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INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS - GARDNER

  1. 1. UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS Disciplina Psicologia da Educação IMPLICAÇÕES PARA O PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM ARLINDO ROCHA 1
  2. 2. ARLINDO ROCHA 2
  3. 3. Quem foi Haward Gardner? Formado em psicologia e neurologia, professor na universidade de Harvard. Em 1980 começa um estudo aprofundado da inteligência que ficou conhecido com Inteligências Múltiplas. Howard Gardner é o cientista das Inteligências Múltiplas... ARLINDO ROCHA 3
  4. 4. De acordo com Gardner, a Teoria da I M, é uma alternativa ao conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única, que permite aos indivíduos uma performance, maior ou menor em qualquer área de atuação ARLINDO ROCHA 4
  5. 5. “um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura” (Gardner, 2000) ARLINDO ROCHA 5
  6. 6. “ As inteligências vêm da combinação da herança genética do indivíduo com as condições de vida numa cultura e numa era dada.” (Gardner, 2000) INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS ARLINDO ROCHA 6
  7. 7. Apoia em novas descobertas neurológicas procedidas em Harvard e outras universidades dos EUA, mudando as linhas de conhecimento neurológico sobre a mente humana. Não é o primeiro modelo a sugerir que existem formas diferentes de ser inteligente. Nos últimos 200 anos surgiram várias teorias classificando de 1 a 150 tipos de inteligências. ARLINDO ROCHA 7
  8. 8. PREMISSA PARA OS ESTUDOS O comportamento inteligente pode ser mais bem visualizado observando as mais altas conquistas da civilização. ARLINDO ROCHA 8
  9. 9.  Todas as pessoas possuem as várias inteligências;  A maioria das pessoas pode desenvolver cada inteligência num nível mais adequado de competência;  As inteligências funcionam juntas de maneira complexa;  Existem muitas maneiras de ser inteligente em cada categoria. ARLINDO ROCHA 9
  10. 10. POR QUÊ O MODELO DE GARDNER É IMPORTANTE? Baseia em pesquisas realizadas numa ampla variedade de campos (antropologia, psicologia cognitiva, psicologia de desenvolvimento...). ARLINDO ROCHA 10
  11. 11. Para que cada inteligência possa fazer parte da teoria é necessário que ela satisfaça a quatro requisitos básicos : 1. Habilidade em simbolizar ou descrever ideias e experiências através de representações. 2. Inteligência não é uma característica absoluta fixada no nascimento que permanece estável. 3. Para ser viável, qualquer teoria de inteligência precisa ser enraizada na psicologia da estrutura cerebral. 4. O comportamento inteligente pode ser mais bem visualizado observando as mais altas conquistas da civilização. ARLINDO ROCHA 11
  12. 12. OS DIFERENTES TIPOS DE INTELIGÊNCIAS • Inteligência linguística • Inteligência lógico-matemática • Inteligência espacial • Inteligência sonora ou musical • Inteligência cinestésico-corporal • Inteligência naturalista • Inteligências pessoais: intrapessoal e interpessoal • Inteligência existencial ARLINDO ROCHA 12
  13. 13. INTELIGÊNCIA LINGUÍSTICA • Inclui a capacidade de manipular a sintaxe ou a estrutura da linguagem, a semântica ou os significados da linguagem, suas dimensões pragmáticas e seus usos práticos Políticos, jornalistas, poetas, escritores exibem com mais destaque essa inteligência. Vocabulário Linguagem ARLINDO ROCHA 13
  14. 14. INTELIGÊNCIA LÓGICO-MATEMÁTICA • Inclui sensibilidade a padrões e relacionamentos lógicos, afirmações e proposições, funções e outras abstrações relacionadas É a inteligência característica de engenheiros, matemáticos e cientistas. Lógico-Matemática Musical ARLINDO ROCHA 14
  15. 15. INTELIGÊNCIA ESPACIAL • Inclui a capacidade de visualizar, de representar graficamente ideias visuais ou espaciais e de orientar-se apropriadamente em uma matriz espacial. É a inteligência de artistas plásticos, navegadores, pilotos, arquitetos. ARLINDO ROCHA 15
