A arquitetura romana I
As influências etruscas Conhecimentos sobre urbanismo e arquitetura: Construção de cidades muralhadas com traçado retilíneo Construção de pontes, túneis, esgotos e estradas Edificação de templos com pódio, pórtico com colunas de madeira, cella,proporções quase quadradas e paredes de tijolo cru.
As influências gregas Na arquitetura: imitação da planta dos templos retangulares e circulares; na basílica romana, fruto de transformações de edifícios helénicos; e na domus que, partindo do peristilo grego, o envolveu com um núcleo residencial Na decoração arquitetónica: com a utilização das ordens gregas típicas, unicamente como elementos decorativos No urbanismo: da acrópole e da ágora gregas os romanos passaram para o capitólio e o fórum, fazendo repousar os seus planos urbanos nos modelos helenísticos.
Uma arte inovadora Inicialmente, Roma copiou com rigor as formas e os tipos de arte grega, mas, após o século II a.c., essa cópia perdeu fidedignidade e os modelos gregos começaram a aparecer associados ou adaptados a formas e estruturas inovadoras. Roma havia tomado consciência da sua originalidade e procurava uma arte própria, o que se concretizou no aparecimento das primeiras tipologias arquitetónicas, nos retratos realistas e no relevo historiado. O Alto Império ( de 27 a.c. a 192 d.c.) foi o período de ouro da arte romana, aquele em que os artistas revelaram maior criatividade e originalidade. Os melhores exemplos encontram-se nas grandes obras públicas, de carácter monumental, levadas a cabo pelas famílias imperiais como a de Augusto, a dos Júlios- Cláudios, a dos Flávios e a dos Antoninos. Ana Lídia Pinto, in “História da Cultura e das Artes”, Porto Editora, 1ª parte, p. 105
As características da arquitetura romana Utilidade Grandeza Solidez Poder e força Materiais utilizados Novos sistemas construtivos Técnicas e instrumentos de engenharia Barroquismo da decoração
Materiais utilizados Tradicionais: pedra, mármore, tijolo, madeira Inovadores: opus caementicium (argamassa de cal e areia, pedaços de calcário, pozolana, cascalho e restos de materiais cerâmicos), semelhante ao cimento, tornou a construção mais rápida e económica
Materiais utilizados Opus caementicium
Opus incertum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos
Opus incertum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos  Pedras pequenas com revestimento exterior regular, feito com pequenas pirâmides de calcário cunhadas na parede com a base para fora
Opus incertum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos  Pedras pequenas e irregulares unidas por argamassa
Opus incertum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos  Silhares de pedra aparelhada, sobrepostos sem argamassa, cuja coesão se garante pela colocação de grampos metálicos
Opus incertum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos  Ladrilhos cozidos dispostos de modo a fazer desenhos quadrados ou triangulares
Opus incertum
Opus quadratum
 
Novos sistemas construtivos Arco de volta perfeita Arcadas Abóbadas Cúpulas
Novos sistemas construtivos
Técnicas e instrumentos de engenharia Aperfeiçoamento dos conhecimentos de orografia e topografia Ténicas de terraplenagem Processos de embasamento e de suporte Invenção de cofragens (dispositivo amovível de madeira destinado a conter as massas de betão fresco) e cimbres (armação de madeira que molda os arcos ou abóbadas) Utilização de grampos de metal para fortalecer as juntas entre os blocos de pedra
Técnicas e instrumentos de engenharia Aperfeiçoamento dos conhecimentos de orografia e topografia
Técnicas e instrumentos de engenharia Ténicas de terraplenagem Processos de embasamento e de suporte
Técnicas e instrumentos de engenharia Invenção de cofragens (dispositivo amovível de madeira destinado a conter as massas de betão fresco) e cimbres (armação de madeira que molda os arcos ou abóbadas)
Técnicas e instrumentos de engenharia
Técnicas e instrumentos de engenharia Utilização de grampos de metal para fortalecer as juntas entre os blocos de pedra
Barroquismo da decoração Exagero ornamental Utilização das ordens arquitetónicas sem função estrutural, apenas como elementos decorativos;  modificação das ordens nas proporções e nas formas Criação de duas ordens; a toscana e a compósita as mais utilizadas foram a coríntia e a compósita
Barroquismo  da decoração Da esquerda para a direita: Ordem toscana e dórica ordem jónica e jónica moderna ordem coríntia e compósita
Vitrúvio Marcos Vitrúvio Polião , em latim  Marcus Vitruvius Pollio , foi um engenheiro e arquitecto romano que viveu no séc.I a.C. e deixou como legado a sua obra em 10 volumes, aos quais deu o nome de  De Architectura  (aprox. 40 a.C.) que constitui o único tratado europeu do período greco-romano que chegou aos nossos dias e serviu de fonte de inspiração a diversos textos sobre construções, obras hidráulicas e arquitectónicas desde a época do renascimento. Os seus padrões de proporções e os seus princípios arquitectónicos:  utilitas ,  venustas  e  firmitas  (utilidade, beleza e solidez), inauguraram a base teórica da arquitectura clássica.
FIM

