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“ EU SEI MAS  NÃO DEVIA" Clarice Lispector
Eu sei que a gente se acostuma.  Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.  E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.  E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.  A sair do trabalho porque já é noite.  A cochilar no ônibus porque está cansado.  A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A tomar o café correndo porque está atrasado .
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias de água potável. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do  corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.  E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.  Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta  de tanto se acostumar, e se perde  de si mesma. Clarice Lispector
Para Giroux, o professor pode ser um intelectual transformador, comprometido com o ensino como prática emancipadora, com a criação de escolas como esferas públicas democráticas (2000) EDUCAÇÃO E PERSPECTIVAS
Só existe o momento presente. O presente do presente, o presente do passado e o presente do futuro  Sto. Agostinho
O PRESENTE   DO PASSADO
87.5% de crianças nas escola: 12,5 fora da escola 17% de analfabetos na população de 15 anos ou +  25% das crianças do Nordeste fora da escola 25% das crianças pobres fora da escola 20% das crianças negras fora da escola Analfabetismo juvenil (15 – 19 anos) Nordeste 16.3% Há quase 10 anos a situação era a seguinte
No passado a crise de qualidade era de exclusão   Pouco mais de 50% dos que iniciavam o ensino fundamental conseguiam concluir Quando conseguiam o tempo médio era de 12 ano s Por isso não continuavam para o ensino médio, iam  direto para o mercado de trabalho
Escolaridade média da força de trabalho muito baixa – 5,3 anos No ensino médio e superior: % de atendimento à população era a metade da observada em países de desenvolvimento semelhante como Argentina, Chile e México
Começa na segunda metade do século passado Se acelera nos últimos 10 anos Uma revolução surda e contínua vem se processando
A chegada dos excluídos no sistema educacional ou o presente do presente
A Educação Infantil na rede pública cresceu 29% em 3 anos Em milhões de alunos Fonte: MEC/INEP - 2001 85 M IL  E SCOLAS  /  230 M IL  P ROFESSORES 4,5 5,1 5,3 5,9 1998 1999 2000 2001 Evolução das Matrículas
93 97 99 75 94 83 94 87 93 97 1992 1999 Porcentagem Concluiu-se a  universalização do E nsino  F undamental   1º quinto 20% mais pobres 2º quinto 3º quinto 4º quinto 5º quinto 20% mais ricos
E n o Ensino Médio os pobres estão chegando pela primeira vez   Em milhões de alunos Fonte: MEC/INEP - 2001 19.456 E SCOLAS  /  430 M IL  P ROFESSORES Evolução das Matrículas 1998 1999 2001 2000 Privado Público 5,7 1,2 6,5 1,2 7,0 1,2 7,3 1,1 6,9 7,7 8,2 8,4
E  continuarão a chegar  Projeção de Crescimento de Matrículas no Ensino Médio Em milhões de alunos Fonte: MEC/INEP - 2001
A crise de qualidade da inclusão: a   chegada dos excluídos deixou visível o despreparo da escola brasileira para lidar com a diversidade
“… a massificação da educação trouxe para dentro do universo escolar um conjunto diferente de alunos, sendo certo que a escola atual – da maneira como está organizada e da maneira como foram formados os professores –, só está preparada para lidar com alunos de formato padrão e perfil ideal.
A massificação ampliou o número de alunos e trouxe um aluno de perfil diferente daquele com o qual escola esta preparada para lidar. Isto acarretou uma desestabilização da ordem interna histórica. Está criado o campo do conflito!   Alvaro Chrispino
O presente do futuro…
O mundo daqui há 20 anos…   70% das carreiras que serão importantes ainda não existem… Mais da metade dos que estiverem no final de suas vidas produtivas terão passado por pelo menos duas carreiras antes disso
O conhecimento registrado no mundo estará dobrando a cada 73 dias (hoje isso acontece a cada 05 anos)  O pensamento sistêmico, consagrado pela ecologia, será tão ou mais importante que o pensamento analítico, consagrado pelo paradigma científico tradicional
O binômio nacional-internacional já terá sido substituído pelo pelo binômio local-global 70% do conteúdo da  internet  será em chinês A maior parte da mão de obra terá migrado  das grandes corporações para as pequenas e destas para a empresa-pessoa
A triste divisão entre as nações ricas e pobres poderá ser substituída pela trágica divisão entre as que sabem e as que não sabem
Os recursos do presente para construir o futuro…
Depende de como vamos responder algumas perguntas SE TODOS ESTIVEREM NA ESCOLA:  o que é educar  todos  para a vida quando  todos  estão na escola?  de que se constitui a vida de todos?
como são as linguagens que educam para a vida?  como são as ciências que preparam para a vida?  como são as artes que educam para a vida?
