Nocicepção, I: Introdução à fisiologia da dor e à anestesia Aula 4
Programa Definição de dor: Componentes motivacional-afetivos & componentes sensorial-discriminativos. Vias nociceptivas; Modulação descendente da dor; Anestesia local: Mecanismos de ação, vias de administração, características físico-químicas; Anestesia geral: Monoanestesia vs. anestesia balanceada, vias de administração, mecanismos de ação.
Dor vs. nocicepção Dor:  Resposta subjetiva à entrada nociceptiva ao cérebro. Nocicepção:  Consciência da estimulação de nociceptores por um estímulo nocivo.
Entrada nociceptiva e dor Dor primária Dor secundária Fibras A δ Tálamo somatossensorial Córtex somatossensorial Fibras C Tálamo central Formação reticular Hipotálamo Grísea periaqueductal Consciência de ambas intensificada pela emoção Componente motivacional-afetivo Componente sensorial-discriminativo
Sistema somatossensorial Receptores de tato na pele apresentam campos receptivos pequenos Receptores de dor na pele apresentam campos receptivos grandes Via nociceptiva
Receptores  Terminações livres
A complexidade das fibras nociceptivas
Entrada medular
Mais complexidade: A sinapse no corno dorsal
Mais complexidade: A sinapse no corno dorsal Aminoácidos excitatórios:  Aspartato, glutamato [EPSP, plasticidade, atividade sustentada]. Neuropeptídeos:  Substância P, neurocinina A (NKA), peptídeo relacionado ao gene da calcitocina (CGRP) [EPSP lento]; neuropeptídeo Y, galanina, peptídeo vasointestinal vasoativo (VIP), colocistoquinina (CCK) [concentrações internas de cálcio]; endomorfina [modulação pré-sináptica e IPSP] Purinas:  ATP [aumento na transmissão Glu e EPSP], adenosina [inibição de correntes pós de cálcio e aumento de correntes pós de potássio]. Neurotrofinas:  NGF, BDNF, NT-4, NT-5, NT-3, GDNF [sensibilização, sinaptogênese]
Fibras ascendentes
Fibras descendentes
Circuitos da dor (Melzack & Casey, 1968) Sistema motivacional-afetivo (monitor central de intensidade) Sistema sensorial-discriminativo (análise espaço-temporal) L S Medial Lateral Sistema motor Processos de controle central Sistema inibitório descendente
 
Inibição da condução nervosa em diferentes tipos de axônios
 
Estrutura química Os anestésicos locais costumam ser aminas primárias ou terciárias. O nitrogênio liga-se, através de uma cadeia intermediária, a um motivo lipofílico (p. ex., um anel aromático).
Estrutura química A presença de um grupo amina significa que os anestésicos locais existe ou como uma amina neutra, ou como um cátion de amônio (i.e., carga +)    varia em função do  p Ka  e do pH do ambiente. Na forma protonada, a molécula irá possuir tanto um  motivo hidrofílico polar  (nitrogênio protonado) quanto um  motivo lipofílico apolar  (anel aromático): MOLÉCULA ANFIFÍLICA.
Estrutura química Forma catiônica ativa - anfifílica Forma permeável -  lipofílica Habilidade de penetrar em barreiras lipofílicas e membranas celulares Baixa Alta
Aditivos à anestesia local Bicarbonato: Adicionado à anestésicos locais, em locais de pH ácido, para diminuir a latência para anestesia. Adrenalina: Usada para vasodilatação, prolongando a duração da anestesia e reduzindo a conc. plasmática do agente local; também usado como marcador para i.v.
Anestesia geral Estado reversível de inibição do SNC, induzido por drogas, usado em procedimentos cirúrgicos que necessitam da eliminação da cs, da resposta à dor, de mvmts defensivos involuntários, e de reflexos autonômicos.
Monoanestesia vs. anestesia balanceada
Anestesia balanceada
Anestésicos inalados
Vias de eliminação de anestésicos voláteis
Anestésicos intravenosos
Término da ação de anestésicos intravenosos por redistribuição
http://www.slideshare.net/caio_maximino/aula-4-cf1 [email_address]

