SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 29
Criatividade e ruturas
O que é arte?




“As Meninas”, de Velázquez   Goya, Saturno devorando os seus filhos
O que é arte?
Arte é a capacidade do Homem de realizar obras com a intenção
de exprimir ideias ou emoções de ordem estética




“As Meninas”, de Velázquez          Goya, Saturno devorando os seus filhos
O que é arte?
Arte é a capacidade do Homem de realizar obras com a intenção
de exprimir ideias ou emoções de ordem estética


            Obra de arte como veículo de comunicação




“As Meninas”, de Velázquez           Goya, Saturno devorando os seus filhos
Arte                      História




Os fuzilamentos do 3 deMaio”, de Goya   “A Liberdade guiando o povo”, de Delacroix
Arte                      História




Os fuzilamentos do 3 deMaio”, de Goya   “A Liberdade guiando o povo”, de Delacroix


    A arte reflete:                                            - Obras por encomenda
  - os problemas e os desejos num                              - artista com liberdade,
    determinado contexto                                       mas inserido num certo
  - Os materiais, as técnicas, os estilos, …                   contexto
1. A criação artística
“O Romantismo marca uma rutura completa com as ideias do
passado clássico. Ele proclamou a proeminência do indivíduo e da
sua personalidade. (…) Esta exaltação do individualismo conduziu
o artista ao isolamento e a atitudes “exageradas”, dando
nascimento ao mito do “artista maldito”.
A necessidade de cultivar a diferença, afirmando a sua
personalidade, modifica o seu estatuto na sociedade e coloca em
questão a sua estabilidade material. O pintor trabalha cada vez
menos sob encomenda, porque ele quer ter o controlo aobsoluto
sobre as suas criações.
Jacques Debicki e outros, Histoire de l’Art, Peinture, Sculpture, Architecture



Que transformações se registaram na criação artística durante o século XIX?
1. A criação artística
Que transformações se registaram na criação artística durante o século XIX?
1. A criação artística
“O Homem entesourou objetos de natureza muito variada desde tempos
imemoráveis, pelas muitas funções que estes podiam cumprir e pelo valor que
assumiam aos seus olhos: material, mágico, religioso, afetivo, documental e
até possivelmente estético. (…).
Contudo, a verdadeira especialização artística destas coleções foi um produto
do Humanismo e do Renascimento (…); já no século XVII todos os monarcas
mais importantes possuíam macrocoleções de pintura (…).
Estas coleções, ecléticas ou especializadas, conduziram, nalguns casos, à
elaboração de uma sistematização e à redação de catálogos que floresceram
nos séculos XVII e XVIII.
Foi neste último século que se começou a distinguir o catálogo produzido por
académicos do elaborado por simples entendidos da arte. Este facto coincidiu
com o nascimento dos museus, a maioria deles formada a partir de coleções
reais.
                                            Fernando Marias, Teoria del Arte
  Explica o aparecimento dos museus, tendo em conta o contexto da época.
1. A criação artística
Explica o aparecimento dos museus, tendo em conta o contexto da época.



                                         1750 – Galeria de Pintura do
- Emancipação do artista                 Palácio do Luxemburgo, Paris
relativamente à encomenda                (Luís XV)
- Aparecimento de um                     1759 – Museu Britânico
mercado privado
                                         1793 – abertura do Museu do
- local de exibição da obra do           Louvre
artista
                                         1808 – Museu Real de
                                         Amesterdão
                                         1819 – Museu do Prado
                                         1824 – National Gallery
                                         1870 – Metropolitan, Nova
                                         Iorque
1. A criação artística




Alexandre Cabanel, O nascimento de        Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo
Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm   sobre tela, 130x190 cm

Semelhanças:
1. A criação artística




Alexandre Cabanel, O nascimento de        Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo
Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm   sobre tela, 130x190 cm

Semelhanças:
-Tema: nu feminino
- data
- técnica
1. A criação artística




Alexandre Cabanel, O nascimento de        Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo
Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm   sobre tela, 130x190 cm

Diferenças:
1. A criação artística




Alexandre Cabanel, O nascimento de          Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo
Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm     sobre tela, 130x190 cm

Diferenças:
-Técnica de execução
- tratamento das formas, da cor e da luz
- diferente expressividade e intencionalidade
1. A criação artística




Alexandre Cabanel, O nascimento de        Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo
Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm   sobre tela, 130x190 cm



- Pintor académico
                                          Inovador e revolucionário
- Obra feita sob encomenda de
Napoleão III
1. A criação artística
                                          Inovador e revolucionário




                                      -Não obedecem aos gostos de
                                      quem encomenda obras
                                      - procuram valorizar as suas obras
                                      no mercado:
Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo         - mestria
sobre tela, 130x190 cm
                                           - estilo pessoal



