Inteligências
Múltiplas
ENTENDENDO QUE INTELIGÊNCIA E APRENDIZAGENS POSSUEM
DIVERSAS LINGUAGENS.
Desenvolvida a partir de 1983 – após longos estudos sobre
a cognição e aprendizagem humana – por Howard Gardner e
sua equipe da Universidade de Havard, a teoria das
inteligências Múltiplas chegou ao Brasil em 1994 e logo
“incendiou” o coração dos educadores brasileiros mais
arrojados.
A teoria das inteligências Múltiplas enfatiza que o ser
humano não é criatura restrita a uma ou duas únicas
aptidões, como antes se pensava, mas um ser pensante
capaz de manifestar-se por meio de diferentes inteligências e
expor seu aprendizado através de inúmeras linguagens.
A certeza de que a mente humana abriga diferentes
inteligências pode ser confirmada quando se examina a obra
de personagens históricos extraordinários, que na maior parte
das vezes sua capacidade é específica e não genérica. Por
exemplo:
Einstein foi um gênio matemático com problemas em suas
relações interpessoais. Mozart projetou-se de forma
extraordinária na música, mas não era tão extraordinário
assim na escrita. Já Shakespeare sabia usar muito bem as
palavras, sem entretanto estender essa extraordinária
competência para a graça em seus movimentos corporais.
Mas se essas, entre outras tantas formas, mostra-nos que
possuímos inteligências diferentes, isso não significa afirmar que
exista em cada espaço cerebral um núcleo específico desta e
daquela inteligência. Ao contrário, a metáfora mais adequada é
pensar a mente humana como uma formidável orquestra, onde
essa extraordinária constelação de cerca de 100 bilhões de
neurônios atua de forma sinfônica, regida pelo comando do córtex.
As ideias de Gardner clamavam por uma escola nova e pleiteavam
espaço para novas e interessantes experiências educativas.
Tais ideias foram divulgadas por diversos meios, inclusive em
publicações oficiais do MEC e popularizadas em textos e palestras
ministradas por inúmeros educadores de renome, com destaque
para Nilson Machado e Celso Antunes.
Em ação!
Eis as diferentes inteligências do ser humano:
 Se efetivamente compreendeu o que foi solicitado e se, após apanhar (ou não) o
objeto, fizer comentários sobre seu desempenho, mostrou a evidência de sua
inteligência linguística.
 Ao prever o espaço que o objeto percorreria entre a mão do jogador e a mão do
receptor e deduzir o ponto em que deveria acolhê-la, soube fazer uso eficiente da
inteligência lógico-matemática.
 Sua inteligência visuoespacial soube precisar o instante exato em que deveria
agir;
 E sua inteligência cinéstico-corporal deu coordenação ao seu gesto e determinou
a amplitude de sua mobilidade e movimento.
- É por essa razão que em uma sala de aula, quando o professor, por exemplo, desenvolve
uma atividade com seus alunos de natureza especificadamente motora, pode nessa
atividade suscitar o empenho prioritário de uma inteligência – nesse exemplo a lógico-
matemática – mas, certamente, outras inteligências interagem com essa para concluir a
tarefa designada.
- Esse uso múltiplo de nossas inteligências, em nossas ações cognitivas, ou não, não
impede que possamos priorizar com este ou aquele jogo, esta ou aquela inteligência. Ao
contrário, é até extremamente importante que se destaque essa prioridade, pois, caso não
se fizer, estamos limitando os estímulos aos nossos alunos e deixando de explorar a
admirável capacidade de usar a plenitude de suas competências.
- A escola brasileira, salvo algumas admiráveis exceções, ainda trabalha o conceito de
inteligência que se vale do referencial sugerido por Alfred Binet há mais de cem anos.
Acreditava-se nessa época que a pessoa inteligente era a que sabia se expressar com
clareza e apresentava competência para dominar desafios da matemática. Saberes
corporais, emocionais, artísticos, naturalistas e outros “moravam” fora da escola.
É, entretanto, importante destacar que o trabalho
com as múltiplas inteligências não diminui, ao
contrário, exalta as competências linguísticas e
matemáticas e percebe o ser humano de forma bem
mais ampla e significativamente mais complexa.
Linguística: Manifesta-se na habilidade de lidar criativamente
com as palavras nos diversos níveis da linguagem (semântica,
sintaxe), tanto na formal como na escrita, no caso de letrados.
Notado brilhantemente nos poetas, escritores, vendedores,
jornalistas e vendedores.
