Fisioterapia nas Amputações Dr. Rodney Wenke. Fisioterapeuta: Clinica Quatro Barras, Prefeitura de Quatro Barras, Centro Hospitalar de Reabilitação.
Definição: A amputação é o procedimento cirúrgico mais antigo que se tem conhecimento e significa retirada, geralmente, cirúrgica, total ou parcial de um membro.  A amputação não deve ser considerada como fim, e sim como o início de uma nova fase, que tem como principal objetivo manter e/ou devolver a dignidade e funcionalidade do paciente.
Etiologia: É estimado que 1 em cada 300 pessoas nos Estados Unidos sofre ou sofreu uma grande amputação. A cada ano, ocorrem 35.000 amputações decorrentes de defeito congênito e/ou cirurgia. A causa mais freqüente de amputações é por doença vascular periférica, combinada ou não com diabetes.
Etiologia: Acredita-se em que, dentre todas as amputações, as de membros inferiores ocorrem em 85% dos casos, sendo suas causas mais comuns: insuficiência vascular periférica como conseqüência de diabetes; Aterosclerose; Embolias; tromboses arteriais; traumatismos e tumores malignos.  Das causas vasculares que levam a amputação, o diabetes corresponde a 80%, e as taxas de mortalidade associada à amputação variam de 6 a 17%.
 
Estima-se que aproximadamente em 15% dos diabéticos ocorrerão AMI com um custo médio por caso avaliado em US$ 25.000. Com uma estimativa de 5.800.000 de diabéticos, mais de 50.000 AMI/ano serão realizadas nestes pacientes, com um custo total de US$ 500 milhões/ano.
Etiologia: Causada por Queimaduras Causada por Congelamento Congênitas - Malformação Traumas - Lesão por Esmagamento (comum em acidentes) Tumores - Forma profilática do Osteossarcoma Infecções - Osteomielite
Etiologia:
Níveis  de Amputação: Parcial de dedos e pé – Excisão de qualquer parte de um ou mais dedos do pé;  Desarticulação do nível da articulação metatarso-falângica;  Parcial de dedo do pé/ ressecção em raio. Ressecção do 3º, 4º e 5º metatársicos e dedos;  Transmetatársico – amputação através da secção média de todos os metatarsos; ( Lisfrank e Chopart) Symes – desarticulação da tíbio-társica, podendo envolver a remoção dos maléolos e das partes distais da Fibula e da tíbia;  Amputação transtibial – é realizada entre a amputação de Symes;
Níveis de Amputação Desarticulação do joelho -  retira-se a patela, a tíbia e a fíbula, ficando o fêmur totalmente íntegro  Transfemural - longa - retira-se mais de 60% do comprimento do fêmur. Transfemural - curta - retira-se menos de 35 % do comprimento do fêmur. Desarticulação Coxofemoral - retira-se totalmente o fêmur. Hemipelvectomia - retira-se a metade inferior da hemipelve. Hemicorporectomia - retira-se a parte inferior do corpo, abaixo de L4- L5. Este procedimento dificilmente é utilizado, devido a complicações que futuramente serão evidenciadas .
l.  amputações através do metatarso são duvidosas. k.  as amputações através do tarso devem ser evitadas. j.  a amputação de "Symes" permite excelentes cotos para apoio terminal. i.  evitar cotos muito longos de perna. h.  o nível ideal é aquele entre o 1/3 médio e o inferior. g.  um bom nível será aquele entre o 1/3 superior com o médio. f.  6 cm de tíbia já são suficientes para prótese de perna; remover o perônio. Usa-se a prótese "ajoelhada". e.  a desarticulação de joelho após descapsulização permite cotos para apoio terminal. d . o nível transcondiliano não é bom a não ser para apoio terminal, pois a colocação da articulação de joelho deve ser externa, o que prejudica a estética e função. c.  30 a 36 cm abaixo do trocanter é um comprimento ideal de coto de coxa. b.  12 cm abaixo do trocanter são dados como comprimento mínimo para controle do coto. Assim mesmo é difícil mover as próteses com eficiência. a.  evitar a desarticulação do quadril. Deixar quando possível a cabeça e a maior porção do colo do fêmur para evitar deformidade.
i.  salve o que for possível da mão. h.  as amputações através do carpo não são boas. g.  a desarticulação do punho permite o uso de prótese simples com grande capacidade funcional. f.  o terço médio com o inferior é o nível ideal para amputação de antebraço. e.  deixar sempre um coto na antebraço por menor que seja. O uso da prótese mioelétrica é o ideal para estes casos. d.  desarticulação do cotovelo da mau coto para prótese por dificuldade na colocação das articulações funcionais. c.  o comprimento ideal para amputação acima do cotovelo é no terço médio com o inferior. b.  cotos acima da inserção do peitoral têm pouco valor para o controle da prótese a.  evitar a remoção da cabeça do úmero, o que traz deformidade de ombro dificultando o apoio do arreio.
Metatarsos:
Lisfrank:
Chopart e Symes
Symes:
Transtibial Baixa:
Transtibial alta:
Desarticulação do Joelho:
 
