Cirurgia Plástica
Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados da
Santa Casa de Misericórdia de
São José do Rio Preto
Regente : Dr Valdemar Mano Sanches
Anestesia em Cirurgia Plástica
Dr.Brunno Rosique Lara
Introdução
O termo anestesia (do grego an, privado de + aísthesis, sensação)
foi sugerido pelo médico e poeta norte-americano Oliver Wendel
Holmes.
A palavra, entretanto, já existia na língua grega, tendo sido
empregada no sentido de insensibilidade dolorosa, pela primeira
vez, por Dioscórides, no século I dC.
Histórico
• Historicamente, a data de 16 de outubro de 1846 é
considerada como a data em que se realizou a primeira
intervenção cirúrgica com anestesia geral.
• Em Boston, o cirurgião John Collins Warren realizou a
extirpação de um tumor no pescoço de um jovem de 17
anos, chamado Gilbert Abbot.
• O paciente foi anestesiado com éter pelo dentista William
Thomas Green Morton, que utilizou um aparelho inalador
por ele idealizado.
Avaliação Pré-anestésica
❖ É o primeiro contato com o anestesiologista e o paciente
❖ Patologias Associadas e o Ponto de Compensação
❖ Orientações sobre o tipo de anestesia, Jejum, tempo de
recuperação anestésica
❖ Avaliação Clínica , Alergias , História Familiar
Avaliação Pré-anestésica
❖ Exames Laboratoriais (Tabela de Roizen):
< 40 anos: Hb , coagulograma
40-49a: Hb , Coag. , ECG ( homens)
50-64a: Hb , Coag. ECG
> 65anos: Hb, Coag. ,RX de Tórax, ECG
❖ Doença Cardiovascular: Creatinina, Uréia, RX de Tórax, ECG
❖ Doença Pulmonar/Tabagismo: Rx Tórax, ECG
❖ Diabetes: Na , K, Uréia , Creatinina, Glicemia, ECG
❖ Uso de Anticoagulantes: Hemograma , Coagulograma
Avaliação Pré-anestésica
❖ Situações Especiais:
HAS: Não interromper a medicação
DM: Maior variação arterial, cuidado com infarto
assintomático ( mulheres), prevenir hipoglicemia.
DM I : Suspender hipoglicemiantes orais 2 d antes
DM II: Usar 1/3 da dose na manhã da cirurgia , usar
SG5% 100ml/h
Tabagismo : interromper 6 semanas antes
Avaliação Pré-anestésica
❖ Jejum : para evitar Síndrome Aspirativa
Líquido sem resíduo ( água, refrigerante ,suco café): adulto 4h
criança 2h Leite Materno : 4h
Alimentos leves : 6h
Alimentos sólidos: 8h
Anestesia Local
❖ Diz-se que uma anestesia é local quando ocorre infiltração de um
anestésico local (por exemplo a lidocaína ) em uma determinada
área do corpo, sem que ocorra bloqueio de um nervo específico
ou plexo (nome dado a um conjunto de nervos) ou do neuroeixo
(medula espinhal).
❖ A anestesia limita-se à área infiltrada pelo anestésico local.
❖ É largamente utilizada em nosso meio em cirurgia superficial
(exemplo: cirurgias plástica e dermatológica), e em
procedimentos circunscritos a áreas limitadas (extração de corpo
estranho superficial).
Histórico
❖ O início do uso dos anestésicos locais remonta à segunda
metade do século XIX.
❖ Por volta de 1860, Albert Niemann isolou um alcalóide na
forma cristalina que seria o primeiro anestésico local utilizado
na prática clínica: a cocaína.
❖ Muito embora sua utilização venha caindo na prática anestésica,
ainda podemos encontrá-la sendo usada em certos colírios
anestésicos em países como os EUA.
