Professor JOSÉ RICARDO LIMA www.literaturaeshow.com.br ARCADISMO BRASILEIRO
CONTEXTUALIZANDO: O Barroco sofreu grande influência da fé. A partir das ideias de Isaac New-ton, o racionalismo ga-nha força novamente. Como consequência, o ideal de arte barroca também acaba sendo questionado. ARCADISMO BRASILEIRO
CONTEXTUALIZANDO: A queda do Absolutismo dá origem ao chamado “Século das luzes”; Tem-se o período histó-rico chamado de  ILUMINISMO . ARCADISMO BRASILEIRO
Arcádia era uma província da antiga Grécia, morada de Pã (deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores ).  Com o tempo, se converteu no nome de um país imaginário, criado e descrito por diversos poetas e artistas. Neste lugar imaginado reina a felicidade, a simplicidade e a paz em um ambiente idílico habitado por uma população de pastores que vivem em comunhão com a natureza. ARCADISMO BRASILEIRO
ARCADISMO BRASILEIRO Representação de Arcádia  (Friedrich August von Kaulbach)
A principal característica desta escola é a  exaltação da natureza  e de tudo que lhe diz respeito. É por isto que muitos poetas ligados ao Arcadismo adotaram  pseudônimos  de pastores gregos ou latinos (pois o ideal de vida válido era o de uma  vida bucólica ). ARCADISMO BRASILEIRO
ARCADISMO BRASILEIRO A arquitetura árcade comparada às arquiteturas grega e romana.
ARCADISMO BRASILEIRO A arquitetura barroca comparada à arquitetura neoclássica.
ARCADISMO BRASILEIRO Em Portugal 1756    Fundação da Arcádia Lusitana 1825   Camões, de Almeida Garret No Brasil 1768     Obras,  de Cláudio Manoel Costa. 1836     Suspiros poéticos e saudades , Gonçalves de Magalhães
CONTEXTO HISTÓRICO Burguesia atinge a hegemonia econômica. Multiplicam-se os bancos. Montesquieu publica  O espírito das leis , e propõe a divisão dos três poderes. Rosseau, apregoa o mito do bom selvagem. Pombal vem para o Brasil. Em 1776 ocorre a Independência dos EUA. MG torna-se o centro econômico-político-cultural do Brasil. ARCADISMO BRASILEIRO
ARCADISMO BRASILEIRO A Inconfidência Mineira Arcadismo
AUTORES Cláudio Manuel da Costa ( Obras poéticas )  Tomás Antônio Gonzaga ( Marília de Dirceu ) Santa Rita Durão ( Caramuru ) Basílio da Gama ( O Uraguai ) Alvarenga Peixoto ( Enéias no Lácio ) Silva Alvarenga ( Glaura ) ARCADISMO BRASILEIRO
AS MÁXIMAS GRECO-LATINAS Tempus fugit Carpe diem Fugere urbem Locus amoenus Aurea mediocritas Inutilia truncat ARCADISMO BRASILEIRO
AS MÁXIMAS GRECO-LATINAS Fingimento poético ou convencionalismo amoroso    Pastoralismo    Uso de pseudônimos; Cláudio M. da Costa: Glauceste Satúrnio; Tomás Antônio Gonzaga: Dirceu Basílio da Gama: Termindo Sipílio ARCADISMO BRASILEIRO
ARCADISMO BRASILEIRO Segundo o filósofo Jean-Jaques Rous-seau, "todo homem nasce bom. Porém, a sociedade o cor-rompe".
ARCADISMO BRASILEIRO Cláudio Manuel da Costa, que adotou o pseudônimo árcade de  Glauceste Satúrnio , nasceu e morreu em Minas Gerais (1729-1789).
CLÁUDIO MANOEL DA COSTA Obras poéticas  (1768); Sonetos, éclogas, cantatas, epicédios (ode), epístolas, etc; Vila Rica  (poema épico de inspiração camoniana); Traços cultistas: transição entre o Barroco e o Arcadismo; Modelos clássicos: Teócrito, Virgílio, Sannarazo, Camões). ARCADISMO BRASILEIRO
ARCADISMO BRASILEIRO Vila Rica , de Arnaud Julien Pallíère
CLÁUDIO MANOEL DA COSTA Apesar dos traços cultistas, faz severas restrições a esse estilo, defendendo a simplicidade arcádica. Sonetista sóbrio e elegante (Camões e Petrarca). Ausência do elemento brasileiro na sua poesia, embora apareça, de maneira alusiva, a paisagem de MG. ARCADISMO BRASILEIRO
CLÁUDIO MANOEL DA COSTA Oscilação entre o apego à Colônia e o amor à Metrópole: dilaceramento interior; Platonismo amoroso; Nise (musa e pastora). ARCADISMO BRASILEIRO
ARCADISMO BRASILEIRO Nascido em Portugal. O mais neoclássico de todos os poetas árcades.
TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA Poesia lírica:  Marília de Dirceu  (duas partes);  Poesia satírica:  Cartas chilenas ; Tese jurídica:  Tratado de Direito Natural ; ARCADISMO BRASILEIRO
ARCADISMO BRASILEIRO
TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA Cedia, vez ou outra, às convenções da poesia arcádica; Lirismo amoroso, como expressão pessoal: subjetivismo; Imitação direta da natureza de Minas e não a cópia de uma natureza européia. ARCADISMO BRASILEIRO
MARÍLIA DE DIRCEU Obra pré-romântica; idealiza sua amada e supervaloriza o amor, mas é árcade em todas as outras características, preocupa-se com forma. ARCADISMO BRASILEIRO
MARÍLIA DE DIRCEU A primeira parte tem: 33 liras, onde ele  canta  a beleza  de  sua  "pastora“, "Marília", compara-a à Afrodite; usa figuras mitológicas; os refrãos de cada lira apresentam estruturas semelhantes, mas diferentes de lira para lira. O autor também se dirige a seus amigos "Glauceste" e "Alceu" (Cláudio Ma-nuel da Costa e Alvarenga Peixoto). O bucolismo nesta parte da obra é extremo.  ARCADISMO BRASILEIRO
MARÍLIA DE DIRCEU A segunda parte tem 37 liras, escrita na pri-são, em 1789. Nela o bucolismo é diminuído, mas a adoração a Marília não. Existe a na-gústia da separação e o sentimento de ter sido injuriado. Isto tudo aumenta a paixão.  Aparece também a angústia da separação do amigo "Glauceste".  ARCADISMO BRASILEIRO
CARTAS CHILENAS Poema satírico; 13 cartas (algumas incompletas) dirigidas ao amigo C.M.C.; Baseada em fatos reais; Crítica ao governador. ARCADISMO BRASILEIRO
CARTAS CHILENAS A – Critilo (remetente) – Tomás Antônio Gonzaga (autor das cartas); B – Doroteu (destinatário) – Cláudio Manuel da Costa(poeta árcade); C – Fanfarrão Minésio (alvo da sátira) – Luís da Cunha Meneses (governador da província das Minas Gerais); ARCADISMO BRASILEIRO
CARTAS CHILENAS D – Silverino (personagem criticado) – Joaquim Silvério dos Reis (delator dos inconfidentes e inimigo de Tomás Antônio Gonzaga); E – Chile: Brasil; F – Santiago: Vila Rica. ARCADISMO BRASILEIRO

Arcadismo 2.0

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    Professor JOSÉ RICARDOLIMA www.literaturaeshow.com.br ARCADISMO BRASILEIRO
  • 2.
    CONTEXTUALIZANDO: O Barrocosofreu grande influência da fé. A partir das ideias de Isaac New-ton, o racionalismo ga-nha força novamente. Como consequência, o ideal de arte barroca também acaba sendo questionado. ARCADISMO BRASILEIRO
  • 3.
    CONTEXTUALIZANDO: A quedado Absolutismo dá origem ao chamado “Século das luzes”; Tem-se o período histó-rico chamado de ILUMINISMO . ARCADISMO BRASILEIRO
  • 4.
    Arcádia era umaprovíncia da antiga Grécia, morada de Pã (deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores ). Com o tempo, se converteu no nome de um país imaginário, criado e descrito por diversos poetas e artistas. Neste lugar imaginado reina a felicidade, a simplicidade e a paz em um ambiente idílico habitado por uma população de pastores que vivem em comunhão com a natureza. ARCADISMO BRASILEIRO
  • 5.
    ARCADISMO BRASILEIRO Representaçãode Arcádia (Friedrich August von Kaulbach)
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    A principal característicadesta escola é a exaltação da natureza e de tudo que lhe diz respeito. É por isto que muitos poetas ligados ao Arcadismo adotaram pseudônimos de pastores gregos ou latinos (pois o ideal de vida válido era o de uma vida bucólica ). ARCADISMO BRASILEIRO
  • 7.
    ARCADISMO BRASILEIRO Aarquitetura árcade comparada às arquiteturas grega e romana.
  • 8.
    ARCADISMO BRASILEIRO Aarquitetura barroca comparada à arquitetura neoclássica.
  • 9.
    ARCADISMO BRASILEIRO EmPortugal 1756  Fundação da Arcádia Lusitana 1825  Camões, de Almeida Garret No Brasil 1768  Obras, de Cláudio Manoel Costa. 1836  Suspiros poéticos e saudades , Gonçalves de Magalhães
  • 10.
    CONTEXTO HISTÓRICO Burguesiaatinge a hegemonia econômica. Multiplicam-se os bancos. Montesquieu publica O espírito das leis , e propõe a divisão dos três poderes. Rosseau, apregoa o mito do bom selvagem. Pombal vem para o Brasil. Em 1776 ocorre a Independência dos EUA. MG torna-se o centro econômico-político-cultural do Brasil. ARCADISMO BRASILEIRO
  • 11.
    ARCADISMO BRASILEIRO AInconfidência Mineira Arcadismo
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    AUTORES Cláudio Manuelda Costa ( Obras poéticas ) Tomás Antônio Gonzaga ( Marília de Dirceu ) Santa Rita Durão ( Caramuru ) Basílio da Gama ( O Uraguai ) Alvarenga Peixoto ( Enéias no Lácio ) Silva Alvarenga ( Glaura ) ARCADISMO BRASILEIRO
  • 13.
