INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO

OBJETIVO

Ao fim da sessão o aluno deverá estar em condições de: Definir e dar exemplo de administrador
bem sucedido.


Descrever o processo administrativo e o tipo de atividades administrativas.


Descrever diferenças nas funções administrativas em cada nível hierárquico da organização
Descrever as habilidades técnicas, humanas e conceituais e sua importância para os
administradores.


Definir os papéis que o administrador desempenha na organização.




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1. INTRODUÇÃO




Como Moisés libertou o povo judeu escravizado e o conduziu, por mares e desertos, do Egito a
Terra Santa?


Como Xerxes, Rei dos Reis, imperador do mundo conhecido, foi derrotado pelos gregos, muito
inferiores em quantidade e poder?


Como Portugal descobriu e colonizou o Brasil, apesar do interesse de outras nações poderosas,
que o invadiram diversas vezes?


Para respondermos a essas e outras perguntas precisaremos de conceitos tais como estratégia,
suprimentos, logística, missão, crenças, recursos, liderança, finanças, tributos, poder, qualidade,
tática, motivação, tecnologia, cultura.


Segundo Chiavenato, "Gestão é a condução racional das atividades de uma organização".
Poderíamos acrescentar que o termo "racional" só é aplicável quando a organização é bem
conduzida, mesmo que os resultados não sejam os melhores, pois às vezes o imponderável ou as
limitações de recursos infligem derrotas aos mais experientes.




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CONCEITUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO
A palavra administração, segundo Chiavenato, “vem do latim ad (direção para, tendência) e
minister (subordinação ou obediência), e significa aquele que realiza uma função abaixo do
comando de outrem, isto é aquele que presta um serviço a outro." (1983: 6)
Segundo o dicionário Aurélio, Administração é “ação de administrar, gestão de negócios públicos
ou particulares, governo, regência, função de administrador , gestão, gerência” .


De acordo com os conceitos acima a Administração costuma ser divida, já na formação
acadêmica, em quatro grandes áreas: Finanças, Produção, Recursos Humanos (os quais podem
ser compreendidos como fatores da produção), Marketing (que num sentido estrito é responsável
pela logística e distribuição da produção através das vendas) e Administração Pública (que se
encarrega da gestão de empresas públicas, órgãos do governo, autarquias, etc.).


Pelas definições podemos concluir a administração tem ao mesmo tempo elementos de ciência,
pois busca o conhecimento e compreensão, e elabora teorias e hipóteses, embora não aplique o
método científico com rigor e dificilmente algum conceito possa ser definido como uma lei. Sem
dúvida a administração tem vários elementos de técnica, pois transforma e opera uma realidade e
aplica normas e procedimentos, no entanto dificilmente obtém bons resultados se estas normas e
procedimentos forem excessivamente rígidos e se o programa e os objetivos não forem
ajustáveis.


Sem dúvida a administração tem elementos de arte, pois as mesmas técnicas e procedimentos
podem e são constantemente alteradas pelo talento individual do administrador para adequar-se
as realidades, alterações estas feitas na maioria das vezes por escolhas subjetivas e critérios
pessoais.


Portanto, mais importante que procurar definições claras ou completas para a administração é
imprescindível conhecer sua essência, como ciência, técnica ou arte, que busca obter sempre os
melhores resultados a partir dos recursos disponíveis, tendo sempre o elemento humano como o
mais importante para o sucesso desta empreitada.




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A evolução histórica da ciência administrativa
Sempre houve na história humana alguma forma de administração, pela necessidade de gerir, de
organizar as tarefas e dividir o trabalho seja no âmbito privado (fazendas, associações, empresas)
ou no âmbito público (governo, exércitos, arrecadação de impostos).
As principais influências da administração, antes do surgimento da chamada “ciência
administrativa”, cita Idalberto Chiavenato:
                       A influência dos filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, nas tarefas de
                       Administração na antigüidade…na Filosofia Moderna destacam-se Bacon e Descartes.
                       A organização eclesiástica da Igreja Católica influenciou de certa maneira o pensamento
                       administrativo, conforme pesquisa de Mooney.
                       Igualmente a organização militar trouxe grande influência para a Administração,
                       contribuindo com alguns dos princípios que a Teoria Clássica iria mais adiante assimilar e
                       incorporar.
                       A revolução Industrial veio produzir o contexto industrial, tecnológico, social, político e
                       econômico de situações, problemas e variáveis, a partir do qual teria início a Teoria
                       Clássica da Administração.
                       Também economistas liberais (como James Mill, David Ricardo, John Stuart Mill e outros)
                       deram algum suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração que
                       teriam enorme aceitação posteriormente.” (CHIAVENATO, 1983: 31).
Abaixo temos a cronologia das principais escolas e teorias que influenciaram o atual pensamento
administrativo, além de seus expoentes teóricos:
             •      1903 - Escola de Administração Científica - Taylor e Gilbreth
             •      1909 - Teoria da Burocracia - Weber
             •      1916 - Escola dos Princípios da Administração - Fayol
             •      1932 - Escola das Relações Humanas - Mayo e Lewin
             •      1947 - Teoria das Decisões - Simon
             •      1951 - Teoria dos Sistemas - Bertalanffy, Kast e Rosenzweig
             •      1953 - Teoria dos Sistemas Sociotécnicos - Emery e Trist
             •      1954 - Teoria Neoclássica da Administração - Koontz e O´Donnell, Newman,
             Drucker
             •      1957 - Escola Comportamental da Administração - McGregor, Likert e Argyris
             •      1962 - Escola do Desenvolvimento Organizacional - Bennis, Beckhard, Schein
             •      1972     -   Teoria    da    Contingência      -   Woodward,       Lawrence      e   Lorsch
             (CHIAVENATO, 1983: 8)




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A administração desde seus primórdios buscou gerir, ou administrar, os recursos, sempre
  escassos, buscando o melhor resultado. Ou sob outra ótica, obter os mesmos resultados com
  dispêndio de menos recursos. A administração buscou organizar os recursos disponíveis, sejam
  eles pessoas ou materiais, da forma mais eficiente possível, para isto cada teoria administrativa
  deu ênfase em um aspecto: tarefas, estrutura, pessoas, ambientes e tecnologia.

  O quadro a seguir relaciona as principais teorias administrativas de acordo com sua ênfase e com
  seus principais enfoques:

  Tabela 1.1- As principais teorias administrativas e seus principais enfoques.
ÊNFASE       TEORIA                            PRINCIPAIS ENFOQUES
Tarefas      Administração científica          Racionalização do Trabalho no Nível Operacional
Estrutura    Teoria Clássica e Neoclássica     Organização formal
                                               Princípios Gerais da administração
                                               Funções do Administrador
             Teoria da Burocracia              Organização Formal Burocrática
                                               Racionalidade Organizacional
             Teoria Estruturalista             Múltipla abordagem:
                                               Organização formal e informal
                                               Análise Intra-organizacional e Análise
                                               Interorganizacional
Pessoas      Teoria das Relações Humanas       Organização Informal
                                               Motivação, Liderança, Comunicações e Dinâmica
                                               de Grupo
             Teoria do Comportamento           Estilos de Administração
             Organizacional                    Teoria das Decisões
                                               Integração dos Objetivos Organizacionais e
                                               Individuais
             Teoria do Desenvolvimento         Mudança Organizacional Planejada
             Organizacional                    Abordagem de Sistema Aberto
Ambiente     Teoria Estruturalista e Neo-      Análise Intra-organizacional e Análise Ambiental
             estruturalista                    Abordagem de Sistema Aberto
             Teoria da Contingência            Análise Ambiental (Imperativo Ambiental)
                                               Abordagem de Sistema Aberto
Tecnologia   Teoria da Contingência            Administração da Tecnologia (Imperativo
                                               Tecnológico)
  (CHIAVENATO, 1997: 15)
  Abordagem Clássica da ADMINISTRAÇÃO




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Os primeiros a refletirem sobre a Administração o fizeram a partir de duas perspectivas opostas,
que se complementaram: uns, de baixo para cima, analisaram os processos produtivos, a maneira
de fazer, próximo das porcas e parafusos; outros, de cima para baixo, a estrutura administrativa e
gerencial, a hierarquia. Muitos precursores construíram o que veio a ser classificado como
abordagem clássica, dentre os quais talvez os mais importantes fossem Taylor, Fayol, Ford e
Weber.

Taylor (Administração Científica)
Frederick Winslow Taylor (1856-1915) começou como operário, foi subindo de posto e se formou
engenheiro. Em sua avaliação, os males da indústria à sua época eram a falta de
comprometimento dos trabalhadores com o trabalho, a ignorância da gerência com respeito à
maneira de executar o trabalho e finalmente a inexistência de rotinas uniformes de trabalho.

A partir dessas premissas estudou detalhadamente os processos, definindo métodos mais
eficientes de trabalho e ferramentas adequadas. Preocupou-se com a remuneração dos
trabalhadores, de modo a pagar mais àqueles mais produtivos, utilizando a remuneração
diferenciada como incentivo à maior dedicação dos trabalhadores. Concluiu também que a
gerência tinha que ser modificada, pois suas responsabilidades passaram a ser outras:
precisavam estudar os processos, instruir os trabalhadores supervisioná-los, verificar qual o
desempenho individual e remunerá-los de acordo.


Taylor desenvolveu a Teoria da Gestão Científica buscando um maior desenvolvimento
econômico tanto para as empresas como para os empregados, resumindo-a como ciência em vez
de "regra do dedo", harmonia no lugar da discórdia, cooperação em substituição ao
individualismo, máxima produção em vez de produção limitada, o desenvolvimento de cada
homem até sua máxima eficiência e prosperidade.

A ciência seria utilizada para a identificação da melhor maneira de realizar uma tarefa, envolvendo
desde estudos de tempos e movimentos até o desenvolvimento de ferramentas e equipamentos
mais adequados.




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O trabalho seria desenvolvido em condições ambientais adequadas, com os necessários períodos
de repouso. Os trabalhadores seriam selecionados cientificamente, treinados e supervisionados
de perto. Da máxima eficiência decorreriam maiores lucros e maiores salários.


Tanto a harmonia como a cooperação adviriam da divisão justa dos resultados entre as partes
envolvidas, as quais não seriam adversárias, mas parceiras. Na prática a remuneração cresceu
com o incremento da produtividade, mas não na mesma proporção: parte significativa ficou com
as empresas...

A máxima produção decorreria não só do maior potencial de produtividade, em função das
técnicas científicas empregadas, mas também por o trabalhador deixar de trabalhar abaixo de sua
capacidade, em função de abandonar uma visão corporativa pela qual a maior produção
implicaria em maior desemprego e maior exploração de sua força de trabalho.


Cada homem poderia se desenvolver ao máximo, tanto do ponto de vista da produção, como
também     do    seu     desenvolvimento   econômico,       pois   sua   remuneração   aumentaria
significativamente como resultado da aplicação da teoria.


Sua teoria se opôs àquela que a seu ver era a melhor em uso costumeiro à época, que
denominou "iniciativa e incentivo", pela qual os empregadores premiavam as iniciativas dos
empregados por meio de remunerações superiores, prêmios em dinheiro e outros agrados.


Taylor sintetiza as diferenças entre as duas maneiras de administrar, pelo papel dos gestores:
aqueles da "iniciativa e incentivo" apenas oferecem vantagens aos trabalhadores que logram
aumentar a produção, mas estes ficam com toda a responsabilidade pelo processo; já os que
administram com base na "Gestão Científica" têm que se ocupar do processo de trabalho, do
treinamento dos operários, enfim ficam pelo menos com metade do problema.


A "Gestão Científica" se ocupa em buscar a maneira pela qual uma tarefa pode ser melhor
realizada e entende que o interesse do empregado no trabalho decorre do seu interesse pelo
ganho que daí advém, ou seja, considera o trabalhador como um homem econômico, voltado para
a satisfação material.




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Ford
Henry Ford (1863-1947) não foi propriamente um inventor, mas aplicou em larga escala a linha
de montagem, esquema de produção que leva o material a ser manipulado ao trabalhador, que
fica parado em seu posto de trabalho. As tarefas são altamente especializadas, materiais e
ferramentas são padronizados, a produção é feita em série de produtos iguais.
Além do processo industrial, Ford se preocupou com a distribuição, com a redução dos preços de
venda de modo a ganhar na quantidade, com o consumo de massa.

Consta que, perguntado de que cores poderiam ser pintados os carros, teria respondido: "de
qualquer uma, desde que preta".

Fayol (Princípios de gestão)


Henry Fayol (1841-1925) focou sua atenção na estrutura da empresa e definiu a Gestão como
"previsão, organização, comando, coordenação e controle".

Dessa forma as funções do gestor são:
•   Prever o futuro e definir um plano de ação em função dessa previsão;
•   Organizar a empresa, isto é, seus recursos materiais - escritórios, oficinas, equipamentos,
    materiais - e seus meios sociais, distribuindo-os em estruturas hierárquicas - divisões,
    gerências, seções;
•   Comandar a ação das pessoas da organização, dirigindo-as e orientando-as;
•   Coordenar o trabalho do pessoal, harmonizando ações e recursos na busca dos objetivos; e
•   Controlar, verificar a conformação das ações às diretivas, corrigindo-as ou mesmo alterando
    as decisões inadequadas.

Fayol estabeleceu 14 princípios:
•   divisão do trabalho, com especialização das tarefas e trabalhadores para maior eficiência;
•   autoridade e responsabilidade, direito de dar ordens e esperar obediência, com
    responsabilidade;
•   disciplina, obediência a regras claras e justas, com punição às infrações;
•   unidade de comando, cada empregado com apenas um chefe;
•   unidade de direção, todas as unidades da organização buscando os mesmos objetivos
    gerais;




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•   subordinação do interesse individual ao geral, os interesses da organização tem
    precedência sobre os dos empregados;
•   remuneração justa do pessoal, tanto para o empregado como para a organização;
•   centralização, concentração da autoridade no topo da organização;
•   cadeia de comando, uma linha de comando e comunicação, do alto até a base;
•   ordem, pessoas e materiais nas posições onde são necessários e eficientes - "um lugar para
    cada coisa e cada coisa em seu lugar";
•   eqüidade, com tratamento justo a todo o pessoal;
•   estabilidade do pessoal, a rotatividade é prejudicial à eficiência da organização;
•   iniciativa, os funcionários devem ser incentivados a propor melhorias; e
•   espírito de equipe deve haver harmonia entre o pessoal para o trabalho em grupo




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O ADMINISTRADOR
Recordando que Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de
recursos técnicos, científicos, financeiros, materiais e de pessoal a fim de alcançar um objetivo.


Na verdade o Administrador consegue fazer as coisas por intermédio das pessoas e por isso
ocupa posição primordial na organização.


O administrador dá a direção e rumo à sua organização, proporciona liderança às pessoas e
decide como os recursos organizacionais devem ser utilizados para atingir os objetivos da
organização. Este conceito é aplicado ao administrador em qualquer nível da organização.


Administrar não significa executar tarefas, mas sim fazer com que elas sejam executadas por
outras pessoas em conjunto. O administrador não é aquele que faz, mas sim o que faz fazer.

Grandes Funções ou áreas da Administração

A administração costuma ser divida em 4 grandes áreas: finanças, produção, marketing e
recursos humanos.

Finanças

  Conceito de Gestão Financeira

  A gestão financeira é uma das tradicionais áreas funcionais da gestão, encontrada em
  qualquer organização e à qual cabem as análises, decisões e atuações relacionadas com
  os meios financeiros necessários à atividade da organização. Desta forma, a função
  financeira integra todas as tarefas ligadas à obtenção, utilização e controle de recursos
  financeiros.

  Por outras palavras, a função financeira integra:

      •   a determinação das necessidades de recursos financeiros (planeamento das
          necessidades, a inventariação dos recursos disponíveis, a previsão dos recursos
          libertos e o cálculo das necessidades de financiamento externo);

      •   a obtenção de financiamento da forma mais vantajosa (tendo em conta os custos,
          prazos e outras condições contratuais, as condições fiscais, a estrutura financeira da
          empresa);




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•   a aplicação criteriosa dos recursos financeiros, incluindo os excedentes de tesouraria
          (por forma a obter uma estrutura financeira equilibrada e adequados níveis de
          eficiência e de rentabilidade);

      •   a análise financeira (incluindo a recolha de informações e o seu estudo por forma a
          obter respostas seguras sobre a situação financeira da empresa);

      •   a análise da viabilidade econômica e financeira dos investimentos.

Produção
Segundo KWASNICKA, "A função produção é a atividade de transformação de matéria-prima em
utilidades necessárias ao consumidor." (1995: 97). Para fins de estudo, ainda segundo a mesma
autora, costumamos dividir esta função em 3 subsistemas: "Engenharia de produto, planejamento
da produção e engenharia do processo" (1995: 98).

Marketing

A seguir a definição de KWASNICKA para a função marketing: "marketing é o desempenho das
atividades empresariais que dirigem o fluxo de mercadorias e serviços do produtor para o
consumidor final." (1995: 125).

Recursos Humanos

A seguir a definição de KWASNICKA para a função Recursos Humanos:


A administração de Recursos Humanos representa todo o esforço da organização, no sentido de
atrair profissionais do mercado de trabalho, prepará-los, adaptá-los, desenvolvê-los e incorporá-
los de forma permanente ao esforço produtivo e utilizar adequadamente o profissional de que uma
organização necessita. (1995: 140)




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A ORGANIZAÇÃO
Organizações são, em última instância, pessoas e recursos reunidos em torno de objetivos em
parte comuns.


Organização é uma entidade social composta de pessoas que trabalham juntas e
deliberadamente estruturadas em uma divisão de trabalho para atingir um objetivo comum. É uma
sociedade em miniatura em que coexistem dois tipos de pessoas: os líderes e os subordinados.


Quando dizemos que é uma entidade social deliberadamente estruturada queremos dizer que as
tarefas são divididas entre seus membros, e a responsabilidade pelo seu desempenho é atribuída
a cada um dos membros da organização.


Quando dizemos que visa objetivo, queremos nos referir às conseqüências almejadas como obter
lucro, atender necessidades espirituais, proporcionar entretenimento, desenvolver arte e cultura,
praticar esportes e assim indefinidamente.


O propósito de toda organização é produzir um produto ou serviço para satisfazer a necessidade
do cliente, que pode ser consumidor, usuário, associado ou contribuinte. Daí a busca da
qualidade é a força vital de uma organização e a fonte da sua vantagem competitiva.


As organizações empregam pessoas e aplicam recursos. Elas podem ser de grande porte ou
pequenas e micro organizações. Podem ser locais, regionais ou globais.


Existem ainda as organizações de caráter não lucrativo que possuem objetivos sociais, e podem
ser governamentais ou não governamentais (ONG).


As organizações podem ser complexas ou simples, estatais ou privadas, com ou sem intuito de
lucro, formais ou informais.


Uma Biblioteca Municipal é estatal, é formal e não tem intuito de lucro. Um time de futebol de
várzea costuma ser privado e informal. Uma Padaria é privada e tem intuito de lucro. O Exército, a
Seara e a ONG Greenpeace são organizações complexas, a primeira governamental, as demais
privadas.




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Podemos dividir as organizações em três grandes grupos:
•   estatais,
•   empresas privadas com intuito de lucro, e
•   organizações do terceiro setor, as ONGs - privadas sem intuito de lucro.


De qualquer forma, seja qual for o tipo e o porte da organização, ela precisa ser administrada para
poder atender aos seus objetivos. Mesmo um time informal de várzea precisa de arrecadar
dinheiro para comprar os uniformes, estes precisam ser lavados, é necessário que os jogadores
estejam presentes no campo na hora marcada para a partida, há que haver alguma divisão do
"trabalho", nem que seja pela escolha do goleiro, os demais se posicionando na "linha".


Teoria sobre organização
Apesar de tudo depender de algum tipo de gestão, esta pode parecer intuitiva ou natural. É de se
esperar que, no preparo de uma refeição, se siga uma e não outra seqüência de passos, levando-
se em conta o tempo de preparo (limpar, descascar, picar) e de cocção (cozinhar, assar, fritar)
dos diversos alimentos, caso contrário o bife ficaria pronto muito antes do feijão.


Essa ordem é quase natural, sendo transmitida de geração para geração, de mãe para filha. Mas
uma pessoa que se aventure a “mexer” num fogão, sem esse prévio conhecimento, aprenderá
muito rapidamente as virtudes do planejamento, que começa muito antes, na escolha do cardápio
e obtenção dos ingredientes.


Se passarmos do preparo de uma refeição para a gestão de um restaurante, a complexidade dos
problemas cresce exponencialmente. Agora são necessárias muitas pessoas, na cozinha, no
salão, na manutenção de instalações e equipamentos, que precisam trabalhar com alguma
coordenação: o cliente faz o pedido ao garçom, este o passa aos cozinheiros, que preparam a
comida e a passam para o garçom servir ao cliente. Nesse ínterim a despesa tem que ser
registrada, para a conta poder ser apresentada ao cliente, o consumo de ingredientes tem que ser
anotado, para serem repostos.


Continuando, os preços têm que ser estabelecidos de forma a permitir o pagamento das
despesas - salários, aluguéis, tributos. Conflitos entre as pessoas precisam ser resolvidos. Algo
tem que ser feito para que os clientes voltem e novos apareçam.




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Imaginemos agora uma rede de restaurantes, uma fábrica de aviões, uma empresa petrolífera,
uma empresa de aviação comercial internacional. A complexidade das operações em si soma-se
às necessidades de uma empresa de grande porte, com inúmeros funcionários, fornecedores,
clientes, tecnologias.

Nesse nível o empirismo é totalmente impossível, é necessário que o funcionamento da
organização se apoie em técnicas de gestão. Na verdade elas são sempre úteis, mesmo às
menores organizações ou, em certos casos, até à vida pessoal.

Níveis Organizacionais.
O administrador é essencial para uma organização qualquer que seja o seu tamanho ou tipo. E
dentro da organização o administrador pode ser um presidente ou diretor, um gerente ou
supervisor, dependendo do nível que ocupa. Em cada um dos níveis organizacionais
(Institucional, Intermediário, Operacional ), seu papel é diferente.

a) Nível Institucional
É o nível mais elevado da organização. É constituído pelo Presidente e Diretores e onde são
tomadas as principais decisões. É o nível mais periférico, pois está em contato direto com o
ambiente externo, e sofre as pressões e os impactos ambientais. Recebe, também, o nome de
nível estratégico, pois é o responsável pela definição do futuro do negócio como um todo.


Nesse nível, o administrador deve possuir uma visão estratégica, para definir a missão e os
objetivos fundamentais do negócio.

b) Nível Intermediário
É o nível administrativo que articula internamente o nível estratégico e o nível operacional.
Recebe o nome de nível gerencial ou tático. É constituído pelos Gerentes.Recebe as decisões
globais e as transforma em programas de ação para o nível operacional. Interpreta a missão e os
objetivos fundamentais do negócio, traduzindo-os em meios de ação para que o nível operacional
possa transformá-lo em execução.


Nesse nível, o administrador deve possuir visão tática.


c) Nível Operacional
É o nível administrativo mais baixo de todos. É o nível que administra a execução e realização
das tarefas e atividades cotidianas. Nesse nível, o administrador deve possuir visão operacional,
isto é, conhecimento técnico para orientar e dirigir os funcionários que realizam as tarefas.



                                                                                                1
Níveis da Administração e a operação/execução




                                  Nível institucional ou
                                  Alta Administração
                 Diretores
                   Vice-
                 Diretores                                      Diretores
                Assessores                                          e
                                                               Assessores
            Gerentes de
              Divisão                   Nível
                                    Intermediário
            Gerentes de
           Departamento
                                                              Gerentes de
        Gerentes de Seção                                    Departamento


                                       Nível
            Supervisores          Operacional ou               Líderes de
               Mestres            Supervisores de          Grupos Autogeridos
          Líderes de Turma           1ª linha                 de Trabalho



Nível               Atuação           Abrangência          Amplitude de tempo
Institucional       Estratégico       Global               Longo Prazo


Intermediário       Tático            Parcial              Médio Prazo

Operacional         Operacional       Específico           Curto Prazo




 Características dos Níveis Administrativos

 O Processo Administrativo.


                                                                                1
O administrador é quem aplica o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar a aplicação
dos recursos organizacionais para atingir um objetivo. Processo Administrativo é a denominação
dada ao conjunto e seqüência das funções administrativas que são: Planejamento, Organização,
Direção e Controle.




   a. Planejamento

Planejamento é a primeira função administrativa, definindo objetivos para o futuro desempenho
organizacional e decidindo sobre os recursos e tarefas necessários para alcançá-los
adequadamente.

