Arquitetura romana ii

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Arquitetura romana ii

  1. 1. Duas grandes tipologias 1. Uma, ligada especialmente à arquitectura religiosa, mais tradicional e próxima da arquitectura grega 2. Outra, ligada às obras públicas e civis, mais inovadora nas formas e técnicas
  2. 2. 1. A arquitetura religiosa Na arquitectura religiosa, a forma típica do templo grego foi mantida, mas a cela aumentou de tamanho, absorvendo as colunas laterais e da parte posterior do edifício A Maison Carrée é um templo romano localizado na cidade francesa de Nîmes, construído durante o período imperial, entre 19 e 16 a.C., na época do imperador Augusto
  3. 3. 1. A arquitetura religiosa Características comuns dos templos:  sobre um pódio (estrado em pedra maçiça)
  4. 4. 1. A arquitetura religiosa Características comuns dos templos:  Carácter frontal (fachada assinalada pelo pórtico e pelas escadarias de acesso)
  5. 5. 1.1 A arquitetura religiosa na Repúlica Características templos:   comuns dos Geralmente de planta retangular, com uma só cella, fechada Orientados no terreno seguindo o eixo axial da cella, de acordo com a posição tomada pelos áugures para observar o voo das aves, antes da adivinhação
  6. 6. 1.1 A arquitetura religiosa na Repúlica Características dos templos:   comuns Sem peristilo: eram falsamente perípteros pois as colunas laterais estavam adossadas às paredes exteriores da cella As colunas e o entablamento eram à maneira grega, seguindo as ordens, mas tinham uma função meramente decorativa. Ver Templo de Ísis, Pompeia
  7. 7. 1.1 A arquitetura religiosa na Repúlica Características comuns dos templos:       sobre um pódio (estrado em pedra maçiça) Carácter frontal (fachada assinalada pelo pórtico e pelas escadarias de acesso) Geralmente de planta retangular, com uma só cella, fechada Orientados no terreno seguindo o eixo axial da cella, de acordo com a posição tomada pelos áugures para observar o voo das aves, antes da adivinhação Sem peristilo: eram falsamente perípteros pois as colunas laterais estavam adossadas às paredes exteriores da cella As colunas e o entablamento eram à maneira grega, seguindo as ordens, mas tinham uma função meramente decorativa. Ver Templo de Ísis, Pompeia
  8. 8. 1.1 A arquitetura religiosa na Repúlica Os santuários eram vastos recintos abertos para a paisagem, construídos como amplos anfiteatros rodeados de arcadas, atrás das quais havia templos, alojamentos e lojas. Santuário de Fortuna Primigénita, Palestina, colina dos Apeninos, 82 a.c.
  9. 9. 1.2 A arquitetura religiosa no Império Foi neste período que apareceram as construções mais majestosas Santuário de Jupiter Heliopolitano, 60 d.c., Líbano Templo de Baalbek, Líbano
  10. 10. 1.2 A arquitetura religiosa no Império O Panteão, construído em Roma durante o reinado do Imperador Adriano, foi planeado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o Império, nomeadamente os dos povos dominados, permitindo a sua integração política.
  11. 11. 1.2 A arquitetura religiosa no Império Planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto. Dois corpos distintos: - Edifício circular coberto pela cúpula (desenhada, pensase, por Apolodoro de Damasco) - Pórtico retangular saliente, aproveitado das Termas de Agripa
  12. 12. O Panteão (c. 118-128) Cella única Mármores polícromos Estuques pintados Ver link no Youtube
  13. 13. 1.2 A arquitetura religiosa no Império As proporções rigorosamente geométricas do Panteão (altura da cúpula igual ao seu diâmetro; raio da cúpula igual ao raio do cilindro sobre o qual assenta e também igual à sua altura) conferem-lhe a imagem figurada do globo celeste assentando sobre a Terra
  14. 14. O Panteão (c. 118-128) - cúpula de betão, com 5 fiadas de caixotões, cujas dimensões diminuem até à abertura central; - óculo de 9 metros de diâmetro cria um ambiente místico e irreal
  15. 15. O Panteão (c. 118-128)
  16. 16. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c.
  17. 17. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. Ara Pacis é um altar dedicado por César Augusto em 30 de Janeiro de 9 a.C. à deusa Pax (Paz), para celebrar o período da Pax Romana. A 5 de Julho de 13 a.C., o Senado decidiu construir um altar dedicado a esse feito, em ocasião do retorno de Augusto de uma expedição pacificadora de três anos na Hispânia e na Gália meridional.
  18. 18. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. Este monumento, uma obra-prima da arquitectura romana, representa um dos mais significativos testemunhos da arte da época de Augusto, e pretende simbolizar o período de paz e prosperidade vivido durante a Pax Romana.
  19. 19. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. A Ara Pacis propriamente dita estava dentro de um recinto de mármore, finamente decorado com cenas de devoção, nas quais o imperador e sua família foram retratados no ato de oferecer sacrifícios aos deuses.
