Khun, pop..

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Khun, pop..

  1. 1. Ficha Informativa – 11º Ano FILOSOFIA Epistemologia de Thomas Kuhn (1922 – 1996)Nasceu a 18 de Julho em Cincinnati - Ohio (Estados Unidos)Professor de Filosofia e História da Ciência em Harvard, Berkeley e Boston (Especialização em Física)Thomas Kuhn, tal como Popper, é um epistemólogo contemporâneo interessado em explicar as lógicas de desenvolvimentodo conhecimento científico. Apresenta, no entanto, uma perspectiva que não sendo em todos os aspectos oposta à dePopper, é diferente no que toca à linguagem utilizada (aparelho conceptual) e, fundamentalmente, no que respeita à sua visãodescontinuísta da história e evolução da ciência. Mudou por completo a noção que se tinha sobre o progresso científico.Anteriormente, pensava-se que a ciência progredia de forma contínua, por melhoramentos consecutivos, que iam sendoadicionados por sucessivos cientistas. Na sua célebre obra A Estrutura das Revoluções Científicas (1962) defendeu que osgrandes progressos da ciência não resultam de mecanismos de continuidade, mas sim de mecanismos de ruptura. Umaciência que evolui de forma contínua atravessa uma etapa do seu desenvolvimento designada, nesta teoria, por CiênciaNormal. Durante esse período, o mundo ao qual essa ciência se aplica é visto por todos os seus praticantes segundo umamesma perspectiva. Todos vêm o mundo da mesma maneira. A certa altura, alguns dos praticantes dessa ciência começam adescobrir contradições internas e chegam à conclusão que a forma de ver o mundo em que essa ciência se baseia não éadequada. Começam a descobrir que o mundo devia ser olhado de outra maneira. Às diversas formas de ver o mundosegundo determinados Modelos Teóricos vigentes, Kuhn chamou paradigmas. Quando alguém descobre um paradigmadistinto, sobre o qual é possível basear o desenvolvimento duma ciência, diz-se que a ciência é, durante esse período, umaCiência Revolucionária.Segundo Kuhn, uma ciência evolui por etapas que ora são de evolução normal, ora de ruptura revolucionária, sendo asrupturas revolucionárias que mais contribuem para o progresso dessa ciência. “Na Astronomia, por exemplo, durantemuitos anos acreditou-se no paradigma geocêntrico, segundo o qual o Sol rodaria à volta da Terra. Todos oscálculos matemáticos da altura, realizados sobre os movimentos dos planetas, confirmavam que o paradigmageocêntrico era o correcto. A certa altura, no entanto, alguns astrónomos e físicos começaram a conjecturar que asirregularidades que detectavam em alguns dos cálculos só poderiam ser explicadas se a Terra rodasse em torno doSol, e não ao contrário. Durante muitos anos, as suas convicções provocaram fenómenos de perseguição e rejeiçãosocial, acusações de heresia e, em alguns casos mais extremos, a perda da própria vida, imolada nas fogueiras daInquisição; mas, a partir de certa altura, os cálculos começaram a confirmar que, de facto, a razão estava do ladodeles e o paradigma heliocêntrico impôs-se”.É curioso observar que Pedro Nunes, o nosso maior matemático e um dos grandes matemáticos do mundo, na sua época,não aceitava o paradigma heliocêntrico, contrariando, assim, um número já significativo de contemporâneos seus. A razãoque hoje se avança para explicar essa estranha posição é que na época os cálculos de previsão do movimento dos planetas
  2. 2. se apresentavam muito mais rigorosos quando se recorria ao modelo geocêntrico, enquanto que o modelo heliocêntricoconduzia a anomalias de cálculo que ninguém, na altura, sabia explicar.Para Kuhn a ciência é naturalmente conservadora, reproduzindo a atitude natural do homem à qual não se furta, também, aprópria comunidade científica: é muito mais seguro e cómodo conservar os modelos explicativos (Paradigmas) do quesubmetê-los a sucessivos exames e transformações. A comunidade científica procura naturalmente conservar os paradigmasvigentes, resistindo o mais possível às mudanças impostas pelas novas conjecturas, procurando resguardar as “verdades” jáconstituídas de qualquer crise iminente. Este espírito dogmático (resistente à mudança) ocorre na fase designada por “ ciêncianormal”. Nesta fase, toda a comunidade científica trabalha no sentido de consolidar / conservar as explicaçõesconsensualmente em vigor, resistindo a toda a inovação e aos conflitos de posições que possam pôr em risco a estabilidadedos modelos científicos.Porém, quanto maior é a obstinação da comunidade científica em defender um modelo ou uma teoria ultrapassada, mais semanifesta a necessidade de a substituir: quanto maior é a resistência em reconhecer a eficácia explicativa dos novosmodelos, mais acelerada é a crise que procuraram evitar e maior é a ruptura entre os modelos caducos e os novos modelos(novos paradigmas). Esta é a dinâmica que corresponde à REVOLUÇÃO na CIÊNCIA, da qual resultará uma fase de CiênciaExtraordinária – fase que já encerra o novo paradigma que passará, à semelhança do paradigma anterior, por um períodomais ou menos longo de desenvolvimento e consolidação (Ciência Normal), até se verificar a emergência/necessidade deuma nova Crise.Conclui-se, assim, que mesmo que a ciência encerre, temporária e naturalmente, alguma tendênciadogmática, esta será sempre ultrapassada pelo próprio dinamismo inerente ao progresso científico. Anatureza da ciência é avessa a qualquer espécie de dogmatismo e de conservadorismo. Professora: Rosa Sousa Ficha Informativa – 11º Ano FILOSOFIA
  3. 3. Epistemologia de Karl Popper ( 1902- 1994)Filósofo (epistemólogo) austríaco ( 1902- 1994)Popper e a Crítica à concepção clássica de Ciência (págs. 180-195 do Manual) A Crítica à Indução: Tal como se verificou em David Hume, Popper vai analisar os fundamentos lógicos do procedimento indutivo concluindo que, por maior que seja o número de observações empíricas particulares, não existe qualquer justificação racional para se proceder à sua generalização a todos os casos. Mesmo que se tenham observado milhares de cisnes brancos, nada nos autoriza a inferir que “todos os cisnes são brancos” pois, bastará uma única observação contrária, para refutar essa convicção inicial enraizada na experiência. Assim, as inferências indutivas não conferem ao conhecimento nem necessidade lógica nem validade universal pelo que, na óptica deste autor, a ciência tem o seu ponto de partida crucial, na formulação de hipóteses: num processo puramente racional, autónomo face à experiência; a ciência não é mais do que um conhecimento conjectural. O Racionalismo Crítico de Popper: Desenvolvimento e Progresso A objectividade científica é sempre aproximada : a verdade é sempre relativa a um determinado estado do desenvolvimento científico; não há métodos concludentes e uma das características fundamentais do conhecimento científico é a sua revisibilidade. Popper procura responder à crise de objectividade que atravessa a ciência, defendendo que o importante não é verificar ou demonstrar a veracidade das hipóteses. O cientista, na sua óptica, deve ter uma nova atitude e essa consiste em considerar que não há certezas inabaláveis/indestrutíveis. O espírito científico é anti-dogmático por natureza e isso pressupõe toda a abertura possível à discussão, à descoberta de erros e inconsistências nas teorias, à assunção plena das incertezas: por isso, a procura da verdade não se faz, (como tradicionalmente se pensava na ciência clássica), pela verificação das hipóteses e teorias, mas pela sua falsificação - o que implica a descoberta de erros e corroboração - que implica a sua resistência aos testes, isto é, quando, após realizados, não foi demonstrada a sua falsidade. Na perspectiva deste epistemólogo, a verificação por testes só serve para corroborar ou falsificar as teorias: a ciência é uma reconstrução racional permanente na qual as teorias são como “redes” que o cientista lança para “capturar o mundo”: racionalizá-lo, compreendê-lo e dominá-lo. As teorias são, por isso, conjecturas (especulações do espírito criativo da ciência) que devem ser constantemente postas à prova. Uma teoria corroborada é aquela que que resiste às refutações depois de ter sido intensamente testada, o que não significa que as verificações sejam concludentes/definitivas/conclusivas; se assim fosse, não existiria PROGRESSO e este é uma das marcas distintivas da ciência. A ciência só avança na medida em que põe em causa conhecimentos anteriormente adquiridos e nisso consiste o ideal da refutabilidade. Não há, por isso, acumulação de conhecimentos ; as novas teorias são aceites quando permitem explicar melhor um maior número de problemas: o erro deve ser assumido como um factor dinâmico de PROGRESSO e não como factor alheio à ciência, ou que contribua para a sua estagnação. A estagnação é própria dos espíritos autoritários e dogmáticos e todo o verdadeiro cientista é aquele que assume que a verdade é o limite inalcançável para onde caminha toda a investigação. Ciência e Futuro: manipulação genética Sórdida? Chocante? Repugnante? Quero que fique bem claro que a imagem, como « caricatura» de um futuro possível, não pretende alarmar, mas tão só, exortar-nos à reflexão.