O planejamento é a arma utilizada pelo administrador para orientar-se e alcançar os objetivos
colimados, por intermédio de ações baseadas em métodos, planos ou lógica, e não ao acaso,
assim, planejar envolve soluções de problemas e tomadas de decisão.

Podemos definir planejamento como o processo de estabelecer objetivos e o curso da ação
adequado para atingi-los.

   b. Organização
A organização visa disponibilizar os meios e recursos previstos pelo planejamento e reflete como
a organização tenta cumprir os planos. É a função administrativa relacionada com a atribuição das
tarefas, agrupamento das mesmas em equipes e alocação dos recursos necessários nas equipes.
Portanto, organização é o processo de engajar as pessoas em um trabalho conjunto de uma
maneira estruturada para alcançar objetivos comuns.

   c. Direção
A Direção representa a execução daquilo que foi planejado. É a função administrativa que envolve
a motivação das pessoas para atingir os objetivos organizacionais. Ela envolve a aplicação da
comunicação, a motivação e a liderança para desempenhar as atividades essenciais.
Portanto, direção é o processo de influenciar e orientar as atividades relacionadas com as tarefas
dos diversos membros da equipe ou da organização como um todo.

   d. Controle
O controle significa o acompanhamento, o monitoramento e a avaliação do desempenho
organizacional para verificar se as coisas estão acontecendo conforme o planejamento, a
organização e a direção.




                                                                                               1
O controle é o processo de assegurar que as atividades atuais estejam em conformidade com as
atividades planejadas.


Tarefa básica da administração
A tarefa básica da administração é a de fazer as coisas, por meio das pessoas, de maneira
eficiente e eficaz, portanto vejamos:


Eficiência: Eficiência significa a realização de atividades ou tarefas de maneira certa e
inteligente, com o mínimo de esforço e com máximo aproveitamento de recursos, ela determina o
quanto uma organização usa corretamente seus recursos. Quanto mais alto o grau de
produtividade na utilização de seus recursos, mais eficiente é a organização..


Eficácia: Determina o quanto uma organização realiza seus objetivos. Quanto mais alto o grau de
realização dos objetivos, mais a organização é eficaz.
           O Processo Administrativo nos três níveis organizacionais

 Nível            Planejamento          Organização      Direção          Controle



                  Planejamento                           Direção geral.   Controles
                  Estratégico.          Estrutura        Políticas e      Globais e
Institucional     Objetivos             Organizacional   Diretrizes de    Avaliação
                  Organizacionais                        Pessoal          Organizacional


                  Planejamento          Desenho          Gerência de      Controles
                  Alocação de           Departamental.   Recursos.        Táticos e
                  Recursos              Estrutura das    Liderança e      Avaliação
Intermediário                           Equipes e        Motivação        Departamental
                                        orgãos


                  Planos                                                  Controle
                  Operacionais das      Desenho de       Supervisão       operacional e
Operacional       Ações                 Cargos e         de Primeira      avaliação
                  Cotidianas            Tarefas          Linha            individual


5. Habilidades do Administrador.

Katz dizia que o sucesso do administrador depende mais do seu desempenho do que de seus
traços particulares de personalidade, daquilo que ele faz e não daquilo que ele é. E o seu
desempenho é resultado de certas habilidades que ele possui e utiliza. Katz identificou três tipos
de habilidades importantes:
- habilidades conceituais;
                                                                                               1
- habilidades humanas;

- habilidades técnicas.

a) Habilidades Conceituais

As habilidades conceituais envolvem a visão da organização ou da unidade organizacional como
um todo, a facilidade de trabalhar com idéias, conceitos, teorias e abstrações.

Estão relacionados com o pensamento, raciocínio, o diagnóstico da situação e a formulação de
alternativas para solução dos problemas. Na medida em que o administrador ascende na carreira,
ele precisa cada vez mais das habilidades conceituais.

b) Habilidades humanas

As habilidades humanas estão relacionadas com o trabalho com as pessoas e referem-se a
facilidade de relacionamento interpessoal e grupal. Envolvem a capacidade de motivar,
comunicar, coordenar, liderar e resolver conflitos individuais ou coletivos. Em todos os níveis
organizacionais, é fundamental saber trabalhar com as pessoas e por intermédio delas.

c) Habilidades Técnicas

As habilidades técnicas estão relacionadas com o conhecimento especializado e com a execução
e com os procedimentos para execução das tarefas.
As habilidades técnicas estão relacionadas com o fazer, isto é, com os processos materiais ou
objetos físicos e concretos. Ela é mais utilizada no nível operacional.


Essas habilidades requerem competência pessoal para serem colocadas em ação com êxito. A
competência é a qualidade de quem é capaz de analisar uma situação, apresentar soluções e
resolver assuntos ou problemas e, é o maior patrimônio de um administrador. O administrador,
para ser bem sucedido, precisa desenvolver três competências duráveis: o conhecimento, a
   Administração
perspectiva e a atitude.
      Superior
         ou
Percentuais de Habilidades necessárias em cada nível organizacional
                                                                  Habilidades
        Nível
                                                                  Conceituais
    Institucional

      Gerência

Intermediária
                                                  Habilidades
          ou                                       Humanas
Nível Intermediário

  Supervisão de
  primeira linha
         ou               Habilidades                                                          1

 Nível Operacional        Técnicas
A COMPETENCIA DO ADMINISTRADOR


O Conhecimento
O conhecimento significa todo o acervo de informações, conceitos, idéias, experiências e
aprendizado que o administrador adquiriu, ao longo de sua vida, sobre sua profissão. È
fundamental que esse conhecimento seja constantemente atualizado, seja por intermédio da
leitura, seja por intermédio de relacionamento com outros profissionais, através de cursos,
simpósios, conferências, etc. .No entanto não basta ter o conhecimento, mas saber aplicá-lo em
benefício da organização.

a) A perspectiva
A perspectiva significa a capacidade de utilizar o conhecimento, saber transformar a teoria em
prática, aplicar o conhecimento na análise das situações, na solução dos problemas e na
condução dos negócios.
A perspectiva representa a habilidade de colocar os conceitos e idéias abstratas em ação, em
visualizar a oportunidade de utilizá-las e transformá-las em novos produtos e serviços.


b) A Atitude
A atitude significa o comportamento pessoal do administrador frente às situações com que se
defronta no seu trabalho. A atitude representa o estilo pessoal de fazer acontecer, a maneira de
liderar, motivar, comunicar e levar adiante os projetos.
É essa competência que transforma o administrador em agente de mudança e não num agente de
conservação.


Sem dúvida é essa a habilidade mais importante. É ela que torna as organizações mais eficazes e
competitivas e as orienta para o sucesso.




                                                                                             1
Para complementá-la, porém, o administrador precisa desenvolver certas características pessoais
que o tornem líder, como combatividade, assertividade, convicção profunda, não aceitação do
“status quo”, inconformismo com a mediocridade e alta dose de espírito empreendedor.


O Papel do Administrador.
Os papéis do administrador são as atividades conduzidas por ele para cumprir as funções de
planejar, organizar, dirigir e controlar os recursos organizacionais para atingir o objetivo. Esses
papéis podem ser classificados em: interpessoais, informacionais e decisórios.


a) Interpessoais
•   Representação – assume deveres cerimoniais, representa a organização, acompanha
    visitantes e assina documentos legais.
•   Liderança – dirige e motiva as pessoas, treina, aconselha, orienta e se comunica com os
    subordinados.
•   Ligação – mantém redes de comunicação, dentro e fora da organização, usa todos meios de
    comunicação.

b) Informacionais
•   Monitoração – manda e recebe as informações, lê revistas e relatórios e mantém contatos
    pessoais.
•   Disseminação – envia informações para outras organizações e internamente, por diversos
    meios.
•   Porta-voz – Transmite informações para as pessoas de fora.

c) Decisórias
•   Empreende – inicia projetos, identifica novas idéias, assume riscos, delega responsabilidades.
•   Resolve Conflitos – toma ação corretiva em disputas ou crises, resolve conflitos entre
                                  Empreendedor
    subordinados, adapta o grupo a Empreendedor
                                   crises e a mudanças.
•                              Resolve Conflitos
    Aloca Recursos – decide a quem atribuir recursos. Programa, orça e estabelece prioridades.
                                 Resolve Conflitos
•   Negociação – representa os interessesde Recursos em negociações com sindicatos,
                        Administrador da organização
                            Administrador de Recursos
    vendas, compras ou financiamentos’
                                    Negociador
                                     Negociador




     Representante                                                    Monitor
      Representante                                                    Monitor
             Líder                                                 Disseminador                  2
               Líder                                                 Disseminador
         Ligação                                                     Porta-voz
Papéis Interpessoais               Papéis decisórios                   Papéis de Informação




  Portanto:
  Se você quiser ser um administrador bem sucedido siga as seguintes regras básicas:
     •   Faça investimentos constantes em sua formação profissional.
     •   Mantenha-se informado.
     •   Desenvolva seu espírito empreendedor.
     •   Trabalhe em equipe.
     •   Seja flexível.
     •   Desenvolva sua capacidade de negociação.
     •   Saiba administrar conflitos.
     •   Trate sua carreira como se ela fosse uma empresa.


  Exercícios de Fixação

  Exercício 01
  Josmario, supervisor da Alca S/A, não quis fazer um curso de inglês patrocinado pela empresa e
  faltou a um curso de reciclagem promovido pelo RH dizendo que era dispensável e perda de
  tempo. Apesar de ser um bom técnico é uma pessoa irascível, mal humorada e trata a todos com
  grosseria.


  Qual a competência que Josmario não possui?
  E qual habilidade não foi desenvolvida por ele?
  Em que nível organizacional se encontra Josmario?

  Exercício 02
  Madalena, gerente das Lojas Francesas, alocou recursos para reformar a seção de moda
  feminina da loja do Gonzaga. Para motivar os funcionários, criou a competição de funcionário
  destaque do mês e propôs à Diretoria, como prêmio, uma viagem à matriz, na França.


                                                                                              2
Em que nível organizacional está situada Madalena?
Quais os dois processos administrativos você identifica nas atitudes dela?
E qual a competência identificada nela?




                   Mudanças de paradigmas na passagem para o terceiro milênio.


              Paradigmas Tradicionais                     Paradigmas do Terceiro Milênio


   Revolução industrial – substituição e           Revolução digital – substituição e potencialização
   potencialização do trabalho humano por          das funções humanas de decisão, comunicação e
   máquinas.                                       informação por computadores.

                                                   Trabalhadores em serviços e do conhecimento e
   Classe operária numerosa, em conflito com uma
                                                   profissionais liberais mais numerosos que os
   classe de patrões e gerentes.
                                                   operários clássicos.

   Trabalhador especializado – operador de
                                                   Grupos de trabalhadores autogeridos e
   máquinas qualificado apenas para a realização
                                                   polivalentes, com educação de nível superior.
   de uma tarefa.

                                                   Desemprego, empregabilidade, terceirização,
   Emprego e carreira estáveis.
                                                   economia informal, empreendedorismo.

   Grandes estruturas organizacionais.             Estruturas organizacionais enxutas.

   Ênfase na eficiência.                           Ênfase na competitividade.

                                                   Ética e responsabilidade social, cidadania
   Interesse da empresa e do acionista.
                                                   empresarial.




                                                                                                        2
Objetivos Organizacionais

Os objetivos: exprimem uma política quantificada ou um propósito quantificado e implicam em
continuidade.

Os planos: são providências (medidas, tarefas e atividades) a serem tomadas para se atingir as
metas estabelecidas.

As metas: são resultados finais que deverão ser atingidos dentro de um período determinado de
tempo.




                                                                                           2
Situação atual           Plano de ação




                 Metas




                                         2
A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Conceito de estrutura organizacional
“Estrutura organizacional é o conjunto de funções, cargos, relações e responsabilidades que
constituem o desenho orgânico da empresa”.
   •   Cargo – é a composição de todas aquelas atividades desempenhadas por uma única
       pessoa e que ocupa um lugar formal no organograma.
   •   Função – é um conjunto de tarefas ou de atribuições exercida de maneira sistemática e
       reiterada por um ocupante de cargo. Pode ser exercida provisória ou definitivamente. Para
       que um conjunto de atribuições constitua uma função é necessário que haja reinteração em
       seu desempenho.

Toda organização é reconhecida pela sua estrutura, que representa:


   a) A medida exata daquilo que sua direção idealiza como caminho para atingir os objetivos;
   b) A medida como valoriza e distribui os seus módulos operativos dentro do contexto
       empresarial.

Estratégia e estrutura




                                                                                                2
•   Estratégia e estrutura são dois itens que estão sempre unidos, mas a estratégia deve
         definir estrutura. A tendência atual das organizações é ainda, manter estruturas tradicionais
         ou departamentalizadas.


A estrutura organizacional de uma empresa está geralmente demonstrada em organogramas,
funcionogramas e fluxogramas de atividades.


Organogramas
O organograma é o gráfico que representa a estrutura formal da empresa, ou seja, a disposição e
a hierarquia dos órgãos.


Existem várias maneiras de se representar à estrutura da empresa. A escolha do tipo ideal, como
é dito para outros tipos de gráficos, fica a critério do analista, considerando este a natureza da
organização:


Organograma clássico ou vertical – este tipo é simplificado e procura deixar bem claros os
níveis de hierarquia. É bastante utilizado em instituições tradicionais, onde a visão é fator
preponderante.




                  Direção



                 Gerência     Gerência
    Gerência
                    de           de
    Financeira
                 Marketing    Produção



Funcional: É voltada para as funções da organização

•         É aplicado em organizações de pequeno porte onde existem poucos chefes para uma série
    de atividades (funções).

•        Apenas o retângulo da atividade maior difere das demais

•        Fica a critério do elaborador do organograma dispor ou não de todas as funções


                                     Gerência
                                   Administrativa



                                    Contabilidade                                                  2
         Compras                                                       Pessoal
                                     e Finanças
Por Cargos: Utilizado quando o objetivo é analisar os cargos e não apenas representá-los no
gráfico

   •   Todos os cargos são listados bem como a vinculação hierárquica de cada um deles

   •   Há necessidade de muito espaço na base da pirâmide

   •   É possível colocar dentro de cada retângulo o número de ocupantes do cargo.

                                          Gerente
                                        Administrativo



                                           Assistente
               Assistente                  Financeiro              Assistente
               de Compras                                          de Pessoal
                          1                        2                       3



Elaboração de um organograma

A elaboração de um organograma exige certos cuidados: uns de natureza estética, outros de
natureza técnica. Vamos relacionar alguns deles:

   a) Devem ser evitadas siglas e abreviaturas dos órgãos para que qualquer pessoa possa ver
       e entender a estrutura da organização;
   b) A subordinação de um órgão em relação a outro é representada por linha cheia, de cima
       para baixo, ou da esquerda para direita. Órgãos de igual hierarquia não podem estar
       ligados uns aos outros, mas sim à linha da autoridade superior;
   c) Deve ser buscado um equilíbrio estético entre os espaços laterais e verticais dos órgãos de
       mesmo nível hierárquico;
   d) O organograma não deve ser fracionado em hipótese alguma, ou seja, não deve constar
       parte numa folha, parte em outra;
   e) Para representação de órgãos de caráter mais formal, deve ser dada preferência à
       utilização de retângulos, em detrimento de outras formas geométricas, podendo o seu
       tamanho variar em função do nível hierárquico de cada setor representado;

                                                                                               2
f) Para a representação de setores menos formais, como grupos e equipes, ou até de setores
       ligados a atividades artísticas, sociais, ou criativas, dentre outras, admite-se usar outras
       formas gráficas, como círculos, triângulos, elipses, retângulos curvados ou, simplesmente,
       a sua chamada por linha, sem circunscrição.
    g) O tipo de organograma mais utilizado pelas instituições e que, conseqüentemente, mais
       aparece nos livros e trabalhos técnicos é o organograma clássico ou vertical, conforme
       exemplificado abaixo:




 Departamentalização

   • Por funções (ou funcional).
   • Por produtos ou serviços.
   • Por localização geográfica.
   • Por clientes.
   • Por fases do processo.
   • Por projetos.
Características:
 Departamentalização por função
É aquela que leva em conta a especialização técnica dos ocupantes dos cargos e seus
conhecimentos: departamento financeiro, departamento de vendas, departamento de
contabilidade, departamento de recursos humanos, etc.
Agrupamento das atividades de acordo com as funções principais da empresa.
Vantagens:
  • Agrupa especialistas comuns em uma única chefia.
  • Garante plena utilização das habilidades técnicas das pessoas.
  • Permite economia de escala pela utilização integrada de pessoas e produção.
  • Orienta as pessoas para uma única e específica atividade.
  • Indicada para condições de estabilidade.
  • Reflete auto-orientação e introversão administrativa.
Desvantagens:
  • Reduz a cooperação interdepartamental.
  • Inadequada quando a tecnologia e ambiente são mutáveis.                                           2
  • Dificulta adaptação e flexibilidade a mudanças externas.
  • Faz com que pessoas focalizem subjetivos de suas especialidades.
Diretor




                Dir.Financeiro    Dir. Industrial             Dir. RH        Dir Marketing




   Departamentalização por produtos e serviços
   Características:
Critério que leva em conta a subdivisão do produto ou serviço fabricado ou oferecido. As partes
que compõem o todo são formadas por equipes altamente especializadas e que podem se
responsabilizar por todo o fluxo do processo e até pelos resultados finais, incluindo a
comercialização.
Agrupamento das atividades de acordo com o resultado da organização, ou seja, de acordo com
o produto ou serviço realizado.
Vantagens:
  • Fixa a responsabilidade dos departamentos para um produto ou serviço.
  • Facilita a coordenação interdepartamental.
  • Facilita a inovação, que requer cooperação e comunicação de vários grupos.
  • Indicada para circunstâncias externas mutáveis.
  • Permite flexibilidade

Desvantagens:
  • Dispersa os especialistas em subgrupos orientados para diferentes produtos.
  • Contra-indicada para circunstâncias externas estáveis.
  • Provoca problemas humanos de temores e ansiedades com a instabilidade.
  • Enfatiza a coordenação em detrimento da especialização.

                                          Diretor Geral
                                                                                             2
Divisão               Divisão               Divisão                  Divisão
      Farmacêutica             Química              Veterinária               Tintas


   Departamentalização por área geográfica
Características:
 É aquela que leva em conta o local onde se encontra as filiais da empresa. Tem como principal
vantagem o fato de centralizar todas as operações de um determinado local numa mesma
equipe de trabalho.
Agrupamento das atividades de acordo com o território, região ou área geográfica.
Vantagens:
•    Assegura o sucesso da organização pelo ajustamento às condições locais.
•    Fixa a responsabilidade de desempenho e lucro em cada local ou região.
•    Encoraja os executivos a pensar em termos de sucesso no território.
•    Indicada para empresas de varejo..
•    Indicada para condições de estabilidade.
•    Permite acompanhar variações locais e regionais.
Desvantagens:
•    Reduz a cooperação interdepartamental.
•    Ocorre principalmente nas áreas de marketing e produção.
•    Inadequada para a área financeira.
                                         Diretor Geral




         Região               Região                   Região                 Região
          Norte               Nordeste                  Sul                   Sudeste
 Características:
 A organização leva em conta as especificidades dos clientes, agrupando-os em equipes de
 dedicação exclusiva. Exemplo: departamento de vendas subdividido em vendas a varejo e
 vendas ao atacado.
   Departamentalização por clientes

 Agrupamento das atividades de acordo com os tipos de clientes servidos.

 Vantagens:
 •    Quando a satisfação do cliente é o aspecto mais crítico da organização.
 •    Quando o negócio depende de diferentes tipos de clientes.
 •    Predispõe os executivos a pensar em satisfazer as necessidades dos clientes.
 •    Permite concentrar competências sobre distintas necessidades dos clientes.
 Desvantagens:
 •    As demais atividades da organização – produção, finanças – tornam-se
      secundárias ou acessórias face à preocupação exclusiva com o cliente.
 •    Os demais objetivos da organização – como lucratividade, produtividade,
      eficiência – podem ser sacrificados em função da satisfação do cliente.
                                                                                           3
Diretor Geral




     Departamento         Departamento           Departamento          Departamento
       Feminino            Masculino                Infantil           Terceira idade




  Departamentalização por processo
Características:
Divide-se a estrutura em subsistemas que representam diferentes passos ou fases do todo.
Por exemplo, o Departamento industrial que reúne as subdivisões de seções técnicas
como usinagem leve, usinagem pesada, montagem, etc.

  Agrupamento das atividades de acordo com o fluxo do processo produtivo.

Vantagens:
•    Muito utilizada no nível operacional de áreas de produção ou de operações.
•    Garante plena utilização e vantagens econômicas do equipamento ou tecnologia.
•    A tecnologia passa a ser o foco e o ponto de referência para o agrupamento.
•    Enfatiza o processo.
•    Permite ações de reengenharia dos processos e de enxugamento.

Desvantagens
•    Inadequada quando a tecnologia e ambiente são mutáveis.
•    Pouca flexibilidade a mudanças internas ou externas.
•    Centraliza demasiadamente a atenção no processo produtivo



                                     Diretor Geral


                                                                                           3
Seção de            Seção de                 Seção de             Seção de
      Pré-montagem          Montagem                Embalagem            Acabamento




   Departamentalização por projetos
Características:

  Agrupamento das atividades de acordo com os projetos planejados pela empresa.

Vantagens:
•    Agrupa equipes multifuncionais em projetos específicos de grande porte.
•    Ideal para empresas cujos produtos envolvam concentração de recursos e tempo.
•    Ideal para estaleiros, obras de construção civil ou industrial, hidroelétricas
•    Facilita o planejamento detalhado para a execução de produtos de grande porte
•    Adapta a empresa aos projetos que ela pretende construir
•    É uma departamentalização temporária por produtos

Desvantagens
•    O projeto tem vida planejada. É descontínuo
•    Quando ele termina a empresa pode desligar pessoas ou paralisar equipamentos
•    Produz ansiedade e angústia nas pessoas pela sua descontinuidade
                                       Diretor Geral




                                                         Departamentalização
      Engenheiro de                                            Funcional Engenheiro de
                          Engenheiro de             Engenheiro de
        Projetos            Qualidade                 Controle             Execução


                                                          Departamentalização
                                                            por Produtos




                      Presidênci                          Departamentalização
                                                            por Processo



           Divisão        Divisão         Divisão
                                                          Departamentalização
                                                              Funcional



                                                                                         3
Departamento de      Departamento       Departamento de
          motores         Eletrodomésticos       Geladeiras




           Seção de          Seção de pré-       Seção de
         enrolamentos         montagem           Montagem




                      Setor de               Setor de
                   Planejamento              Controle



    Apreciação crítica da departamentalização

•      Constitui ainda hoje o critério básico de estruturação das empresas.
•      Apesar de critérios mais recentes, não se descobriu ainda uma melhor maneira de
       organizar empresas.
•      Mesmo a organização por equipes e o modelo adhocrático não conseguiram substituir
       inteiramente os critérios de departamentalização.
•      O departamento – ou unidade organizacional – ainda prevalece apesar de todo o
       progresso na teoria administrativa




    Estrutura matricial

    Esse modelo de estrutura organizacional possui características que o torna totalmente
    diferenciado dos demais. A principal é a integração entre as áreas funcionais.

    Vasconcellos (1986) ensina que a matriz é uma forma de manter as unidades funcionais, criando
    relações horizontais entre elas.

    Definição:

                                                   DIRETORIA
    “Estrutura matricial é ao mesmo tempo uma hierarquia tradicional e uma entidade solucionadora
    de problemas” – Katz e Kahn.

    Conceito:
                 GERENTE Y                         GERENTE X

    “Quando duas ou mais formas de estruturas são utilizadas simultâneamente sobre os mesmos
    membros de uma organização, a estrutura, então, denomina-se matricial” – Vasconcellos.
                                                                                     GERENTE DE
                                                                                      PROJETO




                                                                                                  3
O exemplo demonstra uma estrutura departamentalizada (Gerentes X e Y). Nesse contexto, acha-
se inserido um gerente de projeto em estrutura matricial, isto é, utilizando temporariamente
recursos de outros departamentos para a realização de um determinado projeto por ele
gerenciado.

Dessa forma, vemos desenhadas no organograma duas formas de autoridade:

   •   A autoridade funcional, oriunda dos gerentes de departamento
   •   A autoridade de projeto (indicado pelas setas).


