa Disponível da Empresa (FCDE)
Receita Operacional Bruta
- Deduções e Impostos
= Receita Operacional Líquida
- Custos e despesas operacionais (exceto depreciação e amortização)
= EBITDA Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização
- Depreciação
= EBIT Lucro antes dos juros e dos impostos (Lucro Operacional Bruto)
- Imposto de Renda sobre o EBIT
= NOPAT Lucro Operacional Líquido do Imposto de Renda
+ Depreciação
= FCO Fluxo de Caixa Operacional
- CAPEX Gastos de Capital
- Variações nas necessidades de capital de giro
= FCDE Fluxo de Caixa Disponível da Empresa
EBITDA e EBIT
EBITDA
EBIT
 Earning Before Interest, Taxes, Depreciation/Depletion and
Amortization
 É o lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação,
amortização e exaustão
 É a receita operacional de vendas menos os custos e as despesas,
sem considerar as despesas não reembolsáveis como
depreciação, amortização e exaustão
 Earning Before Interest and Taxes
 É o lucro antes dos juros e do imposto de renda e após as
despesas de depreciação
 EBIT = EBITDA - Depreciação
NOPAT – Lucro Operacional Líquido do IR
NOPAT
 Net Operating Profit After Taxes
 NOPAT = EBIT – Imposto de Renda
CAPEX - Gastos de Capital
CAPEX
 Capital Expenditures
 As variações nos gastos de capital representam todos os
acréscimos necessários de investimentos em ativos fixos previstos
no horizonte de tempo
 Em períodos de forte crescimento ou de implantação de novos
projetos de investimentos na empresa, o fluxo de gastos de
capital costuma ser elevado, reduzindo-se em anos de maior
estabilidade
Variações nas Necessidades de Capital de
Giro
Outros acréscimos de investimento são
as necessidades incrementais de capital
de giro
Aumentos na necessidade de capital de
giro reduzem o caixa e, em
consequência, os fluxos de caixa
previstos
Reduções no giro, ao contrário, liberam
recursos financeiros, elevando os fluxos
de caixa
Administração de Capital de
Giro
Capital de Giro
Diversas Inter-
relações
Giro ≈ Circulante
OrigemAplicação
Administração do Capital de Giro
Há quatro componentes do capital de giro que
requerem administração específica:
• administração de caixa
• administração de estoques
• administração de contas a
receber
• administração de contas a pagar
Atenção
Capital de Giro Total (CGT)
Capital de Giro Total = Capital de Giro Bruto
Investimento de capital em
ativos de curto prazo:
• Disponibilidades
• Recebíveis
• Estoque
Capital de Giro Líquido (CGL)
CGL = AC - PC
CGL Positivo → AC > PC
CGL Negativo → AC < PC
Quanto maior o CGL → Maior a Liquidez
Ou Capital Circulante
Líquido (CCL)
Capital de Giro Líquido (CGL ou CCL)
Capital de Giro Próprio (CGP)
CGP = PL – AP – RLP
Capital de Giro Próprio (CGP)
• Capital próprio (patrimônio líquido) não investido a longo prazo
(em ativos permanentes ou realizáveis a longo prazo)
• É o recurso próprio que banca o giro do negócio
• É a forma de cobertura da NCG com recursos próprios
CGP = PL – AP – RLP
Grupos Patrimoniais
Ativo Circulante Passivo Circulante
Caixas e Bancos
Aplicações Financeiras
Empréstimos e
Financiamentos
Duplicatas Descontadas
Contas a Receber
Estoques
Fornecedores
Salários e Encargos
Tributos a Pagar
Necessidade de Capital de Giro (NCG)
Ativo Circulante Passivo Circulante
Contas a Receber
Estoques
Fornecedores
Salários e Encargos
Tributos a Pagar
𝑵𝑪𝑮 = 𝑨𝑪 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 − 𝑷𝑪 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍
Cobertura da NCG
NCG
Alterações da NCG
𝑵𝑪𝑮 = 𝑨𝑪 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 − 𝑷𝑪 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍
Contas a Receber
Estoques
Fornecedores
Salários e Encargos
Tributos a Pagar
Para Reduzir o NCG:
Reduzir Contas
a Receber e
Estoque
Aumentar
Fornecedores
Saldo em Tesouraria
Ativo Circulante Passivo Circulante
Caixas e Bancos
Aplicações Financeiras
Empréstimos e
Financiamentos
Duplicatas Descontadas
𝑺𝒂𝒍𝒅𝒐 𝒆𝒎 𝑻𝒆𝒔𝒐𝒖𝒓𝒂𝒓𝒊𝒂 = 𝑨𝑪 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒐 − 𝑷𝑪 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒐
Gestão Integrada do Capital de Giro
𝑪𝑮𝑳 = 𝑵𝑪𝑮 + 𝑺𝑻
Capital de Giro
Líquido
Necessidade de
Capital de Giro
Saldo em
Tesouraria
𝑪𝑮𝑳 = 𝑨𝑪 − 𝑷𝑪 𝑵𝑪𝑮 = 𝑨𝑪 𝒐𝒑 − 𝑷𝑪 𝒐𝒑 𝑺𝑻 = 𝑨𝑪 𝒇𝒊𝒏 − 𝑷𝑪 𝒇𝒊𝒏
Avaliação da Liquidez do Capital de Giro
𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝑆𝑒𝑐𝑎 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐼𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎𝑡𝑎 =
𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
Avaliação da Liquidez do Capital de Giro
𝐸𝑓𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑇𝑒𝑠𝑜𝑢𝑟𝑎 =
𝑆𝑎𝑙𝑑𝑜 𝑒𝑚 𝑇𝑒𝑠𝑜𝑢𝑟𝑎𝑟𝑖𝑎
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
𝑂𝑣𝑒𝑟𝑡𝑟𝑎𝑑𝑖𝑛𝑔 =
𝐿𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝐶𝑟é𝑑𝑖𝑡𝑜 + 𝑆𝑇
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
𝐸𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜 =
𝐶𝐺𝐿
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
Efeito Tesoura
• Baseia-se no fato de uma empresa precisar de capital de giro cada
vez maior e dispor de um saldo em tesouraria cada vez
menor, negativo
Empresa Vendendo Mais
Quem está financiando
este crescimento???
