SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 31
1
AM
OR
DE
PERDIÇÃO
2
Estilo: pertence à época romântica
Gênero: novela passional
Foco Narrativo: Embora na "Introdução"
narrador e autor se confundam, os fatos
são narrados em 3ª pessoa. O Narrador se
apresenta em primeira pessoa, que não
participa dos acontecimentos, mas conhece
os fatos passados por “ouvir falar” e “por
pesquisar em documentos”.
Tempo e Espaço: Portugal (Viseu, Coimbra
e Porto), século 19.
3
Personagens: Simão Botelho, Teresa
Albuquerque, Mariana, Baltasar,
Domingos Botelho, Tadeu
Albuquerque, João da Cruz, D. Rita
Castelo Branco
4
 A primeira – entre 1825 e 1840 – caracteriza-
se pela luta pelo liberalismo e pela libertação
das amarras neoclássicas. Tem em Almeida
Garrett e Alexandre Herculano seus principais
representantes.
 Segunda geração – entre 1840 e 1860 -,
prevalece o passionalismo e sobressai a
figura ultra-romântica de Camilo Castelo
Branco.
 terceira – de 1860 -, representada por Júlio
Dinis (1869-1871), é marcada a fase de
transição para o Realismo da década de 70.
AS GERAÇÕES ROMÂNTICAS
5
 Camilo Castelo Branco pertence à Segunda
fase do Romantismo português, chamada
Ultra-Romantismo – corrente literária da
segunda metade do século XIX que leva ao
exagero os ideais românticos. Escreveu vários
gêneros de novelas: satíricas, históricas e de
suspense.Mas foram suas novelas passionais
– como Amor de Perdição – que lhe deram
maior projeção dentro da literatura portuguesa.
 Nesta novela passional, de temática romântica
exemplar, o escritor levou às últimas
conseqüências a idéias de que o sentimento
deve sobrepor-se à vida e à razão.
6
Amor de Perdição, publicado em 1862, - Marco
do Ultra-Romantismo português, A obra é
considerada uma espécie de Romeu e Julieta
lusitano.
 O livro trata do amor
impossível e discute a
oposição entre a emoção
e os limites impostos pela
sociedade para realização
da paixão. Sem conseguir
o objeto da paixão, o
herói romântico confirma seu destino trágico.
7
Nele, o mesmo amor que redime resulta em
morte, conforme antecipa o narrador-autor
na introdução do livro, ao comentar o
destino do seu herói: “Amou, perdeu-se e
morreu amando”.
8
UMA NOVELA ULTRARROMANTICA
Segundo o autor, Amor de Perdição foi
escrito em 15 dias em 1861, quando ele
estava preso na cadeia da Relação, na
cidade do Porto, por ter-se envolvido em
questões de adultério.
Como o drama de Romeu e Julieta, a obra
focaliza dois apaixonados que têm como
obstáculo para a realização amorosa a
rivalidade entre as famílias. A ação se passa
em Portugal, no século 19.
9
O narrador diz contar fatos ocorridos com seu
tio Simão. Residentes em Viseu, duas
famílias nobres, os Albuquerques e os
Botelhos, odeiam-se por causa de um litígio
em que o corregedor Domingos Botelho deu
ganho de causa contrário aos interesses dos
primeiros. Simão é um dos cinco filhos do
corregedor.
 Amor de Perdição é uma obra-prima do
ultrarromantismo português.
10
Conta a história do amor impossível dos jovens
Simão e Teresa, separados por rivalidades
entre suas famílias – os Albuquerques e os
Botelhos, moradores da cidade de Viseu, em
Portugal, e inimigos por questões
financeiras.
11
 O corregedor Domingos Botelho e sua
mulher Rita Preciosa têm cinco filhos,
entre eles Simão, que desde pequeno
demonstra um temperamento explosivo e
indolente, e Manuel, calmo e ponderado. O
primeiro vai estudar em Coimbra depois de
uma confusão doméstica, em que toma a
defesa de um criado da família. Lá, adota
os ideais igualitários da Revolução
Francesa e acaba preso durante seis
meses por badernas e arruaças.
12
Quando sai da cadeia, volta a Viseu, onde
conhece e se apaixona por Teresa, sua vizinha
que tem 15 anos e é filha de uma família
inimiga da sua. Com o objetivo de separar
Simão e Teresa, o pai da moça ameaça mandá-
la para o convento, enquanto Domingos
Botelho envia Simão de volta a Coimbra. Uma
velha mendiga faz o papel de pombo-correio
do casal, levando as cartas trocadas entre os
dois jovens apaixonados.
13
A MUDANÇA DE SIMÃO
 Movido pelo amor a Teresa, Simão decide se
regenerar e estudar muito. Nesse meio
tempo, o irmão Manuel, que chegara a
Coimbra, foge para a Espanha com uma
açoriana casada. A irmã caçula de Simão –
Ritinha – faz amizade com Teresa. O pai da
heroína quer casá-la com o primo Baltasar
Coutinho – ordem que a moça se nega a
cumprir. As intenções do pai de sua amada
fazem Simão retornar clandestinamente para
Viseu, hospedando-se na casa do ferreiro
14
João da Cruz, antigo conhecido da família
Botelho. Simão combina encontrar-se
às escondidas com Teresa no dia do
aniversário da moça, mas o encontro é
transferido porque Teresa é seguida.
15
 Na data combinada, Simão vai ao encontro
marcado levando consigo o ferreiro João
da Cruz e outros amigos. Depara-se com
Baltasar que, na companhia de alguns
criados, fora até o local para matar Simão.
Na briga, dois dos criados de Baltasar são
mortos. Ferido, Simão convalesce na casa
de João da Cruz. Teresa vai para um
convento. Mariana, filha do ferreiro
apaixonada por Simão, empresta a ele
suas economias para que vá atrás de
Teresa,
16
dizendo que o dinheiro pertence à mãe do
próprio Simão.
 No dia previsto para que Teresa mude de
convento, Simão decide raptá-la. Dá-se um
novo confronto com Baltasar Coutinho, que
leva um tiro na testa e morre.
