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TEORIA DA BUROCRACIA E TEORIA CLÁSSICA: UMA REFLEXÃO
COMPARATIVA – TRABALHO INDIVIDUAL
Trabalho individual para a cadeira de
Sociologia das Organizações (Turma A
do 3.º ano da Licenciatura em
Comunicação Social) realizado por:
Jorge Lopes, n.º 9978
Escola Superior de Educação de Viseu,
Instituto Politécnico de Viseu
Resumo: A Teoria da Burocracia e a Teoria Clássica são duas das teorias mais analisadas e revistas
dentro do quadro da Teoria Geral da Administração. Para comparar as duas teorias, será preciso
claramente uma revisão mais aprofundada, precisa e detalhada. Este artigo pretende tentar fazer
este trabalho de comparação e revisão da Teoria Clássica e da Teoria da Burocracia através da
apresentação das suas caraterísticas e das suas ideias principais. Assim sendo, é apresentado no
trabalho uma revisão que pretende ser informativa sobre duas das teorias mais importantes da
Administração.
Palavras-chave: Administração, Burocracia, Classicismo, Gestão, Organização e Teoria
Abstract: The Bureaucracy Theory and the Classical Theory are two of the most analyzed and revised
theories within the framework of the General Theory of Administration. To compare the two theories,
it has to clearly need a further, precise and detailed review. This article intends to try to make this work
of comparison and reviewing of the Classical Theory and the Bureaucracy Theory through the
presentation of its features and its main ideas. Therefore, it is presented in a review that pretends to be
informative about two of the most important theories of Administration.
Keywords: Administration, Bureaucracy, Classicism, Management, Organization and Theory
INTRODUÇÃO
É importante que haja uma clarificação simples sobre duas das teorias mais conhecidas
do modelo de administração: a Teoria da Burocracia e a Teoria Clássica. Ambas as teorias
focam-se na gestão da administração das organizações e na procura de soluções para
concretizar os meios dentro das próprias organizações.
Por isso, decidi focar os meus esforços neste trabalho individual na comparação entre a
Teoria da Burocracia e a Teoria Clássica, para questões informativas e de esclarecimento.
Não obstante a revisão comparativa entre estas duas teorias que mostram os seus
respetivos pontos de vista próprios, este trabalho começará com a definição do conceito de
Administração e, depois, com a Teoria Geral da Administração.
Espero que, com este trabalho, possa ter satisfeito todas as exigências necessárias no
âmbito desta presente unidade curricular.
CONCEITO DAADMINISTRAÇÃO
Para começarmos esta análise, é preciso entender o conceito por detrás do termo
“administração”. Segundo Chiavenato (2000: 5), a Administração “tornou-se uma das mais
importantes áreas da atividade humana”. A tarefa básica ligada a este termo é, também de
1
acordo com Chiavenato, “a de fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente e
eficaz” (Idem, Ibidem).
Em todos os setores essenciais da atividade económica, a Administração é encarada
como uma ferramenta importante para atingir a “eficiência e eficácia com que as pessoas
trabalham em conjunto para conseguir objetivos comuns [, o que] depende diretamente da
capacidade daqueles que exercem função administrativa” (Idem, Ibidem). É fácil de constatar,
por exemplo, que a Administração é crucial para a manutenção do funcionamento dos órgãos
de soberania que governam um país inteiro através das ações dos seus principais líderes: o
Presidente da República, o Primeiro-Ministro, o Presidente do Parlamento, o Procurador-
Geral, etc.
A Administração está presente em todos os ramos essenciais das nossas atividades
sociais e económicas – como já tinha sido mencionado no parágrafo anterior – como hospitais,
escolas, instituições sem fins lucrativos, grupos económicos, etc. Nesses e noutros locais, o
órgão máximo de administração é, das duas uma, ou o Conselho de Administração ou a
Direção. Há casos em que, nas médias e grandes empresas, a Administração e a Direção
servem papéis completamente diferentes, sendo que a Administração é responsável pela visão
estratégica e a Direção responsável pela gestão do dia-a-dia e das atividades. No entanto,
segundo Chiavenato (2000: 6), o trabalho de administrador – independentemente de ser
diretor, membro do Conselho de Administração ou supervisor – é “essencialmente o mesmo”
(Idem, Ibidem) e que “(...) [nesse] sentido, não há uma distinção básica entre diretores,
gerentes, chefes ou supervisores, como administradores”, sendo que “(...) [a] tarefa de
administrar se aplica a qualquer tipo ou tamanho de organização” (Idem, Ibidem) e que todos
os tipos de organização precisam de ser administradas, de ser geridas até porque é preciso
“alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ação e de recursos” (Idem,
Ibidem).
Assim, a Administração tem duas definições que melhor a caraterizam: uma, a de fazer
como uma “função de conseguir fazer as coisas por meio das pessoas, com os melhores
resultados” (Idem, Ibidem), e outra, a de “interpretar os objetivos propostos pela organização e
transformá-los em ação organizacional por meio do planejamento [planeamento], organização,
direção e controle [controlo] de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os
níveis da organização, a fim de alcançar tais objetivos da maneira mais adequada à situação”
(Idem: 7). Se juntarmos estas duas definições concretas, a Administração poderá ser encarada,
em última instância, como “o processo de planejar [planear], organizar, dirigir e controlar o
uso de recursos a fim de alcançar objetivos” (Idem, Ibidem).
2
Uma ideia que não gostaria de passar de lado neste capítulo é a diferença entre
administração e gestão. Enquanto a Administração significa planear algo, controlar e dirigir os
recursos humanos, materiais e financeiros de uma organização, já a Gestão tem como
princípios fundamentais incentivar a participação, estimular a autonomia e incentivar a
responsabilidade dos funcionários1
. Enquanto a Administração está mais voltada para o lado
técnico (com foco no processo administrativo), já a Gestão tem como foco a questão gerencial
(cujo processo é voltado para o político-administrativo)2
. Concluindo, a Administração estará
de facto orientada para atingir as metas e os propósitos de uma organização, incluindo a
empresa, e a Gestão será atingir os objetivos da organização de maneira eficaz ao valorizar o
conhecimento e as habilidades das pessoas que trabalham dentro da empresa3
.
Convém referir que, apesar destas diferenças de definição e de conceito entre a
Administração e a Gestão, o que importa é que, como Chiavenato referiu na página anterior, a
principal tarefa de qualquer administrador ou gestor é conseguir alcançar os objetivos.
Contudo, haverá sempre diferenças na maneira mais concreta das tarefas do administrador e
do gestor. De acordo com a opinião de Fayol, responsável pela Teoria Clássica, o
administrador é responsável por conduzir a empresa, levando em consideração alcançar os
objetivos da organização, buscando extrair todas as vantagens possíveis4
. Relativamente ao
papel do gestor, este deve ter a capacidade de manter a sinergia entre o grupo, a estrutura e os
recursos já existentes5
. O gestor também deve compreender a parte técnica e administrativa, no
que diz respeito ao planeamento e aos rumos da organização e também é importante, para o
gestor, saber que, para a gestão ser eficiente, é necessário conhecer os processos e entender o
mercado6
.
