SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 29
Por volta de 1342, o regimento dos Corregedores , promulgado pelo rei D. Afonso
IV , estabelece a ossatura básica da administração local: um reduzido número de
vereadores , escolhidos anualmente pela elite da terra ( numa eleição sempre
confirmada pelo representante da Coroa) , governará o burgo. EM 1391, D. João I
, o primeiro da dinastia de Avis, afina o processo. Anualmente, , quase sempre no
dia de S. João tira-se à sorte de cada um dos sacos o nome de dois juízes. Sorteia-
se igualmente o número de dois ou três vereadores, com atribuições gerais de
gestão e administração; de um procurador, em regra , o tesoureiro e o
representante da cidade em questões jurídicas e administrativas externas. O
processo eleitoral pode completar-se com a designação de um chanceler , de um
escrivão da câmara, de um juiz e sobretudo dos omnipotentes almotacés, espécie
de fiscais que fiscalizam o preço e a qualidade dos produtos, a higiene e a
circulação urbanas e superintendem a repartição de peixe e sobretudo de carne.
Juízes, vereadores, procurador e um punhado selecionado de homens- bons
juntam-se em regra às quartas e sábados , em local apartado, a habitação de um
deles, o alpendre de um mosteiro ou o adro de uma igreja, a praça do burgo ou a
casa da câmara. Nelas se guarda o parco mobiliário camarário : um ou dois
armários ou arcas com os sacos dos pelouros para as eleições, os principais
documentos do concelho ( atas de vereações, livros de registos de privilégios , livros
de contas)…

                                  Luís Miguel Duarte, Urbanismo e sociedade urbana
Domus
         Municipalis, Bragança




Nas Assembleias discutiam-se:

-Expedições militares,
-Trabalhos agrícolas,
- decisões e tributos municipais,
-decisões e tributos municipais ,
-Reparação de muralhas
-Eleição de magistrados
-Leilão de escravos
-Julgamento de delitos públicos
-Distribuição de saques e terras
MAGISTRADOS / FUNCIONÁRIOS
   Juízes                Supremos dirigentes do concelho.
(Alcaides ou                    Funções judiciais
    Alvazis)

 Meirinhos         Encarregados das execuções fiscais e judiciais

Almotacés      Funções económicas (vigilância dos mercados, preços e
                     medidas, da sanidade e das obras públicas)


Mordomos                 Administravam os bens concelhios

 Sesmeiros      Responsáveis pela distribuição e vigilância das terras


Procurador       Tesoureiro; representava externamente o concelho
                Passam a estar representados nas cortes, o que veio
                       reforçar o poder político dos concelhos
               Guarda do selo e da bandeira do concelho; responsável
 Chanceler        por examinar os despachos, decisões ou sentenças
                     e selar os mais importantes documentos do
                                       concelho.
Mordomo-     Corregedores    Meirinhos–
Alcaide-mor   Almoxarife        mor         e juízes de     mores e
                            (ou Mordomo         fora      Corregedores
                               do rei)
Comandante Cobrava os       Administrava   Inspeccionav    Delegados do
  das tropas   direitos e   os domínios       am os            rei nos
ao serviço da as rendas     da Coroa no    magistrados      concelhos e
    coroa,     devidas ao     concelho          ea        representantes
controlava a       rei                     administraçã      destes nas
prestação do                                o municipal        Cortes
    serviço
   militar e
   vigiava a
 justiça local
Cavaleiros
      Vilãos ou
    Homens- Bons
                                   V
                                   I
                                   Z
                                   I
        Peões                      N
                                   H
                                   O
                                   S

Dependentes ( judeus e
      mouros)
                         Leitura do doc da
                               pág 89
VIZINHOS:

Eram todos os homens livres, maiores de
 idade, que habitavam a área concelhia há um
 certo tempo e que nela trabalhavam ou eram
 proprietários.
  Deles estavam excluídos os nobres e os clérigos, a
 não ser que se submetessem às leis comuns e
 abdicassem dos seus privilégios. O mesmo acontecia
 com as mulheres (à excepção das viúvas), os judeus,
 os mouros, os estrangeiros, os servos e os escravos.
HOMENS-BONS
           (designados cavaleiros-vilãos durante a Reconquista)