    AS MÁXIMAS GRECO-LATINASTempus fugit Carpe diem Fugere urbem Locus amoenus Aurea mediocritas Inutilia truncat ARCADISMO BRASILEIRO
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    AS MÁXIMAS GRECO-LATINASFingimento poético ou convencionalismo amoroso  Pastoralismo  Uso de pseudônimos; Cláudio M. da Costa: Glauceste Satúrnio; Tomás Antônio Gonzaga: Dirceu Basílio da Gama: Termindo Sipílio ARCADISMO BRASILEIRO
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    ARCADISMO BRASILEIRO Segundoo filósofo Jean-Jaques Rous-seau, "todo homem nasce bom. Porém, a sociedade o cor-rompe".
  • 16.
    ARCADISMO BRASILEIRO CláudioManuel da Costa, que adotou o pseudônimo árcade de Glauceste Satúrnio , nasceu e morreu em Minas Gerais (1729-1789).
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    CLÁUDIO MANOEL DACOSTA Obras poéticas (1768); Sonetos, éclogas, cantatas, epicédios (ode), epístolas, etc; Vila Rica (poema épico de inspiração camoniana); Traços cultistas: transição entre o Barroco e o Arcadismo; Modelos clássicos: Teócrito, Virgílio, Sannarazo, Camões). ARCADISMO BRASILEIRO
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    ARCADISMO BRASILEIRO VilaRica , de Arnaud Julien Pallíère
  • 19.
    CLÁUDIO MANOEL DACOSTA Apesar dos traços cultistas, faz severas restrições a esse estilo, defendendo a simplicidade arcádica. Sonetista sóbrio e elegante (Camões e Petrarca). Ausência do elemento brasileiro na sua poesia, embora apareça, de maneira alusiva, a paisagem de MG. ARCADISMO BRASILEIRO
  • 20.
    CLÁUDIO MANOEL DACOSTA Oscilação entre o apego à Colônia e o amor à Metrópole: dilaceramento interior; Platonismo amoroso; Nise (musa e pastora). ARCADISMO BRASILEIRO
  • 21.
    ARCADISMO BRASILEIRO Nascidoem Portugal. O mais neoclássico de todos os poetas árcades.
  • 22.
    TOMÁS ANTÔNIO GONZAGAPoesia lírica: Marília de Dirceu (duas partes); Poesia satírica: Cartas chilenas ; Tese jurídica: Tratado de Direito Natural ; ARCADISMO BRASILEIRO
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  • 24.
    TOMÁS ANTÔNIO GONZAGACedia, vez ou outra, às convenções da poesia arcádica; Lirismo amoroso, como expressão pessoal: subjetivismo; Imitação direta da natureza de Minas e não a cópia de uma natureza européia. ARCADISMO BRASILEIRO
  • 25.
    MARÍLIA DE DIRCEUObra pré-romântica; idealiza sua amada e supervaloriza o amor, mas é árcade em todas as outras características, preocupa-se com forma. ARCADISMO BRASILEIRO
  • 26.
    MARÍLIA DE DIRCEUA primeira parte tem: 33 liras, onde ele canta a beleza de sua "pastora“, "Marília", compara-a à Afrodite; usa figuras mitológicas; os refrãos de cada lira apresentam estruturas semelhantes, mas diferentes de lira para lira. O autor também se dirige a seus amigos "Glauceste" e "Alceu" (Cláudio Ma-nuel da Costa e Alvarenga Peixoto). O bucolismo nesta parte da obra é extremo. ARCADISMO BRASILEIRO
  • 27.
    MARÍLIA DE DIRCEUA segunda parte tem 37 liras, escrita na pri-são, em 1789. Nela o bucolismo é diminuído, mas a adoração a Marília não. Existe a na-gústia da separação e o sentimento de ter sido injuriado. Isto tudo aumenta a paixão. Aparece também a angústia da separação do amigo "Glauceste". ARCADISMO BRASILEIRO
  • 28.
    CARTAS CHILENAS Poemasatírico; 13 cartas (algumas incompletas) dirigidas ao amigo C.M.C.; Baseada em fatos reais; Crítica ao governador. ARCADISMO BRASILEIRO
  • 29.
    CARTAS CHILENAS A– Critilo (remetente) – Tomás Antônio Gonzaga (autor das cartas); B – Doroteu (destinatário) – Cláudio Manuel da Costa(poeta árcade); C – Fanfarrão Minésio (alvo da sátira) – Luís da Cunha Meneses (governador da província das Minas Gerais); ARCADISMO BRASILEIRO
  • 30.
    CARTAS CHILENAS D– Silverino (personagem criticado) – Joaquim Silvério dos Reis (delator dos inconfidentes e inimigo de Tomás Antônio Gonzaga); E – Chile: Brasil; F – Santiago: Vila Rica. ARCADISMO BRASILEIRO