TEORIA GERAL DAADMINISTRAÇÃO
Tendo em conta tudo aquilo o que acabei de mencionar no anterior capítulo, foi
necessário estudar o processo de Administração. Sendo que nem todas as formas de
administrar são iguais e também sendo que existem vários processos diferentes por detrás da
administração de qualquer organização, também é verdade que existem desafios, obstáculos e
1 - Disponível em: http://www.mundocarreira.com.br/administracao/conheca-diferenca-entre-gestao-e-
administracao/. Data de consulta: 2014-12-26
2 - Idem, Ibidem
3 - Idem, Ibidem
4 - Idem, Ibidem
5 - Idem, Ibidem
6 - Idem, Ibidem
3
dificuldades que podem ser condicionantes para a atuação de quem administra uma
determinada organização.
Foi graças a esses fatores (nomeadamente os desafios e os obstáculos) que, segundo
Chiavenato (2000: 6), “surgiu a necessidade de uma Teoria da Administração que permitisse
oferecer aos dirigentes das organizações os modelos e estratégias adequados para a solução de
[dos] seus problemas”.
Claramente, existem abordagens diferentes de como encarar e estudar a Administração.
Chiavenato (Idem: 8) afirma mesmo que “(...) [o] conteúdo do estudo da Administração varia
de acordo com a teoria ou escola considerada” e que “(...) [cada] autor da Administração tende
a abordar as variáveis e assuntos típicos da orientação teórica de [da] sua escola ou teoria”.
Daí que surjam várias teorias que, por sua vez, estão agrupadas na família da chamada
Teoria Geral da Administração conforme referido por Chiavenato (Idem: 7):
 Teorias com ênfase nas tarefas
 Teoria da Administração Científica (principal enfoque na racionalização
do trabalho no nível operacional)
 Teorias com ênfase na estrutura
 Teorias Clássica e Neoclássica (principais enfoques na organização
formal, nos princípios gerais da Administração e nas funções do
administrador)
 Teoria da Burocracia (principais enfoques na organização formal
burocrática e na racionalidade organizacional)
 Teoria Estruturalista (principal enfoque numa múltipla abordagem, que
consiste na organização formal, na organização informal, na análise intra-
organizacional e na análise interorganizacional)
 Teorias com ênfase nas pessoas
 Teoria das Relações Humanas (principais enfoques na organização
informal e nos fatores de motivação, liderança, comunicações e dinâmica
de grupo)
 Teoria do Comportamento Organizacional (principais enfoques nos estilos
de administração, na teoria das decisões e na integração dos objetivos
organizacionais e individuais)
 Teoria do Desenvolvimento Organizacional (principais enfoques na
mudança organizacional planejada (planeada) e na abordagem de sistema
aberto
4
 Teorias com ênfase no ambiente
 Teoria Estruturalista (principais enfoques na análise intra-organizacional e
ambiental e na abordagem de sistema aberto)
 Teoria da Contingência (principais enfoques na análise ambiental
(imperativo ambiental) e na abordagem de sistema aberto)
 Teorias com ênfase na tecnologia
 Teoria da Contingência (principal enfoque na administração da tecnologia
(imperativo tecnológico))
Este grupo de teorias sobre administração pretende, assim, diversificar a escolha de
análise sobre o conceito e modelo da Administração. Acima de tudo, este grupo pretende
ampliar a diversidade de opiniões e de teses sobre os mais diferentes modelos de
Administração. Como afirma Chiavenato (Idem: 8): “(...) uma visão ampla, comparativa e,
sobretudo, crítica de cada teoria da Administração [e das suas ideias]”.
Para concluir este capítulo, vou passar para uma pequena evolução histórica da
Administração e das suas teorias. Segundo Chiavenato (Idem, Ibidem), a Teoria Geral da
Administração começou com a ênfase nas tarefas, através da Administração Científica de
Taylor, que retratava mais concretamente das atividades executadas pelos operários numa
fábrica. De seguida, a preocupação básica passou para a ênfase na estrutura, com a Teoria
Clássica de Fayol e com a Teoria da Burocracia de Weber, seguindo-se mais tarde a Teoria
Estruturalista. Proximamente, a reação humanística denominada por Chiavenato surgiu com a
ênfase nas pessoas, através da Teoria das Relações Humanas – cujo conteúdo seria mais
desenvolvido pela Teoria Comportamental e pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional.
Por sua vez, a ênfase no ambiente surge com a Teoria dos Sistemas, sendo esta completada
pela Teoria da Contingência. Esta última teoria desenvolveu, seguidamente, a ênfase na
tecnologia.
Chiavenato conclui que cada uma das cinco variáveis que compõem as diversas teorias
de Administração apresentadas – tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e tecnologia – provocou
a seu tempo uma diferente teoria administrativa, marcando assim “um gradativo passo no
desenvolvimento da TGA [Teoria Geral da Administração]” (Idem, Ibidem). Daí que cada
teoria privilegia ou enfatiza uma ou mais destas variáveis que aqui apresentei.
REVISÃO DA TEORIA DA BUROCRACIA
Comecerei a minha revisão comparativa com a Teoria da Burocracia, de Max Weber. A
burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na
5
adequação dos meios aos objetivos ou fins pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência
possível no alcance desses objetivos (UVB, data não-identificada: 1).
O sociólogo alemão Max Weber foi o responsável por detrás da criação da Teoria da
Burocracia, tendo publicado um livro com o propósito desse estudo: “A Ética Protestante e o
Espírito de Capitalismo” (Idem, Ibidem).
No livro, Max Weber afirmava que o moderno sistema de produção, eminentemente
racional e capitalista, foi originado da chamada “ética protestante”: o trabalho árduo e o
ascetismo a proporcionar a poupança e a reaplicação das rendas excedentes, em vez do seu
dispêndio para o consumo (Idem, Ibidem). Weber notou também que o capitalismo, a
organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que
surgiram a partir das mudanças religiosas ocorridas inicialmente em paises protestantes (Idem,
Ibidem).
A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro das teorias de Administração por volta
dos anos 1940, para dar conta dos seguintes aspetos segundo as informações da UVB (Idem:
2):
 “A fragilidade e parcialidade da Teoria Clássica e da Teoria das Relações
Humanas;
 A necessidade [de] um modelo de organização racional aplicável não somente à
fábrica, mas a todas as formas de organização, principalmente às empresas;
 O tamanho e complexidade crescentes das empresas;
 O ressurgimento da Sociologia da Burocracia”.
O que está por detrás da Teoria da Burocracia e das suas ideias é a autoridade legal,
racional ou burocrática (Idem, Ibidem). Dentro do conceito por detrás da teoria, os
subordinados aceitam as ordens dos superiores como justificadas, porque concordam com um
conjunto de normas que consideram legítimos e dos quais deriva o comando, e a burocracia é
considerada o aparato administrativo que corresponde à dominação legal e cuja posilão junto
dos funcionários, chamados de burocratas, é definida por regras impessoais e escritas que
delineiam de forma racional a hierarquia assim como os direitos e deveres inerentes a cada
posição, entre outros tópicos (Idem, Ibidem).