Histórico
❖ Outras drogas
desenvolvidas no final do
século XIX e início do
século XX, como a
procaína e a lidocaína,
popularizaram as técnicas
de anestesia local e
permitiram o
desenvolvimento da
anestesia regional
Anestesia Local
❖ Farmacologia: São bases fracas,
lipossolúveis
Grupo Amida ( Lidocaína ,
bupivacaína, ropivacaína )
Ester ( Procaína)
❖ Ação: Interrompem a condução
do estímulo nervoso por bloquear
os canais de sódio impedindo a
deflagração do potencial de ação
Anestesia Local
❖ Bicarbonato de Sódio: deve ser adicionada
imediatamente antes da injeção, senão precipita.
Prolonga a duração e inicia mais rápido : 1mEq de Bic a
cada 10 ml de lidocaína 1,5%
❖ Hialuronidase: Facilita a difusão do anestésico : 7,2UI
por ml de anestésico local com adrenalina 1:100.000
Anestesia Local
❖ Vasoconstritor: Adrenalina 1mg/1ml ampola
Diminui os efeitos tóxicos ,reduz a absorção vascular,prolonga a
duração da anestesia,reduz o sangramento cirúrgico
Deve se adicionar imediatamente antes da realização do bloqueio
1mg/1ml = 1:1000 a diluição para uso clínico seria 1:200.000
Vem associada com um estabilizador: bissulfito de sódio
# CONTRA-INDICAÇÕES: Isquemia Coronariana, Arritmias
Cardíacas, HAS não controlada, Hipertireoidismo, usuários de
IMAO e antidepressivos tricíclicos , não usar em teminação
arterial ( dedos , orelha , e pênis)
Anestesia Local
❖ Toxicidade:
Reação Alérgica: Rara
Reações Adversas: Comuns. Injeção intravascular, Doses
Elevadas
Efeitos Sistêmicos: SNC e Cardiovascular
Zumbidos > Dormência na Língua > Delírio > Alteração Visual
> Inconsciência > Convulsões > Coma > PCR
❖ Cardiotoxicidade: Bupivacaína
❖ Dose Máxima: Lidocaína 7-10mg/kg
Bupivacaína 2-3mg/kg
Ropivacaína 1-3 mg/kg
Intoxicação por anestésicos locais
❖ A prevenção é a idéia mais importante quando falamos sobre
intoxicação com anestésicos locais.
❖ Aspirar antes de injetar, injeções lentas e manter o contato
verbal com o paciente, em busca de qualquer sinal ou sintoma
precoces de intoxicação ou injeção intravascular inadvertida,
são condutas chaves na prevenção
Intoxicação por anestésicos locais
❖ Quando se trabalha com AL associados a vasoconstritores,
taquicardia pronunciada e/ou hipertensão nos 60 segundos
seguintes ao início da administração são sinais de injeção
intravascular inadvertida até que se prove em contrário.
❖ Desta forma, a monitorização desses parâmetros (pressão arterial
e freqüência cardíaca) são importantes a fim de se evitar quadros
graves de intoxicação.
Intoxicação por anestésicos locais
❖ Ao buscarmos sinais de intoxicação por AL, devemos ter
em mente o quadro neurológico precoce e dar atenção a
sinais/sintomas mais específicos, como alterações
gustativas (gosto metálico na boca), alterações auditivas
(tinitus)e visuais (diplopia), normalmente ausentes de
quadros como distúrbios neurovegetativos que podem ser
causados por dor, desconforto, medo e ansiedade.
Intoxicação por anestésicos locais
❖ 1) Interrompa a administração da droga;
❖ 2) Ofereça oxigênio a 100% por máscara: O2 aumenta o limiar
convulsivo e previne hipoxemia, melhorando o prognóstico do quadro ;
❖ 3) Coloque o paciente em decúbito dorsal horizontal ou leve
Trendelenburg, a fim de melhorar as perfusões cardíaca e cerebral;
❖ 4) Caso o paciente não tenha acesso venoso estabelecido, providencie
um;
❖ 5) Mantenha monitorização adequada de oxigenação (oximetria de
pulso), ritmo e freqüência cardíaca (eletrocardiografia contínua) e
pressão arterial.
❖ 6) O controle farmacológico das convulsões pode ser obtido com
benzodiazepínicos por via venosa, particularmente com o diazepan (5 a
10 mg) ou com o midazolan (5 a 15 mg)..