Recursos Próprios
- Reinvestimento do Lucro Líquido
Recursos de Terceiros
- Endividamento
Efeito Tesoura
Efeito Tesoura
É importante compreender a diferença
entre LUCRO e FATURAMENTO
Overtrading
• Ato de fazer negócios superiores à capacidade de financiamento da
NCG, decorrente desses negócios;
• É a condição de impossibilidade de financiamento do Efeito Tesoura
• A organização não consegue obter recursos financeiros para bancar
sua necessidade de capital de giro
Dar um passo maior que as pernas!
Sintomas do Overtrading
• Um crescimento desordenado do Ativo Permanente, que venha
provocar atrofiamento do Ativo Circulante
• É importante que se observe que, uma empresa que mantém um
elevado índice de Ativo Permanente em detrimento do Ativo
Circulante, estará desviando valores do giro dos negócios, para
aplicá-los em ativos de demorada conversão em numerário
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑃𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑛𝑡𝑒
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑥 100
Sintomas do Overtrading
• Um Ativo excessivamente endividado ou seja, proveniente de
excessiva proporção de Capitais de Terceiros, elimina por sua vez a
independência ou autonomia financeira da empresa motivando
posteriores desequilíbrios
𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑃𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑥 100
Sintomas do Overtrading
• A inexistência de Capital de Giro Próprio é fator que poderá ser
causa de desequilíbrio econômico-financeiro
𝐶𝐺𝑃 = Patrimônio Líquido – Ativo Permanente
Sintomas do Overtrading
• Um lucro operacional muito baixo, em relação às vendas efetuadas,
pode revelar uma acentuada incidência de custos
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠
𝑥 100
Equilíbrio Financeiro
• Avalia a gestão equilibrada do capital de giro, aferida pelo Capital
de Giro Líquido relativamente às receitas da organização
• A existência de CGL positivo representa a aplicação de recursos de
longo prazo no Capital de Giro: “Folga Financeira”
Índices de Atividade
Ciclos Operacional, Econômico e
Financeiro
Compra de
Matéria Prima
Início da
Produção
Fim da
Produção
Venda da
Mercadoria
Recebimento
da Mercadoria
Pagamento da
Matéria Prima
Estoque de
Matéria Prima
Estoque de
Produto Acabado
Produção
Prazo de Pagamento de Fornecedor
Prazo de
Recebimento de
Cliente
PMEMP PMF PMEPA PMR
Ciclos Operacional, Econômico e
Financeiro
Compra de
Matéria Prima
Início da
Produção
Fim da
Produção
Venda da
Mercadoria
Recebimento
da Mercadoria
Pagamento da
Matéria Prima
Ciclo Operacional
É o tempo entre a compra da matéria prima e o recebimento da venda
PMEPAPMEMP PMF
Ciclos Operacional, Econômico e
Financeiro
Compra de
Matéria Prima
Início da
Produção
Fim da
Produção
Venda da
Mercadoria
Recebimento
da Mercadoria
Pagamento da
Matéria Prima
Ciclo Econômico
É o tempo entre a compra da matéria prima e a venda
Ciclos Operacional, Econômico e
Financeiro
Compra de
Matéria Prima
Início da
Produção
Fim da
Produção
Venda da
Mercadoria
Recebimento
da Mercadoria
Pagamento da
Matéria Prima
Ciclo Financeiro (de Caixa)
É o tempo que demora para o dinheiro retornar ao caixa
PMP
Ciclo Operacional
Giro de Caixa
•É o número de vezes por ano que o caixa da
empresa realmente se reveza
•É calculado dividindo o suposto número de dias do
ano (360) pelo ciclo de caixa
𝑮𝒊𝒓𝒐 𝒅𝒆 𝑪𝒂𝒊𝒙𝒂 =
𝟑𝟔𝟎
𝑪𝒊𝒄𝒍𝒐 𝒅𝒆 𝑪𝒂𝒊𝒙𝒂
𝐶𝑖𝑐𝑙𝑜 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜 = 𝑃𝑀𝐸 + 𝑃𝑀𝑅 − 𝑃𝑀𝑃
𝑃𝑀𝐸 =
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑜
𝐶𝑃𝑉𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑜
𝑃𝑀𝑅 =
𝐶𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑎
𝑃𝑀𝑃 =
𝐶𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑃𝑎𝑔𝑎𝑟
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑎
𝐶𝑖𝑐𝑙𝑜 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜 = 𝑃𝑀𝐸 + 𝑃𝑀𝑅 − 𝑃𝑀𝑃
𝑃𝑀𝐸 =
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑜
𝐶𝑃𝑉𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑜
𝑃𝑀𝑅 =
𝐶𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑎
𝑃𝑀𝑃 =
𝐶𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑃𝑎𝑔𝑎𝑟
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑎
Para diminuir o
Ciclo Financeiro
Índices de Rentabilidade
ROI - Retorno Sobre o Investimento
O ROI apresenta a rentabilidade da operação
𝑅𝑂𝐼 =
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
Vantagens Desvantagens
 Extremamente simples
 Transmite, de forma fácil, o
desempenho empresarial
 Utilizado como taxa máxima do
custo do capital suportado pela
empresa
 Enfatiza desempenho de curto
prazo e não um horizonte temporal
maior
 Não considera o fluxo de caixa e o
custo de capital, sendo uma medida
incompleta de performance
Giro do Ativo
• Compara as vendas da empresa com o seu investimento, ou seja,
indica quanto a empresa vendeu para cada real investido
• Quanto mais a empresa conseguir girar o seu ativo, melhores
serão os resultados
𝐺𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 =
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
Margem Líquida
• Mede o quanto se lucra em R$ 1,00 de venda
𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 =
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠
ROE – Retorno Sobre o Patrimônio Líquido
É uma porcentagem usada para medir o quão eficiente uma
empresa é para a capacidade de geração de lucros
É um indicador de eficiência de gestão, pois acaba mostrando se
a empresa está “aplicando bem” o dinheiro dos acionistas para os
seus devidos fins
𝑅𝑂𝐸 =
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
Apenas Capital Próprio
ROA – Retorno Operacional sobre Ativos
Pode ser entendido como o lucro gerado pelos ativos
O lucro operacional não depende da forma pela qual a empresa
é financiada, pois vem antes das despesas financeiras
𝑅𝑂𝐴 =
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
ROIC – Retorno Sobre Capital Investido
Apresenta, em termos percentuais, quanto dinheiro a
organização tem capacidade de gerar com o capital investido
Mede o retorno sobre o capital investido, independente de ser
capital próprio ou de terceiros
𝑅𝑂𝐼𝐶 =
𝑁𝑂𝑃𝐴𝑇
𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑜
NOPAT = Lucro Líquido Operacional
menos os impostos ajustados
EVA – Valor Econômico Agregado
Patenteado pela Consultoria Stern Stewart & Company
Considera o custo de oportunidade do capital próprio
A empresa só gera riqueza para seus acionistas se os lucros
forem superiores ao custo de todo o capital utilizado em suas
operações
EVA = Lucro Líquido – Custo de Oportunidade do Capital Próprio
MVA – Valor Adicional de Mercado
É a diferença entre o valor de mercado de uma determinada
empresa e o seu patrimônio líquido
É a soma de todos os valores presentes dos EVAs futuros
MVA ≥ 0
MVA < 0
Projeto Viável
Projeto Inviável
Alavancagem
Alavancagem
• É o uso de ativos operacionais e/ou de recursos financeiros, com
custos e despesas fixas, visando a aumentar o retorno dos
acionistas
Alavancagem Operacional
• É o uso de ativos operacionais, com custos e despesas fixas, com
o objetivo de aumentar os lucros antes de juros e imposto de
renda
Receita operacional 571.500 635.000 698.500
(-) Custos e despesas operacionais variáveis 144.000 160.000 176.000
(-) Custos e despesas operacionais fixas 380.000 380.000 380.000
= Lucros antes de juros e imposto de renda – LAJIR 47.500 95.000 142.500
Alavancagem Operacional
• Custo fixo = 380.000,00
• Unidades produzidas = 10.000
• Preço de compra = 16,00
• Preço de venda = 63,50
• Variação na produção = 10% +10%-10% Atual
00,5
%50


10%
50%
loperacionamalavancagedeGrau
95.000
95.000-142.500
LAJIRnovariaçãodePercentual
Alavancagem Financeira
• É o resultado da existência de encargos financeiros fixos, para
aumentar os efeitos de variações nos lucros antes de juros e
imposto de renda (LAJIR) sobre os lucros por ações (LPA)
Alavancagem Financeira
• LAJIR = 1.000.000,00
• Juros = 550.000,00
• Imposto de renda = 35%
• Variação no LAJIR = 30%
LAJIR 700.000 1.000.000 1.300.000
(-) Juros 550.000 550.000 550.000
= LAIR 150.000 450.000 750.000
(-) Imposto de renda 52.500 157.500 262.500
= LLDIR 97.500 192.500 487.500
+30%-30% Atual
𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 de variação no LLDIR =
487.500−192.500
192.500
= 53,25%
𝐺𝑟𝑎𝑢 de alavancagem financeira =
53,25%
30%
= 1,775
Alavancagem Total
• É o uso potencial de custos fixos, operacionais e financeiros, para
aumentar o efeito das variações nas vendas sobre o lucro por
ação
Alavancagem Total
LAJIR = 1.000.000,00
Juros = 550.000,00
Imposto de renda = 35%
Variação no LAJIR = 30%
Receita operacional 1.689.800 1.988.000 2.286.200
(-) Custos e despesas operacionais variáveis 892.500 1.050.000 1.207.500
(-) Custos e despesas operacionais fixas 277.000 277.000 277.000
LAJIR 520.300 661.000 801.700
(-) Juros 98.000 98.000 98.000
= LAIR 422.300 563.000 703.700
(-) Imposto de renda 147.805 197.050 246.295
= LLDIR 274.495 365.950 457.405
+15%-15% Atual
Alavancagem Total
24,99%FinanceiraVariaçãoTotalVariação
%924,9
365950
365950274495
FinanceiraVariação
21,29%
661000
661000520300
lOperacionaVariação







67,1
%15
%99,24
GAT
17,1
%29,21
%99,24
GAF
42,1
%15
%29,21
GAO



Índices de Valor de Mercado
LPA - Lucro por Ação
• Corresponde ao lucro do período dividido pelo número de ações.
Refere-se ao lucro que pode ser destinado aos acionistas
𝐿𝑃𝐴 =
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝐴çõ𝑒𝑠 𝑒𝑚 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎çã𝑜
Índice Preço / Lucro
• Mede o quanto os investidores estão dispostos a pagar por R$
1,00 de lucro corrente
Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑃 𝐿 =
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑎çã𝑜
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑎çã𝑜
• Proposição 1: Tudo mais constante, empresas de crescimento esperado alto
terão P/L maior do que empresas de crescimento esperado baixo.
• Proposição 2: Tudo o mais constante, empresas mais arriscadas terão
menor P/L do que empresas menos arriscadas.
• Proposição 3: Tudo o mais constante, empresas com taxa de reinvestimento
baixa terão P/L maior do que empresas com taxa de reinvestimento maior.