Na sua investigação, Max Weber notou a proliferação de organizações de grande porte
que adotaram o tipo burocrático de organização, “concentrando os meios de administração no
topo da hierarquia e utilizando regras racionais e impessoais, visando a máxima eficiência”
(Idem: 3).
6
Assim sendo, os principais fatores para o desenvolvimento da moderna burocracia são
considerados os seguintes (Idem, Ibidem):
 Desenvolvimento de uma economia monetária;
 Crescimento das tarefas administrativas do Estado Moderno; e
 Superioridade técnica do tipo burocrático de administração.
A nível geral, a burocracia tem as seguintes características (Idem, Ibidem):
 “Caráter legal das normas e do regulamento;
 Caráter formal das comunicações;
 Caráter racional e divisão do trabalho;
 Impessoalidade nas relações;
 Hierarquia da autoridade;
 Rotinas e procedimentos padronizados;
 Competência técnica e meritocracia;
 Especialização da administração;
 Profissionalização dos participantes; e
 Completa previsibilidade do funcionamento”.
Claramente, existem vantagens e desvantagens com a burocracia. As vantagens são,
entre várias, as seguintes (Idem: 4):
 Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização;
 Precisão na definição do cargo e na operação;
 Rapidez nas decisões;
 Uniformidade de rotinas e procedimentos; e
 Subordinação dos mais novos aos mais antigos.
Assim, com base nestas selecionadas e noutras vantagens, o trabalho é
profissionalizado e o nepotismo é evitado, evitando também, por exemplo, suspeitas de
corrupção ou de outros atos considerados danosos para o normal funcionamento do sistema
burocrático.
Finalmente, os dilemas da burocracia constituem, entre elas, os seguintes fatores
(Idem, 4-5):
 Enfraquecimento gradual do compromisso dos subordinados com as regras
burocráticas;
 Pressões constantes de forças exteriores;
 Autodisciplina difícil de se manter quando os desejos da pessoa são contrariados
com a capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas; e
7
 Surgimento de uma crise de sucessão e de um subsequente período de
instabilidade após a ausência ou morte de um chefe não-burocrático (que indica e
nomeia os subordinados, estabelece as regras e resolve os objetivos que deverão
ser atingidos) da organização, a única pessoa perante o qual as identificações são
pessoais e não-burocráticas.
Finalmente, e por consequência, as disfunções que podem trazer consequências
negativas e drásticas para o sistema burocrático são as seguintes (Idem: 5):
 “Exagerado apego aos regulamentos;
 Excesso de formalismo e de papelório;
 Resistência a mudanças;
 Despersonalização do relacionamento;
 Categorização como base do processo decisório;
 Superconformidade às rotinas e procedimentos;
 Exibição de sinais de autoridade;
 Dificuldade no atendimento a clientes e conflitos com o público”.
Será de concluir que estas disfunções podem tornar a burocracia esclerosada, fechada
ao cliente e como algo que impede totalmente a inovação e a criatividade. As causas podem
estar viradas para a inexistência de uma organização informal, que existe em qualquer tipo de
organização e que surge como uma consequência da impossibilidade prática de padronizar-se
completamente o comportamento humano nas organizações, e também para o facto de a
burocracia não se preocupar com a variabilidade humana, i.e., as diferenças individuais entre
as pessoas (o que faz introduzir variações no desempenho das atividades organizacionais)
(Idem, Ibidem).
REVISÃO DA TEORIA CLÁSSICA
A Teoria Clássica da Administração carateriza-se pela ênfase na estrutura que a
organização deveria possuir para ser eficiente e pelo objetivo de buscar a eficiência das
organizações (Chiavenato, 1983: 70). Nesta teoria, chega-se ao todo organizacional e à sua
estrutura para garantir eficiência a todas as partes envolvidas, “fossem elas órgãos (como
seções [secções], departamentos, etc.) ou pessoas (como ocupantes de cargos e executores de
tarefas” (Idem, Ibidem).
A preocupação com a estrutura da organização como um todo constitui uma substancial
amplicação do objeto de estudo da Teoria Geral da Administração (Idem, Ibidem). Fayol, o
criador da Teoria Clássica, decidiu partir de uma abordagem universal da empresa,
8
inaugurando uma abordagem estrutural que rapidamente suplantou a abordagem analítica de
Taylor (Idem: 70-71).
No seu estudo, Fayol parte da proposição de que todas as empresas podem ser
divididas em seis grupos a saber (Idem, Ibidem):
1. Funções técnicas, relacionadas com a produção de bens ou serviços;
2. Funções comerciais, relacionadas com a compra, venda e permuta;
3. Funções financeiras, relacionadas com a procura e gestão de capitais;
4. Funções de segurança, relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das
pessoas;
5. Funções contabilísticas, relacionadas com os inventários, registos, balanços,
custos e estatísticas; e
6. Funções administrativas, relacionadas com a integração de cúpula das outras
cinco funções e que coordenam e sincronizam as demais funções da empresa,
pairando sempre acima delas.
Relativamente ao conceito de Administração, Fayol define o ato de administrar como
“prever, organizar, comandar, coordenar e controlar” (Idem: 72). As funções administrativas
englobam os elementos da Administração, isto é, as funções do administrador, que são (Idem,
Ibidem):
1. “Prever[,] visualizar o futuro e traçar o programa de ação.
2. Organizar, constituir o duplo organismo material e social da empresa.
3. Comandor [Comandar]: dirigir e orientar o pessoal.
4. Coordenar: ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos.
5. Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as
ordens dadas.”
Mais concretamente, estas funções são caraterizadas da seguinte forma (Idem: 73):
1. “Previsão: envolve availiação do futuro e aprovisionamento em função dele.
Unidade, continuidade, flexibilidade e precisão são os aspectos principais de um
bom plano de ação.
2. Organização: proporciona todas as coisas úteis ao funcionamento da empresa e
pode ser dividida em organização material e organização social.
3. Comando: leva a organização a funcionar. [O] Seu [seu] objetivo é alcançar o
máximo retorno de todos os empregados no interesse dos aspectos globais.
9
4. Coordenação: harmoniza todas as atividades do negócio, facilitando [o] seu
trabalho e [o] seu sucesso. Ela sincroniza coisas e ações em [nas] suas proporções
certas e adapta os meios aos fins.
5. Controle [Controlo]: consiste na verificação para certificar se todas as coisas
ocorrem em conformidade com o plano adotado, as instruçdes [instruções]
transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar as fraquezas e
erros no sentido de retificá-los e prevenir a recorrência”.
Estes cinco elementos referenciados acima representam o processo administrativo e são
localizáveis em qualquer trabalho do administrador e em qualquer nível ou área de atividade
da empresa (Idem: 72). Em outros termos, o diretor, o gerente, o chefe, o supervisor ou o
encarregado desempenham atividades de previsão, organização, comando, coordenação e
controlo como atividades administrativas essenciais (Idem, Ibidem). Para Fayol, as funções
administrativas diferem claramente das outras cinco funções da empresa e é necessário
confundir as funções com estas que são regularmente assumidas pela direção (Idem, Ibidem).
