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A Annonciation de Angelin Preljocaj (1995)
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Os espaços do cristianismo
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Subdivide-se em Alta Idade Média (V-IX) e Baixa Idade Média (XXV).

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6
Principais alterações:
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7
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8
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Novas invasões: Muçulmanas (VII); Normandas (IX); Magiares
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9
Consequências:
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Subsistência difícil;
Instabilidade e insegurança.

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10
Séculos X-XI, surge o feudalismo.
Sociedade fortemente hierarquizada e trinitária: clero (rezar);
cavaleiros, nobres (combater); povo (Trabalhar).
Desenvolve-se a dependência de homem para homem, baseada
na posse da terra.

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11
Esquema de um senhorio rural

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12
Esquema da sociedade medieval

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13
Neste mundo feudal, violento, arcaico e rural o Cristianismo foi o
elemento aglutinador
A religião cristã, tinha-se tornado no século IV (381), na religião
única e oficial do Império Romano

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14
Os bispos durante a Alta Idade Média, converteram os bárbaros
e foram praticamente as únicas autoridades presentes junto ao
povo .
A Igreja ainda exerceu um importante papel civilizacional
(técnicas agrícolas, desenvolvimento das artes e letras)
O mosteiro foi um centro religioso, mas também económico,
cultural, social e até político.

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15
Toda a cultura medieval teve um carácter religioso e doutrinal
A Igreja criou o conceito de Cristandade* (comunidade de povos
e nações que criaram entre si vínculos religiosos, políticos,
culturais e sociais opondo-se aos infiéis)
*Termo utilizado pela 1ª vez pelo papa João VIII (finais do IX)

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16
Ano Mil
Conjunto de circunstâncias favoráveis que permitem a inversão
lenta do quadro depressivo;
Fim das invasões;
Abrandamento das guerras privadas (feudais);
instituição da Paz e Tréguas de Deus (Igreja).

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17
Clima de maior paz e segurança
Desenvolvimento das técnicas e utensílios agrícolas

Aumento da produção e da produtividade agrícolas
Reativação do comércio;

Crescimento demográfico;
Desenvolvimento das cidades: mercados, feiras. Surgem
as Universidades

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18
Consequências: as cidades crescem e prosperam

Cidade de Tournai
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19
Reanimação da vida urbana:
Século XII as cidades (burgos) são o símbolo do renascimento
medieval
Feiras e mercados
Universidades
Surgem as peregrinações (Terra Santa e Santiago de Compostela)
Cruzadas (reconquista da Terra Santa)

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20
Neste ambiente de renovação cultural e económica surge o
primeiro movimento artístico da Idade Média, o Românico

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21
Durante a Alta Idade Média (V a IX) a igreja foi um importante
foco civilizacional;
As igrejas e, sobretudo, os mosteiros eram os guardiães da
cultura;
A cultura medieval tem um profundo carácter religioso;

A Igreja manda construir igrejas, incentiva peregrinações
(Terra Santa e Santiago de Compostela; organiza as cruzadas

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22
O fervor religioso desta época levou à expansão de um
movimento religioso,
O monaquismo.
Monaquismo: movimento que levou muitos cristãos a
abandonarem a vida laica e dedicarem-se à oração e ao
serviço de Deus.
Formaram congregações (ordens religiosas) que viviam
segundo uma regra. Estes mosteiros localizavam-se, na sua
maior parte, fora das cidades.

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23
Mapa dos mosteiros da Ordem de Cister

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24
O mosteiro:
uma vida própria com domínio do tempo e do espaço (o local)
Abadia Cisterciense de Fontefroide, 1097

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25
O monaquismo nasceu no século IV no Oriente (Egipto, Síria e
Ásia Menor)
É o desejo de evasão do mundo profano (fuga mundi),
entrega mais direta a Deus, através da meditação e da
contemplação (ascetismo).