Índice Preço / Vendas
• Este índice mostra a relação entre a capitalização da empresa e o
valor da receita líquida de vendas
Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 =
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝐴çã𝑜
𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝐴çã𝑜
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  • 2. Quem sou eu? Prof. Milton Henrique do Couto Neto miltonhenrique@mhempresarial.com Administração, Estácio Engenharia Mecânica, UFF MBA em Gestão Empresarial, UVV MBA em Marketing Empresarial, UVV Mestrado Acadêmico em Administração, UFES Pós-MBA em Inteligência Empresarial, FGV http://lattes.cnpq.br/8394911895758599 https://br.linkedin.com/in/miltonhenrique
  • 3. Experiência como Professor Universitário (graduação e pós-graduação)
  • 4. Disciplinas Lecionadas Graduação  Administração de Materiais  Economia da Engenharia  Economia Empresarial  Empreendedorismo  Engenharia de Manutenção e Confiabilidade  Engenharia de Métodos  Fundamentos da Administração  Gestão de Marketing  Gestão de Processos e Empresas  Gestão de Vendas  Gestão Financeira e Orçamentária  Marketing de Relacionamento  Matemática Básica  Matemática Financeira  Novas Abordagens em Administração  Planejamento Estratégico da Produção  Plano de Negócios  Tópicos Especiais em Administração Pós-Graduação  Análise das Demonstrações Financeiras  Comportamento do Consumidor  Consultoria de RH  E-commerce e Marketing Digital  Endomarketing e Comunicação Corporativa  Estratégia Competitiva de Preços  Estudo de Viabilidade Econômico Financeira  Formação do Preço de Venda no Varejo  Gestão de Tesouraria  Marketing Competitivo, Criatividade e Inovação  Matemática Financeira  Pesquisa de Marketing  Políticas e Modelos de Financiamento  Teoria do Desenvolvimento Organizacional
  • 5. Experiência como Gestor Empresário de diversos setores ... 2006 2006 2012 2012 2013 2013 20152014 2008 2016
  • 8. Este e outros arquivos estão disponíveis para download no www.slideshare.net/miltonh
  • 10. Roteiro 1. Introdução a Análise das Demonstrações Financeiras 2. Demonstrações Contábeis 3. Metodologias de Análise 4. Índices de Liquidez 5. Estrutura de Capital 6. Índices de Estrutura Patrimonial 7. Administração do Capital de Giro 8. Índices de Atividade 9. Índices de Rentabilidade 10. Alavancagem 11. Índices de Valor de Mercado
  • 11. Introdução a Análise das Demonstrações Financeiras
  • 12. Análise das Demonstrações Financeiras Enfoque Holístico Estratégia da Empresa Operações da Empresa FinanciamentosInvestimentos
  • 13. Análise das Demonstrações Financeiras Análise das Demonstrações Financeiras Demonstrações Contábeis
  • 14. Demonstrações Financeiras As demonstrações financeiras podem ser consideradas como o produto final do processo de apuração contábil Contém dados extraídos dos livros, registros e documentos que compõem o sistema contábil de uma empresa
  • 15. Análise de Demonstrações e Tomada de Decisão
  • 16. A Quem Interessam as Demonstrações? Sócios, acionistas e quotistas Administradores Fornecedores Instituições financeiras Governo
  • 18. Demonstrações Contábeis • Segundo a legislação vigente temos as seguintes demonstrações financeiras, como obrigatórias: • Balanço Patrimonial • Demonstração de Resultado do Exercício • Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido • Demonstração dos Fluxos de Caixa • DVA - Demonstrativo do Valor Adicionado (para Companhia Aberta)
  • 19. Balanço Patrimonial • Conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma entidade empresarial num determinado momento, susceptíveis de avaliação econômica • Trata-se do demonstrativo que visa apresentar a situação financeira e patrimonial da empresa em um determinado momento, ou seja em uma data específica
  • 20. Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE - Realizável a longo prazo - Exigível a longo prazo - Investimentos - Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Intangível
  • 21. Balanço Patrimonial Ativo Passivo e Patrimônio Líquido Circulante Compreende contas que estão constantemente em giro em movimento, sua conversão em dinheiro ocorrerá, no máximo, até o próximo exercício social. Não Circulante • Realizável a Longo Prazo Incluem-se nessa conta bens e direitos que se transformarão em dinheiro após o exercício seguinte. • Investimento São as aplicações de caráter permanente que geram rendimentos não necessários à manutenção da atividade principal da empresa. • Imobilizado Abarca itens de natureza permanente que serão utilizados para a manutenção da atividade básica da empresa. • Intangível São bens e direitos não palpáveis que a empresa possui. Circulante Compreende obrigações exigíveis que serão liquidadas no próximo exercício social: nos próximos 365 dias após o levantamento do balanço. Não Circulante Relacionam-se nessa conta obrigações exigíveis que serão liquidadas com prazo superior a um ano dívidas a longo prazo. Patrimônio Líquido São recursos dos proprietários aplicados na empresa. Os recursos significam o capital mais o seu rendimento lucros e reservas. Se houver prejuízo, o total dos investimentos proprietários será reduzido.
  • 22. Demonstração de Resultado do Exercício • A demonstração de resultados do exercício tem como objetivo básico, apurar o lucro ou prejuízo obtido pela empresa durante determinado período (exercício social), com base no regime de competência, independente do que foi efetivamente pago e/ou recebido
  • 23. Demonstração de Resultado do Exercício DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO Receita bruta de vendas de bens ou serviços (-) Impostos sobre vendas (-) Devoluções, descontos e abatimentos (=) Receita operacional líquida (-) Custo da mercadoria / produto / serviço vendido (=) Resultado bruto (-) Despesas administrativas (-) Despesas comerciais = Resultado Operacional da Atividade ou Lucro Operacional Próprio (-) Resultado financeiro líquido (receitas financeiras – despesas financeiras) (-) Outras receitas/despesas operacionai0s (=) Resultado operacional (-) Receitas não operacionais (-) Despesas não operacionais (=) Resultado antes do imposto de renda (-) Provisão para imposto de renda (-) Participações no lucro (=) Lucro ou Prejuízo líquido do exercício
  • 24. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido • Esta demonstração nos permite detalhar as principais modificações que afetaram o patrimônio líquido no período • Através dela podemos verificar as destinações do resultado obtido no período, se ocorreram modificações no capital social através de novos aportes de recursos dos sócios, se foram constituídas reservas decorrentes de processos de reavaliação de ativos da empresa, dentre outras situações
  • 25. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Movimentações Capital Social Reserva de Capital Reservas de Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados Saldo do início do exercício Ajustes de Exercícios Anteriores Dividendos extraordinários Aumento de Capital por incorporação de reservas Aumento de Capital por subscrição de novas ações Reversões de Reservas Lucro/ Prejuízo Líquido do Exercício Proposta de destinação do Lucro: Transferência para reservas Dividendos Propostos Saldo ao Final do Exercício
  • 26. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido • Mutações que ELEVAM o Patrimônio Líquido • Lucro Líquido do Exercício, Aumento de Capital por Subscrição e Integralização de Novas Ações, Ágio Cobrado na Subscrição de Ações e Prêmios para Debêntures, etc. • Mutações que REDUZEM o Patrimônio Líquido • Prejuízo Líquido no Exercício, Aquisição de Ações da Própria Sociedade (ações em tesouraria), Pagamento de Dividendos, etc. • Mutação que NÃO AFETAM o Patrimônio Líquido • Aumento de Capital por Incorporação de Reservas, Apropriação do Lucro Líquido da Conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados para Outras Reservas, Compensação de Prejuízos Através de Reservas, etc.
