16 o método científico

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    1. 1. FACULDADE DA AMAZÔNIA <ul><li>O MÉTODO CIENTÍFICO </li></ul><ul><li>Prof. Esp. João Carlos Sinott Balbi </li></ul>
    2. 2. <ul><li>O método de geração de conhecimento se expressa e é utilizado de várias formas: </li></ul><ul><ul><li>Popular ou vulgar : através da imitação e experiência, busca verdades específicas, que valem só em poucos aspectos de nossa vida diária; </li></ul></ul><ul><ul><li>Científico : é racional e objetivo, investigando o como e o porquê que os fenômenos acontecem, buscando verdades generalizáveis para muitos aspectos globais; </li></ul></ul><ul><li>O conhecimento popular acredita que há verdades; </li></ul><ul><li>O conhecimento científico busca validades. </li></ul>O método para a geração de conhecimento
    3. 3. <ul><li>A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade; </li></ul><ul><li>Um mesmo objeto ou fenômeno pode ser matéria de observação para o cientista ou para o homem comum; </li></ul><ul><ul><li>o que leva a uma determinada forma de conhecimento é a forma com que foi feita a observação; </li></ul></ul><ul><ul><li>a extensão do conhecimento a outros campos diferencia o cientista do observador comum. </li></ul></ul>O método para a geração de conhecimento
    4. 4. <ul><li>Definição : “Conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista.” </li></ul><ul><li>Funções do Método Científico </li></ul><ul><ul><li>Auxiliar na geração de conhecimentos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Legitimar idéias; </li></ul></ul><ul><ul><li>Colocar as idéias geradas em questionamento; </li></ul></ul><ul><ul><li>Propagar idéias. </li></ul></ul>O método científico
    5. 5. Evolução histórica do método <ul><li>Primórdios da humanidade : </li></ul><ul><ul><li>medo e respeito pelas forças da natureza e pela morte; </li></ul></ul><ul><ul><li>verdades impregnadas de caráter sobrenatural; </li></ul></ul><ul><li>Conhecimento religioso : </li></ul><ul><ul><li>tentativas de explicação dos fenômenos da natureza e da morte; </li></ul></ul><ul><ul><li>a verdade adquire caráter dogmático; </li></ul></ul><ul><ul><li>existe aceitação sem crítica das verdades propostas. </li></ul></ul>
    6. 6. <ul><li>Conhecimento filosófico : </li></ul><ul><ul><li>volta-se para a investigação racional; </li></ul></ul><ul><ul><li>tentativa de captar a essência do real; </li></ul></ul><ul><li>Preocupações do homem com o universo : </li></ul><ul><ul><li>Amalgamam-se o senso comum com as explicações religiosas e o conhecimento filosófico; </li></ul></ul><ul><ul><li>No século XVI inicia-se a busca por conhecimento embasado em maiores garantias de verdade e repetibilidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Agrega-se a experimentação ao método científico. </li></ul></ul>Evolução histórica do método
    7. 7. Etapas do método <ul><li>Descobrimento de um problema ou de uma lacuna num conjunto de conhecimentos; </li></ul><ul><li>Colocação precisa do problema ou recolocação de um velho problema à luz de novos conhecimentos; </li></ul><ul><li>Procura de conhecimentos já existentes ou instrumentos relevantes ao problema (ex. dados empíricos, teorias, pesquisas já realizadas, etc.); </li></ul><ul><li>Tentativa de solução do problema com auxílio dos meios identificados; </li></ul><ul><li>Invenção de novas idéias (hipóteses, teorias) ou geração de novos dados empíricos. </li></ul>
    8. 8. Etapas do método <ul><li>Obtenção de uma solução com auxílio do instrumental disponível; </li></ul><ul><li>Investigação das conseqüências ou decorrências da solução obtida, através da busca de prognósticos que possam ser feitos com seu auxílio; </li></ul><ul><li>Prova da solução pelo seu confronto com a totalidade das teorias e das informações empíricas pertinentes;. </li></ul><ul><li>Correção das hipóteses , teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção da solução incorreta; e </li></ul><ul><li>Recomeço : inicia-se um novo ciclo de investigação. </li></ul>
    9. 9. <ul><li>Definição : Um paradigma é um conjunto de crenças que comandam e fundamentam as atitudes das pessoas em determinada época acerca de determinado assunto; </li></ul><ul><ul><li>“ A ciência vista como uma revolução implica o abandono de uma estrutura teórica e sua substituição por outra” (Thomas S. Kuhn). </li></ul></ul>Um paradigma