A  velha   e a  nova  cultura   Excelência, exclusiva para a elite  Igualdade de oportunidade, diversidade de tratamento   Currículo enciclopédico, disciplinarizado, por conteúdos   Currículo enxuto, contextualizado, por competências
Ensinar para a hierarquia escolar  Ensinar para a vida
A  velha   e a  nova  cultura   Aprendizagem e direito de aprender Avaliação do aprendido  Avaliação para aprender  Seleção de poucos  Inclusão de todos
A  velha   e a  nova  cultura   Burocrática – cumprimento formal de obrigações   Flexível – comprometida com o resultado  Não presta contas
Homogeneizadora  Acolhedora e utilizadora da diversidade  Excludente  Aproveita a diversidade para incluir todos
A LDB: REFORMA PEDAGÓGICA E AVALIAÇÃO   Da liberdade de ensino ao direito de aprender  Da obrigatoriedade ao direito de cidadania  Educação Básica: trabalho e cidadania  Autonomia da Escola e Projeto Pedagógico
REFORMA PEDAGÓGICA, CURRÍCULO E PACTO FEDERATIVO Currículo nacional em países federativos: campo de tensão permanente  Núcleo comum e parte diversificada : a solução brasileira ou a teoria do bolo  A LDB: com um pé no passado e outro no futuro
Diretrizes Curriculares e o   currículo por competências: o CNE e o MEC apostam no futuro  As competências e o currículo nacional: solução para a tensão federativa?
O ENEM COMO INDUTOR DA NOVA CULTURA   Dominar as linguagens para construir, entender e expressar sentidos  Construir e utilizar conhecimentos para compreender fenômenos   Recorrer aos conhecimentos para elaborar propostas de intervenção solidária na realidade
Utilizar conhecimento e informação para tomar  decisões Relacionar informações e conhecimentos para construir argumentação consistente
ENEM: o uso formativo da avaliação somativa   Quando a avaliação somativa pode ser usada com fins somativos Currículo e Avaliação Somativa com matriz pedagógica comum.
Sinergia entre matriz de competências para avaliação e matriz de competências para currículo
A organização curricular como diretriz da nova cultura   Linguagens, Códigos e suas Tecnologias  Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias Ciências Humanas e Sociais e suas Tecnologias
Transposição didática: do objeto de conhecimento ao objeto de ensino   Seleção/recorte do conteúdo  Classificação, divisão, do conteúdo Ordenamento no tempo  Organização, forma de apresentação
O fenômeno da transposição didática põe em evidência o fato de que a  disciplina escolar não é o  conhecimento cientifico mas uma parte dele e, além disso, modificada.
Por outro lado, é mais do que ele, porque abarca também os procedimentos para o seu ensino. A física escolar, por exemplo,  não se confunde com a física ciência mas é uma parte dela, acrescida daquilo que a física ciência não tem: um pressuposto sobre como se ensina e se aprende física.
Interdisciplinaridade   Descrever, explicar, conhecer um fenomeno estudando-o e analisando-o do ponto de vista de diferentes disciplinas   Reconstruir um fenômeno a partir do conhecimento que dele se tem em cada disciplina
Contextualização   Etimologicamente, enraizar uma referência em um texto, de onde fora extraída, e longe do qual perde parte substancial de seu significado... portanto, é uma estratégia fundamental para a construção de significações .
Se pensarmos a informação ou o conhecimento como uma referência ou parte de um texto maior,  podemos entender o sentido da contextualização: (re)enraizar o conhecimento ao "texto" original do qual foi extraído ou a qualquer outro contexto que lhe empreste significado
Contextualização   Não há nada no mundo físico, social ou psíquico que, em princípio, não possa ser relacionado aos conteúdos curriculares da educação básica, porque o próprio currículo é um recorte representativo da herança
cultural, científica e espiritual de uma nação, um grupo, uma comunidade. É portanto quase inesgotável a quantidade de contextos
Vida e contexto   Pessoa  Saúde Trabalho Convivência
Mundo e Sociedade Meio ambiente Economia Política Descoberta e construção do conhecimento
Uma palavra final de educador   A única finalidade da vida  é mais vida  Se me perguntarem o que é essa  vida,  eu lhes direi que é mais liberdade  e mais felicidade.  São vagos os termos.
Mas nem por isso eles deixam de ter sentido para cada um de nós.  À medida que formos mais livres,  que abrangermos  em nossos corações e nossa  inteligência mais coisas,
que ganharmos critérios mais finos de compreensão,  nessa medida nos sentiremos mais felizes.  A finalidade da educação se confunde com a finalidade da  vida  Anísio Teixeira, 1934
 
O QUE É GESTÃO ESCOLAR?  É UMA DIMENSÃO, UM ENFOQUE DE ATUAÇÃO, UM MEIO E NÃO UM FIM EM SI MESMO, UMA VEZ QUE O  OBJETIVO FINAL DA GESTÃO É A APRENDIZAGEM EFETIVA E SIGNIFICATIVA
Gestão pedagógica: é a mais significativa da gestão. Cuidar de gerir a área educativa, propriamente dita, da escola e da educação escolar. Estabelece objetivos para o ensino. Define as linhas de atuação, em função dos objetivos e do perfil da comunidade e dos alunos.
  GESTÃO ADMINISTRATIVA:            Responsabiliza-se pela parte física e institucional. Suas especificidades estão enunciadas no plano escolar e no regimento escolar  
A FILOSOFIA DE GESTÃO ESCOLAR FUNDAMENTA-SE NUM CONJUNTO DE PRESSUPOSTOS SOCIOEDUCATIVOS E DE PRINCÍPIOS ORIENTADORES QUE, EM SÍNTESE, SE PODERIAM TRADUZIR DO SEGUINTE MODO: -           LIBERDADE DE APRENDER E DE ENSINAR, RESPEITANDO A PLURALIDADE DE MODELOS E DE MÉTODOS
DEMOCRATICIDADE NA PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS INTERESSADOS NO PROCESSO EDUCATIVO E NA VIDA ESCOLAR   -           RESPONSABILIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS INDIVIDUAUS OU COLETIVOS PELOS SEUS ATOS E DECISÕES   -           INSERÇÃO DA COMUNIDADE NO DESENVOLVIMENTO CONJUNTO DE PROJETOS EDUCATIVOS E CULTURAIS
GESTÃO ESCOLAR: CONCEITOS E IMPLICAÇÕES   Compreendida como ação, sobretudo liderada pelo diretor da escola. A gestão é a tarefa da qual resulta a unidade de ação do estabelecimento de ensino, voltada para a construção da excelência, em torno dos seus objetivos. Nesse sentido ela pode revestir-se de características como:
PARTICIPATIVA: A gestão participativa traz consigo novas tendências em relação a administração escolar em busca de uma escola eficaz: a mudança do papel do diretor e a busca pela autonomia escolar.
