CLASSICISMO Retomada dos modelos greco-latinos (harmonia, proporção, equilíbrio) Modelos Literários: Homero ( Ilíada; Odisséia ) e Virgílio ( Eneida ) Epopéia – narrativa de feitos heróicos  A viagem de Vasco da Gama às Índias (1497-1498) Presença da mitologia: Júpiter; Vênus; Marte; Baco.
RENASCIMENTO
VULTOS DO RENASCIMENTO
VULTOS DO RENASCIMENTO
VULTOS DO RENASCIMENTO
VULTOS DO RENASCIMENTO
 
O RENASCIMENTO PORTUGUÊS Em Portugal, o Renasci-mento corresponde à  Ex-pansão do Império Portu-guês até sua decadência na Batalha de Alcácer Qui-bir (1578). Não representou, como nos países protestantes, uma revolução cultural tão extensa e profunda.
O RENASCIMENTO PORTUGUÊS Em 1527, o poeta Fran-cisco de Sá de Miranda regressa da Itália trazendo para Portugal o que se convencionou chamar de o  dolce stil nuovo .
O DOLCE STIL NUOVO Imitação dos clássicos; Já que são insuperáveis, devemos copiá-los Medida nova; Embora Camões  também se utilize de medida velha Gosto pelo soneto. Em especial, pelo modelo petrarquiano.
Cantigas (em redondilhas) e  sonetos, (em decassílabos) . Mulher idealizada,  platonismo , contradições provocadas pelo amor,  o desconcerto do mundo , a  instabilidade das coisas , uso de antíteses; Tentativa de entender a vida e as emoções sob o prisma da razão; Éclogas, odes, oitavas, elegias e canções: modelos formais greco-latinos. A LÍRICA CAMONIANA
Conciliação da visão universal e da experiência pessoal: união da razão e emoção. Influência italiana (medida nova). Influência medieval  (medida velha). Influência clássica: postura renascentista. A LÍRICA CAMONIANA
A LÍRICA CAMONIANA Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo amor?
A LÍRICA CAMONIANA Descalça vai para a fonte Leonor,  pela verdura; vai formosa e não segura. Leva na cabeça o pote, o testo nas mãos de prata, cinta de fina escarlata, sainho de chamalote; traz a vasquinha de cote, mais branca que a neve pura; vai formosa e não segura. Descobre a touca a garganta, cabelos de ouro o trançado, fita de cor de encarnado… tão linda que o mundo espanta! chove nela graça tanta que dá graça à formosura; vai formosa, e não segura.
 
 
Estrutura Poética 1102 estrofes: 8816 versos Versos Decassílabos Heróicos  (2ª, 6ª, 12 ª sílabas são fortes) Sáficos (4ª, 8ª, 12ª sílabas são fortes) Oitava Rima ou Rima Real (ABABABCC) Dez CANTOS Vários EPISÓDIOS
In media res
Estrutura Narrativa A) Proposição (estrofes 1 a 3; canto I) B) Invocação (4 e 5; I) C) Dedicatória (6 a 18; I) D) Narração (estrofe 19, canto I; estrofe 144, canto X) E) Epílogo (estrofes 145 a 156, canto X)
OS EPISÓDIOS Episódios históricos:  baseados na História de Portugal Batalha de Aljubarrota, a navegação, etc. Episódios mitológicos:  baseados na mitologia pagã Vênus pede a Júpiter proteção aos portugueses Episódios líricos:  baseados na expressão de um sentimento Morte de Inês de Castro, o velho do Restelo Episódios simbólicos:  que funcionam como símbolos Gigante Adamastor, símbolo dos obstáculos que a natureza impõe ao homem.