 Simão entrega-se à polícia e dispensa a
ajuda da família para sair da cadeia.
17
 A novela passa em Portugal, no século XIX,
fase final do absolutismo, quando a Corte
portuguesa experimentava as
conseqüências das invasões francesas
determinadas por Napoleão. Em Amor de
Perdição, o deslocamento das personagens
para as cidades de Viseu, Coimbra e do
Porto apenas reflete a complexidade das
situações que as envolvem, não
determinando os acontecimentos.
18
 Ainda assim, as referências às cidades
permitem uma visão mais ampla da moral
vigente e do provincianismo da sociedade
portuguesa da época, na qual a tradição de
familia e a preocupação com a reputação
prevalecem sobre o individualismo.
19
As cartas trocadas
entre os dois jovens
protagonistas
apaixonados,
incluídas no livro,
são um importante
recurso retórico
usado pelo escritor e
que intensifica o teor
passional e
dramático da história.
20
Trazendo emoções e confissões de Simão e
Teresa, os textos das cartas os transformam
também em narradores. Amor de Perdição
é, portanto, uma obra que possui múltiplas
vozes narrativas.
Também se destaca na obra o personalismo
do narrador-autor, que volta e meia interfere
para julgar ou ponderar – mostrando
comoção ou indignação, porém sem se
alongar demais nas suas digressões a ponto
de prejudicar a ação.
21
SIMÃO ANTÔNIO BOTELHOSIMÃO ANTÔNIO BOTELHO:
O HERÓI ROMÂNTICO.
 Muito do que é relatado na obra tem seu
fundo de verdade – todos os Botelhos
citados na narrativa são realmente parentes
do autor por parte de pai -, o herói
romântico é, confessadamente, enriquecido
pela imaginação do autor. O Simão real era
um bagunceiro em Coimbra, até ser
degredado para a Índia em 1807, sem que
22
tivessem mais notícias dele depois. Já o
Simão de Camilo C. Branco ainda jovem
tem ideais revolucionários, mostrados
claramente quando ele se rebela contra a
mentalidade escravocrata de sua família,
cena descrita no primeiro capítulo.
23
TERESA DE ALBUQUERQUE:TERESA DE ALBUQUERQUE:
A HEROÍNA ROMÂNTICA.
 A frágil Teresa opõe-se firmemente ao destino
que a família quer lhe impor, mas se vê
obrigada a cumprir as ordens do pai, o
dominador Tadeu de Albuquerque. Obstinada
e apaixonada, luta para não se casar com o
primo Baltasar Coutinho e troca cartas com
Simão, na tentativa de acalmar a chama da
paixão. Marginalizada e enclausurada num
convento, reflete a fé na justiça divina e as
injustiças cometidas em função dos
preconceitos da época, que se interpunham
entre ela e a felicidade não realizada.
24
MARIANA:MARIANA:
A AMANTE SILENCIOSA.
 Mulher mais velha, de 24 anos, criada no
campo, Mariana pertence a uma classe social
mais popular. Dela o narrador diz ter “formas
bonitas” e um rosto “belo e triste”, para
realçar a grandeza de seu amor-renúncia. O
desprendimento que mostra - mando Simão
em silêncio e, por isso, ajudando-o a se
aproximar da felicidade pela figura
representada pela figura de Teresa – faz
parte do ideário romântico. Abnegada e fiel,
Mariana jamais diz uma palavra e controla
25
 obstinadamente seu ciúme. Na história de
Camilo Castelo Branco, é a personagem que
mais sofre no romance. Pode-se dizer que a
obra existe uma tríade romântica – Simão,
Mariana e Teresa. Os três nunca se realizam
sentimentalmente e têm um final trágico.
26
JOÃO DA CRUZ:JOÃO DA CRUZ:
O CAMPONÊS RÚSTICO.
 Personagem popular, é um camponês que se
transforma no protetor do jovem Simão
quando este volta à cidade de Viseu, atrás de
Teresa. A princípio, cuida do jovem em
retribuição ao pai de Simão, que outrora o
livrara de uma complicação judicial. Mas
depois acaba gostando tanto de Simão a
ponto de matar para defender o rapaz.
27
BALTASAR COUTINHO:BALTASAR COUTINHO:
O BURGUÊS INTERESSEIRO.
 É o primo de Teresa, rapaz sem moral e sem
brios, que não ama a moça, mas está
disposto a recorrer a quaisquer expedientes
para vencer a disputa com Simão. Faz o
contraponto com o herói, na medida em que
ambos vêm de famílias abastadas. Mas
enquanto Simão se move pelos mais nobres
sentimento, Baltasar é norteado por intenções
medíocres.
28
TADEU DE ALBUQUERQUETADEU DE ALBUQUERQUE:
O AUTORITÁRIO.
 É o pai de Teresa, que a todo momento toma
o destino da moça nas mãos, sem respeitar
seus sentimentos. Por uma rivalidade
particular com a família de Simão, decide
impedir a felicidade da filha, criando vários
empecilhos para afastá-la de seu amor.
29
MANUEL BOTELHOMANUEL BOTELHO,
O IRMÃO DESMIOLADO.
 O jovem irmão de Simão – que inicialmente
critica o protagonista por sua vida
desordenada – envolve-se com uma mulher
casada na época em que vai morar com
Simão na cidade de Coimbra. Arrependido,
confirma sua dependência familiar quando
pede ajuda aos pais para devolver aos
Açores a mulher casada com quem havia
fugido.
30
SIMÃO TERESA
MARIANA
 SOCIEDADE / FAMÍLIA 
31
PERSONAGENS SEM CONTRADIÇÕES
O mundo romântico é idealizado, povoado de
personagens virtuosas e sem contradições.
Nesse contexto, podem-se contrapor às regras
sociais, mas são sempre guiadas por seus
sentimentos. Amor de Perdição tem três
personagens principais: Simão, Teresa e
Mariana. Embora pertençam a classes sociais
diferentes – Simão e Teresa são burgueses,
enquanto Mariana é filha do camponês João da
Cruz -, a distinção se perde porque o que vale,
na novela e no romance romântico, é a
nobreza das emoções, permitindo que sua
firmeza de caráter sobressaia. Prof. Claudia Ribeiro