GESTÃO DEMOCRÁTICA DA   EDUCAÇÃO: Reivindicada pelos movimentos sociais durante o período da ditadura militar, tornando-se um dos princípios da educação na constituição brasileira de 1988.
A GESTÃO DEMOCRÁTICA:    Restabelece o controle da sociedade civil sobre a educação e a escola pública, introduzindo a eleição de dirigentes escolares e os conselhos escolares, garante a liberdade de expressão, de pensamento, de criação e de organização coletiv na escola, e facilita a luta por condições materiais para aquisição e manutenção dos equipamentos escolares, bem como por salários dignos a todos os profissionais da educação.
GESTÃO DEMOCRÁTICA E QUALIDADE DE ENSINO: PODERÁ CONSTITUIR UM CAMINHO REAL DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO SE ELA FOR CONCEBIDA, EM PROFUNDIDADE, COMO MECANISMO CAPAZ DE ALTERAR PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.
A GESTÃO DEMOCRÁTICA DEVE SER UM INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO DAS PRÁTICAS ESCOLARES, NÃO A SUA REITERAÇÃO. ESTE É O SEU MAIOR DESAFIO, POIS ENVOLVERÁ, NECESSARIAMENTE, A FORMULAÇÃO DE UM NOVO PROJETO PEDAGÓGICO.
Quando a escola assume a responsabilidade de atuar na transformação e na busca do desenvolvimento social, seus agentes devem empenhar-se na elaboração de uma proposta para a realização desse objetivo. Essa proposta ganha força através da  construção democrática  de um Projeto Político-Pedagógico .
NO ENTANTO, PARA QUE SE CONSTRUA UM PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO EFICAZ E EFICIENTE, É NECESSÁRIO REFLETIRMOS SOBRE OS SEGUINTES ASPECTOS:  PARA QUE SERVE E A QUEM SERVE? DIANTE DISTO ESTE DOCUMENTO  PEDAGÓGICO ULTRAPASSA A MERA ELABORAÇÃO DE PLANOS.
CONTRIBUINDO COM ESTA ANÁLISE VEIGA (1995, PG. 34) AFIRMA QUE: O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO BUSCA UM RUMO, UMA DIREÇÃO. É UMA AÇÃO INTENCIONAL, COM UM SENTIDO EXPLÍCITO, COM UM COMPROMISSO DEFINIDO COLETIVAMENTE. POR ISSO, TODO PROJETO PEDAGÓGICO DA ESCOLA É, TAMBÉM, UM PROJETO POLÍTICO POR ESTAR INTIMAMENTE ARTICULADO AO COMPROMISSO SÓCIO - POLÍTICO E COM OS INTERESSES REAIS E COLETIVOS DA POPULAÇÃO
O QUE É PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO? Onde está situado o PPP? SISTEMA EDUCACIONAL PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (ESCOLA) PRÁTICA DE SALA DE AULA
Como superar o divórcio entre o  DESEJO (Projeto)  X  PRÁTICA (cotidiano)? Consciência da necessidade e planejamento participativo
O QUE É O PPP? "O projeto político-pedagógico é o plano global da instituição. Pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se objetiva na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar.
Tem que partir de um posicionamento quanto à sua intencionalidade e de uma leitura da realidade.  Trata-se de um importante caminho para a construção da identidade da instituição.
É um instrumento teórico-metodológico para a transformação da realidade.  Enquanto processo, implica a expressão das opções da instituição, do conhecimento e julgamento da realidade, bem como
das propostas de ação para concretizar o que se propõe a partir do quem vem sendo; e vai além: supõe a colocação em prática daquilo que foi projetado, acompanhado da análise dos resultados."
Suas notas características: a)  Abrangência: amplo, integral, global  (guarda-chuva, constituição da  escola) b)  Duração: longa c)  Participação: coletiva, democrática
d)  Concretização: processual - "A  boniteza não tem de estar tanto no  produto, mas sobretudo no  processo" Paulo Freire. e)  "Político": para que não seja apenas  técnico
Finalidades do PPP: a)  resgatar a intencionalidade da ação b)  ser instrumento de transformação da realidade;  resgatar a potência da coletividade; gerar esperança c)  dar referencial de conjunto para a caminhada,  aglutinar, gerar solidariedade, parceria
d)  ajudar a construir a unidade (que supera a  uniformidade); superar a fragmentação, gerar  organicidade nas ações e projetos e)  propiciar racionalização dos esforços e conteúdos
f)  ser canal de participação efetiva g)  diminuir o sofrimento por causa das pequenas  frustrações h)  fortalecer o grupo para o enfrentamento dos conflitos e  contradições
A DINÂMICA DA CONSTRUÇÃO DO PPP Ponto de partida: desejo de MUDANÇA  (x inércia do Piloto Automático ) Proposta de  ação Ação Transfor-madora Referencial “ O decisivo a ser apreendido é que o  plano de ação  é filho da tensão dialética entre a  realidade  e a  finalidade” Diagnóstico Necessidades Possibilidades
COMPETÊNCIAS EXIGIDAS PARA A CONSTRUÇÃO DO PPP Conceitual – saber exatamente o que é o PPP Atitudinal -  o desejo e a decisão de fazer o PPP (sensibilização, sem queimar etapas)
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
1. APRESENTAÇÃO 1.1.  Identificação:  Nome da Instituição, endereço,  contatos, fundação, mantenedora etc. 1.2. Breve histórico:  para que o professor, aluno ou  cooperado que estão ingressando  conheçam o contexto do nascimento e  desenvol-vimento de sua cooperativa educacional.