Segundo Fayol, dirigir é conduzir a empresa, tendo em vista os fins visados, procurando obter
as maiores vantagens possíveis de todos os recursos de que ela dispõe e assegurando a marcha
das seis funções essenciais (Idem, Ibidem).
A Administração não é senão uma das seis funções essenciais da empresa, cujo ritmo é
assegurado pela direção (Idem, Ibidem). Às vezes, o impacto que os altos chefes ocupam à
Administração implica uma opinião de que as funções administrativas estão concentradas no
topo da organização, o que não é verdade (Idem, Ibidem).
Fayol também fez questão de, no seu estudo, manifestar a sua opinião relativamente à
diferença entre Administração e Organização. Como escreve Chiavenato (Idem: 74), “(...)
[ainda] que reconhecendo o emprego da palavra Administração como sinônimo [sinónimo] de
organização, Fayol faz uma profunda distinção entre ambas as palavras. Para ele,
Administração é um todo do qual a organização é uma das partes. O seu conceito amplo e
compreensivo de Administração, como um conjunto de processos entrosados e unificados,
abrange aspectos que a (…) [organização] por si só não envolveria, tais como os da previsão,
comando e controle [controlo]. A organização abrange somente o estabelecimento da estrutura
e da forma, sendo, portanto, estática e limitada”. Por sua vez, a organização divide-se em dois
tipos (Idem: 74-75):
 Organização formal: organização baseada numa divisão do trabalho racional,
na diferenciação e integração dos participantes de acordo com critérios
estabelecidos por aqueles que detêm o processo decisório.
10
 Organização informal: organização que emerge espontaneamente entre as
pessoas que ocupam posições na organização formal e a partir dos
relacionamentos como ocupantes de cargos. A organização informal forma-se
a partir das relações de amizade ou de antagonismo e do surgimento de
grupos informais que não aparecem no organograma ou em qualquer outro
documento formal. Daí que a organização informal é constituída de interações
e relacionamentos sociais entre as pessoas, dotadas em certas posições da
organização formal.
Para concluir, a apresentação dos princípios gerais defendidos por Fayol sobre a
Administração. Foyal elaborou os seus princípios com base em diversos autores da sua época
e classifica as suas ideias como “princípios” porque, assim, afasta qualquer ideia de rigidez e
comprova a inexistência de qualquer norma rígida ou absoluta na matéria administrativa
(Idem: 75). Assim sendo, os princípios gerais de Administração segundo Fayol são as
seguintes (Idem: 75-76):
1. “Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para
aumentar a eficiência.
2. Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de
esperar obediência; a responsabilidade é uma (…) [consequência] natural da
autoridade. Ambas devem estar equilibradas entre si.
3. Disciplina: depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito
aos acordos estabelecidos.
4. Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um
superior. É o princípio da autoridade única.
5. Unidade de (…) [direção]: uma cabeça e um plano para cada grupo de atividades
que tenham o mesmo objetivo.
6. Subordinação dos interesses individuais aos interesses gerais: os interesses gerais
devem sobrepor-se aos interesses particulares.
7. Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os
empregados e para a organização em termos de retribuição.
8. Centralização: refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da
organização.
9. Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalaão mais alto ao mais
baixo. É o princípio do comando.
11
10. Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa (…) [no] seu lugar. É a ordem
material e humana.
11. Equidade: amabilidade e justiça para alcançar [a] lealdade do pessoal.
12. Estabilidade e duração num cargo do pessoal: a rotação tem um impacto negativo
sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer
num cargo, tanto melhor.
13. Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar [o] seu sucesso.
14. Espírito de equipe [equipa]: harmonia e união entre as pessoas [, que] são grandes
forças para a organização.
Assim, a Teoria Clássica pretende fazer com que a Administração seja um elemento de
harmonia, união e aproximação na organização de uma forma mais próxima.
Feita a revisão das Teorias Clássica e da Burocracia, seguem-se as conclusões no
capítulo seguinte.
CONCLUSÃO
A nível conclusivo e para terminar, as diferenças que encontrei entre a Teoria da
Burocracia e a Teoria Clássica da Administração quando fiz a sua revisão foram as seguintes:
1. A Teoria da Burocracia é uma teoria relativamente fechada ao universo
organizacional em geral e que apenas foca os seus estudos e as suas ideias no
aspeto administrativo, se bem que este aspeto administrativo poderá ser
constituído como uma parte importante do funcionamento contínuo das
organizações;
2. A Teoria Clássica da Administração é uma teoria relativamente aberta ao universo
organizacional em geral e que se foca na estrutura das organizações e nas tarefas
a atribuir para cada uma das áreas importantes da organização – exemplos: áreas
administrativa, financeira, comercial – assim como na importância do
administrador, do gerente, do supervisor, do diretor e por aí adiante que seja
semelhante para a gestão do dia-a-dia da organização;
3. A Teoria da Burocracia apresenta ideias que podem representar, dentro do campo
administrativo, uma limitação de ações apenas abrangida a uma gestão sedentária
e/ou menos produtiva, através do simples tratamento dos papéis e de atos
relacionadas com a burocracia dentro das organizações como a realização de
procedimentos administrativos;
12
4. Por sua vez, a Teoria Clássica da Administração tenta abranger todos os campos
relativos à Administração da organização e assume ideias claras mas vastas sobre
como uma organização se deve agir e atuar em todas as áreas, campos e meios; e
5. Tanto a Teoria da Burocracia como a Teoria Clássica da Administração procuram,
com as suas maneiras e as suas ideias, fazer uma maior eficiência nas decisões e
nas ações dentro das organizações.
Com estas conclusões retiradas, foi possível não só a importância mas também as
diferenças entre a Teoria Clássica e a Teoria da Burocracia. Com estas conclusões, foi
comprovada também a missão idêntica de ambas as teorias de buscar soluções para concretizar
os meios dentro das organizações. Assim sendo, foi possível perceber ao longo da elaboração
deste trabalho que tanto a Teoria Clássica como a Teoria da Burocracia representam
pensamentos diferentes relativamente ao conceito e ao modelo de atuação da Administração
por si só.
Este artigo apresenta, portanto, uma ideia clara de que existem Administrações
diferentes, no sentido do conceito, e uma conclusão de que as organizações são muito
divididas quanto ao modelo a aplicar de administração e de que isso representa mentalidades
diferentes e visões diferentes sobre o funcionamento da organização em geral.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 Chiavenato, I. (1983). “Introdução à Teoria Geral da Administração” (3.ª edição).
São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. Disponível em:
http://www.faroldoconhecimento.com.br/livros/Administra
%C3%A7%C3%A3o/CHIAVENATTO,%20Idalberto.%20Introdu
%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20teoria%20geral%20da%20administra
%C3%A7%C3%A3o.%203a%20ed.pdf. Data de consulta: 2015-01-04
 Chiavenato, I. (2000). “Introdução à Teoria Geral da Administração” (6.ª edição).