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Uma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição deUma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição deFernanda Pantoja
 
Romantismo, Frei Luís de Sousa
Romantismo, Frei Luís de SousaRomantismo, Frei Luís de Sousa
Romantismo, Frei Luís de SousaLurdes Augusto
 
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IVAMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IVEmília Maij
 
AMOR DE PERDIÇÃO - SINTESE
AMOR DE PERDIÇÃO - SINTESE AMOR DE PERDIÇÃO - SINTESE
AMOR DE PERDIÇÃO - SINTESE RafaCabelo
 
Sebastianismo - Frei Luís de Sousa
Sebastianismo - Frei Luís de SousaSebastianismo - Frei Luís de Sousa
Sebastianismo - Frei Luís de SousaAntónio Aragão
 
Crítica, cartoon e crónica
Crítica, cartoon e crónicaCrítica, cartoon e crónica
Crítica, cartoon e crónicaFernanda Monteiro
 
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaOs Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaDina Baptista
 
Sermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesSermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesPaula Oliveira Cruz
 
Gil vicente, farsa de inês pereira
Gil vicente, farsa de inês pereiraGil vicente, farsa de inês pereira
Gil vicente, farsa de inês pereiraDavid Caçador
 
Power point "Frei Luís de Sousa"
Power point "Frei Luís de Sousa"Power point "Frei Luís de Sousa"
Power point "Frei Luís de Sousa"gracacruz
 
Frei luís de sousa
Frei luís de sousaFrei luís de sousa
Frei luís de sousaAnaGomes40
 
Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoDina Baptista
 
Maria de Noronha-Frei Luis de Sousa
Maria de Noronha-Frei Luis de SousaMaria de Noronha-Frei Luis de Sousa
Maria de Noronha-Frei Luis de Sousananasimao
 
Memorial- Análise por Capítulos
Memorial- Análise por CapítulosMemorial- Análise por Capítulos
Memorial- Análise por CapítulosRui Matos
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesvermar2010
 