  16. 16. INTELIGÊNCIA CORPORAL-CINESTÉSICA • Perícia no uso do corpo todo para expressar ideias e sentimentos e facilidade no uso das partes do corpo para produzir ou transformar coisas. “A persistência é o caminho do êxito” Charles Spencer Chaplin. ARLINDO ROCHA 16
  17. 17. INTELIGÊNCIA SONORA OU MUSICAL • Capacidade de perceber, discriminar, transformar e expressar formas musicais. -Inteligência percebida em crianças; -Estudo com pessoas surdas. ARLINDO ROCHA 17
  18. 18. INTELIGÊNCIA NATURALISTA • Perícia no reconhecimento e classificação das numerosas espécies do meio ambiente do indivíduo. É a inteligência dos envolvidos em causas ecológicas, como os ambientalistas, espiritualistas, artistas. ARLINDO ROCHA 18
  19. 19. INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL • Capacidade de perceber e fazer distinções no humor, intenções, motivações e sentimentos das outras pessoas. É a inteligência comum em líderes, terapeutas, políticos, religiosos, professores, vendedores, que sabem identificar expectativas, desejos e motivações de outras pessoas. ARLINDO ROCHA 19
  20. 20. INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL • Autoconhecimento e a capacidade de agir adaptativamente com base neste conhecimento. Também é capacidade de superar os impulsos instintivos (auto-controle). Intra e Interpessoal ARLINDO ROCHA 20
  21. 21. INTELIGÊNCIA EXISTENCIAL • Capacidade de situar-se ao alcance do compreensão integral do cosmos, do infinito, assim como a capacidade de compreender a existência humana. ARLINDO ROCHA 21
  22. 22. INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL A mais nova inteligência adicionada à lista está sendo estudada por Gardner. Refere-se à preocupação e formulação de perguntas sobre a vida, a morte, o universo. É a inteligência de religiosos, líderes espirituais, devotos etc. ARLINDO ROCHA 22
  23. 23. COMO RECONHECER AS INTELIGÊNCIAS EM NOSSOS ALUNOS Para Gardner, os alunos apresentam traços integrados de diferentes inteligências e, dessa forma, não é possível enquadra-los em apenas uma ou duas. Observando os alunos, podemos notar: ARLINDO ROCHA 23
  24. 24.  ALUNOS COM ACENTUADA INTELIGÊNCIA LINGUÍSTICA  ALUNOS COM DESTACADA INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL  ALUNOS COM FORTE INTELIGÊNCIA LÓGICO-MATEMÁTICA  ALUNOS COM FORTE SENSIBILIDADE INTERPESSOAL  ALUNOS COM AGUDA SENSIBILIDADE VÍSUO-ESPACIAL  ALUNOS COM BOA INTELIGÊNCIA NATURALISTA  ALUNOS COM FORTE TENDÊNCIA SONORA OU MUSICAL  ALUNOS COM DESTACADA INTELIGÊNCIA CINESTÉSICA ARLINDO ROCHA 24
  25. 25. DESCREVENDO AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NOS ALUNOS • Observações e listas de verificações; • Reunir documentos; • Examinar os registros escolares; • Conversar com outros professores; • Conversar com os pais; • Perguntar aos alunos; • Preparar atividades especiais. ARLINDO ROCHA 25
  26. 26. PROFESSOR DE IM X PROFESSOR TRADICIONAL Tradicional: faz uma apresentação expositiva para a turma, escreve na lousa, faz perguntas aos alunos e espera enquanto os alunos terminam seu trabalho escrito. Inteligência Múltiplas: o professor muda continuamente seu método de apresentação, de linguístico para espacial e para musical, e assim por diante, combinando as inteligências de maneira criativa. A teoria das IM inclui essencialmente aquilo que os bons professores sempre fizeram em seu ensino: ir além do texto e do quadro negro para despertar a mente dos alunos. ARLINDO ROCHA 26
  27. 27. O QUE A TEORIA OFERECE AOS PROFESSORES? Oferece uma maneira para todos os professores refletirem sobre seus métodos de ensino e compreenderem por que esses métodos funcionam ou porque funcionam bem para alguns alunos e para outros não. Ajuda os professores a expandirem seu atual repertório de ensino, de modo a incluir uma variedade mais ampla de métodos, materiais e técnicas e atingir uma gama cada vez maior e mais diversa de aprendizes. ARLINDO ROCHA 27
  28. 28. FOLHA DE PLANEJAMENTO DE IM Lógico-matemática INTELIGÊNCIAS Espacial Musical Corporal - Cinestésica Interpessoal Intrapessoal Naturalista Lingüística ARLINDO ROCHA 28