O Narrador   * Cantos I e II: Camões * Cantos III, IV e V: Vasco da Gama * Canto VI (parte): Fernão Veloso * Canto VI (parte) e VII: Camões * Canto VIII: Paulo da Gama * Cantos IX e X: Camões
Canto I - * Proposição (cantar os feitos portugueses - a saga de Vasco da Gama)  (1-3) -  *Invocação às ninfas do Tejo (4-5) -  * Dedicatória a Dom Sebastião Menino (6-18) -  * Concílio dos deuses do Olimpo (19-41) - * Chegada a Moçambique. Vasco é atacado pelo Mouro, inspirado por Baco, por ser Cristão. (42-94) - * O falso piloto. Vasco, com os outros portugueses, triunfa e aceita como piloto o mouro que recebera a incumbência de os aniquilar. Vênus afasta a armada da costa de Quíloa. Novas tentativas do mouro e nova intervenção de Vênus.Chegada a Mombaça.. (95-104) -  * Meditação moral do poeta (105-106)
Canto II Chegada a Mombaça, onde Baco queria aniquilar os portugueses. Fingindo ser sacerdote, Baco dá informações falsas aos dois portugueses que desembarcam. Vênus e as Nereidas impedem a entrada da nau capitania no porto. (1-32) Vênus sobe ao Olimpo e queixa-se a Júpiter, que envia Mercúrio para preparar a recepção em Melinde e inspirar Gama.(33-63) Chegada a Melinde e pedido do Rei de Melinde a Vasco da Gama. (64-113)
Canto III * Invocação à  Calíope  (1 e 2) * Vasco da Gama conta ao Rei de Melinde a História de Portugal (21-117) * De Luso a Viriato (chefe da resistência dos lusitanos por ocasião da conquista romana da Espanha);  * Conde D. Henrique (tornou-se conde de Portugal em 1095 pelo casamento com a princesa de Leão);  * D. Afonso Henriques (1º rei de Portugal, 1111-1185, notável por suas conquistas);  * D. Sancho  I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III;
Ainda no Canto III D. Dinis (1261-1325, o rei humanista, trovador e criador da Universidade);  D. Afonso IV ( episódio de Inês de Castro);  (118-135)  D. Pedro I (o cruel, o justiceiro -1357-1367-); (136 –137)  D. Fernando. (138-143) D. Dinis, trovador e rei de Portugal
Canto IV * D. João I (Fundador da dinastia de Avis, vencedor de Aljubarrota   (1385); (1-93) * D. Duarte, D. Afonso V, D. João II; (1-93) * D. Manuel I ( episódio do Velho do Restelo).  (94-104)
Canto V * Gama conta a largada de Lisboa. (1-3) * A viagem pela costa ocidental da África (4-30)  * Veloso (30-36) * Cabo das Tormentas – o Gigante Adamastor (37-60)  * Navegação até Melinde.(61-85)  * Elogios, pelo Gama, da tenacidade portuguesa. (86-91) *  Poeta coloca-se contra os portugueses, seus contemporâneos, por não valorizarem a poesia e a técnica que lhe corresponde.  (92-100)
Canto VI * Viagem para a Índia * Baco incita Netuno a convocar o Concílio dos Deuses Marinhos * Éolo solta os Ventos * Vênus manda as ninfas amorosas abrandarem a ira dos ventos * Passa a tempestade, aparece Calecut. Incomparável meditação sobre o valor da glória.   Canto VII * Chegada à Índia. Camões lamenta seu sofrimento e apela às Musas.
Canto VIII * Problemas com os mouros. Intrigas promovidas por Baco. Canto IX * Regresso à Pátria. Vênus prepara o repouso e o prêmio para os navegantes portugueses, com a ajuda do filho Cupido. * A Ilha dos Amores, onde as ninfas aliviarão o cansaço dos navegadores * Tétis aparece a Vasco da Gama *  Exortação aos que suspiram por imortalizar seu nome.
Canto X * Tétis e as Ninfas oferecem banquete aos navegantes. * Uma Ninfa descreve aos portugueses os seus futuros feitos.  * Tétis mostra ao Gama a  máquina do mundo   * Viagem de retorno * Chegada a Portugal  *  Lamentações, exortação a D. Sebastião e profecias de futuras glórias
 
 
 
Musa Arte Representação Calíope Poesia Épica Tabuleta ou pergaminho e uma pena para escrita Clio História Pergaminho parcialmente aberto Frato Poesia Lírica Pequena Lira Euterpe Música Flauta Melpômene Tragédia Uma máscara trágica, uma grinalda e uma clava Polímnia Música Cerimonial (sacra) Figura velada Tália Comédia Máscara cômica e coroa de hera ou um bastão Terpsícore Dança Lira e plectro Urânia Astronomia Globo celestial e compasso
Dom Sebastião (1554-1578), rei de Portugal, óleo de Cristóvão de Morais.

Camões 2.0

  • 1.