•   Constituíam a elite social do concelho;
• Eram grandes proprietários rurais ou comerciantes;
•Tinham privilégios judiciais e fiscais, nomeadamente a isenção
do pagamento da jugada (tributo em cereais, proporcional ao
nº de junta de bois utilizadas no amanho das terras) e de
pousadia (dever de alojar o rei ou o senhor e a respectiva
comitiva).
• Monopolizavam os cargos e as magistraturas dos
concelhos,    tendo competências  relacionadas com   a
administração da justiça e a eleição dos magistrados e
funcionários.
•Constituíram   oligarquias municipais que foram restringindo cada vez
   Formavam a grande maioria da população
    concelhia. Uns viviam do trabalho artesanal
    ou da exploração de pequenas propriedades
    agrícolas; outros, os
    jornaleiros, trabalhavam, a troco de um
    salário (a jorna), nas terras dos homens -
    bons.
   Baixos rendimentos, não podiam sustentar
    cavalo e equipamento militar., por isso
    serviam a pé no exército
                                    Leitura dos doc das
                                        pág 84 e 85
   Trabalhavam no artesanato
   Dinâmicos, cultos, ocupavam os lugares de
    cirurgião junto ao rei
   Alvo de preconceitos religiosos e acusados de
    usura foram relegados para o espaços
    próprios - judiarias
   Trabalhavam no fabrico de tapetes, sapatos
   Viviam no arrabalde da cidade (mourarias)
    cujo acesso era proibido às mulheres cristãs
O urbanismo medieval parece ter tido a partir do séc. XIII um
incremento assinalável. O crescimento das povoações já existentes
e em que ao urbanismo romano de base e aos acrescentos mais ou
menos regulares das tradições muçulmanas se havia sobreposto a
ocupação cristã., parece poder falar-se com relativa segurança do
nascimento de novas aglomerações urbanas.
O reinado de D. Dinis terá sido um dos momentos mais destacados
de renovação de antigas e fundação de novas aglomerações
urbanas.
Inscritas , normalmente, no interior de uma cerca amuralhada
, essas povoações apresentam frequentemente uma rua central , de
traçado retilíneo e ligando as duas portas da muralha. A
acompanhar esse eixo central quase sempre existem uma ou duas
ruas paralelas estreitas. Nos casos mais desenvolvidos , travessas
perpendiculares ao traçado destas vias estabelecem uma
quadrícula regular que tem um ponto central . Neste largo central
fica a Igreja matriz e a câmara .

                                 José Custódio Silva, a Arte Gótica
Leitura da pág. 79
1. A CINTURA DE MURALHAS
   Muralha fernandina
        do Porto




Construção: D. Afonso IV
a D. Fernando (1376)
Extensão: 2.600 m
                           Alargamento das
Altura: 9 m
                           muralhas de Lisboa
Portas: 18
2. O ESPAÇO AMURALHADO
                          O CENTRO
     zona nobre da cidade, dos edifícios do poder
     e das elites locais.
           Sé de Évora                                         N.S. Oliveira
                            Castelo de Guimarães




                                                      Domus Municipalis
                         Paço do arcebispo de Braga


Torre de
menagem
  Beja

                                                          Bragança
O ESPAÇO AMURALHADO

            O MERCADO
O ESPAÇO AMURALHADO

RUAS SECUNDÁRIAS      RUAS DIREITAS
3. O ARRABALDE




                              Zona extra-muros



    Zona de exclusão, mas muito dinâmica
Minoria
étnico-religiosa


MOURARIA
4. O TERMO
                     O Termo do Porto em finais do século XIV




Espaço circundante da cidade
Vinhas
Searas
                Fonte de sobrevivência da cidade
Aldeias
                E dela dependente nos domínios jurídico,
                 fiscal e militar.
No século XII a
cidade do Porto era
um muro à volta do
Morro da Pena
Ventosa.
O porto ergueu-se sobre a
cerca velha, a conhecida
muralha sueva.
Em torno da Cerca Nova envolvem-se ruas, praças e
  construções.