Anestesia Regional
Anestesia Regional
❖ Anestesia regional é uma denominação que engloba uma série de
técnicas anestésicas distintas tanto na execução quanto na
indicação.
❖ Estas técnicas têm em comum o fato de a anestesia ser produzida
através de um anestésico local e ser circunscrita a uma
determinada área do corpo.
❖ São técnicas de anestesia regional:
Bloqueios Tronculares
Bloqueios de Plexo
Bloqueios espinhais
Anestesia Regional
❖ Bloqueios tronculares: um determinado nervo é bloqueado
através da deposição de anestésico local sobre ele.
❖ Algumas anestesias para odontologia são bloqueios
tronculares.
Anestesia Regional
❖ Bloqueios de plexo:
bloqueamos um conjunto de
nervos responsáveis pela
sensibilidade de uma
determinada área.
❖ Como exemplo podemos
citar os diferentes bloqueios
do plexo braquial, utilizados
em cirurgias do membro
superior ( ombro, braço,
cotovelo, antebraço e mão).
Anestesia Regional
❖ Bloqueios espinhais: neste caso, os anestésicos locais são
utilizados a fim de bloquear a passagem do impulso doloroso pela
medula espinhal.
❖ As técnicas utilizadas são a raquianestesia (ou simplesmente
raqui e a peridural).
❖ Pode ser prolongado indefinidamente com a instalação de
catéteres que permitem que doses adicionais de anestésico sejam
aplicadas.
❖ A utilização de catéteres também constitui artifício para controlar
a dor no período pós-operatório.
Bloqueios Periféricos
❖ Se a instalação o
bloqueio do
plexo braquial
não se faz de
maneira
adequada, é
possível a
suplementação
periférica.
Bloqueios Periféricos
❖ Bloqueio do
Nervo ulnar: O
nervo ulnar é
abordado com
facilidade na sua
passagem pela
goteira olecraniana
Bloqueios Periféricos
❖ Técnica: A sua
identificação por
palpação e a
deposição de 3 a
5ml de anestésico
promovem o
bloqueio sensitivo
da borda ulnar da
mão incluindo 4º e
5º dedos.
Bloqueios Periféricos
❖ Bloqueio do Nervo
Mediano: Aborda-
se o nervo mediano
medialmente á
artéria umeral, na
prega do cotovelo.
❖ A introdução da
agulha é feita a este
nível e a melhor
identificação é por
parestesia.
Bloqueios Periféricos
❖ Nível do Punho
Bloqueios Periféricos
❖ No túnel carpeano, ao nível
do punho, a abordagem é
feita entre os tendões do
palmar longo e o flexor
radial do carpo com 5 a
10ml e anestésico
Bloqueios Periféricos
❖ Bloqueio do nervo
radial: O nervo radial
pode ser alcançado a
nível do punho ou do
cotovelo.
No cotovelo, seus ramos
sensitivos já estão
dissociados.
Um deles passa
profundamente a altura
da prega do cotovelo, 1,5
a 2cm da borda lateral
do bíceps.
Bloqueios Periféricos
❖ Ao nível do punho:
Na região da tabaqueira
anatômica à altura da
cabeça do primeiro
metacarpiano.
Usando 5ml de solução
anestésica.
Ele se divide em 4 ramos
dorsais dos dedos
sensitivos.
Bloqueios da Face
❖ O trigêmeo é o nervo
craniano mais calibroso.
Tem origem aparente na
superfície central da
ponte.
❖ As fibras de raiz
sensitiva se originam da
célula do gânglio
trigeminal, também
chamado de semilunar
ou de Gasser
Bloqueios da Face
❖ O trigêmeo é o nervo
sensitivo da face e da maior
parte do couro cabeludo, dos
dentes, das cavidades oral/
nasal e orbitária.
❖ É também o nervo motor dos
músculos da mastigação.
Bloqueios da Face
❖ A grande raiz
sensitiva do nervo
trigêmeo após
formar o gânglio
trigeminal divide-
se em três ramos
principais:
oftálmico, maxilar
e mandibular.