Rio de Janeiro: Editora Campus. Disponível em:
http://elearning1415.esev.ipv.pt/mod/resource/view.php?id=4459. Data de
consulta: 2014-12-17
 “Conheça a diferença entre gestão e administração”. In Mundo Carreira.
Disponível em: http://www.mundocarreira.com.br/administracao/conheca-
diferenca-entre-gestao-e-administracao/. Data de consulta: 2014-12-26
 UVB (data não-identificada). “Aula 08 Max Weber e a Teoria da Burocracia”.
Disponível em:
13
http://arquivos.unama.br/nead/graduacao/cesa/pec/tga/pdf/epa_impresso_aula08.
pdf. Data de consulta: 2014-12-17
14

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Teoria da Burocracia e Teoria Clássica: Uma reflexão comparativa

  • 1. TEORIA DA BUROCRACIA E TEORIA CLÁSSICA: UMA REFLEXÃO COMPARATIVA – TRABALHO INDIVIDUAL Trabalho individual para a cadeira de Sociologia das Organizações (Turma A do 3.º ano da Licenciatura em Comunicação Social) realizado por: Jorge Lopes, n.º 9978 Escola Superior de Educação de Viseu, Instituto Politécnico de Viseu Resumo: A Teoria da Burocracia e a Teoria Clássica são duas das teorias mais analisadas e revistas dentro do quadro da Teoria Geral da Administração. Para comparar as duas teorias, será preciso claramente uma revisão mais aprofundada, precisa e detalhada. Este artigo pretende tentar fazer este trabalho de comparação e revisão da Teoria Clássica e da Teoria da Burocracia através da apresentação das suas caraterísticas e das suas ideias principais. Assim sendo, é apresentado no trabalho uma revisão que pretende ser informativa sobre duas das teorias mais importantes da Administração. Palavras-chave: Administração, Burocracia, Classicismo, Gestão, Organização e Teoria Abstract: The Bureaucracy Theory and the Classical Theory are two of the most analyzed and revised theories within the framework of the General Theory of Administration. To compare the two theories, it has to clearly need a further, precise and detailed review. This article intends to try to make this work of comparison and reviewing of the Classical Theory and the Bureaucracy Theory through the presentation of its features and its main ideas. Therefore, it is presented in a review that pretends to be informative about two of the most important theories of Administration. Keywords: Administration, Bureaucracy, Classicism, Management, Organization and Theory INTRODUÇÃO É importante que haja uma clarificação simples sobre duas das teorias mais conhecidas do modelo de administração: a Teoria da Burocracia e a Teoria Clássica. Ambas as teorias focam-se na gestão da administração das organizações e na procura de soluções para concretizar os meios dentro das próprias organizações. Por isso, decidi focar os meus esforços neste trabalho individual na comparação entre a Teoria da Burocracia e a Teoria Clássica, para questões informativas e de esclarecimento. Não obstante a revisão comparativa entre estas duas teorias que mostram os seus respetivos pontos de vista próprios, este trabalho começará com a definição do conceito de Administração e, depois, com a Teoria Geral da Administração. Espero que, com este trabalho, possa ter satisfeito todas as exigências necessárias no âmbito desta presente unidade curricular. CONCEITO DAADMINISTRAÇÃO Para começarmos esta análise, é preciso entender o conceito por detrás do termo “administração”. Segundo Chiavenato (2000: 5), a Administração “tornou-se uma das mais importantes áreas da atividade humana”. A tarefa básica ligada a este termo é, também de 1
  • 2. acordo com Chiavenato, “a de fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente e eficaz” (Idem, Ibidem). Em todos os setores essenciais da atividade económica, a Administração é encarada como uma ferramenta importante para atingir a “eficiência e eficácia com que as pessoas trabalham em conjunto para conseguir objetivos comuns [, o que] depende diretamente da capacidade daqueles que exercem função administrativa” (Idem, Ibidem). É fácil de constatar, por exemplo, que a Administração é crucial para a manutenção do funcionamento dos órgãos de soberania que governam um país inteiro através das ações dos seus principais líderes: o Presidente da República, o Primeiro-Ministro, o Presidente do Parlamento, o Procurador- Geral, etc. A Administração está presente em todos os ramos essenciais das nossas atividades sociais e económicas – como já tinha sido mencionado no parágrafo anterior – como hospitais, escolas, instituições sem fins lucrativos, grupos económicos, etc. Nesses e noutros locais, o órgão máximo de administração é, das duas uma, ou o Conselho de Administração ou a Direção. Há casos em que, nas médias e grandes empresas, a Administração e a Direção servem papéis completamente diferentes, sendo que a Administração é responsável pela visão estratégica e a Direção responsável pela gestão do dia-a-dia e das atividades. No entanto, segundo Chiavenato (2000: 6), o trabalho de administrador – independentemente de ser diretor, membro do Conselho de Administração ou supervisor – é “essencialmente o mesmo” (Idem, Ibidem) e que “(...) [nesse] sentido, não há uma distinção básica entre diretores, gerentes, chefes ou supervisores, como administradores”, sendo que “(...) [a] tarefa de administrar se aplica a qualquer tipo ou tamanho de organização” (Idem, Ibidem) e que todos os tipos de organização precisam de ser administradas, de ser geridas até porque é preciso “alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ação e de recursos” (Idem, Ibidem). Assim, a Administração tem duas definições que melhor a caraterizam: uma, a de fazer como uma “função de conseguir fazer as coisas por meio das pessoas, com os melhores resultados” (Idem, Ibidem), e outra, a de “interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação organizacional por meio do planejamento [planeamento], organização, direção e controle [controlo] de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização, a fim de alcançar tais objetivos da maneira mais adequada à situação” (Idem: 7). Se juntarmos estas duas definições concretas, a Administração poderá ser encarada, em última instância, como “o processo de planejar [planear], organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fim de alcançar objetivos” (Idem, Ibidem). 2
  • 3. Uma ideia que não gostaria de passar de lado neste capítulo é a diferença entre administração e gestão. Enquanto a Administração significa planear algo, controlar e dirigir os recursos humanos, materiais e financeiros de uma organização, já a Gestão tem como princípios fundamentais incentivar a participação, estimular a autonomia e incentivar a responsabilidade dos funcionários1 . Enquanto a Administração está mais voltada para o lado técnico (com foco no processo administrativo), já a Gestão tem como foco a questão gerencial (cujo processo é voltado para o político-administrativo)2 . Concluindo, a Administração estará de facto orientada para atingir as metas e os propósitos de uma organização, incluindo a empresa, e a Gestão será atingir os objetivos da organização de maneira eficaz ao valorizar o conhecimento e as habilidades das pessoas que trabalham dentro da empresa3 . Convém referir que, apesar destas diferenças de definição e de conceito entre a Administração e a Gestão, o que importa é que, como Chiavenato referiu na página anterior, a principal tarefa de qualquer administrador ou gestor é conseguir alcançar os objetivos. Contudo, haverá sempre diferenças na maneira mais concreta das tarefas do administrador e do gestor. De acordo com a opinião de Fayol, responsável pela Teoria Clássica, o administrador é responsável