   A arte torna-se mais individualizada, em constante inovação, impondo
   ruturas com a tradição e o academismo
2. As linguagens da arte
“A arte é tão pouco a “linguagem-mãe da Humanidade”, inesquecível e
insubtituível, como qualquer outra forma de expressão; também ela é um
mero “idioma”, com valor limitado. (…) É realmente uma linguagem, um modo
de falar, falado e compreendido por muitos, isto é, um veículo de expressão,
cuja utilidade se baseia no valor dos meios de compreensão convencionais,
aceites sem resistência.
Uma comunicação, que só se torna compreensível quando se submete a uma
esquematização e convenção e sai da esfera da significação privada e
pessoal para entrar na das relações entre as pessoas, tem de contar sempre
com o facto de que os conteúdos a comunicar perderão parte do seu sentido
original. Toda a história de arte pode ser encarada como uma representação
teatral de uma luta ininterrupta contra a desintegração dos conteúdos. “
                                        Arnold Hauser, A Arte e a Sociedade


                     Identifica a arte como um idioma.
2. As linguagens da arte
                     Identifica a arte como um idioma.




- As obras de arte “falam”;
- são objetos de comunicação: exprimem ideias, sentimentos, emoções,
estados de espírito, preocupações, ou simples sensações estéticas
- podem lhe ser atribuídos diferentes significados e conteúdos
(subjetividade)
- a linguagem da arte é complexa e rica
- a arte possui várias linguagens, tantas quantas as áreas artísticas
2. As linguagens da arte
                                           Arte de construir objetos
A linguagem da arquitetura                 tridimensionais habitáveis, onde
                                           o Homem penetra e circula

Leitura global da obra:
- forma (projeto): materiais e técnicas
construtivas, leitura morfológica dos         Pluralidade de valores:
espaços e dos elementos decorativos e a
composição arquitetónica (articulação         -Espaciais
dos elementos e integração na                 - técnicos
paisagem) – o estilo
                                              - económicos
- função, enquadrada numa tipologia
(igreja) e modalidade (religiosa)             - sociais

- significado ou capacidade de expressão      - funcionais
e significação das suas formas                - decorativos
(reconstrução do pensamento da época)
2. As linguagens da arte


Planta da Basílica de S. Pedro




Corte longitudinal do Panteão de   Perspectiva axonométrica da Igreja
Roma                               de Santa Sofia, Constantinopla
2. As linguagens da arte
                                Tridmensionalidade

A linguagem da escultura                +
                                 Incidência da luz


Leitura da obra:
- Materiais e técnicas de
trabalho; duas técnicas-base:
    -Técnica do talhe ou
    cinzelado (feito com o
    martelo e o cinzel sobre
    materiais duros; técnica
    subtrativa) – grande
    domínio técnico
2. As linguagens da arte
                                           Tridmensionalidade

A linguagem da escultura                           +
                                            Incidência da luz


Leitura da obra:
- Materiais e técnicas de trabalho; duas
técnicas-base:
    -Técnica do talhe ou cinzelado (feito com
    o martelo e o conzel sobre materiais
    duros; técnica subtrativa) – grande
    domínio técnico
    - técnica do modelado (trabalho sobre
    materiais brandos – argila, cera, gesso –
    com a mão ou com utensílios; técnica
    aditiva) – permite emendas e
    reconversões
2. As linguagens da arte
                                          Tridmensionalidade

A linguagem da escultura                            +
                                            Incidência da luz
Leitura da obra:
- Materiais e técnicas de trabalho; duas técnicas-base:
    -Técnica do talhe ou cinzelado (feito com o martelo e o conzel
    sobre materiais duros; técnica subtrativa) – grande domínio técnico
    - técnica do modelado (trabalho sobre materiais brandos – argila,
    cera, gesso – com a mão ou com utensílios; técnica aditiva) –
    permite emendas e reconversões
- Composição escultória (repouso/movimento)
- tipologia (estatuária, relevo)
- tema, conteúdo, motivo, função ou significado
- expressividade
- intencionalidade
2. As linguagens da arte
                                     - Cor
                                     - Bidimensionalidade
A linguagem da pintura
                                     - perspetiva


Leitura da obra:
-Aspetos materiais: suporte(papel, madeira, tela, …), tipo de tintas e
técnicas de aplicação (fresco, têmpera, óleo, aguarela, paste, …),
colagens, …
- Leitura das formas: linha, cor e volume
- tema e seus conteúdos (figurativa/abstrata; religiosos, mitológicos,
retratos, paisagens, …)
- composição (estrutura ordenadora dos elementos materiais e formais e
seu significação), a “sintaxe da linguagem”
Casos práticos
Three Tales, Steve Reich (Música). Beryl Korot (vídeo)

A obra Tree Tales de Steve Reich representa um modelo comunicacional de
fácil apreensão pelo ouvinte médio, ao adoptar:

-Uma linguagem musical próxima da música Pop/Rock, com a
acessibilidade característica das obras dos minimalistas, de que Steve Reich
é um dos principais representantes.