Estrutura de LINHA E STAFF
Órgãos de linha são aqueles que exercem atividades de “execução” e “comando” e possuem
responsabilidades sobre atividades-fins do negócio.
Órgãos de staff (assessoria interna) são os postos ou órgãos de assessoria caracteriza-se por
não executar e não comandar na pirâmide organizacional. Sua ação está limitada a influenciar e
aconselhar as unidades de linha. Sua responsabilidade abrange a atividade-meio da empresa.
Assessoria externa (CONSULTORIA)
Ao contratar uma consultoria a empresa deve selecionar profissional especializado no assunto
que deseja implementar.
                                  Características da Estrutura
                       De linha                                         De Staff
É quem decide                                            É quem assessora
É quem cuida da execução                                 É quem dá consultoria e assistência
É quem comanda a ação do trabalho de campo               É quem recomenda alternativas de
                                                         trabalho de gabinete
Tem responsabilidade pela operação e pelos               É quem é responsável pelo
resultados                                               planejamento e sugestões


                                                                                               3
Organização Alongada                                    Organização Achatada




Organização Centralizada                          Organização Descentralizada




Centralização do poder em uma estrutura organizacional

  •   As decisões são tomadas mais rapidamente pelos próprios executores da ação.
  •   Tomadores de decisão são os que têm mais informação sobre a situação
  •   Maior participação no processo decisório promove motivação e moral elevado entre os
   administradores médios.
  •   Proporciona excelente treinamento para os administradores médios


Descentralização do poder em uma estrutura organizacional

  • Pode ocorrer falta de informação e coordenação entre os departamentos envolvidos.
  • Maior custo pela exigência de melhor seleção e treinamento dos administradores médios

  • Risco da sub-objetivação

   : os administradores podem defender mais os objetivos departamentais do que os
   empresariais
  • As políticas e procedimentos podem variar enormemente nos diversos departamentos



                                                                                            3
Vantagens do processo de delegação
  • Para a empresa: (melhoria da qualidade; moral da equipe elevado; aumento da produção).
  • Para o chefe: ( Alívio do volume de trabalho; economia de tempo; ausenta-se de
       problemas).
   •   Para o Subordinado: (maior satisfação; sente-se valorizado; proporciona seu
       desenvolvimento).




Funcionograma
                          Filme 10



Administração   Operações e     Compras e       Marketing
                    RH          Financeiro



Planejamento    Atendimento    Pesquisa de     Relações
estratégico     Entrega        produtos        Públicas
Controle        Controle       Cotação         Divulgação
jurídico        Treinamento    Compras         Vendas
Decisões de     Folha de Pgt   Controle de     Propagandas
investimentos   Seleção        Estoque
                Recrutamento   Contas a
                               pagar receber
                               Contabilidade



Fluxograma



                                                                                        3
Representa uma seqüência de trabalho qualquer, de forma detalhada (pode ser também
sintética), onde as operações ou os responsáveis e os departamentos envolvidos são visualizados
nos processo.

É conhecido também com os nomes de Flow-chart, carta de fluxo do processo, gráfico de
seqüência, gráfico de processamento dentre outros.

                    Por que usar fluxogramas?
Os fluxogramas representam todas as etapas que compõem um processo completo e estão
baseados no raciocínio lógico de execução de determinado processo de fabricação, procedimento
operacional ou estratégias e ações que devem ser implementada por um conjunto de pessoas.

Os fluxogramas mostram como as coisas são feitas, e não como o chefe diz aos funcionários que
a façam; não a maneira segundo o qual o chefe pensa que são feitas, mas a forma pela qual o
manual de normas e procedimentos manda que sejam feitas. Eles são, portanto, uma fotografia
real de uma situação estudada.” OLIVEIRA (2001). Prof. Fernando Lócio

Através dos fluxogramas é possível visualizar coisas como:
   •   Quais operações são realizadas
   •   Onde e quem realiza as operações
   •   Quais as entradas e saídas
   •   Como fluem as informações
   •   Quais os recursos gastos no processo
   •   Qual o volume de trabalho
   •   Qual o tempo de execução, parcial ou total
   •   Permite visão ampla de todo o processo
Principais objetivos:
_ Uma padronização na representação dos métodos e os procedimentos administrativos;
_ Pode-se descrever com maior rapidez os métodos administrativos;
_ Pode facilitar a leitura e o entendimento das rotinas administrativas;
_ Pode-se identificar os pontos mais importantes das atividades visualizadas;
_ Permite uma maior flexibilização e um melhor grau de análise.


                    Quais são os símbolos utilizados?
Com um conjunto pequeno de símbolos já é possível fazer um fluxograma totalmente funcional.


Veja o modelo de fluxograma no final do artigo para ter uma idéia.
   •   O símbolo oval, significa o início ou o fim de um processo de fluxograma

                                                                                              3
•   O retângulo, significa uma ação
   •   O losango significa onde uma decisão precisa ser tomada
   •   O círculo geralmente significa o final de uma página ou coluna e mostra que a continuação
       do fluxograma está em outra página ou coluna.
   •   Triângulo de cabeça para baixo significa arquivamento temporário.
   •   Triângulo normal arquivamento definitivo.


                    Como fazer um fluxograma?
Ao contrário do que se possa pensar, fazer um fluxograma é muito simples. Depois que você
começar vai ficar viciado. Há cinco passos a seguir na elaboração de um fluxograma.
   •   Escolher um processo específico que se queira documentar
   •   Escolher os pontos lógicos de início e fim do processo
   •   Definir quem irá documentar o processo
   •   Documentar os passos reais do processo
   •   Validar a exatidão do seu fluxograma com a ajuda dos especialistas nas tarefas


                    Armadilhas de um fluxograma
   •   Eliminar passos sem considerar o impacto em outros processos
   •   Se você não identificar claramente seus limites, no início da elaboração do fluxograma,
       corre o risco de ficar documentando o processo para sempre.
   •   Deixar de incluir os especialistas nas tarefas, no processo de elaboração do fluxograma




Modelo de Fluxograma




                                                                                                 3
Vejamos abaixo um modelo de fluxograma


                                         3
Planejamento           Organização            Direção           Controle

                       Dividir o trabalho    Designar as
                                              pessoas       Definir os padrões
   Definir a missão       Designar as
                           atividades        Coordenar os      Monitorar o
 Formular objetivos                                           desempenho
                                                esforços
                       Agrupar as
   Definir os planos  atividades em                             Avaliar o
  para alcançar os                            Comunicar
O PROCESSO ADMINISTRATIVO cargos
                     órgãos e                                 desempenho
       objetivos
                                               Motivar
                        Alocar recursos                      Ação corretiva
    Programar as                                                                 4
     atividades                                Liderar
                      Definir autoridade e
                       responsabilidade        Orientar
As quatro funções administrativas


                                        Planejamento

                                  Formular objetivos e
                                     os meios para
                                       alcança-los
 Resultados                                                                    Recursos
                       Controle                            Organização
Desempenho                                                                      Humanos
                     Monitorar as                       Modelar o trabalho,    Financeiros
 Objetivos                                               alocar recursos e
 Produtos            atividades e                                              Materiais e
                  corrigir os desvios                  coordenar atividades   Tecnologicos
  Serviços
 Eficiência                                                                    Informação
  Eficácia                                Direção
                                   Designar pessoas,
                                  dirigir seus esforços,
                                  motivá-las, liderá-las
                                       e comunicar




                                                                                          4
Planejar

 Definir objetivos
 Verificar onde as
 coisas estão hoje

Desenvolver premissas
 sobre condições               Organizar          Dirigir
 futuras (cenários)

  Identificar meios
   para alcançar os
      objetivos
  Implementar os
   planos de ação
   necessários




   Os quatro tipos de planos


                        Relacionados                           Métodos de trabalho
                                              Procedimentos
                          com                                   ou de execução.
                        Métodos                                Representados por
                                                                 organogramas.
   Tipos
                       Relacionados                             Receita / despesa
                                                Orçamentos
      de                  com                                  em um dado espaço
                        Dinheiro                                   de tempo.

                                                              Correlação entre tempo
  Planos               Relacionados                           e atividades (agendas).
                                              Programas ou
                          com                                   Representados por
                                              Programações
                         Tempo                                     cronogramas.
                              Organizar
                                                                Como as pessoas
                        Dividir o trabalho     Regras ou
                       Relacionados                            devem se comportar
                                              Regulamentos
                           com                                  em determinadas
                        Agrupar as                                 situações.
                      Comportamentos
                        Atividades em uma
                        estrutura lógica

                        Designar as pessoas
                        para sua execução
   A função de organizar
                        Alocar os recursos

                        Coordenar os esforços                                        4
Planeja                                          Dirigir               Controlar




A função de dirigir

                                    Dirigir

                                    Dirigir os esforços para
                                    um propósito comum

                                    Comunicar

                                    Liderar
  Planejar        Organizar                                         Controlar
                                    Motivar

                                    Orientar as Pessoas

                                    Impulsionar as pessoas




A função de controlar
                                                             Controlar

                                              Definir padrões de desempenho

                                              Monitorar o desempenho

Planeja      Organizar        Dirigir     Comparar o desempenho com os
                                          padrões estabelecidos

                                          Tomar a ação corretiva para corrigir
                                          desvios e assegurar o alcance dos
                                          objetivos


As quatro fases do controle
                                   Estabelecimento
                                     de padrões                                      4
Ação                                           Observação do
              corretiva                                         desempenho




                                  Comparação do
                                 desempenho com o
                                 padrão estabelecido



Os quatro tipos de padrões

                       Padrões                   Volume de produção
                         de                      Níveis de estoque
                      Quantidade                 Número de horas trabalhadas
                                                 Volume de vendas

                                                 Controle de qualidade do produto
     Tipos                 Padrões               Controle de qualidade do
                             de                  processo
       de                 Qualidade              Especificações do produto
                                                 CQ da matéria-prima
    Padrões
                           Padrões               Tempo padrão de produção
                             de                  Tempo médio de estocagem
                           Tempo                 Padrões de rendimento
                                                 Tempo médio de atendimento

                           Padrões
                             de                  Custo de produção
                            Custo                Custo de estocagem
                                                 Custo padrão




MOTIVAÇÃO


                                                                                    4
 Motivo, mover, movimentar.

     Palavra latina motivus, movere, que significa mover; aquilo que movimenta, que faz andar.
     O estudo da motivação abrange as tentativas de conhecer como o comportamento é
       iniciado, persiste e termina. Isso implica conhecer aqueles tipos de escolhas que são
       feitas, uma vez que tais escolhas seguem a orientação proposta pela individualidade de
       cada um.
A importância da Motivação
Estudo da motivação é importante para compreender os mecanismos que movimentam as
pessoas, para os comportamentos de alto desempenho, indiferença ou improdutividade.


O que é ser humano?
Ser saudável, alimentar-se, construir amizades, reunir-se em grupos, ter contato, ficar zangado,
sentir medo, usar as mãos, relembrar, pensar, escrever, desejar algo, criar, ficar contente, ficar
triste, falar, cantar, dançar, rir, chorar, sentir o tempo apegar-se à vida, lutar, preocupar-se, sentir
ansiedade, brincar, jogar, dormir, sonhar, ser irracional, respeitar a vida, amar.


Atitudes humanas diante da motivação
Quando se fala em motivação humana, parece inapropriado que uma simples regra geral seja
considerada como recurso suficiente do qual se lança mão quando o objetivo é a busca de uma
explicação ao mesmo tempo mais abrangente e mais precisa sobre as possíveis razões que
levam as pessoas a agir.




                                                                                                     4
Existem muitas razões que levam as pessoas a agir. Grande parte delas reside no interior das
pessoas, tais como os seus traços de personalidade, suas predisposições e emoções, as suas
atitudes, crenças etc.


 As diferentes necessidades que coexistem no interior de cada um são comparadas àquilo que
   também se denomina de desejos ou expectativas e têm como origem as carências dos mais
   diferentes tipos. As necessidades são os motivos pelos quais cada um se põe em movimento
   na busca de certos fins.
 A existência de carências intrínsecas que são as necessidades não supridas determina um
   estado de desequilíbrio que, enquanto tal, gera sensações emocionalmente negativas de
   ameaça à integridade do indivíduo, sendo, portanto, desagradáveis. Quando as pessoas
   pretendem livrar-se dessa situação negativa de desequilíbrio, associam a tais expectativas a
   crença antecipada que determinadas ações poderão conduzi-las na direção de estados mais
   confortáveis pelo fato de serem capazes de restituir o equilíbrio perdido.



Conceitos
Motivação refere-se a forças que energizam, dirigem e sustentam os esforços de uma
pessoa.
 Todo comportamento, exceto reflexos involuntários, é motivado. Uma pessoa altamente
   motivada trabalhará com afinco para atingir metas de desempenho. Com habilidade e
   entendimento adequados de sua função, essa pessoa será altamente produtiva. Algumas
   pessoas acreditam que existem especialistas e técnicas voltadas especificamente à
   motivação, e que quando esses especialistas usam essas técnicas, eles fazem com que os
   funcionários trabalhem melhor sem nenhum benefício para eles próprios. No entanto, esse tipo
   de padronização não é igualmente eficaz, pela grande variação nas características e hábitos
   pessoais.

A Motivação é uma condição fundamental e indispensável para o alcance dos objetivos do
trabalho, significa mexer com o coração e a mente das pessoas, e isso só são possíveis
se lidarmos com elas honestamente. (Kondo, 1989:05)

Fatores que justificam a necessidade de trabalhar a motivação:
   •   As pessoas atualmente se vêem obrigadas a ter que comprovar seu valor pessoal
       diante de um mercado de trabalho no qual, além de outros concorrentes, há que se
       preocupar valer mais do que as máquinas que ameaçam substituí-las.
   •   As pessoas já não podem acalentar as mesmas expectativas de um relacionamento

                                                                                            4
em longo prazo com uma organização em particular.
  •   No passado, enfatizou-se o controle sobre as pessoas como principal recurso para
      se conseguir delas atitudes produtivas rumo à consecução dos objetivos
      organizacionais.
  •   Hoje, apanhadas de surpresa pelas rápidas mudanças tecnológicas, políticas,
      econômicas e sociais, muitas organizações têm procurado implementar mudanças
      que podem ser reconhecidas como grandes geradoras de ansiedade, incertezas,
      turbulências e ameaças. Nesse contexto a maioria dos trabalhadores sente-se
      totalmente despreparados para lutar contra a enormidade da transição que está
      ocorrendo.
  •   Tem ficado claro que muitas das estratégias recentemente introduzidas pelas
      organizações ainda repousam em formas menos declaradas, mas ainda tipicamente
      controladoras.

  •   Sofrendo, na própria pele, os resultados da imobilidade e da postura não criativa do
      seu pessoal, os condicionantes extrínsecos parecem ser em princípio, para as
      empresas a única saída plausível para o status quo que as imobiliza.

  •   A nova perspectiva explorada diz respeito à motivação inconsciente. As pessoas
      não parecem estar aceitando explicações superficiais circunscritas apenas à
      escolha dos vários motivos que as levam à ação; há, portanto, que se falar dos
      processos subjacentes aos esforços de autoconhecimento, auto-avaliarão e auto-
      estima.

COMPORTAMENTO



                              AÇÃO              OBJETIVO

      MOTIVO



         Necessidades
         Estímulos
         Impulsos
         Carências
         Vontades
         Desejos            FRUSTRAÇÃO
         Desconfortos       DESEQUILÍBRIO
                            CRISE



                                                                                        4
Partindo do princípio de que a motivação é intrínseca, que brota das necessidades interiores de
cada ser, que é uma força, uma energia que impulsiona na direção de algum objetivo; conclui-se
que ninguém motiva ninguém, que a motivação é algo que vem de dentro pra fora e não de fora
para dentro.

Dessa forma, sentir-se motivado é uma responsabilidade individual. Cabe a cada colaborador
fazer com que essa chama permaneça viva em seu dia-a-dia. Por outro lado, enquanto RH pode
alimentar esta chama fornecendo combustível para que a manutenção da motivação do
colaborador aconteça.
Então, levando em consideração que a motivação é algo que parte de dentro do indivíduo, surge
a pergunta: o que o colaborador pode fazer para sentir-se motivado?

A proposta é que se faça uma programação mental eficiente. Uma mudança de paradigma sobre
alguns aspectos.

1º - O Querer:
Parece óbvio, mas se alguém tem o desejo de conseguir alguma coisa é imprescindível que
possua um constante desejo em adquirir aquela coisa. Daí a importância de cada um ter bem
definido um claro planejamento de vida e de trabalho. Saber o que se quer; isto é: ter foco.
Embora algumas pessoas desconheçam, todo ser humano possui uma grande força interior, a
força do querer, o desejo permanente para conseguir atingir os objetivos, que é diferente de ter
vontade. Quando se tem apenas vontade, a tendência é acomodar-se ficando apenas na vontade
mesmo.

Para conseguir, é preciso um pouco mais. Além de ter vontade é preciso reunir as condições
necessárias para conseguir tal feito.
É persistir no querer. Portanto esse é o primeiro passo e o mais importante para manter-se
motivado: Querer verdadeiramente ser uma pessoa motivada e trabalhar diariamente para isso.


2º - Pensamento Positivo:
Aquele que está otimista está motivado. Aquele que vive reclamando, mais parece que atrai uma
quantidade ainda maior de problemas e as pessoas se distanciam dele. Ninguém gosta de ficar
próximo a pessoas pessimistas.


Por isso é essencial ter atenção sobre aquilo que pensamos. Uma maneira para conseguir ter em
mente mais pensamentos positivos começa por ter atenção naquilo que falamos. Evitar
reclamações e dar menos atenção a detalhes desnecessários frente à imensidão do sentido dos

                                                                                              4
fatos é um bom começo.


Para modificar esse quadro, faz-se necessário que ele se conscientize da importância de valorizar
aquilo que é realmente importante. Que busque o sentido maior a que se propõem os
acontecimentos e que saiba que a modificação desse tipo de atitude negativa é inteiramente
possível e treinável.

3º - Ser um eterno Aprendiz:
Mesmo com o passar dos anos e o acúmulo de experiências adquiridas, manter-se como aprendiz
é uma postura bastante nobre e motivadora. Quando o profissional passa a acreditar que já
conhece tudo sobre a função, o setor e a empresa em que trabalha, às vezes, este passa a entrar
numa rotina de insatisfação. Acaba por não manifestar interesse em participar de programas de
treinamento ou atualizações, o que resulta num profissional amargo, resistente a mudanças e
viciado na rotina; portanto, desmotivado.


Uma maneira que esse tipo de profissional mergulhado na prepotência pode encontrar para
combater a sua própria arrogância começa ao identificá-la. E para muitos, isso não é uma tarefa
fácil. Devido a construções sociais de fortes estruturas mentais e a formação de mecanismos de
defesa, algumas pessoas têm extrema dificuldade no que diz respeito a perceberem defeitos
nelas mesmos. Uma dica para conseguirem tal feito é desconfiarem de si mesmas. É realizarem
uma autocrítica perguntando-se: Será que eu sou assim?


Aquele que é humilde o bastante para reconhecer que não sabe de tudo e que tem muito a
aprender, vive plenamente em busca de aperfeiçoamento. Não sofre com os erros cometidos,
pois aproveita as eventuais falhas cometidas para colher algum aprendizado e isso faz parte da
visão das pessoas motivadas.

4º - Aceitação a feedback:
A maneira mais eficaz para lidar com esse tipo de situação é aprender a receber críticas e a
gostar delas, encará-las como um trampolim para o sucesso. Quando os nossos superiores na
empresa tecem comentários expondo algo que não gostaram no nosso trabalho ou no nosso
comportamento, encarar isso como forma de auxílio é a opção mais adequada. Mas não estou
falando de fingimento. O ideal é que esse feedback seja recebido com um sentimento sincero e
que sirva como apoio para a melhora na postura profissional.


É comum para algumas pessoas ficarem irritadas e até mesmo magoadas nesses momentos. Ora
por receber críticas indevidas ou acusações inverídicas ou simplesmente por levarem para o lado

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pessoal qualquer comentário a cerca do seu trabalho. Estas pessoas costumam encarar as
críticas como ofensas.


Para que isso não aconteça o colaborador deve desenvolver a capacidade de peneirar, separar
aquilo que é útil para o seu crescimento e desconsiderar aspectos irrelevantes permanecendo
com a consciência tranqüila com relação ao trabalho que vem desenvolvendo, mesmo que este
ainda não esteja sendo reconhecido de forma adequada


Ciclo Motivacional

A partir da Teoria das Relações Humanas, todo o acervo de teorias psicológicas a respeito da
motivação humana passou a ser aplicado dentro das organizações.


 A motivação é a tensão persistente que leva o indivíduo a alguma forma de comportamento
visando à satisfação de uma ou mais necessidades.
Daí o conceito de ciclo motivacional: o organismo humano permanece em estado de equilíbrio
psicológico (equilíbrio de forças psicológicas, segundo Lewin), até que um estímulo o rompa e crie
uma necessidade.


Essa necessidade provoca um estado de tensão em substituição ao estado de equilíbrio anterior.
A tensão conduz a um comportamento ou ação para chegar a alguma forma de satisfação da
necessidade. Se a necessidade é satisfeita, o organismo retoma ao seu estado de equilíbrio
inicial, até que outro estímulo sobrevenha.
Etapas do ciclo motivacional


                            Equilíbrio

                                                Estímulo




    Satisfação                                   Necessidade




                                                 Tensão


                     Comportamento/Ação




                                                                                               5
Frustração e compensação
A não realização de uma necessidade, resultante de bloqueio por alguma barreira, traz a
ocorrência da frustração; Mas pode ocorrer a compensação, isto é, a transferência através da
satisfação de outra necessidade. Desta forma, esta satisfação aplaca a necessidade mais
importante e reduz ou evita a frustração.
O importante é que toda necessidade não satisfeita interfere no comportamento.

Toda necessidade não satisfeita é motivadora de comportamento, sendo que uma necessidade
não satisfeita, após algum tempo pode passar a ser motivo de frustração e por conseguinte pode
levar a certas reações comportamentais a saber:
                                           Desorganização do comportamento,
                                           Agressividade,
                                           Reações emocionais,Alienação e apatia.




Ciclo motivacional interrompido (barreira/frustração)

                            Equilíbrio
                                                   Estímulo




        Barreira                                  Necessidade




                                                    Tensão


                     Comportamento/Ação




Hierarquia de Necessidades de Maslow
As teorias da motivação tomam como seu objeto de estudo os desejos dos seres
humanos.


A hierarquia das necessidades humanas proposta por A. H. Maslow (professor de Psicologia do
MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em 1943 é bastante conhecida.

    Ela admite que as necessidades humanas podem ser classificadas da seguinte maneira

                                                                                              5
 Necessidades fisiológicas (comida, água, sexo, abrigo);
          Necessidades de segurança (proteção contra ameaça ou privação);
          Necessidades sociais (amizade, afeição, aconchego, amor);
          Necessidades de ego ou de auto-estima ou de afirmação (independência, realização,
            liberdade, status, reconhecimento e auto estima);
          Necessidades de auto-realização (conscientização do próprio potencial; tornar-se tudo o
            que é capaz);
          O que Maslow salientou em seu artigo original foi que as necessidades humanas não
            ascendem a hierarquia em sequência ordenada, ou seja, todas as cinco necessidades
            estão sempre presentes, mas suas importâncias relativas gradativamente variam de um
            nível baixo para um alto, conforme nosso padrão de vida se eleva.