Lógico-matemática: É a habilidade que determina a habilidade
para raciocínio dedutivo, além da capacidade para solucionar
problemas envolvendo números e demais elementos
matemáticos. É a competência mais diretamente associada ao
pensamento científico, portanto, à ideia tradicional de
inteligência.
Musical: É a inteligência que permite a alguém organizar sons
de maneira criativa, a partir da discriminação de elementos
como tons, timbres e temas.
Espacial: É a capacidade de formar um modelo mental preciso
de uma situação espacial e utilizar esse modelo para orientar-
se entre os objetos ou transformar as características de um
determinado espaço. Ela é especialmente desenvolvida, por
exemplo, em arquitetos, navegadores, pilotos, cirurgiões,
engenheiros e escultores.
Corporal-cinéstica: é a inteligência que se revela como uma
especial habilidade para utilizar o próprio corpo de diversas
maneiras; envolve tanto o autocontrole corporal como a
destreza em manipular objetos. Atletas, dançarinos,
malabaristas e mímicos possuem essa inteligência.
Intrapessoal: É a competência de uma pessoa para conhecer-se
e estar bem consigo mesma, administrando sentimentos e
emoções a favor de seus projetos. Característica dos indivíduos
“bem resolvidos”, como se diz na linguagem popular.
Interpessoal: É a capacidade de uma pessoa de se dar bem
com as demais, compreendendo-as, percebendo suas
motivações e sabendo como satisfazer suas expectativas
emocionais. São os indivíduos de fácil relacionamento pessoal.
Pictórica: é a faculdade de reproduzir objetos e situações reais
ou mentais, de organizar elementos visuais de forma
harmônica, estabelecendo relações estéticas entre elas.
Comum nos pintores, desenhistas e artistas plásticos.
Existencial: Propensão a ponderar sobre a vida e a morte e as
realidade últimas.
Naturalista: A habilidade de distinguir os seres vivos assim
como a sensibilidade a outros aspectos da natureza. Está é, até
o momento, a última inteligência agregada ao espectro.
Linguística
Existencial
Musical
Interpessoal
Lógico-Matemática
Espacial
Naturalista
Corporal-cinéstica
Pictórica
Intrapessoal
Espectro de
Inteligências
MACHADO, Nilson José. Epistemologia
e didática: as concepções do
conhecimento e inteligência e a prática
docente. São Paulo: Cortez, 1996, p. 108.
A inteligência Lógico-matemática
A inteligência Lógico-
matemática
Em algumas pessoas o processo de
resolução de problemas,
sobretudo os que envolvem
números, grandezas ou valores,
mostra-se surpreendentemente
rápido.
Essa habilidade é uma das
prerrogativas da inteligência
lógico-matemática, como também
é a natureza não verbal de suas
respostas.
A inteligência Lógico-matemática
está ligada à competência em
compreender os elementos da
linguagem algébrica e numérica,
permitindo aos que a possuem em
nível elevado ordenar símbolos
numéricos e algébricos assim
como noções gerais sobre
quantidades e reflexões que
envolvem análises de tempo e
espaço.
Chan Hong, brasileiro de Curitiba, resolve o cubo mágico em 39
segundos durante o Campeonato SESC Santos 2012.
Diferente do que ocorre com
a inteligência linguística ou
com a inteligência sonora, a
inteligência lógico-
matemática não se origina
na esfera auditivo-oral, mas
se estrutura no confronto
com o mundo dos objetos.
Comparando objetos,
ordenando-os, avaliando sua
quantidade, o bebê explora
sua inteligência lógico-
matemática. Mais tarde, essa
mesma linha de raciocínio
será aplicada no
desenvolvimento de suas
compreensão de afirmativas,
de pessoas e de ações em
relação a outras ações.
Estratégias para estimular a
inteligência lógico-matemática
Toda solicitação para um cálculo numérico, todo convite
para um esforço imaginativo que leve alguém a materializar
corpos e formas geométricas no espaço, toda familiaridade
com conceitos de quantidade, causa e efeito, todo poder de
uso de símbolos abstratos para representar objetos
concretos, toda tarefa que abriga raciocínios de proporção,
grandeza, quantidade, massa, volume, peso ou ainda outros
cuja expressão simbólica seja o número ou palavras que dos
mesmos deriva, constituem exercícios lógicos-matemáticos,
assim como também os expressam e simbolizam atividades
em que os alunos são levados a deduzir.