1.3. Projeto Político-Pedagógico:  1.3.1. O que é? Sua necessidade: exigência da LDB ... 1.3.2.  Justificativa e Objetivo 1.3.3.  Como foi construído - Processo 1.3.4.  Como está constituído - suas partes e a  integração entre elas
2. MARCO REFERENCIAL - o desejo, o sonho, a intencionalidade 2.1. MARCO REFERENCIAL GERAL 2.1.1.  Visão de Homem, de Sociedade e de Mundo  (enquanto ideais a serem buscados)
2.1.2.  Grandes princípios e valores humanos 2.1.3.  Princípios do cooperativismo 2.1.4.  Lembrar-se dos autores mais raros ao cooperativismo educacional: Freinet e Paulo  Freire
2.2. MARCO REFERENCIAL ESPECÍFICO DA EDUCAÇÃO 2.2.1.  O que se entende por Educação  (subsídios na LDB, PCNs...) 2.2.2.  Como se define a Escola no  processo Educacional? Para que a  Escola forma?
2.2.3.  Qual o papel dos pais e da  sociedade na educação? 2.2.4.  Qual a Teoria da Aprendizagem  adotada pela Escola?
3. DIAGNÓSTICO  - a realidade 3.1. Breve quadro do mundo, do Brasil e da  Educação na atualidade. 3.2. Um quadro da realidade mais próxima da  escola: o município e o bairro.
3.3. Os personagens da escola: alunos,  professores, equipe pedagógica, funcionários,  cooperados, organograma, conselhos,  tradições etc. 3.4. Dados sobre a infraestrutura da escola (o que  aponta para possibilidades e limites na fase de  programação)
4. PROGRAMAÇÃO - as possibilidades 4.1. Calendário (se o PPP for revisto todo ano) -  destaque para os eventos 4.2. Organização curricular e ementas das disciplinas,  com bibliografia básica e complementar (livro  texto, se for o caso) -
com destaque para a integração e organicidade na perspectiva da interdisciplinaridade. 4.3. Divisão dos núcleos dentro da escola (por ex: Educação Infantil, 1a a 4a, 5a a 8a,Ensino Médio) - características e identidade de cada núcleo.
4.4. Projetos Pedagógicos (atividades extra- curriculares e de integração interdisciplinar)
4.5. Tratamento a ser dado aos temas transversais. 4.6. Disciplina (regras de convivência) - geralmente  estão em regimento ou regulamento anexo, mas  que deve ser coerente com o PPP, pois este é a Constituição da Escola.
4.7. Sistema de Avaliação do Rendimento dos alunos e  controle de freqüência (não é demais lembrar que  deve haver coerência entre este sistema e a Teoria  de Aprendizagem adotada)
5. AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO 5.1. Como será feito o acompanhamento da  execução do PPP? 5.2. Como será a Avaliação da execução do PPP, nas suas etapas e no final do período letivo?
CONSIDERAÇÕES... O CONCEITO DE PARTICIPAÇÃO, AUTONOMIA, DEMOCRACIA, LIBERDADE E SUAS FORMAS DE OPERACIONALIZAÇÃO PRECISAM SER REDISCUTIDAS NO ÂMBITO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS COMO TAMBÉM NO ESPAÇO ESCOLAR, PARA QUE SE CUMPRA EFETIVAMENTE SEU PAPEL DE EIXO NORTEADOR NA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA
 

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  • 1. “ EU SEI MAS NÃO DEVIA" Clarice Lispector
  • 2. Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
  • 3. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
  • 4. A comer sanduiche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A tomar o café correndo porque está atrasado .