A partir do século XIV o Porto necessita de outra
cerca. Dá-se inicio à construção da Muralha
Fernandina.
ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO E DO ESPAÇO CITADINO




              SEDE                              TERMO
         Vila ou Cidade                  zona rural circundante




      -Cerca amuralhada                   Hortas–zona de cultivo
* Rua central rectilínea ligada a     circundante da cidade para o
    duas portas da muralha                  seu abastecimento.
 * Uma ou duas ruas paralelas                   * Florestas
  * Largo central, com Igreja         * Baldios –zonas de expansão
 Matriz e câmara e pelourinho             futura da cidade, para
      (símbolo da justiça)              alargamento do perímetro
* Rossio– espaço aberto para o       urbano e/ou da zona de hortas
           mercado
O selo municipal: símbolo de autonomia
para autenticar os documentos;




                                     O pelourinho: símbolo da autonomia e da
                                     justiça local (execução das sentenças);
A bandeira e certos emblemas
(muralhas, castelo, barco, ponte, árvore ou animal
característico, etc): símbolos da autonomia e da solidariedade
colectiva.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Portugal medieval
Portugal medievalPortugal medieval
Portugal medieval
cattonia
 
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquistaMÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
Carina Vale
 
Concelhos e cortes
Concelhos e cortesConcelhos e cortes
Concelhos e cortes
cattonia
 
Geografia A 10 ano - Recursos do Subsolo
Geografia A 10 ano - Recursos do SubsoloGeografia A 10 ano - Recursos do Subsolo
Geografia A 10 ano - Recursos do Subsolo
Raffaella Ergün
 
A identidade civilizacional da Europa Ocidental
A identidade civilizacional da Europa OcidentalA identidade civilizacional da Europa Ocidental
A identidade civilizacional da Europa Ocidental
Susana Simões
 
Civilização romana
Civilização romanaCivilização romana
Civilização romana
bamp
 
A formação e alargamento do território português
A formação e alargamento do território portuguêsA formação e alargamento do território português
A formação e alargamento do território português
Anabela Sobral
 
Descobrimentos Portugueses
Descobrimentos PortuguesesDescobrimentos Portugueses
Descobrimentos Portugueses
João Fernandes
 
Desenvolvimento comercial parte 3
Desenvolvimento comercial parte 3Desenvolvimento comercial parte 3
Desenvolvimento comercial parte 3
Carla Teixeira
 

Mais procurados (20)

O país urbano e concelhio
O país urbano e concelhioO país urbano e concelhio
O país urbano e concelhio
 
O país rural e senhorial
O país rural e senhorialO país rural e senhorial
O país rural e senhorial
 
Portugal medieval
Portugal medievalPortugal medieval
Portugal medieval
 
Concelhos e cortes - séculos XIII e XIV
Concelhos e cortes - séculos XIII e XIVConcelhos e cortes - séculos XIII e XIV
Concelhos e cortes - séculos XIII e XIV
 
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquistaMÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
 
O poder régio
O poder régioO poder régio
O poder régio
 
Concelhos e cortes
Concelhos e cortesConcelhos e cortes
Concelhos e cortes
 
Desenvolvimento Económico Séculos XI-XII
Desenvolvimento Económico Séculos XI-XIIDesenvolvimento Económico Séculos XI-XII
Desenvolvimento Económico Séculos XI-XII
 
FunçõEs Urbanas
FunçõEs UrbanasFunçõEs Urbanas
FunçõEs Urbanas
 
Geografia A 10 ano - Recursos do Subsolo
Geografia A 10 ano - Recursos do SubsoloGeografia A 10 ano - Recursos do Subsolo
Geografia A 10 ano - Recursos do Subsolo
 
A identidade civilizacional da Europa Ocidental - A multiplicidade de poderes
A identidade civilizacional da Europa Ocidental - A multiplicidade de poderesA identidade civilizacional da Europa Ocidental - A multiplicidade de poderes
A identidade civilizacional da Europa Ocidental - A multiplicidade de poderes
 
A identidade civilizacional da Europa Ocidental: a fragilidade do equilíbrio ...
A identidade civilizacional da Europa Ocidental: a fragilidade do equilíbrio ...A identidade civilizacional da Europa Ocidental: a fragilidade do equilíbrio ...
A identidade civilizacional da Europa Ocidental: a fragilidade do equilíbrio ...
 
