Camões
RENASCIMENTO
Dante  Alighieri Italiano  Francesco  Petrarca  Italiano  William Shakespeare Inglês VULTOS DO RENASCIMENTO
Pierre de  Ronsard Francês VULTOS DO RENASCIMENTO Miguel de Cervantes Espanhol François  Rabelais Francês
VULTOS DO RENASCIMENTO Torquato Tasso Italiano  Ludovico Ariosto Italiano
VULTOS DO RENASCIMENTO Michelangelo Buonarroti Italiano Leonardo da Vinci Italiano
RENASCIMENTO 111
O RENASCIMENTO PORTUGUÊS D. Sebastião I Em Portugal, o Renasci-mento corresponde à  Ex-pansão do Império Portu-guês até sua decadência na Batalha de Alcácer Qui-bir (1578). Não representou, como nos países protestantes, uma revolução cultural tão extensa e profunda.
O RENASCIMENTO PORTUGUÊS Sá de Miranda Em 1527, o poeta Fran-cisco de Sá de Miranda regressa da Itália trazendo para Portugal o que se convencionou chamar de o  dolce stil nuovo . Esse conjunto de proce-dimentos artísticos ficou conhecido em Portugal como  MEDIDA NOVA .
VIDA E OBRA 112
Temas populares de cantigas: em redondilhas. Mulher idealizada, platonismo, contradições provocadas pelo amor, uso de antíteses: em sonetos, decassílabos. Tentativa de entender a vida e as emoções sob o prisma da razão. Éclogas, odes, oitavas, elegias e canções: modelos formais greco-latinos. A LÍRICA CAMONIANA
Conciliação da visão universal e da experiência pessoal: união da razão e emoção. Influência italiana (medida nova) Influência medieval  (medida velha) Influência clássica: postura renas-centista A LÍRICA CAMONIANA
A ÉPICA CAMONIANA Os Lusíadas : poema em 10 cantos Poema em cinco momentos: influência clássica. Poema escrito em oitava: estrofe com 8 versos, com a rima ABABABCC: usos da mitologia pagã e da mitologia cristã.
AS 5 PARTES PROPOSIÇÃO INVOCAÇÃO DEDICATÓRIA NARRAÇÃO EPÍLOGO 113
A VIAGEM DE VASCO DA GAMA VASCO DA GAMA In media res
Vasco da Gama, óleo so-bre tela de Antônio Manoel da Fonseca (1838)
2.  Estrutura Poética 1102 estrofes: 8816 versos Versos Decassílabos Heróicos  (2ª, 6ª, 12 ª sílabas são fortes) Sáficos (4ª, 8ª, 12ª sílabas são fortes) Oitava Rima ou Rima Real (ABABABCC) Dez CANTOS Vários EPISÓDIOS
OS EPISÓDIOS Episódios históricos:  baseados na História de Portugal Batalha de Aljubarrota, a navegação, etc. Episódios mitológicos:  baseados na mitologia pagã Vênus pede a Júpiter proteção aos portugueses Episódios líricos:  baseados na expressão de um sentimento Morte de Inês de Castro, o velho do Restelo Episódios simbólicos:  que funcionam como símbolos Gigante Adamastor, símbolo dos obstáculos que a natureza impõe ao homem.