  • 5. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
  • 6. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
  • 7. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias de água potável. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
  • 8. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
  • 9. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma. Clarice Lispector
  • 10. Para Giroux, o professor pode ser um intelectual transformador, comprometido com o ensino como prática emancipadora, com a criação de escolas como esferas públicas democráticas (2000) EDUCAÇÃO E PERSPECTIVAS
  • 11. Só existe o momento presente. O presente do presente, o presente do passado e o presente do futuro Sto. Agostinho
  • 12. O PRESENTE DO PASSADO
  • 13. 87.5% de crianças nas escola: 12,5 fora da escola 17% de analfabetos na população de 15 anos ou + 25% das crianças do Nordeste fora da escola 25% das crianças pobres fora da escola 20% das crianças negras fora da escola Analfabetismo juvenil (15 – 19 anos) Nordeste 16.3% Há quase 10 anos a situação era a seguinte
  • 14. No passado a crise de qualidade era de exclusão Pouco mais de 50% dos que iniciavam o ensino fundamental conseguiam concluir Quando conseguiam o tempo médio era de 12 ano s Por isso não continuavam para o ensino médio, iam direto para o mercado de trabalho
  • 15. Escolaridade média da força de trabalho muito baixa – 5,3 anos No ensino médio e superior: % de atendimento à população era a metade da observada em países de desenvolvimento semelhante como Argentina, Chile e México
  • 16. Começa na segunda metade do século passado Se acelera nos últimos 10 anos Uma revolução surda e contínua vem se processando
  • 17. A chegada dos excluídos no sistema educacional ou o presente do presente
  • 18. A Educação Infantil na rede pública cresceu 29% em 3 anos Em milhões de alunos Fonte: MEC/INEP - 2001 85 M IL E SCOLAS / 230 M IL P ROFESSORES 4,5 5,1 5,3 5,9 1998 1999 2000 2001 Evolução das Matrículas
  • 19. 93 97 99 75 94 83 94 87 93 97 1992 1999 Porcentagem Concluiu-se a universalização do E nsino F undamental 1º quinto 20% mais pobres 2º quinto 3º quinto 4º quinto 5º quinto 20% mais ricos
  • 20. E n o Ensino Médio os pobres estão chegando pela primeira vez Em milhões de alunos Fonte: MEC/INEP - 2001 19.456 E SCOLAS / 430 M IL P ROFESSORES Evolução das Matrículas 1998 1999 2001 2000 Privado Público 5,7 1,2 6,5 1,2 7,0 1,2 7,3 1,1 6,9 7,7 8,2 8,4
  • 21. E continuarão a chegar Projeção de Crescimento de Matrículas no Ensino Médio Em milhões de alunos Fonte: MEC/INEP - 2001
  • 22. A crise de qualidade da inclusão: a chegada dos excluídos deixou visível o despreparo da escola brasileira para lidar com a diversidade
  • 23. “… a massificação da educação trouxe para dentro do universo escolar um conjunto diferente de alunos, sendo certo que a escola atual – da maneira como está organizada e da maneira como foram formados os professores –, só está preparada para lidar com alunos de formato padrão e perfil ideal.
  • 24. A massificação ampliou o número de alunos e trouxe um aluno de perfil diferente daquele com o qual escola esta preparada para lidar. Isto acarretou uma desestabilização da ordem interna histórica. Está criado o campo do conflito! Alvaro Chrispino
  • 25. O presente do futuro…
  • 26. O mundo daqui há 20 anos… 70% das carreiras que serão importantes ainda não existem… Mais da metade dos que estiverem no final de suas vidas produtivas terão passado por pelo menos duas carreiras antes disso
  • 27. O conhecimento registrado no mundo estará dobrando a cada 73 dias (hoje isso acontece a cada 05 anos) O pensamento sistêmico, consagrado pela ecologia, será tão ou mais importante que o pensamento analítico, consagrado pelo paradigma científico tradicional
  • 28. O binômio nacional-internacional já terá sido substituído pelo pelo binômio local-global 70% do conteúdo da internet será em chinês A maior parte da mão de obra terá migrado das grandes corporações para as pequenas e destas para a empresa-pessoa
  • 29. A triste divisão entre as nações ricas e pobres poderá ser substituída pela trágica divisão entre as que sabem e as que não sabem
  • 30. Os recursos do presente para construir o futuro…
  • 31. Depende de como vamos responder algumas perguntas SE TODOS ESTIVEREM NA ESCOLA: o que é educar todos para a vida quando todos estão na escola? de que se constitui a vida de todos?
  • 32. como são as linguagens que educam para a vida? como são as ciências que preparam para a vida? como são as artes que educam para a vida?
  • 33. A velha e a nova cultura Excelência, exclusiva para a elite Igualdade de oportunidade, diversidade de tratamento Currículo enciclopédico, disciplinarizado, por conteúdos Currículo enxuto, contextualizado, por competências
  • 34. Ensinar para a hierarquia escolar Ensinar para a vida
  • 35. A velha e a nova cultura Aprendizagem e direito de aprender Avaliação do aprendido Avaliação para aprender Seleção de poucos Inclusão de todos
  • 36. A velha e a nova cultura Burocrática – cumprimento formal de obrigações Flexível – comprometida com o resultado Não presta contas
  • 37. Homogeneizadora Acolhedora e utilizadora da diversidade Excludente Aproveita a diversidade para incluir todos
  • 38. A LDB: REFORMA PEDAGÓGICA E AVALIAÇÃO Da liberdade de ensino ao direito de aprender Da obrigatoriedade ao direito de cidadania Educação Básica: trabalho e cidadania Autonomia da Escola e Projeto Pedagógico
  • 39. REFORMA PEDAGÓGICA, CURRÍCULO E PACTO FEDERATIVO Currículo nacional em países federativos: campo de tensão permanente Núcleo comum e parte diversificada : a solução brasileira ou a teoria do bolo A LDB: com um pé no passado e outro no futuro
  • 40. Diretrizes Curriculares e o currículo por competências: o CNE e o MEC apostam no futuro As competências e o currículo nacional: solução para a tensão federativa?