  • 27. Demonstração do Fluxo de Caixa • Identificar o processo de circulação do dinheiro, através da variação de caixa (e equivalentes) • A análise do fluxo de caixa examina a origem e aplicação do dinheiro que transitou pela empresa
  • 28. Demonstração do Fluxo de Caixa • Atividades Operacionais • As principais atividades geradoras de receita da entidade bem como outras atividades não enquadradas como financiamento ou investimento • Atividades de Investimento • Aquelas referentes à aquisição e venda de ativos (a maioria de longo prazo) e, também, os investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa • Atividades de Financiamento • Aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e endividamento da entidade
  • 29. DFC – Método Direto DFC Método Direto a) Atividades operacionais Lucro líquido (+) Depreciação (+/–) Duplicatas a receber (+/–) Estoques (+/–) Fornecedores (+/–)Salários a pagar (+/–) Impostos a recolher a1) Caixa líquido das atividades operacionais b) Atividades de investimentos Venda de ações de coligadas Recebimento de empresas coligadas b1) Caixa líquido das atividades de investimentos c) Atividades de financiamentos Novos financiamentos Aumento de capital em dinheiro Dividendos c1) Caixa líquido das atividades de financiamentos Aumento/redução de caixa (a1 + b1 + c1) Saldo inicial de caixa Saldo final de caixa Calculado diretamente a partir da movimentação do caixa e equivalentes de caixa
  • 30. DFC – Método Indireto DFC – Método Indireto Saldo inicial em 31/12/20XX Entradas Receita operacional recebida Receitas financeiras Recebimento de coligadas Vendas investimentos Novos financiamentos Aumento de capital Total de entradas Saídas Compras pagas Despesas de vendas pagas Despesas administrativas Despesas financeiras Imposto de renda Dividendos pagos Total de saídas Saldo final em 31/12/20XX Se vale da DRE para avaliar indiretamente as entradas e saídas de caixa e seus equivalentes
  • 31. Demonstração do Valor Adicionado • Evidencia os valores correspondentes à formação da riqueza gerada pela empresa em determinado período e sua respectiva distribuição • A riqueza gerada pela empresa, medida no conceito de valor adicionado, é calculada a partir da diferença entre o valor de sua produção e o dos bens e serviços produzidos por terceiros utilizados no processo de produção da empresa
  • 33. Metodologias de Análise • Análise Vertical • A Análise Vertical é obtida pela transformação dos valores de um grupo qualquer dos demonstrativos contábeis em percentuais; com isso, podemos visualizar melhor a importância de cada grupo no total que estamos considerando. • A análise vertical é a técnica mais simples e também uma das mais completas para a realização da análise econômico-financeira • Ela mede PROPORÇÕES entre valores, ajudando-nos a determinar quais as contas de maior importância e relevância para a análise
  • 34. Metodologias de Análise • Análise Horizontal • A Análise Horizontal mostra evolução histórica dos itens dos demonstrativos contábeis de um período para outro, visando caracterizar tendências • É sempre realizada através de índices • O índice do ano-base é 100 e os anos subsequentes são expressos em relação ao ano-base
  • 35. Análises por Quocientes / Índices • Podemos, na Análise das Demonstrações Financeiras, dividir os índices em quatro grupos: • Índices de Liquidez • Índices de Estrutura Patrimonial • Índices da Atividade ou Operacionais • Índices de Rentabilidade e Lucratividade
  • 37. Índices de Liquidez • A saúde financeira de uma operação empresarial, em determinado momento , pode ser avaliada pela capacidade de cobertura das exigibilidades de curto prazo e de longo prazo, ou seja, pelos níveis de liquidez observados • De forma mais simples, os índices de liquidez avaliam quantos reais a empresa dispõe nos seus Ativos para fazer face aos compromisso/obrigações assumidas que estão contempladas nos seus Passivos
  • 38. Índices de Liquidez 𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝑆𝑒𝑐𝑎 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐼𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎𝑡𝑎 = 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
  • 40. Taxa de Mínima Atratividade (TMA) Deve representar uma média ponderada dos custos dos capitais investidos na empresa, seja capital oriundo dos sócios ou oriundo de terceiros
  • 41. Custo do Capital de Terceiros Capital Próprio 50% Capital de Terceiros Balanço Patrimonial Ativos 400,00 400,00 Dívidas (20%a.a.) - 200,00 PL 400,00 200,00 Passivos 400,00 400,00 Demonstração de Resultados LAJIR 100,00 100,00 (-) Juros - (40,00) LAIR 100,00 60,00 (-) IR (30%) (30,00) (18,00) LL 70,00 42,00 Benefício fiscal associado às despesas financeiras
  • 42. Custo do Capital de Terceiros Capital Próprio 50% Capital de Terceiros Balanço Patrimonial Ativos 400,00 400,00 Dívidas (20%a.a.) - 200,00 PL 400,00 200,00 Passivos 400,00 400,00 Demonstração de Resultados LAJIR 100,00 100,00 (-) Juros - (40,00) LAIR 100,00 60,00 (-) IR (30%) (30,00) (18,00) LL 70,00 42,00 𝐾 𝑑 = 𝐾𝑎 . (1 − 𝐼𝑅%) Kd = Custo Efetivo da Dívida Ka = Custo Aparente da Dívida IR = Alíquota do Imposto de Renda 𝐾 𝑑 = 𝐾 𝑎 . (1 − 𝐼𝑅%) 𝐾 𝑑 = 20% . (1 − 20%) 𝐾 𝑑 = 16%
  • 43. Custo do Capital Próprio Modelo de Crescimento Constante de Gordon e Shapiro • Premissas: Os dividendos por ação crescem a uma taxa constante g por período As taxas Ks (custo do capital próprio) e g são constantes e Ks>g 𝑃0 = 𝐷1 𝐾𝑠 − 𝑔 𝐾𝑠 = 𝐷1 𝑃0 + 𝑔 P0 = Preço da ação no ano zero D1 = dividendo pago pela ação no ano 1 Ks = Custo do capital próprio g = taxa de crescimento dos dividendos Arrumando... Fórmula de Gordon-Shapiro
  • 44. Custo do Capital Próprio Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (CAPM) 𝐸 𝑅𝑖 = 𝑅𝑓 + 𝛽 [ 𝐸 𝑅 𝑚 − 𝑅𝑓] E(Ri) = Retorno esperado do ativo i Rf = Taxa livre de risco β = Beta, nível de risco sistemático E(Rm) = Retorno esperado do mercado
  • 45. Custo do Capital Próprio Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (CAPM) 𝐸 𝑅𝑖 = 𝑅𝑓 + 𝛽 [ 𝐸 𝑅 𝑚 − 𝑅𝑓] Prêmio pelo risco de mercado Prêmio de risco do ativo