      Contribuições da teoria de MASLOW
       Identifica importantes categorias de necessidades, que podem ajudar os administradores a
         criar reforçadores positivos eficazes;
       É útil pensar em dois níveis gerais, nos quais as necessidades do nível mais baixo precisam
         ser satisfeitas antes que as do nível superior se tornem importantes;
       Maslow sensibilizou os administradores para a importância do crescimento pessoal e da auto-
         realização.
      Hierarquia das Necessidades segundo Maslow



                                                          Trabalho criativo e desafiante
                                                          Diversidade e autonomia
                                                          Participação nas decisões
Necessidades Secundárias
                              REALIZAÇÃO
                                                          Responsabilidade por Resultados
                                                          Orgulho e reconhecimento
                            AUTO-ESTIMA                   Promoções

                                                          Amizade dos colegas
                                                          Interação com clientes
                               ACEITAÇÃO                  Chefe amigável
                                                          Condições seguras de trabalho
                              SEGURANÇA                   Remuneração e benefícios
   Necessidades
    Primárias                                             Estabilidade no emprego

                                                         Intervalos de descanso
                               FISIOLÓGICOS
                                                         Conforto físico
                                                         Horário de trabalho razoável


                                                                                                     5
Continuação

      Fazer aquilo que gosta progredir na vida ser promovido
                                                                  REALIZAÇÃO


   Ser reconhecido ser elogiado
                                                                  AUTO-ESTIMA


     Sentir-se aceito p/ grupo sentir que pertence               ACEITAÇÃO




. Não sofre ameaça: salário, casa, alimento, etc                 SEGURANÇA


  Hierarquia de Necessidades
. Alimento, saúde,sexo, abrigo ETC.                                 FISIOLÓGICOS
                                                                                      Auto-
                                                           Estima
                                                                                Auto-realização
                                             Sociai        Satisfação do ego
                                        S
Fisiológicas                                                                    Auto-desen
                                                                Orgulho
                                                                                  volvimento
                                            Relaciona-     Status e prestígio
                         Segurança          mento                                 Excelência
    Aliment                                                                         pessoal
                                                             Auto-respeito
   o                     Proteção           Amizade
                          contra:                                               Competência
                                                               Reconheci
   Repous                                   Aceitação            mento
   o                                                                              Expertise
                         Perigo             Afeição            Confiança
    Abrigo
                                            Compreensão        Progresso
                         Doença
                                            Consideração       Apreciação
                         Incerteza

                         Desempreg                             Admiração
                                                               dos colegas



 A Teoria de Herzberg
 Ao contrário de outros pensadores, como Abraham Maslow, que tentavam explicar as
 necessidades humanas em diversos campos, a Teoria de Frederick Herzberg foi, de sde o início,
 baseada no estudo das atitudes e motivações dos funcionários dentro de uma empresa.


 Herzberg desenvolveu um estudo para tentar entender os fatores que causariam insatisfação e
 aqueles que seriam os responsáveis pela satisfação no ambiente de trabalho. O resultado destes

                                                                                                  5
estudos foi pela primeira vez publicado em 1959, sob o título "a motivação para trabalhar - The
Motivation to Work"


Os estudos incluíram pesquisas, onde os trabalhadores de diversas empresas eram estimulados
a explicitar quais seriam os fatores que os desagradavam, assim como os que os agradavam na
empresa. Os fatores que agradavam ao funcionário foram chamados de Motivadores. Aqueles
que desagradavam levaram o nome de fatores de Higiene. Por isso, a teoria é mais conhecida
como "a Teoria dos dois fatores de Herzberg: Motivação - Higiene".


Os fatores de Higiene São aqueles que são necessários para evitar a insatisfação no ambiente de
trabalho, mas por outro lado não são suficientes para provocar satisfação. Para motivar um
funcionário, não basta, para Herzberg, que os fatores de insatisfação estejam ausentes. Pelo
contrário, os fatores de satisfação devem estar bem presentes.
   Fatores que levam à insatisfação               Fatores que levam à satisfação
          Política da Empresa                              Crescimento
   Condições do ambiente de Trabalho                     Desenvolvimento
 Relacionamento com outros funcionários                  Responsabilidade
               Segurança                                 Reconhecimento
                  Salário                                    Realização


Teoria X e Y ( Douglas McGregor)
Como parte das teorias administrativas, a teoria comportamental procura demonstrar uma
variedade de estilos administrativos utilizados nas organizações; o comportamento das pessoas
tem relação direita com as convicções e estilos utilizados pelos administradores . As teorias X e Y,
apresentam certa maneira pela qual as pessoas se comportam dentro das organizações.


TEORIA X
A teoria X caracteriza-se por ter um estilo autocrático que pretende que as pessoas fazerem
exatamente aquilo que a organização pretende que elas façam, do jeito similar que a
Administração Científica de Taylor, a Clássica de Fayol e a Burocrática de Weber. As convicções
sobre o comportamento humano são as seguintes:
   •   O homem é indolente e preguiçoso por natureza.
   •   Não gosta de assumir responsabilidade e prefere ser dirigido.
   •   O homem é fundamentalmente egocêntrico e seus objetivos pessoais opõem-se, em geral,
       aos objetivos da organização.
   •   Persiste-se a mudanças.
   •   A sua dependência o torna incapaz de autocontrole e disciplina.

                                                                                                 5
A Administração segundo a teoria X, caracteriza-se pelos seguintes aspetos:
   •   Responsabilidade pelos recursos da empresa (organização).
   •   Processo de dirigir os esforços das pessoas (controle das ações para modificar o seu
       comportamento)
   •   Políticas de persuasão, recompensas e punição (suas atividades são dirigidas em função
       dos objetivos e necessidades da empresa).
   •   Remuneração como um meio de recompensa. 3




TEORIA Y
Ë a moderna concepção de Administração, se baseia na eliminação de preconceitos sobre a
natureza humana, seus principais aspetos são:
   •   O homem meio não tem desprazer inerente em trabalhar a aplicação do esforço físico ou
       mental, em seu trabalho é tão natural quanto jogar e descansar.
   •   As pessoas não são resistentes as necessidades da empresa.
   •   As pessoas têm motivação básica e padrões de comportamento adequados e capacidades
       para assumir responsabilidades.
   •   Ele não só aceita responsabilidades, também as procura.
   •   As capacidades de imaginação e de criatividade na solução de problemas são distribuídas
       entre as pessoas.

A teoria Y desenvolve um estilo altamente democrático através do qual administrar é um
processo de criar oportunidades e proporcionar orientação quanto a objetivos. A administração se
caracteriza pelos seguintes aspectos:

   •   Ë responsabilidade da Administração proporcionar condições para que as pessoas
       reconheçam e desenvolvam características como motivação, potencial de
       desenvolvimento, responsabilidade.
   •   Criar condições organizacionais e métodos de operações por meio dos quais possam
       atingir seus objetivos pessoais e dirigir seus esforços em direção dos objetivos da empresa.
A teoria X, apego a um estilo administrativo de fiscalização e controle rígido, o qual limita as
capacidades de participação e desenvolvimento de habilidades das pessoas, somente considera
ao salário como o único estímulo. Estas considerações têm causado que não se utilizem todas as
capacidades das pessoas, segundo a teoria Y, a Administração deve liberar potenciais rumo ao


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autodesenvolvimento. O estilo administrativo segundo a teoria Y, baseia-se em uma serie de
medidas inovadoras e humanistas, dentre das quais salienta as seguintes:
   •   Descentralização das decisões de responsabilidade.
   •   Ampliação do cargo para maior significado do trabalho.
   •   Participação nas decisões mais altas e administração consultiva.
   •   Auto-avaliação do desempenho.
 McGregor classifica aos incentivos ou recompensas em diversas categorias:
  • Os incentivos extrínsecos – ligados ao ambiente, ralação comportamento com trabalho.

   •   Os incentivos intrínsecos – Inerentes à próprias natureza da tarefa – realização do
       indivíduo em o desempenho de seu trabalho.

A estratégia proposta por McGregor é a Administração deve criar condições tais que os membros
da organização, em todos os nível , possam melhor alcançar seus próprios objetivos, dirigindo
seus esforços para os objetivos da organização.

LIDERANÇA

A necessidade de um processo de liderança está presente em todas as segmentações da
sociedade. Pais, professores, líderes religiosos, todos possuem como função básica a de
servirem como líderes para um grupo de pessoas. A liderança decorre de uma série de
características essenciais como visão do futuro, autocontrole, coragem e valores, sendo sua
função primordial a junção das forças e idéias para a realização de um bem comum através da
motivação gerada no grupo em que sua influência é exercida.

Existem diversos tipos de liderança (COUTINHO,2004) porém os principais são o autocrático,
onde ocorre um autoritarismo maior e menos liberdade para a equipe, o liberal ou laissez-faire
onde a equipe tem uma liberdade exagerada e o democrático, com uma liberdade controlada,
discussão constante das idéias e apoio por parte do líder.
É importante traçar uma relação líder-subordinado, baseada na empatia e respeito, sem no
entanto, ultrapassar os limites da relação profissional. O liderado sente-se seguro e motivado
quando vê o seu líder envolvido no projeto no qual ele está inserido, quando o líder conhece o
negócio e transmite esse conhecimento para que o liderado possa desenvolver bem suas tarefas
e quando o líder permite ao seu liderado que ele faça realmente seu trabalho, ou seja, permitindo
que se comunique, participe e tome decisões.


Portanto, cabe ao líder não somente comunicar valores, mas manter relações honestas, baseadas



                                                                                                 5
em confiança e , acima de tudo, garantir a tradução de valores e missão em suas ações e
principalmente, em decisões concretas de negócio.

Segundo Resende (2004), a liderança pode ser pensada como: “uma função de comando” ou
“uma qualidade que faz com que alguém seja capaz de influenciar ou conduzir pessoas para um
objetivo”.


Das teorias existentes sobre liderança destacamos: a teoria dos traços de personalidade, a teoria
contigencial e a teoria dos estilos de liderança.

Teoria dos traços de personalidade: segundo essa teoria, alguns indivíduos já nascem líderes, ou
seja, com determinadas características físicas (aparência, estatura, força física), intelectuais
(autoconfiança, entusiasmo, inteligência elevada), traços sociais (cooperação, habilidades
administrativas e interpessoais) e traços relacionados com a tarefa (persistência, impulso de
realização e iniciativa).

A Teoria contingencial desfoca a atenção do líder para o fenômeno da liderança. Liderança é uma
relação entre líderes, liderados e a situação. Não se pode falar desses pilares
independentemente. Quando se fala em líder, essa teoria destaca a questão da autoridade formal
(não garante a liderança, mas pode facilitá-la) e as características de personalidade (tanto pode
facilitar como criar obstáculos). Quanto aos liderados, a teoria aborda a questão das expectativas,
dos interesses e das motivações, e afirma que aquele que satisfizer essas questões para os
liderados será considerado líder. E, finalmente, quanto à situação, ou seja, a organização, a teoria
reforça a importância do cenário em que o relacionamento de liderança acontece e a tarefa que
está sendo executada.


Teorias dos estilos de liderança: segundo essa teoria, citada anteriormente, existem três tipos de
liderança: o autocrático, o democrático e o liberal ou laissez-faire.

Autocrático: é o centralizador, possessivo e controlador, que ilustra o célebre ditado “manda
quem pode, obedece quem tem juízo”.
O líder determina as providência para execução das tarefas, na medida em que se tornam
necessárias e de modo imprevisível para o grupo
O líder é dominador e é “pessoal” nos elogios e críticas ao trabalho de cada membro.

Democrático: permite ao funcionário maior participação, compartilhando o poder.
        •    As diretrizes são debatidas decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder.



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•   A divisão do trabalho fica a critério do grupo e cada membro tem liberdade de escolher
            seus colegas de trabalho.
        •   O grupo esboça as providências para atingir o alvo e pede conselhos ao líder, que
            sugere alternativas para o grupo escolher
        •   O líder procura ser um membro normal do grupo, em espírito.
        •   O líder é objetivo e limita-se aos fatos nas críticas e elogios.

Liberal ou Laissez-faire: não se envolve com as atividades de áreas de seus funcionários e
exerce pequenas influências, conhecido como “deixa rolar”, tendo, portanto, menor visibilidade por
parte dos funcionários.
        •   Há liberdade total para as decisões grupais ou individuais,e mínima participação do
            líder.
        •   A participação do líder é limitada apresentando apenas sugestões quando solicitado a
            faze-las


        •   A divisão do trabalho e escolha dos colegas fica totalmente a cargo do grupo. Absoluta
            falta de participação do líder
        •   O líder não avalia o grupo nem     controla os acontecimentos.
        •   Apenas comenta as atividades quando perguntado


As teorias sobre liderança.
     Teorias de Traços                   Características marcantes
As teorias sobre liderança.
     de Personalidade                   de personalidade possuídas
                                                pelo Líder


      Teorias sobre                        Maneiras e estilos de
   Estilos de Liderança                  comportamento adotados
                                               pelo Líder


  Teorias Situacionais               Adequação do comportamento
     de Liderança                      do Líder às circunstâncias
                                      da situação e dos liderados
CULTURA




                                                                                                  5
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE

“PLANEJAR é traçar as decisões de hoje para alcançar os objetivos e as metas de
desenvolvimento e progresso que queremos obter no futuro.”

O planejamento, operacionalizado através de planos de ação, que devem ser acima de tudo,
ágeis e flexíveis, difundidos em forma de cascata, desde a alta direção até a base da
organização, permitindo dessa forma à empresa adaptar-se rapidamente às novas situações que
possam surgir, entre elas:


• novas necessidades do mercado e dos clientes;
• produtos e serviços com ciclos de vida cada vez mais curtos;
• rápidos avanços tecnológicos;
• etc.
Para tal utiliza-se a filosofia “HOSHIN KANRI”, que tem por objetivo fundamental, provocar um
desdobramento de Políticas, posteriormente um desdobramento de Metas - Meios e, por
último, um desdobramento de Planos de Ação.


ESTRATÉGIA:

                “A estratégia é a ‘arte’ de empregar os recursos disponíveis,
                     apoiando-se nas fortalezas existentes, para seguir
                         as políticas definidas pela organização, até
                            alcançar os objetivos estabelecidos.”


                                                                                                5
Dois Enfoques da Estratégia

1- Estratégia Geral:

     A Estratégia Geral é a encarregada de conceber a direção global da empresa, desde o
     ponto de vista total. Seu papel se inicia a partir a MISSÃO própria da empresa, e dos
     VALORES nos quais a missão se baseará. Com isso se estabelecem as POLÍTICAS gerais
     da organização (tecnológica, produtiva, de serviço ao cliente, etc.). Este tipo de estratégia é
     próprio da Alta Direção da empresa.


2−    Estratégia Operativa:

     A Estratégia Operativa é complemento da anterior. Sem este complemento, a estratégia
     geral correria o grave risco de fracassar ou de converter-se em um conjunto de boas
     intenções. É a parte da estratégia que se desenvolve ao nível das operações, onde intervêm
     de forma altamente relevante os fatores logísticos e táticos. Esta estratégia é a que
     determina a forma e sequência das operações mais adequadas para o cumprimento dos
     objetivos de cada área da atividade da empresa. Por tal motivo, corresponde sua aplicação
     ao Diretor, Chefe ou Responsável da área em questão, esta relacionada com o
     “desdobramento”, no contexto do HOSHIN KANRI.




                                                                                                 6
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO:

     Primeiro    Trata-se de um nível filosófico, em primeiro lugar, no qual se estabelecem
      Nível      os diferentes conceitos (missão, valores e políticas empresariais) que
                 definirão o caminho a seguir no futuro imediato pela organização.

     Segundo     Consiste em um nível analítico, no qual se contempla o desenvolvimento
       Nível     de uma exaustiva análise interna (fortalezas, debilidades, problemas) e
                 externa (ameaças, oportunidades,...).

     Terceiro    Inicia-se o nível operativo, no qual se deverão estabelecer os objetivos,
       Nível     estratégia e planos de ação, a serem desenvolvidos nos diferentes níveis
                 da organização.

     Quarto      Por último, deve-se assegurar que os planos de ação projetados no terceiro
      Nível      nível são aplicados, cumprindo-se os objetivos planejados. Para isso, se
                 estabelece o nível de continuidade e controle.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE:

O conceito QUALIDADE, deixa de ser um conceito estritamente técnico, para converter-se em um
conceito ESTRATÉGICO.

Surge, durante os anos 80, o Planejamento Estratégico da Qualidade, como uma ferramenta
fundamental a todo programa de GQT.

“POLICY DEPLOYMENT ou HOSHIN KANRI”

Hoshin — visão, propósito, direção  metodologia para desenvolver uma direção estratégica.

Kanri  direção ou controle.


Hoshin Kanri (policy deployment)  desdobramento de políticas ou desdobramento de metas -
meios.

Hoshin Kanri oferece um processo de planejamento, execução e revisão, passo a passo, para
dirigir a mudança. Isto é, uma estrutura de planejamento que levará os processos críticos
selecionados até o nível de rendimento desejado.

O Hoshin Kanri atua em dois níveis:

1−      A nível de planejamento estratégico;
2−      A nível da gestão diária (bom funcionamento da empresa).

O Hoshin Kanri é a aplicação do ciclo P-D-C-A, ao processo de direção empresarial.

O Hoshin Kanri é uma metodologia totalmente integrada ao GQT.




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PRIMEIRA ETAPA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE ETAPA FILOSÓFICA



• Determinação da VISÃO da empresa;
• Definição de POLÍTICAS GERAIS a médio e longo prazo.
O que é visão da empresa?

A visão da empresa representa o estado futuro da mesma, em um prazo de tempo, segundo a
percepção da alta direção.

Ex.:
- “ Dentro de cinco anos estaremos presentes com nossa engenharia em todos os departamentos
de projetos dos fabricantes de automóveis e motocicletas, onde exista oportunidade de
rentabilidade e as práticas comerciais sejam éticas.”

- Dentro de cinco anos estaremos presentes em todos estados brasileiros com potencial agrícola,
difundindo nossa tecnologia a médios e grandes produtores rurais.

Esta visão fica registrada em um documento, que se submete aos comentários e opiniões de
todos os diretores da empresa. O resultado deste processo de revisão permite à alta direção obter
uma Visão definitiva, que contará com o apoio e compromisso de todo o corpo gerencial da
organização.

DEFININDO A FILOSOFIA DA QUALIDADE

Para isso é necessário desenvolver o conjunto de conceitos a seguir.

Valores:

Representam um ponto de partida organizacional. É o conjunto de convicções que manifestam a
identidade de uma organização.

Devem existir entre 5 e 10 valores na organização. Estes valores podem estar relacionados com a
Qualidade, com o Serviço, com os recursos Humanos, com a Inovação, etc.

Ex.:


• Em Recursos Humanos:
       - “O respeito e apreço entre as pessoas da organização.”
       - “Ter assumida a filosofia de Equipe por parte de todos os colaboradores.”


• Em Qualidade:
       - “O Serviço e atenção esmerada, em relação aos clientes, que nos caracteriza no
       mercado.”



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• Em Tecnologia:
       -“Nossa capacidade de inovação, orientada ao desenvolvimento de novos produtos.”

Missão:

É o objetivo central da organização.

Por que ou para que existe esta organização, no contexto social em que se encontra?

Para redigir a missão, se devem levar em conta os seguintes aspectos:

A missão deve se orientar para o exterior — ambiente, mercado, clientes, sociedade.
Orientada ao serviço, mais que o produto.
Orientada para o futuro (3 a 5 anos).
Deve ser simples, clara, direta e original, mas confiável, para que motive às pessoas.
Deve mostrar os elementos que nos diferenciam de outras empresas.
A missão deve ser única para a organização, mas cada departamento ou serviço da empresa
deve ter a sua própria Missão, coerente com a missão geral da empresa.

Ex.: “VASP, a melhor distância entre dois pontos.”

Políticas:

São os roteiros e caminhos que conduzem as atividades da organização.

Ex.:
                         Nossa política de Qualidade se orienta à obtenção de produtos e
Política de Qualidade    serviços de alto nível de Qualidade, com a participação de todas as
                         áreas de atividade da empresa e, vinculando os clientes e
                         fornecedores neste processo.

Política de Serviço      Oferecemos o máximo serviço ao menor custo possível, para
                         assegurar assim a satisfação do cliente.




                                                                                               6
SEGUNDA ETAPA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE - ETAPA ANALÍTICA

Conceitos Iniciais:
•      Pontos         São todos aqueles aspectos, capacidades ou conhecimentos que
 Fortes               possuímos em grau superior à média, nos quais nos podemos apoiar, e
                      cuja utilização garante o êxito, ou permita obter melhores resultados.

•      Debilidade     Situação contrária à anterior. São valores, capacidades ou
 s                    conhecimentos que temos em níveis deficitários. Com sua aplicação, o
                      fracasso é muito provável, quando não certo.

•      Carências      Referem-se aos valores, capacidades         ou   conhecimentos    que
                      deveríamos possuir e não temos.

•      Problemas      Corresponde às situações irregulares existentes na atualidade.
                      Representam atuações ou resultados que se distanciam do esperado.

•      Ameaças        Estão relacionados com problemas potenciais, aqueles que podem
                      apresentar-se no futuro.

•      Oportunida São as situações que se apresentam ou podem se apresentar, nas
 des              quais o êxito estaria garantido, supondo que se aproveitassem
                  corretamente.

ANÁLISE INTERNA:

A análise interna da empresa consiste em identificar, por um lado, os pontos fortes existentes na
organização, e por outro, as áreas de não-qualidade, isto é, debilidades, carências e problemas.

Como identificar tais fatores — deve se utilizar o emprego de alguma técnica participativa de geração de
idéias, o “Brainstorming” por exemplo.

O PADRÃO DE ANÁLISE PESSOAS - ATIVIDADES:

Trata-se de uma malha ou quadro de dupla entrada, na qual contratam-se as pessoas da equipe, seu perfil
e suas características, com as atividades, produtos e serviços que se realizam na correspondente área de
atividade da empresa. Instrumento de caráter gerencial.

Para poder este padrão é necessário dispor de informações prévias:
• Um inventário completo dos recursos humanos, contendo aspectos relacionados à sua vocação,
  capacidades, formação, qualificação, experiência, motivações e desmotivações, expectativas de futuro,
  etc.
• Um rol completo de todas as atividades, produtos e/ou serviços realizados na área objeto de análise,
  uma lista exaustiva de tudo o que se desenvolve.




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ANÁLISE EXTERNA (AMBIENTAL) :

A análise ambiental deve trazer informações sobre:
♦ Previsões sobre novos produtos ou serviços;
♦ Novas tecnologias;
♦ Mudanças políticas, econômicas e sociais;
♦ Comparação com a concorrência;
♦ Configurações mercadológicas;
♦ Etc.


O Padrão de Análise Estratégica SWOT
O termo “SWOT”, refere-se a um modelo de análise que consiste em um diagrama de quatro casas nas
quais se devem anotar, os seguintes itens previamente identificados:
                                  Strenghts = Pontos Fortes
                                    Weakness    =    Pontos Fracos

                                Opportunities   =    Oportunidades

                                    Threats     =    Ameaças


                            PONTOS FORTES                             PONTOS FRACOS
         SWOT   1       2       3     4     5        6     6      5      4      3      2       1




A    1

M    2                      A                                                              B
E    3

A    4

Ç    5

A    6

S    7

O    7

P    6

O    5

R    4

T    3

U    2                      C                                                              D
N.   1


     - Correl. Forte        - Correl. Média                  - Correl. Impossível ou Negativa
     - Correl. Baixa        - Não Há Correlação

Os números que aparecem no padrão, indicam a ordem crescente de prioridade em relação aos
tópicos colocados no diagrama.

No padrão apresentado aparecem assinaladas as áreas prioritárias de ação (realiza-se uma análise
correlacional entre os elementos integrantes das respectivas áreas), de acordo com os seguintes critérios:

    Área “A”    As correlações que aparecem nesta área indicarão ameaças que, em geral,
                poderão ser abordados sem inconvenientes, já que é a zona dos pontos fortes.
                                                                                                       6
Área “B”     Representa a área dos fracassos certos. As correlações nesta área
               apresentarão ameaças que atentam contra os pontos fracos identificados. Para
               evitar este fracasso, é preciso estabelecer uma clara estratégia para superar as
               fraquezas ou para eliminar as ameaças.

  Área “C”     Zona dos êxitos certos, que para tais correlações se converterem realmente em
               sucessos, é necessário estabelecer uma adequada estratégia para
               aproveitamento das oportunidades.

  Área “D”     As oportunidades que se correlacionam nesta área, dificilmente serão
               aproveitadas a curto prazo, por estar na parte dos pontos fracos. Para obter
               êxito neste caso, seria importante converter as fraquezas em pontos fortes, para
               isso são necessários planos de ação a médio e longo prazo.


TERCEIRA ETAPA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE-ETAPA OPERATIVA

Nesta etapa serão tratados um conjunto de temas que se correspondem com os passos do
HOSHIN KANRI:

     ♦   Planejar metas e meios;
     ♦   Estabelecer elementos de controle;
     ♦   Desdobrar metas e meios;
     ♦   Desdobrar os elementos de controle;
     ♦   Executar os planos de ação.

Planejar Metas e Meios:

A combinação de metas e meios pode receber o nome de POLÍTICA ou DIRETRIZ.
Para se determinar ao longo da organização Metas e Meios, utilizam-se as ferramentas clássicas
de Controle de Qualidade. Estas Metas e Meios devem se desdobrar a todos os níveis
hierárquicos.