Estrutura do Texto de Apreciação Crítica
Estrutura do Texto de Apreciação CríticaEstrutura do Texto de Apreciação Crítica
Estrutura do Texto de Apreciação CríticaVanda Sousa
 
Amor de perdição
Amor de perdiçãoAmor de perdição
Amor de perdiçãoSeduc/AM
 

Mais procurados (20)

Uma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição deUma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição de
 
Romantismo, Frei Luís de Sousa
Romantismo, Frei Luís de SousaRomantismo, Frei Luís de Sousa
Romantismo, Frei Luís de Sousa
 
Amor de perdição
Amor de perdiçãoAmor de perdição
Amor de perdição
 
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IVAMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
 
Fernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-OrtónimoFernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-Ortónimo
 
AMOR DE PERDIÇÃO - SINTESE
AMOR DE PERDIÇÃO - SINTESE AMOR DE PERDIÇÃO - SINTESE
AMOR DE PERDIÇÃO - SINTESE
 
Sebastianismo - Frei Luís de Sousa
Sebastianismo - Frei Luís de SousaSebastianismo - Frei Luís de Sousa
Sebastianismo - Frei Luís de Sousa
 
Crítica, cartoon e crónica
Crítica, cartoon e crónicaCrítica, cartoon e crónica
Crítica, cartoon e crónica
 
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaOs Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
 
Sermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesSermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos Peixes
 
Gil vicente, farsa de inês pereira
Gil vicente, farsa de inês pereiraGil vicente, farsa de inês pereira
Gil vicente, farsa de inês pereira
 
Power point "Frei Luís de Sousa"
Power point "Frei Luís de Sousa"Power point "Frei Luís de Sousa"
Power point "Frei Luís de Sousa"
 
Frei luís de sousa
Frei luís de sousaFrei luís de sousa
Frei luís de sousa
 
Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-Sistematização
 
Maria de Noronha-Frei Luis de Sousa
Maria de Noronha-Frei Luis de SousaMaria de Noronha-Frei Luis de Sousa
Maria de Noronha-Frei Luis de Sousa
 
Memorial- Análise por Capítulos
Memorial- Análise por CapítulosMemorial- Análise por Capítulos
Memorial- Análise por Capítulos
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixes
 
Estrutura do Texto de Apreciação Crítica
Estrutura do Texto de Apreciação CríticaEstrutura do Texto de Apreciação Crítica
Estrutura do Texto de Apreciação Crítica
 
Amor de perdição
Amor de perdiçãoAmor de perdição
Amor de perdição
 
Os Maias - personagens
Os Maias - personagensOs Maias - personagens
Os Maias - personagens
 

Semelhante a Amor de Perdição - O Drama Romântico de Simão e Teresa

Apostila sobre o romantismo em portugal e o pré modernismo
Apostila sobre o romantismo em portugal e o pré modernismoApostila sobre o romantismo em portugal e o pré modernismo
Apostila sobre o romantismo em portugal e o pré modernismoFernanda Rocha
 
Amor de perdição camilo castelo branco
Amor de perdição  camilo castelo brancoAmor de perdição  camilo castelo branco
Amor de perdição camilo castelo brancoteresakashino
 
Amor de Perdição 2ª A - 2011
Amor de Perdição   2ª A - 2011Amor de Perdição   2ª A - 2011
Amor de Perdição 2ª A - 2011Daniel Leitão
 
Amor de perdição algumas notas
Amor de perdição   algumas notasAmor de perdição   algumas notas
Amor de perdição algumas notasBruno Duarte
 
281094411-Amor-de-Perdicao-Camilo-Castelo-Branco-Analise.pdf
281094411-Amor-de-Perdicao-Camilo-Castelo-Branco-Analise.pdf281094411-Amor-de-Perdicao-Camilo-Castelo-Branco-Analise.pdf
281094411-Amor-de-Perdicao-Camilo-Castelo-Branco-Analise.pdfTnia32
 
Trabalho de português
Trabalho de portuguêsTrabalho de português
Trabalho de portuguêsTifanyAlves
 
Resumo Amor de Perdição- Camilo Castelo Branco
Resumo Amor de Perdição- Camilo Castelo BrancoResumo Amor de Perdição- Camilo Castelo Branco
Resumo Amor de Perdição- Camilo Castelo BrancoLarissa Broggio
 
Amor de Perdição- resumos
Amor de Perdição- resumosAmor de Perdição- resumos
Amor de Perdição- resumosNome Sobrenome
 
Memórias de um sargento de milícias (Versão detalhada)
Memórias de um sargento de milícias (Versão detalhada)Memórias de um sargento de milícias (Versão detalhada)
Memórias de um sargento de milícias (Versão detalhada)Matheus Boniatti
 

Semelhante a Amor de Perdição - O Drama Romântico de Simão e Teresa (20)