  • 46. Beta (β) Excesso de retorno do ativo Excesso de retorno do mercado β = 1 (Mercado) β < 1 (Conservadora) β > 1 (Agressiva)
  • 47. WACC - Custo Médio Ponderado de Capital EXEMPLO: Calcule o WACC considerando que a Cia. Valor pegou um empréstimo equivalente a 30% de seu capital a 15% e que a empresa se encontra operando numa alíquota de 34% de IR. Considere ainda que o Custo do Capital Próprio é de 16,4%. 𝐾𝑖 = 𝐷í𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑥 (1 − 𝐼𝑅) 𝐾𝑖 = 15% 𝑥 (1 − 0,34) 𝐾𝑖 = 9,9% 𝐾𝑖 = Custo do Capital de Terceiros Líquido do IR 𝐾𝑒 = Custo do Capital Próprio 𝐾𝑒 = 16,4% Contribuição do Ki = 30% x 9,9% = 2,97% Contribuição do Ke = 70% x 16,4% = 11,48% WACC = 2,97% + 11,48% = 14,45%
  • 49. Composição do Endividamento • Revela quanto da dívida total (passivo circulante + passivo não circulante) com terceiros é exigível no curto prazo (passivo circulante) • Empresas com menores níveis de endividamento no curto prazo, via de regra, oferecem menor risco 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜 𝑑𝑜 𝐸𝑛𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝑇𝑒𝑟𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠
  • 50. Imobilização do Patrimônio Líquido • Apresenta a parcela do Patrimônio Líquido que está investida em ativos de baixa liquidez (ativos imobilizados, investimentos ou ativos intangíveis), ou seja, ativos não circulantes deduzidos dos ativos realizáveis a longo prazo • Quanto mais recurso investido em ativos de baixa liquidez, menos sobrará para investir em Ativos Circulantes • O ideal é que a empresa financie o Ativo Circulante com recursos próprios para diminuir a dependência de terceiros, e consequentemente, o risco 𝐼𝑚𝑜𝑏𝑖𝑙𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝐿 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑛ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑜𝑛𝑔𝑜 𝑃𝑟𝑎𝑧𝑜 𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
  • 51. Imobilização de Recursos Não Correntes • Mostra o percentual de recursos de longo prazo aplicados nos grupos de ativos de menor liquidez (imobilizado, investimentos e intangíveis) • Índices acima de 1,0 significam que a entidade está imobilizando recursos de curto prazo (passivo circulante), o que é um sinal de desequilíbrio financeiro 𝐼𝑚𝑜𝑏. 𝑅𝑒𝑐. 𝑁ã𝑜 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑛ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧á𝑣𝑒𝑙 𝑎 𝐿𝑃 𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 + 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝑛ã𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
  • 52. Avaliação de Projetos de Investimento Estimativa de Fluxos de Caixa Futuros Estimativa do Custo de Financiamento ou Taxa de Mínima Atratividade
  • 53. Projeção de Fluxos de Caixa Tempo Investimento Inicial Fluxos de Caixa Incrementais TMA
  • 54. Fluxo de Caixa Disponível da Empresa (FCDE) Receita Operacional Bruta - Deduções e Impostos = Receita Operacional Líquida - Custos e despesas operacionais (exceto depreciação e amortização) = EBITDA Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização - Depreciação = EBIT Lucro antes dos juros e dos impostos (Lucro Operacional Bruto) - Imposto de Renda sobre o EBIT = NOPAT Lucro Operacional Líquido do Imposto de Renda + Depreciação = FCO Fluxo de Caixa Operacional - CAPEX Gastos de Capital - Variações nas necessidades de capital de giro = FCDE Fluxo de Caixa Disponível da Empresa
  • 55. EBITDA e EBIT EBITDA EBIT  Earning Before Interest, Taxes, Depreciation/Depletion and Amortization  É o lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação, amortização e exaustão  É a receita operacional de vendas menos os custos e as despesas, sem considerar as despesas não reembolsáveis como depreciação, amortização e exaustão  Earning Before Interest and Taxes  É o lucro antes dos juros e do imposto de renda e após as despesas de depreciação  EBIT = EBITDA - Depreciação
  • 56. NOPAT – Lucro Operacional Líquido do IR NOPAT  Net Operating Profit After Taxes  NOPAT = EBIT – Imposto de Renda
  • 57. CAPEX - Gastos de Capital CAPEX  Capital Expenditures  As variações nos gastos de capital representam todos os acréscimos necessários de investimentos em ativos fixos previstos no horizonte de tempo  Em períodos de forte crescimento ou de implantação de novos projetos de investimentos na empresa, o fluxo de gastos de capital costuma ser elevado, reduzindo-se em anos de maior estabilidade
  • 58. Variações nas Necessidades de Capital de Giro Outros acréscimos de investimento são as necessidades incrementais de capital de giro Aumentos na necessidade de capital de giro reduzem o caixa e, em consequência, os fluxos de caixa previstos Reduções no giro, ao contrário, liberam recursos financeiros, elevando os fluxos de caixa
  • 60. Capital de Giro Diversas Inter- relações Giro ≈ Circulante OrigemAplicação
  • 61. Administração do Capital de Giro Há quatro componentes do capital de giro que requerem administração específica: • administração de caixa • administração de estoques • administração de contas a receber • administração de contas a pagar Atenção
  • 62. Capital de Giro Total (CGT) Capital de Giro Total = Capital de Giro Bruto Investimento de capital em ativos de curto prazo: • Disponibilidades • Recebíveis • Estoque
  • 63. Capital de Giro Líquido (CGL) CGL = AC - PC CGL Positivo → AC > PC CGL Negativo → AC < PC Quanto maior o CGL → Maior a Liquidez Ou Capital Circulante Líquido (CCL)
  • 64. Capital de Giro Líquido (CGL ou CCL)
  • 65. Capital de Giro Próprio (CGP) CGP = PL – AP – RLP
  • 66. Capital de Giro Próprio (CGP) • Capital próprio (patrimônio líquido) não investido a longo prazo (em ativos permanentes ou realizáveis a longo prazo) • É o recurso próprio que banca o giro do negócio • É a forma de cobertura da NCG com recursos próprios CGP = PL – AP – RLP
  • 67. Grupos Patrimoniais Ativo Circulante Passivo Circulante Caixas e Bancos Aplicações Financeiras Empréstimos e Financiamentos Duplicatas Descontadas Contas a Receber Estoques Fornecedores Salários e Encargos Tributos a Pagar