Arquitetura romana i

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    As influências etruscasConhecimentos sobre urbanismo e arquitetura: Construção de cidades muralhadas com traçado retilíneo Construção de pontes, túneis, esgotos e estradas Edificação de templos com pódio, pórtico com colunas de madeira, cella,proporções quase quadradas e paredes de tijolo cru.
  • 3.
    As influências gregasNa arquitetura: imitação da planta dos templos retangulares e circulares; na basílica romana, fruto de transformações de edifícios helénicos; e na domus que, partindo do peristilo grego, o envolveu com um núcleo residencial Na decoração arquitetónica: com a utilização das ordens gregas típicas, unicamente como elementos decorativos No urbanismo: da acrópole e da ágora gregas os romanos passaram para o capitólio e o fórum, fazendo repousar os seus planos urbanos nos modelos helenísticos.
  • 4.
    Uma arte inovadoraInicialmente, Roma copiou com rigor as formas e os tipos de arte grega, mas, após o século II a.c., essa cópia perdeu fidedignidade e os modelos gregos começaram a aparecer associados ou adaptados a formas e estruturas inovadoras. Roma havia tomado consciência da sua originalidade e procurava uma arte própria, o que se concretizou no aparecimento das primeiras tipologias arquitetónicas, nos retratos realistas e no relevo historiado. O Alto Império ( de 27 a.c. a 192 d.c.) foi o período de ouro da arte romana, aquele em que os artistas revelaram maior criatividade e originalidade. Os melhores exemplos encontram-se nas grandes obras públicas, de carácter monumental, levadas a cabo pelas famílias imperiais como a de Augusto, a dos Júlios- Cláudios, a dos Flávios e a dos Antoninos. Ana Lídia Pinto, in “História da Cultura e das Artes”, Porto Editora, 1ª parte, p. 105
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    As características daarquitetura romana Utilidade Grandeza Solidez Poder e força Materiais utilizados Novos sistemas construtivos Técnicas e instrumentos de engenharia Barroquismo da decoração
  • 6.
    Materiais utilizados Tradicionais:pedra, mármore, tijolo, madeira Inovadores: opus caementicium (argamassa de cal e areia, pedaços de calcário, pozolana, cascalho e restos de materiais cerâmicos), semelhante ao cimento, tornou a construção mais rápida e económica
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    Opus incertum OpusRecticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos
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    Opus incertum OpusRecticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos Pedras pequenas com revestimento exterior regular, feito com pequenas pirâmides de calcário cunhadas na parede com a base para fora
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    Opus incertum OpusRecticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos Pedras pequenas e irregulares unidas por argamassa
  • 11.
    Opus incertum OpusRecticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos Silhares de pedra aparelhada, sobrepostos sem argamassa, cuja coesão se garante pela colocação de grampos metálicos
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    Opus incertum OpusRecticulatum Opus Quadratum Opus Recticulatum Opus Quadratum Opus testaceum Paramentos Ladrilhos cozidos dispostos de modo a fazer desenhos quadrados ou triangulares
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    Novos sistemas construtivosArco de volta perfeita Arcadas Abóbadas Cúpulas
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    Técnicas e instrumentosde engenharia Aperfeiçoamento dos conhecimentos de orografia e topografia Ténicas de terraplenagem Processos de embasamento e de suporte Invenção de cofragens (dispositivo amovível de madeira destinado a conter as massas de betão fresco) e cimbres (armação de madeira que molda os arcos ou abóbadas) Utilização de grampos de metal para fortalecer as juntas entre os blocos de pedra
  • 19.
    Técnicas e instrumentosde engenharia Aperfeiçoamento dos conhecimentos de orografia e topografia
  • 20.
    Técnicas e instrumentosde engenharia Ténicas de terraplenagem Processos de embasamento e de suporte
  • 21.
    Técnicas e instrumentosde engenharia Invenção de cofragens (dispositivo amovível de madeira destinado a conter as massas de betão fresco) e cimbres (armação de madeira que molda os arcos ou abóbadas)
  • 22.
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    Técnicas e instrumentosde engenharia Utilização de grampos de metal para fortalecer as juntas entre os blocos de pedra
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    Barroquismo da decoraçãoExagero ornamental Utilização das ordens arquitetónicas sem função estrutural, apenas como elementos decorativos; modificação das ordens nas proporções e nas formas Criação de duas ordens; a toscana e a compósita as mais utilizadas foram a coríntia e a compósita
  • 25.
    Barroquismo dadecoração Da esquerda para a direita: Ordem toscana e dórica ordem jónica e jónica moderna ordem coríntia e compósita
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    Vitrúvio Marcos VitrúvioPolião , em latim Marcus Vitruvius Pollio , foi um engenheiro e arquitecto romano que viveu no séc.I a.C. e deixou como legado a sua obra em 10 volumes, aos quais deu o nome de De Architectura (aprox. 40 a.C.) que constitui o único tratado europeu do período greco-romano que chegou aos nossos dias e serviu de fonte de inspiração a diversos textos sobre construções, obras hidráulicas e arquitectónicas desde a época do renascimento. Os seus padrões de proporções e os seus princípios arquitectónicos: utilitas , venustas e firmitas (utilidade, beleza e solidez), inauguraram a base teórica da arquitectura clássica.
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