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A CULTURA DA CATEDRAL
Uma Europa renovada

 “No século XIII, a Europa sobretudo enche-se de homens. Os antigos
 campos cultivados expandem-se, outros novos surgem nos baldios. Mais
 numerosos, estes homens produziam mais e, como não eram ainda
 excessivamente numerosos, o seu nível de vida subia. (…) Muitas igrejas
 paroquiais foram então reconstruídas; as casas rurais ganharam solidez e
 os enxovais que se preparavam para o casamento das filhas tornaram-se
 mais luxuosos (…). Na sociedade urbana, o círculo alargava-se, assim, a
 homens capazes de se mostrarem magníficos, de ornamentarem as suas
 existências e realizarem esse gesto eminentemente gratifcante: fazer uma
 encomenda aos artistas. Entre os promotores da criação artística já não
 contavam só guerreiros e homens de oração. (…)”
 Georges Duby, Arte e Sociedade, em G. Duby e M. Laclotte, História
 Artística da Europa – A Idade Média
A EUROPA DAS CIDADES – DO
       RENASCIMENTO DO SÉC. XIII A MEADOS DE
                 QUATROCENTOS
                    Séc.XII – XIII
   Europa:          renovação

                  Séc. XIV – Fomes,
                   pestes e guerra

                                                melhoria climática
   Séc. XII – crescimento económico           progressos agrícolas
                                                   excedentes
   Crescimento demográfico
   Desenvolvimento do comércio, industrias (têxteis, tintas na
    Flandres, Itália, Inglaterra)
   Reaparecimento das feiras, crescimento das cidades.
Economia de
    Mercado : circulação                A elite aristocrática    Economia
        de moeda,                          com poder de          monetária
    mercadorias: troca                         compra                e
     de produtos por                                             capitalista
         dinheiro




                           Aparecem os cambistas; os bancos

      Cresce a burguesia, que procura o lucro e a promoção individual.

Desenvolvem-se os mesteres, as corporações, os ofícios para os artesãos; as
Guildas ou hansas para os comerciantes.

Os reis concedem estatuto jurídico próprio aos burgueses em troca do seu
apoio da burguesia para centralizar o poder.
O ressurgimento urbano

                                A partir do século XIII registou-se
                                um aumento significativo do
                                mundo urbano:
                                - Cidades velhas – construção de
                                novas muralhas
                                - cidades novas – locais de feiras,
                                perto de mar ou de uma abadia


Locais de reunião e de festa:
- Catedral
- praça pública
As catedrais
Nas cidades, a catedral ou a sé tornaram-se o
símbolo do poder :
-Dos bispos: poder espiritual sobre o território
episcopal;
- Dos burgueses: participação monetária na
construção e manutenção das catedrais




A catedral transforma-se no símbolo da cidade e
é através dela que a comunidade urbana se
afirma.

                                                   Abadia St. Dennis - França
As catedrais
                          - festas
                          - feiras
                          - representações teatrais
                          - justiça (pelourinho)
                          - escolas/universidades




                         Motores da religiosidade, do poder
                         político e económico

Fachada da Catedral de
Notre-Dame - Paris
As catedrais
                                  “A luz, que aparece simultaneamente
                                  como o próprio Deus e como o agente da
                                  união entre a alma e Deus, deve encher
                                  inteiramente o Reino cujo campo os muros
                                  da catedral simbolicamente delimitam”
                                            G. Duby, O tempo das catedrais




Vitral representando o Abade Suger (interior de St. Dennis)
As catedrais

                                A vista humana não sabe, a
                                princípio, onde fixar-se: se olha
                                os tetos, estão floridos como
                                tecidos brilhantes; se se vira para
                                as paredes, são uma espécie de
                                delicioso jardim; se é ofuscada
                                pelos jorros de luz que entram
                                pela parede, admira a
                                inestimável beleza do vidro e a
                                variedade do mais precioso
                                trabalho.”