  • 41. O ENEM COMO INDUTOR DA NOVA CULTURA Dominar as linguagens para construir, entender e expressar sentidos Construir e utilizar conhecimentos para compreender fenômenos Recorrer aos conhecimentos para elaborar propostas de intervenção solidária na realidade
  • 42. Utilizar conhecimento e informação para tomar decisões Relacionar informações e conhecimentos para construir argumentação consistente
  • 43. ENEM: o uso formativo da avaliação somativa Quando a avaliação somativa pode ser usada com fins somativos Currículo e Avaliação Somativa com matriz pedagógica comum.
  • 44. Sinergia entre matriz de competências para avaliação e matriz de competências para currículo
  • 45. A organização curricular como diretriz da nova cultura Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias Ciências Humanas e Sociais e suas Tecnologias
  • 46. Transposição didática: do objeto de conhecimento ao objeto de ensino Seleção/recorte do conteúdo Classificação, divisão, do conteúdo Ordenamento no tempo Organização, forma de apresentação
  • 47. O fenômeno da transposição didática põe em evidência o fato de que a disciplina escolar não é o conhecimento cientifico mas uma parte dele e, além disso, modificada.
  • 48. Por outro lado, é mais do que ele, porque abarca também os procedimentos para o seu ensino. A física escolar, por exemplo, não se confunde com a física ciência mas é uma parte dela, acrescida daquilo que a física ciência não tem: um pressuposto sobre como se ensina e se aprende física.
  • 49. Interdisciplinaridade Descrever, explicar, conhecer um fenomeno estudando-o e analisando-o do ponto de vista de diferentes disciplinas Reconstruir um fenômeno a partir do conhecimento que dele se tem em cada disciplina
  • 50. Contextualização Etimologicamente, enraizar uma referência em um texto, de onde fora extraída, e longe do qual perde parte substancial de seu significado... portanto, é uma estratégia fundamental para a construção de significações .
  • 51. Se pensarmos a informação ou o conhecimento como uma referência ou parte de um texto maior, podemos entender o sentido da contextualização: (re)enraizar o conhecimento ao "texto" original do qual foi extraído ou a qualquer outro contexto que lhe empreste significado
  • 52. Contextualização Não há nada no mundo físico, social ou psíquico que, em princípio, não possa ser relacionado aos conteúdos curriculares da educação básica, porque o próprio currículo é um recorte representativo da herança
  • 53. cultural, científica e espiritual de uma nação, um grupo, uma comunidade. É portanto quase inesgotável a quantidade de contextos
  • 54. Vida e contexto Pessoa Saúde Trabalho Convivência
  • 55. Mundo e Sociedade Meio ambiente Economia Política Descoberta e construção do conhecimento
  • 56. Uma palavra final de educador A única finalidade da vida é mais vida Se me perguntarem o que é essa vida, eu lhes direi que é mais liberdade e mais felicidade. São vagos os termos.
  • 57. Mas nem por isso eles deixam de ter sentido para cada um de nós. À medida que formos mais livres, que abrangermos em nossos corações e nossa inteligência mais coisas,
  • 58. que ganharmos critérios mais finos de compreensão, nessa medida nos sentiremos mais felizes. A finalidade da educação se confunde com a finalidade da vida Anísio Teixeira, 1934
  • 59.  
  • 60. O QUE É GESTÃO ESCOLAR? É UMA DIMENSÃO, UM ENFOQUE DE ATUAÇÃO, UM MEIO E NÃO UM FIM EM SI MESMO, UMA VEZ QUE O OBJETIVO FINAL DA GESTÃO É A APRENDIZAGEM EFETIVA E SIGNIFICATIVA
  • 61. Gestão pedagógica: é a mais significativa da gestão. Cuidar de gerir a área educativa, propriamente dita, da escola e da educação escolar. Estabelece objetivos para o ensino. Define as linhas de atuação, em função dos objetivos e do perfil da comunidade e dos alunos.
  • 62.   GESTÃO ADMINISTRATIVA:         Responsabiliza-se pela parte física e institucional. Suas especificidades estão enunciadas no plano escolar e no regimento escolar  
  • 63. A FILOSOFIA DE GESTÃO ESCOLAR FUNDAMENTA-SE NUM CONJUNTO DE PRESSUPOSTOS SOCIOEDUCATIVOS E DE PRINCÍPIOS ORIENTADORES QUE, EM SÍNTESE, SE PODERIAM TRADUZIR DO SEGUINTE MODO: -          LIBERDADE DE APRENDER E DE ENSINAR, RESPEITANDO A PLURALIDADE DE MODELOS E DE MÉTODOS
  • 64. DEMOCRATICIDADE NA PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS INTERESSADOS NO PROCESSO EDUCATIVO E NA VIDA ESCOLAR   -          RESPONSABILIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS INDIVIDUAUS OU COLETIVOS PELOS SEUS ATOS E DECISÕES   -          INSERÇÃO DA COMUNIDADE NO DESENVOLVIMENTO CONJUNTO DE PROJETOS EDUCATIVOS E CULTURAIS
  • 65. GESTÃO ESCOLAR: CONCEITOS E IMPLICAÇÕES   Compreendida como ação, sobretudo liderada pelo diretor da escola. A gestão é a tarefa da qual resulta a unidade de ação do estabelecimento de ensino, voltada para a construção da excelência, em torno dos seus objetivos. Nesse sentido ela pode revestir-se de características como:
  • 66. PARTICIPATIVA: A gestão participativa traz consigo novas tendências em relação a administração escolar em busca de uma escola eficaz: a mudança do papel do diretor e a busca pela autonomia escolar.
  • 67. GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO: Reivindicada pelos movimentos sociais durante o período da ditadura militar, tornando-se um dos princípios da educação na constituição brasileira de 1988.