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
X
Y
W
Z
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◄
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☼
╚
╬
▬
▼
♯
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□
♥
◘












Inteligências Múltiplas - Espectro de Inteligência.pptx

  • 1.
    Inteligências Múltiplas ENTENDENDO QUE INTELIGÊNCIAE APRENDIZAGENS POSSUEM DIVERSAS LINGUAGENS.
  • 2.
    Desenvolvida a partirde 1983 – após longos estudos sobre a cognição e aprendizagem humana – por Howard Gardner e sua equipe da Universidade de Havard, a teoria das inteligências Múltiplas chegou ao Brasil em 1994 e logo “incendiou” o coração dos educadores brasileiros mais arrojados. A teoria das inteligências Múltiplas enfatiza que o ser humano não é criatura restrita a uma ou duas únicas aptidões, como antes se pensava, mas um ser pensante capaz de manifestar-se por meio de diferentes inteligências e expor seu aprendizado através de inúmeras linguagens.
  • 4.
    A certeza deque a mente humana abriga diferentes inteligências pode ser confirmada quando se examina a obra de personagens históricos extraordinários, que na maior parte das vezes sua capacidade é específica e não genérica. Por exemplo: Einstein foi um gênio matemático com problemas em suas relações interpessoais. Mozart projetou-se de forma extraordinária na música, mas não era tão extraordinário assim na escrita. Já Shakespeare sabia usar muito bem as palavras, sem entretanto estender essa extraordinária competência para a graça em seus movimentos corporais.
  • 5.
    Mas se essas,entre outras tantas formas, mostra-nos que possuímos inteligências diferentes, isso não significa afirmar que exista em cada espaço cerebral um núcleo específico desta e daquela inteligência. Ao contrário, a metáfora mais adequada é pensar a mente humana como uma formidável orquestra, onde essa extraordinária constelação de cerca de 100 bilhões de neurônios atua de forma sinfônica, regida pelo comando do córtex. As ideias de Gardner clamavam por uma escola nova e pleiteavam espaço para novas e interessantes experiências educativas. Tais ideias foram divulgadas por diversos meios, inclusive em publicações oficiais do MEC e popularizadas em textos e palestras ministradas por inúmeros educadores de renome, com destaque para Nilson Machado e Celso Antunes.
  • 6.
    Em ação! Eis asdiferentes inteligências do ser humano:  Se efetivamente compreendeu o que foi solicitado e se, após apanhar (ou não) o objeto, fizer comentários sobre seu desempenho, mostrou a evidência de sua inteligência linguística.  Ao prever o espaço que o objeto percorreria entre a mão do jogador e a mão do receptor e deduzir o ponto em que deveria acolhê-la, soube fazer uso eficiente da inteligência lógico-matemática.  Sua inteligência visuoespacial soube precisar o instante exato em que deveria agir;  E sua inteligência cinéstico-corporal deu coordenação ao seu gesto e determinou a amplitude de sua mobilidade e movimento.
  • 7.
    - É poressa razão que em uma sala de aula, quando o professor, por exemplo, desenvolve uma atividade com seus alunos de natureza especificadamente motora, pode nessa atividade suscitar o empenho prioritário de uma inteligência – nesse exemplo a lógico- matemática – mas, certamente, outras inteligências interagem com essa para concluir a tarefa designada. - Esse uso múltiplo de nossas inteligências, em nossas ações cognitivas, ou não, não impede que possamos priorizar com este ou aquele jogo, esta ou aquela inteligência. Ao contrário, é até extremamente importante que se destaque essa prioridade, pois, caso não se fizer, estamos limitando os estímulos aos nossos alunos e deixando de explorar a admirável capacidade de usar a plenitude de suas competências.
  • 8.
    - A escolabrasileira, salvo algumas admiráveis exceções, ainda trabalha o conceito de inteligência que se vale do referencial sugerido por Alfred Binet há mais de cem anos. Acreditava-se nessa época que a pessoa inteligente era a que sabia se expressar com clareza e apresentava competência para dominar desafios da matemática. Saberes corporais, emocionais, artísticos, naturalistas e outros “moravam” fora da escola. É, entretanto, importante destacar que o trabalho com as múltiplas inteligências não diminui, ao contrário, exalta as competências linguísticas e matemáticas e percebe o ser humano de forma bem mais ampla e significativamente mais complexa.
  • 9.