  4. 4. "Nada contra a clonagem, tudo a favor de uma Ciência responsável"A ideia de clonagem surgiu em 1938 quando Hans Spermann, embriologista alemão (Nobel de Medicina, 1935)propôs uma experiência que consistia em transferir o núcleo de uma célula em estágio tardio de desenvolvimentopara um óvulo. Em 1952, Robert Briggs e Thomas King, de Filadélfia, realizam a primeira clonagem de sapos apartir de células embrionárias. Em 1984, Steen Willadsen da Universidade de Cambridge clonou uma ovelha a partirde células embrionárias jovens. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Wisconsin clonou uma vaca a partirde células embrionárias jovens do mesmo animal (1986). Em 1995, Ian Wilmut e Keith Campbell, da estação dereprodução animal na Escócia, partiram de células embrionárias de 9 dias para clonar duas ovelhas idênticaschamadas de "Megan" e "Morag". No ano seguinte surgiu "Dolly", “clonada” pelas mãos destes mesmospesquisadores a partir de células congeladas de uma ovelha. Esta foi a grande inovação - e que criou a granderepercussão do caso-, um clone originado não de uma célula embrionária, mas sim de uma célula mamária. Em1997, Dolly teria seu nascimento anunciado, sendo o marco de uma nova era biotecnológica.A palavra clone foi criada em Biologia para designar indivíduos que se originam de outros por reproduçãoassexuada. A clonagem, que é o nome que se dá à formação de clones, é o meio de reprodução mais frequente enatural dos vegetais inferiores, mas as plantas superiores também se podem multiplicar desse modo, como é o casoda grama dos jardins, que geram plantas independentes ao formarem raízes nos nós dos ramos laterais junto àterra. Às vezes, como acontece com a bananeira e, geralmente, com a parreira e com a cana de açúcar, a clonagemé o único meio de multiplicação de uma planta. Quando um jardineiro obtém mudas de begónia a partir de uma folhaou usa estacas cortadas dos ramos de uma roseira, para conseguir mudas plantadas ou enxertadas,está praticandoclonagem. Aliás, foi dessa prática que surgiu o termo clone porque, em grego, klón significa estaca.A clonagem também ocorre naturalmente em animais, inclusive na espécie humana. De facto, em todas aspopulações humanas, tem-se que, de cada mil nascimentos, em média, quatro são de pares de gémeosdenominados univitelinos ou monozigóticos, porque se originam de um único ovo ou zigoto. Assim, em vez de ozigoto originar um único indivíduo, tem-se que, nos primeiros estágios do desenvolvimento embrionário, entre um e14 dias após a formação do zigoto, ocorre uma subdivisão que dá origem a dois indivíduos. Essa subdivisão é, pois,uma reprodução assexuada. Por terem essa origem, os gémeos monozigóticos são, indiscutivelmente, clones e,regra geral, geneticamente idênticos.É essa identidade que faz com que os gémeos monozigóticos sejam do mesmo sexo, isto é, pares do sexomasculino ou do sexo feminino. O nascimento de trigémeos monozigóticos é bem menos frequente e maisraramente ainda, nascem tetragémeos ou quíntuplos monozigóticos. Esses clones humanos naturais não devem,entretanto, ser confundidos com os gémeos que resultam de poliovulação e que, por isso, não são necessariamenteconcordantes quanto ao sexo e podem ser dizigóticos, trizigóticos, tetrazigóticos etc., conforme se originem de dois,três, quatro etc. zigotos distintos.Os gémeos monozigóticos têm, regra geral, o mesmo património genético (genótipo); porém, durante qualquerreprodução assexuada pode ocorrer alguma alteração do material genético (mutação), resultando um ser comgenótipo um pouco diferente daquele que está presente no ser original. Mas, na ausência de mutação, os gémeos
  5. 5. monozigóticos, do mesmo modo que outros clones, são geneticamente idênticos. Essa identidade genética,entretanto, não significa identidade na aparência física ou psicológica, porque todo o ser vivo é o resultado dainteração da sua constituição genética com o ambiente e é por isso que os gémeos monozigóticos têm aparênciafísica semelhante, mas não são fisicamente idênticos, além do que, eles apresentam individualidade psicológica.Parece interessante insistir nesse detalhe porque, lamentavelmente, existe uma tendência generalizada de enfatizarapenas a importância da constituição genética das pessoas e de menosprezar o efeito do ambiente, como se o serhumano não fosse mais do que o seu genótipo! Tudo na sociedade humana, inclusive a criminalidade ou o uso dedrogas, é apresentado pelos meios de comunicação como consequência de um destino genético, talvez para quemuitos sejam levados a crer que