A identidade civilizacional da Europa Ocidental - A unidade da crença
A identidade civilizacional da Europa Ocidental - A unidade da crençaA identidade civilizacional da Europa Ocidental - A unidade da crença
A identidade civilizacional da Europa Ocidental - A unidade da crença
 
A identidade civilizacional da Europa Ocidental
A identidade civilizacional da Europa OcidentalA identidade civilizacional da Europa Ocidental
A identidade civilizacional da Europa Ocidental
 
Idade Ma
Idade MaIdade Ma
Idade Ma
 
Civilização romana
Civilização romanaCivilização romana
Civilização romana
 
A formação e alargamento do território português
A formação e alargamento do território portuguêsA formação e alargamento do território português
A formação e alargamento do território português
 
Descobrimentos Portugueses
Descobrimentos PortuguesesDescobrimentos Portugueses
Descobrimentos Portugueses
 
A Reconquista
A ReconquistaA Reconquista
A Reconquista
 
Desenvolvimento comercial parte 3
Desenvolvimento comercial parte 3Desenvolvimento comercial parte 3
Desenvolvimento comercial parte 3
 

Semelhante a Concelhos 2

Portugal no século xiii ambiente natural e os grupos sociais - muito completo
Portugal no século xiii   ambiente natural e os grupos sociais - muito completoPortugal no século xiii   ambiente natural e os grupos sociais - muito completo
Portugal no século xiii ambiente natural e os grupos sociais - muito completo
capell18
 
Portugal no século xIII reformulado acordo ortográfico
Portugal no século xIII reformulado acordo ortográficoPortugal no século xIII reformulado acordo ortográfico
Portugal no século xIII reformulado acordo ortográfico
Ana Pereira
 
Portugal -os_poderes_concelhios_e_as_elites_urbanas
Portugal  -os_poderes_concelhios_e_as_elites_urbanasPortugal  -os_poderes_concelhios_e_as_elites_urbanas
Portugal -os_poderes_concelhios_e_as_elites_urbanas
Carlos Ferreira
 
Quotidiano na idade média
Quotidiano na idade médiaQuotidiano na idade média
Quotidiano na idade média
Anabela Sobral
 
O apogeu do Império Romano_Apontamentos
O apogeu do Império Romano_ApontamentosO apogeu do Império Romano_Apontamentos
O apogeu do Império Romano_Apontamentos
Patrícia Morais
 
Importância das feiras 7ºano
Importância das feiras 7ºanoImportância das feiras 7ºano
Importância das feiras 7ºano
BeatrizMarques25
 

Semelhante a Concelhos 2 (20)

Surto urbano 2
Surto urbano 2Surto urbano 2
Surto urbano 2
 
Séc. xii a xiv
Séc. xii a xivSéc. xii a xiv
Séc. xii a xiv
 
Portugal no século xiii ambiente natural e os grupos sociais - muito completo
Portugal no século xiii   ambiente natural e os grupos sociais - muito completoPortugal no século xiii   ambiente natural e os grupos sociais - muito completo
Portugal no século xiii ambiente natural e os grupos sociais - muito completo
 
2. 3 a romanização da península ibérica
2. 3   a romanização da península ibérica2. 3   a romanização da península ibérica
2. 3 a romanização da península ibérica
 
Portugal no contexto europeu do Século XII a XIV
Portugal no contexto europeu do Século XII a XIVPortugal no contexto europeu do Século XII a XIV
Portugal no contexto europeu do Século XII a XIV
 
Portugal no contexto europeu do Século XII a XIV
Portugal no contexto europeu do Século XII a XIVPortugal no contexto europeu do Século XII a XIV
Portugal no contexto europeu do Século XII a XIV
 
Portugal no século xIII reformulado acordo ortográfico
Portugal no século xIII reformulado acordo ortográficoPortugal no século xIII reformulado acordo ortográfico
Portugal no século xIII reformulado acordo ortográfico
 
Portugal -os_poderes_concelhios_e_as_elites_urbanas
Portugal  -os_poderes_concelhios_e_as_elites_urbanasPortugal  -os_poderes_concelhios_e_as_elites_urbanas
Portugal -os_poderes_concelhios_e_as_elites_urbanas
 