  • 68. Necessidade de Capital de Giro (NCG) Ativo Circulante Passivo Circulante Contas a Receber Estoques Fornecedores Salários e Encargos Tributos a Pagar 𝑵𝑪𝑮 = 𝑨𝑪 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 − 𝑷𝑪 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍
  • 70. Alterações da NCG 𝑵𝑪𝑮 = 𝑨𝑪 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 − 𝑷𝑪 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 Contas a Receber Estoques Fornecedores Salários e Encargos Tributos a Pagar Para Reduzir o NCG: Reduzir Contas a Receber e Estoque Aumentar Fornecedores
  • 71. Saldo em Tesouraria Ativo Circulante Passivo Circulante Caixas e Bancos Aplicações Financeiras Empréstimos e Financiamentos Duplicatas Descontadas 𝑺𝒂𝒍𝒅𝒐 𝒆𝒎 𝑻𝒆𝒔𝒐𝒖𝒓𝒂𝒓𝒊𝒂 = 𝑨𝑪 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒐 − 𝑷𝑪 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒐
  • 72. Gestão Integrada do Capital de Giro 𝑪𝑮𝑳 = 𝑵𝑪𝑮 + 𝑺𝑻 Capital de Giro Líquido Necessidade de Capital de Giro Saldo em Tesouraria 𝑪𝑮𝑳 = 𝑨𝑪 − 𝑷𝑪 𝑵𝑪𝑮 = 𝑨𝑪 𝒐𝒑 − 𝑷𝑪 𝒐𝒑 𝑺𝑻 = 𝑨𝑪 𝒇𝒊𝒏 − 𝑷𝑪 𝒇𝒊𝒏
  • 73. Avaliação da Liquidez do Capital de Giro 𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝑆𝑒𝑐𝑎 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝐼𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎𝑡𝑎 = 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
  • 74. Avaliação da Liquidez do Capital de Giro 𝐸𝑓𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑇𝑒𝑠𝑜𝑢𝑟𝑎 = 𝑆𝑎𝑙𝑑𝑜 𝑒𝑚 𝑇𝑒𝑠𝑜𝑢𝑟𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑂𝑣𝑒𝑟𝑡𝑟𝑎𝑑𝑖𝑛𝑔 = 𝐿𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝐶𝑟é𝑑𝑖𝑡𝑜 + 𝑆𝑇 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 𝐸𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜 = 𝐶𝐺𝐿 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠
  • 75. Efeito Tesoura • Baseia-se no fato de uma empresa precisar de capital de giro cada vez maior e dispor de um saldo em tesouraria cada vez menor, negativo Empresa Vendendo Mais Quem está financiando este crescimento??? Recursos Próprios - Reinvestimento do Lucro Líquido Recursos de Terceiros - Endividamento
  • 77. Efeito Tesoura É importante compreender a diferença entre LUCRO e FATURAMENTO
  • 78. Overtrading • Ato de fazer negócios superiores à capacidade de financiamento da NCG, decorrente desses negócios; • É a condição de impossibilidade de financiamento do Efeito Tesoura • A organização não consegue obter recursos financeiros para bancar sua necessidade de capital de giro Dar um passo maior que as pernas!
  • 79. Sintomas do Overtrading • Um crescimento desordenado do Ativo Permanente, que venha provocar atrofiamento do Ativo Circulante • É importante que se observe que, uma empresa que mantém um elevado índice de Ativo Permanente em detrimento do Ativo Circulante, estará desviando valores do giro dos negócios, para aplicá-los em ativos de demorada conversão em numerário 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑃𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑛𝑡𝑒 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑥 100
  • 80. Sintomas do Overtrading • Um Ativo excessivamente endividado ou seja, proveniente de excessiva proporção de Capitais de Terceiros, elimina por sua vez a independência ou autonomia financeira da empresa motivando posteriores desequilíbrios 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑃𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑥 100
  • 81. Sintomas do Overtrading • A inexistência de Capital de Giro Próprio é fator que poderá ser causa de desequilíbrio econômico-financeiro 𝐶𝐺𝑃 = Patrimônio Líquido – Ativo Permanente
  • 82. Sintomas do Overtrading • Um lucro operacional muito baixo, em relação às vendas efetuadas, pode revelar uma acentuada incidência de custos 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑥 100
  • 83. Equilíbrio Financeiro • Avalia a gestão equilibrada do capital de giro, aferida pelo Capital de Giro Líquido relativamente às receitas da organização • A existência de CGL positivo representa a aplicação de recursos de longo prazo no Capital de Giro: “Folga Financeira”
  • 85. Ciclos Operacional, Econômico e Financeiro Compra de Matéria Prima Início da Produção Fim da Produção Venda da Mercadoria Recebimento da Mercadoria Pagamento da Matéria Prima Estoque de Matéria Prima Estoque de Produto Acabado Produção Prazo de Pagamento de Fornecedor Prazo de Recebimento de Cliente
  • 86. PMEMP PMF PMEPA PMR Ciclos Operacional, Econômico e Financeiro Compra de Matéria Prima Início da Produção Fim da Produção Venda da Mercadoria Recebimento da Mercadoria Pagamento da Matéria Prima Ciclo Operacional É o tempo entre a compra da matéria prima e o recebimento da venda
  • 87. PMEPAPMEMP PMF Ciclos Operacional, Econômico e Financeiro Compra de Matéria Prima Início da Produção Fim da Produção Venda da Mercadoria Recebimento da Mercadoria Pagamento da Matéria Prima Ciclo Econômico É o tempo entre a compra da matéria prima e a venda
  • 88. Ciclos Operacional, Econômico e Financeiro Compra de Matéria Prima Início da Produção Fim da Produção Venda da Mercadoria Recebimento da Mercadoria Pagamento da Matéria Prima Ciclo Financeiro (de Caixa) É o tempo que demora para o dinheiro retornar ao caixa PMP Ciclo Operacional
  • 89. Giro de Caixa •É o número de vezes por ano que o caixa da empresa realmente se reveza •É calculado dividindo o suposto número de dias do ano (360) pelo ciclo de caixa 𝑮𝒊𝒓𝒐 𝒅𝒆 𝑪𝒂𝒊𝒙𝒂 = 𝟑𝟔𝟎 𝑪𝒊𝒄𝒍𝒐 𝒅𝒆 𝑪𝒂𝒊𝒙𝒂
  • 90. 𝐶𝑖𝑐𝑙𝑜 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜 = 𝑃𝑀𝐸 + 𝑃𝑀𝑅 − 𝑃𝑀𝑃 𝑃𝑀𝐸 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝐶𝑃𝑉𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑜 𝑃𝑀𝑅 = 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑎 𝑃𝑀𝑃 = 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑃𝑎𝑔𝑎𝑟 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑎
  • 91. 𝐶𝑖𝑐𝑙𝑜 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜 = 𝑃𝑀𝐸 + 𝑃𝑀𝑅 − 𝑃𝑀𝑃 𝑃𝑀𝐸 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝐶𝑃𝑉𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑜 𝑃𝑀𝑅 = 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑎 𝑃𝑀𝑃 = 𝐶𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑃𝑎𝑔𝑎𝑟 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑎 Para diminuir o Ciclo Financeiro