  • 68. A GESTÃO DEMOCRÁTICA:   Restabelece o controle da sociedade civil sobre a educação e a escola pública, introduzindo a eleição de dirigentes escolares e os conselhos escolares, garante a liberdade de expressão, de pensamento, de criação e de organização coletiv na escola, e facilita a luta por condições materiais para aquisição e manutenção dos equipamentos escolares, bem como por salários dignos a todos os profissionais da educação.
  • 69. GESTÃO DEMOCRÁTICA E QUALIDADE DE ENSINO: PODERÁ CONSTITUIR UM CAMINHO REAL DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO SE ELA FOR CONCEBIDA, EM PROFUNDIDADE, COMO MECANISMO CAPAZ DE ALTERAR PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.
  • 70. A GESTÃO DEMOCRÁTICA DEVE SER UM INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO DAS PRÁTICAS ESCOLARES, NÃO A SUA REITERAÇÃO. ESTE É O SEU MAIOR DESAFIO, POIS ENVOLVERÁ, NECESSARIAMENTE, A FORMULAÇÃO DE UM NOVO PROJETO PEDAGÓGICO.
  • 71. Quando a escola assume a responsabilidade de atuar na transformação e na busca do desenvolvimento social, seus agentes devem empenhar-se na elaboração de uma proposta para a realização desse objetivo. Essa proposta ganha força através da construção democrática de um Projeto Político-Pedagógico .
  • 72. NO ENTANTO, PARA QUE SE CONSTRUA UM PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO EFICAZ E EFICIENTE, É NECESSÁRIO REFLETIRMOS SOBRE OS SEGUINTES ASPECTOS: PARA QUE SERVE E A QUEM SERVE? DIANTE DISTO ESTE DOCUMENTO PEDAGÓGICO ULTRAPASSA A MERA ELABORAÇÃO DE PLANOS.
  • 73. CONTRIBUINDO COM ESTA ANÁLISE VEIGA (1995, PG. 34) AFIRMA QUE: O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO BUSCA UM RUMO, UMA DIREÇÃO. É UMA AÇÃO INTENCIONAL, COM UM SENTIDO EXPLÍCITO, COM UM COMPROMISSO DEFINIDO COLETIVAMENTE. POR ISSO, TODO PROJETO PEDAGÓGICO DA ESCOLA É, TAMBÉM, UM PROJETO POLÍTICO POR ESTAR INTIMAMENTE ARTICULADO AO COMPROMISSO SÓCIO - POLÍTICO E COM OS INTERESSES REAIS E COLETIVOS DA POPULAÇÃO
  • 74. O QUE É PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO? Onde está situado o PPP? SISTEMA EDUCACIONAL PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (ESCOLA) PRÁTICA DE SALA DE AULA
  • 75. Como superar o divórcio entre o DESEJO (Projeto) X PRÁTICA (cotidiano)? Consciência da necessidade e planejamento participativo
  • 76. O QUE É O PPP? "O projeto político-pedagógico é o plano global da instituição. Pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se objetiva na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar.
  • 77. Tem que partir de um posicionamento quanto à sua intencionalidade e de uma leitura da realidade. Trata-se de um importante caminho para a construção da identidade da instituição.
  • 78. É um instrumento teórico-metodológico para a transformação da realidade. Enquanto processo, implica a expressão das opções da instituição, do conhecimento e julgamento da realidade, bem como
  • 79. das propostas de ação para concretizar o que se propõe a partir do quem vem sendo; e vai além: supõe a colocação em prática daquilo que foi projetado, acompanhado da análise dos resultados."
  • 80. Suas notas características: a) Abrangência: amplo, integral, global (guarda-chuva, constituição da escola) b) Duração: longa c) Participação: coletiva, democrática
  • 81. d) Concretização: processual - "A boniteza não tem de estar tanto no produto, mas sobretudo no processo" Paulo Freire. e) "Político": para que não seja apenas técnico
  • 82. Finalidades do PPP: a) resgatar a intencionalidade da ação b) ser instrumento de transformação da realidade; resgatar a potência da coletividade; gerar esperança c) dar referencial de conjunto para a caminhada, aglutinar, gerar solidariedade, parceria
  • 83. d) ajudar a construir a unidade (que supera a uniformidade); superar a fragmentação, gerar organicidade nas ações e projetos e) propiciar racionalização dos esforços e conteúdos
  • 84. f) ser canal de participação efetiva g) diminuir o sofrimento por causa das pequenas frustrações h) fortalecer o grupo para o enfrentamento dos conflitos e contradições
  • 85. A DINÂMICA DA CONSTRUÇÃO DO PPP Ponto de partida: desejo de MUDANÇA (x inércia do Piloto Automático ) Proposta de ação Ação Transfor-madora Referencial “ O decisivo a ser apreendido é que o plano de ação é filho da tensão dialética entre a realidade e a finalidade” Diagnóstico Necessidades Possibilidades
  • 86. COMPETÊNCIAS EXIGIDAS PARA A CONSTRUÇÃO DO PPP Conceitual – saber exatamente o que é o PPP Atitudinal - o desejo e a decisão de fazer o PPP (sensibilização, sem queimar etapas)
  • 87. ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
  • 88. 1. APRESENTAÇÃO 1.1. Identificação: Nome da Instituição, endereço, contatos, fundação, mantenedora etc. 1.2. Breve histórico: para que o professor, aluno ou cooperado que estão ingressando conheçam o contexto do nascimento e desenvol-vimento de sua cooperativa educacional.