Foral Manuelino de Vila Real - 1515 (v. digital)
Foral Manuelino de Vila Real - 1515 (v. digital)Foral Manuelino de Vila Real - 1515 (v. digital)
Foral Manuelino de Vila Real - 1515 (v. digital)
 
Quotidiano na idade média
Quotidiano na idade médiaQuotidiano na idade média
Quotidiano na idade média
 
Guia de estudo n.º3 A Europa nos séculos XIII e XIV 1516
Guia de estudo n.º3 A Europa nos séculos XIII e XIV 1516Guia de estudo n.º3 A Europa nos séculos XIII e XIV 1516
Guia de estudo n.º3 A Europa nos séculos XIII e XIV 1516
 
O apogeu do Império Romano_Apontamentos
O apogeu do Império Romano_ApontamentosO apogeu do Império Romano_Apontamentos
O apogeu do Império Romano_Apontamentos
 
A vida nas cidades medievais pág
A vida nas cidades medievais págA vida nas cidades medievais pág
A vida nas cidades medievais pág
 
Coutos e terras de degredo no Algarve
Coutos e terras de degredo no AlgarveCoutos e terras de degredo no Algarve
Coutos e terras de degredo no Algarve
 
Importância das feiras 7ºano
Importância das feiras 7ºanoImportância das feiras 7ºano
Importância das feiras 7ºano
 
13 o império romano
13   o império romano13   o império romano
13 o império romano
 
H8 últimos conteúdos do 7 º ano
H8 últimos conteúdos do 7 º anoH8 últimos conteúdos do 7 º ano
H8 últimos conteúdos do 7 º ano
 
País rural e senhorial
País rural e senhorialPaís rural e senhorial
País rural e senhorial
 
ImpéRio Romano
ImpéRio RomanoImpéRio Romano
ImpéRio Romano
 
História sociedade sec xiii
História sociedade sec xiiiHistória sociedade sec xiii
História sociedade sec xiii
 

Mais de Carla Teixeira

O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1
Carla Teixeira
 
Arte renascentista parte 3
Arte renascentista  parte 3Arte renascentista  parte 3
Arte renascentista parte 3
Carla Teixeira
 
A reforma religiosa parte 2
A reforma religiosa  parte 2A reforma religiosa  parte 2
A reforma religiosa parte 2
Carla Teixeira
 
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
A reforma católica e a contra  reforma- parte 1A reforma católica e a contra  reforma- parte 1
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
Carla Teixeira
 
A contra reforma parte 3
A contra reforma  parte 3A contra reforma  parte 3
A contra reforma parte 3
Carla Teixeira
 
A contra reforma parte 2
A contra reforma   parte 2A contra reforma   parte 2
A contra reforma parte 2
Carla Teixeira
 
A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2
Carla Teixeira
 
O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1
Carla Teixeira
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
Carla Teixeira
 
Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1
Carla Teixeira
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
Carla Teixeira
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
Carla Teixeira
 
Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3
Carla Teixeira
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
Carla Teixeira
 

Mais de Carla Teixeira (20)

A civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.pptA civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.ppt
 
1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt
 
a polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppta polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppt
 
O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1
 
Arte renascentista parte 3
Arte renascentista  parte 3Arte renascentista  parte 3
Arte renascentista parte 3
 
Arte renascentista
Arte renascentistaArte renascentista
Arte renascentista
 
A reforma religiosa parte 2
A reforma religiosa  parte 2A reforma religiosa  parte 2
A reforma religiosa parte 2
 
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
A reforma católica e a contra  reforma- parte 1A reforma católica e a contra  reforma- parte 1
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
 
A contra reforma parte 3
A contra reforma  parte 3A contra reforma  parte 3
A contra reforma parte 3
 
A contra reforma parte 2
A contra reforma   parte 2A contra reforma   parte 2
A contra reforma parte 2
 
A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2
 
O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1
 
Neoclássico parte 2
Neoclássico parte 2Neoclássico parte 2
Neoclássico parte 2
 
Neoclássico parte3
Neoclássico parte3Neoclássico parte3
Neoclássico parte3
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
 
Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
 
Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
 

Concelhos 2

  • 1.
  • 2. Por volta de 1342, o regimento dos Corregedores , promulgado pelo rei D. Afonso IV , estabelece a ossatura básica da administração local: um reduzido número de vereadores , escolhidos anualmente pela elite da terra ( numa eleição sempre confirmada pelo representante da Coroa) , governará o burgo. EM 1391, D. João I , o primeiro da dinastia de Avis, afina o processo. Anualmente, , quase sempre no dia de S. João tira-se à sorte de cada um dos sacos o nome de dois juízes. Sorteia- se igualmente o número de dois ou três vereadores, com atribuições gerais de gestão e administração; de um procurador, em regra , o tesoureiro e o representante da cidade em questões jurídicas e administrativas externas. O processo eleitoral pode completar-se com a designação de um chanceler , de um escrivão da câmara, de um juiz e sobretudo dos omnipotentes almotacés, espécie de fiscais que fiscalizam o preço e a qualidade dos produtos, a higiene e a circulação urbanas e superintendem a repartição de peixe e sobretudo de carne. Juízes, vereadores, procurador e um punhado selecionado de homens- bons juntam-se em regra às quartas e sábados , em local apartado, a habitação de um deles, o alpendre de um mosteiro ou o adro de uma igreja, a praça do burgo ou a casa da câmara. Nelas se guarda o parco mobiliário camarário : um ou dois armários ou arcas com os sacos dos pelouros para as eleições, os principais documentos do concelho ( atas de vereações, livros de registos de privilégios , livros de contas)… Luís Miguel Duarte, Urbanismo e sociedade urbana
  • 3. Domus Municipalis, Bragança Nas Assembleias discutiam-se: -Expedições militares, -Trabalhos agrícolas, - decisões e tributos municipais, -decisões e tributos municipais , -Reparação de muralhas -Eleição de magistrados -Leilão de escravos -Julgamento de delitos públicos -Distribuição de saques e terras
  • 4. MAGISTRADOS / FUNCIONÁRIOS Juízes Supremos dirigentes do concelho. (Alcaides ou Funções judiciais Alvazis) Meirinhos Encarregados das execuções fiscais e judiciais Almotacés Funções económicas (vigilância dos mercados, preços e medidas, da sanidade e das obras públicas) Mordomos Administravam os bens concelhios Sesmeiros Responsáveis pela distribuição e vigilância das terras Procurador Tesoureiro; representava externamente o concelho Passam a estar representados nas cortes, o que veio reforçar o poder político dos concelhos Guarda do selo e da bandeira do concelho; responsável Chanceler por examinar os despachos, decisões ou sentenças e selar os mais importantes documentos do concelho.
  • 5. Mordomo- Corregedores Meirinhos– Alcaide-mor Almoxarife mor e juízes de mores e (ou Mordomo fora Corregedores do rei) Comandante Cobrava os Administrava Inspeccionav Delegados do das tropas direitos e os domínios am os rei nos ao serviço da as rendas da Coroa no magistrados concelhos e coroa, devidas ao concelho ea representantes controlava a rei administraçã destes nas prestação do o municipal Cortes serviço militar e vigiava a justiça local
  • 6. Cavaleiros Vilãos ou Homens- Bons V I Z I Peões N H O S Dependentes ( judeus e mouros) Leitura do doc da pág 89
  • 7. VIZINHOS: Eram todos os homens livres, maiores de idade, que habitavam a área concelhia há um certo tempo e que nela trabalhavam ou eram proprietários. Deles estavam excluídos os nobres e os clérigos, a não ser que se submetessem às leis comuns e abdicassem dos seus privilégios. O mesmo acontecia com as mulheres (à excepção das viúvas), os judeus, os mouros, os estrangeiros, os servos e os escravos.
  • 8. HOMENS-BONS (designados cavaleiros-vilãos durante a Reconquista) • Constituíam a elite social do concelho; • Eram grandes proprietários rurais ou comerciantes; •Tinham privilégios judiciais e fiscais, nomeadamente a isenção do pagamento da jugada (tributo em cereais, proporcional ao nº de junta de bois utilizadas no amanho das terras) e de pousadia (dever de alojar o rei ou o senhor e a respectiva comitiva). • Monopolizavam os cargos e as magistraturas dos concelhos, tendo competências relacionadas com a administração da justiça e a eleição dos magistrados e funcionários. •Constituíram oligarquias municipais que foram restringindo cada vez