por conduzir a empresa, levando em consideração alcançar os objetivos da organização, buscando extrair todas as vantagens possíveis4 . Relativamente ao papel do gestor, este deve ter a capacidade de manter a sinergia entre o grupo, a estrutura e os recursos já existentes5 . O gestor também deve compreender a parte técnica e administrativa, no que diz respeito ao planeamento e aos rumos da organização e também é importante, para o gestor, saber que, para a gestão ser eficiente, é necessário conhecer os processos e entender o mercado6 . TEORIA GERAL DAADMINISTRAÇÃO Tendo em conta tudo aquilo o que acabei de mencionar no anterior capítulo, foi necessário estudar o processo de Administração. Sendo que nem todas as formas de administrar são iguais e também sendo que existem vários processos diferentes por detrás da administração de qualquer organização, também é verdade que existem desafios, obstáculos e 1 - Disponível em: http://www.mundocarreira.com.br/administracao/conheca-diferenca-entre-gestao-e- administracao/. Data de consulta: 2014-12-26 2 - Idem, Ibidem 3 - Idem, Ibidem 4 - Idem, Ibidem 5 - Idem, Ibidem 6 - Idem, Ibidem 3
  • 4. dificuldades que podem ser condicionantes para a atuação de quem administra uma determinada organização. Foi graças a esses fatores (nomeadamente os desafios e os obstáculos) que, segundo Chiavenato (2000: 6), “surgiu a necessidade de uma Teoria da Administração que permitisse oferecer aos dirigentes das organizações os modelos e estratégias adequados para a solução de [dos] seus problemas”. Claramente, existem abordagens diferentes de como encarar e estudar a Administração. Chiavenato (Idem: 8) afirma mesmo que “(...) [o] conteúdo do estudo da Administração varia de acordo com a teoria ou escola considerada” e que “(...) [cada] autor da Administração tende a abordar as variáveis e assuntos típicos da orientação teórica de [da] sua escola ou teoria”. Daí que surjam várias teorias que, por sua vez, estão agrupadas na família da chamada Teoria Geral da Administração conforme referido por Chiavenato (Idem: 7):  Teorias com ênfase nas tarefas  Teoria da Administração Científica (principal enfoque na racionalização do trabalho no nível operacional)  Teorias com ênfase na estrutura  Teorias Clássica e Neoclássica (principais enfoques na organização formal, nos princípios gerais da Administração e nas funções do administrador)  Teoria da Burocracia (principais enfoques na organização formal burocrática e na racionalidade organizacional)  Teoria Estruturalista (principal enfoque numa múltipla abordagem, que consiste na organização formal, na organização informal, na análise intra- organizacional e na análise interorganizacional)  Teorias com ênfase nas pessoas  Teoria das Relações Humanas (principais enfoques na organização informal e nos fatores de motivação, liderança, comunicações e dinâmica de grupo)  Teoria do Comportamento Organizacional (principais enfoques nos estilos de administração, na teoria das decisões e na integração dos objetivos organizacionais e individuais)  Teoria do Desenvolvimento Organizacional (principais enfoques na mudança organizacional planejada (planeada) e na abordagem de sistema aberto 4
  • 5.  Teorias com ênfase no ambiente  Teoria Estruturalista (principais enfoques na análise intra-organizacional e ambiental e na abordagem de sistema aberto)  Teoria da Contingência (principais enfoques na análise ambiental (imperativo ambiental) e na abordagem de sistema aberto)  Teorias com ênfase na tecnologia  Teoria da Contingência (principal enfoque na administração da tecnologia (imperativo tecnológico)) Este grupo de teorias sobre administração pretende, assim, diversificar a escolha de análise sobre o conceito e modelo da Administração. Acima de tudo, este grupo pretende ampliar a diversidade de opiniões e de teses sobre os mais diferentes modelos de Administração. Como afirma Chiavenato (Idem: 8): “(...) uma visão ampla, comparativa e, sobretudo, crítica de cada teoria da Administração [e das suas ideias]”. Para concluir este capítulo, vou passar para uma pequena evolução histórica da Administração e das suas teorias. Segundo Chiavenato (Idem, Ibidem), a Teoria Geral da Administração começou com a ênfase nas tarefas, através da Administração Científica de Taylor, que retratava mais concretamente das atividades executadas pelos operários numa fábrica. De seguida, a preocupação básica passou para a ênfase na estrutura, com a Teoria Clássica de Fayol e com a Teoria da Burocracia de Weber, seguindo-se mais tarde a Teoria Estruturalista. Proximamente, a reação humanística denominada por Chiavenato surgiu com a ênfase nas pessoas, através da Teoria das Relações Humanas – cujo conteúdo seria mais desenvolvido pela Teoria Comportamental e pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. Por sua vez, a ênfase no ambiente surge com a Teoria dos Sistemas, sendo esta completada pela Teoria da Contingência. Esta última teoria desenvolveu, seguidamente, a ênfase na tecnologia. Chiavenato conclui que cada uma das cinco variáveis que compõem as diversas teorias de Administração apresentadas – tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e tecnologia – provocou a seu tempo uma diferente teoria administrativa, marcando assim “um gradativo passo no desenvolvimento da TGA [Teoria Geral da Administração]” (Idem, Ibidem). Daí que cada teoria privilegia ou enfatiza uma ou mais destas variáveis que aqui apresentei. REVISÃO DA TEORIA DA BUROCRACIA Comecerei a minha revisão comparativa com a Teoria da Burocracia, de Max Weber. A burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na 5
  • 6. adequação dos meios aos objetivos ou fins pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos (UVB, data não-identificada: 1). O sociólogo alemão Max Weber foi o responsável por detrás da criação da Teoria da Burocracia, tendo publicado um livro com o propósito desse estudo: “A Ética Protestante e o Espírito de Capitalismo” (Idem, Ibidem). No livro, Max Weber afirmava que o moderno sistema de produção, eminentemente racional e capitalista, foi originado da chamada “ética protestante”: o trabalho árduo e o ascetismo a proporcionar a poupança e a reaplicação das rendas excedentes, em vez do seu dispêndio para o consumo (Idem, Ibidem). Weber notou também que o capitalismo, a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir das mudanças religiosas ocorridas inicialmente em paises protestantes (Idem, Ibidem). A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro das teorias de Administração por volta dos anos 1940, para dar conta dos seguintes aspetos segundo as informações da UVB (Idem: 2):  “A fragilidade e parcialidade da Teoria Clássica e da Teoria das Relações Humanas;  A necessidade [de] um modelo de organização racional aplicável não somente à fábrica, mas a todas as formas de organização, principalmente às empresas;  O tamanho e complexidade crescentes das empresas;  O ressurgimento da Sociologia da Burocracia”. O que está por detrás da Teoria da Burocracia e das suas ideias é a autoridade legal, racional ou burocrática (Idem, Ibidem). Dentro do conceito por detrás da teoria, os subordinados aceitam as ordens dos superiores como justificadas, porque concordam com um conjunto de normas que consideram legítimos e dos quais deriva o comando, e a burocracia é considerada o aparato administrativo que corresponde à dominação legal e cuja posilão junto dos funcionários, chamados de burocratas, é definida por regras impessoais e escritas que delineiam de forma racional a hierarquia assim como os direitos e deveres inerentes a cada posição, entre outros tópicos (Idem, Ibidem). Na sua investigação, Max Weber notou a proliferação de organizações de grande porte que adotaram o tipo burocrático de organização, “concentrando os meios de administração no topo da hierarquia e utilizando regras racionais e impessoais, visando a máxima eficiência” (Idem: 3). 6