 
Desarticulação do Quadril ou hemepelvictomia:
Reabilitação:
Preparação do Coto: Enfaixamento do coto :
Orientação de cuidados com o coto.
Passo a passo:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Casos especiais:
 
Próteses:
 
Colocação da Prótese:
 
 
Joelhos:
 
 
 
 
Referencias: De Luccia N. Reabilitação pós-amputação. In: Pitta GBB, Castro AA, Burihan E, editores. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado. Maceió: UNCISAL/ECMAL & LAVA; 2003. Jones Eduardo Agne,  Limbs amputation causes identification in the University Hospital of Santa Maria,  Saúde, Vol. 30 (1-2): 84-89, 2004 Francieli Silva Carvalho,  PREVALÊNCIA DE AMPUTAÇÃO EM MEMBROS INFERIORES DE CAUSA VASCULAR: ANÁLISE DE PRONTUÁRIOS,  Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v.9(1), jan./mar., 2005 Ethel Rejane Stambobovski Spichler,   Estudo Brasileiro de Monitorização Global de Amputações de Membros Inferiores (MAMI)  (2003) http://ladufpr.tripod.com/mami.htm http://www.amputação.com/etiologia-da-amputacao.html http://www.amputação.com/amputacoes-vasculares.html http://www.amputação.com/amputacoes-traumaticas.html http://www.amputação.com/amputacoes-tumorais.html http://www.amputação.com/amputacoes-congenitas.html http://ortotecnica.blogspot.com/ http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/amputacao.htm Banco de imagens Otto bock, cordialmente cedido pela Otto Bock Brasil.
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Fisioterapia nas amputações