  • 9. Formavam a grande maioria da população concelhia. Uns viviam do trabalho artesanal ou da exploração de pequenas propriedades agrícolas; outros, os jornaleiros, trabalhavam, a troco de um salário (a jorna), nas terras dos homens - bons.  Baixos rendimentos, não podiam sustentar cavalo e equipamento militar., por isso serviam a pé no exército Leitura dos doc das pág 84 e 85
  • 10. Trabalhavam no artesanato  Dinâmicos, cultos, ocupavam os lugares de cirurgião junto ao rei  Alvo de preconceitos religiosos e acusados de usura foram relegados para o espaços próprios - judiarias
  • 11. Trabalhavam no fabrico de tapetes, sapatos  Viviam no arrabalde da cidade (mourarias) cujo acesso era proibido às mulheres cristãs
  • 12.
  • 13. O urbanismo medieval parece ter tido a partir do séc. XIII um incremento assinalável. O crescimento das povoações já existentes e em que ao urbanismo romano de base e aos acrescentos mais ou menos regulares das tradições muçulmanas se havia sobreposto a ocupação cristã., parece poder falar-se com relativa segurança do nascimento de novas aglomerações urbanas. O reinado de D. Dinis terá sido um dos momentos mais destacados de renovação de antigas e fundação de novas aglomerações urbanas. Inscritas , normalmente, no interior de uma cerca amuralhada , essas povoações apresentam frequentemente uma rua central , de traçado retilíneo e ligando as duas portas da muralha. A acompanhar esse eixo central quase sempre existem uma ou duas ruas paralelas estreitas. Nos casos mais desenvolvidos , travessas perpendiculares ao traçado destas vias estabelecem uma quadrícula regular que tem um ponto central . Neste largo central fica a Igreja matriz e a câmara . José Custódio Silva, a Arte Gótica
  • 15. 1. A CINTURA DE MURALHAS Muralha fernandina do Porto Construção: D. Afonso IV a D. Fernando (1376) Extensão: 2.600 m Alargamento das Altura: 9 m muralhas de Lisboa Portas: 18
  • 16. 2. O ESPAÇO AMURALHADO O CENTRO zona nobre da cidade, dos edifícios do poder e das elites locais. Sé de Évora N.S. Oliveira Castelo de Guimarães Domus Municipalis Paço do arcebispo de Braga Torre de menagem Beja Bragança
  • 17. O ESPAÇO AMURALHADO O MERCADO
  • 18. O ESPAÇO AMURALHADO RUAS SECUNDÁRIAS RUAS DIREITAS
  • 19. 3. O ARRABALDE Zona extra-muros Zona de exclusão, mas muito dinâmica
  • 21. 4. O TERMO O Termo do Porto em finais do século XIV Espaço circundante da cidade Vinhas Searas Fonte de sobrevivência da cidade Aldeias E dela dependente nos domínios jurídico, fiscal e militar.
  • 22.
  • 23. No século XII a cidade do Porto era um muro à volta do Morro da Pena Ventosa.
  • 24. O porto ergueu-se sobre a cerca velha, a conhecida muralha sueva.
  • 25. Em torno da Cerca Nova envolvem-se ruas, praças e construções. A partir do século XIV o Porto necessita de outra cerca. Dá-se inicio à construção da Muralha Fernandina.
  • 26. ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO E DO ESPAÇO CITADINO SEDE TERMO Vila ou Cidade zona rural circundante -Cerca amuralhada Hortas–zona de cultivo * Rua central rectilínea ligada a circundante da cidade para o duas portas da muralha seu abastecimento. * Uma ou duas ruas paralelas * Florestas * Largo central, com Igreja * Baldios –zonas de expansão Matriz e câmara e pelourinho futura da cidade, para (símbolo da justiça) alargamento do perímetro * Rossio– espaço aberto para o urbano e/ou da zona de hortas mercado
  • 27.
  • 28. O selo municipal: símbolo de autonomia para autenticar os documentos; O pelourinho: símbolo da autonomia e da justiça local (execução das sentenças);
  • 29. A bandeira e certos emblemas (muralhas, castelo, barco, ponte, árvore ou animal característico, etc): símbolos da autonomia e da solidariedade colectiva.