    10. 10. A vida de um paradigma Mudança de paradigma tempo Resultado do uso do paradigma Planejar a mudança de paradigma Marasmo, muito esforço e pouco resultado, eventuais recuos Esgotamento do paradigma
    11. 11. Estrutura das revoluções científicas de Thomas S. Kuhn <ul><li>Idéias confusas e desordenadas ; </li></ul><ul><ul><li>pré-ciência; </li></ul></ul><ul><li>Ordenação das idéias por pensadores identificados entre si por crenças comuns ; </li></ul><ul><ul><li>crenças partilhadas, ciência normal, paradigma vigente; </li></ul></ul><ul><li>Pergunta que a ciência normal não responde : </li></ul><ul><ul><li>anomalia nos conhecimentos, ruptura, discussões, crises; </li></ul></ul><ul><li>Hipóteses e testes de novos paradigmas ; </li></ul><ul><ul><li>se aceito o novo paradigma, tem-se uma nova ciência normal. </li></ul></ul>
    12. 12. <ul><li>A ciência normal gera acúmulos quantitativos; </li></ul><ul><ul><li>Até que surge: </li></ul></ul><ul><li>Uma anomalia nos conhecimentos, que se transforma em uma crise na ciência; </li></ul><ul><ul><li>Que exige: </li></ul></ul><ul><li>Saltos qualitativos, uma revolução nos conhecimentos; </li></ul><ul><ul><li>Que produz: </li></ul></ul><ul><li>Um novo paradigma, incomensurável perante outros diferentes paradigmas, pois muda a relação conceitual entre significado e significante. </li></ul>Paradigma científico
    13. 13. A noção de um paradigma científico Pré-ciência Ciência normal Um único paradigma Anomalia nos conhecimentos, crise, revolução Nova ciência normal Um novo paradigma
    14. 14. Métodos científicos <ul><li>Método Indutivo: </li></ul><ul><ul><li>São feitas observações que, pela repetição e similaridade, identificam as relações causais; </li></ul></ul><ul><ul><li>A priori, a relação Causa-Efeito não se estabelece pela razão, mas pela experimentação; </li></ul></ul><ul><ul><li>A partir de fatos reais, estabelecem-se relações causa-efeito, dando origem a uma generalização; </li></ul></ul><ul><ul><li>Busca uma repetição baseada na similaridade e em um conjunto sistemático de observações; </li></ul></ul><ul><ul><li>Vale-se da tradição científica voltada ao empirismo. </li></ul></ul>
    15. 15. Métodos científicos <ul><li>Exemplo de aplicação do método indutivo: </li></ul><ul><ul><li>2ª feira nasceu o sol; </li></ul></ul><ul><ul><li>3ª feira nasceu o sol; </li></ul></ul><ul><ul><li>4ª feira nasceu o sol; </li></ul></ul><ul><ul><li>Conclusão (salto indutivo): todo dia nasce o sol. </li></ul></ul>
    16. 16. <ul><li>Críticas ao método indutivo: </li></ul><ul><ul><li>Salto indutivo : baseado em fatos insuficientes (todo cisne deste lago é branco, logo todo cisne é branco, o que não é verdade); </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>O caso do peru indutivista : um peru é alimentado e bem tratado diariamente até que chega o dia de ser abatido. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Indução completa : 2ª feira têm 24 horas, 3ª feira têm 24 horas, ... , domingo têm 24 horas; logo todo dia tem 24 horas (não amplia o limite do conhecimento e é uma investigação estéril); </li></ul></ul>Métodos científicos
    17. 17. <ul><li>Método Dedutivo: </li></ul><ul><ul><li>São descobertas as condições de contorno e as condições circunstanciais e deduzida teoricamente a hipótese; </li></ul></ul><ul><ul><li>A hipótese que não for eliminada ou falseada por fatos reais é considerada válida; </li></ul></ul><ul><ul><li>Opera por Exclusão; </li></ul></ul><ul><li>Cria uma teoria generalista e deduz hipóteses que explicam os casos particulares. </li></ul>Métodos científicos
    18. 18. <ul><li>Método Dedutivo: exemplo; </li></ul><ul><ul><li>Todo cão é mamífero; </li></ul></ul><ul><ul><li>Todo mamífero tem coração; </li></ul></ul><ul><ul><li>Logo, todo cão tem coração; </li></ul></ul><ul><li>Críticas ao método: a conclusão já existia, apenas estava escondida; </li></ul><ul><ul><li>A rigor, não se avança no conhecimento, apenas se explicitam relações existentes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Paradoxo: Todo cisne deste lago é branco (indução completa). Há outras coisas brancas neste lago. São cisnes? </li></ul></ul>Métodos científicos