  29. 29. PERGUNTAS DE PLANEJAMENTO DE IM Como posso introduzir números, cálculos, lógica, classificações ou habilidades de pensamento crítico? OBJETIVO Como posso usar recursos visuais, visualização, cor, arte ou metáfora? Como posso introduzir a música ou os sons ambientais? Como posso envolver todo o corpo ou usar experiências práticas? Como posso usar a palavra falada ou escrita? Como posso incluir a natureza? Como posso evocar memórias pessoais ou deixar os alunos escolherem? Como posso fazer com que os alunos compartilhem coisas com os colegas? ARLINDO ROCHA 29
  30. 30. MATERIAIS E MÉTODOS BÁSICOS DE ENSINO QUE PRIVILEGIAM TODAS AS DIFERENTES INTELIGÊNCIAS DOS ALUNOS. ARLINDO ROCHA 30
  31. 31. INTELIGÊNCIA LINGUÍSTICA • Palestras; • Discussões em grupos; • Livros; • Folhas de respostas; • Manuais; • Atividades escritas; • Jogos de palavras; • Debates; • Trabalho com a leitura; • Criação de textos escritos; • Participação oral espontânea; • Apresentação expositiva dos alunos. ARLINDO ROCHA 31
  32. 32. INTELIGÊNCIA LÓGICO-MATEMÁTICA • Problemas matemáticos no quadro; • Demonstrações científicas; • Exercícios de resolução de problemas; • Criação de códigos; • Apresentação sequencial de um assunto; • Enigmas e jogos lógicos. ARLINDO ROCHA 32
  33. 33. INTELIGÊNCIA ESPACIAL • Gráficos, diagramas e mapas; • Fotografias; • Vídeos, slides e filmes; • Narração imaginativa de histórias; • Pintura, colagem e outras artes visuais; • Apreciação artística; • Labirintos e quebra-cabeças visuais. ARLINDO ROCHA 33
  34. 34. INTELIGÊNCIA CORPORAL CINESTÉSICA • Mímica; • Jogos competitivos e cooperativos; • Atividades de educação física; • Exercícios de relaxamento físico; • Uso da linguagem corporal; • Uso da linguagem de sinais para se comunicar. ARLINDO ROCHA 34
  35. 35. INTELIGÊNCIA MUSICAL • Tocar música gravada; • Cantar ou assoviar; • Tocar algum instrumento musical; • Cantar em grupo; • Usar música de fundo; • Criação de melodias; • Vincular melodias antigas e conceitos; • Apreciação musical. ARLINDO ROCHA 35
  36. 36. INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL • Interação; • Programas interativos; • Festas e reuniões sociais como um contexto de aprendizagem; • Envolvimento na comunidade; • Ensinar os colegas; • Mediação de conflitos; • Clubes acadêmicos. ARLINDO ROCHA 36
  37. 37. INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL • Estudo independente; • Projetos e jogos individualizados; • Espaços privados para estudo; • Instrução programada de auto-estudo; • Manutenção de um diário; • Atividades de auto-estima; • Exposição a currículos inspirativos e motivadores. ARLINDO ROCHA 37
  38. 38. INTELIGÊNCIA NATURALISTA • Aquários e outros ecossistemas portáteis; • Jardinagem; • Animal de estimação na sala de aula; • Instrumentos para estudar a natureza; • Plantas como acessórios; • Caminhadas ao ar livre; • Estação meteorológica na sala de aula. ARLINDO ROCHA 38
  39. 39. ALERTA DA Não existe um conjunto de estratégias de ensino que funciona melhor para todos os alunos. Cada criança tem inclinações e diferentes inteligências, de modo que qualquer estratégia será muito bem-sucedida com um grupo de alunos e nem tão bem-sucedida com outros... ARLINDO ROCHA 39
  40. 40. REFERÊNCIAS • ANTUNES, Celso. Como desenvolver conteúdos explorando as inteligências múltiplas. Petrópolis: Vozes, 2001. • ANTUNES, Celso. Como identificar em você e em seus alunos as inteligências múltiplas. Petrópolis: Vozes, 2001. • ARMSTRONG, Thomas. Inteligências Múltiplas na sala de aula. Porto Alegre: Artmed, 2001. • http://lilianeluzca.wordpress.com/2010/07/13/howard-gardnercontribuicoes-da-teoria- das-inteligencias-multiplas-para-a-educacao/ acesso em : 28 de outubro de 2014. • http://pt.wikipedia.org/wiki/ inteligências_multiplas Acesso em 28 de outubro de 2014. • http://revistaescola.abril.com.br/formacao/cientista-inteligencias-multiplas- 423312.shtml acesso em 27 de outubro de 2014. ARLINDO ROCHA 40

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