  20. 20. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. Alguns trazem suas togas cobrindo suas cabeças, como um capuz, o que significa que são sacerdotes. Outros usam coroas de louro, símbolo tradicional da vitória.
  21. 21. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. Várias figuras trazem gado para ser sacrificado
  22. 22. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. Homens, mulheres e crianças aproximam-se para honrar os deuses. As figuras em tamanho natural da procissão não são tipos idealizados, mas retratos, e alguns deles podem ser reconhecidos.
  23. 23. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. Figura central: deusa da Paz ou Ceres (a Terra), personificação da Itália, rodeada por símbolos de abundância e ladeada pelas figuras dos dois ventos
  24. 24. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. Eneias, à direita, preparando-se para realizar o sacrifício de um porco que alguns rapazes trazem até ele
  25. 25. O Altar da Paz (Ara Pacis), Roma, 13-9 a.c. Motivos decorativos vegetalistas nas paredes interiores
  26. 26. 2. Arquitetura civil Mas foi na arquitectura civil, sobretudo obras públicas de cariz social e político, que os romanos souberam criar as grandes inovações Criaram-se edifícios novos como anfiteatros, basílicas, termas, palácios monumentais, grandes sepulcros, aquedutos, etc., onde o uso do arco e da abóbada em pedra foi sistemático O Coliseu foi construído entre os anos 70 e 80 da nossa era, durante os governos dos imperadores Vespasiano e Domiciano
  27. 27. As obras mais relevantes da engenharia arquitectónica romana        Opus Arco de volta perfeita Grandes vãos abertos nos muros Abóbadas de pedra Muros de cantaria Edifícios maiores e mais altos Novas formas arquitectónicas e plantas
  28. 28. 2.1 Obras de engenharia Pontes Ponte de Gard, França, finais século I a.c.: -Tripla arcada - Monumental (274 m de comprimento) - função dupla: ponte no primeiro nível e aqueduto no terceiro
  29. 29. 2.1 Obras de engenharia Aquedutos Aqueduto de Segóvia: O Aqueduto de Segóvia foi construído durante os séculos I e II, no reinado dos imperadores romanos Vespasiano e Trajano. O aqueduto que resta tem 29 metros de altura e 728 de longitude total. 167 arcos (79 singelos e 88 dobrados). Foram empregados, grosso modo, cerca de 35.000 blocos de granito.
  30. 30. 2.1 Obras de engenharia Estradas
  31. 31. 2.2 Basílicas      Edifícios típicamente romanos com várias funções: albergava tribunais, cúrias e outras repartições públicas, termas, mercados, bolsas de mercadores e palácios imperiais Cobertura em abóbada de arestas Cúpulas ou semicúpulas sobre absides laterais Compartimentos interiores mais amplos e iluminados Ver reconstrução infográfica no Youtube
  32. 32. Basílica de Maxêncio (Roma)
  33. 33. Basílica de Maxêncio (Roma) Finalizada por Constantino, esta foi a última e a maior das basílicas romanas. Repare-se na abóboda de arestas que a cobre e nas enormes janelas clerestóricas que a iluminam.
  34. 34. 2.3 Anfiteatros     Construção mais popular da arquitetura romana do lazer Planta circular ou elíptica, sem cobertura Vários andares (três ou quatro), sustentados graças ao sistema de abóbadas radiais e concêntricas (que sustentavam as galerias sob as bancadas e a arena) Ver reconstrução infográfica no youtube
  35. 35. 2.3 Anfiteatros   Por baixo da arena existiam várias dependências para albergar animais e gladiadores A parede exterior, circular, estava dividida por três níveis de arcos, ladeados de colunas adossadas com ordens diferentes em cada andar, separados por entablamentos 1. Corredor de acesso abobadado 2. Fachada 3. Andar com pilastras no exterior e um pórtico no interior 4. Velário
  36. 36. 2.3 Anfiteatros 1. Corredor de acesso abobadado 2. Fachada 3. Andar com pilastras no exterior e um pórtico no interior 4. Velário
  37. 37. 2.3 Anfiteatros Ordem coríntia (esbelta e decorativa) Ordem jónica (ligeira e elegante) Ordem toscana (sólida e robusta)
  38. 38. 2.4 Circo Máximo Era o maior estádio / hipódromo para corrida de bigas e podia conter cerca de 300 000 espectadores Ver reconstrução infográfica no Youtube
  39. 39. 2.5 Teatros   Inspirados nos teatros gregos Semelhantes aos anfiteatros na forma e na decoração exterior mas de menor porte
  40. 40. 2.5 Teatros
  41. 41. 2.5 Teatros  Características próprias:     Podiam erguer-se em qualquer parte da cidade, não estando dependentes da existência de encostas Fechavam-se em torno de si mesmos: as paredes da cávea uniam-se à cena A orquestra era semicircular A cena erguia-se com vários andares, até à altura da última bancada