3.  Estrutura Narrativa A) Proposição (estrofes 1 a 3; canto I) B)  Invocação  (4 e 5; I) C)  Dedicatória  (6 a 18; I) D) Narração (estrofe 19, canto I; estrofe 144, canto X) E) Epílogo (estrofes 145 a 156, canto X)
4.  O Narrador   * Cantos I e II: Camões * Cantos III, IV e V: Vasco da Gama * Canto VI (parte): Fernão Veloso * Canto VI (parte) e VII: Camões * Canto VIII: Paulo da Gama * Cantos IX e X: Camões
5.  A obra  – A narrativa Canto I - * Proposição (cantar os feitos portugueses - a saga de Vasco da Gama)  (1-3) -  *Invocação às ninfas do Tejo (4-5) -  * Dedicatória a Dom Sebastião Menino (6-18) -  * Concílio dos deuses do Olimpo (19-41) - * Chegada a Moçambique. Vasco é atacado pelo Mouro, inspirado por Baco, por ser Cristão. (42-94) - * O falso piloto. Vasco, com os outros portugueses, triunfa e aceita como piloto o mouro que recebera a incumbência de os aniquilar. Vênus afasta a armada da costa de Quíloa. Novas tentativas do mouro e nova intervenção de Vênus.Chegada a Mombaça.. (95-104) -  * Meditação moral do poeta (105-106)
Canto II Chegada a Mombaça, onde Baco queria aniquilar os portugueses. Fingindo ser sacerdote, Baco dá informações falsas aos dois portugueses que desembarcam. Vênus e as Nereidas impedem a entrada da nau capitania no porto. (1-32) Vênus sobe ao Olimpo e queixa-se a Júpiter, que envia Mercúrio para preparar a recepção em Melinde e inspirar Gama.(33-63) Chegada a Melinde e pedido do Rei de Melinde a Vasco da Gama. (64-113)
Canto III * Invocação à  Calíope  (1 e 2) * Vasco da Gama conta ao Rei de Melinde a História de Portugal (21-117) * De Luso a Viriato (chefe da resistência dos lusitanos por ocasião da conquista romana da Espanha);  * Conde D. Henrique (tornou-se conde de Portugal em 1095 pelo casamento com a princesa de Leão);  * D. Afonso Henriques (1º rei de Portugal, 1111-1185, notável por suas conquistas);  * D. Sancho  I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III;
Ainda no Canto III D. Dinis (1261-1325, o rei humanista, trovador e criador da Universidade);  D. Afonso IV ( episódio de Inês de Castro);  (118-135)  D. Pedro I (o cruel, o justiceiro -1357-1367-); (136 –137)  D. Fernando. (138-143) D. Dinis, trovador e rei de Portugal
Canto IV * D. João I (Fundador da dinastia de Avis, vencedor de Aljubarrota   (1385); (1-93) * D. Duarte, D. Afonso V, D. João II; (1-93) * D. Manuel I ( episódio do Velho do Restelo).  (94-104)
Canto V * Gama conta a largada de Lisboa. (1-3) * A viagem pela costa ocidental da África (4-30)  * Veloso (30-36) * Cabo das Tormentas – o Gigante Adamastor (37-60)  * Navegação até Melinde.(61-85)  * Elogios, pelo Gama, da tenacidade portuguesa. (86-91) *  Poeta coloca-se contra os portugueses, seus contemporâneos, por não valorizarem a poesia e a técnica que lhe corresponde.  (92-100)
Canto VI * Viagem para a Índia * Baco incita Netuno a convocar o Concílio dos Deuses Marinhos * Éolo solta os Ventos * Vênus manda as ninfas amorosas abrandarem a ira dos ventos * Passa a tempestade, aparece Calecut. Incomparável meditação sobre o valor da glória.   Canto VII * Chegada à Índia. Camões lamenta seu sofrimento e apela às Musas.
Canto VIII * Problemas com os mouros. Intrigas promovidas por Baco. Canto IX * Regresso à Pátria. Vênus prepara o repouso e o prêmio para os navegantes portugueses, com a ajuda do filho Cupido. * A Ilha dos Amores, onde as ninfas aliviarão o cansaço dos navegadores * Tétis aparece a Vasco da Gama *  Exortação aos que suspiram por imortalizar seu nome.
Canto X * Tétis e as Ninfas oferecem banquete aos navegantes. * Uma Ninfa descreve aos portugueses os seus futuros feitos.  * Tétis mostra ao Gama a  máquina do mundo   * Viagem de retorno * Chegada a Portugal  *  Lamentações, exortação a D. Sebastião e profecias de futuras glórias
 
 
 
Globo celestial e compasso Astronomia Urânia Lira e plectro Dança Terpsícore Máscara cômica e coroa de hera ou um bastão Comédia Tália Figura velada Música Cerimonial (sacra) Polímnia Uma máscara trágica, uma grinalda e uma clava Tragédia Melpômene Flauta Música Euterpe Pequena Lira Poesia Lírica Frato Pergaminho parcialmente aberto História Clio Tabuleta ou pergaminho e uma pena para escrita Poesia Épica Calíope Representação Arte Musa
Dom Sebastião (1554-1578), rei de Portugal, óleo de Cristóvão de Morais.

Camões

  • 1.
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    Dante AlighieriItaliano Francesco Petrarca Italiano William Shakespeare Inglês VULTOS DO RENASCIMENTO
  • 4.