Amor de perdiçao
Amor de perdiçaoAmor de perdiçao
Amor de perdiçao
 
Amor de perdição - 2ª G - 2011
Amor de perdição - 2ª G - 2011Amor de perdição - 2ª G - 2011
Amor de perdição - 2ª G - 2011
 
Amor de perdição 1
Amor de perdição 1Amor de perdição 1
Amor de perdição 1
 
Apostila sobre o romantismo em portugal e o pré modernismo
Apostila sobre o romantismo em portugal e o pré modernismoApostila sobre o romantismo em portugal e o pré modernismo
Apostila sobre o romantismo em portugal e o pré modernismo
 
Amor de perdição camilo castelo branco
Amor de perdição  camilo castelo brancoAmor de perdição  camilo castelo branco
Amor de perdição camilo castelo branco
 
Amor de Perdição 2ª A - 2011
Amor de Perdição   2ª A - 2011Amor de Perdição   2ª A - 2011
Amor de Perdição 2ª A - 2011
 
Amor De PerdiçãO
Amor De PerdiçãOAmor De PerdiçãO
Amor De PerdiçãO
 
mua8.pptx
mua8.pptxmua8.pptx
mua8.pptx
 
Amor de perdição algumas notas
Amor de perdição   algumas notasAmor de perdição   algumas notas
Amor de perdição algumas notas
 
281094411-Amor-de-Perdicao-Camilo-Castelo-Branco-Analise.pdf
281094411-Amor-de-Perdicao-Camilo-Castelo-Branco-Analise.pdf281094411-Amor-de-Perdicao-Camilo-Castelo-Branco-Analise.pdf
281094411-Amor-de-Perdicao-Camilo-Castelo-Branco-Analise.pdf
 
Amor perdic
Amor perdicAmor perdic
Amor perdic
 
Amor de perdição
Amor de perdiçãoAmor de perdição
Amor de perdição
 
Naturalismo
NaturalismoNaturalismo
Naturalismo
 
Rtp pal11 transcr_amor
Rtp pal11 transcr_amorRtp pal11 transcr_amor
Rtp pal11 transcr_amor
 
Trabalho de português
Trabalho de portuguêsTrabalho de português
Trabalho de português
 
Resumo Amor de Perdição- Camilo Castelo Branco
Resumo Amor de Perdição- Camilo Castelo BrancoResumo Amor de Perdição- Camilo Castelo Branco
Resumo Amor de Perdição- Camilo Castelo Branco
 
Amor de perdição
Amor de perdiçãoAmor de perdição
Amor de perdição
 
Camilo Castelo Branco
Camilo Castelo BrancoCamilo Castelo Branco
Camilo Castelo Branco
 
Amor de Perdição- resumos
Amor de Perdição- resumosAmor de Perdição- resumos
Amor de Perdição- resumos
 
Memórias de um sargento de milícias (Versão detalhada)
Memórias de um sargento de milícias (Versão detalhada)Memórias de um sargento de milícias (Versão detalhada)
Memórias de um sargento de milícias (Versão detalhada)
 

Mais de Claudia Ribeiro

Realismo e naturalismo Brasil e Portugal [salvo automaticamente]
Realismo e naturalismo Brasil e Portugal [salvo automaticamente]Realismo e naturalismo Brasil e Portugal [salvo automaticamente]
Realismo e naturalismo Brasil e Portugal [salvo automaticamente]Claudia Ribeiro
 
Realismo e naturalismo brasil e portugal [salvo automaticamente]
Realismo e naturalismo brasil e portugal [salvo automaticamente]Realismo e naturalismo brasil e portugal [salvo automaticamente]
Realismo e naturalismo brasil e portugal [salvo automaticamente]Claudia Ribeiro
 
Realismo e Naturalismo Brasil e Portugal
Realismo e Naturalismo Brasil e PortugalRealismo e Naturalismo Brasil e Portugal
Realismo e Naturalismo Brasil e PortugalClaudia Ribeiro
 
Orações coodenadas 2016
Orações coodenadas 2016Orações coodenadas 2016
Orações coodenadas 2016Claudia Ribeiro
 
Adjunto adnominal e adjunto adverbial
Adjunto adnominal e adjunto adverbialAdjunto adnominal e adjunto adverbial
Adjunto adnominal e adjunto adverbialClaudia Ribeiro
 

Mais de Claudia Ribeiro (10)

Realismo e naturalismo Brasil e Portugal [salvo automaticamente]
Realismo e naturalismo Brasil e Portugal [salvo automaticamente]Realismo e naturalismo Brasil e Portugal [salvo automaticamente]
Realismo e naturalismo Brasil e Portugal [salvo automaticamente]
 