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    Fisioterapia nas AmputaçõesDr. Rodney Wenke. Fisioterapeuta: Clinica Quatro Barras, Prefeitura de Quatro Barras, Centro Hospitalar de Reabilitação.
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    Definição: A amputaçãoé o procedimento cirúrgico mais antigo que se tem conhecimento e significa retirada, geralmente, cirúrgica, total ou parcial de um membro. A amputação não deve ser considerada como fim, e sim como o início de uma nova fase, que tem como principal objetivo manter e/ou devolver a dignidade e funcionalidade do paciente.
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    Etiologia: É estimadoque 1 em cada 300 pessoas nos Estados Unidos sofre ou sofreu uma grande amputação. A cada ano, ocorrem 35.000 amputações decorrentes de defeito congênito e/ou cirurgia. A causa mais freqüente de amputações é por doença vascular periférica, combinada ou não com diabetes.
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    Etiologia: Acredita-se emque, dentre todas as amputações, as de membros inferiores ocorrem em 85% dos casos, sendo suas causas mais comuns: insuficiência vascular periférica como conseqüência de diabetes; Aterosclerose; Embolias; tromboses arteriais; traumatismos e tumores malignos. Das causas vasculares que levam a amputação, o diabetes corresponde a 80%, e as taxas de mortalidade associada à amputação variam de 6 a 17%.
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    Estima-se que aproximadamenteem 15% dos diabéticos ocorrerão AMI com um custo médio por caso avaliado em US$ 25.000. Com uma estimativa de 5.800.000 de diabéticos, mais de 50.000 AMI/ano serão realizadas nestes pacientes, com um custo total de US$ 500 milhões/ano.
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    Etiologia: Causada porQueimaduras Causada por Congelamento Congênitas - Malformação Traumas - Lesão por Esmagamento (comum em acidentes) Tumores - Forma profilática do Osteossarcoma Infecções - Osteomielite
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    Níveis deAmputação: Parcial de dedos e pé – Excisão de qualquer parte de um ou mais dedos do pé; Desarticulação do nível da articulação metatarso-falângica; Parcial de dedo do pé/ ressecção em raio. Ressecção do 3º, 4º e 5º metatársicos e dedos; Transmetatársico – amputação através da secção média de todos os metatarsos; ( Lisfrank e Chopart) Symes – desarticulação da tíbio-társica, podendo envolver a remoção dos maléolos e das partes distais da Fibula e da tíbia; Amputação transtibial – é realizada entre a amputação de Symes;
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    Níveis de AmputaçãoDesarticulação do joelho - retira-se a patela, a tíbia e a fíbula, ficando o fêmur totalmente íntegro Transfemural - longa - retira-se mais de 60% do comprimento do fêmur. Transfemural - curta - retira-se menos de 35 % do comprimento do fêmur. Desarticulação Coxofemoral - retira-se totalmente o fêmur. Hemipelvectomia - retira-se a metade inferior da hemipelve. Hemicorporectomia - retira-se a parte inferior do corpo, abaixo de L4- L5. Este procedimento dificilmente é utilizado, devido a complicações que futuramente serão evidenciadas .
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    l. amputaçõesatravés do metatarso são duvidosas. k. as amputações através do tarso devem ser evitadas. j. a amputação de "Symes" permite excelentes cotos para apoio terminal. i. evitar cotos muito longos de perna. h. o nível ideal é aquele entre o 1/3 médio e o inferior. g. um bom nível será aquele entre o 1/3 superior com o médio. f. 6 cm de tíbia já são suficientes para prótese de perna; remover o perônio. Usa-se a prótese "ajoelhada". e. a desarticulação de joelho após descapsulização permite cotos para apoio terminal. d . o nível transcondiliano não é bom a não ser para apoio terminal, pois a colocação da articulação de joelho deve ser externa, o que prejudica a estética e função. c. 30 a 36 cm abaixo do trocanter é um comprimento ideal de coto de coxa. b. 12 cm abaixo do trocanter são dados como comprimento mínimo para controle do coto. Assim mesmo é difícil mover as próteses com eficiência. a. evitar a desarticulação do quadril. Deixar quando possível a cabeça e a maior porção do colo do fêmur para evitar deformidade.
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    i. salveo que for possível da mão. h. as amputações através do carpo não são boas. g. a desarticulação do punho permite o uso de prótese simples com grande capacidade funcional. f. o terço médio com o inferior é o nível ideal para amputação de antebraço. e. deixar sempre um coto na antebraço por menor que seja. O uso da prótese mioelétrica é o ideal para estes casos. d. desarticulação do cotovelo da mau coto para prótese por dificuldade na colocação das articulações funcionais. c. o comprimento ideal para amputação acima do cotovelo é no terço médio com o inferior. b. cotos acima da inserção do peitoral têm pouco valor para o controle da prótese a. evitar a remoção da cabeça do úmero, o que traz deformidade de ombro dificultando o apoio do arreio.
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    Referencias: De LucciaN. Reabilitação pós-amputação. In: Pitta GBB, Castro AA, Burihan E, editores. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado. Maceió: UNCISAL/ECMAL & LAVA; 2003. Jones Eduardo Agne, Limbs amputation causes identification in the University Hospital of Santa Maria, Saúde, Vol. 30 (1-2): 84-89, 2004 Francieli Silva Carvalho, PREVALÊNCIA DE AMPUTAÇÃO EM MEMBROS INFERIORES DE CAUSA VASCULAR: ANÁLISE DE PRONTUÁRIOS, Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v.9(1), jan./mar., 2005 Ethel Rejane Stambobovski Spichler, Estudo Brasileiro de Monitorização Global de Amputações de Membros Inferiores (MAMI) (2003) http://ladufpr.tripod.com/mami.htm http://www.amputação.com/etiologia-da-amputacao.html http://www.amputação.com/amputacoes-vasculares.html http://www.amputação.com/amputacoes-traumaticas.html http://www.amputação.com/amputacoes-tumorais.html http://www.amputação.com/amputacoes-congenitas.html http://ortotecnica.blogspot.com/ http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/amputacao.htm Banco de imagens Otto bock, cordialmente cedido pela Otto Bock Brasil.
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