  • 2.
    CLASSICISMO Retomada dosmodelos greco-latinos (harmonia, proporção, equilíbrio) Modelos Literários: Homero ( Ilíada; Odisséia ) e Virgílio ( Eneida ) Epopéia – narrativa de feitos heróicos  A viagem de Vasco da Gama às Índias (1497-1498) Presença da mitologia: Júpiter; Vênus; Marte; Baco.
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    O RENASCIMENTO PORTUGUÊSEm Portugal, o Renasci-mento corresponde à Ex-pansão do Império Portu-guês até sua decadência na Batalha de Alcácer Qui-bir (1578). Não representou, como nos países protestantes, uma revolução cultural tão extensa e profunda.
  • 10.
    O RENASCIMENTO PORTUGUÊSEm 1527, o poeta Fran-cisco de Sá de Miranda regressa da Itália trazendo para Portugal o que se convencionou chamar de o dolce stil nuovo .
  • 11.
    O DOLCE STILNUOVO Imitação dos clássicos; Já que são insuperáveis, devemos copiá-los Medida nova; Embora Camões também se utilize de medida velha Gosto pelo soneto. Em especial, pelo modelo petrarquiano.
  • 12.
    Cantigas (em redondilhas)e sonetos, (em decassílabos) . Mulher idealizada, platonismo , contradições provocadas pelo amor, o desconcerto do mundo , a instabilidade das coisas , uso de antíteses; Tentativa de entender a vida e as emoções sob o prisma da razão; Éclogas, odes, oitavas, elegias e canções: modelos formais greco-latinos. A LÍRICA CAMONIANA
  • 13.
    Conciliação da visãouniversal e da experiência pessoal: união da razão e emoção. Influência italiana (medida nova). Influência medieval (medida velha). Influência clássica: postura renascentista. A LÍRICA CAMONIANA
  • 14.
    A LÍRICA CAMONIANAAmor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo amor?
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    A LÍRICA CAMONIANADescalça vai para a fonte Leonor, pela verdura; vai formosa e não segura. Leva na cabeça o pote, o testo nas mãos de prata, cinta de fina escarlata, sainho de chamalote; traz a vasquinha de cote, mais branca que a neve pura; vai formosa e não segura. Descobre a touca a garganta, cabelos de ouro o trançado, fita de cor de encarnado… tão linda que o mundo espanta! chove nela graça tanta que dá graça à formosura; vai formosa, e não segura.
  • 16.
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    Estrutura Poética 1102estrofes: 8816 versos Versos Decassílabos Heróicos (2ª, 6ª, 12 ª sílabas são fortes) Sáficos (4ª, 8ª, 12ª sílabas são fortes) Oitava Rima ou Rima Real (ABABABCC) Dez CANTOS Vários EPISÓDIOS
  • 19.
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    Estrutura Narrativa A)Proposição (estrofes 1 a 3; canto I) B) Invocação (4 e 5; I) C) Dedicatória (6 a 18; I) D) Narração (estrofe 19, canto I; estrofe 144, canto X) E) Epílogo (estrofes 145 a 156, canto X)
  • 21.
    OS EPISÓDIOS Episódioshistóricos: baseados na História de Portugal Batalha de Aljubarrota, a navegação, etc. Episódios mitológicos: baseados na mitologia pagã Vênus pede a Júpiter proteção aos portugueses Episódios líricos: baseados na expressão de um sentimento Morte de Inês de Castro, o velho do Restelo Episódios simbólicos: que funcionam como símbolos Gigante Adamastor, símbolo dos obstáculos que a natureza impõe ao homem.
  • 22.
    O Narrador * Cantos I e II: Camões * Cantos III, IV e V: Vasco da Gama * Canto VI (parte): Fernão Veloso * Canto VI (parte) e VII: Camões * Canto VIII: Paulo da Gama * Cantos IX e X: Camões
  • 23.
    Canto I - * Proposição(cantar os feitos portugueses - a saga de Vasco da Gama) (1-3) -  *Invocação às ninfas do Tejo (4-5) -  * Dedicatória a Dom Sebastião Menino (6-18) -  * Concílio dos deuses do Olimpo (19-41) - * Chegada a Moçambique. Vasco é atacado pelo Mouro, inspirado por Baco, por ser Cristão. (42-94) - * O falso piloto. Vasco, com os outros portugueses, triunfa e aceita como piloto o mouro que recebera a incumbência de os aniquilar. Vênus afasta a armada da costa de Quíloa. Novas tentativas do mouro e nova intervenção de Vênus.Chegada a Mombaça.. (95-104) -  * Meditação moral do poeta (105-106)
  • 24.