Bloqueios da Face
❖ Bloqueio do Nervo Supra
Orbitário:
Ramo do nervo frontal que é
o maior ramo do nervo
oftálmico.
Passa através do forame
supraorbitário, inervando a
pálpebra superior e sua
conjuntiva, região frontal e
couro cabeludo.
Divide-se em ramo medial e
lateral
Bloqueios da Face
❖ Bloqueio do Nervo
Supraorbitário:
Palpa-se o forame na
borda superior da
órbita a 2,5cm da linha
média sobre um plano
vertical que passa pela
pupila injetando 2ml
de solução anestésica.
Bloqueios da Face
❖ Bloqueio do Ramo
Supratroclear: é um ramo
medial do nervo frontal.
Inerva parte medial da
pálpebra superior incluindo a
conjuntiva tarsal
❖ Técnica: introduzindo uma
agulha fina abaixo da borda da
órbita no seu ângulo
suprainterno, injetando 2ml de
anestésico
Bloqueios da Face
❖ Bloqueio do Nervo
Infraorbitário:
É continuação direta do
nervo maxilar que
ganha a órbita pela
fissura orbitária
inferior.
Divide-se em ramos
palpebral, nasal e
labial.
Bloqueios da Face
❖ Inervação: pele da
pálpebra inferior, lábio
superior, ponta nasal e
região zigomática.
O forame infraorbitário
está situado a 1cm da
margem inferior da órbita.
❖ Técnica: Extraoral ( 1cm
da porção media da asa
nasal) e Intra oral (Fossa
Canina)
Bloqueios da Face
❖ Bloqueio do Nervo
Mentoniano: ramo do nervo
alveolar inferior (mandibular).
❖ Técnica: Intraoral (entre os
dois pré molares inferiores) e
Extraoral (linha da comissura
labial perpendicular a margem
inferior da mandíbula).

Anestesia Local e Bloqueios de Membros e Face.pdf

  • 1.
    Cirurgia Plástica Serviço deCirurgia Plástica e Queimados da Santa Casa de Misericórdia de São José do Rio Preto Regente : Dr Valdemar Mano Sanches
  • 2.
    Anestesia em CirurgiaPlástica Dr.Brunno Rosique Lara
  • 3.
    Introdução O termo anestesia(do grego an, privado de + aísthesis, sensação) foi sugerido pelo médico e poeta norte-americano Oliver Wendel Holmes. A palavra, entretanto, já existia na língua grega, tendo sido empregada no sentido de insensibilidade dolorosa, pela primeira vez, por Dioscórides, no século I dC.
  • 4.
    Histórico • Historicamente, adata de 16 de outubro de 1846 é considerada como a data em que se realizou a primeira intervenção cirúrgica com anestesia geral. • Em Boston, o cirurgião John Collins Warren realizou a extirpação de um tumor no pescoço de um jovem de 17 anos, chamado Gilbert Abbot. • O paciente foi anestesiado com éter pelo dentista William Thomas Green Morton, que utilizou um aparelho inalador por ele idealizado.
  • 5.
    Avaliação Pré-anestésica ❖ Éo primeiro contato com o anestesiologista e o paciente ❖ Patologias Associadas e o Ponto de Compensação ❖ Orientações sobre o tipo de anestesia, Jejum, tempo de recuperação anestésica ❖ Avaliação Clínica , Alergias , História Familiar
  • 6.
    Avaliação Pré-anestésica ❖ ExamesLaboratoriais (Tabela de Roizen): < 40 anos: Hb , coagulograma 40-49a: Hb , Coag. , ECG ( homens) 50-64a: Hb , Coag. ECG > 65anos: Hb, Coag. ,RX de Tórax, ECG ❖ Doença Cardiovascular: Creatinina, Uréia, RX de Tórax, ECG ❖ Doença Pulmonar/Tabagismo: Rx Tórax, ECG ❖ Diabetes: Na , K, Uréia , Creatinina, Glicemia, ECG ❖ Uso de Anticoagulantes: Hemograma , Coagulograma
  • 7.