  • 89. 1.3. Projeto Político-Pedagógico: 1.3.1. O que é? Sua necessidade: exigência da LDB ... 1.3.2. Justificativa e Objetivo 1.3.3. Como foi construído - Processo 1.3.4. Como está constituído - suas partes e a integração entre elas
  • 90. 2. MARCO REFERENCIAL - o desejo, o sonho, a intencionalidade 2.1. MARCO REFERENCIAL GERAL 2.1.1. Visão de Homem, de Sociedade e de Mundo (enquanto ideais a serem buscados)
  • 91. 2.1.2. Grandes princípios e valores humanos 2.1.3. Princípios do cooperativismo 2.1.4. Lembrar-se dos autores mais raros ao cooperativismo educacional: Freinet e Paulo Freire
  • 92. 2.2. MARCO REFERENCIAL ESPECÍFICO DA EDUCAÇÃO 2.2.1. O que se entende por Educação (subsídios na LDB, PCNs...) 2.2.2. Como se define a Escola no processo Educacional? Para que a Escola forma?
  • 93. 2.2.3. Qual o papel dos pais e da sociedade na educação? 2.2.4. Qual a Teoria da Aprendizagem adotada pela Escola?
  • 94. 3. DIAGNÓSTICO - a realidade 3.1. Breve quadro do mundo, do Brasil e da Educação na atualidade. 3.2. Um quadro da realidade mais próxima da escola: o município e o bairro.
  • 95. 3.3. Os personagens da escola: alunos, professores, equipe pedagógica, funcionários, cooperados, organograma, conselhos, tradições etc. 3.4. Dados sobre a infraestrutura da escola (o que aponta para possibilidades e limites na fase de programação)
  • 96. 4. PROGRAMAÇÃO - as possibilidades 4.1. Calendário (se o PPP for revisto todo ano) - destaque para os eventos 4.2. Organização curricular e ementas das disciplinas, com bibliografia básica e complementar (livro texto, se for o caso) -
  • 97. com destaque para a integração e organicidade na perspectiva da interdisciplinaridade. 4.3. Divisão dos núcleos dentro da escola (por ex: Educação Infantil, 1a a 4a, 5a a 8a,Ensino Médio) - características e identidade de cada núcleo.
  • 98. 4.4. Projetos Pedagógicos (atividades extra- curriculares e de integração interdisciplinar)
  • 99. 4.5. Tratamento a ser dado aos temas transversais. 4.6. Disciplina (regras de convivência) - geralmente estão em regimento ou regulamento anexo, mas que deve ser coerente com o PPP, pois este é a Constituição da Escola.
  • 100. 4.7. Sistema de Avaliação do Rendimento dos alunos e controle de freqüência (não é demais lembrar que deve haver coerência entre este sistema e a Teoria de Aprendizagem adotada)
  • 101. 5. AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO 5.1. Como será feito o acompanhamento da execução do PPP? 5.2. Como será a Avaliação da execução do PPP, nas suas etapas e no final do período letivo?
  • 102. CONSIDERAÇÕES... O CONCEITO DE PARTICIPAÇÃO, AUTONOMIA, DEMOCRACIA, LIBERDADE E SUAS FORMAS DE OPERACIONALIZAÇÃO PRECISAM SER REDISCUTIDAS NO ÂMBITO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS COMO TAMBÉM NO ESPAÇO ESCOLAR, PARA QUE SE CUMPRA EFETIVAMENTE SEU PAPEL DE EIXO NORTEADOR NA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA
  • 103.  

Notas do Editor

  1. Passou da área de assistência social para a área da educação Deixou de ser assistencial e virou educação. As crianças começam a ser melhor preparadas . Educação Infantil - Total cresceu de 4. 421.000 para 4.815.000 O maior crescimento na matricula: 8,9% - três vezes maior do que nos últimos 4 anos. Rede publica municipal cresceu 9,4% e atende hoje 68% dos alunos Escolas estaduais: redução de 5,8% e atende hoje 6,6% dos alunos A partir de 2000, as creches e pré-escolas passaram todas para o sistema de ensino. Antes estavam com as primeiras damas e assistência social, entre outros. Isso é positivo porque o cuidado com a criança pequena deve ser junto da família e da comunidade O número de professores de educação infantil tende a aumentar, já que, agora, no sistema do ensino, só podem contratar professores formados. Todas as prefeituras do país estão com programas de capacitação, certificação, inclusive para aproveitar os que já trabalhavam sem habilitação.
  2. Algo deve mudar no país com 5 milhões de pessoas terminando anualmente o nível médio e entrando para o mercado de trabalho O perfil educacional da população vai mudar para melhor Os filhos dos nossos filhos vão viver em um pais onde todo mundo tem secundário De 1996/2001: +46,7% NE: +10,3% N: + 9,3% CO: +2,5% SE: - 0,9% S: - 0,4% Escolas Públicas: 86,8% (83% nas estaduais - cresceu 4,8%; 2,7% nas municipais - perdeu 11,6%; federais 1%) Escolas Privadas: 13,2% (queda de 3,6%)
  3. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  4. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  5. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  6. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  7. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  8. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  9. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  10. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  11. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  12. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.
  13. A principal causa da mudança do professor é o avanço na implementação da reforma da educação básica que está começando a chegar no chão da escola.