    Canto II Chegadaa Mombaça, onde Baco queria aniquilar os portugueses. Fingindo ser sacerdote, Baco dá informações falsas aos dois portugueses que desembarcam. Vênus e as Nereidas impedem a entrada da nau capitania no porto. (1-32) Vênus sobe ao Olimpo e queixa-se a Júpiter, que envia Mercúrio para preparar a recepção em Melinde e inspirar Gama.(33-63) Chegada a Melinde e pedido do Rei de Melinde a Vasco da Gama. (64-113)
  • 25.
    Canto III *Invocação à Calíope (1 e 2) * Vasco da Gama conta ao Rei de Melinde a História de Portugal (21-117) * De Luso a Viriato (chefe da resistência dos lusitanos por ocasião da conquista romana da Espanha); * Conde D. Henrique (tornou-se conde de Portugal em 1095 pelo casamento com a princesa de Leão); * D. Afonso Henriques (1º rei de Portugal, 1111-1185, notável por suas conquistas); * D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III;
  • 26.
    Ainda no CantoIII D. Dinis (1261-1325, o rei humanista, trovador e criador da Universidade); D. Afonso IV ( episódio de Inês de Castro); (118-135) D. Pedro I (o cruel, o justiceiro -1357-1367-); (136 –137) D. Fernando. (138-143) D. Dinis, trovador e rei de Portugal
  • 27.
    Canto IV *D. João I (Fundador da dinastia de Avis, vencedor de Aljubarrota (1385); (1-93) * D. Duarte, D. Afonso V, D. João II; (1-93) * D. Manuel I ( episódio do Velho do Restelo). (94-104)
  • 28.
    Canto V *Gama conta a largada de Lisboa. (1-3) * A viagem pela costa ocidental da África (4-30) * Veloso (30-36) * Cabo das Tormentas – o Gigante Adamastor (37-60) * Navegação até Melinde.(61-85) * Elogios, pelo Gama, da tenacidade portuguesa. (86-91) * Poeta coloca-se contra os portugueses, seus contemporâneos, por não valorizarem a poesia e a técnica que lhe corresponde. (92-100)
  • 29.
    Canto VI *Viagem para a Índia * Baco incita Netuno a convocar o Concílio dos Deuses Marinhos * Éolo solta os Ventos * Vênus manda as ninfas amorosas abrandarem a ira dos ventos * Passa a tempestade, aparece Calecut. Incomparável meditação sobre o valor da glória. Canto VII * Chegada à Índia. Camões lamenta seu sofrimento e apela às Musas.
  • 30.
    Canto VIII *Problemas com os mouros. Intrigas promovidas por Baco. Canto IX * Regresso à Pátria. Vênus prepara o repouso e o prêmio para os navegantes portugueses, com a ajuda do filho Cupido. * A Ilha dos Amores, onde as ninfas aliviarão o cansaço dos navegadores * Tétis aparece a Vasco da Gama * Exortação aos que suspiram por imortalizar seu nome.
  • 31.
    Canto X *Tétis e as Ninfas oferecem banquete aos navegantes. * Uma Ninfa descreve aos portugueses os seus futuros feitos. * Tétis mostra ao Gama a máquina do mundo * Viagem de retorno * Chegada a Portugal * Lamentações, exortação a D. Sebastião e profecias de futuras glórias
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    Musa Arte RepresentaçãoCalíope Poesia Épica Tabuleta ou pergaminho e uma pena para escrita Clio História Pergaminho parcialmente aberto Frato Poesia Lírica Pequena Lira Euterpe Música Flauta Melpômene Tragédia Uma máscara trágica, uma grinalda e uma clava Polímnia Música Cerimonial (sacra) Figura velada Tália Comédia Máscara cômica e coroa de hera ou um bastão Terpsícore Dança Lira e plectro Urânia Astronomia Globo celestial e compasso
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    Dom Sebastião (1554-1578),rei de Portugal, óleo de Cristóvão de Morais.