Interior da Abadia St. Dennis           Padre Teófilo, século XIII
As catedrais
Abade Suger, considerado o criador do
estilo gótico, com o seu projeto da
abadia de St. Dennis


- Abadia como “reino de Deus sobre
a Terra”
- verticalidade
- decoração dos pórticos
- vitrais

  “Teoria da iluminação” (Deus é
  Luz!”): representação do divino no
  espaço espiritual e físico da
  catedral                              Abadia St. Dennis - França
A cultura cortesã
       Século XII
desenvolvimento da cultura                   Ideal cavaleiresco e cortês
         cortesã



                        • lealdade
                        • cortesia
                        • amor
                                                               Gentileza
Valorização de:         • paz
                                                                   +
                        • alegria de viver
                                                               civilidade
                        •Prazer
                        • elegância
A cultura cortesã
      Literatura




                                                         Cantigas de escárnio
“Romance da Rosa” Cantigas de amigo Cantigas de amor
                                                              e maldizer

(poema     francês   (o poeta repre-   (o trovador de-   (crítica ou sátira
medieval escrito     senta a mulher    monstra     um    dirigida  a   uma
como um sonho        que exprime os    amor nobre e      pessoa real, que
alegórico sobre o    seus sentimen-    sensual à sua     era alguém próximo
amor)                tos pelo amante   amada)            do trovador)
                     ausente)
A cultura cortesã
     Literatura
                    “Quero e ordeno-te que (diz o deus do amor, dirigindo-se a
                    um jovem enamorado)
                    faças desaparecer das tuas maneiras toda a vilania. A
                    vilania faz os vilões; e os vilões (…) são incapazes de
“Romance da Rosa”   sentimentos delicados. Sê social, justo e moderado no que
                    dizes. Evita pronunciar palavras grosseiras e populares.
                    Serve e honra todas as mulheres; põe nisso todo o teu
                    empenho. Se ouvires alguém falar mal de uma delas,
                    desaprova, a fim de que ele se cale.
                    Para te tornares amável, é preciso que sejas elegante.
                    Cuida do teu vestuário e calçado. Depois, lembra-te de te
                    manteres de bom humor: entrega-te à alegria e ao prazer.
                    Ninguém ama um homem sombrio. E sobretudo foge da
                    avareza. É importante saber dar.”
                                     Guilherme de Lorris, O Romance da Rosa,
                                                  primeira metade do século XIII
A cultura cortesã




Música com funções profanas e   Danças      individuais   ou
religiosas                      coletivas (carola, estampies,
                                baladas, rondó)
A cultura cortesã
          Teatro religioso



Representado no adro das igrejas e
nas praças por atores ambulantes


 O religioso misturava-se com o
 simbólico e o sério com o
 grotesco


  Papel doutrinal e pedagógico
  mas também recreativo



                  (link para exemplos de textos medievais)
Dante Alighieri

 Nasce em Florença em 1265
 Apaixonado por Beatriz Portinari,
dedica-lhe quase toda a sua poesia
 Após a sua morte, intervém na vida
política da cidade, acabando por ser
condenado ao desterro
 Refugiou-se em verona, Pádua,
Casentino, Paris, talvez Oxford, Pisa e
finalmente em Ravena, onde morreu em
1317
Dante Alighieri

      A sua principal obra foi “A Divina
      Comédia”


      Numa viagem ao mundo dos mortos, em
      que Dante é o guia, faz uma explicação
      da vida e da morte, passando pelo
      Inferno, Purgatório e Paraíso.
      Tem um final feliz, isto é, apesar de um
      percurso cheio de dor, o autor explica
      como o homem pode ser mais virtuoso
      em vida e atingir a redenção.
A Divina Comédia
 Escrita em italiano vulgar,
cultiva o dolce stil nuovo
 Linguagem clara, delicada,
exigente e depurada
 Rigor e ordenação estrutural
 Pormenor descritivo e beleza
do detalhe
 Forte crítica social, política e
religiosa
 Uso da fantasia para
descrever imagens visuais e
auditivas
Aproximação à cultura literária
classicista
Os sinais de fragilidade
 Alterações climáticas: chuva e frio   maus anos agrícolas
 Aumento dos preços                                          Recessão

 fome                                                        económica

 Guerra dos 100 anos
 o Grande Cisma do Ocidente: Urbano VI (Roma) e Clemente
VII (Avinhão)
 Peste Negra
 revoltas populares
A propagação
da Peste Negra



Morte de 1/3 a ½
da população
europeia




Sentimentos de
medo e terror
A Peste Negra




Documentário “A Peste Negra”
Consequências da Peste Negra
“No ano do senhor de 1348 houve em quase toda a superfície do globo uma
tal mortalidade como raramente se terá conhecido outra. Os vivos mal
chegavam para enterrar os mortos ou evitavam-nos com horror (...). Mais,
coisa temerosa de ouvir, os cães, os gatos, os galos, as galinhas e todos os
outros animais domésticos sofriam a mesma sorte (...). A este mal
acrescentou-se outro: correu o ruído de que certos criminosos,
particularmente judeus, deitavam nos rios e fontes venenos que faziam
engrossar a peste. Por isso, tanto cristãos como judeus inocentes foram
queimados, mortos, quanto é certo que tudo aquilo provinha da constelação
ou da vingança divina."
                     Vitae papirum, Avenionensirum, Clemente VI, Prima Vita
Consequências da Peste Negra
        Medo e desespero


