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Nós, de Cesário Verde

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Análise do poema Nós, de Cesário Verde, feita pelos alunos do 11ºA, da Escola Básica 2,3/S de Vale de Cambra, no âmbito da disciplina de Português

Publicada em: Educação

Nós, de Cesário Verde

  1. 1. Nós. De Cesário Verde
  2. 2. Introdução <ul><li>Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, requisitado pela Professora Dina Baptista, com a finalidade de analisar poemas de Cesário Verde. </li></ul><ul><li>O poema, “Nós”, foi por nós analisado com a finalidade de apresentar a sua estrutura, conteúdo e algo mais… </li></ul>
  3. 3. Estrutura Externa <ul><li>Este é o mais longo poema de Cesário Verde. </li></ul><ul><li>Constituído por 128 quadras, nesta 1ª parte estão incluídas 12 estrofes, todas elas em verso alexandrino (composto de doze sílabas métricas). </li></ul><ul><li>Aqui podemos observar um rigor formal, característico do movimento literário denominado Parnasianismo (anti-romântico). </li></ul><ul><li>A rima nesta parte é cruzada em algumas estrofes (ABAB) e interpolada e emparelhada noutras (ABBA) </li></ul><ul><li> Ex.: </li></ul><ul><ul><ul><li>(ABAB) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A “ Foi quando em dois verões, seguidamente, a Febre </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>B E a Cólera também andaram na cidade, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A Que esta população, com um terror de lebre,  </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>B Fugiu da capital como da tempestade.” </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>(ABBA) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A “Se acaso o conta, ainda a fronte se lhe enruga:  </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>B O que se ouvia sempre era o dobrar dos sinos;  </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>B Mesmo no nosso prédio, os outros inquilinos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A Morreram todos. Nós salvámo-nos na fuga.” </li></ul></ul></ul>
  4. 4. Estrutura Interna <ul><li>Na 1ª parte a cidade aparece como um sinónimo de repressão, doença (Febre e cólera) e morte, enquanto que o campo é visto como um espaço amplo de liberdade e vida. </li></ul><ul><li>Por esta razão, teria “o chefe antigo e bom da nossa casa” optado por se fixar no campo durante grande parte do ano…“Desde o calor de Maio aos frios de Novembro”... </li></ul>
  5. 5. <ul><li>A cidade personifica a ausência de amor e, consequentemente, de vida. Ela surge como uma prisão que desperta no sujeito “um desejo absurdo de sofrer”. É um foco de infecções, de doença, de MORTE. </li></ul><ul><li>É um símbolo de opressão, de injustiça, de industrialização, e surge, por vezes, como ponto de partida para evocações, divagações. </li></ul><ul><li>O campo, por oposição, aparece associado à vitalidade, à alegria do trabalho produtivo e útil, nunca como fonte de devaneio sentimental. Aparece ligado à fertilidade, à saúde, à liberdade, à VIDA. </li></ul><ul><li>A força inspiradora de Cesário é a terra-mãe, daí surgir o mito de Anteu, uma vez que a terra é força vital para Cesário. O poeta encontra a energia perdida quando volta para o campo, anima-o, revitaliza-o, dá-lhe saúde, tal como Anteu era invencível quando estava em contacto com a mãe-terra. É no poema Nós que Cesário revela melhor o seu amor ao campo, elogiando-o por oposição à cidade e considerando-o “um salutar refúgio”. </li></ul>
  6. 6. Forma e Conteúdo <ul><li>Todo o poema se encontra encaixado num intróito (princípio) e num epígolo (conclusão) cuja dominante semântica é a morte. </li></ul><ul><li>Os tempos verbais predominantes na 1ª parte do poema, estão no pretérito perfeito, dando a ideia que o que o cenário se passa a uns tempos atrás. Apenas no fim, podemos observar verbos no presente (…”Nós vamos para lá; somos provincianos”…) </li></ul><ul><li>Os pontos de exclamação que aparecem ao longo do poema, servem para poder expressar o espanto, a aterrorizarão e a calamidade que o poeta observa e sente. Embora Cesário recorra imenso ao rigor formal e à observação simples, é notável neste poema o sentimento do poeta. </li></ul><ul><li>Os deícticos que o poeta usa neste poema são principalmente deiticos espaciais, para poder dar mais “imagem” do cenário (principalmente verbos de movimento), também alguns pessoais (as pessoas, a própria família do poeta) e temporais ( ‘Foi quando’ ). </li></ul>
  7. 7. Recursos Estilísticos <ul><li>No poema, estão presentes os seguintes recursos: </li></ul><ul><ul><li>Gradação : Sucessão de pelo menos três termos sintacticamente equivalentes organizados segundo uma ordem crescente. </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Nem um Navio entrava a barra,/A alfândega, parou nenhuma loja abria,…” </li></ul></ul><ul><ul><li>Personificação : Atribuição de sentimentos, acções ou ideias do ser humano. </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Num ímpeto de seiva os arvoredos fartos,/(…), Amarram-se” </li></ul></ul><ul><ul><li>Perífrase : uso de uma expressão composta por vários termos em vez da possibilidade de usar apenas uma palavra. </li></ul></ul><ul><ul><li>“… o chefe antigo e bom da nossa casa/(…) Não quis voltar senão depois das grandes chuvas” </li></ul></ul><ul><ul><li>Antítese: Aproximação de duas palavras antónimas ( que se comportam como opostos). </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Desde o calor de Maio aos frios de Novembro” </li></ul></ul>
  8. 8. Tema… <ul><li>O poema ‘Nós’ pode ser considerado um tema autobiográfico de Cesário Verde, mas é realçada a segunda intenção do autor: um elogio ao campo, à vida que este local dá a Verde. O contraste cidade/campo é um dos temas fundamentais da poesia de Cesário e revela-nos o seu amor ao rústico e natural, que celebra por oposição a um certo repúdio da perversidade e dos valores urbanos a que, no entanto, adere . </li></ul><ul><li>Esta oposição cidade/campo, umas das mais características temáticas do autor, não só é associada ao campo e à cidade, mas também ao belo/feio, claro/escuro e força/fragilidade, respectivamente. </li></ul>
  9. 9. Conclusão. <ul><li>Neste poema aprendemos como a cidade personifica a ausência de amor e de vida, oprimindo o homem… </li></ul><ul><li>O campo é o oposto, ou seja, é um espaço de vida, luz e consequentemente onde encontramos a felicidade… </li></ul><ul><li>É o poema da dualidade, do escuro / claro, do feio / belo, onde Cesário Verde elogia a terra e nela encontra a sua inspiração, para com rigor produzir uma belíssima obra literária. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Trabalho realizado por: </li></ul><ul><li>Rafael Pinho Soares, nº18 </li></ul><ul><li>Rafael Pedro Albergaria, nº 19 </li></ul><ul><li>Raul Ferreira, nº 20 </li></ul><ul><li>Língua Portuguesa, 11º Ano, 2008/2009 </li></ul><ul><li>Bibliografia usada: </li></ul><ul><li>CABRAL, Avelino, Cesário Verde – Propostas de Análise . Edições Sebenta. Sebenta Secundário. </li></ul>

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