Realismo e naturalismo brasil e portugal [salvo automaticamente]
Realismo e naturalismo brasil e portugal [salvo automaticamente]Realismo e naturalismo brasil e portugal [salvo automaticamente]
Realismo e naturalismo brasil e portugal [salvo automaticamente]
 
Realismo e Naturalismo Brasil e Portugal
Realismo e Naturalismo Brasil e PortugalRealismo e Naturalismo Brasil e Portugal
Realismo e Naturalismo Brasil e Portugal
 
Arte
ArteArte
Arte
 
Realismo em Portugal
Realismo em PortugalRealismo em Portugal
Realismo em Portugal
 
Orações coodenadas 2016
Orações coodenadas 2016Orações coodenadas 2016
Orações coodenadas 2016
 
A geração de 45
A geração de 45A geração de 45
A geração de 45
 
Teoria literária
Teoria literáriaTeoria literária
Teoria literária
 
Adjunto adnominal e adjunto adverbial
Adjunto adnominal e adjunto adverbialAdjunto adnominal e adjunto adverbial
Adjunto adnominal e adjunto adverbial
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 

Último

Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxBiancaNogueira42
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfAdrianaCunha84
 
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfO Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfPastor Robson Colaço
 
trabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduratrabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduraAdryan Luiz
 
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfUFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfManuais Formação
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfIedaGoethe
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveaulasgege
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundonialb
 
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdfJorge Andrade
 
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniModelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniCassio Meira Jr.
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxIsabelaRafael2
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasCassio Meira Jr.
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfIedaGoethe
 
Gerenciando a Aprendizagem Organizacional
Gerenciando a Aprendizagem OrganizacionalGerenciando a Aprendizagem Organizacional
Gerenciando a Aprendizagem OrganizacionalJacqueline Cerqueira
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresaulasgege
 
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfSimulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfEditoraEnovus
 

Último (20)

Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
 
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfO Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
 
trabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduratrabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditadura
 
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfUFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
 
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
 
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniModelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
 
Em tempo de Quaresma .
Em tempo de Quaresma                            .Em tempo de Quaresma                            .
Em tempo de Quaresma .
 
Gerenciando a Aprendizagem Organizacional
Gerenciando a Aprendizagem OrganizacionalGerenciando a Aprendizagem Organizacional
Gerenciando a Aprendizagem Organizacional
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
 
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfSimulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
 