O resultado que se obtém deste passo é um plano de metas - meios para a empresa, que deve
ser comunicado amplamente. Este plano não deve ser um instrumento rígido, deve ser passível
de revisões à medida que se observam mudanças.


QUARTA ETAPA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE - ETAPA DE
ACOMPANHAMENTO E CONTROLE

Esta etapa tem por finalidade assegurar que os Planos de Ação estão sendo aplicados,
cumprindo-se os objetivos planejados.

Para isso avaliam-se os resultados que estão sendo alcançados, relacionando-os com as
metas propostas, e mensurando o desvio. Um desvio importante significa um problema
crítico. Neste caso o estudo do processo, centrado na busca das causas principais,
é melhor forma de se evitar a repetição dos desvios.

A operacionalidade desta etapa é feita através de um diagnóstico situacional, conceito
este que apresenta algumas diferenças em relação ao conceito clássico de auditoria:


                                                                                                  6
AUDITORIA                               DIAGNÓSTICO

Realizada, normalmente por terceiros, Tende      a desenvolver-se pelo
ou um departamento de auditoria Presidente, Diretor Geral, Diretor de
interna.                              Área, etc.

Existem    normas     de     referência   Não existem normas de avaliação, ou
(procedimentos, manuais de qualidade,     são usadas de forma flexível.
etc.).
A avaliação se realiza de acordo com      A avaliação se baseia na informação
uma escala de pontuação, baseada nas      fornecida pela pessoa submetida a
normas de referência anteriores.          diagnóstico, enfatizando o diálogo.

O auditor remete um relatório à direção A pessoa que realiza o diagnóstico,
do   avaliado,    desligando-se     das acompanha a evolução da situação
melhorias     a    implantar      como avaliada.
consequência da auditoria.


Esta etapa, dito de outra forma, consiste em efetuar uma Verificação, realizada por uma
pessoas de hierarquia superior, do grau de alcance dos Planos de Ação. A periodicidade
desta verificação global tende a ser anual. Permanentemente, faz-se por parte de cada
responsável por atividade na organização, uma auto-avaliação do andamento dos Planos
a serem implementados.

Por fim é de extrema importância a comunicação de maneira ampla, dos resultados,
problemas, perspectivas futuras em relação aos Planos de Ação executados.




Qualidade
                                                                                     6
Qualidade: Gênesis

A busca pela qualidade é tão antiga quanto a própria história do homem. Desde o
princípio, em todas as civilizações, pode ser vista a busca pela perfeição, a tentativa de
fazer as coisas sempre um pouco melhor. Contudo, enquanto disciplina formal, a origem
da Qualidade remonta ao início do século, seguindo a implantação das linhas de
produção em série.

Na década de 30 surgiu o Controle de Qualidade, implementado por Shewart que permitia
monitorar o processo e identificar quando devem ser feitas ações de melhoria. Quase ao
mesmo tempo, outro engenheiro americano, Fisher, desenvolvia uma metodologia
chamada de Projeto de Experimentos, que mais tarde seria utilizada na indústria para a
otimização de produtos e processos.

Continuando, em 1950, puxada pela indústria aeronáutica e aeroespacial, iniciaram os
estudos formais de confiabilidade, que permitiriam estimar o tempo de vida de
componentes e sistemas.

Mais adiante, na década de 1970 surgiu o TQC – Total Quality Control ou Gerenciamento
da Qualidade Total. Essa técnica surgiu no Japão e logo a seguir foi amplamente
difundida primeiro nos Estados Unidos e depois no resto do mundo.

A revolução da qualidade – 1980
O crescimento da oferta e a crise do petróleo, em 1970, criaram condições muito difíceis
para as empresas. Nesta época. ficou evidente que muitas empresas deixariam de
existir.

Esse era o cenário propício para o surgimento do TQC ou gestão pela qualidade.

O TQC prega que todas as etapas, desde o planejamento do produto até o pós venda,
devem ter uma visão orientada para qualidade.
Muitas empresas entenderam que esse seria o diferencial que iria garantir a sua
sobrevivência e implantaram programas de qualidade total.

A revolução da qualidade – 1980
Assim, na década de 1980 observou-se uma fantástica mudança na forma de gerenciar os
negócios e nas relações entre empresas e clientes.

A produtividade, que era a palavra de ordem na primeira metade do século abriu espaço
para a qualidade. O importante não é produzir muito, mas sim produzir produtos com
qualidade.

E qualidade é avaliada pelo cliente, ou seja, é preciso produzir produtos que satisfaçam
ao cliente. O cliente passa a ser o centro das atenções; ele passa a ser o motivo da
existência das empresas; ele decide se a empresa permanece ou não no mercado.

As especialidades da qualidade
Gestão da qualidade
Engenharia da qualidade
Sistemas de Qualidade

                                                                                           6
A gestão da qualidade é a área da qualidade que se preocupa com os aspectos
organizacionais.
Toda a organização deve estar voltada para a qualidade. Assim, é necessário
estabelecer formas de avaliar a qualidade demandada pelo cliente, e moldar a
organização no sentido de atender essas demandas.
Os padrões de excelência devem ser observados em todas as atividades.
Na telefonista, no recebimento de pedidos, na manufatura, na expedição, na distribuição
e no pós venda.
Visão da qualidade segundo DEMING: criar constância de propósito para melhoria do
produto e serviço, instituir treinamento e retreinamento, melhoria constante de sistema de
produção e serviço;

Gestão da Qualidade
Os 14 princípios de Deming:

Princípio 1
“Estabeleça a constância de propósitos para a melhoria do produto e de serviço,
objetivando tornar-se competitivo, manter-se em atividade e criar empregos”

Princípio 2
“Adote a nova filosofia. Estamos numa nova era econômica. A administração ocidental
deve acordar para o desafio, se conscientizar de suas responsabilidades e assumir a
liderança no processo de transformação”

Princípio 3
“Deixe de depender da inspeção para atingir a qualidade. Elimine a necessidade de
inspeção em massa, introduzindo a qualidade no produto desde seu primeiro estágio”

Princípio 4
Deixe de aprovar orçamentos com base no preço. Ao invés disso, pense em minimizar o
custo total.


“Desenvolva um único fornecedor para cada item, num relacionamento de longo prazo
fundamentado na lealdade e confiança”.

Princípio 5
“Melhore constantemente o sistema de produto e de serviços, de modo a melhorar a
qualidade e a produtividade e, conseqüentemente, reduzir de forma sistemática os
custos”.

Princípio 6
“Institua treinamento no local de trabalho”
Princípio 7

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“Institua liderança. O objetivo da chefia deve ser o de ajudar as pessoas e as máquinas e
dispositivos a executarem um trabalho melhor.

Princípio 8
“Elimine o medo, de tal forma que todos trabalhem de modo eficaz para a empresa”

Princípio 9
“Elimine as barreiras entre os departamentos. As pessoas engajadas em pesquisas,
projetos, vendas e produção devem trabalhar em equipe, de modo a preverem problemas
de produção e de utilização do produto ou serviço”

Princípio 10
“Elimine lemas, exortações e metas para a mão-de-obra que exijam nível zero de falhas e
estabeleçam novos níveis de produtividade. Tais exortações apenas geram inimizades,
visto que o grosso das causas da baixa qualidade e da baixa produtividade encontram-se
no sistema estando, portanto, fora do alcance dos trabalhadores”

Princípio 11
“a) Elimine padrões de trabalhos (quotas) na linha de produção. Substitua-os pela
liderança.

b) Elimine o processo de administração por objetivos. Elimine o processo de
administração por cifras, por objetivos numéricos. Substitua-os pela administração por
processos através do exemplo de líderes”

Princípio 12
a) Remova as barreiras que privam o operário de ter seu direito de orgulhar-se de seu
desempenho. A responsabilidade dos chefes deve ser mudada de números absolutos
para a qualidade.


b) Remova as barreiras que privam as pessoas da administração e da engenharia de seu
direito de orgulharem-se de seu desempenho. Isto significa, abolir a avaliação anual de
desempenho ou de mérito, bem como da administração por objetivos”

Princípio 13
“Institua um forte programa de educação e auto-aprimoramento”

Princípio 14
“Engaje todas da empresa no processo de realizar a transformação. A transformação é da
competência de todo mundo”



A Qualidade no passado e no presente

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PASSADO                                 PRESENTE
    Qualidade como fator tático           Qualidade como fator estratégico
           (curto prazo)                           (longo prazo)

     Qualidade e produtividade          Qualidade e produtividade são aliados
          são antagônicos

  Enfoque na qualidade do produto         Enfoque na qualidade do processo
            (detecção)                              (prevenção)

Qualidade como responsabilidade de    Qualidade como responsabilidade de toda a
         uma única área                            organização

Ênfase no cumprimento de normas ou      Ênfase nas necessidades dos clientes e
            concorrência                         melhoria contínua

        Prioridade em custo                   Prioridade em qualidade

Problemas causados pela mão-de-obra    Problemas causados pela administração




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ATINGIMOS NOSSA META, MAS LEMBRE-SE...
 Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores,
                 você merece estar aqui.
   E mesmo se você não puder perceber, a terra e o
         Universo vão cumprindo o seu destino.
 Procure, pois, estar em paz com DEUS, seja qual for o
                 nome que você lhe der.
  No meio de seus trabalhos e aspirações, na fatigante
jornada pela vida, conserve, no mais profundo do ser, a
                    harmonia e a paz.
  Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o
                 mundo ainda é bonito.
   Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e
       partilhe com os outros a sua felicidade...




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Apostila introdução a administração de empresas 2012.1