    Avaliação Pré-anestésica ❖ SituaçõesEspeciais: HAS: Não interromper a medicação DM: Maior variação arterial, cuidado com infarto assintomático ( mulheres), prevenir hipoglicemia. DM I : Suspender hipoglicemiantes orais 2 d antes DM II: Usar 1/3 da dose na manhã da cirurgia , usar SG5% 100ml/h Tabagismo : interromper 6 semanas antes
  • 8.
    Avaliação Pré-anestésica ❖ Jejum: para evitar Síndrome Aspirativa Líquido sem resíduo ( água, refrigerante ,suco café): adulto 4h criança 2h Leite Materno : 4h Alimentos leves : 6h Alimentos sólidos: 8h
  • 9.
    Anestesia Local ❖ Diz-seque uma anestesia é local quando ocorre infiltração de um anestésico local (por exemplo a lidocaína ) em uma determinada área do corpo, sem que ocorra bloqueio de um nervo específico ou plexo (nome dado a um conjunto de nervos) ou do neuroeixo (medula espinhal). ❖ A anestesia limita-se à área infiltrada pelo anestésico local. ❖ É largamente utilizada em nosso meio em cirurgia superficial (exemplo: cirurgias plástica e dermatológica), e em procedimentos circunscritos a áreas limitadas (extração de corpo estranho superficial).
  • 10.
    Histórico ❖ O iníciodo uso dos anestésicos locais remonta à segunda metade do século XIX. ❖ Por volta de 1860, Albert Niemann isolou um alcalóide na forma cristalina que seria o primeiro anestésico local utilizado na prática clínica: a cocaína. ❖ Muito embora sua utilização venha caindo na prática anestésica, ainda podemos encontrá-la sendo usada em certos colírios anestésicos em países como os EUA.
  • 11.
    Histórico ❖ Outras drogas desenvolvidasno final do século XIX e início do século XX, como a procaína e a lidocaína, popularizaram as técnicas de anestesia local e permitiram o desenvolvimento da anestesia regional
  • 12.
    Anestesia Local ❖ Farmacologia:São bases fracas, lipossolúveis Grupo Amida ( Lidocaína , bupivacaína, ropivacaína ) Ester ( Procaína) ❖ Ação: Interrompem a condução do estímulo nervoso por bloquear os canais de sódio impedindo a deflagração do potencial de ação
  • 13.
    Anestesia Local ❖ Bicarbonatode Sódio: deve ser adicionada imediatamente antes da injeção, senão precipita. Prolonga a duração e inicia mais rápido : 1mEq de Bic a cada 10 ml de lidocaína 1,5% ❖ Hialuronidase: Facilita a difusão do anestésico : 7,2UI por ml de anestésico local com adrenalina 1:100.000
  • 14.
    Anestesia Local ❖ Vasoconstritor:Adrenalina 1mg/1ml ampola Diminui os efeitos tóxicos ,reduz a absorção vascular,prolonga a duração da anestesia,reduz o sangramento cirúrgico Deve se adicionar imediatamente antes da realização do bloqueio 1mg/1ml = 1:1000 a diluição para uso clínico seria 1:200.000 Vem associada com um estabilizador: bissulfito de sódio # CONTRA-INDICAÇÕES: Isquemia Coronariana, Arritmias Cardíacas, HAS não controlada, Hipertireoidismo, usuários de IMAO e antidepressivos tricíclicos , não usar em teminação arterial ( dedos , orelha , e pênis)
  • 15.
    Anestesia Local ❖ Toxicidade: ReaçãoAlérgica: Rara Reações Adversas: Comuns. Injeção intravascular, Doses Elevadas Efeitos Sistêmicos: SNC e Cardiovascular Zumbidos > Dormência na Língua > Delírio > Alteração Visual > Inconsciência > Convulsões > Coma > PCR ❖ Cardiotoxicidade: Bupivacaína ❖ Dose Máxima: Lidocaína 7-10mg/kg Bupivacaína 2-3mg/kg Ropivacaína 1-3 mg/kg
  • 17.