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26
Nos mosteiros viviam os monges;
Obedecem a uma regra: Cister, Cluny, Beneditinos, etc.
Existem ordens militares, monges cavaleiros, as mais
importantes são os Templários e os Hospitalários.
S. Bento de Núrsia escreveu em 529, os regulamentos (regra)
para os monges (Beneditinos).

Esta regra serviu de modelo para muitas outras que surgiram, e
durante a Idade Média cobriram a Europa de mosteiros.

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27
Mosteiros da Ordem de Cluny

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28
Mosteiro era “uma escola ao serviço do Senhor”;
Abade era o pai e mestre dos irmãos (monges);
Princípios básicos: obediência, silêncio e humildade;
A regra definia os cargos e as tarefas de cada um dentro da
comunidade;

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29
A regra determinava as obrigações dos monges:
Ofício divino (culto religioso)
Outros trabalhos: nas oficinas, nos campos, no scriptorum

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30/117
Os mosteiros localizavam-se (quase todos) em lugares isolados
(fuga mundi;
Eram mundos autónomos e autossuficientes, fechados ao exterior;
O acesso a estranhos ao mosteiro era reservado e regulamentado;

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31
O mosteiro era formado por um conjunto de construções
necessárias à oração e à vida comunitária:
Igreja, sacristia, scriptorum, dormitórios, biblioteca, sala
capitular (sala de leitura), oficinas, refeitório, etc.;
Distribuíam-se em torno de um espaço quadrangular aberto,
rodeado por um corredor colunado – claustro.

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32
S. Bento pensou a própria arquitetura do mosteiro, Abadia de
Saint-Gall, na Suíça.
Este modelo será reproduzido em centenas de mosteiros.

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33
igreja

Escola, escritório, biblioteca, celas

claustro
este

átrio

sul

norte

Hospital,
dormitório
visitantes

oeste

Cozinha, dispensa, adegas, oficinas, estábulos

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34
O claustro era um espaço importante do mosteiro – passeios,
rezas, etc.

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35
Pretendia ser a materialização do Paraíso na Terra.
Foram mais do que centros religiosos
Canalizaram riquezas: dízimos, doações, rendas fundiárias,
corveias*
*Corveias – dias de trabalho (3/4 por semana) prestado pelos
servos e camponeses

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36
Centros dinamizadores da economia e de difusão de técnicas e
instrumentos agrícolas;
Centros de produção cultural: escolas, letras, teologia, ciências;
Exerceram um importante papel civilizacional.

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37
O poder da escrita

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38
O Mundo Clássico (Grécia, Roma) tinha sido um mundo
alfabetizado. Existiam escolas e bibliotecas pública nas cidades
mais importantes;
Os saberes e as ideias circulavam facilmente.

Biblioteca romana

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39
As invasões bárbaras alteraram este cenário, no século V d.c.,
iniciou-se uma rápida decadência cultural
Cidades foram devastadas  Escolas e Bibliotecas destruídas;
Desaparecimento do poder central  encerramento de muitos
organismos públicos.

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40
Fuga para o campo  ruralizou a vida
Crianças deixam de frequentar a escola. Perdem-se hábitos de
leitura e estudo
Depressão cultural geral (analfabetismo), atinge as classes
dominantes (guerreiros)
Desenvolve-se uma cultura popular, não escolarizada e não
escrita de tradição oral

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41
Sobrevivem poucos focos culturais;
Regiões mediterrânicas (Itália, Península Ibérica), sobretudo
onde a romanização tinha sido mais forte;
A partir do século VI, nas Ilhas britânicas (Grã-Bretanha e
Irlanda),misturaram-se as tradições clássicas com as céltica e
saxónica.

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42
Estes centros culturais são constituídos por uma ínfima minoria
da população;
Os letrados pertencem (quase todos) à classe eclesiástica;
Igreja mantém o latim como língua oficial;
Disparidade cultural;
Letrados (cultura latina);
Cultura de massas (medíocre, bárbara, oral).