  • 1.
    INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO OBJETIVO Aofim da sessão o aluno deverá estar em condições de: Definir e dar exemplo de administrador bem sucedido. Descrever o processo administrativo e o tipo de atividades administrativas. Descrever diferenças nas funções administrativas em cada nível hierárquico da organização Descrever as habilidades técnicas, humanas e conceituais e sua importância para os administradores. Definir os papéis que o administrador desempenha na organização. 1
  • 2.
    1. INTRODUÇÃO Como Moiséslibertou o povo judeu escravizado e o conduziu, por mares e desertos, do Egito a Terra Santa? Como Xerxes, Rei dos Reis, imperador do mundo conhecido, foi derrotado pelos gregos, muito inferiores em quantidade e poder? Como Portugal descobriu e colonizou o Brasil, apesar do interesse de outras nações poderosas, que o invadiram diversas vezes? Para respondermos a essas e outras perguntas precisaremos de conceitos tais como estratégia, suprimentos, logística, missão, crenças, recursos, liderança, finanças, tributos, poder, qualidade, tática, motivação, tecnologia, cultura. Segundo Chiavenato, "Gestão é a condução racional das atividades de uma organização". Poderíamos acrescentar que o termo "racional" só é aplicável quando a organização é bem conduzida, mesmo que os resultados não sejam os melhores, pois às vezes o imponderável ou as limitações de recursos infligem derrotas aos mais experientes. 2
  • 3.
    CONCEITUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Apalavra administração, segundo Chiavenato, “vem do latim ad (direção para, tendência) e minister (subordinação ou obediência), e significa aquele que realiza uma função abaixo do comando de outrem, isto é aquele que presta um serviço a outro." (1983: 6) Segundo o dicionário Aurélio, Administração é “ação de administrar, gestão de negócios públicos ou particulares, governo, regência, função de administrador , gestão, gerência” . De acordo com os conceitos acima a Administração costuma ser divida, já na formação acadêmica, em quatro grandes áreas: Finanças, Produção, Recursos Humanos (os quais podem ser compreendidos como fatores da produção), Marketing (que num sentido estrito é responsável pela logística e distribuição da produção através das vendas) e Administração Pública (que se encarrega da gestão de empresas públicas, órgãos do governo, autarquias, etc.). Pelas definições podemos concluir a administração tem ao mesmo tempo elementos de ciência, pois busca o conhecimento e compreensão, e elabora teorias e hipóteses, embora não aplique o método científico com rigor e dificilmente algum conceito possa ser definido como uma lei. Sem dúvida a administração tem vários elementos de técnica, pois transforma e opera uma realidade e aplica normas e procedimentos, no entanto dificilmente obtém bons resultados se estas normas e procedimentos forem excessivamente rígidos e se o programa e os objetivos não forem ajustáveis. Sem dúvida a administração tem elementos de arte, pois as mesmas técnicas e procedimentos podem e são constantemente alteradas pelo talento individual do administrador para adequar-se as realidades, alterações estas feitas na maioria das vezes por escolhas subjetivas e critérios pessoais. Portanto, mais importante que procurar definições claras ou completas para a administração é imprescindível conhecer sua essência, como ciência, técnica ou arte, que busca obter sempre os melhores resultados a partir dos recursos disponíveis, tendo sempre o elemento humano como o mais importante para o sucesso desta empreitada. 3
  • 4.
    A evolução históricada ciência administrativa Sempre houve na história humana alguma forma de administração, pela necessidade de gerir, de organizar as tarefas e dividir o trabalho seja no âmbito privado (fazendas, associações, empresas) ou no âmbito público (governo, exércitos, arrecadação de impostos). As principais influências da administração, antes do surgimento da chamada “ciência administrativa”, cita Idalberto Chiavenato: A influência dos filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, nas tarefas de Administração na antigüidade…na Filosofia Moderna destacam-se Bacon e Descartes. A organização eclesiástica da Igreja Católica influenciou de certa maneira o pensamento administrativo, conforme pesquisa de Mooney. Igualmente a organização militar trouxe grande influência para a Administração, contribuindo com alguns dos princípios que a Teoria Clássica iria mais adiante assimilar e incorporar. A revolução Industrial veio produzir o contexto industrial, tecnológico, social, político e econômico de situações, problemas e variáveis, a partir do qual teria início a Teoria Clássica da Administração. Também economistas liberais (como James Mill, David Ricardo, John Stuart Mill e outros) deram algum suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração que teriam enorme aceitação posteriormente.” (CHIAVENATO, 1983: 31). Abaixo temos a cronologia das principais escolas e teorias que influenciaram o atual pensamento administrativo, além de seus expoentes teóricos: • 1903 - Escola de Administração Científica - Taylor e Gilbreth • 1909 - Teoria da Burocracia - Weber • 1916 - Escola dos Princípios da Administração - Fayol • 1932 - Escola das Relações Humanas - Mayo e Lewin • 1947 - Teoria das Decisões - Simon • 1951 - Teoria dos Sistemas - Bertalanffy, Kast e Rosenzweig • 1953 - Teoria dos Sistemas Sociotécnicos - Emery e Trist • 1954 - Teoria Neoclássica da Administração - Koontz e O´Donnell, Newman, Drucker • 1957 - Escola Comportamental da Administração - McGregor, Likert e Argyris • 1962 - Escola do Desenvolvimento Organizacional - Bennis, Beckhard, Schein • 1972 - Teoria da Contingência - Woodward, Lawrence e Lorsch (CHIAVENATO, 1983: 8) 4
  • 5.
    A administração desdeseus primórdios buscou gerir, ou administrar, os recursos, sempre escassos, buscando o melhor resultado. Ou sob outra ótica, obter os mesmos resultados com dispêndio de menos recursos. A administração buscou organizar os recursos disponíveis, sejam eles pessoas ou materiais, da forma mais eficiente possível, para isto cada teoria administrativa deu ênfase em um aspecto: tarefas, estrutura, pessoas, ambientes e tecnologia. O quadro a seguir relaciona as principais teorias administrativas de acordo com sua ênfase e com seus principais enfoques: Tabela 1.1- As principais teorias administrativas e seus principais enfoques. ÊNFASE TEORIA PRINCIPAIS ENFOQUES Tarefas Administração científica Racionalização do Trabalho no Nível Operacional Estrutura Teoria Clássica e Neoclássica Organização formal Princípios Gerais da administração Funções do Administrador Teoria da Burocracia Organização Formal Burocrática Racionalidade Organizacional Teoria Estruturalista Múltipla abordagem: Organização formal e informal Análise Intra-organizacional e Análise Interorganizacional Pessoas Teoria das Relações Humanas Organização Informal Motivação, Liderança, Comunicações e Dinâmica de Grupo Teoria do Comportamento Estilos de Administração Organizacional Teoria das Decisões Integração dos Objetivos Organizacionais e Individuais Teoria do Desenvolvimento Mudança Organizacional Planejada Organizacional Abordagem de Sistema Aberto Ambiente Teoria Estruturalista e Neo- Análise Intra-organizacional e Análise Ambiental estruturalista Abordagem de Sistema Aberto Teoria da Contingência Análise Ambiental (Imperativo Ambiental) Abordagem de Sistema Aberto Tecnologia Teoria da Contingência Administração da Tecnologia (Imperativo Tecnológico) (CHIAVENATO, 1997: 15) Abordagem Clássica da ADMINISTRAÇÃO 5
  • 6.
    Os primeiros arefletirem sobre a Administração o fizeram a partir de duas perspectivas opostas, que se complementaram: uns, de baixo para cima, analisaram os processos produtivos, a maneira de fazer, próximo das porcas e parafusos; outros, de cima para baixo, a estrutura administrativa e gerencial, a hierarquia. Muitos precursores construíram o que veio a ser classificado como abordagem clássica, dentre os quais talvez os mais importantes fossem Taylor, Fayol, Ford e Weber. Taylor (Administração Científica) Frederick Winslow Taylor (1856-1915) começou como operário, foi subindo de posto e se formou engenheiro. Em sua avaliação, os males da indústria à sua época eram a falta de comprometimento dos trabalhadores com o trabalho, a ignorância da gerência com respeito à maneira de executar o trabalho e finalmente a inexistência de rotinas uniformes de trabalho. A partir dessas premissas estudou detalhadamente os processos, definindo métodos mais eficientes de trabalho e ferramentas adequadas. Preocupou-se com a remuneração dos trabalhadores, de modo a pagar mais àqueles mais produtivos, utilizando a remuneração diferenciada como incentivo à maior dedicação dos trabalhadores. Concluiu também que a gerência tinha que ser modificada, pois suas responsabilidades passaram a ser outras: precisavam estudar os processos, instruir os trabalhadores supervisioná-los, verificar qual o desempenho individual e remunerá-los de acordo. Taylor desenvolveu a Teoria da Gestão Científica buscando um maior desenvolvimento econômico tanto para as empresas como para os empregados, resumindo-a como ciência em vez de "regra do dedo", harmonia no lugar da discórdia, cooperação em substituição ao individualismo, máxima produção em vez de produção limitada, o desenvolvimento de cada homem até sua máxima eficiência e prosperidade. A ciência seria utilizada para a identificação da melhor maneira de realizar uma tarefa, envolvendo desde estudos de tempos e movimentos até o desenvolvimento de ferramentas e equipamentos mais adequados. 6
  • 7.
    O trabalho seriadesenvolvido em condições ambientais adequadas, com os necessários períodos de repouso. Os trabalhadores seriam selecionados cientificamente, treinados e supervisionados de perto. Da máxima eficiência decorreriam maiores lucros e maiores salários. Tanto a harmonia como a cooperação adviriam da divisão justa dos resultados entre as partes envolvidas, as quais não seriam adversárias, mas parceiras. Na prática a remuneração cresceu com o incremento da produtividade, mas não na mesma proporção: parte significativa ficou com as empresas... A máxima produção decorreria não só do maior potencial de produtividade, em função das técnicas científicas empregadas, mas também por o trabalhador deixar de trabalhar abaixo de sua capacidade, em função de abandonar uma visão corporativa pela qual a maior produção implicaria em maior desemprego e maior exploração de sua força de trabalho. Cada homem poderia se desenvolver ao máximo, tanto do ponto de vista da produção, como também do seu desenvolvimento econômico, pois sua remuneração aumentaria significativamente como resultado da aplicação da teoria. Sua teoria se opôs àquela que a seu ver era a melhor em uso costumeiro à época, que denominou "iniciativa e incentivo", pela qual os empregadores premiavam as iniciativas dos empregados por meio de remunerações superiores, prêmios em dinheiro e outros agrados. Taylor sintetiza as diferenças entre as duas maneiras de administrar, pelo papel dos gestores: aqueles da "iniciativa e incentivo" apenas oferecem vantagens aos trabalhadores que logram aumentar a produção, mas estes ficam com toda a responsabilidade pelo processo; já os que administram com base na "Gestão Científica" têm que se ocupar do processo de trabalho, do treinamento dos operários, enfim ficam pelo menos com metade do problema. A "Gestão Científica" se ocupa em buscar a maneira pela qual uma tarefa pode ser melhor realizada e entende que o interesse do empregado no trabalho decorre do seu interesse pelo ganho que daí advém, ou seja, considera o trabalhador como um homem econômico, voltado para a satisfação material. 7
  • 8.
    Ford Henry Ford (1863-1947)não foi propriamente um inventor, mas aplicou em larga escala a linha de montagem, esquema de produção que leva o material a ser manipulado ao trabalhador, que fica parado em seu posto de trabalho. As tarefas são altamente especializadas, materiais e ferramentas são padronizados, a produção é feita em série de produtos iguais. Além do processo industrial, Ford se preocupou com a distribuição, com a redução dos preços de venda de modo a ganhar na quantidade, com o consumo de massa. Consta que, perguntado de que cores poderiam ser pintados os carros, teria respondido: "de qualquer uma, desde que preta". Fayol (Princípios de gestão) Henry Fayol (1841-1925) focou sua atenção na estrutura da empresa e definiu a Gestão como "previsão, organização, comando, coordenação e controle". Dessa forma as funções do gestor são: • Prever o futuro e definir um plano de ação em função dessa previsão; • Organizar a empresa, isto é, seus recursos materiais - escritórios, oficinas, equipamentos, materiais - e seus meios sociais, distribuindo-os em estruturas hierárquicas - divisões, gerências, seções; • Comandar a ação das pessoas da organização, dirigindo-as e orientando-as; • Coordenar o trabalho do pessoal, harmonizando ações e recursos na busca dos objetivos; e • Controlar, verificar a conformação das ações às diretivas, corrigindo-as ou mesmo alterando as decisões inadequadas. Fayol estabeleceu 14 princípios: • divisão do trabalho, com especialização das tarefas e trabalhadores para maior eficiência; • autoridade e responsabilidade, direito de dar ordens e esperar obediência, com responsabilidade; • disciplina, obediência a regras claras e justas, com punição às infrações; • unidade de comando, cada empregado com apenas um chefe; • unidade de direção, todas as unidades da organização buscando os mesmos objetivos gerais; 8
  • 9.
    subordinação do interesse individual ao geral, os interesses da organização tem precedência sobre os dos empregados; • remuneração justa do pessoal, tanto para o empregado como para a organização; • centralização, concentração da autoridade no topo da organização; • cadeia de comando, uma linha de comando e comunicação, do alto até a base; • ordem, pessoas e materiais nas posições onde são necessários e eficientes - "um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar"; • eqüidade, com tratamento justo a todo o pessoal; • estabilidade do pessoal, a rotatividade é prejudicial à eficiência da organização; • iniciativa, os funcionários devem ser incentivados a propor melhorias; e • espírito de equipe deve haver harmonia entre o pessoal para o trabalho em grupo 9
  • 10.
    O ADMINISTRADOR Recordando queAdministração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos técnicos, científicos, financeiros, materiais e de pessoal a fim de alcançar um objetivo. Na verdade o Administrador consegue fazer as coisas por intermédio das pessoas e por isso ocupa posição primordial na organização. O administrador dá a direção e rumo à sua organização, proporciona liderança às pessoas e decide como os recursos organizacionais devem ser utilizados para atingir os objetivos da organização. Este conceito é aplicado ao administrador em qualquer nível da organização. Administrar não significa executar tarefas, mas sim fazer com que elas sejam executadas por outras pessoas em conjunto. O administrador não é aquele que faz, mas sim o que faz fazer. Grandes Funções ou áreas da Administração A administração costuma ser divida em 4 grandes áreas: finanças, produção, marketing e recursos humanos. Finanças Conceito de Gestão Financeira A gestão financeira é uma das tradicionais áreas funcionais da gestão, encontrada em qualquer organização e à qual cabem as análises, decisões e atuações relacionadas com os meios financeiros necessários à atividade da organização. Desta forma, a função financeira integra todas as tarefas ligadas à obtenção, utilização e controle de recursos financeiros. Por outras palavras, a função financeira integra: • a determinação das necessidades de recursos financeiros (planeamento das necessidades, a inventariação dos recursos disponíveis, a previsão dos recursos libertos e o cálculo das necessidades de financiamento externo); • a obtenção de financiamento da forma mais vantajosa (tendo em conta os custos, prazos e outras condições contratuais, as condições fiscais, a estrutura financeira da empresa); 1
  • 11.
    a aplicação criteriosa dos recursos financeiros, incluindo os excedentes de tesouraria (por forma a obter uma estrutura financeira equilibrada e adequados níveis de eficiência e de rentabilidade); • a análise financeira (incluindo a recolha de informações e o seu estudo por forma a obter respostas seguras sobre a situação financeira da empresa); • a análise da viabilidade econômica e financeira dos investimentos. Produção Segundo KWASNICKA, "A função produção é a atividade de transformação de matéria-prima em utilidades necessárias ao consumidor." (1995: 97). Para fins de estudo, ainda segundo a mesma autora, costumamos dividir esta função em 3 subsistemas: "Engenharia de produto, planejamento da produção e engenharia do processo" (1995: 98). Marketing A seguir a definição de KWASNICKA para a função marketing: "marketing é o desempenho das atividades empresariais que dirigem o fluxo de mercadorias e serviços do produtor para o consumidor final." (1995: 125). Recursos Humanos A seguir a definição de KWASNICKA para a função Recursos Humanos: A administração de Recursos Humanos representa todo o esforço da organização, no sentido de atrair profissionais do mercado de trabalho, prepará-los, adaptá-los, desenvolvê-los e incorporá- los de forma permanente ao esforço produtivo e utilizar adequadamente o profissional de que uma organização necessita. (1995: 140) 1
  • 12.
    A ORGANIZAÇÃO Organizações são,em última instância, pessoas e recursos reunidos em torno de objetivos em parte comuns. Organização é uma entidade social composta de pessoas que trabalham juntas e deliberadamente estruturadas em uma divisão de trabalho para atingir um objetivo comum. É uma sociedade em miniatura em que coexistem dois tipos de pessoas: os líderes e os subordinados. Quando dizemos que é uma entidade social deliberadamente estruturada queremos dizer que as tarefas são divididas entre seus membros, e a responsabilidade pelo seu desempenho é atribuída a cada um dos membros da organização. Quando dizemos que visa objetivo, queremos nos referir às conseqüências almejadas como obter lucro, atender necessidades espirituais, proporcionar entretenimento, desenvolver arte e cultura, praticar esportes e assim indefinidamente. O propósito de toda organização é produzir um produto ou serviço para satisfazer a necessidade do cliente, que pode ser consumidor, usuário, associado ou contribuinte. Daí a busca da qualidade é a força vital de uma organização e a fonte da sua vantagem competitiva. As organizações empregam pessoas e aplicam recursos. Elas podem ser de grande porte ou pequenas e micro organizações. Podem ser locais, regionais ou globais. Existem ainda as organizações de caráter não lucrativo que possuem objetivos sociais, e podem ser governamentais ou não governamentais (ONG). As organizações podem ser complexas ou simples, estatais ou privadas, com ou sem intuito de lucro, formais ou informais. Uma Biblioteca Municipal é estatal, é formal e não tem intuito de lucro. Um time de futebol de várzea costuma ser privado e informal. Uma Padaria é privada e tem intuito de lucro. O Exército, a Seara e a ONG Greenpeace são organizações complexas, a primeira governamental, as demais privadas. 1
  • 13.
    Podemos dividir asorganizações em três grandes grupos: • estatais, • empresas privadas com intuito de lucro, e • organizações do terceiro setor, as ONGs - privadas sem intuito de lucro. De qualquer forma, seja qual for o tipo e o porte da organização, ela precisa ser administrada para poder atender aos seus objetivos. Mesmo um time informal de várzea precisa de arrecadar dinheiro para comprar os uniformes, estes precisam ser lavados, é necessário que os jogadores estejam presentes no campo na hora marcada para a partida, há que haver alguma divisão do "trabalho", nem que seja pela escolha do goleiro, os demais se posicionando na "linha". Teoria sobre organização Apesar de tudo depender de algum tipo de gestão, esta pode parecer intuitiva ou natural. É de se esperar que, no preparo de uma refeição, se siga uma e não outra seqüência de passos, levando- se em conta o tempo de preparo (limpar, descascar, picar) e de cocção (cozinhar, assar, fritar) dos diversos alimentos, caso contrário o bife ficaria pronto muito antes do feijão. Essa ordem é quase natural, sendo transmitida de geração para geração, de mãe para filha. Mas uma pessoa que se aventure a “mexer” num fogão, sem esse prévio conhecimento, aprenderá muito rapidamente as virtudes do planejamento, que começa muito antes, na escolha do cardápio e obtenção dos ingredientes. Se passarmos do preparo de uma refeição para a gestão de um restaurante, a complexidade dos problemas cresce exponencialmente. Agora são necessárias muitas pessoas, na cozinha, no salão, na manutenção de instalações e equipamentos, que precisam trabalhar com alguma coordenação: o cliente faz o pedido ao garçom, este o passa aos cozinheiros, que preparam a comida e a passam para o garçom servir ao cliente. Nesse ínterim a despesa tem que ser registrada, para a conta poder ser apresentada ao cliente, o consumo de ingredientes tem que ser anotado, para serem repostos. Continuando, os preços têm que ser estabelecidos de forma a permitir o pagamento das despesas - salários, aluguéis, tributos. Conflitos entre as pessoas precisam ser resolvidos. Algo tem que ser feito para que os clientes voltem e novos apareçam. 1
  • 14.
    Imaginemos agora umarede de restaurantes, uma fábrica de aviões, uma empresa petrolífera, uma empresa de aviação comercial internacional. A complexidade das operações em si soma-se às necessidades de uma empresa de grande porte, com inúmeros funcionários, fornecedores, clientes, tecnologias. Nesse nível o empirismo é totalmente impossível, é necessário que o funcionamento da organização se apoie em técnicas de gestão. Na verdade elas são sempre úteis, mesmo às menores organizações ou, em certos casos, até à vida pessoal. Níveis Organizacionais. O administrador é essencial para uma organização qualquer que seja o seu tamanho ou tipo. E dentro da organização o administrador pode ser um presidente ou diretor, um gerente ou supervisor, dependendo do nível que ocupa. Em cada um dos níveis organizacionais (Institucional, Intermediário, Operacional ), seu papel é diferente. a) Nível Institucional É o nível mais elevado da organização. É constituído pelo Presidente e Diretores e onde são tomadas as principais decisões. É o nível mais periférico, pois está em contato direto com o ambiente externo, e sofre as pressões e os impactos ambientais. Recebe, também, o nome de nível estratégico, pois é o responsável pela definição do futuro do negócio como um todo. Nesse nível, o administrador deve possuir uma visão estratégica, para definir a missão e os objetivos fundamentais do negócio. b) Nível Intermediário É o nível administrativo que articula internamente o nível estratégico e o nível operacional. Recebe o nome de nível gerencial ou tático. É constituído pelos Gerentes.Recebe as decisões globais e as transforma em programas de ação para o nível operacional. Interpreta a missão e os objetivos fundamentais do negócio, traduzindo-os em meios de ação para que o nível operacional possa transformá-lo em execução. Nesse nível, o administrador deve possuir visão tática. c) Nível Operacional É o nível administrativo mais baixo de todos. É o nível que administra a execução e realização das tarefas e atividades cotidianas. Nesse nível, o administrador deve possuir visão operacional, isto é, conhecimento técnico para orientar e dirigir os funcionários que realizam as tarefas. 1
  • 15.
    Níveis da Administraçãoe a operação/execução Nível institucional ou Alta Administração Diretores Vice- Diretores Diretores Assessores e Assessores Gerentes de Divisão Nível Intermediário Gerentes de Departamento Gerentes de Gerentes de Seção Departamento Nível Supervisores Operacional ou Líderes de Mestres Supervisores de Grupos Autogeridos Líderes de Turma 1ª linha de Trabalho Nível Atuação Abrangência Amplitude de tempo Institucional Estratégico Global Longo Prazo Intermediário Tático Parcial Médio Prazo Operacional Operacional Específico Curto Prazo Características dos Níveis Administrativos O Processo Administrativo. 1
  • 16.
    O administrador équem aplica o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar a aplicação dos recursos organizacionais para atingir um objetivo. Processo Administrativo é a denominação dada ao conjunto e seqüência das funções administrativas que são: Planejamento, Organização, Direção e Controle. a. Planejamento Planejamento é a primeira função administrativa, definindo objetivos para o futuro desempenho organizacional e decidindo sobre os recursos e tarefas necessários para alcançá-los adequadamente. O planejamento é a arma utilizada pelo administrador para orientar-se e alcançar os objetivos colimados, por intermédio de ações baseadas em métodos, planos ou lógica, e não ao acaso, assim, planejar envolve soluções de problemas e tomadas de decisão. Podemos definir planejamento como o processo de estabelecer objetivos e o curso da ação adequado para atingi-los. b. Organização A organização visa disponibilizar os meios e recursos previstos pelo planejamento e reflete como a organização tenta cumprir os planos. É a função administrativa relacionada com a atribuição das tarefas, agrupamento das mesmas em equipes e alocação dos recursos necessários nas equipes. Portanto, organização é o processo de engajar as pessoas em um trabalho conjunto de uma maneira estruturada para alcançar objetivos comuns. c. Direção A Direção representa a execução daquilo que foi planejado. É a função administrativa que envolve a motivação das pessoas para atingir os objetivos organizacionais. Ela envolve a aplicação da comunicação, a motivação e a liderança para desempenhar as atividades essenciais. Portanto, direção é o processo de influenciar e orientar as atividades relacionadas com as tarefas dos diversos membros da equipe ou da organização como um todo. d. Controle O controle significa o acompanhamento, o monitoramento e a avaliação do desempenho organizacional para verificar se as coisas estão acontecendo conforme o planejamento, a organização e a direção. 1
  • 17.
    O controle éo processo de assegurar que as atividades atuais estejam em conformidade com as atividades planejadas. Tarefa básica da administração A tarefa básica da administração é a de fazer as coisas, por meio das pessoas, de maneira eficiente e eficaz, portanto vejamos: Eficiência: Eficiência significa a realização de atividades ou tarefas de maneira certa e inteligente, com o mínimo de esforço e com máximo aproveitamento de recursos, ela determina o quanto uma organização usa corretamente seus recursos. Quanto mais alto o grau de produtividade na utilização de seus recursos, mais eficiente é a organização.. Eficácia: Determina o quanto uma organização realiza seus objetivos. Quanto mais alto o grau de realização dos objetivos, mais a organização é eficaz. O Processo Administrativo nos três níveis organizacionais Nível Planejamento Organização Direção Controle Planejamento Direção geral. Controles Estratégico. Estrutura Políticas e Globais e Institucional Objetivos Organizacional Diretrizes de Avaliação Organizacionais Pessoal Organizacional Planejamento Desenho Gerência de Controles Alocação de Departamental. Recursos. Táticos e Recursos Estrutura das Liderança e Avaliação Intermediário Equipes e Motivação Departamental orgãos Planos Controle Operacionais das Desenho de Supervisão operacional e Operacional Ações Cargos e de Primeira avaliação Cotidianas Tarefas Linha individual 5. Habilidades do Administrador. Katz dizia que o sucesso do administrador depende mais do seu desempenho do que de seus traços particulares de personalidade, daquilo que ele faz e não daquilo que ele é. E o seu desempenho é resultado de certas habilidades que ele possui e utiliza. Katz identificou três tipos de habilidades importantes: - habilidades conceituais; 1
  • 18.
    - habilidades humanas; -habilidades técnicas. a) Habilidades Conceituais As habilidades conceituais envolvem a visão da organização ou da unidade organizacional como um todo, a facilidade de trabalhar com idéias, conceitos, teorias e abstrações. Estão relacionados com o pensamento, raciocínio, o diagnóstico da situação e a formulação de alternativas para solução dos problemas. Na medida em que o administrador ascende na carreira, ele precisa cada vez mais das habilidades conceituais. b) Habilidades humanas As habilidades humanas estão relacionadas com o trabalho com as pessoas e referem-se a facilidade de relacionamento interpessoal e grupal. Envolvem a capacidade de motivar, comunicar, coordenar, liderar e resolver conflitos individuais ou coletivos. Em todos os níveis organizacionais, é fundamental saber trabalhar com as pessoas e por intermédio delas. c) Habilidades Técnicas As habilidades técnicas estão relacionadas com o conhecimento especializado e com a execução e com os procedimentos para execução das tarefas. As habilidades técnicas estão relacionadas com o fazer, isto é, com os processos materiais ou objetos físicos e concretos. Ela é mais utilizada no nível operacional. Essas habilidades requerem competência pessoal para serem colocadas em ação com êxito. A competência é a qualidade de quem é capaz de analisar uma situação, apresentar soluções e resolver assuntos ou problemas e, é o maior patrimônio de um administrador. O administrador, para ser bem sucedido, precisa desenvolver três competências duráveis: o conhecimento, a Administração perspectiva e a atitude. Superior ou Percentuais de Habilidades necessárias em cada nível organizacional Habilidades Nível Conceituais Institucional Gerência Intermediária Habilidades ou Humanas Nível Intermediário Supervisão de primeira linha ou Habilidades 1 Nível Operacional Técnicas
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    A COMPETENCIA DOADMINISTRADOR O Conhecimento O conhecimento significa todo o acervo de informações, conceitos, idéias, experiências e aprendizado que o administrador adquiriu, ao longo de sua vida, sobre sua profissão. È fundamental que esse conhecimento seja constantemente atualizado, seja por intermédio da leitura, seja por intermédio de relacionamento com outros profissionais, através de cursos, simpósios, conferências, etc. .No entanto não basta ter o conhecimento, mas saber aplicá-lo em benefício da organização. a) A perspectiva A perspectiva significa a capacidade de utilizar o conhecimento, saber transformar a teoria em prática, aplicar o conhecimento na análise das situações, na solução dos problemas e na condução dos negócios. A perspectiva representa a habilidade de colocar os conceitos e idéias abstratas em ação, em visualizar a oportunidade de utilizá-las e transformá-las em novos produtos e serviços. b) A Atitude A atitude significa o comportamento pessoal do administrador frente às situações com que se defronta no seu trabalho. A atitude representa o estilo pessoal de fazer acontecer, a maneira de liderar, motivar, comunicar e levar adiante os projetos. É essa competência que transforma o administrador em agente de mudança e não num agente de conservação. Sem dúvida é essa a habilidade mais importante. É ela que torna as organizações mais eficazes e competitivas e as orienta para o sucesso. 1