-A junção da componente vídeo à musical, num registo multimédia
apelativo, entre a linguagem do video-clip e do documentário.

- A utilização de temáticas de conteúdo apreensível, didáctico e de carácter
social e politicamente relevante para a caracterização da história do século
XX (veja-se o caso da clonagem, no conto que recomendamos).
Casos práticos
Lichtung II, Emmanuel Nunes. Ensemble Intercontemporain.
Direcção Jonathan Nott.

A obra Lichtung II de Emmanuel Nunes serve para exemplificar uma
linguagem mais hermética, característica da herança avantgarde do
século XX. Esta obra pode ilustrar:

- A utilização de uma linguagem musical altamente complexa, quer
em termos concepcionais, quer em termos auditivos, que nos
transporta para novas dimensões auditivas, que desafia as nossas
noções convencionais e a nossa capacidade de entendimento – como
é apanágio de muita da produção artística, desde o século XX.
Casos práticos
-A utilização da electrónica “ao vivo” na manipulação, modificação e
emissão dos sons produzidos pelos instrumentos acústicos, através de
um programa computacional concebido pelo próprio compositor.
Trata-se também aqui da continuidade lógica das práticas
composicionais que remontam à segunda metade do século XX, após
o advento dos meios electrónicos, neste caso, utilizando os meios do
Ircam (Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique),
uma das principais instituições dedicadas à pesquisa, criação e
divulgação musical contemporâneas.

- A preocupação já não apenas com os parâmetros convencionais da
música (melodia, ritmo, harmonia, timbre, etc.) mas também com a
questão da espacialização do som. A disposição dos 12 instrumentos
acústicos e dos 13 altifalantes, bem como a gestão electrónica da
emissão do som, são elementos absolutamente intrínsecos à
concepção da obra, criando um espaço sonoro que deverá ser
adaptado em função das características do espaço físico.
Casos práticos
La Fura dels Baus.
A revisitação contemporânea do D. Quixote (versão ópera) ilustra de forma
exemplar as propostas performativas dos La Fura dels Baus.
Grupo eclético que reúne profissionais da diversas áreas artísticas e que propõe
uma dimensão performativa particular, baseada na procura de novas formas de
expressão e de relação com o público, a saber:

-Utilização de espaços anti-convencionais;

-Utilização de uma série de recursos cénicos que podem incluir a música, o
circo, a pirotecnia, o movimento, o uso de materiais naturais e industriais e a
utilização das novas tecnologias;

-Utilização de uma linguagem visual própria através do vídeo e de outros
recursos à imagem e à incorporação de actores que na sua versatilidade
dominam quer a expressão dramática quer o movimento;

- Exploração de situações limite na busca de novas linguagens e linhas de
expressão artística.
FIM

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Pintura e escultura do romantismo
Pintura e escultura do romantismoPintura e escultura do romantismo
Pintura e escultura do romantismo
Ana Barreiros
 
Pintura e escultura neoclássica
Pintura e escultura neoclássicaPintura e escultura neoclássica
Pintura e escultura neoclássica
Ana Barreiros
 
Módulo inicial - HCA
Módulo inicial - HCAMódulo inicial - HCA
Módulo inicial - HCA
cattonia
 
A cultura do cinema
A cultura do cinema   A cultura do cinema
A cultura do cinema
Ana Barreiros
 
As grandes ruturas no início do seculo xx
As grandes ruturas no início do seculo xxAs grandes ruturas no início do seculo xx
As grandes ruturas no início do seculo xx
Ana Barreiros
 
MÓDULO 1 - HCA.pdf
MÓDULO 1 - HCA.pdfMÓDULO 1 - HCA.pdf
MÓDULO 1 - HCA.pdf
josepinho
 
A cultura do palacio
A cultura do palacioA cultura do palacio
A cultura do palacio
Ana Barreiros
 

Mais procurados (20)

Pintura e escultura do romantismo
Pintura e escultura do romantismoPintura e escultura do romantismo
Pintura e escultura do romantismo
 
Pintura e escultura neoclássica
Pintura e escultura neoclássicaPintura e escultura neoclássica
Pintura e escultura neoclássica
 
Módulo 6 contextualização
Módulo 6   contextualizaçãoMódulo 6   contextualização
Módulo 6 contextualização
 
Rococó
RococóRococó
Rococó
 
Módulo inicial - HCA
Módulo inicial - HCAMódulo inicial - HCA
Módulo inicial - HCA
 
Módulo 2 contexto histórico regular
Módulo 2   contexto histórico regularMódulo 2   contexto histórico regular
Módulo 2 contexto histórico regular
 
A cultura do cinema
A cultura do cinema   A cultura do cinema
A cultura do cinema
 