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43
• As heranças greco-latinas e muçulmanas; cristianizar as
heranças
Europa no
século IX

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44
No século IX surge o Renascimento Carolíngio;
Necessidade de governar um império, levou Carlos Magno a
fomentar as artes e letras;
Criou uma biblioteca e escola (Aula Palatina) na corte;
Fomentou o interesse pelos clássicos (gregos e romanos);
Atraiu sábios e intelectuais – Alcuíno (c. 730-804).

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45
A partir deste núcleo inicial, criou-se uma rede de centros
culturais (mosteiros);
Alguns eclesiásticos dão importância à preparação intelectual
dos monges;
Bento de Aniana impôs a existência de escolas e scriptoria
(escritórios) nos mosteiros.

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46
• Escolas monásticas ensinavam o Trivium* e o Quadrivium**
• *Trivium – Gramática, Retórica, Dialectica
• **Quadrivium – Aritmética, Geometria, Música, Astronomia
• Analisavam as obras dos clássicos à luz da interpretação cristã,
como Santo Agostinho

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47
A produção escrita só existe (quase) nos mosteiros;
Scriptoria – monges especializados (escribas e copistas);
copiavam à mão os livros religiosos e os grandes clássicos
Estes livros (manuscritos) eram muitas vezes ilustrados com
iluminuras e miniaturas.

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48
Dificuldades de comunicação desenvolveram caligrafias e
alfabetos diferentes;
A arte de escrever estava restrita a uma minoria. Dominam o
saber.

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49
Até ao advento da burguesia (séc. XII-XIII) detém o monopólio
dos cargos públicos e das chancelarias régias*
Chancelarias régias* - secretaria onde eram elaborados,
autenticados e expedidos os diplomas régios

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50
O Canto Gregoriano

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51
Canto Gregoriano é um tipo de canto litúrgico, surgiu por volta
do século IV;
O nome surgiu no século VI;
Devido à reforma do Papa Gregório Magno que unificou os
vários cantos que acompanhavam os rituais;
Eram chamados “cantos romanos” ou “romana cantilena”.

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52
Exprimia a oração de forma suave;
Favorecia o carácter comunitário;
Conferia solenidade ao ritual da missa;
É uma musica monódica (uma só melodia);
Destinava-se a acompanhar textos, em latim, da Bíblia, os
Salmos.

No século XV, com o advento da polifonia, o canto gregoriano
começou a desaparecer;
Do Canto Gregoriano derivou toda a música erudita cristã;
Foi a base da tradição musical até ao Barroco.

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53
Missa:
Primeira peça é uma Antífona
a que se segue o Gradual
O Kyrie é um canto coletivo

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54
São Bernardo de Claraval (c. 1090-1135)
Biografia
Abade de Claraval;
Figura que marcou a história religiosa, cultural e artística da
Idade Média;
Defendia o voto de pobreza e uma vida de penitências e
sacrifícios para alcançar Deus;
Foi essencialmente um místico e não um pensador apesar de ter
publicado inúmeras obras escritas.

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55
Temas das suas obras:
O itinerário que todo o crente deve ter em direção a Deus
Define-o como o caminho da humildade ao êxtase, que passa
por várias fases:
1º - Encontro com Deus;
2º - Conversão para Deus;
3º - Restauração da ordem e da caridade

Para percorrer estas etapas devia-se meditar, contemplar (Cristo) e
desprender-se de si mesmo

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56
São Bernardo de Claraval foi um pensador místico que marcou o
pensamento cristão medieval;
Lutou pelo regresso à pobreza e humildade da Igreja;
.

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57
Coroação de Carlos Magno
25 de Dezembro de 800 (Acontecimento)

O Império
Carolíngio

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58
Subiu ao trono em 768 do reino Franco, grande conquistador;
Com Carlos Magno, no século VIII, a Europa vai conhecer uma
época de estabilidade e ordem;
Vai surgir um curto renascimento cultural que se designou de
Renascimento Carolíngio.
Dividiu o território em condados,
governados pelos condes, vigiados pelos
missi dominici (fiscais do rei;
Aliança com a Igreja, converteu e batizou
os povos conquistados.

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59
Papa (Leão III) concedeu-lhe a coroa de Imperador do Ocidente,
herdeiro dos imperadores romanos , Imperador de todo o
mundo cristão;
Unificou o Ocidente:
Sob o mesmo poder político (do imperador);
Sob o mesmo poder espiritual – Cristianismo – Papas (Roma).

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  • 3. Os espaços do cristianismo Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanas (séculos IX-XII) (O tempo e o local) HCA - Curso Profissional de Turismo 3
  • 4. Fim do Império Romano (476). Invasões bárbaras. HCA - Curso Profissional de Turismo 4
  • 5. Europa no século VI d.c. HCA - Curso Profissional de Turismo 5
  • 6. Idade Média é o fruto da queda do Império Romano (Ocidente); Nasce da fusão do mundo romano e do mundo bárbarogermânico; Idade Média: período da História entre o século V e XV; Subdivide-se em Alta Idade Média (V-IX) e Baixa Idade Média (XXV). HCA - Curso Profissional de Turismo 6
  • 7. Principais alterações: Desorganização e enfraquecimento da economia mercantil (comércio), quase desapareceu a moeda; Declínio e redução dos centros urbanos; Desorganização da administração pública; Regressão demográfica. HCA - Curso Profissional de Turismo 7
  • 8. Cidade medieval HCA - Curso Profissional de Turismo 8
  • 9. Séculos VII, VIII, IX e X Novas invasões: Muçulmanas (VII); Normandas (IX); Magiares (húngaros) (IX). HCA - Curso Profissional de Turismo 9
  • 10. Consequências: Ruralização da vida económica e cultural e autossuficiência; Subsistência difícil; Instabilidade e insegurança. HCA - Curso Profissional de Turismo 10
  • 11. Séculos X-XI, surge o feudalismo. Sociedade fortemente hierarquizada e trinitária: clero (rezar); cavaleiros, nobres (combater); povo (Trabalhar). Desenvolve-se a dependência de homem para homem, baseada na posse da terra. HCA - Curso Profissional de Turismo 11
  • 12. Esquema de um senhorio rural HCA - Curso Profissional de Turismo 12
  • 13. Esquema da sociedade medieval HCA - Curso Profissional de Turismo 13
  • 14. Neste mundo feudal, violento, arcaico e rural o Cristianismo foi o elemento aglutinador A religião cristã, tinha-se tornado no século IV (381), na religião única e oficial do Império Romano HCA - Curso Profissional de Turismo 14
  • 15. Os bispos durante a Alta Idade Média, converteram os bárbaros e foram praticamente as únicas autoridades presentes junto ao povo . A Igreja ainda exerceu um importante papel civilizacional (técnicas agrícolas, desenvolvimento das artes e letras) O mosteiro foi um centro religioso, mas também económico, cultural, social e até político. HCA - Curso Profissional de Turismo 15
  • 16. Toda a cultura medieval teve um carácter religioso e doutrinal A Igreja criou o conceito de Cristandade* (comunidade de povos e nações que criaram entre si vínculos religiosos, políticos, culturais e sociais opondo-se aos infiéis) *Termo utilizado pela 1ª vez pelo papa João VIII (finais do IX) HCA - Curso Profissional de Turismo 16
  • 17. Ano Mil Conjunto de circunstâncias favoráveis que permitem a inversão lenta do quadro depressivo; Fim das invasões; Abrandamento das guerras privadas (feudais); instituição da Paz e Tréguas de Deus (Igreja). HCA - Curso Profissional de Turismo 17
  • 18. Clima de maior paz e segurança Desenvolvimento das técnicas e utensílios agrícolas Aumento da produção e da produtividade agrícolas Reativação do comércio; Crescimento demográfico; Desenvolvimento das cidades: mercados, feiras. Surgem as Universidades HCA - Curso Profissional de Turismo 18