Massacres de judeus e leprosos


               +
   Movimento dos flagelantes


                                                   +
                                     Aumento das doações à Igreja
                                                   +
                                 Aumento das procissões e peregrinações
                                                   +
                                  Construção de hospitais e albergarias
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Cultura da catedral

  • 1. A CULTURA DA CATEDRAL
  • 2. Uma Europa renovada “No século XIII, a Europa sobretudo enche-se de homens. Os antigos campos cultivados expandem-se, outros novos surgem nos baldios. Mais numerosos, estes homens produziam mais e, como não eram ainda excessivamente numerosos, o seu nível de vida subia. (…) Muitas igrejas paroquiais foram então reconstruídas; as casas rurais ganharam solidez e os enxovais que se preparavam para o casamento das filhas tornaram-se mais luxuosos (…). Na sociedade urbana, o círculo alargava-se, assim, a homens capazes de se mostrarem magníficos, de ornamentarem as suas existências e realizarem esse gesto eminentemente gratifcante: fazer uma encomenda aos artistas. Entre os promotores da criação artística já não contavam só guerreiros e homens de oração. (…)” Georges Duby, Arte e Sociedade, em G. Duby e M. Laclotte, História Artística da Europa – A Idade Média
  • 3. A EUROPA DAS CIDADES – DO RENASCIMENTO DO SÉC. XIII A MEADOS DE QUATROCENTOS Séc.XII – XIII  Europa: renovação Séc. XIV – Fomes, pestes e guerra melhoria climática  Séc. XII – crescimento económico progressos agrícolas excedentes  Crescimento demográfico  Desenvolvimento do comércio, industrias (têxteis, tintas na Flandres, Itália, Inglaterra)  Reaparecimento das feiras, crescimento das cidades.
  • 4. Economia de Mercado : circulação A elite aristocrática Economia de moeda, com poder de monetária mercadorias: troca compra e de produtos por capitalista dinheiro Aparecem os cambistas; os bancos Cresce a burguesia, que procura o lucro e a promoção individual. Desenvolvem-se os mesteres, as corporações, os ofícios para os artesãos; as Guildas ou hansas para os comerciantes. Os reis concedem estatuto jurídico próprio aos burgueses em troca do seu apoio da burguesia para centralizar o poder.
  • 5. O ressurgimento urbano A partir do século XIII registou-se um aumento significativo do mundo urbano: - Cidades velhas – construção de novas muralhas - cidades novas – locais de feiras, perto de mar ou de uma abadia Locais de reunião e de festa: - Catedral - praça pública
  • 6. As catedrais Nas cidades, a catedral ou a sé tornaram-se o símbolo do poder : -Dos bispos: poder espiritual sobre o território episcopal; - Dos burgueses: participação monetária na construção e manutenção das catedrais A catedral transforma-se no símbolo da cidade e é através dela que a comunidade urbana se afirma. Abadia St. Dennis - França
  • 7. As catedrais - festas - feiras - representações teatrais - justiça (pelourinho) - escolas/universidades Motores da religiosidade, do poder político e económico Fachada da Catedral de Notre-Dame - Paris
  • 8. As catedrais “A luz, que aparece simultaneamente como o próprio Deus e como o agente da união entre a alma e Deus, deve encher inteiramente o Reino cujo campo os muros da catedral simbolicamente delimitam” G. Duby, O tempo das catedrais Vitral representando o Abade Suger (interior de St. Dennis)
  • 9. As catedrais A vista humana não sabe, a princípio, onde fixar-se: se olha os tetos, estão floridos como tecidos brilhantes; se se vira para as paredes, são uma espécie de delicioso jardim; se é ofuscada pelos jorros de luz que entram pela parede, admira a inestimável beleza do vidro e a variedade do mais precioso trabalho.” Interior da Abadia St. Dennis Padre Teófilo, século XIII
  • 10. As catedrais Abade Suger, considerado o criador do estilo gótico, com o seu projeto da abadia de St. Dennis - Abadia como “reino de Deus sobre a Terra” - verticalidade - decoração dos pórticos - vitrais “Teoria da iluminação” (Deus é Luz!”): representação do divino no espaço espiritual e físico da catedral Abadia St. Dennis - França