    19. 19. <ul><li>Método Dedutivo: </li></ul><ul><ul><li>Trabalha com uma técnica de tentativa e erro, ou mais amplamente, conjecturas e refutações; </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Ao invés de esperar passivamente que as repetições nos imponham regularidades, procuramos de modo ativo impor regularidades ao mundo” (Karl Popper); </li></ul></ul><ul><ul><li>“ ... para fazer parte da ciência, uma dada hipótese derivada de uma dada conjectura, deve ser passível de ser falseada” (Karl Popper); </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo : T odas as substâncias se expandem quando aquecidas. Existe ao menos uma substância que não se expanda ao ser aquecida? Sim, o gelo. </li></ul></ul>Métodos científicos
    20. 20. <ul><li>Método Hipotético-Dedutivo: </li></ul><ul><ul><li>A partir de observações, faz-se uma hipótese de causa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Se a hipótese de causa for verdadeira, algum efeito secundário surgirá; </li></ul></ul><ul><ul><li>Identifica-se este efeito secundário e testa-se sua existência: se verificada, a hipótese de causa continua válida; </li></ul></ul><ul><ul><li>A hipótese de causa continuará a ser válida até ser falseada por fatos reais. Toda afirmação científica deve ser falseável; </li></ul></ul><ul><li>Na relação efeito-causa-efeito não existe verdade absoluta: existem limites onde a relação é válida. </li></ul>Métodos científicos
    21. 21. <ul><li>Método Hipotético-Dedutivo: um exemplo; </li></ul><ul><ul><li>Toca o despertador e o dia está escuro; </li></ul></ul><ul><ul><li>Hipótese de causa: amanheceu e o sol está encoberto; </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeito secundário: se o sol está encoberto, é possível que haja chuva; </li></ul></ul><ul><ul><li>Teste do efeito secundário: estende-se a mão. Se molhar, a hipótese é válida, se não molhar, busca-se outra hipótese: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>o relógio está certo? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>apenas há nuvens e não está chovendo? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>falseamento da hipótese válida: há algo ou alguém jogando água em minha mão, (ar condicionado, lavagem)? </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>A hipótese continuará válida enquanto resistir aos testes. </li></ul></ul>Métodos científicos
    22. 22. <ul><li>Método Dialético: </li></ul><ul><ul><li>Considera a natureza como um conjunto de relações em permanente transformação: tudo é transitório; </li></ul></ul><ul><ul><li>Emite-se uma tese, que vigora e evolui quantitativamente; </li></ul></ul><ul><ul><li>A evolução quantitativa da tese provoca uma ruptura qualitativa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma antítese vigora e evolui quantitativamente até nova ruptura; </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma síntese, ou união dos contrários, surge, agregando elementos da tese e da antítese, vigorando até que nova ruptura ocorra; </li></ul></ul><ul><ul><li>Crítica ao método: A síntese sempre existiu, apenas estava escondida na tese e na antítese. </li></ul></ul>Métodos científicos
    23. 23. A noção do “vale-tudo” <ul><li>“ ... as metodologias da ciência fracassaram em fornecer regras adequadas para orientar as atividades dos cientistas” (Feyerabend: Contra o método) </li></ul><ul><li>Crítica à necessidade de existência de um método científico universal; </li></ul><ul><ul><li>liberdade do indivíduo; </li></ul></ul><ul><ul><li>a ciência não é, necessariamente, superior a outras áreas do conhecimento humano. </li></ul></ul>
    24. 24. Planejamento de pesquisas científicas
    25. 25. <ul><li>Estudo de Caso : análise intensiva em uma ou mais organizações reais, recolhendo um número expressivo de informações ; </li></ul><ul><li>Survey : evidencia regularidades, constâncias, padrões, relações ou semelhanças em um grande número de variáveis ; </li></ul><ul><li>Experimentação de Campo : testam-se hipóteses manipulando variáveis independentes ; </li></ul><ul><li>Experimentação de Laboratório : semelhante à Experimentação de Campo, porém com limitações ; </li></ul><ul><li>Simulação Computacional : constrói e manipula em meio virtual um modelo suficientemente representativo da realidade . </li></ul>Técnicas de construção de conhecimento