  • 19. Consequências: as cidades crescem e prosperam Cidade de Tournai HCA - Curso Profissional de Turismo 19
  • 20. Reanimação da vida urbana: Século XII as cidades (burgos) são o símbolo do renascimento medieval Feiras e mercados Universidades Surgem as peregrinações (Terra Santa e Santiago de Compostela) Cruzadas (reconquista da Terra Santa) HCA - Curso Profissional de Turismo 20
  • 21. Neste ambiente de renovação cultural e económica surge o primeiro movimento artístico da Idade Média, o Românico HCA - Curso Profissional de Turismo 21
  • 22. Durante a Alta Idade Média (V a IX) a igreja foi um importante foco civilizacional; As igrejas e, sobretudo, os mosteiros eram os guardiães da cultura; A cultura medieval tem um profundo carácter religioso; A Igreja manda construir igrejas, incentiva peregrinações (Terra Santa e Santiago de Compostela; organiza as cruzadas HCA - Curso Profissional de Turismo 22
  • 23. O fervor religioso desta época levou à expansão de um movimento religioso, O monaquismo. Monaquismo: movimento que levou muitos cristãos a abandonarem a vida laica e dedicarem-se à oração e ao serviço de Deus. Formaram congregações (ordens religiosas) que viviam segundo uma regra. Estes mosteiros localizavam-se, na sua maior parte, fora das cidades. HCA - Curso Profissional de Turismo 23
  • 24. Mapa dos mosteiros da Ordem de Cister HCA - Curso Profissional de Turismo 24
  • 25. O mosteiro: uma vida própria com domínio do tempo e do espaço (o local) Abadia Cisterciense de Fontefroide, 1097 HCA - Curso Profissional de Turismo 25
  • 26. O monaquismo nasceu no século IV no Oriente (Egipto, Síria e Ásia Menor) É o desejo de evasão do mundo profano (fuga mundi), entrega mais direta a Deus, através da meditação e da contemplação (ascetismo). HCA - Curso Profissional de Turismo 26
  • 27. Nos mosteiros viviam os monges; Obedecem a uma regra: Cister, Cluny, Beneditinos, etc. Existem ordens militares, monges cavaleiros, as mais importantes são os Templários e os Hospitalários. S. Bento de Núrsia escreveu em 529, os regulamentos (regra) para os monges (Beneditinos). Esta regra serviu de modelo para muitas outras que surgiram, e durante a Idade Média cobriram a Europa de mosteiros. HCA - Curso Profissional de Turismo 27
  • 28. Mosteiros da Ordem de Cluny HCA - Curso Profissional de Turismo 28
  • 29. Mosteiro era “uma escola ao serviço do Senhor”; Abade era o pai e mestre dos irmãos (monges); Princípios básicos: obediência, silêncio e humildade; A regra definia os cargos e as tarefas de cada um dentro da comunidade; HCA - Curso Profissional de Turismo 29
  • 30. A regra determinava as obrigações dos monges: Ofício divino (culto religioso) Outros trabalhos: nas oficinas, nos campos, no scriptorum HCA - Curso Profissional de Turismo 30/117
  • 31. Os mosteiros localizavam-se (quase todos) em lugares isolados (fuga mundi; Eram mundos autónomos e autossuficientes, fechados ao exterior; O acesso a estranhos ao mosteiro era reservado e regulamentado; HCA - Curso Profissional de Turismo 31
  • 32. O mosteiro era formado por um conjunto de construções necessárias à oração e à vida comunitária: Igreja, sacristia, scriptorum, dormitórios, biblioteca, sala capitular (sala de leitura), oficinas, refeitório, etc.; Distribuíam-se em torno de um espaço quadrangular aberto, rodeado por um corredor colunado – claustro. HCA - Curso Profissional de Turismo 32
  • 33. S. Bento pensou a própria arquitetura do mosteiro, Abadia de Saint-Gall, na Suíça. Este modelo será reproduzido em centenas de mosteiros. HCA - Curso Profissional de Turismo 33