  • 93. ROI - Retorno Sobre o Investimento O ROI apresenta a rentabilidade da operação 𝑅𝑂𝐼 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 Vantagens Desvantagens  Extremamente simples  Transmite, de forma fácil, o desempenho empresarial  Utilizado como taxa máxima do custo do capital suportado pela empresa  Enfatiza desempenho de curto prazo e não um horizonte temporal maior  Não considera o fluxo de caixa e o custo de capital, sendo uma medida incompleta de performance
  • 94. Giro do Ativo • Compara as vendas da empresa com o seu investimento, ou seja, indica quanto a empresa vendeu para cada real investido • Quanto mais a empresa conseguir girar o seu ativo, melhores serão os resultados 𝐺𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 = 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
  • 95. Margem Líquida • Mede o quanto se lucra em R$ 1,00 de venda 𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠
  • 96. ROE – Retorno Sobre o Patrimônio Líquido É uma porcentagem usada para medir o quão eficiente uma empresa é para a capacidade de geração de lucros É um indicador de eficiência de gestão, pois acaba mostrando se a empresa está “aplicando bem” o dinheiro dos acionistas para os seus devidos fins 𝑅𝑂𝐸 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 Apenas Capital Próprio
  • 97. ROA – Retorno Operacional sobre Ativos Pode ser entendido como o lucro gerado pelos ativos O lucro operacional não depende da forma pela qual a empresa é financiada, pois vem antes das despesas financeiras 𝑅𝑂𝐴 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
  • 98. ROIC – Retorno Sobre Capital Investido Apresenta, em termos percentuais, quanto dinheiro a organização tem capacidade de gerar com o capital investido Mede o retorno sobre o capital investido, independente de ser capital próprio ou de terceiros 𝑅𝑂𝐼𝐶 = 𝑁𝑂𝑃𝐴𝑇 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑜 NOPAT = Lucro Líquido Operacional menos os impostos ajustados
  • 99. EVA – Valor Econômico Agregado Patenteado pela Consultoria Stern Stewart & Company Considera o custo de oportunidade do capital próprio A empresa só gera riqueza para seus acionistas se os lucros forem superiores ao custo de todo o capital utilizado em suas operações EVA = Lucro Líquido – Custo de Oportunidade do Capital Próprio
  • 100. MVA – Valor Adicional de Mercado É a diferença entre o valor de mercado de uma determinada empresa e o seu patrimônio líquido É a soma de todos os valores presentes dos EVAs futuros MVA ≥ 0 MVA < 0 Projeto Viável Projeto Inviável
  • 102. Alavancagem • É o uso de ativos operacionais e/ou de recursos financeiros, com custos e despesas fixas, visando a aumentar o retorno dos acionistas
  • 103. Alavancagem Operacional • É o uso de ativos operacionais, com custos e despesas fixas, com o objetivo de aumentar os lucros antes de juros e imposto de renda
  • 104. Receita operacional 571.500 635.000 698.500 (-) Custos e despesas operacionais variáveis 144.000 160.000 176.000 (-) Custos e despesas operacionais fixas 380.000 380.000 380.000 = Lucros antes de juros e imposto de renda – LAJIR 47.500 95.000 142.500 Alavancagem Operacional • Custo fixo = 380.000,00 • Unidades produzidas = 10.000 • Preço de compra = 16,00 • Preço de venda = 63,50 • Variação na produção = 10% +10%-10% Atual 00,5 %50   10% 50% loperacionamalavancagedeGrau 95.000 95.000-142.500 LAJIRnovariaçãodePercentual
  • 105. Alavancagem Financeira • É o resultado da existência de encargos financeiros fixos, para aumentar os efeitos de variações nos lucros antes de juros e imposto de renda (LAJIR) sobre os lucros por ações (LPA)
  • 106. Alavancagem Financeira • LAJIR = 1.000.000,00 • Juros = 550.000,00 • Imposto de renda = 35% • Variação no LAJIR = 30% LAJIR 700.000 1.000.000 1.300.000 (-) Juros 550.000 550.000 550.000 = LAIR 150.000 450.000 750.000 (-) Imposto de renda 52.500 157.500 262.500 = LLDIR 97.500 192.500 487.500 +30%-30% Atual 𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 de variação no LLDIR = 487.500−192.500 192.500 = 53,25% 𝐺𝑟𝑎𝑢 de alavancagem financeira = 53,25% 30% = 1,775
  • 107. Alavancagem Total • É o uso potencial de custos fixos, operacionais e financeiros, para aumentar o efeito das variações nas vendas sobre o lucro por ação
  • 108. Alavancagem Total LAJIR = 1.000.000,00 Juros = 550.000,00 Imposto de renda = 35% Variação no LAJIR = 30% Receita operacional 1.689.800 1.988.000 2.286.200 (-) Custos e despesas operacionais variáveis 892.500 1.050.000 1.207.500 (-) Custos e despesas operacionais fixas 277.000 277.000 277.000 LAJIR 520.300 661.000 801.700 (-) Juros 98.000 98.000 98.000 = LAIR 422.300 563.000 703.700 (-) Imposto de renda 147.805 197.050 246.295 = LLDIR 274.495 365.950 457.405 +15%-15% Atual
  • 110. Índices de Valor de Mercado
  • 111. LPA - Lucro por Ação • Corresponde ao lucro do período dividido pelo número de ações. Refere-se ao lucro que pode ser destinado aos acionistas 𝐿𝑃𝐴 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝐴çõ𝑒𝑠 𝑒𝑚 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎çã𝑜
  • 112. Índice Preço / Lucro • Mede o quanto os investidores estão dispostos a pagar por R$ 1,00 de lucro corrente Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑃 𝐿 = 𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑎çã𝑜 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑎çã𝑜 • Proposição 1: Tudo mais constante, empresas de crescimento esperado alto terão P/L maior do que empresas de crescimento esperado baixo. • Proposição 2: Tudo o mais constante, empresas mais arriscadas terão menor P/L do que empresas menos arriscadas. • Proposição 3: Tudo o mais constante, empresas com taxa de reinvestimento baixa terão P/L maior do que empresas com taxa de reinvestimento maior.
  • 113. Índice Preço / Vendas • Este índice mostra a relação entre a capitalização da empresa e o valor da receita líquida de vendas Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 = 𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝐴çã𝑜 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝐴çã𝑜