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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE DESPORTOS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA ESPECIAL
AULA PRATICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESPECIAL
EDIO MIRAPALHETA RODRIGUES
JORGE LUIZ DOS SANTOS DE SOUZA
FLORIANÓPOLIS, JUNHO DE 2003
INTRODUÇÃO
Dentro do sistema educacional, a Educação Física vem se firmando como
um dos seus elementos básicos e fundamentais, com ênfase, a partir da década
de 50, para a área da Atividade Física Adaptada ou Especial. Dentro do sistema
educacional, a Educação Física vem se firmando como um dos seus elementos
básicos e fundamentais, com ênfase, a partir da década de 50, para a área da
Atividade Física Adaptada ou Especial.
Através deste trabalho pretendemos abordar aspectos fundamentais sobre
a educação física adaptada, sobre os conhecimentos adquiridos em aula e tentar
por em prática observando as particularidades da turma e tentando fazer do
aspecto lúdico uma constante, embora a maioria das brincadeiras tenham carácter
competitivo apenas como uma forma de estimular a participação de todos, alunos
e acadêmicos.
O PROBLEMA E SUA IMPORTÂNCIA
O problema dos diferentes sempre existiu em toda história humana, o que
difere é o modo de encará-la nos diversos períodos e sociedades durante a
evolução humana. Para ilustrar temos exemplos de sociedades onde os nascidos
com deficiências são segregados, exterminados ou são acolhidos como enviados
divinos ( Bittar,2001; Rosadas, 1991) em nossa atual sociedade a preocupação
com os portadores de necessidades especiais (PNEs) foi evidenciado após as
duas grandes guerras do século XX (Rosadas, 1991), pois uma sociedade
capitalista não pode ter o luxo de sustentar elementos não produtivos para o
Estado, então aproveitando desta perspectiva pesquisadores, agências
financiadoras, agentes de saúde e pacientes vem liderando esforços para reduzir
condições secundárias de problemas de saúde tais como: obesidade, hipertenção,
diabetes, osteoporose entre outrascom o objetivo de reduzir as barreiras para uma
boa qualidade de vida e independência funcional (Ferreira, 2001), endende-se
aqui o papel promotor da saúde que a educação física vem tendo no mundo
moderno e mais ainda para as populações especiais.
Hoje devemos trocar a imagem de um mundo hostil, rejeitante ou
superprotetor em relação aos portadores de necessidades especiais por um
programa de estímulos mais favoráveis e adequados ao seu desenvolvimento
(Rosadas,1991) quer seja no aspecto motor, afetivo-social ou cognitivo. Mais uma
vez vemos aqui a participação de forma fundamental do profissional de educação
física, intervindo com seus conhecimentos de forma a adaptá-los segundo as
necessidades e possibilidades de seus alunos especiais, juntamente com outros
profissionais em busca da autonomia e qualidade de vida dos PNEs.
OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL
Proporcionar através da atividade motora adaptada o desenvolvimento
das capacidades e potencialidades dos alunos do projeto A.M.A do Centro de
Desportos (CDS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Experênciar jogos pré-desportivos adaptados (anexo-1);
 Estimular os domínios afetivo-social, cognitivo e motor dos
participantes;
 Incentivar a interação entre os acadêmicos da disciplina de
educação física especial com os alunos do projeto A.M.A;
 Por em prática os conhecimentos adquiridos durante as aulas
de educação física especial;
 Vivênciar o papel de professor para uma classe especial em
educação física.
REVISÃO DE LITERATURA
AS DEFICIÊNCIAS
Segundo Collar (1984) as deficiencias podem ter causas pré-natais,
perinatais e pós-natais. Suas manifestações são as mais variadas, fisicamente ou
mentalmente, e por esta razão são tratadas e estudadas pelas diversas áreas do
conhecimento humano, inclusive a educação física.
DEFICIÊNCIA MENTAL
Deficiência mental segundo Luckasson et al (1992),tem por caracteristica
déficit intelectual ocorrido no período de desenvolvimento e dificuldades
apresentadas nas áreas de funcionamento do comportamento adaptativo.
Existem classificações de deficiência mental baseadas em parâmetros
médicos e educacionais. A primeira enfatiza a intensidade da lesão (leve,
moderada, severa e profunda), a Segunda analisa a capacidade de produção do
indivíduo (educável, treinável e dependente).
Já Bittar (2001) nos lembra que o deficiênte mental é em geral bem
disposto, carinhoso e gosta de se comunicar, porém devemos evitar a
superproteção e sim deixar o deficiente fazer sozinho tudo o que puder, ajudando-
o quando necessário.
PARALISIA CEREBRAL
É uma perturbação da função muscular que surge após uma destruição ou uma
ausência congênita dos meurônios motores superiores podendo ter complicações
como convulsões, alterações do comportamento ou retardo mental (Bittar, 2001) e
seus tipos mais comuns são espástica, atetóide e atáxica.
DOMINIOS DO COMPORTAMENTO HUMANO
De acordo com Singer & Dick (1980), os domínios do comportamento
humano podem ser classificados em cognitivo, afetivo, motor e social. Já, Magill
(1984), considera a existência de apenas três domínios, classificando o domínio
motor e o social com sendo único, constituindo-se o domínio psicomotor.
Segundo Guilford apud Magill (1984), o domínio do comportamento
cognitivo envolve as atividades intelectuais. Este sugeriu que pode haver até 120
capacidades humanas neste domínio.
Singer & Dick (1980), no centro dos comportamentos afetivos está a
emoção, ou sentimento. Interesses, atitudes e valores, desenvolvimento do caráter
e motivação são processos "internos".
O domínio motor é, às vezes, mencionado como domínio psicomotor por
implicar o envolvimento de um componente mental ou cognitivo na maioria das
habilidades motoras. Quando consideramos tais ações, como habilidades
esportivas, por exemplo, arremessar uma bola de boliche, dar um passe no
futebol, ginástica, etc., estamos fundamentalmente interessados nos
comportamentos do domínio motor (Magill, 1984).
Singer & Dick (1980), diz que o domínio social está associado com
ajustamento pessoal e social. Interações sociais são efetivas se as atividades
progridem satisfatoriamente e os estudantes, individualmente, atingem satisfação
pessoal, desenvolvimento e padrões de comportamento socialmente aceitáveis.
METODOLOGIA
CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
Tratar-se-á de uma pesquisa descritiva de cunho intencional, pois será analizada
uma situação de intenções definidas como exposto nos objetivos e segundo as
características da disciplina anteriormente referida.
POPULAÇÃO E AMOSTRA
Farão parte da população todos alunos do projeto de atividade motora adaptada
do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina e a amostra
será constituida pelos alunos participantes da aula das segundas-feira no período
da manhã.
MATERIAIS E METODOS
Será feito observação da aula ministrada para os alunos do projeto
AMA da turma de segunda-feira através de filmagem, onde faremos o registro
cursivo da aula como propõe Batista ( ? ).
A aula terá a duração de trinta minutos utilisando vários materiais e as
atividades propostas conforme o plano de aula em anexo.
PLANO DE AULA
1- JOGO DA MEMÓRIA: Duas colunas uma de frente para a outra, em pares,
viram-se e trocam algo em si e quando voltam as suas posições descobrir
o que seu par trocou .
2- COELHINHO SAI DA TOCA: Em duplas, mãos dadas (fazendo uma toca),
um aluno dentro de cada toca e um sobrando no meio. Ao comando de
"coelhinho sai da toca", todos os alunos devem trocar de toca e o aluno que
estava sobrando deve procurar uma toca para ele. O aluno que não tiver
toca repete o comando.
3- CORRIDA DO OVO: 4 equipes, correr com o “ovo”na colher sem deixar
cair. Quem terminar antes vence! Obs: colher na mão.
4- BASQUETE SIAMÊS COM CESTA VIVA: 2 equipes tentar fazer pontos na
cesta móvel e sempre “grudado” ao seu par.
REGISTRO CURSIVO
ALUNO: RODRIGO
Presta atenção as explicações dada pelo instrutor cumprindo a tarefa e
respondendo quando solicitado, conversa com a Professora Ângela e ri o tempo
inteiro.
Na brincadeira seguinte ele participa junto com os demais colegas,
executando com certa dificuldade no manuseio da bola e ajuda a mover a cadeira
para poder locomover-se mais rápido.
Com a brincadeira do coelho sai da toca o aluno ri o tempo todo, participou,
conversou com os colegas, observa o movimento dos instrutores.
Brincando de cesta móvel, com a ajuda do colega Vicente, ele ajuda
movendo sua cadeira para poder pegar a bola, gesticulando para que alguém o
arremesse. No final da brincadeira, na qual também acaba a aula ele se despede
do Vicente.
ALUNO PEDRO
Ao começar a brincadeira, nào para em nenhum lugar, movendo-se de um
lado para outro e olhando no espelho, enquando a Suel anda em sua direção,
para conduzi-lo à brincadeira, na qual não obtem sucesso.
Na brincadeira seguinte não atende o chamado dos instrutores, mas com
ajuda da Suel ele começa a participar e ter iniciativa ajudando inclusive outros
colegas a executar a frase de comando, embora tenha dificuldade de entender o
objetivo da brincadeira.
Na brincadeira da condução da bola, através da insistência da colega, ele
participa, embora, de forma pouco ativa e muito dispersa.
Na cesta móvel, n
IV- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BITTAR, A.F., Portadores de deficiência - Inclusão, Curso de capacitação de
recursos humanos no esporte, editora da Ulbra, Canoas, 2001.
MAGILL, R.A., Aprendizagem motora: conceitos e aplicações, editora Edgard
Blücher Ltda, São Paulo, 1984.
SINGER, R.N. & DICK, W., Ensinando Educação Física: uma abordagem
sistêmica, editora Globo, Porto Alegre, 1980.
FERREIRA, A.I. de F., Avaliação motora para pessoa deficiente mental nas
APAEs de Campinas - SP: um estudo de caso, tese de doutorado, Campinas,
Universidade Estadual de Campinas, 1997.
FERREIRA, M.B.R., O ser anthropos: a databilidade, alteridade, diferenças e
diálogo in: IV Congresso Brasileiro de Atividade Motora Adaptada, ANAIS,
Curitiba, Parana, Brasil, 2001
ROSADAS, S.C. Educação Física Especial para Deficientes, 3 edição, Livraria
Ateneu Editora, São Paulo, 1991.
BAGATINI, V.F. Educação Física para Excepcional, 5 edição, Sagra, Porto
Alegre, 1994.

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Educação Física Especial

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE DESPORTOS DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA ESPECIAL AULA PRATICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESPECIAL EDIO MIRAPALHETA RODRIGUES JORGE LUIZ DOS SANTOS DE SOUZA FLORIANÓPOLIS, JUNHO DE 2003
  • 2. INTRODUÇÃO Dentro do sistema educacional, a Educação Física vem se firmando como um dos seus elementos básicos e fundamentais, com ênfase, a partir da década de 50, para a área da Atividade Física Adaptada ou Especial. Dentro do sistema educacional, a Educação Física vem se firmando como um dos seus elementos básicos e fundamentais, com ênfase, a partir da década de 50, para a área da Atividade Física Adaptada ou Especial. Através deste trabalho pretendemos abordar aspectos fundamentais sobre a educação física adaptada, sobre os conhecimentos adquiridos em aula e tentar por em prática observando as particularidades da turma e tentando fazer do aspecto lúdico uma constante, embora a maioria das brincadeiras tenham carácter competitivo apenas como uma forma de estimular a participação de todos, alunos e acadêmicos. O PROBLEMA E SUA IMPORTÂNCIA O problema dos diferentes sempre existiu em toda história humana, o que difere é o modo de encará-la nos diversos períodos e sociedades durante a evolução humana. Para ilustrar temos exemplos de sociedades onde os nascidos com deficiências são segregados, exterminados ou são acolhidos como enviados divinos ( Bittar,2001; Rosadas, 1991) em nossa atual sociedade a preocupação com os portadores de necessidades especiais (PNEs) foi evidenciado após as duas grandes guerras do século XX (Rosadas, 1991), pois uma sociedade capitalista não pode ter o luxo de sustentar elementos não produtivos para o Estado, então aproveitando desta perspectiva pesquisadores, agências financiadoras, agentes de saúde e pacientes vem liderando esforços para reduzir condições secundárias de problemas de saúde tais como: obesidade, hipertenção, diabetes, osteoporose entre outrascom o objetivo de reduzir as barreiras para uma boa qualidade de vida e independência funcional (Ferreira, 2001), endende-se
  • 3. aqui o papel promotor da saúde que a educação física vem tendo no mundo moderno e mais ainda para as populações especiais. Hoje devemos trocar a imagem de um mundo hostil, rejeitante ou superprotetor em relação aos portadores de necessidades especiais por um programa de estímulos mais favoráveis e adequados ao seu desenvolvimento (Rosadas,1991) quer seja no aspecto motor, afetivo-social ou cognitivo. Mais uma vez vemos aqui a participação de forma fundamental do profissional de educação física, intervindo com seus conhecimentos de forma a adaptá-los segundo as necessidades e possibilidades de seus alunos especiais, juntamente com outros profissionais em busca da autonomia e qualidade de vida dos PNEs. OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Proporcionar através da atividade motora adaptada o desenvolvimento das capacidades e potencialidades dos alunos do projeto A.M.A do Centro de Desportos (CDS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Experênciar jogos pré-desportivos adaptados (anexo-1);  Estimular os domínios afetivo-social, cognitivo e motor dos participantes;  Incentivar a interação entre os acadêmicos da disciplina de educação física especial com os alunos do projeto A.M.A;  Por em prática os conhecimentos adquiridos durante as aulas de educação física especial;  Vivênciar o papel de professor para uma classe especial em educação física.
  • 4. REVISÃO DE LITERATURA AS DEFICIÊNCIAS Segundo Collar (1984) as deficiencias podem ter causas pré-natais, perinatais e pós-natais. Suas manifestações são as mais variadas, fisicamente ou mentalmente, e por esta razão são tratadas e estudadas pelas diversas áreas do conhecimento humano, inclusive a educação física. DEFICIÊNCIA MENTAL Deficiência mental segundo Luckasson et al (1992),tem por caracteristica déficit intelectual ocorrido no período de desenvolvimento e dificuldades apresentadas nas áreas de funcionamento do comportamento adaptativo. Existem classificações de deficiência mental baseadas em parâmetros médicos e educacionais. A primeira enfatiza a intensidade da lesão (leve, moderada, severa e profunda), a Segunda analisa a capacidade de produção do indivíduo (educável, treinável e dependente). Já Bittar (2001) nos lembra que o deficiênte mental é em geral bem disposto, carinhoso e gosta de se comunicar, porém devemos evitar a superproteção e sim deixar o deficiente fazer sozinho tudo o que puder, ajudando- o quando necessário. PARALISIA CEREBRAL É uma perturbação da função muscular que surge após uma destruição ou uma ausência congênita dos meurônios motores superiores podendo ter complicações como convulsões, alterações do comportamento ou retardo mental (Bittar, 2001) e seus tipos mais comuns são espástica, atetóide e atáxica.
  • 5. DOMINIOS DO COMPORTAMENTO HUMANO De acordo com Singer & Dick (1980), os domínios do comportamento humano podem ser classificados em cognitivo, afetivo, motor e social. Já, Magill (1984), considera a existência de apenas três domínios, classificando o domínio motor e o social com sendo único, constituindo-se o domínio psicomotor. Segundo Guilford apud Magill (1984), o domínio do comportamento cognitivo envolve as atividades intelectuais. Este sugeriu que pode haver até 120 capacidades humanas neste domínio. Singer & Dick (1980), no centro dos comportamentos afetivos está a emoção, ou sentimento. Interesses, atitudes e valores, desenvolvimento do caráter e motivação são processos "internos". O domínio motor é, às vezes, mencionado como domínio psicomotor por implicar o envolvimento de um componente mental ou cognitivo na maioria das habilidades motoras. Quando consideramos tais ações, como habilidades esportivas, por exemplo, arremessar uma bola de boliche, dar um passe no futebol, ginástica, etc., estamos fundamentalmente interessados nos comportamentos do domínio motor (Magill, 1984). Singer & Dick (1980), diz que o domínio social está associado com ajustamento pessoal e social. Interações sociais são efetivas se as atividades progridem satisfatoriamente e os estudantes, individualmente, atingem satisfação pessoal, desenvolvimento e padrões de comportamento socialmente aceitáveis.
  • 6. METODOLOGIA CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA Tratar-se-á de uma pesquisa descritiva de cunho intencional, pois será analizada uma situação de intenções definidas como exposto nos objetivos e segundo as características da disciplina anteriormente referida. POPULAÇÃO E AMOSTRA Farão parte da população todos alunos do projeto de atividade motora adaptada do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina e a amostra será constituida pelos alunos participantes da aula das segundas-feira no período da manhã. MATERIAIS E METODOS Será feito observação da aula ministrada para os alunos do projeto AMA da turma de segunda-feira através de filmagem, onde faremos o registro cursivo da aula como propõe Batista ( ? ). A aula terá a duração de trinta minutos utilisando vários materiais e as atividades propostas conforme o plano de aula em anexo.
  • 7. PLANO DE AULA 1- JOGO DA MEMÓRIA: Duas colunas uma de frente para a outra, em pares, viram-se e trocam algo em si e quando voltam as suas posições descobrir o que seu par trocou . 2- COELHINHO SAI DA TOCA: Em duplas, mãos dadas (fazendo uma toca), um aluno dentro de cada toca e um sobrando no meio. Ao comando de "coelhinho sai da toca", todos os alunos devem trocar de toca e o aluno que estava sobrando deve procurar uma toca para ele. O aluno que não tiver toca repete o comando. 3- CORRIDA DO OVO: 4 equipes, correr com o “ovo”na colher sem deixar cair. Quem terminar antes vence! Obs: colher na mão. 4- BASQUETE SIAMÊS COM CESTA VIVA: 2 equipes tentar fazer pontos na cesta móvel e sempre “grudado” ao seu par.
  • 8. REGISTRO CURSIVO ALUNO: RODRIGO Presta atenção as explicações dada pelo instrutor cumprindo a tarefa e respondendo quando solicitado, conversa com a Professora Ângela e ri o tempo inteiro. Na brincadeira seguinte ele participa junto com os demais colegas, executando com certa dificuldade no manuseio da bola e ajuda a mover a cadeira para poder locomover-se mais rápido. Com a brincadeira do coelho sai da toca o aluno ri o tempo todo, participou, conversou com os colegas, observa o movimento dos instrutores. Brincando de cesta móvel, com a ajuda do colega Vicente, ele ajuda movendo sua cadeira para poder pegar a bola, gesticulando para que alguém o arremesse. No final da brincadeira, na qual também acaba a aula ele se despede do Vicente. ALUNO PEDRO Ao começar a brincadeira, nào para em nenhum lugar, movendo-se de um lado para outro e olhando no espelho, enquando a Suel anda em sua direção, para conduzi-lo à brincadeira, na qual não obtem sucesso. Na brincadeira seguinte não atende o chamado dos instrutores, mas com ajuda da Suel ele começa a participar e ter iniciativa ajudando inclusive outros colegas a executar a frase de comando, embora tenha dificuldade de entender o objetivo da brincadeira. Na brincadeira da condução da bola, através da insistência da colega, ele participa, embora, de forma pouco ativa e muito dispersa. Na cesta móvel, n
  • 9. IV- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BITTAR, A.F., Portadores de deficiência - Inclusão, Curso de capacitação de recursos humanos no esporte, editora da Ulbra, Canoas, 2001. MAGILL, R.A., Aprendizagem motora: conceitos e aplicações, editora Edgard Blücher Ltda, São Paulo, 1984. SINGER, R.N. & DICK, W., Ensinando Educação Física: uma abordagem sistêmica, editora Globo, Porto Alegre, 1980. FERREIRA, A.I. de F., Avaliação motora para pessoa deficiente mental nas APAEs de Campinas - SP: um estudo de caso, tese de doutorado, Campinas, Universidade Estadual de Campinas, 1997. FERREIRA, M.B.R., O ser anthropos: a databilidade, alteridade, diferenças e diálogo in: IV Congresso Brasileiro de Atividade Motora Adaptada, ANAIS, Curitiba, Parana, Brasil, 2001 ROSADAS, S.C. Educação Física Especial para Deficientes, 3 edição, Livraria Ateneu Editora, São Paulo, 1991. BAGATINI, V.F. Educação Física para Excepcional, 5 edição, Sagra, Porto Alegre, 1994.