  • 34. igreja Escola, escritório, biblioteca, celas claustro este átrio sul norte Hospital, dormitório visitantes oeste Cozinha, dispensa, adegas, oficinas, estábulos HCA - Curso Profissional de Turismo 34
  • 35. O claustro era um espaço importante do mosteiro – passeios, rezas, etc. HCA - Curso Profissional de Turismo 35
  • 36. Pretendia ser a materialização do Paraíso na Terra. Foram mais do que centros religiosos Canalizaram riquezas: dízimos, doações, rendas fundiárias, corveias* *Corveias – dias de trabalho (3/4 por semana) prestado pelos servos e camponeses HCA - Curso Profissional de Turismo 36
  • 37. Centros dinamizadores da economia e de difusão de técnicas e instrumentos agrícolas; Centros de produção cultural: escolas, letras, teologia, ciências; Exerceram um importante papel civilizacional. HCA - Curso Profissional de Turismo 37
  • 38. O poder da escrita HCA - Curso Profissional de Turismo 38
  • 39. O Mundo Clássico (Grécia, Roma) tinha sido um mundo alfabetizado. Existiam escolas e bibliotecas pública nas cidades mais importantes; Os saberes e as ideias circulavam facilmente. Biblioteca romana HCA - Curso Profissional de Turismo 39
  • 40. As invasões bárbaras alteraram este cenário, no século V d.c., iniciou-se uma rápida decadência cultural Cidades foram devastadas  Escolas e Bibliotecas destruídas; Desaparecimento do poder central  encerramento de muitos organismos públicos. HCA - Curso Profissional de Turismo 40
  • 41. Fuga para o campo  ruralizou a vida Crianças deixam de frequentar a escola. Perdem-se hábitos de leitura e estudo Depressão cultural geral (analfabetismo), atinge as classes dominantes (guerreiros) Desenvolve-se uma cultura popular, não escolarizada e não escrita de tradição oral HCA - Curso Profissional de Turismo 41
  • 42. Sobrevivem poucos focos culturais; Regiões mediterrânicas (Itália, Península Ibérica), sobretudo onde a romanização tinha sido mais forte; A partir do século VI, nas Ilhas britânicas (Grã-Bretanha e Irlanda),misturaram-se as tradições clássicas com as céltica e saxónica. HCA - Curso Profissional de Turismo 42
  • 43. Estes centros culturais são constituídos por uma ínfima minoria da população; Os letrados pertencem (quase todos) à classe eclesiástica; Igreja mantém o latim como língua oficial; Disparidade cultural; Letrados (cultura latina); Cultura de massas (medíocre, bárbara, oral). HCA - Curso Profissional de Turismo 43
  • 44. • As heranças greco-latinas e muçulmanas; cristianizar as heranças Europa no século IX HCA - Curso Profissional de Turismo 44
  • 45. No século IX surge o Renascimento Carolíngio; Necessidade de governar um império, levou Carlos Magno a fomentar as artes e letras; Criou uma biblioteca e escola (Aula Palatina) na corte; Fomentou o interesse pelos clássicos (gregos e romanos); Atraiu sábios e intelectuais – Alcuíno (c. 730-804). HCA - Curso Profissional de Turismo 45
  • 46. A partir deste núcleo inicial, criou-se uma rede de centros culturais (mosteiros); Alguns eclesiásticos dão importância à preparação intelectual dos monges; Bento de Aniana impôs a existência de escolas e scriptoria (escritórios) nos mosteiros. HCA - Curso Profissional de Turismo 46
  • 47. • Escolas monásticas ensinavam o Trivium* e o Quadrivium** • *Trivium – Gramática, Retórica, Dialectica • **Quadrivium – Aritmética, Geometria, Música, Astronomia • Analisavam as obras dos clássicos à luz da interpretação cristã, como Santo Agostinho HCA - Curso Profissional de Turismo 47