Aula 4 Cf1

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    Nocicepção, I: Introduçãoà fisiologia da dor e à anestesia Aula 4
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    Programa Definição dedor: Componentes motivacional-afetivos & componentes sensorial-discriminativos. Vias nociceptivas; Modulação descendente da dor; Anestesia local: Mecanismos de ação, vias de administração, características físico-químicas; Anestesia geral: Monoanestesia vs. anestesia balanceada, vias de administração, mecanismos de ação.
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    Dor vs. nocicepçãoDor: Resposta subjetiva à entrada nociceptiva ao cérebro. Nocicepção: Consciência da estimulação de nociceptores por um estímulo nocivo.
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    Entrada nociceptiva edor Dor primária Dor secundária Fibras A δ Tálamo somatossensorial Córtex somatossensorial Fibras C Tálamo central Formação reticular Hipotálamo Grísea periaqueductal Consciência de ambas intensificada pela emoção Componente motivacional-afetivo Componente sensorial-discriminativo
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    Sistema somatossensorial Receptoresde tato na pele apresentam campos receptivos pequenos Receptores de dor na pele apresentam campos receptivos grandes Via nociceptiva
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    A complexidade dasfibras nociceptivas
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    Mais complexidade: Asinapse no corno dorsal
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    Mais complexidade: Asinapse no corno dorsal Aminoácidos excitatórios: Aspartato, glutamato [EPSP, plasticidade, atividade sustentada]. Neuropeptídeos: Substância P, neurocinina A (NKA), peptídeo relacionado ao gene da calcitocina (CGRP) [EPSP lento]; neuropeptídeo Y, galanina, peptídeo vasointestinal vasoativo (VIP), colocistoquinina (CCK) [concentrações internas de cálcio]; endomorfina [modulação pré-sináptica e IPSP] Purinas: ATP [aumento na transmissão Glu e EPSP], adenosina [inibição de correntes pós de cálcio e aumento de correntes pós de potássio]. Neurotrofinas: NGF, BDNF, NT-4, NT-5, NT-3, GDNF [sensibilização, sinaptogênese]
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    Circuitos da dor(Melzack & Casey, 1968) Sistema motivacional-afetivo (monitor central de intensidade) Sistema sensorial-discriminativo (análise espaço-temporal) L S Medial Lateral Sistema motor Processos de controle central Sistema inibitório descendente
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    Inibição da conduçãonervosa em diferentes tipos de axônios
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    Estrutura química Osanestésicos locais costumam ser aminas primárias ou terciárias. O nitrogênio liga-se, através de uma cadeia intermediária, a um motivo lipofílico (p. ex., um anel aromático).
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    Estrutura química Apresença de um grupo amina significa que os anestésicos locais existe ou como uma amina neutra, ou como um cátion de amônio (i.e., carga +)  varia em função do p Ka e do pH do ambiente. Na forma protonada, a molécula irá possuir tanto um motivo hidrofílico polar (nitrogênio protonado) quanto um motivo lipofílico apolar (anel aromático): MOLÉCULA ANFIFÍLICA.
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    Estrutura química Formacatiônica ativa - anfifílica Forma permeável - lipofílica Habilidade de penetrar em barreiras lipofílicas e membranas celulares Baixa Alta
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    Aditivos à anestesialocal Bicarbonato: Adicionado à anestésicos locais, em locais de pH ácido, para diminuir a latência para anestesia. Adrenalina: Usada para vasodilatação, prolongando a duração da anestesia e reduzindo a conc. plasmática do agente local; também usado como marcador para i.v.
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    Anestesia geral Estadoreversível de inibição do SNC, induzido por drogas, usado em procedimentos cirúrgicos que necessitam da eliminação da cs, da resposta à dor, de mvmts defensivos involuntários, e de reflexos autonômicos.
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    Vias de eliminaçãode anestésicos voláteis
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    Término da açãode anestésicos intravenosos por redistribuição
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