  • 7. Assim sendo, os principais fatores para o desenvolvimento da moderna burocracia são considerados os seguintes (Idem, Ibidem):  Desenvolvimento de uma economia monetária;  Crescimento das tarefas administrativas do Estado Moderno; e  Superioridade técnica do tipo burocrático de administração. A nível geral, a burocracia tem as seguintes características (Idem, Ibidem):  “Caráter legal das normas e do regulamento;  Caráter formal das comunicações;  Caráter racional e divisão do trabalho;  Impessoalidade nas relações;  Hierarquia da autoridade;  Rotinas e procedimentos padronizados;  Competência técnica e meritocracia;  Especialização da administração;  Profissionalização dos participantes; e  Completa previsibilidade do funcionamento”. Claramente, existem vantagens e desvantagens com a burocracia. As vantagens são, entre várias, as seguintes (Idem: 4):  Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização;  Precisão na definição do cargo e na operação;  Rapidez nas decisões;  Uniformidade de rotinas e procedimentos; e  Subordinação dos mais novos aos mais antigos. Assim, com base nestas selecionadas e noutras vantagens, o trabalho é profissionalizado e o nepotismo é evitado, evitando também, por exemplo, suspeitas de corrupção ou de outros atos considerados danosos para o normal funcionamento do sistema burocrático. Finalmente, os dilemas da burocracia constituem, entre elas, os seguintes fatores (Idem, 4-5):  Enfraquecimento gradual do compromisso dos subordinados com as regras burocráticas;  Pressões constantes de forças exteriores;  Autodisciplina difícil de se manter quando os desejos da pessoa são contrariados com a capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas; e 7
  • 8.  Surgimento de uma crise de sucessão e de um subsequente período de instabilidade após a ausência ou morte de um chefe não-burocrático (que indica e nomeia os subordinados, estabelece as regras e resolve os objetivos que deverão ser atingidos) da organização, a única pessoa perante o qual as identificações são pessoais e não-burocráticas. Finalmente, e por consequência, as disfunções que podem trazer consequências negativas e drásticas para o sistema burocrático são as seguintes (Idem: 5):  “Exagerado apego aos regulamentos;  Excesso de formalismo e de papelório;  Resistência a mudanças;  Despersonalização do relacionamento;  Categorização como base do processo decisório;  Superconformidade às rotinas e procedimentos;  Exibição de sinais de autoridade;  Dificuldade no atendimento a clientes e conflitos com o público”. Será de concluir que estas disfunções podem tornar a burocracia esclerosada, fechada ao cliente e como algo que impede totalmente a inovação e a criatividade. As causas podem estar viradas para a inexistência de uma organização informal, que existe em qualquer tipo de organização e que surge como uma consequência da impossibilidade prática de padronizar-se completamente o comportamento humano nas organizações, e também para o facto de a burocracia não se preocupar com a variabilidade humana, i.e., as diferenças individuais entre as pessoas (o que faz introduzir variações no desempenho das atividades organizacionais) (Idem, Ibidem). REVISÃO DA TEORIA CLÁSSICA A Teoria Clássica da Administração carateriza-se pela ênfase na estrutura que a organização deveria possuir para ser eficiente e pelo objetivo de buscar a eficiência das organizações (Chiavenato, 1983: 70). Nesta teoria, chega-se ao todo organizacional e à sua estrutura para garantir eficiência a todas as partes envolvidas, “fossem elas órgãos (como seções [secções], departamentos, etc.) ou pessoas (como ocupantes de cargos e executores de tarefas” (Idem, Ibidem). A preocupação com a estrutura da organização como um todo constitui uma substancial amplicação do objeto de estudo da Teoria Geral da Administração (Idem, Ibidem). Fayol, o criador da Teoria Clássica, decidiu partir de uma abordagem universal da empresa, 8
  • 9. inaugurando uma abordagem estrutural que rapidamente suplantou a abordagem analítica de Taylor (Idem: 70-71). No seu estudo, Fayol parte da proposição de que todas as empresas podem ser divididas em seis grupos a saber (Idem, Ibidem): 1. Funções técnicas, relacionadas com a produção de bens ou serviços; 2. Funções comerciais, relacionadas com a compra, venda e permuta; 3. Funções financeiras, relacionadas com a procura e gestão de capitais; 4. Funções de segurança, relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas; 5. Funções contabilísticas, relacionadas com os inventários, registos, balanços, custos e estatísticas; e 6. Funções administrativas, relacionadas com a integração de cúpula das outras cinco funções e que coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando sempre acima delas. Relativamente ao conceito de Administração, Fayol define o ato de administrar como “prever, organizar, comandar, coordenar e controlar” (Idem: 72). As funções administrativas englobam os elementos da Administração, isto é, as funções do administrador, que são (Idem, Ibidem): 1. “Prever[,] visualizar o futuro e traçar o programa de ação. 2. Organizar, constituir o duplo organismo material e social da empresa. 3. Comandor [Comandar]: dirigir e orientar o pessoal. 4. Coordenar: ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos. 5. Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas.” Mais concretamente, estas funções são caraterizadas da seguinte forma (Idem: 73): 1. “Previsão: envolve availiação do futuro e aprovisionamento em função dele. Unidade, continuidade, flexibilidade e precisão são os aspectos principais de um bom plano de ação. 2. Organização: proporciona todas as coisas úteis ao funcionamento da empresa e pode ser dividida em organização material e organização social. 3. Comando: leva a organização a funcionar. [O] Seu [seu] objetivo é alcançar o máximo retorno de todos os empregados no interesse dos aspectos globais. 9
  • 10. 4. Coordenação: harmoniza todas as atividades do negócio, facilitando [o] seu trabalho e [o] seu sucesso. Ela sincroniza coisas e ações em [nas] suas proporções certas e adapta os meios aos fins. 5. Controle [Controlo]: consiste na verificação para certificar se todas as coisas ocorrem em conformidade com o plano adotado, as instruçdes [instruções] transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar as fraquezas e erros no sentido de retificá-los e prevenir a recorrência”. Estes cinco elementos referenciados acima representam o processo administrativo e são localizáveis em qualquer trabalho do administrador e em qualquer nível ou área de atividade da empresa (Idem: 72). Em outros termos, o diretor, o gerente, o chefe, o supervisor ou o encarregado desempenham atividades de previsão, organização, comando, coordenação e controlo como atividades administrativas essenciais (Idem, Ibidem). Para Fayol, as funções administrativas diferem claramente das outras cinco funções da empresa e é necessário confundir as funções com estas que são regularmente assumidas pela direção (Idem, Ibidem). Segundo Fayol, dirigir é conduzir a empresa, tendo em vista os fins visados, procurando obter as maiores vantagens possíveis de todos os recursos de que ela dispõe e assegurando a marcha das seis funções essenciais (Idem, Ibidem). A Administração não é senão uma das seis funções essenciais da empresa, cujo ritmo é assegurado pela direção (Idem, Ibidem). Às vezes, o impacto que os altos chefes ocupam à Administração implica uma opinião de que as funções administrativas estão concentradas no topo da organização, o que não é verdade (Idem, Ibidem). Fayol também fez questão de, no seu estudo, manifestar a sua opinião relativamente à diferença entre Administração e Organização. Como escreve Chiavenato (Idem: 74), “(...) [ainda] que reconhecendo o emprego da palavra Administração como sinônimo [sinónimo] de organização, Fayol faz uma profunda distinção entre ambas as palavras. Para ele, Administração é um todo do qual a organização é uma das partes. O seu conceito amplo e compreensivo de Administração, como um conjunto de processos entrosados e unificados, abrange aspectos que a (…) [organização] por si só não envolveria, tais como os da previsão, comando e controle [controlo]. A organização abrange somente o estabelecimento da estrutura e da forma, sendo, portanto, estática e limitada”. Por sua vez, a organização divide-se em dois tipos (Idem: 74-75):  Organização formal: organização baseada numa divisão do trabalho racional, na diferenciação e integração dos participantes de acordo com critérios estabelecidos por aqueles que detêm o processo decisório. 10
  • 11.  Organização informal: organização que emerge espontaneamente entre as pessoas que ocupam posições na organização formal e a partir dos relacionamentos como ocupantes de cargos. A organização informal forma-se a partir das relações de amizade ou de antagonismo e do surgimento de grupos informais que não aparecem no organograma ou em qualquer outro documento formal. Daí que a organização informal é constituída de interações e relacionamentos sociais entre as pessoas, dotadas em certas posições da organização formal. Para concluir, a apresentação dos princípios gerais defendidos por Fayol sobre a Administração. Foyal elaborou os seus princípios com base em diversos autores da sua época e classifica as suas ideias como “princípios” porque, assim, afasta qualquer ideia de rigidez e comprova a inexistência de qualquer norma rígida ou absoluta na matéria administrativa (Idem: 75). Assim sendo, os princípios gerais de Administração segundo Fayol são as seguintes (Idem: 75-76): 1. “Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência. 2. Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência; a responsabilidade é uma (…) [consequência] natural da autoridade. Ambas devem estar equilibradas entre si. 3. Disciplina: depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos. 4. Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o princípio da autoridade única. 5. Unidade de (…) [direção]: uma cabeça e um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo. 6. Subordinação dos interesses individuais aos interesses gerais: os interesses gerais devem sobrepor-se aos interesses particulares. 7. Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição. 8. Centralização: refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização. 9. Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalaão mais alto ao mais baixo. É o princípio do comando. 11
  • 12. 10. Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa (…) [no] seu lugar. É a ordem material e humana. 11. Equidade: amabilidade e justiça para alcançar [a] lealdade do pessoal. 12. Estabilidade e duração num cargo do pessoal: a rotação tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo, tanto melhor. 13. Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar [o] seu sucesso. 14. Espírito de equipe [equipa]: harmonia e união entre as pessoas [, que] são grandes forças para a organização. Assim, a Teoria Clássica pretende fazer com que a Administração seja um elemento de harmonia, união e aproximação na organização de uma forma mais próxima. Feita a revisão das Teorias Clássica e da Burocracia, seguem-se as conclusões no capítulo seguinte. CONCLUSÃO A nível conclusivo e para terminar, as diferenças que encontrei entre a Teoria da Burocracia e a Teoria Clássica da Administração quando fiz a sua revisão foram as seguintes: 1. A Teoria da Burocracia é uma teoria relativamente fechada ao universo organizacional em geral e que apenas foca os seus estudos e as suas ideias no aspeto administrativo, se bem que este aspeto administrativo poderá ser constituído como uma parte importante do funcionamento contínuo das organizações; 2. A Teoria Clássica da Administração é uma teoria relativamente aberta ao universo organizacional em geral e que se foca na estrutura das organizações e nas tarefas a atribuir para cada uma das áreas importantes da organização – exemplos: áreas administrativa, financeira, comercial – assim como na importância do administrador, do gerente, do supervisor, do diretor e por aí adiante que seja semelhante para a gestão do dia-a-dia da organização; 3. A Teoria da Burocracia apresenta ideias que podem representar, dentro do campo administrativo, uma limitação de ações apenas abrangida a uma gestão sedentária e/ou menos produtiva, através do simples tratamento dos papéis e de atos relacionadas com a burocracia dentro das organizações como a realização de procedimentos administrativos; 12
  • 13. 4. Por sua vez, a Teoria Clássica da Administração tenta abranger todos os campos relativos à Administração da organização e assume ideias claras mas vastas sobre como uma organização se deve agir e atuar em todas as áreas, campos e meios; e 5. Tanto a Teoria da Burocracia como a Teoria Clássica da Administração procuram, com as suas maneiras e as suas ideias, fazer uma maior eficiência nas decisões e nas ações dentro das organizações. Com estas conclusões retiradas, foi possível não só a importância mas também as diferenças entre a Teoria Clássica e a Teoria da Burocracia. Com estas conclusões, foi comprovada também a missão idêntica de ambas as teorias de buscar soluções para concretizar os meios dentro das organizações. Assim sendo, foi possível perceber ao longo da elaboração deste trabalho que tanto a Teoria Clássica como a Teoria da Burocracia representam pensamentos diferentes relativamente ao conceito e ao modelo de atuação da Administração por si só. Este artigo apresenta, portanto, uma ideia clara de que existem Administrações diferentes, no sentido do conceito, e uma conclusão de que as organizações são muito divididas quanto ao modelo a aplicar de administração e de que isso representa mentalidades diferentes e visões diferentes sobre o funcionamento da organização em geral. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  Chiavenato, I. (1983). “Introdução à Teoria Geral da Administração” (3.ª edição). São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. Disponível em: http://www.faroldoconhecimento.com.br/livros/Administra %C3%A7%C3%A3o/CHIAVENATTO,%20Idalberto.%20Introdu %C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20teoria%20geral%20da%20administra %C3%A7%C3%A3o.%203a%20ed.pdf. Data de consulta: 2015-01-04  Chiavenato, I. (2000). “Introdução à Teoria Geral da Administração” (6.ª edição). Rio de Janeiro: Editora Campus. Disponível em: http://elearning1415.esev.ipv.pt/mod/resource/view.php?id=4459. Data de consulta: 2014-12-17  “Conheça a diferença entre gestão e administração”. In Mundo Carreira. Disponível em: http://www.mundocarreira.com.br/administracao/conheca- diferenca-entre-gestao-e-administracao/. Data de consulta: 2014-12-26  UVB (data não-identificada). “Aula 08 Max Weber e a Teoria da Burocracia”. Disponível em: 13