Escultura barroca
Escultura barrocaEscultura barroca
Escultura barroca
 
As grandes ruturas no início do seculo xx
As grandes ruturas no início do seculo xxAs grandes ruturas no início do seculo xx
As grandes ruturas no início do seculo xx
 
Módulo 8 contextualização histórica
Módulo 8   contextualização históricaMódulo 8   contextualização histórica
Módulo 8 contextualização histórica
 
A Morte de Marat, David - A Cultura do Salão: caso prático 3
A Morte de Marat, David - A Cultura do Salão: caso prático 3A Morte de Marat, David - A Cultura do Salão: caso prático 3
A Morte de Marat, David - A Cultura do Salão: caso prático 3
 
Cultura da catedral
Cultura da catedralCultura da catedral
Cultura da catedral
 
MÓDULO 1 - HCA.pdf
MÓDULO 1 - HCA.pdfMÓDULO 1 - HCA.pdf
MÓDULO 1 - HCA.pdf
 
Cultura do mosteiro
Cultura do mosteiroCultura do mosteiro
Cultura do mosteiro
 
A cultura do palacio
A cultura do palacioA cultura do palacio
A cultura do palacio
 
Módulo 7 contexto histórico
Módulo 7   contexto históricoMódulo 7   contexto histórico
Módulo 7 contexto histórico
 
Impressionismo
ImpressionismoImpressionismo
Impressionismo
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedral
 
Barroco em portugal
Barroco em portugalBarroco em portugal
Barroco em portugal
 
A Arte Rococó
A Arte RococóA Arte Rococó
A Arte Rococó
 

Destaque

Destaque (14)

Criatividade e ruturas
Criatividade e ruturasCriatividade e ruturas
Criatividade e ruturas
 
Soutode moura
Soutode mouraSoutode moura
Soutode moura
 
A historia da_arte
A historia da_arteA historia da_arte
A historia da_arte
 
A batalha de salamina
A batalha de salaminaA batalha de salamina
A batalha de salamina
 
O que é a arte
O que é a arteO que é a arte
O que é a arte
 
Helena almeida
Helena almeidaHelena almeida
Helena almeida
 
Paula rego
Paula regoPaula rego
Paula rego
 
Templo da deusa niké
Templo da deusa nikéTemplo da deusa niké
Templo da deusa niké
 
O estadio e o teatro
O estadio e o teatroO estadio e o teatro
O estadio e o teatro
 
Religião e Filosofia da grécia antiga
Religião e Filosofia da grécia antigaReligião e Filosofia da grécia antiga
Religião e Filosofia da grécia antiga
 
O século de péricles
O século de périclesO século de péricles
O século de péricles
 
A pólis de atenas
A pólis de atenasA pólis de atenas
A pólis de atenas
 
Arquitetura grega
Arquitetura gregaArquitetura grega
Arquitetura grega
 
Casa Sommer
Casa SommerCasa Sommer
Casa Sommer
 

Semelhante a Criatividade e ruturas

Introdução à arte
Introdução à arteIntrodução à arte
Introdução à arte
Ellen_A
 
O que é a arte (1)
O que é a arte (1)O que é a arte (1)
O que é a arte (1)
Vasco L
 
Educação visual e tecnológica a arte
Educação visual e tecnológica   a arteEducação visual e tecnológica   a arte
Educação visual e tecnológica a arte
p337
 
O Conceito De Arte Ao Longo Dos Tempos
O Conceito De Arte Ao Longo Dos TemposO Conceito De Arte Ao Longo Dos Tempos
O Conceito De Arte Ao Longo Dos Tempos
RaposoEFA
 
Evolução das Artes Visuais IV
Evolução das Artes Visuais IVEvolução das Artes Visuais IV
Evolução das Artes Visuais IV
renatomacedo
 
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares (...
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares (...ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares (...
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares (...
LaudielPadilha
 
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.pptARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
LiaSilva99
 
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.pptARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
PatriciaFeil
 
Slides de Introducao
Slides de IntroducaoSlides de Introducao
Slides de Introducao
Isidro Santos
 
Definições de arte pergunta resposta
Definições de arte pergunta respostaDefinições de arte pergunta resposta
Definições de arte pergunta resposta
Tina Lima
 
A arte - Trabalho Historia
A arte - Trabalho HistoriaA arte - Trabalho Historia
A arte - Trabalho Historia
Melissa Matos
 

Semelhante a Criatividade e ruturas (20)

Introdução à arte
Introdução à arteIntrodução à arte
Introdução à arte
 
O que é a arte (1)
O que é a arte (1)O que é a arte (1)
O que é a arte (1)
 
Roteiro de Estudos - Introdução à História da Arte, Pré-História e Egito
Roteiro de Estudos - Introdução à História da Arte, Pré-História e EgitoRoteiro de Estudos - Introdução à História da Arte, Pré-História e Egito
Roteiro de Estudos - Introdução à História da Arte, Pré-História e Egito
 
Educação visual e tecnológica a arte
Educação visual e tecnológica   a arteEducação visual e tecnológica   a arte
Educação visual e tecnológica a arte
 
O Conceito De Arte Ao Longo Dos Tempos
O Conceito De Arte Ao Longo Dos TemposO Conceito De Arte Ao Longo Dos Tempos
O Conceito De Arte Ao Longo Dos Tempos
 
Funções da arte
Funções da arteFunções da arte
Funções da arte
 
O que é a arte e outros
O que é a arte e outrosO que é a arte e outros
O que é a arte e outros
 
Evolução das Artes Visuais IV
Evolução das Artes Visuais IVEvolução das Artes Visuais IV
Evolução das Artes Visuais IV
 
Arte plásticas
Arte plásticasArte plásticas
Arte plásticas
 
V dfilo cap4p_arte
V dfilo cap4p_arteV dfilo cap4p_arte
V dfilo cap4p_arte
 
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares (...
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares (...ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares (...
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares (...
 
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.pptARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
 
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.pptARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
ARTES VISUAIS - Diálogos entre arte e artistas de diversas épocas e lugares.ppt
 
4 breve viagem pela
4 breve viagem pela4 breve viagem pela
4 breve viagem pela
 
O que é arte?
O que é arte?O que é arte?
O que é arte?
 
Slides de Introducao
Slides de IntroducaoSlides de Introducao
Slides de Introducao
 
Definições de arte pergunta resposta
Definições de arte pergunta respostaDefinições de arte pergunta resposta
Definições de arte pergunta resposta
 
A arte - Trabalho Historia
A arte - Trabalho HistoriaA arte - Trabalho Historia
A arte - Trabalho Historia
 
8ºano
8ºano8ºano
8ºano
 
Arte 1
Arte   1Arte   1
Arte 1
 

Mais de Ana Barreiros

Pintura do quattrocento
Pintura do quattrocentoPintura do quattrocento
Pintura do quattrocento
Ana Barreiros
 
Correcao 2ª ficha formativa cultura do cinema
Correcao 2ª ficha formativa cultura do cinemaCorrecao 2ª ficha formativa cultura do cinema
Correcao 2ª ficha formativa cultura do cinema
Ana Barreiros
 
O aparecimento da arte gotica
O aparecimento da arte goticaO aparecimento da arte gotica
O aparecimento da arte gotica
Ana Barreiros
 
Ficha formativa "A Cultura do Cinema 1"
Ficha formativa "A Cultura do Cinema 1"Ficha formativa "A Cultura do Cinema 1"
Ficha formativa "A Cultura do Cinema 1"
Ana Barreiros
 
Ficha formativa "A Cultura da Gare 2"
Ficha formativa "A Cultura da Gare 2"Ficha formativa "A Cultura da Gare 2"
Ficha formativa "A Cultura da Gare 2"
Ana Barreiros
 
Ficha formativa "A Cultura da Gare 1"
Ficha formativa "A Cultura da Gare 1"Ficha formativa "A Cultura da Gare 1"
Ficha formativa "A Cultura da Gare 1"
Ana Barreiros
 
Ficha "A Cultura do Palco"
Ficha "A Cultura do Palco"Ficha "A Cultura do Palco"
Ficha "A Cultura do Palco"
Ana Barreiros
 
Ficha "A Cultura do Salão"
Ficha "A Cultura do Salão"Ficha "A Cultura do Salão"
Ficha "A Cultura do Salão"
Ana Barreiros
 
Ficha formativa grandes_civilizacoes
Ficha formativa grandes_civilizacoesFicha formativa grandes_civilizacoes
Ficha formativa grandes_civilizacoes
Ana Barreiros
 
Ficha formativa 1 HGP 6º ano
Ficha formativa 1 HGP 6º anoFicha formativa 1 HGP 6º ano
Ficha formativa 1 HGP 6º ano
Ana Barreiros
 
As artes na atualidade
As artes na atualidadeAs artes na atualidade
As artes na atualidade
Ana Barreiros
 

Mais de Ana Barreiros (20)

Pintura barroca na Europa
Pintura barroca na EuropaPintura barroca na Europa
Pintura barroca na Europa
 
Rubrica de avaliação
Rubrica de avaliação Rubrica de avaliação
Rubrica de avaliação
 
Lista de verificação e-atividade
Lista de verificação e-atividade Lista de verificação e-atividade
Lista de verificação e-atividade
 
O romantismo
O romantismoO romantismo
O romantismo
 
Bairro dos museus
Bairro dos museusBairro dos museus
Bairro dos museus
 
Imagens de Arquitetura Barroca
Imagens de Arquitetura BarrocaImagens de Arquitetura Barroca
Imagens de Arquitetura Barroca
 