    Linguística: Manifesta-se nahabilidade de lidar criativamente com as palavras nos diversos níveis da linguagem (semântica, sintaxe), tanto na formal como na escrita, no caso de letrados. Notado brilhantemente nos poetas, escritores, vendedores, jornalistas e vendedores. Lógico-matemática: É a habilidade que determina a habilidade para raciocínio dedutivo, além da capacidade para solucionar problemas envolvendo números e demais elementos matemáticos. É a competência mais diretamente associada ao pensamento científico, portanto, à ideia tradicional de inteligência. Musical: É a inteligência que permite a alguém organizar sons de maneira criativa, a partir da discriminação de elementos como tons, timbres e temas. Espacial: É a capacidade de formar um modelo mental preciso de uma situação espacial e utilizar esse modelo para orientar- se entre os objetos ou transformar as características de um determinado espaço. Ela é especialmente desenvolvida, por exemplo, em arquitetos, navegadores, pilotos, cirurgiões, engenheiros e escultores. Corporal-cinéstica: é a inteligência que se revela como uma especial habilidade para utilizar o próprio corpo de diversas maneiras; envolve tanto o autocontrole corporal como a destreza em manipular objetos. Atletas, dançarinos, malabaristas e mímicos possuem essa inteligência. Intrapessoal: É a competência de uma pessoa para conhecer-se e estar bem consigo mesma, administrando sentimentos e emoções a favor de seus projetos. Característica dos indivíduos “bem resolvidos”, como se diz na linguagem popular. Interpessoal: É a capacidade de uma pessoa de se dar bem com as demais, compreendendo-as, percebendo suas motivações e sabendo como satisfazer suas expectativas emocionais. São os indivíduos de fácil relacionamento pessoal. Pictórica: é a faculdade de reproduzir objetos e situações reais ou mentais, de organizar elementos visuais de forma harmônica, estabelecendo relações estéticas entre elas. Comum nos pintores, desenhistas e artistas plásticos. Existencial: Propensão a ponderar sobre a vida e a morte e as realidade últimas. Naturalista: A habilidade de distinguir os seres vivos assim como a sensibilidade a outros aspectos da natureza. Está é, até o momento, a última inteligência agregada ao espectro.
  • 10.
    Linguística Existencial Musical Interpessoal Lógico-Matemática Espacial Naturalista Corporal-cinéstica Pictórica Intrapessoal Espectro de Inteligências MACHADO, NilsonJosé. Epistemologia e didática: as concepções do conhecimento e inteligência e a prática docente. São Paulo: Cortez, 1996, p. 108.
  • 11.
    A inteligência Lógico-matemática Ainteligência Lógico- matemática
  • 12.
    Em algumas pessoaso processo de resolução de problemas, sobretudo os que envolvem números, grandezas ou valores, mostra-se surpreendentemente rápido. Essa habilidade é uma das prerrogativas da inteligência lógico-matemática, como também é a natureza não verbal de suas respostas. A inteligência Lógico-matemática está ligada à competência em compreender os elementos da linguagem algébrica e numérica, permitindo aos que a possuem em nível elevado ordenar símbolos numéricos e algébricos assim como noções gerais sobre quantidades e reflexões que envolvem análises de tempo e espaço. Chan Hong, brasileiro de Curitiba, resolve o cubo mágico em 39 segundos durante o Campeonato SESC Santos 2012.
  • 13.
    Diferente do queocorre com a inteligência linguística ou com a inteligência sonora, a inteligência lógico- matemática não se origina na esfera auditivo-oral, mas se estrutura no confronto com o mundo dos objetos. Comparando objetos, ordenando-os, avaliando sua quantidade, o bebê explora sua inteligência lógico- matemática. Mais tarde, essa mesma linha de raciocínio será aplicada no desenvolvimento de suas compreensão de afirmativas, de pessoas e de ações em relação a outras ações.
  • 14.
    Estratégias para estimulara inteligência lógico-matemática Toda solicitação para um cálculo numérico, todo convite para um esforço imaginativo que leve alguém a materializar corpos e formas geométricas no espaço, toda familiaridade com conceitos de quantidade, causa e efeito, todo poder de uso de símbolos abstratos para representar objetos concretos, toda tarefa que abriga raciocínios de proporção, grandeza, quantidade, massa, volume, peso ou ainda outros cuja expressão simbólica seja o número ou palavras que dos mesmos deriva, constituem exercícios lógicos-matemáticos, assim como também os expressam e simbolizam atividades em que os alunos são levados a deduzir.
  • 15.