    Pierre de Ronsard Francês VULTOS DO RENASCIMENTO Miguel de Cervantes Espanhol François Rabelais Francês
  • 5.
    VULTOS DO RENASCIMENTOTorquato Tasso Italiano Ludovico Ariosto Italiano
  • 6.
    VULTOS DO RENASCIMENTOMichelangelo Buonarroti Italiano Leonardo da Vinci Italiano
  • 7.
  • 8.
    O RENASCIMENTO PORTUGUÊSD. Sebastião I Em Portugal, o Renasci-mento corresponde à Ex-pansão do Império Portu-guês até sua decadência na Batalha de Alcácer Qui-bir (1578). Não representou, como nos países protestantes, uma revolução cultural tão extensa e profunda.
  • 9.
    O RENASCIMENTO PORTUGUÊSSá de Miranda Em 1527, o poeta Fran-cisco de Sá de Miranda regressa da Itália trazendo para Portugal o que se convencionou chamar de o dolce stil nuovo . Esse conjunto de proce-dimentos artísticos ficou conhecido em Portugal como MEDIDA NOVA .
  • 10.
  • 11.
    Temas populares decantigas: em redondilhas. Mulher idealizada, platonismo, contradições provocadas pelo amor, uso de antíteses: em sonetos, decassílabos. Tentativa de entender a vida e as emoções sob o prisma da razão. Éclogas, odes, oitavas, elegias e canções: modelos formais greco-latinos. A LÍRICA CAMONIANA
  • 12.
    Conciliação da visãouniversal e da experiência pessoal: união da razão e emoção. Influência italiana (medida nova) Influência medieval (medida velha) Influência clássica: postura renas-centista A LÍRICA CAMONIANA
  • 13.
    A ÉPICA CAMONIANAOs Lusíadas : poema em 10 cantos Poema em cinco momentos: influência clássica. Poema escrito em oitava: estrofe com 8 versos, com a rima ABABABCC: usos da mitologia pagã e da mitologia cristã.
  • 14.
    AS 5 PARTESPROPOSIÇÃO INVOCAÇÃO DEDICATÓRIA NARRAÇÃO EPÍLOGO 113
  • 15.
    A VIAGEM DEVASCO DA GAMA VASCO DA GAMA In media res
  • 16.
    Vasco da Gama,óleo so-bre tela de Antônio Manoel da Fonseca (1838)
  • 17.
    2. EstruturaPoética 1102 estrofes: 8816 versos Versos Decassílabos Heróicos (2ª, 6ª, 12 ª sílabas são fortes) Sáficos (4ª, 8ª, 12ª sílabas são fortes) Oitava Rima ou Rima Real (ABABABCC) Dez CANTOS Vários EPISÓDIOS
  • 18.
    OS EPISÓDIOS Episódioshistóricos: baseados na História de Portugal Batalha de Aljubarrota, a navegação, etc. Episódios mitológicos: baseados na mitologia pagã Vênus pede a Júpiter proteção aos portugueses Episódios líricos: baseados na expressão de um sentimento Morte de Inês de Castro, o velho do Restelo Episódios simbólicos: que funcionam como símbolos Gigante Adamastor, símbolo dos obstáculos que a natureza impõe ao homem.
  • 19.
    3. EstruturaNarrativa A) Proposição (estrofes 1 a 3; canto I) B) Invocação (4 e 5; I) C) Dedicatória (6 a 18; I) D) Narração (estrofe 19, canto I; estrofe 144, canto X) E) Epílogo (estrofes 145 a 156, canto X)
  • 20.
    4. ONarrador * Cantos I e II: Camões * Cantos III, IV e V: Vasco da Gama * Canto VI (parte): Fernão Veloso * Canto VI (parte) e VII: Camões * Canto VIII: Paulo da Gama * Cantos IX e X: Camões
  • 21.
    5. Aobra – A narrativa Canto I - * Proposição (cantar os feitos portugueses - a saga de Vasco da Gama) (1-3) -  *Invocação às ninfas do Tejo (4-5) -  * Dedicatória a Dom Sebastião Menino (6-18) -  * Concílio dos deuses do Olimpo (19-41) - * Chegada a Moçambique. Vasco é atacado pelo Mouro, inspirado por Baco, por ser Cristão. (42-94) - * O falso piloto. Vasco, com os outros portugueses, triunfa e aceita como piloto o mouro que recebera a incumbência de os aniquilar. Vênus afasta a armada da costa de Quíloa. Novas tentativas do mouro e nova intervenção de Vênus.Chegada a Mombaça.. (95-104) -  * Meditação moral do poeta (105-106)
  • 22.