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    Para complementá-la, porém,o administrador precisa desenvolver certas características pessoais que o tornem líder, como combatividade, assertividade, convicção profunda, não aceitação do “status quo”, inconformismo com a mediocridade e alta dose de espírito empreendedor. O Papel do Administrador. Os papéis do administrador são as atividades conduzidas por ele para cumprir as funções de planejar, organizar, dirigir e controlar os recursos organizacionais para atingir o objetivo. Esses papéis podem ser classificados em: interpessoais, informacionais e decisórios. a) Interpessoais • Representação – assume deveres cerimoniais, representa a organização, acompanha visitantes e assina documentos legais. • Liderança – dirige e motiva as pessoas, treina, aconselha, orienta e se comunica com os subordinados. • Ligação – mantém redes de comunicação, dentro e fora da organização, usa todos meios de comunicação. b) Informacionais • Monitoração – manda e recebe as informações, lê revistas e relatórios e mantém contatos pessoais. • Disseminação – envia informações para outras organizações e internamente, por diversos meios. • Porta-voz – Transmite informações para as pessoas de fora. c) Decisórias • Empreende – inicia projetos, identifica novas idéias, assume riscos, delega responsabilidades. • Resolve Conflitos – toma ação corretiva em disputas ou crises, resolve conflitos entre Empreendedor subordinados, adapta o grupo a Empreendedor crises e a mudanças. • Resolve Conflitos Aloca Recursos – decide a quem atribuir recursos. Programa, orça e estabelece prioridades. Resolve Conflitos • Negociação – representa os interessesde Recursos em negociações com sindicatos, Administrador da organização Administrador de Recursos vendas, compras ou financiamentos’ Negociador Negociador Representante Monitor Representante Monitor Líder Disseminador 2 Líder Disseminador Ligação Porta-voz
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    Papéis Interpessoais Papéis decisórios Papéis de Informação Portanto: Se você quiser ser um administrador bem sucedido siga as seguintes regras básicas: • Faça investimentos constantes em sua formação profissional. • Mantenha-se informado. • Desenvolva seu espírito empreendedor. • Trabalhe em equipe. • Seja flexível. • Desenvolva sua capacidade de negociação. • Saiba administrar conflitos. • Trate sua carreira como se ela fosse uma empresa. Exercícios de Fixação Exercício 01 Josmario, supervisor da Alca S/A, não quis fazer um curso de inglês patrocinado pela empresa e faltou a um curso de reciclagem promovido pelo RH dizendo que era dispensável e perda de tempo. Apesar de ser um bom técnico é uma pessoa irascível, mal humorada e trata a todos com grosseria. Qual a competência que Josmario não possui? E qual habilidade não foi desenvolvida por ele? Em que nível organizacional se encontra Josmario? Exercício 02 Madalena, gerente das Lojas Francesas, alocou recursos para reformar a seção de moda feminina da loja do Gonzaga. Para motivar os funcionários, criou a competição de funcionário destaque do mês e propôs à Diretoria, como prêmio, uma viagem à matriz, na França. 2
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    Em que nívelorganizacional está situada Madalena? Quais os dois processos administrativos você identifica nas atitudes dela? E qual a competência identificada nela? Mudanças de paradigmas na passagem para o terceiro milênio. Paradigmas Tradicionais Paradigmas do Terceiro Milênio Revolução industrial – substituição e Revolução digital – substituição e potencialização potencialização do trabalho humano por das funções humanas de decisão, comunicação e máquinas. informação por computadores. Trabalhadores em serviços e do conhecimento e Classe operária numerosa, em conflito com uma profissionais liberais mais numerosos que os classe de patrões e gerentes. operários clássicos. Trabalhador especializado – operador de Grupos de trabalhadores autogeridos e máquinas qualificado apenas para a realização polivalentes, com educação de nível superior. de uma tarefa. Desemprego, empregabilidade, terceirização, Emprego e carreira estáveis. economia informal, empreendedorismo. Grandes estruturas organizacionais. Estruturas organizacionais enxutas. Ênfase na eficiência. Ênfase na competitividade. Ética e responsabilidade social, cidadania Interesse da empresa e do acionista. empresarial. 2
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    Objetivos Organizacionais Os objetivos:exprimem uma política quantificada ou um propósito quantificado e implicam em continuidade. Os planos: são providências (medidas, tarefas e atividades) a serem tomadas para se atingir as metas estabelecidas. As metas: são resultados finais que deverão ser atingidos dentro de um período determinado de tempo. 2
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    Situação atual Plano de ação Metas 2
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    A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Conceitode estrutura organizacional “Estrutura organizacional é o conjunto de funções, cargos, relações e responsabilidades que constituem o desenho orgânico da empresa”. • Cargo – é a composição de todas aquelas atividades desempenhadas por uma única pessoa e que ocupa um lugar formal no organograma. • Função – é um conjunto de tarefas ou de atribuições exercida de maneira sistemática e reiterada por um ocupante de cargo. Pode ser exercida provisória ou definitivamente. Para que um conjunto de atribuições constitua uma função é necessário que haja reinteração em seu desempenho. Toda organização é reconhecida pela sua estrutura, que representa: a) A medida exata daquilo que sua direção idealiza como caminho para atingir os objetivos; b) A medida como valoriza e distribui os seus módulos operativos dentro do contexto empresarial. Estratégia e estrutura 2
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    Estratégia e estrutura são dois itens que estão sempre unidos, mas a estratégia deve definir estrutura. A tendência atual das organizações é ainda, manter estruturas tradicionais ou departamentalizadas. A estrutura organizacional de uma empresa está geralmente demonstrada em organogramas, funcionogramas e fluxogramas de atividades. Organogramas O organograma é o gráfico que representa a estrutura formal da empresa, ou seja, a disposição e a hierarquia dos órgãos. Existem várias maneiras de se representar à estrutura da empresa. A escolha do tipo ideal, como é dito para outros tipos de gráficos, fica a critério do analista, considerando este a natureza da organização: Organograma clássico ou vertical – este tipo é simplificado e procura deixar bem claros os níveis de hierarquia. É bastante utilizado em instituições tradicionais, onde a visão é fator preponderante. Direção Gerência Gerência Gerência de de Financeira Marketing Produção Funcional: É voltada para as funções da organização • É aplicado em organizações de pequeno porte onde existem poucos chefes para uma série de atividades (funções). • Apenas o retângulo da atividade maior difere das demais • Fica a critério do elaborador do organograma dispor ou não de todas as funções Gerência Administrativa Contabilidade 2 Compras Pessoal e Finanças
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    Por Cargos: Utilizadoquando o objetivo é analisar os cargos e não apenas representá-los no gráfico • Todos os cargos são listados bem como a vinculação hierárquica de cada um deles • Há necessidade de muito espaço na base da pirâmide • É possível colocar dentro de cada retângulo o número de ocupantes do cargo. Gerente Administrativo Assistente Assistente Financeiro Assistente de Compras de Pessoal 1 2 3 Elaboração de um organograma A elaboração de um organograma exige certos cuidados: uns de natureza estética, outros de natureza técnica. Vamos relacionar alguns deles: a) Devem ser evitadas siglas e abreviaturas dos órgãos para que qualquer pessoa possa ver e entender a estrutura da organização; b) A subordinação de um órgão em relação a outro é representada por linha cheia, de cima para baixo, ou da esquerda para direita. Órgãos de igual hierarquia não podem estar ligados uns aos outros, mas sim à linha da autoridade superior; c) Deve ser buscado um equilíbrio estético entre os espaços laterais e verticais dos órgãos de mesmo nível hierárquico; d) O organograma não deve ser fracionado em hipótese alguma, ou seja, não deve constar parte numa folha, parte em outra; e) Para representação de órgãos de caráter mais formal, deve ser dada preferência à utilização de retângulos, em detrimento de outras formas geométricas, podendo o seu tamanho variar em função do nível hierárquico de cada setor representado; 2
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    f) Para arepresentação de setores menos formais, como grupos e equipes, ou até de setores ligados a atividades artísticas, sociais, ou criativas, dentre outras, admite-se usar outras formas gráficas, como círculos, triângulos, elipses, retângulos curvados ou, simplesmente, a sua chamada por linha, sem circunscrição. g) O tipo de organograma mais utilizado pelas instituições e que, conseqüentemente, mais aparece nos livros e trabalhos técnicos é o organograma clássico ou vertical, conforme exemplificado abaixo: Departamentalização • Por funções (ou funcional). • Por produtos ou serviços. • Por localização geográfica. • Por clientes. • Por fases do processo. • Por projetos. Características: Departamentalização por função É aquela que leva em conta a especialização técnica dos ocupantes dos cargos e seus conhecimentos: departamento financeiro, departamento de vendas, departamento de contabilidade, departamento de recursos humanos, etc. Agrupamento das atividades de acordo com as funções principais da empresa. Vantagens: • Agrupa especialistas comuns em uma única chefia. • Garante plena utilização das habilidades técnicas das pessoas. • Permite economia de escala pela utilização integrada de pessoas e produção. • Orienta as pessoas para uma única e específica atividade. • Indicada para condições de estabilidade. • Reflete auto-orientação e introversão administrativa. Desvantagens: • Reduz a cooperação interdepartamental. • Inadequada quando a tecnologia e ambiente são mutáveis. 2 • Dificulta adaptação e flexibilidade a mudanças externas. • Faz com que pessoas focalizem subjetivos de suas especialidades.
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    Diretor Dir.Financeiro Dir. Industrial Dir. RH Dir Marketing Departamentalização por produtos e serviços Características: Critério que leva em conta a subdivisão do produto ou serviço fabricado ou oferecido. As partes que compõem o todo são formadas por equipes altamente especializadas e que podem se responsabilizar por todo o fluxo do processo e até pelos resultados finais, incluindo a comercialização. Agrupamento das atividades de acordo com o resultado da organização, ou seja, de acordo com o produto ou serviço realizado. Vantagens: • Fixa a responsabilidade dos departamentos para um produto ou serviço. • Facilita a coordenação interdepartamental. • Facilita a inovação, que requer cooperação e comunicação de vários grupos. • Indicada para circunstâncias externas mutáveis. • Permite flexibilidade Desvantagens: • Dispersa os especialistas em subgrupos orientados para diferentes produtos. • Contra-indicada para circunstâncias externas estáveis. • Provoca problemas humanos de temores e ansiedades com a instabilidade. • Enfatiza a coordenação em detrimento da especialização. Diretor Geral 2
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    Divisão Divisão Divisão Divisão Farmacêutica Química Veterinária Tintas Departamentalização por área geográfica Características: É aquela que leva em conta o local onde se encontra as filiais da empresa. Tem como principal vantagem o fato de centralizar todas as operações de um determinado local numa mesma equipe de trabalho. Agrupamento das atividades de acordo com o território, região ou área geográfica. Vantagens: • Assegura o sucesso da organização pelo ajustamento às condições locais. • Fixa a responsabilidade de desempenho e lucro em cada local ou região. • Encoraja os executivos a pensar em termos de sucesso no território. • Indicada para empresas de varejo.. • Indicada para condições de estabilidade. • Permite acompanhar variações locais e regionais. Desvantagens: • Reduz a cooperação interdepartamental. • Ocorre principalmente nas áreas de marketing e produção. • Inadequada para a área financeira. Diretor Geral Região Região Região Região Norte Nordeste Sul Sudeste Características: A organização leva em conta as especificidades dos clientes, agrupando-os em equipes de dedicação exclusiva. Exemplo: departamento de vendas subdividido em vendas a varejo e vendas ao atacado. Departamentalização por clientes Agrupamento das atividades de acordo com os tipos de clientes servidos. Vantagens: • Quando a satisfação do cliente é o aspecto mais crítico da organização. • Quando o negócio depende de diferentes tipos de clientes. • Predispõe os executivos a pensar em satisfazer as necessidades dos clientes. • Permite concentrar competências sobre distintas necessidades dos clientes. Desvantagens: • As demais atividades da organização – produção, finanças – tornam-se secundárias ou acessórias face à preocupação exclusiva com o cliente. • Os demais objetivos da organização – como lucratividade, produtividade, eficiência – podem ser sacrificados em função da satisfação do cliente. 3
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    Diretor Geral Departamento Departamento Departamento Departamento Feminino Masculino Infantil Terceira idade Departamentalização por processo Características: Divide-se a estrutura em subsistemas que representam diferentes passos ou fases do todo. Por exemplo, o Departamento industrial que reúne as subdivisões de seções técnicas como usinagem leve, usinagem pesada, montagem, etc. Agrupamento das atividades de acordo com o fluxo do processo produtivo. Vantagens: • Muito utilizada no nível operacional de áreas de produção ou de operações. • Garante plena utilização e vantagens econômicas do equipamento ou tecnologia. • A tecnologia passa a ser o foco e o ponto de referência para o agrupamento. • Enfatiza o processo. • Permite ações de reengenharia dos processos e de enxugamento. Desvantagens • Inadequada quando a tecnologia e ambiente são mutáveis. • Pouca flexibilidade a mudanças internas ou externas. • Centraliza demasiadamente a atenção no processo produtivo Diretor Geral 3
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    Seção de Seção de Seção de Seção de Pré-montagem Montagem Embalagem Acabamento Departamentalização por projetos Características: Agrupamento das atividades de acordo com os projetos planejados pela empresa. Vantagens: • Agrupa equipes multifuncionais em projetos específicos de grande porte. • Ideal para empresas cujos produtos envolvam concentração de recursos e tempo. • Ideal para estaleiros, obras de construção civil ou industrial, hidroelétricas • Facilita o planejamento detalhado para a execução de produtos de grande porte • Adapta a empresa aos projetos que ela pretende construir • É uma departamentalização temporária por produtos Desvantagens • O projeto tem vida planejada. É descontínuo • Quando ele termina a empresa pode desligar pessoas ou paralisar equipamentos • Produz ansiedade e angústia nas pessoas pela sua descontinuidade Diretor Geral Departamentalização Engenheiro de Funcional Engenheiro de Engenheiro de Engenheiro de Projetos Qualidade Controle Execução Departamentalização por Produtos Presidênci Departamentalização por Processo Divisão Divisão Divisão Departamentalização Funcional 3
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    Departamento de Departamento Departamento de motores Eletrodomésticos Geladeiras Seção de Seção de pré- Seção de enrolamentos montagem Montagem Setor de Setor de Planejamento Controle Apreciação crítica da departamentalização • Constitui ainda hoje o critério básico de estruturação das empresas. • Apesar de critérios mais recentes, não se descobriu ainda uma melhor maneira de organizar empresas. • Mesmo a organização por equipes e o modelo adhocrático não conseguiram substituir inteiramente os critérios de departamentalização. • O departamento – ou unidade organizacional – ainda prevalece apesar de todo o progresso na teoria administrativa Estrutura matricial Esse modelo de estrutura organizacional possui características que o torna totalmente diferenciado dos demais. A principal é a integração entre as áreas funcionais. Vasconcellos (1986) ensina que a matriz é uma forma de manter as unidades funcionais, criando relações horizontais entre elas. Definição: DIRETORIA “Estrutura matricial é ao mesmo tempo uma hierarquia tradicional e uma entidade solucionadora de problemas” – Katz e Kahn. Conceito: GERENTE Y GERENTE X “Quando duas ou mais formas de estruturas são utilizadas simultâneamente sobre os mesmos membros de uma organização, a estrutura, então, denomina-se matricial” – Vasconcellos. GERENTE DE PROJETO 3
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    O exemplo demonstrauma estrutura departamentalizada (Gerentes X e Y). Nesse contexto, acha- se inserido um gerente de projeto em estrutura matricial, isto é, utilizando temporariamente recursos de outros departamentos para a realização de um determinado projeto por ele gerenciado. Dessa forma, vemos desenhadas no organograma duas formas de autoridade: • A autoridade funcional, oriunda dos gerentes de departamento • A autoridade de projeto (indicado pelas setas). Estrutura de LINHA E STAFF Órgãos de linha são aqueles que exercem atividades de “execução” e “comando” e possuem responsabilidades sobre atividades-fins do negócio. Órgãos de staff (assessoria interna) são os postos ou órgãos de assessoria caracteriza-se por não executar e não comandar na pirâmide organizacional. Sua ação está limitada a influenciar e aconselhar as unidades de linha. Sua responsabilidade abrange a atividade-meio da empresa. Assessoria externa (CONSULTORIA) Ao contratar uma consultoria a empresa deve selecionar profissional especializado no assunto que deseja implementar. Características da Estrutura De linha De Staff É quem decide É quem assessora É quem cuida da execução É quem dá consultoria e assistência É quem comanda a ação do trabalho de campo É quem recomenda alternativas de trabalho de gabinete Tem responsabilidade pela operação e pelos É quem é responsável pelo resultados planejamento e sugestões 3
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    Organização Alongada Organização Achatada Organização Centralizada Organização Descentralizada Centralização do poder em uma estrutura organizacional • As decisões são tomadas mais rapidamente pelos próprios executores da ação. • Tomadores de decisão são os que têm mais informação sobre a situação • Maior participação no processo decisório promove motivação e moral elevado entre os administradores médios. • Proporciona excelente treinamento para os administradores médios Descentralização do poder em uma estrutura organizacional • Pode ocorrer falta de informação e coordenação entre os departamentos envolvidos. • Maior custo pela exigência de melhor seleção e treinamento dos administradores médios • Risco da sub-objetivação : os administradores podem defender mais os objetivos departamentais do que os empresariais • As políticas e procedimentos podem variar enormemente nos diversos departamentos 3
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    Vantagens do processode delegação • Para a empresa: (melhoria da qualidade; moral da equipe elevado; aumento da produção). • Para o chefe: ( Alívio do volume de trabalho; economia de tempo; ausenta-se de problemas). • Para o Subordinado: (maior satisfação; sente-se valorizado; proporciona seu desenvolvimento). Funcionograma Filme 10 Administração Operações e Compras e Marketing RH Financeiro Planejamento Atendimento Pesquisa de Relações estratégico Entrega produtos Públicas Controle Controle Cotação Divulgação jurídico Treinamento Compras Vendas Decisões de Folha de Pgt Controle de Propagandas investimentos Seleção Estoque Recrutamento Contas a pagar receber Contabilidade Fluxograma 3
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    Representa uma seqüênciade trabalho qualquer, de forma detalhada (pode ser também sintética), onde as operações ou os responsáveis e os departamentos envolvidos são visualizados nos processo. É conhecido também com os nomes de Flow-chart, carta de fluxo do processo, gráfico de seqüência, gráfico de processamento dentre outros. Por que usar fluxogramas? Os fluxogramas representam todas as etapas que compõem um processo completo e estão baseados no raciocínio lógico de execução de determinado processo de fabricação, procedimento operacional ou estratégias e ações que devem ser implementada por um conjunto de pessoas. Os fluxogramas mostram como as coisas são feitas, e não como o chefe diz aos funcionários que a façam; não a maneira segundo o qual o chefe pensa que são feitas, mas a forma pela qual o manual de normas e procedimentos manda que sejam feitas. Eles são, portanto, uma fotografia real de uma situação estudada.” OLIVEIRA (2001). Prof. Fernando Lócio Através dos fluxogramas é possível visualizar coisas como: • Quais operações são realizadas • Onde e quem realiza as operações • Quais as entradas e saídas • Como fluem as informações • Quais os recursos gastos no processo • Qual o volume de trabalho • Qual o tempo de execução, parcial ou total • Permite visão ampla de todo o processo Principais objetivos: _ Uma padronização na representação dos métodos e os procedimentos administrativos; _ Pode-se descrever com maior rapidez os métodos administrativos; _ Pode facilitar a leitura e o entendimento das rotinas administrativas; _ Pode-se identificar os pontos mais importantes das atividades visualizadas; _ Permite uma maior flexibilização e um melhor grau de análise. Quais são os símbolos utilizados? Com um conjunto pequeno de símbolos já é possível fazer um fluxograma totalmente funcional. Veja o modelo de fluxograma no final do artigo para ter uma idéia. • O símbolo oval, significa o início ou o fim de um processo de fluxograma 3
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    O retângulo, significa uma ação • O losango significa onde uma decisão precisa ser tomada • O círculo geralmente significa o final de uma página ou coluna e mostra que a continuação do fluxograma está em outra página ou coluna. • Triângulo de cabeça para baixo significa arquivamento temporário. • Triângulo normal arquivamento definitivo. Como fazer um fluxograma? Ao contrário do que se possa pensar, fazer um fluxograma é muito simples. Depois que você começar vai ficar viciado. Há cinco passos a seguir na elaboração de um fluxograma. • Escolher um processo específico que se queira documentar • Escolher os pontos lógicos de início e fim do processo • Definir quem irá documentar o processo • Documentar os passos reais do processo • Validar a exatidão do seu fluxograma com a ajuda dos especialistas nas tarefas Armadilhas de um fluxograma • Eliminar passos sem considerar o impacto em outros processos • Se você não identificar claramente seus limites, no início da elaboração do fluxograma, corre o risco de ficar documentando o processo para sempre. • Deixar de incluir os especialistas nas tarefas, no processo de elaboração do fluxograma Modelo de Fluxograma 3
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    Vejamos abaixo ummodelo de fluxograma 3
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    Planejamento Organização Direção Controle Dividir o trabalho Designar as pessoas Definir os padrões Definir a missão Designar as atividades Coordenar os Monitorar o Formular objetivos desempenho esforços Agrupar as Definir os planos atividades em Avaliar o para alcançar os Comunicar O PROCESSO ADMINISTRATIVO cargos órgãos e desempenho objetivos Motivar Alocar recursos Ação corretiva Programar as 4 atividades Liderar Definir autoridade e responsabilidade Orientar
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    As quatro funçõesadministrativas Planejamento Formular objetivos e os meios para alcança-los Resultados Recursos Controle Organização Desempenho Humanos Monitorar as Modelar o trabalho, Financeiros Objetivos alocar recursos e Produtos atividades e Materiais e corrigir os desvios coordenar atividades Tecnologicos Serviços Eficiência Informação Eficácia Direção Designar pessoas, dirigir seus esforços, motivá-las, liderá-las e comunicar 4
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    Planejar Definir objetivos Verificar onde as coisas estão hoje Desenvolver premissas sobre condições Organizar Dirigir futuras (cenários) Identificar meios para alcançar os objetivos Implementar os planos de ação necessários Os quatro tipos de planos Relacionados Métodos de trabalho Procedimentos com ou de execução. Métodos Representados por organogramas. Tipos Relacionados Receita / despesa Orçamentos de com em um dado espaço Dinheiro de tempo. Correlação entre tempo Planos Relacionados e atividades (agendas). Programas ou com Representados por Programações Tempo cronogramas. Organizar Como as pessoas Dividir o trabalho Regras ou Relacionados devem se comportar Regulamentos com em determinadas Agrupar as situações. Comportamentos Atividades em uma estrutura lógica Designar as pessoas para sua execução A função de organizar Alocar os recursos Coordenar os esforços 4
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    Planeja Dirigir Controlar A função de dirigir Dirigir Dirigir os esforços para um propósito comum Comunicar Liderar Planejar Organizar Controlar Motivar Orientar as Pessoas Impulsionar as pessoas A função de controlar Controlar Definir padrões de desempenho Monitorar o desempenho Planeja Organizar Dirigir Comparar o desempenho com os padrões estabelecidos Tomar a ação corretiva para corrigir desvios e assegurar o alcance dos objetivos As quatro fases do controle Estabelecimento de padrões 4
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    Ação Observação do corretiva desempenho Comparação do desempenho com o padrão estabelecido Os quatro tipos de padrões Padrões Volume de produção de Níveis de estoque Quantidade Número de horas trabalhadas Volume de vendas Controle de qualidade do produto Tipos Padrões Controle de qualidade do de processo de Qualidade Especificações do produto CQ da matéria-prima Padrões Padrões Tempo padrão de produção de Tempo médio de estocagem Tempo Padrões de rendimento Tempo médio de atendimento Padrões de Custo de produção Custo Custo de estocagem Custo padrão MOTIVAÇÃO 4
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     Motivo, mover,movimentar.  Palavra latina motivus, movere, que significa mover; aquilo que movimenta, que faz andar.  O estudo da motivação abrange as tentativas de conhecer como o comportamento é iniciado, persiste e termina. Isso implica conhecer aqueles tipos de escolhas que são feitas, uma vez que tais escolhas seguem a orientação proposta pela individualidade de cada um. A importância da Motivação Estudo da motivação é importante para compreender os mecanismos que movimentam as pessoas, para os comportamentos de alto desempenho, indiferença ou improdutividade. O que é ser humano? Ser saudável, alimentar-se, construir amizades, reunir-se em grupos, ter contato, ficar zangado, sentir medo, usar as mãos, relembrar, pensar, escrever, desejar algo, criar, ficar contente, ficar triste, falar, cantar, dançar, rir, chorar, sentir o tempo apegar-se à vida, lutar, preocupar-se, sentir ansiedade, brincar, jogar, dormir, sonhar, ser irracional, respeitar a vida, amar. Atitudes humanas diante da motivação Quando se fala em motivação humana, parece inapropriado que uma simples regra geral seja considerada como recurso suficiente do qual se lança mão quando o objetivo é a busca de uma explicação ao mesmo tempo mais abrangente e mais precisa sobre as possíveis razões que levam as pessoas a agir. 4
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    Existem muitas razõesque levam as pessoas a agir. Grande parte delas reside no interior das pessoas, tais como os seus traços de personalidade, suas predisposições e emoções, as suas atitudes, crenças etc.  As diferentes necessidades que coexistem no interior de cada um são comparadas àquilo que também se denomina de desejos ou expectativas e têm como origem as carências dos mais diferentes tipos. As necessidades são os motivos pelos quais cada um se põe em movimento na busca de certos fins.  A existência de carências intrínsecas que são as necessidades não supridas determina um estado de desequilíbrio que, enquanto tal, gera sensações emocionalmente negativas de ameaça à integridade do indivíduo, sendo, portanto, desagradáveis. Quando as pessoas pretendem livrar-se dessa situação negativa de desequilíbrio, associam a tais expectativas a crença antecipada que determinadas ações poderão conduzi-las na direção de estados mais confortáveis pelo fato de serem capazes de restituir o equilíbrio perdido. Conceitos Motivação refere-se a forças que energizam, dirigem e sustentam os esforços de uma pessoa.  Todo comportamento, exceto reflexos involuntários, é motivado. Uma pessoa altamente motivada trabalhará com afinco para atingir metas de desempenho. Com habilidade e entendimento adequados de sua função, essa pessoa será altamente produtiva. Algumas pessoas acreditam que existem especialistas e técnicas voltadas especificamente à motivação, e que quando esses especialistas usam essas técnicas, eles fazem com que os funcionários trabalhem melhor sem nenhum benefício para eles próprios. No entanto, esse tipo de padronização não é igualmente eficaz, pela grande variação nas características e hábitos pessoais. A Motivação é uma condição fundamental e indispensável para o alcance dos objetivos do trabalho, significa mexer com o coração e a mente das pessoas, e isso só são possíveis se lidarmos com elas honestamente. (Kondo, 1989:05) Fatores que justificam a necessidade de trabalhar a motivação: • As pessoas atualmente se vêem obrigadas a ter que comprovar seu valor pessoal diante de um mercado de trabalho no qual, além de outros concorrentes, há que se preocupar valer mais do que as máquinas que ameaçam substituí-las. • As pessoas já não podem acalentar as mesmas expectativas de um relacionamento 4
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    em longo prazocom uma organização em particular. • No passado, enfatizou-se o controle sobre as pessoas como principal recurso para se conseguir delas atitudes produtivas rumo à consecução dos objetivos organizacionais. • Hoje, apanhadas de surpresa pelas rápidas mudanças tecnológicas, políticas, econômicas e sociais, muitas organizações têm procurado implementar mudanças que podem ser reconhecidas como grandes geradoras de ansiedade, incertezas, turbulências e ameaças. Nesse contexto a maioria dos trabalhadores sente-se totalmente despreparados para lutar contra a enormidade da transição que está ocorrendo. • Tem ficado claro que muitas das estratégias recentemente introduzidas pelas organizações ainda repousam em formas menos declaradas, mas ainda tipicamente controladoras. • Sofrendo, na própria pele, os resultados da imobilidade e da postura não criativa do seu pessoal, os condicionantes extrínsecos parecem ser em princípio, para as empresas a única saída plausível para o status quo que as imobiliza. • A nova perspectiva explorada diz respeito à motivação inconsciente. As pessoas não parecem estar aceitando explicações superficiais circunscritas apenas à escolha dos vários motivos que as levam à ação; há, portanto, que se falar dos processos subjacentes aos esforços de autoconhecimento, auto-avaliarão e auto- estima. COMPORTAMENTO AÇÃO OBJETIVO MOTIVO Necessidades Estímulos Impulsos Carências Vontades Desejos FRUSTRAÇÃO Desconfortos DESEQUILÍBRIO CRISE 4