  • 11. A cultura cortesã Século XII desenvolvimento da cultura Ideal cavaleiresco e cortês cortesã • lealdade • cortesia • amor Gentileza Valorização de: • paz + • alegria de viver civilidade •Prazer • elegância
  • 12. A cultura cortesã Literatura Cantigas de escárnio “Romance da Rosa” Cantigas de amigo Cantigas de amor e maldizer (poema francês (o poeta repre- (o trovador de- (crítica ou sátira medieval escrito senta a mulher monstra um dirigida a uma como um sonho que exprime os amor nobre e pessoa real, que alegórico sobre o seus sentimen- sensual à sua era alguém próximo amor) tos pelo amante amada) do trovador) ausente)
  • 13. A cultura cortesã Literatura “Quero e ordeno-te que (diz o deus do amor, dirigindo-se a um jovem enamorado) faças desaparecer das tuas maneiras toda a vilania. A vilania faz os vilões; e os vilões (…) são incapazes de “Romance da Rosa” sentimentos delicados. Sê social, justo e moderado no que dizes. Evita pronunciar palavras grosseiras e populares. Serve e honra todas as mulheres; põe nisso todo o teu empenho. Se ouvires alguém falar mal de uma delas, desaprova, a fim de que ele se cale. Para te tornares amável, é preciso que sejas elegante. Cuida do teu vestuário e calçado. Depois, lembra-te de te manteres de bom humor: entrega-te à alegria e ao prazer. Ninguém ama um homem sombrio. E sobretudo foge da avareza. É importante saber dar.” Guilherme de Lorris, O Romance da Rosa, primeira metade do século XIII
  • 14. A cultura cortesã Música com funções profanas e Danças individuais ou religiosas coletivas (carola, estampies, baladas, rondó)
  • 15. A cultura cortesã Teatro religioso Representado no adro das igrejas e nas praças por atores ambulantes O religioso misturava-se com o simbólico e o sério com o grotesco Papel doutrinal e pedagógico mas também recreativo (link para exemplos de textos medievais)
  • 16. Dante Alighieri  Nasce em Florença em 1265  Apaixonado por Beatriz Portinari, dedica-lhe quase toda a sua poesia  Após a sua morte, intervém na vida política da cidade, acabando por ser condenado ao desterro  Refugiou-se em verona, Pádua, Casentino, Paris, talvez Oxford, Pisa e finalmente em Ravena, onde morreu em 1317
  • 17. Dante Alighieri A sua principal obra foi “A Divina Comédia” Numa viagem ao mundo dos mortos, em que Dante é o guia, faz uma explicação da vida e da morte, passando pelo Inferno, Purgatório e Paraíso. Tem um final feliz, isto é, apesar de um percurso cheio de dor, o autor explica como o homem pode ser mais virtuoso em vida e atingir a redenção.
  • 18. A Divina Comédia  Escrita em italiano vulgar, cultiva o dolce stil nuovo  Linguagem clara, delicada, exigente e depurada  Rigor e ordenação estrutural  Pormenor descritivo e beleza do detalhe  Forte crítica social, política e religiosa  Uso da fantasia para descrever imagens visuais e auditivas Aproximação à cultura literária classicista
  • 19. Os sinais de fragilidade  Alterações climáticas: chuva e frio maus anos agrícolas  Aumento dos preços Recessão  fome económica  Guerra dos 100 anos  o Grande Cisma do Ocidente: Urbano VI (Roma) e Clemente VII (Avinhão)  Peste Negra  revoltas populares
  • 20. A propagação da Peste Negra Morte de 1/3 a ½ da população europeia Sentimentos de medo e terror
  • 21. A Peste Negra Documentário “A Peste Negra”
  • 22. Consequências da Peste Negra “No ano do senhor de 1348 houve em quase toda a superfície do globo uma tal mortalidade como raramente se terá conhecido outra. Os vivos mal chegavam para enterrar os mortos ou evitavam-nos com horror (...). Mais, coisa temerosa de ouvir, os cães, os gatos, os galos, as galinhas e todos os outros animais domésticos sofriam a mesma sorte (...). A este mal acrescentou-se outro: correu o ruído de que certos criminosos, particularmente judeus, deitavam nos rios e fontes venenos que faziam engrossar a peste. Por isso, tanto cristãos como judeus inocentes foram queimados, mortos, quanto é certo que tudo aquilo provinha da constelação ou da vingança divina." Vitae papirum, Avenionensirum, Clemente VI, Prima Vita
  • 23. Consequências da Peste Negra Medo e desespero Massacres de judeus e leprosos + Movimento dos flagelantes + Aumento das doações à Igreja + Aumento das procissões e peregrinações + Construção de hospitais e albergarias As danças macabras
  • 24. FIM