    26. 26. Técnicas de construção de conhecimento Replicá-vel Dialético Não-replicável Com controle Hipotético-dedutivo Hipotético-dedutivo Hipotético-dedutivo Hipotético-dedutivo Sem controle Fechado Dedutivo Dedutivo Dedutivo Dedutivo Aberto Virtual Indutivo Indutivo Indutivo Real Simula-ção Exp. Laborató-rio Exp. de Campo Survey Estudo de Caso
    27. 27. Técnicas de construção de conhecimento teorias formação de conceitos e de proposições generalizações empíricas mensuração, descrição da amostra e estimativa de parâmetros observações hipóteses dedução lógica decisões para aceitar ou rejeitar hipóteses inferência lógica testes de hipóteses interpretação, instrumentalização, elaboração de escalas e amostragem
    28. 28. Técnicas de construção de conhecimento TEORIA técnicas princípios explicações formação do conhecimento pesquisas experiências estudos de caso PRÁTICA empresas governo escolas disseminação do conhecimento livros artigos educação formal
    29. 29. O instrumento de construção do conhecimento: o projeto de pesquisa <ul><li>Pesquisa : procura respostas para uma pergunta ; </li></ul><ul><li>Pesquisa Básica : objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve interesses universais; </li></ul><ul><li>Pesquisa Aplicada : objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve interesses locais; </li></ul><ul><li>Pesquisa Quantitativa : respostas quantificáveis, </li></ul><ul><ul><li>Requer o uso de estatísticas; </li></ul></ul><ul><li>Pesquisa Qualitativa : interpreta fenômenos e a atribui significados; </li></ul><ul><ul><li>É descritiva, com informações categóricas. </li></ul></ul>
    30. 30. <ul><li>Pesquisa Exploratória : proporciona familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico ; </li></ul><ul><ul><li>entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos; </li></ul></ul><ul><li>Pesquisa Descritiva : descreve as características de um fenômeno ou de relações entre variáveis; </li></ul><ul><ul><li>Usam técnicas de coleta de dados: questionário e observação. </li></ul></ul><ul><li>Pesquisa Explicativa : identifica os fatores que influem na ocorrência dos fenômenos; </li></ul><ul><ul><li>aprofunda o conhecimento da realidade ao explicar o porquê dos fenômenos. Nas ciências naturais requer o método experimental e nas ciências sociais requer o método observacional. </li></ul></ul>O instrumento de construção do conhecimento: o projeto de pesquisa
    31. 31. <ul><li>Pesquisa Bibliográfica : utiliza materiais já organizados, tais como livros, artigos científicos ou outras formas de registro; </li></ul><ul><li>Pesquisa Documental : utiliza documentos ou outras fontes de informação que ainda não foram organizados ou publicação, tais como tabelas analíticas, relatórios de empresas, documentos arquivados, fotografias ou correspondências; </li></ul><ul><li>Pesquisa Experimental : manipula diretamente as variáveis relacionadas com o objeto de estudo, estudando a relação entre causas e efeitos ao manipular a variável independente a fim de observar o que acontece com a variável dependente . </li></ul>O instrumento de construção do conhecimento: o projeto de pesquisa
    32. 32. Planejamento de Projetos de Pesquisa <ul><li>Definir a que pergunta responder ; </li></ul><ul><ul><li>o problema da investigação; estado científico do problema; validade e relevância científica; relação com outros projetos, linhas de pesquisa; </li></ul></ul><ul><li>Definir objetivos: </li></ul><ul><ul><li>objetivos principal e secundários;avanços decorrentes da pesquisa; formas de transferência dos resultados; estratégias para geração de impacto, divulgação dos resultados; </li></ul></ul><ul><li>Definir como será respondida a pergunta ; </li></ul><ul><ul><li>técnicas de pesquisa; delimitação empírica; plano de execução; </li></ul></ul><ul><li>Definir os recursos necessários para o método; </li></ul><ul><ul><li>recursos humanos, materiais e financeiros, fonte de financiamento, cronograma. </li></ul></ul>