  42. 42. 2.5 Teatros Teatro de Mérida, Espanha Ver reconstrução infográfica no Youtube Teatro de Marcelo, Roma
  43. 43. 2.6 As termas     Balneares públicos Locais de convívio social Edifícios monumentais Piscinas de água quente e fria, saunas, ginásios, estádios, hipódromos, salas de reunião, bibliotecas, teatros, lojas e amplos espaços verdes
  44. 44. Termas de Diocleciano
  45. 45. As termas de Diocleciano  Plantas caracterizadas pela ordem e simetria, conjugação harmoniosa das várias volumetrias e arrojadas coberturas abobadadas ou cupuladas
  46. 46. As termas   Ver reconstrução infográfica no Youtube Decoração: revestimentos a mármore polícromo, belas composições de mosaicos, estuques dourados e estatuária artística Símbolos de poder políticos: Agripa, Trajano, Caracala e Diocleciano
  47. 47. 2.7 Fórum    Fórum Republicano de Roma Ver reconstrução infográfica no Youtube Praça principal da cidade Centro religioso, político, económico e social Tipo de construções: templos, basílicas, arcos de triunfo, estátuas, mercados
  48. 48. BASÍLICA DE MAXÊNCIO BASÍLICA EMÍLIA COLISEU PALÁCIOS IMPERIAIS TEMPLO DE VÉNUS E ROMA TEMPLO DE CASTOR E POLLUX CÚRIA ARCO DE SÉTIMO SEVERO BASÍLIA JÚLIA OS “ROSTRA” TEMPLO DE SATURNO
  49. 49. 2.8 A arquitetura privada A Domus As insulae As villae
  50. 50. A domus Casa unifamiliar privada:  Feita de tijolo e ladrilho cozido (paredes exteriores) com taipa e estuques no interior  Geralmente com apenas um piso, com telhado ligeiramente inclinado para o interior, coberto com telhas de cerâmica  Virada sobre si própria devido às poucas aberturas para o exterior
  51. 51. A domus As dependências organizam-se em torno de um ou dois pátios interiores (atrium e peristilo), os quais permitiam iluminar e ventilar a casa e, ainda, a circulação de pessoas
  52. 52. A domus
  53. 53. A domus 1. fauces (entrada) 2. tabernae (lojas, oficinas) 3. atrium (átrio) 4. impluvium (cisterna) 5. tablinum (escritório) 6. hortus (orto) 7. triclinium (sala de jantar) 8. alae (divisões laterais) 9. cubiculum (quarto)
  54. 54. A domus Decoração interior:    Pavimento de mármore polícromo ou mosaicos Divisões nobres com belas paredes pintadas (triclinium, ou sala de estar Ver reconstrução infográfica no Youtube
  55. 55. A domus
  56. 56. As villae    Casas das famílias mais abastadas, maiores e mais luxuosas do que as domus Muitas vezes fora da cidade Os Imperadores e suas famílias mandaram construir villas grandiosas:   Domus Aurea (Nero), perto do Monte Aventino Villa Adriana (Adriano), Tivoli
  57. 57. As villae Villa Adriana (Adriano), Tivoli 
  58. 58. As Insulae      Prédios urbanos, destinados a alojar as famílias mais pobres Em média, 3 ou 4 andares Rés do chão utilizado para lojas, abertas para a rua Nos andares superiores, existiam os cenacula (apartamentos) Ver reconstrução infográfica no Youtube
  59. 59. As insulae   Construídas com materiais mais económicos (tijolo, madeira, taipa) Problemas: abastecimento de água, esgotos, mau isolamento térmico e acústico, arejamento
  60. 60. 2.9 Arquitetura comemorativa Espírito histórico e triunfalista dos romanos Construções com o fim de assinalar façanhas militares ou políticas dos grandes oficiais ou imperadores Arco de triunfo de Tito Coluna de Marco Aurélio
  61. 61. Arcos de Triunfo     Decorados com baixos e altos-relevos Colunas adossadas ou adiantadas O ático era suporte de outros grupos escultóricos, de sentido apoteótico Localização: a meio das vias importantes ou entradas e saídas de fóruns Arco de Triunfo de Orange, França
  62. 62. As colunas honoríficas  Provável influência: obeliscos egípcios  Simultaneamente arquitetura e escultura Objetivo: assinalar determinado momento histórico, com caráter de propaganda  Coluna de Trajano
  63. 63. 2.10 Arquitetura funerária Mausoléu-torre de Thugga, Tunísia, séc. II a.c. Mausoléu dos Julii, SaintRémy, ano 10 a.c.
  64. 64. 2.10 Arquitetura funerária O Mausoléu de Adriano, Roma, c. 130
  65. 65. O URBANISMO  As cidades novas derivaram da organização dada aos acampamentos militares
  66. 66. O urbanismo  Foi aplicado o traçado em retícula
  67. 67. O urbanismo  Rede ortogonal, com malha pequena Foi aplicado o traçado em retícula
  68. 68. O urbanismo  Foi aplicado o traçado em retícula Duas vias principais: cardo e decumano
  69. 69. O urbanismo  Foi aplicado o traçado em retícula Nas extremidades, as portas da cidade Termas e anfiteatros na periferia No cruzamento das 2 vias era construído o fórum
  70. 70. O urbanismo Cidade de Timgad, Argélia
  71. 71. FIM

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