os governos não podem ser responsabilizados pela "falta de sorte" de uma partede sua população.Do exposto, pode-se concluir que, no início de 1997, os meios de comunicação denominaram incorretamente declone à famosa ovelha Dolly, porque ela resultou da união de um ovócito de uma ovelha de cor escura, do qual foiretirado o núcleo (ovócito enucleado), com uma célula da teta de uma ovelha branca. Em outras palavras, a ovelhaDolly herdou da ovelha branca o material genético nuclear, isto é, o DNA contido nos cromossomas do núcleo dacélula da teta, e herdou da ovelha escura o material genético citoplasmático, isto é, o DNA contido em organelasdenominadas mitocôndrios. Para gerar a ovelha Dolly alcançou-se, assim, o feito espectacular de fazer com que osgenes nucleares de uma célula diferenciada originária da teta da ovelha branca passassem a funcionar como os deuma célula indiferenciada, isto é, como aquelas do início do desenvolvimento embrionário.Visto que para gerar a ovelha Dolly foi essencial a contribuição de uma célula sexual feminina (ovócito), essa ovelhanão deveria ter sido chamada de clone. Mas quem pode com os meios de comunicação, que também inventaram adesignação estapafúrdia de "bebé proveta"? Foi, pois, assim, que a técnica empregada para produzir a ovelha Dolly,depois empregada com pequenas variações para outros mamíferos, inclusive, recentemente, para o ser humano,passou a ser conhecida como clonagem e passaram a ser chamados de clones todos animais ou embriõesproduzidos por essa técnica.Se eu tivesse que dar um nome para essa técnica eu diria que ela é apenas mais uma dentre as diferentes técnicasde fertilização assistida, que procura unir uma célula sexual feminina enucleada com uma célula somática, isto é,uma célula não-sexual. A meu ver, a única e grande restrição que deve ser feita, no momento, à aplicação dessatécnica à espécie humana reside no fato de que, até agora, os resultados conseguidos com ela em outrosmamíferos ainda estão longe de serem considerados bons. De facto, o seu rendimento é baixo, isto é, a razão entreos ovócitos necessários e os conceptos resultantes é muito alta, além do que, é alta a proporção dos conceptosgerados por essa técnica que apresentam anomalias congénitas, ou que resultam em óbito neonatal por problemasrespiratórios e circulatórios ou, ainda, que apresentam peso excessivamente alto associado a aumento do volumeplacentário.Entretanto, assim que essa técnica estiver bem padronizada não vejo razões para que, em situações especiais, elanão possa ser aplicada à espécie humana, pois terá uma vantagem sobre a técnica de fertilização assistida que, emcasos de esterilidade masculina, emprega doadores de espermatozóides. Visto que esses doadores permanecem
  6. 6. no anonimato, sempre existirá o risco de pessoas geradas por um mesmo doador virem a se casar sem saber quesão meio-irmãos pondo, assim, sua prole em grande risco de nascimento com anomalias resultantes daconsanguinidade próxima. Evidentemente, as pessoas que se candidatarem a esse tipo de reprodução deverãoestar sempre conscientes dos riscos de ocorrência de mutações indesejáveis na célula somática usada na uniãocom o ovócito enucleado.Considero que essa técnica de reprodução assistida, apesar de não estar bem estabelecida, está longe de serconsiderada como uma ameaça à humanidade, como ela é apresentada em um número exorbitante de artigos,entrevistas, pesquisa de opinião nos meios de divulgação de todo mundo. De facto, em que consistiria essaameaça? Evidentemente, se esse tipo de reprodução fosse realizado em grande escala, está claro que ahomogeneidade resultante poderia ser prejudicial. Num clone, quando um indivíduo é susceptível a ummicrorganismo causador de uma doença, ter-se-á que, regra geral, todos os elementos do clone apresentarão amesma susceptibilidade. Se a doença for letal, todos serão dizimados, com excepção dos que, eventualmente,forem portadores de uma mutação que confira resistência a esse microrganismo.Esse risco de homogeneidade, entretanto, não existirá, na espécie humana, porque a maioria dos indivíduos denossa espécie prefere o método clássico e agradável de reprodução, empregado desde os tempos imemoriais, querequer um homem e uma mulher. Portanto, os casos excepcionais dessa reprodução assistida, que tem sidochamada de clonagem, não poderiam afectar a estrutura genética das populações humanas de modo a ter um efeitosignificativo.Impedir o emprego dessa técnica por causa do risco remotíssimo de sua utilização para a criação de uma sociedadehomogénea facilmente