    33. 33. Como apresentar o planejamento de um projeto de pesquisa <ul><li>Introdução e objetivo ; </li></ul><ul><ul><li>Descreve e contextualiza o problema da investigação, explicita a pergunta que será respondida; </li></ul></ul><ul><li>Estado científico do problema; </li></ul><ul><ul><li>Revisão bibliográfica: Descreve a literatura e pesquisas atuais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Prática na indústria: Descreve a observação da realidade visada. </li></ul></ul>
    34. 34. Como apresentar o planejamento de um projeto de pesquisa <ul><li>Metodologia do trabalho; </li></ul><ul><ul><li>Descreve o plano e as técnicas de pesquisa que serão usadas; </li></ul></ul><ul><li>Recursos necessários para aplicar o método; </li></ul><ul><ul><li>Descreve e especifica os recursos humanos, materiais e financeiros necessários, as fontes de financiamento e o cronograma; </li></ul></ul><ul><li>Bibliografia empregada na proposta; </li></ul><ul><ul><li>Usar as normas para as referências de documentos da ABNT. </li></ul></ul>
    35. 35. Como apresentar o resultado de um projeto de pesquisa: o artigo científico <ul><li>Abstracts, key-words ; </li></ul><ul><li>Introdução e objetivo ; </li></ul><ul><ul><li>Descreve e contextualiza o problema da investigação, explicita a pergunta que foi respondida, já atualizada pela pesquisa; </li></ul></ul><ul><li>Estado científico do problema ; </li></ul><ul><ul><li>Revisão bibliográfica atualizada; </li></ul></ul><ul><ul><li>Prática na indústria: atualizada; </li></ul></ul>
    36. 36. Como apresentar o resultado de um projeto de pesquisa: o artigo científico <ul><li>Metodologia do trabalho : </li></ul><ul><ul><li>Descreve o plano e as técnicas de pesquisa que foram usadas; </li></ul></ul><ul><li>Análise e discussão dos resultados ; </li></ul><ul><ul><li>Descreve os resultados e suas implicações; </li></ul></ul><ul><li>Conclusões e sugestões de continuidade ; </li></ul><ul><li>Referências bibliográficas . </li></ul>
    37. 37. A comunicação na ciência <ul><li>Características da informação formal científica: </li></ul><ul><ul><li>Pública, permanente, comprovada, recuperável e formal; </li></ul></ul><ul><li>Canais formais científicos: </li></ul><ul><ul><li>Revistas com conselho editorial científico; </li></ul></ul><ul><ul><li>Congressos e livros com conselho editorial; </li></ul></ul><ul><li>Canais informais: </li></ul><ul><ul><li>Revistas de opinião; </li></ul></ul><ul><ul><li>Tribunas livres; </li></ul></ul><ul><ul><li>Livros auto-editados. </li></ul></ul>
    38. 38. Estratégia de pesquisa <ul><li>É apenas uma das muitas maneiras de fazer pesquisa. </li></ul><ul><li>A escolha da estratégia de pesquisa depende de: </li></ul><ul><ul><li>O tipo de questão da pesquisa; </li></ul></ul><ul><ul><li>O controle que o pesquisador possui sobre eventos; </li></ul></ul><ul><ul><li>O foco em fenômenos históricos x contemporâneos. </li></ul></ul>
    39. 39. Estratégia de pesquisa
    40. 40. Estratégia de pesquisa <ul><li>A questão da pesquisa não é uma hipótese a ser testada, mas sim, o ponto de partida de uma investigação. Esse ponto de partida, por sua vez, irá garantir a manutenção do foco nos estudos a serem realizados. </li></ul>
    41. 41. Estratégia de pesquisa <ul><li>A definição de uma metodologia de pesquisa deve, obrigatoriamente, contemplar contingências como as listadas a seguir: </li></ul><ul><ul><li>objetivo principal – o qual descreve “ como ” a pesquisa pretende contribuir para a teoria a partir do conjunto de proposições a serem formuladas; </li></ul></ul><ul><ul><li>fase de desenvolvimento do estudo – a qual posiciona a presente investigação no atual estágio de desenvolvimento científico do tema; </li></ul></ul>
    42. 42. Estratégia de pesquisa <ul><ul><li>possibilidade de manipulação do objeto de estudo – a qual define a viabilidade de intervenção do pesquisador nas organizações em estudo; e </li></ul></ul><ul><ul><li>confiabilidade – a qual considera as diferentes condicionantes que poderão afetar a qualidade dos dados coletados. </li></ul></ul>
    43. 43. Questão de pesquisa sim Não Como, por que Estudo de caso Não não Como, por que Pesquisa histórica Sim / não não Quem, o que, onde, quantos, quanto Análise arquivos sim não Quem, o que, onde, quantos, quanto Levantamento Sim sim Como, por que Experimento Foco acontec. contemporâneos Exige controle? Forma da questão Estratégia