Amor de Perdição - O Drama Romântico de Simão e Teresa

  • 2. 2 Estilo: pertence à época romântica Gênero: novela passional Foco Narrativo: Embora na "Introdução" narrador e autor se confundam, os fatos são narrados em 3ª pessoa. O Narrador se apresenta em primeira pessoa, que não participa dos acontecimentos, mas conhece os fatos passados por “ouvir falar” e “por pesquisar em documentos”. Tempo e Espaço: Portugal (Viseu, Coimbra e Porto), século 19.
  • 3. 3 Personagens: Simão Botelho, Teresa Albuquerque, Mariana, Baltasar, Domingos Botelho, Tadeu Albuquerque, João da Cruz, D. Rita Castelo Branco
  • 4. 4  A primeira – entre 1825 e 1840 – caracteriza- se pela luta pelo liberalismo e pela libertação das amarras neoclássicas. Tem em Almeida Garrett e Alexandre Herculano seus principais representantes.  Segunda geração – entre 1840 e 1860 -, prevalece o passionalismo e sobressai a figura ultra-romântica de Camilo Castelo Branco.  terceira – de 1860 -, representada por Júlio Dinis (1869-1871), é marcada a fase de transição para o Realismo da década de 70. AS GERAÇÕES ROMÂNTICAS
  • 5. 5  Camilo Castelo Branco pertence à Segunda fase do Romantismo português, chamada Ultra-Romantismo – corrente literária da segunda metade do século XIX que leva ao exagero os ideais românticos. Escreveu vários gêneros de novelas: satíricas, históricas e de suspense.Mas foram suas novelas passionais – como Amor de Perdição – que lhe deram maior projeção dentro da literatura portuguesa.  Nesta novela passional, de temática romântica exemplar, o escritor levou às últimas conseqüências a idéias de que o sentimento deve sobrepor-se à vida e à razão.
  • 6. 6 Amor de Perdição, publicado em 1862, - Marco do Ultra-Romantismo português, A obra é considerada uma espécie de Romeu e Julieta lusitano.  O livro trata do amor impossível e discute a oposição entre a emoção e os limites impostos pela sociedade para realização da paixão. Sem conseguir o objeto da paixão, o herói romântico confirma seu destino trágico.
  • 7. 7 Nele, o mesmo amor que redime resulta em morte, conforme antecipa o narrador-autor na introdução do livro, ao comentar o destino do seu herói: “Amou, perdeu-se e morreu amando”.
  • 8. 8 UMA NOVELA ULTRARROMANTICA Segundo o autor, Amor de Perdição foi escrito em 15 dias em 1861, quando ele estava preso na cadeia da Relação, na cidade do Porto, por ter-se envolvido em questões de adultério. Como o drama de Romeu e Julieta, a obra focaliza dois apaixonados que têm como obstáculo para a realização amorosa a rivalidade entre as famílias. A ação se passa em Portugal, no século 19.
  • 9. 9 O narrador diz contar fatos ocorridos com seu tio Simão. Residentes em Viseu, duas famílias nobres, os Albuquerques e os Botelhos, odeiam-se por causa de um litígio em que o corregedor Domingos Botelho deu ganho de causa contrário aos interesses dos primeiros. Simão é um dos cinco filhos do corregedor.  Amor de Perdição é uma obra-prima do ultrarromantismo português.
  • 10. 10 Conta a história do amor impossível dos jovens Simão e Teresa, separados por rivalidades entre suas famílias – os Albuquerques e os Botelhos, moradores da cidade de Viseu, em Portugal, e inimigos por questões financeiras.
  • 11. 11  O corregedor Domingos Botelho e sua mulher Rita Preciosa têm cinco filhos, entre eles Simão, que desde pequeno demonstra um temperamento explosivo e indolente, e Manuel, calmo e ponderado. O primeiro vai estudar em Coimbra depois de uma confusão doméstica, em que toma a defesa de um criado da família. Lá, adota os ideais igualitários da Revolução Francesa e acaba preso durante seis meses por badernas e arruaças.
  • 12. 12 Quando sai da cadeia, volta a Viseu, onde conhece e se apaixona por Teresa, sua vizinha que tem 15 anos e é filha de uma família inimiga da sua. Com o objetivo de separar Simão e Teresa, o pai da moça ameaça mandá- la para o convento, enquanto Domingos Botelho envia Simão de volta a Coimbra. Uma velha mendiga faz o papel de pombo-correio do casal, levando as cartas trocadas entre os dois jovens apaixonados.
  • 13. 13 A MUDANÇA DE SIMÃO  Movido pelo amor a Teresa, Simão decide se regenerar e estudar muito. Nesse meio tempo, o irmão Manuel, que chegara a Coimbra, foge para a Espanha com uma açoriana casada. A irmã caçula de Simão – Ritinha – faz amizade com Teresa. O pai da heroína quer casá-la com o primo Baltasar Coutinho – ordem que a moça se nega a cumprir. As intenções do pai de sua amada fazem Simão retornar clandestinamente para Viseu, hospedando-se na casa do ferreiro
  • 14. 14 João da Cruz, antigo conhecido da família Botelho. Simão combina encontrar-se às escondidas com Teresa no dia do aniversário da moça, mas o encontro é transferido porque Teresa é seguida.
  • 15. 15  Na data combinada, Simão vai ao encontro marcado levando consigo o ferreiro João da Cruz e outros amigos. Depara-se com Baltasar que, na companhia de alguns criados, fora até o local para matar Simão. Na briga, dois dos criados de Baltasar são mortos. Ferido, Simão convalesce na casa de João da Cruz. Teresa vai para um convento. Mariana, filha do ferreiro apaixonada por Simão, empresta a ele suas economias para que vá atrás de Teresa,
  • 16. 16 dizendo que o dinheiro pertence à mãe do próprio Simão.  No dia previsto para que Teresa mude de convento, Simão decide raptá-la. Dá-se um novo confronto com Baltasar Coutinho, que leva um tiro na testa e morre.  Simão entrega-se à polícia e dispensa a ajuda da família para sair da cadeia.