    Intoxicação por anestésicoslocais ❖ A prevenção é a idéia mais importante quando falamos sobre intoxicação com anestésicos locais. ❖ Aspirar antes de injetar, injeções lentas e manter o contato verbal com o paciente, em busca de qualquer sinal ou sintoma precoces de intoxicação ou injeção intravascular inadvertida, são condutas chaves na prevenção
  • 18.
    Intoxicação por anestésicoslocais ❖ Quando se trabalha com AL associados a vasoconstritores, taquicardia pronunciada e/ou hipertensão nos 60 segundos seguintes ao início da administração são sinais de injeção intravascular inadvertida até que se prove em contrário. ❖ Desta forma, a monitorização desses parâmetros (pressão arterial e freqüência cardíaca) são importantes a fim de se evitar quadros graves de intoxicação.
  • 19.
    Intoxicação por anestésicoslocais ❖ Ao buscarmos sinais de intoxicação por AL, devemos ter em mente o quadro neurológico precoce e dar atenção a sinais/sintomas mais específicos, como alterações gustativas (gosto metálico na boca), alterações auditivas (tinitus)e visuais (diplopia), normalmente ausentes de quadros como distúrbios neurovegetativos que podem ser causados por dor, desconforto, medo e ansiedade.
  • 20.
    Intoxicação por anestésicoslocais ❖ 1) Interrompa a administração da droga; ❖ 2) Ofereça oxigênio a 100% por máscara: O2 aumenta o limiar convulsivo e previne hipoxemia, melhorando o prognóstico do quadro ; ❖ 3) Coloque o paciente em decúbito dorsal horizontal ou leve Trendelenburg, a fim de melhorar as perfusões cardíaca e cerebral; ❖ 4) Caso o paciente não tenha acesso venoso estabelecido, providencie um; ❖ 5) Mantenha monitorização adequada de oxigenação (oximetria de pulso), ritmo e freqüência cardíaca (eletrocardiografia contínua) e pressão arterial. ❖ 6) O controle farmacológico das convulsões pode ser obtido com benzodiazepínicos por via venosa, particularmente com o diazepan (5 a 10 mg) ou com o midazolan (5 a 15 mg)..
  • 21.
  • 22.
    Anestesia Regional ❖ Anestesiaregional é uma denominação que engloba uma série de técnicas anestésicas distintas tanto na execução quanto na indicação. ❖ Estas técnicas têm em comum o fato de a anestesia ser produzida através de um anestésico local e ser circunscrita a uma determinada área do corpo. ❖ São técnicas de anestesia regional: Bloqueios Tronculares Bloqueios de Plexo Bloqueios espinhais
  • 23.
    Anestesia Regional ❖ Bloqueiostronculares: um determinado nervo é bloqueado através da deposição de anestésico local sobre ele. ❖ Algumas anestesias para odontologia são bloqueios tronculares.
  • 24.
    Anestesia Regional ❖ Bloqueiosde plexo: bloqueamos um conjunto de nervos responsáveis pela sensibilidade de uma determinada área. ❖ Como exemplo podemos citar os diferentes bloqueios do plexo braquial, utilizados em cirurgias do membro superior ( ombro, braço, cotovelo, antebraço e mão).
  • 25.
    Anestesia Regional ❖ Bloqueiosespinhais: neste caso, os anestésicos locais são utilizados a fim de bloquear a passagem do impulso doloroso pela medula espinhal. ❖ As técnicas utilizadas são a raquianestesia (ou simplesmente raqui e a peridural). ❖ Pode ser prolongado indefinidamente com a instalação de catéteres que permitem que doses adicionais de anestésico sejam aplicadas. ❖ A utilização de catéteres também constitui artifício para controlar a dor no período pós-operatório.
  • 26.
    Bloqueios Periféricos ❖ Sea instalação o bloqueio do plexo braquial não se faz de maneira adequada, é possível a suplementação periférica.
  • 27.