  • 48. A produção escrita só existe (quase) nos mosteiros; Scriptoria – monges especializados (escribas e copistas); copiavam à mão os livros religiosos e os grandes clássicos Estes livros (manuscritos) eram muitas vezes ilustrados com iluminuras e miniaturas. HCA - Curso Profissional de Turismo 48
  • 49. Dificuldades de comunicação desenvolveram caligrafias e alfabetos diferentes; A arte de escrever estava restrita a uma minoria. Dominam o saber. HCA - Curso Profissional de Turismo 49
  • 50. Até ao advento da burguesia (séc. XII-XIII) detém o monopólio dos cargos públicos e das chancelarias régias* Chancelarias régias* - secretaria onde eram elaborados, autenticados e expedidos os diplomas régios HCA - Curso Profissional de Turismo 50
  • 51. O Canto Gregoriano HCA - Curso Profissional de Turismo 51
  • 52. Canto Gregoriano é um tipo de canto litúrgico, surgiu por volta do século IV; O nome surgiu no século VI; Devido à reforma do Papa Gregório Magno que unificou os vários cantos que acompanhavam os rituais; Eram chamados “cantos romanos” ou “romana cantilena”. HCA - Curso Profissional de Turismo 52
  • 53. Exprimia a oração de forma suave; Favorecia o carácter comunitário; Conferia solenidade ao ritual da missa; É uma musica monódica (uma só melodia); Destinava-se a acompanhar textos, em latim, da Bíblia, os Salmos. No século XV, com o advento da polifonia, o canto gregoriano começou a desaparecer; Do Canto Gregoriano derivou toda a música erudita cristã; Foi a base da tradição musical até ao Barroco. HCA - Curso Profissional de Turismo 53
  • 54. Missa: Primeira peça é uma Antífona a que se segue o Gradual O Kyrie é um canto coletivo HCA - Curso Profissional de Turismo 54
  • 55. São Bernardo de Claraval (c. 1090-1135) Biografia Abade de Claraval; Figura que marcou a história religiosa, cultural e artística da Idade Média; Defendia o voto de pobreza e uma vida de penitências e sacrifícios para alcançar Deus; Foi essencialmente um místico e não um pensador apesar de ter publicado inúmeras obras escritas. HCA - Curso Profissional de Turismo 55
  • 56. Temas das suas obras: O itinerário que todo o crente deve ter em direção a Deus Define-o como o caminho da humildade ao êxtase, que passa por várias fases: 1º - Encontro com Deus; 2º - Conversão para Deus; 3º - Restauração da ordem e da caridade Para percorrer estas etapas devia-se meditar, contemplar (Cristo) e desprender-se de si mesmo HCA - Curso Profissional de Turismo 56
  • 57. São Bernardo de Claraval foi um pensador místico que marcou o pensamento cristão medieval; Lutou pelo regresso à pobreza e humildade da Igreja; . HCA - Curso Profissional de Turismo 57
  • 58. Coroação de Carlos Magno 25 de Dezembro de 800 (Acontecimento) O Império Carolíngio HCA - Curso Profissional de Turismo 58
  • 59. Subiu ao trono em 768 do reino Franco, grande conquistador; Com Carlos Magno, no século VIII, a Europa vai conhecer uma época de estabilidade e ordem; Vai surgir um curto renascimento cultural que se designou de Renascimento Carolíngio. Dividiu o território em condados, governados pelos condes, vigiados pelos missi dominici (fiscais do rei; Aliança com a Igreja, converteu e batizou os povos conquistados. HCA - Curso Profissional de Turismo 59
  • 60. Papa (Leão III) concedeu-lhe a coroa de Imperador do Ocidente, herdeiro dos imperadores romanos , Imperador de todo o mundo cristão; Unificou o Ocidente: Sob o mesmo poder político (do imperador); Sob o mesmo poder espiritual – Cristianismo – Papas (Roma). HCA - Curso Profissional de Turismo 60