    Canto II Chegadaa Mombaça, onde Baco queria aniquilar os portugueses. Fingindo ser sacerdote, Baco dá informações falsas aos dois portugueses que desembarcam. Vênus e as Nereidas impedem a entrada da nau capitania no porto. (1-32) Vênus sobe ao Olimpo e queixa-se a Júpiter, que envia Mercúrio para preparar a recepção em Melinde e inspirar Gama.(33-63) Chegada a Melinde e pedido do Rei de Melinde a Vasco da Gama. (64-113)
  • 23.
    Canto III *Invocação à Calíope (1 e 2) * Vasco da Gama conta ao Rei de Melinde a História de Portugal (21-117) * De Luso a Viriato (chefe da resistência dos lusitanos por ocasião da conquista romana da Espanha); * Conde D. Henrique (tornou-se conde de Portugal em 1095 pelo casamento com a princesa de Leão); * D. Afonso Henriques (1º rei de Portugal, 1111-1185, notável por suas conquistas); * D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III;
  • 24.
    Ainda no CantoIII D. Dinis (1261-1325, o rei humanista, trovador e criador da Universidade); D. Afonso IV ( episódio de Inês de Castro); (118-135) D. Pedro I (o cruel, o justiceiro -1357-1367-); (136 –137) D. Fernando. (138-143) D. Dinis, trovador e rei de Portugal
  • 25.
    Canto IV *D. João I (Fundador da dinastia de Avis, vencedor de Aljubarrota (1385); (1-93) * D. Duarte, D. Afonso V, D. João II; (1-93) * D. Manuel I ( episódio do Velho do Restelo). (94-104)
  • 26.
    Canto V *Gama conta a largada de Lisboa. (1-3) * A viagem pela costa ocidental da África (4-30) * Veloso (30-36) * Cabo das Tormentas – o Gigante Adamastor (37-60) * Navegação até Melinde.(61-85) * Elogios, pelo Gama, da tenacidade portuguesa. (86-91) * Poeta coloca-se contra os portugueses, seus contemporâneos, por não valorizarem a poesia e a técnica que lhe corresponde. (92-100)
  • 27.
    Canto VI *Viagem para a Índia * Baco incita Netuno a convocar o Concílio dos Deuses Marinhos * Éolo solta os Ventos * Vênus manda as ninfas amorosas abrandarem a ira dos ventos * Passa a tempestade, aparece Calecut. Incomparável meditação sobre o valor da glória. Canto VII * Chegada à Índia. Camões lamenta seu sofrimento e apela às Musas.
  • 28.
    Canto VIII *Problemas com os mouros. Intrigas promovidas por Baco. Canto IX * Regresso à Pátria. Vênus prepara o repouso e o prêmio para os navegantes portugueses, com a ajuda do filho Cupido. * A Ilha dos Amores, onde as ninfas aliviarão o cansaço dos navegadores * Tétis aparece a Vasco da Gama * Exortação aos que suspiram por imortalizar seu nome.
  • 29.
    Canto X *Tétis e as Ninfas oferecem banquete aos navegantes. * Uma Ninfa descreve aos portugueses os seus futuros feitos. * Tétis mostra ao Gama a máquina do mundo * Viagem de retorno * Chegada a Portugal * Lamentações, exortação a D. Sebastião e profecias de futuras glórias
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    Globo celestial ecompasso Astronomia Urânia Lira e plectro Dança Terpsícore Máscara cômica e coroa de hera ou um bastão Comédia Tália Figura velada Música Cerimonial (sacra) Polímnia Uma máscara trágica, uma grinalda e uma clava Tragédia Melpômene Flauta Música Euterpe Pequena Lira Poesia Lírica Frato Pergaminho parcialmente aberto História Clio Tabuleta ou pergaminho e uma pena para escrita Poesia Épica Calíope Representação Arte Musa
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    Dom Sebastião (1554-1578),rei de Portugal, óleo de Cristóvão de Morais.