    Bloqueios Periféricos ❖ Bloqueiodo Nervo ulnar: O nervo ulnar é abordado com facilidade na sua passagem pela goteira olecraniana
  • 28.
    Bloqueios Periféricos ❖ Técnica:A sua identificação por palpação e a deposição de 3 a 5ml de anestésico promovem o bloqueio sensitivo da borda ulnar da mão incluindo 4º e 5º dedos.
  • 30.
    Bloqueios Periféricos ❖ Bloqueiodo Nervo Mediano: Aborda- se o nervo mediano medialmente á artéria umeral, na prega do cotovelo. ❖ A introdução da agulha é feita a este nível e a melhor identificação é por parestesia.
  • 31.
  • 32.
    Bloqueios Periféricos ❖ Notúnel carpeano, ao nível do punho, a abordagem é feita entre os tendões do palmar longo e o flexor radial do carpo com 5 a 10ml e anestésico
  • 33.
    Bloqueios Periféricos ❖ Bloqueiodo nervo radial: O nervo radial pode ser alcançado a nível do punho ou do cotovelo. No cotovelo, seus ramos sensitivos já estão dissociados. Um deles passa profundamente a altura da prega do cotovelo, 1,5 a 2cm da borda lateral do bíceps.
  • 34.
    Bloqueios Periféricos ❖ Aonível do punho: Na região da tabaqueira anatômica à altura da cabeça do primeiro metacarpiano. Usando 5ml de solução anestésica. Ele se divide em 4 ramos dorsais dos dedos sensitivos.
  • 35.
    Bloqueios da Face ❖O trigêmeo é o nervo craniano mais calibroso. Tem origem aparente na superfície central da ponte. ❖ As fibras de raiz sensitiva se originam da célula do gânglio trigeminal, também chamado de semilunar ou de Gasser
  • 36.
    Bloqueios da Face ❖O trigêmeo é o nervo sensitivo da face e da maior parte do couro cabeludo, dos dentes, das cavidades oral/ nasal e orbitária. ❖ É também o nervo motor dos músculos da mastigação.
  • 37.
    Bloqueios da Face ❖A grande raiz sensitiva do nervo trigêmeo após formar o gânglio trigeminal divide- se em três ramos principais: oftálmico, maxilar e mandibular.
  • 38.
    Bloqueios da Face ❖Bloqueio do Nervo Supra Orbitário: Ramo do nervo frontal que é o maior ramo do nervo oftálmico. Passa através do forame supraorbitário, inervando a pálpebra superior e sua conjuntiva, região frontal e couro cabeludo. Divide-se em ramo medial e lateral
  • 39.
    Bloqueios da Face ❖Bloqueio do Nervo Supraorbitário: Palpa-se o forame na borda superior da órbita a 2,5cm da linha média sobre um plano vertical que passa pela pupila injetando 2ml de solução anestésica.
  • 40.
    Bloqueios da Face ❖Bloqueio do Ramo Supratroclear: é um ramo medial do nervo frontal. Inerva parte medial da pálpebra superior incluindo a conjuntiva tarsal ❖ Técnica: introduzindo uma agulha fina abaixo da borda da órbita no seu ângulo suprainterno, injetando 2ml de anestésico
  • 41.
    Bloqueios da Face ❖Bloqueio do Nervo Infraorbitário: É continuação direta do nervo maxilar que ganha a órbita pela fissura orbitária inferior. Divide-se em ramos palpebral, nasal e labial.
  • 42.
    Bloqueios da Face ❖Inervação: pele da pálpebra inferior, lábio superior, ponta nasal e região zigomática. O forame infraorbitário está situado a 1cm da margem inferior da órbita. ❖ Técnica: Extraoral ( 1cm da porção media da asa nasal) e Intra oral (Fossa Canina)
  • 43.
    Bloqueios da Face ❖Bloqueio do Nervo Mentoniano: ramo do nervo alveolar inferior (mandibular). ❖ Técnica: Intraoral (entre os dois pré molares inferiores) e Extraoral (linha da comissura labial perpendicular a margem inferior da mandíbula).