manipulável não faz o menor sentido, porque já foi demonstrado à sociedade que amanipulação de populações humanas não exige identidade genética. Mais do que a improvável homogeneidadegenética, devemos temer o ambiente homogéneo dos regimes totalitários, que conduzem ao fanatismo e ao ódio.Posteriormente à ovelha mais famosa do mundo surgiram clones de bezerros, cabras, camundongos, porcos emacaco rhesus. Hoje a corrida tecnológica da clonagem tem como países líderes os Estados Unidos, Escócia,Inglaterra, Japão, Nova Zelândia e Canadá.Os procedimentos mais utilizados em animais e que começam a ser usados em clonagem de humanos são dois: umdeles consiste em utilizar o material genético (núcleo) extraído de uma célula não reprodutiva ou somática (diferentedo óvulo ou espermatozóide) de um indivíduo e inseri-lo em um óvulo cujo núcleo com DNA tenha sido retirado.Essa célula pode ser originada de um embrião, feto ou adulto que estejam vivos, mantidos em cultura em umlaboratório ou de tecido que esteja congelado.A outra técnica consiste na fusão de uma célula inteira com um óvulo sem material genético. Foi essa justamente atécnica utilizada em Dolly. A fase crítica - em que esta experiência pode não resultar, dá-se na etapa de fusão dascélulas, feita através de corrente eléctrica ou com um vírus chamado Sendai.Breve descrição do processo:1) As células somáticas são retiradas do doador 2) Essas células são cultivadas em laboratório 3) De uma doadora
  7. 7. colhe-se um óvulo não fertilizado 4) O núcleo contendo DNA é retirado do óvulo 5) A célula cultivada é fundida aoóvulo por meio de corrente eléctrica 6) Agora temos o óvulo fertilizado com nova informação genética 7) Este óvulovai se desenvolver até a fase de blástula (embrião com mais de 100 células) onde estão as células tronco.Mas existe também a possibilidade de animais serem clonados para fins terapêuticos, servindo para aexperimentação ou visando a produção de órgãos compatíveis com o ser humano - animais poderiam ser, um dia,produzidos em série para transplantes. Algumas empresas, como a Advanced Cell Technology (ACT), a mesma quealegou ter clonado o primeiro embrião humano da história, já dispõe de um banco de tecidos para quem quiserguardar amostras de seu bichinho de estimação ou de animais com grande potencial pecuário. Quando a técnica declonagem estiver bem estabelecida esse material poderia ser utilizado.O Missyplicity Project reúne cientistas que estão tentando clonar a cadela Missy (foto). O Genetic Savings & Clone éum banco de DNA criado especialmente para animais.A ideia de produzir clones de animais de estimação por enquanto só é possível em filmes como O Sexto Dia,estrelado por Arnold Schwarzenegger. Na história, o cachorro do personagem de Schwarzenegger é clonado poruma empresa chamada Re-pet, especializada em animais de estimação.No entanto, bancos como esses começam a ser formados também para animais em extinção como o Centro deReprodução de Espécies em Extinção do Zoológico de São Diego (EUA) e o Centro para Pesquisa de Espécies emExtinção do Instituto Audubon (EUA). A ideia é que, no futuro, o material genético de animais ameaçados dedesaparecer possa ser usado para cloná-los e reproduzi-los.A ACT chegou a clonar, em 2000, um gauro, espécie em extinção semelhante ao boi, natural da Índia, Indoshina eparte da Ásia. O animal fora clonado a partir de células da pele de um gauro fundidas com óvulos de vacas. Masapós nove meses de gestação o animal morreu, pouco depois de nascer, devido a complicações no sistemarespiratório.A expectativa é que a clonagem seja a única alternativa para recuperar espécies já extintas como o tigre daTasmânia (desaparecido desde 1930) e o bode bucardo da montanha (desaparecido desde 2000). Existe, porém, apreocupação para que o material armazenado desses animais tenha variabilidade genética para que não sejamoriginadas populações tão homogéneas que correriam o risco de serem dizimadas por vírus e bactérias. Oarmazenamento de amostras de células do maior número de animais de uma espécie que ainda estejam disponíveisno mundo, poderia garantir indivíduos com menor igualdade genética.Nota: Actualmente, ainda não é possível utilizar DNA extraído de organismos preservados em âmbar (como sugereo filme de Steven Spielberg O Parque dos Dinossauros), de células congeladas em condições diferentes às exigidaspor condições laboratoriais, células de cadáveres ou de material fossilizado. Professora: Rosa Sousa
  8. 8. _____________________________

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