Pintura do quattrocento
Pintura do quattrocentoPintura do quattrocento
Pintura do quattrocento
 
Correcao 2ª ficha formativa cultura do cinema
Correcao 2ª ficha formativa cultura do cinemaCorrecao 2ª ficha formativa cultura do cinema
Correcao 2ª ficha formativa cultura do cinema
 
O aparecimento da arte gotica
O aparecimento da arte goticaO aparecimento da arte gotica
O aparecimento da arte gotica
 
Escultura romana
Escultura romanaEscultura romana
Escultura romana
 
A modernização de Portugal na 2ª metade séc. XIX - trabalho de Beatriz, 6ºG
A modernização de Portugal na 2ª metade séc. XIX - trabalho de Beatriz, 6ºGA modernização de Portugal na 2ª metade séc. XIX - trabalho de Beatriz, 6ºG
A modernização de Portugal na 2ª metade séc. XIX - trabalho de Beatriz, 6ºG
 
Ficha formativa "A Cultura do Cinema 1"
Ficha formativa "A Cultura do Cinema 1"Ficha formativa "A Cultura do Cinema 1"
Ficha formativa "A Cultura do Cinema 1"
 
Ficha formativa "A Cultura da Gare 2"
Ficha formativa "A Cultura da Gare 2"Ficha formativa "A Cultura da Gare 2"
Ficha formativa "A Cultura da Gare 2"
 
Ficha formativa "A Cultura da Gare 1"
Ficha formativa "A Cultura da Gare 1"Ficha formativa "A Cultura da Gare 1"
Ficha formativa "A Cultura da Gare 1"
 
Ficha "A Cultura do Palco"
Ficha "A Cultura do Palco"Ficha "A Cultura do Palco"
Ficha "A Cultura do Palco"
 
Ficha "A Cultura do Salão"
Ficha "A Cultura do Salão"Ficha "A Cultura do Salão"
Ficha "A Cultura do Salão"
 
Ficha formativa grandes_civilizacoes
Ficha formativa grandes_civilizacoesFicha formativa grandes_civilizacoes
Ficha formativa grandes_civilizacoes
 
Ficha formativa 1820 e o liberalismo correcao
Ficha formativa 1820 e o liberalismo correcaoFicha formativa 1820 e o liberalismo correcao
Ficha formativa 1820 e o liberalismo correcao
 
Ficha formativa 1 HGP 6º ano
Ficha formativa 1 HGP 6º anoFicha formativa 1 HGP 6º ano
Ficha formativa 1 HGP 6º ano
 
As artes na atualidade
As artes na atualidadeAs artes na atualidade
As artes na atualidade
 