    44. 44. Estudo de caso <ul><li>Essência de estudo de caso: </li></ul><ul><ul><li>tenta esclarecer uma decisão ou um conjunto de decisões; o motivo pelo qual foram tomadas, como foram implementadas e com quais resultados. </li></ul></ul>
    45. 45. Estudo de caso <ul><li>Unidade de amostra: </li></ul><ul><ul><li>Caso único ou múltiplo. </li></ul></ul>
    46. 46. Estudo de caso - etapas <ul><li>Definição e planejamento: </li></ul><ul><ul><li>Desenvolver a teoria; </li></ul></ul><ul><ul><li>Selecionar os casos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Projetar o protocolo de coleta de dados. </li></ul></ul><ul><li>Preparação, coleta e análise: </li></ul><ul><ul><li>Conduzir os estudos de caso; </li></ul></ul><ul><ul><li>Escrever relatório de caso individual. </li></ul></ul><ul><li>Análise e conclusão: </li></ul><ul><ul><li>Chega a conclusão de casos cruzados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Modifica a teoria; </li></ul></ul><ul><ul><li>Escreve relatório de casos cruzados. </li></ul></ul>
    47. 47. Estudo de caso - etapas <ul><li>Habilidades necessárias: </li></ul><ul><ul><li>Fazer boas perguntas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ser bom ouvinte (sem preconceitos); </li></ul></ul><ul><ul><li>Adaptável e flexível; </li></ul></ul><ul><ul><li>Noção clara das questões que estão sendo estudadas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Imparcial em relação a noções preconcebidas. </li></ul></ul>
    48. 48. Estudo de caso - etapas <ul><li>Protocolo do estudo de caso: </li></ul><ul><ul><li>Conjunto de questões que refletem a investigação real. </li></ul></ul><ul><ul><li>As questões são feitas como guia para o pesquisador. </li></ul></ul><ul><ul><li>Listar fontes de evidência. </li></ul></ul><ul><ul><li>Se necessário, fazer um piloto. </li></ul></ul>
    49. 49. Estudo de caso - etapas <ul><li>Coleta das evidências: </li></ul><ul><ul><li>Documentação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Registros em arquivos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Entrevistas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Observações diretas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Artefatos físicos. </li></ul></ul><ul><li>Usar várias fontes de evidência. </li></ul><ul><li>Criar banco de dados para o estudo de caso. </li></ul>
    50. 50. Estudo de caso - etapas <ul><li>Analisar evidências. </li></ul><ul><ul><li>Dispor info em séries diferentes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Criar modos de apresentação dos dados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Classificar eventos diferentes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Examinar informações. </li></ul></ul>
    51. 51. Estudo de caso - etapas <ul><li>Compor relatório de estudo de caso. </li></ul><ul><ul><li>Conforme artigo para Enegep. </li></ul></ul>
    52. 52. Avaliação do trabalho <ul><li>Blind. </li></ul><ul><li>Clareza dos objetivos; </li></ul><ul><li>Profundidade da análise; </li></ul><ul><li>Atualidade da revisão bibliográfica; </li></ul><ul><li>Adequação da metodologia utilizada; </li></ul><ul><li>Grau em que os objetivos foram alcançados; </li></ul><ul><li>Conclusões; </li></ul><ul><li>Qualidade do texto. </li></ul>
    53. 53. Referências Bibliográficas <ul><li>LAKATOS, E.; MARCONI, M. Fundamentos da metodologia científica . S. Paulo: Atlas, 1990. </li></ul><ul><li>MÁTTAR NETO, J. Metodologia científica na era da informática . S. Paulo: Saraiva, 2002. </li></ul><ul><li>MAZZOTTI, A; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais . S. Paulo: Pioneira, 2002. </li></ul><ul><li>PEREIRA, J. Análise de dados Qualitativos: estratégias metodológicas para as ciências da saúde, humanas e sociais . São Paulo: EDUSP, 1999. </li></ul><ul><li>REA, L.; PARKER, R. Metodologia de pesquisa. S. Paulo: Pioneira, 2002. </li></ul><ul><li>SELLTIZ, C. et al. Métodos de pesquisa nas relações sociais . São Paulo: Herder, 1967. </li></ul><ul><li>THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 1992. </li></ul><ul><li>TRIVIÑOS, A. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1990. </li></ul><ul><li>YIN, R. Case study research - Design and methods. London: Sage, 1994. </li></ul>

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