  • 17. 17  A novela passa em Portugal, no século XIX, fase final do absolutismo, quando a Corte portuguesa experimentava as conseqüências das invasões francesas determinadas por Napoleão. Em Amor de Perdição, o deslocamento das personagens para as cidades de Viseu, Coimbra e do Porto apenas reflete a complexidade das situações que as envolvem, não determinando os acontecimentos.
  • 18. 18  Ainda assim, as referências às cidades permitem uma visão mais ampla da moral vigente e do provincianismo da sociedade portuguesa da época, na qual a tradição de familia e a preocupação com a reputação prevalecem sobre o individualismo.
  • 19. 19 As cartas trocadas entre os dois jovens protagonistas apaixonados, incluídas no livro, são um importante recurso retórico usado pelo escritor e que intensifica o teor passional e dramático da história.
  • 20. 20 Trazendo emoções e confissões de Simão e Teresa, os textos das cartas os transformam também em narradores. Amor de Perdição é, portanto, uma obra que possui múltiplas vozes narrativas. Também se destaca na obra o personalismo do narrador-autor, que volta e meia interfere para julgar ou ponderar – mostrando comoção ou indignação, porém sem se alongar demais nas suas digressões a ponto de prejudicar a ação.
  • 21. 21 SIMÃO ANTÔNIO BOTELHOSIMÃO ANTÔNIO BOTELHO: O HERÓI ROMÂNTICO.  Muito do que é relatado na obra tem seu fundo de verdade – todos os Botelhos citados na narrativa são realmente parentes do autor por parte de pai -, o herói romântico é, confessadamente, enriquecido pela imaginação do autor. O Simão real era um bagunceiro em Coimbra, até ser degredado para a Índia em 1807, sem que
  • 22. 22 tivessem mais notícias dele depois. Já o Simão de Camilo C. Branco ainda jovem tem ideais revolucionários, mostrados claramente quando ele se rebela contra a mentalidade escravocrata de sua família, cena descrita no primeiro capítulo.
  • 23. 23 TERESA DE ALBUQUERQUE:TERESA DE ALBUQUERQUE: A HEROÍNA ROMÂNTICA.  A frágil Teresa opõe-se firmemente ao destino que a família quer lhe impor, mas se vê obrigada a cumprir as ordens do pai, o dominador Tadeu de Albuquerque. Obstinada e apaixonada, luta para não se casar com o primo Baltasar Coutinho e troca cartas com Simão, na tentativa de acalmar a chama da paixão. Marginalizada e enclausurada num convento, reflete a fé na justiça divina e as injustiças cometidas em função dos preconceitos da época, que se interpunham entre ela e a felicidade não realizada.
  • 24. 24 MARIANA:MARIANA: A AMANTE SILENCIOSA.  Mulher mais velha, de 24 anos, criada no campo, Mariana pertence a uma classe social mais popular. Dela o narrador diz ter “formas bonitas” e um rosto “belo e triste”, para realçar a grandeza de seu amor-renúncia. O desprendimento que mostra - mando Simão em silêncio e, por isso, ajudando-o a se aproximar da felicidade pela figura representada pela figura de Teresa – faz parte do ideário romântico. Abnegada e fiel, Mariana jamais diz uma palavra e controla
  • 25. 25  obstinadamente seu ciúme. Na história de Camilo Castelo Branco, é a personagem que mais sofre no romance. Pode-se dizer que a obra existe uma tríade romântica – Simão, Mariana e Teresa. Os três nunca se realizam sentimentalmente e têm um final trágico.
  • 26. 26 JOÃO DA CRUZ:JOÃO DA CRUZ: O CAMPONÊS RÚSTICO.  Personagem popular, é um camponês que se transforma no protetor do jovem Simão quando este volta à cidade de Viseu, atrás de Teresa. A princípio, cuida do jovem em retribuição ao pai de Simão, que outrora o livrara de uma complicação judicial. Mas depois acaba gostando tanto de Simão a ponto de matar para defender o rapaz.
  • 27. 27 BALTASAR COUTINHO:BALTASAR COUTINHO: O BURGUÊS INTERESSEIRO.  É o primo de Teresa, rapaz sem moral e sem brios, que não ama a moça, mas está disposto a recorrer a quaisquer expedientes para vencer a disputa com Simão. Faz o contraponto com o herói, na medida em que ambos vêm de famílias abastadas. Mas enquanto Simão se move pelos mais nobres sentimento, Baltasar é norteado por intenções medíocres.
  • 28. 28 TADEU DE ALBUQUERQUETADEU DE ALBUQUERQUE: O AUTORITÁRIO.  É o pai de Teresa, que a todo momento toma o destino da moça nas mãos, sem respeitar seus sentimentos. Por uma rivalidade particular com a família de Simão, decide impedir a felicidade da filha, criando vários empecilhos para afastá-la de seu amor.
  • 29. 29 MANUEL BOTELHOMANUEL BOTELHO, O IRMÃO DESMIOLADO.  O jovem irmão de Simão – que inicialmente critica o protagonista por sua vida desordenada – envolve-se com uma mulher casada na época em que vai morar com Simão na cidade de Coimbra. Arrependido, confirma sua dependência familiar quando pede ajuda aos pais para devolver aos Açores a mulher casada com quem havia fugido.
  • 31. 31 PERSONAGENS SEM CONTRADIÇÕES O mundo romântico é idealizado, povoado de personagens virtuosas e sem contradições. Nesse contexto, podem-se contrapor às regras sociais, mas são sempre guiadas por seus sentimentos. Amor de Perdição tem três personagens principais: Simão, Teresa e Mariana. Embora pertençam a classes sociais diferentes – Simão e Teresa são burgueses, enquanto Mariana é filha do camponês João da Cruz -, a distinção se perde porque o que vale, na novela e no romance romântico, é a nobreza das emoções, permitindo que sua firmeza de caráter sobressaia. Prof. Claudia Ribeiro