Criatividade e ruturas

  • 2. O que é arte? “As Meninas”, de Velázquez Goya, Saturno devorando os seus filhos
  • 3. O que é arte? Arte é a capacidade do Homem de realizar obras com a intenção de exprimir ideias ou emoções de ordem estética “As Meninas”, de Velázquez Goya, Saturno devorando os seus filhos
  • 4. O que é arte? Arte é a capacidade do Homem de realizar obras com a intenção de exprimir ideias ou emoções de ordem estética Obra de arte como veículo de comunicação “As Meninas”, de Velázquez Goya, Saturno devorando os seus filhos
  • 5. Arte História Os fuzilamentos do 3 deMaio”, de Goya “A Liberdade guiando o povo”, de Delacroix
  • 6. Arte História Os fuzilamentos do 3 deMaio”, de Goya “A Liberdade guiando o povo”, de Delacroix A arte reflete: - Obras por encomenda - os problemas e os desejos num - artista com liberdade, determinado contexto mas inserido num certo - Os materiais, as técnicas, os estilos, … contexto
  • 7. 1. A criação artística “O Romantismo marca uma rutura completa com as ideias do passado clássico. Ele proclamou a proeminência do indivíduo e da sua personalidade. (…) Esta exaltação do individualismo conduziu o artista ao isolamento e a atitudes “exageradas”, dando nascimento ao mito do “artista maldito”. A necessidade de cultivar a diferença, afirmando a sua personalidade, modifica o seu estatuto na sociedade e coloca em questão a sua estabilidade material. O pintor trabalha cada vez menos sob encomenda, porque ele quer ter o controlo aobsoluto sobre as suas criações. Jacques Debicki e outros, Histoire de l’Art, Peinture, Sculpture, Architecture Que transformações se registaram na criação artística durante o século XIX?
  • 8. 1. A criação artística Que transformações se registaram na criação artística durante o século XIX?
  • 9. 1. A criação artística “O Homem entesourou objetos de natureza muito variada desde tempos imemoráveis, pelas muitas funções que estes podiam cumprir e pelo valor que assumiam aos seus olhos: material, mágico, religioso, afetivo, documental e até possivelmente estético. (…). Contudo, a verdadeira especialização artística destas coleções foi um produto do Humanismo e do Renascimento (…); já no século XVII todos os monarcas mais importantes possuíam macrocoleções de pintura (…). Estas coleções, ecléticas ou especializadas, conduziram, nalguns casos, à elaboração de uma sistematização e à redação de catálogos que floresceram nos séculos XVII e XVIII. Foi neste último século que se começou a distinguir o catálogo produzido por académicos do elaborado por simples entendidos da arte. Este facto coincidiu com o nascimento dos museus, a maioria deles formada a partir de coleções reais. Fernando Marias, Teoria del Arte Explica o aparecimento dos museus, tendo em conta o contexto da época.
  • 10. 1. A criação artística Explica o aparecimento dos museus, tendo em conta o contexto da época. 1750 – Galeria de Pintura do - Emancipação do artista Palácio do Luxemburgo, Paris relativamente à encomenda (Luís XV) - Aparecimento de um 1759 – Museu Britânico mercado privado 1793 – abertura do Museu do - local de exibição da obra do Louvre artista 1808 – Museu Real de Amesterdão 1819 – Museu do Prado 1824 – National Gallery 1870 – Metropolitan, Nova Iorque
  • 11. 1. A criação artística Alexandre Cabanel, O nascimento de Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm sobre tela, 130x190 cm Semelhanças:
  • 12. 1. A criação artística Alexandre Cabanel, O nascimento de Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm sobre tela, 130x190 cm Semelhanças: -Tema: nu feminino - data - técnica
  • 13. 1. A criação artística Alexandre Cabanel, O nascimento de Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm sobre tela, 130x190 cm Diferenças:
  • 14. 1. A criação artística Alexandre Cabanel, O nascimento de Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm sobre tela, 130x190 cm Diferenças: -Técnica de execução - tratamento das formas, da cor e da luz - diferente expressividade e intencionalidade
  • 15. 1. A criação artística Alexandre Cabanel, O nascimento de Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo Vénus,1863, óleo sobre tela, 130x225 cm sobre tela, 130x190 cm - Pintor académico Inovador e revolucionário - Obra feita sob encomenda de Napoleão III
  • 16. 1. A criação artística Inovador e revolucionário -Não obedecem aos gostos de quem encomenda obras - procuram valorizar as suas obras no mercado: Édouard Manet, Olímpia, 1863, óleo - mestria sobre tela, 130x190 cm - estilo pessoal A arte torna-se mais individualizada, em constante inovação, impondo ruturas com a tradição e o academismo
  • 17. 2. As linguagens da arte “A arte é tão pouco a “linguagem-mãe da Humanidade”, inesquecível e insubtituível, como qualquer outra forma de expressão; também ela é um mero “idioma”, com valor limitado. (…) É realmente uma linguagem, um modo de falar, falado e compreendido por muitos, isto é, um veículo de expressão, cuja utilidade se baseia no valor dos meios de compreensão convencionais, aceites sem resistência. Uma comunicação, que só se torna compreensível quando se submete a uma esquematização e convenção e sai da esfera da significação privada e pessoal para entrar na das relações entre as pessoas, tem de contar sempre com o facto de que os conteúdos a comunicar perderão parte do seu sentido original. Toda a história de arte pode ser encarada como uma representação teatral de uma luta ininterrupta contra a desintegração dos conteúdos. “ Arnold Hauser, A Arte e a Sociedade Identifica a arte como um idioma.
  • 18. 2. As linguagens da arte Identifica a arte como um idioma. - As obras de arte “falam”; - são objetos de comunicação: exprimem ideias, sentimentos, emoções, estados de espírito, preocupações, ou simples sensações estéticas - podem lhe ser atribuídos diferentes significados e conteúdos (subjetividade) - a linguagem da arte é complexa e rica - a arte possui várias linguagens, tantas quantas as áreas artísticas
  • 19. 2. As linguagens da arte Arte de construir objetos A linguagem da arquitetura tridimensionais habitáveis, onde o Homem penetra e circula Leitura global da obra: - forma (projeto): materiais e técnicas construtivas, leitura morfológica dos Pluralidade de valores: espaços e dos elementos decorativos e a composição arquitetónica (articulação -Espaciais dos elementos e integração na - técnicos paisagem) – o estilo - económicos - função, enquadrada numa tipologia (igreja) e modalidade (religiosa) - sociais - significado ou capacidade de expressão - funcionais e significação das suas formas - decorativos (reconstrução do pensamento da época)
  • 20. 2. As linguagens da arte Planta da Basílica de S. Pedro Corte longitudinal do Panteão de Perspectiva axonométrica da Igreja Roma de Santa Sofia, Constantinopla
  • 21. 2. As linguagens da arte Tridmensionalidade A linguagem da escultura + Incidência da luz Leitura da obra: - Materiais e técnicas de trabalho; duas técnicas-base: -Técnica do talhe ou cinzelado (feito com o martelo e o cinzel sobre materiais duros; técnica subtrativa) – grande domínio técnico
  • 22. 2. As linguagens da arte Tridmensionalidade A linguagem da escultura + Incidência da luz Leitura da obra: - Materiais e técnicas de trabalho; duas técnicas-base: -Técnica do talhe ou cinzelado (feito com o martelo e o conzel sobre materiais duros; técnica subtrativa) – grande domínio técnico - técnica do modelado (trabalho sobre materiais brandos – argila, cera, gesso – com a mão ou com utensílios; técnica aditiva) – permite emendas e reconversões
  • 23. 2. As linguagens da arte Tridmensionalidade A linguagem da escultura + Incidência da luz Leitura da obra: - Materiais e técnicas de trabalho; duas técnicas-base: -Técnica do talhe ou cinzelado (feito com o martelo e o conzel sobre materiais duros; técnica subtrativa) – grande domínio técnico - técnica do modelado (trabalho sobre materiais brandos – argila, cera, gesso – com a mão ou com utensílios; técnica aditiva) – permite emendas e reconversões - Composição escultória (repouso/movimento) - tipologia (estatuária, relevo) - tema, conteúdo, motivo, função ou significado - expressividade - intencionalidade
  • 24. 2. As linguagens da arte - Cor - Bidimensionalidade A linguagem da pintura - perspetiva Leitura da obra: -Aspetos materiais: suporte(papel, madeira, tela, …), tipo de tintas e técnicas de aplicação (fresco, têmpera, óleo, aguarela, paste, …), colagens, … - Leitura das formas: linha, cor e volume - tema e seus conteúdos (figurativa/abstrata; religiosos, mitológicos, retratos, paisagens, …) - composição (estrutura ordenadora dos elementos materiais e formais e seu significação), a “sintaxe da linguagem”
  • 25. Casos práticos Three Tales, Steve Reich (Música). Beryl Korot (vídeo) A obra Tree Tales de Steve Reich representa um modelo comunicacional de fácil apreensão pelo ouvinte médio, ao adoptar: -Uma linguagem musical próxima da música Pop/Rock, com a acessibilidade característica das obras dos minimalistas, de que Steve Reich é um dos principais representantes. -A junção da componente vídeo à musical, num registo multimédia apelativo, entre a linguagem do video-clip e do documentário. - A utilização de temáticas de conteúdo apreensível, didáctico e de carácter social e politicamente relevante para a caracterização da história do século XX (veja-se o caso da clonagem, no conto que recomendamos).
  • 26. Casos práticos Lichtung II, Emmanuel Nunes. Ensemble Intercontemporain. Direcção Jonathan Nott. A obra Lichtung II de Emmanuel Nunes serve para exemplificar uma linguagem mais hermética, característica da herança avantgarde do século XX. Esta obra pode ilustrar: - A utilização de uma linguagem musical altamente complexa, quer em termos concepcionais, quer em termos auditivos, que nos transporta para novas dimensões auditivas, que desafia as nossas noções convencionais e a nossa capacidade de entendimento – como é apanágio de muita da produção artística, desde o século XX.
  • 27. Casos práticos -A utilização da electrónica “ao vivo” na manipulação, modificação e emissão dos sons produzidos pelos instrumentos acústicos, através de um programa computacional concebido pelo próprio compositor. Trata-se também aqui da continuidade lógica das práticas composicionais que remontam à segunda metade do século XX, após o advento dos meios electrónicos, neste caso, utilizando os meios do Ircam (Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique), uma das principais instituições dedicadas à pesquisa, criação e divulgação musical contemporâneas. - A preocupação já não apenas com os parâmetros convencionais da música (melodia, ritmo, harmonia, timbre, etc.) mas também com a questão da espacialização do som. A disposição dos 12 instrumentos acústicos e dos 13 altifalantes, bem como a gestão electrónica da emissão do som, são elementos absolutamente intrínsecos à concepção da obra, criando um espaço sonoro que deverá ser adaptado em função das características do espaço físico.
  • 28. Casos práticos La Fura dels Baus. A revisitação contemporânea do D. Quixote (versão ópera) ilustra de forma exemplar as propostas performativas dos La Fura dels Baus. Grupo eclético que reúne profissionais da diversas áreas artísticas e que propõe uma dimensão performativa particular, baseada na procura de novas formas de expressão e de relação com o público, a saber: -Utilização de espaços anti-convencionais; -Utilização de uma série de recursos cénicos que podem incluir a música, o circo, a pirotecnia, o movimento, o uso de materiais naturais e industriais e a utilização das novas tecnologias; -Utilização de uma linguagem visual própria através do vídeo e de outros recursos à imagem e à incorporação de actores que na sua versatilidade dominam quer a expressão dramática quer o movimento; - Exploração de situações limite na busca de novas linguagens e linhas de expressão artística.
  • 29. FIM