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    Partindo do princípiode que a motivação é intrínseca, que brota das necessidades interiores de cada ser, que é uma força, uma energia que impulsiona na direção de algum objetivo; conclui-se que ninguém motiva ninguém, que a motivação é algo que vem de dentro pra fora e não de fora para dentro. Dessa forma, sentir-se motivado é uma responsabilidade individual. Cabe a cada colaborador fazer com que essa chama permaneça viva em seu dia-a-dia. Por outro lado, enquanto RH pode alimentar esta chama fornecendo combustível para que a manutenção da motivação do colaborador aconteça. Então, levando em consideração que a motivação é algo que parte de dentro do indivíduo, surge a pergunta: o que o colaborador pode fazer para sentir-se motivado? A proposta é que se faça uma programação mental eficiente. Uma mudança de paradigma sobre alguns aspectos. 1º - O Querer: Parece óbvio, mas se alguém tem o desejo de conseguir alguma coisa é imprescindível que possua um constante desejo em adquirir aquela coisa. Daí a importância de cada um ter bem definido um claro planejamento de vida e de trabalho. Saber o que se quer; isto é: ter foco. Embora algumas pessoas desconheçam, todo ser humano possui uma grande força interior, a força do querer, o desejo permanente para conseguir atingir os objetivos, que é diferente de ter vontade. Quando se tem apenas vontade, a tendência é acomodar-se ficando apenas na vontade mesmo. Para conseguir, é preciso um pouco mais. Além de ter vontade é preciso reunir as condições necessárias para conseguir tal feito. É persistir no querer. Portanto esse é o primeiro passo e o mais importante para manter-se motivado: Querer verdadeiramente ser uma pessoa motivada e trabalhar diariamente para isso. 2º - Pensamento Positivo: Aquele que está otimista está motivado. Aquele que vive reclamando, mais parece que atrai uma quantidade ainda maior de problemas e as pessoas se distanciam dele. Ninguém gosta de ficar próximo a pessoas pessimistas. Por isso é essencial ter atenção sobre aquilo que pensamos. Uma maneira para conseguir ter em mente mais pensamentos positivos começa por ter atenção naquilo que falamos. Evitar reclamações e dar menos atenção a detalhes desnecessários frente à imensidão do sentido dos 4
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    fatos é umbom começo. Para modificar esse quadro, faz-se necessário que ele se conscientize da importância de valorizar aquilo que é realmente importante. Que busque o sentido maior a que se propõem os acontecimentos e que saiba que a modificação desse tipo de atitude negativa é inteiramente possível e treinável. 3º - Ser um eterno Aprendiz: Mesmo com o passar dos anos e o acúmulo de experiências adquiridas, manter-se como aprendiz é uma postura bastante nobre e motivadora. Quando o profissional passa a acreditar que já conhece tudo sobre a função, o setor e a empresa em que trabalha, às vezes, este passa a entrar numa rotina de insatisfação. Acaba por não manifestar interesse em participar de programas de treinamento ou atualizações, o que resulta num profissional amargo, resistente a mudanças e viciado na rotina; portanto, desmotivado. Uma maneira que esse tipo de profissional mergulhado na prepotência pode encontrar para combater a sua própria arrogância começa ao identificá-la. E para muitos, isso não é uma tarefa fácil. Devido a construções sociais de fortes estruturas mentais e a formação de mecanismos de defesa, algumas pessoas têm extrema dificuldade no que diz respeito a perceberem defeitos nelas mesmos. Uma dica para conseguirem tal feito é desconfiarem de si mesmas. É realizarem uma autocrítica perguntando-se: Será que eu sou assim? Aquele que é humilde o bastante para reconhecer que não sabe de tudo e que tem muito a aprender, vive plenamente em busca de aperfeiçoamento. Não sofre com os erros cometidos, pois aproveita as eventuais falhas cometidas para colher algum aprendizado e isso faz parte da visão das pessoas motivadas. 4º - Aceitação a feedback: A maneira mais eficaz para lidar com esse tipo de situação é aprender a receber críticas e a gostar delas, encará-las como um trampolim para o sucesso. Quando os nossos superiores na empresa tecem comentários expondo algo que não gostaram no nosso trabalho ou no nosso comportamento, encarar isso como forma de auxílio é a opção mais adequada. Mas não estou falando de fingimento. O ideal é que esse feedback seja recebido com um sentimento sincero e que sirva como apoio para a melhora na postura profissional. É comum para algumas pessoas ficarem irritadas e até mesmo magoadas nesses momentos. Ora por receber críticas indevidas ou acusações inverídicas ou simplesmente por levarem para o lado 4
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    pessoal qualquer comentárioa cerca do seu trabalho. Estas pessoas costumam encarar as críticas como ofensas. Para que isso não aconteça o colaborador deve desenvolver a capacidade de peneirar, separar aquilo que é útil para o seu crescimento e desconsiderar aspectos irrelevantes permanecendo com a consciência tranqüila com relação ao trabalho que vem desenvolvendo, mesmo que este ainda não esteja sendo reconhecido de forma adequada Ciclo Motivacional A partir da Teoria das Relações Humanas, todo o acervo de teorias psicológicas a respeito da motivação humana passou a ser aplicado dentro das organizações. A motivação é a tensão persistente que leva o indivíduo a alguma forma de comportamento visando à satisfação de uma ou mais necessidades. Daí o conceito de ciclo motivacional: o organismo humano permanece em estado de equilíbrio psicológico (equilíbrio de forças psicológicas, segundo Lewin), até que um estímulo o rompa e crie uma necessidade. Essa necessidade provoca um estado de tensão em substituição ao estado de equilíbrio anterior. A tensão conduz a um comportamento ou ação para chegar a alguma forma de satisfação da necessidade. Se a necessidade é satisfeita, o organismo retoma ao seu estado de equilíbrio inicial, até que outro estímulo sobrevenha. Etapas do ciclo motivacional Equilíbrio Estímulo Satisfação Necessidade Tensão Comportamento/Ação 5
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    Frustração e compensação Anão realização de uma necessidade, resultante de bloqueio por alguma barreira, traz a ocorrência da frustração; Mas pode ocorrer a compensação, isto é, a transferência através da satisfação de outra necessidade. Desta forma, esta satisfação aplaca a necessidade mais importante e reduz ou evita a frustração. O importante é que toda necessidade não satisfeita interfere no comportamento. Toda necessidade não satisfeita é motivadora de comportamento, sendo que uma necessidade não satisfeita, após algum tempo pode passar a ser motivo de frustração e por conseguinte pode levar a certas reações comportamentais a saber:  Desorganização do comportamento,  Agressividade,  Reações emocionais,Alienação e apatia. Ciclo motivacional interrompido (barreira/frustração) Equilíbrio Estímulo Barreira Necessidade Tensão Comportamento/Ação Hierarquia de Necessidades de Maslow As teorias da motivação tomam como seu objeto de estudo os desejos dos seres humanos. A hierarquia das necessidades humanas proposta por A. H. Maslow (professor de Psicologia do MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em 1943 é bastante conhecida.  Ela admite que as necessidades humanas podem ser classificadas da seguinte maneira 5
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     Necessidades fisiológicas(comida, água, sexo, abrigo);  Necessidades de segurança (proteção contra ameaça ou privação);  Necessidades sociais (amizade, afeição, aconchego, amor);  Necessidades de ego ou de auto-estima ou de afirmação (independência, realização, liberdade, status, reconhecimento e auto estima);  Necessidades de auto-realização (conscientização do próprio potencial; tornar-se tudo o que é capaz);  O que Maslow salientou em seu artigo original foi que as necessidades humanas não ascendem a hierarquia em sequência ordenada, ou seja, todas as cinco necessidades estão sempre presentes, mas suas importâncias relativas gradativamente variam de um nível baixo para um alto, conforme nosso padrão de vida se eleva. Contribuições da teoria de MASLOW  Identifica importantes categorias de necessidades, que podem ajudar os administradores a criar reforçadores positivos eficazes;  É útil pensar em dois níveis gerais, nos quais as necessidades do nível mais baixo precisam ser satisfeitas antes que as do nível superior se tornem importantes;  Maslow sensibilizou os administradores para a importância do crescimento pessoal e da auto- realização. Hierarquia das Necessidades segundo Maslow Trabalho criativo e desafiante Diversidade e autonomia Participação nas decisões Necessidades Secundárias REALIZAÇÃO Responsabilidade por Resultados Orgulho e reconhecimento AUTO-ESTIMA Promoções Amizade dos colegas Interação com clientes ACEITAÇÃO Chefe amigável Condições seguras de trabalho SEGURANÇA Remuneração e benefícios Necessidades Primárias Estabilidade no emprego Intervalos de descanso FISIOLÓGICOS Conforto físico Horário de trabalho razoável 5
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    Continuação Fazer aquilo que gosta progredir na vida ser promovido REALIZAÇÃO Ser reconhecido ser elogiado AUTO-ESTIMA Sentir-se aceito p/ grupo sentir que pertence ACEITAÇÃO . Não sofre ameaça: salário, casa, alimento, etc SEGURANÇA Hierarquia de Necessidades . Alimento, saúde,sexo, abrigo ETC. FISIOLÓGICOS Auto- Estima Auto-realização Sociai Satisfação do ego S Fisiológicas Auto-desen Orgulho volvimento Relaciona- Status e prestígio Segurança mento Excelência Aliment pessoal Auto-respeito o Proteção Amizade contra: Competência Reconheci Repous Aceitação mento o Expertise Perigo Afeição Confiança Abrigo Compreensão Progresso Doença Consideração Apreciação Incerteza Desempreg Admiração dos colegas A Teoria de Herzberg Ao contrário de outros pensadores, como Abraham Maslow, que tentavam explicar as necessidades humanas em diversos campos, a Teoria de Frederick Herzberg foi, de sde o início, baseada no estudo das atitudes e motivações dos funcionários dentro de uma empresa. Herzberg desenvolveu um estudo para tentar entender os fatores que causariam insatisfação e aqueles que seriam os responsáveis pela satisfação no ambiente de trabalho. O resultado destes 5
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    estudos foi pelaprimeira vez publicado em 1959, sob o título "a motivação para trabalhar - The Motivation to Work" Os estudos incluíram pesquisas, onde os trabalhadores de diversas empresas eram estimulados a explicitar quais seriam os fatores que os desagradavam, assim como os que os agradavam na empresa. Os fatores que agradavam ao funcionário foram chamados de Motivadores. Aqueles que desagradavam levaram o nome de fatores de Higiene. Por isso, a teoria é mais conhecida como "a Teoria dos dois fatores de Herzberg: Motivação - Higiene". Os fatores de Higiene São aqueles que são necessários para evitar a insatisfação no ambiente de trabalho, mas por outro lado não são suficientes para provocar satisfação. Para motivar um funcionário, não basta, para Herzberg, que os fatores de insatisfação estejam ausentes. Pelo contrário, os fatores de satisfação devem estar bem presentes. Fatores que levam à insatisfação Fatores que levam à satisfação Política da Empresa Crescimento Condições do ambiente de Trabalho Desenvolvimento Relacionamento com outros funcionários Responsabilidade Segurança Reconhecimento Salário Realização Teoria X e Y ( Douglas McGregor) Como parte das teorias administrativas, a teoria comportamental procura demonstrar uma variedade de estilos administrativos utilizados nas organizações; o comportamento das pessoas tem relação direita com as convicções e estilos utilizados pelos administradores . As teorias X e Y, apresentam certa maneira pela qual as pessoas se comportam dentro das organizações. TEORIA X A teoria X caracteriza-se por ter um estilo autocrático que pretende que as pessoas fazerem exatamente aquilo que a organização pretende que elas façam, do jeito similar que a Administração Científica de Taylor, a Clássica de Fayol e a Burocrática de Weber. As convicções sobre o comportamento humano são as seguintes: • O homem é indolente e preguiçoso por natureza. • Não gosta de assumir responsabilidade e prefere ser dirigido. • O homem é fundamentalmente egocêntrico e seus objetivos pessoais opõem-se, em geral, aos objetivos da organização. • Persiste-se a mudanças. • A sua dependência o torna incapaz de autocontrole e disciplina. 5
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    A Administração segundoa teoria X, caracteriza-se pelos seguintes aspetos: • Responsabilidade pelos recursos da empresa (organização). • Processo de dirigir os esforços das pessoas (controle das ações para modificar o seu comportamento) • Políticas de persuasão, recompensas e punição (suas atividades são dirigidas em função dos objetivos e necessidades da empresa). • Remuneração como um meio de recompensa. 3 TEORIA Y Ë a moderna concepção de Administração, se baseia na eliminação de preconceitos sobre a natureza humana, seus principais aspetos são: • O homem meio não tem desprazer inerente em trabalhar a aplicação do esforço físico ou mental, em seu trabalho é tão natural quanto jogar e descansar. • As pessoas não são resistentes as necessidades da empresa. • As pessoas têm motivação básica e padrões de comportamento adequados e capacidades para assumir responsabilidades. • Ele não só aceita responsabilidades, também as procura. • As capacidades de imaginação e de criatividade na solução de problemas são distribuídas entre as pessoas. A teoria Y desenvolve um estilo altamente democrático através do qual administrar é um processo de criar oportunidades e proporcionar orientação quanto a objetivos. A administração se caracteriza pelos seguintes aspectos: • Ë responsabilidade da Administração proporcionar condições para que as pessoas reconheçam e desenvolvam características como motivação, potencial de desenvolvimento, responsabilidade. • Criar condições organizacionais e métodos de operações por meio dos quais possam atingir seus objetivos pessoais e dirigir seus esforços em direção dos objetivos da empresa. A teoria X, apego a um estilo administrativo de fiscalização e controle rígido, o qual limita as capacidades de participação e desenvolvimento de habilidades das pessoas, somente considera ao salário como o único estímulo. Estas considerações têm causado que não se utilizem todas as capacidades das pessoas, segundo a teoria Y, a Administração deve liberar potenciais rumo ao 5
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    autodesenvolvimento. O estiloadministrativo segundo a teoria Y, baseia-se em uma serie de medidas inovadoras e humanistas, dentre das quais salienta as seguintes: • Descentralização das decisões de responsabilidade. • Ampliação do cargo para maior significado do trabalho. • Participação nas decisões mais altas e administração consultiva. • Auto-avaliação do desempenho. McGregor classifica aos incentivos ou recompensas em diversas categorias: • Os incentivos extrínsecos – ligados ao ambiente, ralação comportamento com trabalho. • Os incentivos intrínsecos – Inerentes à próprias natureza da tarefa – realização do indivíduo em o desempenho de seu trabalho. A estratégia proposta por McGregor é a Administração deve criar condições tais que os membros da organização, em todos os nível , possam melhor alcançar seus próprios objetivos, dirigindo seus esforços para os objetivos da organização. LIDERANÇA A necessidade de um processo de liderança está presente em todas as segmentações da sociedade. Pais, professores, líderes religiosos, todos possuem como função básica a de servirem como líderes para um grupo de pessoas. A liderança decorre de uma série de características essenciais como visão do futuro, autocontrole, coragem e valores, sendo sua função primordial a junção das forças e idéias para a realização de um bem comum através da motivação gerada no grupo em que sua influência é exercida. Existem diversos tipos de liderança (COUTINHO,2004) porém os principais são o autocrático, onde ocorre um autoritarismo maior e menos liberdade para a equipe, o liberal ou laissez-faire onde a equipe tem uma liberdade exagerada e o democrático, com uma liberdade controlada, discussão constante das idéias e apoio por parte do líder. É importante traçar uma relação líder-subordinado, baseada na empatia e respeito, sem no entanto, ultrapassar os limites da relação profissional. O liderado sente-se seguro e motivado quando vê o seu líder envolvido no projeto no qual ele está inserido, quando o líder conhece o negócio e transmite esse conhecimento para que o liderado possa desenvolver bem suas tarefas e quando o líder permite ao seu liderado que ele faça realmente seu trabalho, ou seja, permitindo que se comunique, participe e tome decisões. Portanto, cabe ao líder não somente comunicar valores, mas manter relações honestas, baseadas 5
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    em confiança e, acima de tudo, garantir a tradução de valores e missão em suas ações e principalmente, em decisões concretas de negócio. Segundo Resende (2004), a liderança pode ser pensada como: “uma função de comando” ou “uma qualidade que faz com que alguém seja capaz de influenciar ou conduzir pessoas para um objetivo”. Das teorias existentes sobre liderança destacamos: a teoria dos traços de personalidade, a teoria contigencial e a teoria dos estilos de liderança. Teoria dos traços de personalidade: segundo essa teoria, alguns indivíduos já nascem líderes, ou seja, com determinadas características físicas (aparência, estatura, força física), intelectuais (autoconfiança, entusiasmo, inteligência elevada), traços sociais (cooperação, habilidades administrativas e interpessoais) e traços relacionados com a tarefa (persistência, impulso de realização e iniciativa). A Teoria contingencial desfoca a atenção do líder para o fenômeno da liderança. Liderança é uma relação entre líderes, liderados e a situação. Não se pode falar desses pilares independentemente. Quando se fala em líder, essa teoria destaca a questão da autoridade formal (não garante a liderança, mas pode facilitá-la) e as características de personalidade (tanto pode facilitar como criar obstáculos). Quanto aos liderados, a teoria aborda a questão das expectativas, dos interesses e das motivações, e afirma que aquele que satisfizer essas questões para os liderados será considerado líder. E, finalmente, quanto à situação, ou seja, a organização, a teoria reforça a importância do cenário em que o relacionamento de liderança acontece e a tarefa que está sendo executada. Teorias dos estilos de liderança: segundo essa teoria, citada anteriormente, existem três tipos de liderança: o autocrático, o democrático e o liberal ou laissez-faire. Autocrático: é o centralizador, possessivo e controlador, que ilustra o célebre ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. O líder determina as providência para execução das tarefas, na medida em que se tornam necessárias e de modo imprevisível para o grupo O líder é dominador e é “pessoal” nos elogios e críticas ao trabalho de cada membro. Democrático: permite ao funcionário maior participação, compartilhando o poder. • As diretrizes são debatidas decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. 5
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    A divisão do trabalho fica a critério do grupo e cada membro tem liberdade de escolher seus colegas de trabalho. • O grupo esboça as providências para atingir o alvo e pede conselhos ao líder, que sugere alternativas para o grupo escolher • O líder procura ser um membro normal do grupo, em espírito. • O líder é objetivo e limita-se aos fatos nas críticas e elogios. Liberal ou Laissez-faire: não se envolve com as atividades de áreas de seus funcionários e exerce pequenas influências, conhecido como “deixa rolar”, tendo, portanto, menor visibilidade por parte dos funcionários. • Há liberdade total para as decisões grupais ou individuais,e mínima participação do líder. • A participação do líder é limitada apresentando apenas sugestões quando solicitado a faze-las • A divisão do trabalho e escolha dos colegas fica totalmente a cargo do grupo. Absoluta falta de participação do líder • O líder não avalia o grupo nem controla os acontecimentos. • Apenas comenta as atividades quando perguntado As teorias sobre liderança. Teorias de Traços Características marcantes As teorias sobre liderança. de Personalidade de personalidade possuídas pelo Líder Teorias sobre Maneiras e estilos de Estilos de Liderança comportamento adotados pelo Líder Teorias Situacionais Adequação do comportamento de Liderança do Líder às circunstâncias da situação e dos liderados CULTURA 5
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    PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DAQUALIDADE “PLANEJAR é traçar as decisões de hoje para alcançar os objetivos e as metas de desenvolvimento e progresso que queremos obter no futuro.” O planejamento, operacionalizado através de planos de ação, que devem ser acima de tudo, ágeis e flexíveis, difundidos em forma de cascata, desde a alta direção até a base da organização, permitindo dessa forma à empresa adaptar-se rapidamente às novas situações que possam surgir, entre elas: • novas necessidades do mercado e dos clientes; • produtos e serviços com ciclos de vida cada vez mais curtos; • rápidos avanços tecnológicos; • etc. Para tal utiliza-se a filosofia “HOSHIN KANRI”, que tem por objetivo fundamental, provocar um desdobramento de Políticas, posteriormente um desdobramento de Metas - Meios e, por último, um desdobramento de Planos de Ação. ESTRATÉGIA: “A estratégia é a ‘arte’ de empregar os recursos disponíveis, apoiando-se nas fortalezas existentes, para seguir as políticas definidas pela organização, até alcançar os objetivos estabelecidos.” 5
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    Dois Enfoques daEstratégia 1- Estratégia Geral: A Estratégia Geral é a encarregada de conceber a direção global da empresa, desde o ponto de vista total. Seu papel se inicia a partir a MISSÃO própria da empresa, e dos VALORES nos quais a missão se baseará. Com isso se estabelecem as POLÍTICAS gerais da organização (tecnológica, produtiva, de serviço ao cliente, etc.). Este tipo de estratégia é próprio da Alta Direção da empresa. 2− Estratégia Operativa: A Estratégia Operativa é complemento da anterior. Sem este complemento, a estratégia geral correria o grave risco de fracassar ou de converter-se em um conjunto de boas intenções. É a parte da estratégia que se desenvolve ao nível das operações, onde intervêm de forma altamente relevante os fatores logísticos e táticos. Esta estratégia é a que determina a forma e sequência das operações mais adequadas para o cumprimento dos objetivos de cada área da atividade da empresa. Por tal motivo, corresponde sua aplicação ao Diretor, Chefe ou Responsável da área em questão, esta relacionada com o “desdobramento”, no contexto do HOSHIN KANRI. 6
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    PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: Primeiro Trata-se de um nível filosófico, em primeiro lugar, no qual se estabelecem Nível os diferentes conceitos (missão, valores e políticas empresariais) que definirão o caminho a seguir no futuro imediato pela organização. Segundo Consiste em um nível analítico, no qual se contempla o desenvolvimento Nível de uma exaustiva análise interna (fortalezas, debilidades, problemas) e externa (ameaças, oportunidades,...). Terceiro Inicia-se o nível operativo, no qual se deverão estabelecer os objetivos, Nível estratégia e planos de ação, a serem desenvolvidos nos diferentes níveis da organização. Quarto Por último, deve-se assegurar que os planos de ação projetados no terceiro Nível nível são aplicados, cumprindo-se os objetivos planejados. Para isso, se estabelece o nível de continuidade e controle. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE: O conceito QUALIDADE, deixa de ser um conceito estritamente técnico, para converter-se em um conceito ESTRATÉGICO. Surge, durante os anos 80, o Planejamento Estratégico da Qualidade, como uma ferramenta fundamental a todo programa de GQT. “POLICY DEPLOYMENT ou HOSHIN KANRI” Hoshin — visão, propósito, direção  metodologia para desenvolver uma direção estratégica. Kanri  direção ou controle. Hoshin Kanri (policy deployment)  desdobramento de políticas ou desdobramento de metas - meios. Hoshin Kanri oferece um processo de planejamento, execução e revisão, passo a passo, para dirigir a mudança. Isto é, uma estrutura de planejamento que levará os processos críticos selecionados até o nível de rendimento desejado. O Hoshin Kanri atua em dois níveis: 1− A nível de planejamento estratégico; 2− A nível da gestão diária (bom funcionamento da empresa). O Hoshin Kanri é a aplicação do ciclo P-D-C-A, ao processo de direção empresarial. O Hoshin Kanri é uma metodologia totalmente integrada ao GQT. 6
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    PRIMEIRA ETAPA DOPLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE ETAPA FILOSÓFICA • Determinação da VISÃO da empresa; • Definição de POLÍTICAS GERAIS a médio e longo prazo. O que é visão da empresa? A visão da empresa representa o estado futuro da mesma, em um prazo de tempo, segundo a percepção da alta direção. Ex.: - “ Dentro de cinco anos estaremos presentes com nossa engenharia em todos os departamentos de projetos dos fabricantes de automóveis e motocicletas, onde exista oportunidade de rentabilidade e as práticas comerciais sejam éticas.” - Dentro de cinco anos estaremos presentes em todos estados brasileiros com potencial agrícola, difundindo nossa tecnologia a médios e grandes produtores rurais. Esta visão fica registrada em um documento, que se submete aos comentários e opiniões de todos os diretores da empresa. O resultado deste processo de revisão permite à alta direção obter uma Visão definitiva, que contará com o apoio e compromisso de todo o corpo gerencial da organização. DEFININDO A FILOSOFIA DA QUALIDADE Para isso é necessário desenvolver o conjunto de conceitos a seguir. Valores: Representam um ponto de partida organizacional. É o conjunto de convicções que manifestam a identidade de uma organização. Devem existir entre 5 e 10 valores na organização. Estes valores podem estar relacionados com a Qualidade, com o Serviço, com os recursos Humanos, com a Inovação, etc. Ex.: • Em Recursos Humanos: - “O respeito e apreço entre as pessoas da organização.” - “Ter assumida a filosofia de Equipe por parte de todos os colaboradores.” • Em Qualidade: - “O Serviço e atenção esmerada, em relação aos clientes, que nos caracteriza no mercado.” 6
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    • Em Tecnologia: -“Nossa capacidade de inovação, orientada ao desenvolvimento de novos produtos.” Missão: É o objetivo central da organização. Por que ou para que existe esta organização, no contexto social em que se encontra? Para redigir a missão, se devem levar em conta os seguintes aspectos: A missão deve se orientar para o exterior — ambiente, mercado, clientes, sociedade. Orientada ao serviço, mais que o produto. Orientada para o futuro (3 a 5 anos). Deve ser simples, clara, direta e original, mas confiável, para que motive às pessoas. Deve mostrar os elementos que nos diferenciam de outras empresas. A missão deve ser única para a organização, mas cada departamento ou serviço da empresa deve ter a sua própria Missão, coerente com a missão geral da empresa. Ex.: “VASP, a melhor distância entre dois pontos.” Políticas: São os roteiros e caminhos que conduzem as atividades da organização. Ex.: Nossa política de Qualidade se orienta à obtenção de produtos e Política de Qualidade serviços de alto nível de Qualidade, com a participação de todas as áreas de atividade da empresa e, vinculando os clientes e fornecedores neste processo. Política de Serviço Oferecemos o máximo serviço ao menor custo possível, para assegurar assim a satisfação do cliente. 6
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    SEGUNDA ETAPA DOPLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE - ETAPA ANALÍTICA Conceitos Iniciais: • Pontos São todos aqueles aspectos, capacidades ou conhecimentos que Fortes possuímos em grau superior à média, nos quais nos podemos apoiar, e cuja utilização garante o êxito, ou permita obter melhores resultados. • Debilidade Situação contrária à anterior. São valores, capacidades ou s conhecimentos que temos em níveis deficitários. Com sua aplicação, o fracasso é muito provável, quando não certo. • Carências Referem-se aos valores, capacidades ou conhecimentos que deveríamos possuir e não temos. • Problemas Corresponde às situações irregulares existentes na atualidade. Representam atuações ou resultados que se distanciam do esperado. • Ameaças Estão relacionados com problemas potenciais, aqueles que podem apresentar-se no futuro. • Oportunida São as situações que se apresentam ou podem se apresentar, nas des quais o êxito estaria garantido, supondo que se aproveitassem corretamente. ANÁLISE INTERNA: A análise interna da empresa consiste em identificar, por um lado, os pontos fortes existentes na organização, e por outro, as áreas de não-qualidade, isto é, debilidades, carências e problemas. Como identificar tais fatores — deve se utilizar o emprego de alguma técnica participativa de geração de idéias, o “Brainstorming” por exemplo. O PADRÃO DE ANÁLISE PESSOAS - ATIVIDADES: Trata-se de uma malha ou quadro de dupla entrada, na qual contratam-se as pessoas da equipe, seu perfil e suas características, com as atividades, produtos e serviços que se realizam na correspondente área de atividade da empresa. Instrumento de caráter gerencial. Para poder este padrão é necessário dispor de informações prévias: • Um inventário completo dos recursos humanos, contendo aspectos relacionados à sua vocação, capacidades, formação, qualificação, experiência, motivações e desmotivações, expectativas de futuro, etc. • Um rol completo de todas as atividades, produtos e/ou serviços realizados na área objeto de análise, uma lista exaustiva de tudo o que se desenvolve. 6
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    ANÁLISE EXTERNA (AMBIENTAL): A análise ambiental deve trazer informações sobre: ♦ Previsões sobre novos produtos ou serviços; ♦ Novas tecnologias; ♦ Mudanças políticas, econômicas e sociais; ♦ Comparação com a concorrência; ♦ Configurações mercadológicas; ♦ Etc. O Padrão de Análise Estratégica SWOT O termo “SWOT”, refere-se a um modelo de análise que consiste em um diagrama de quatro casas nas quais se devem anotar, os seguintes itens previamente identificados: Strenghts = Pontos Fortes Weakness = Pontos Fracos Opportunities = Oportunidades Threats = Ameaças PONTOS FORTES PONTOS FRACOS SWOT 1 2 3 4 5 6 6 5 4 3 2 1 A 1 M 2 A B E 3 A 4 Ç 5 A 6 S 7 O 7 P 6 O 5 R 4 T 3 U 2 C D N. 1  - Correl. Forte  - Correl. Média  - Correl. Impossível ou Negativa  - Correl. Baixa  - Não Há Correlação Os números que aparecem no padrão, indicam a ordem crescente de prioridade em relação aos tópicos colocados no diagrama. No padrão apresentado aparecem assinaladas as áreas prioritárias de ação (realiza-se uma análise correlacional entre os elementos integrantes das respectivas áreas), de acordo com os seguintes critérios: Área “A” As correlações que aparecem nesta área indicarão ameaças que, em geral, poderão ser abordados sem inconvenientes, já que é a zona dos pontos fortes. 6
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    Área “B” Representa a área dos fracassos certos. As correlações nesta área apresentarão ameaças que atentam contra os pontos fracos identificados. Para evitar este fracasso, é preciso estabelecer uma clara estratégia para superar as fraquezas ou para eliminar as ameaças. Área “C” Zona dos êxitos certos, que para tais correlações se converterem realmente em sucessos, é necessário estabelecer uma adequada estratégia para aproveitamento das oportunidades. Área “D” As oportunidades que se correlacionam nesta área, dificilmente serão aproveitadas a curto prazo, por estar na parte dos pontos fracos. Para obter êxito neste caso, seria importante converter as fraquezas em pontos fortes, para isso são necessários planos de ação a médio e longo prazo. TERCEIRA ETAPA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE-ETAPA OPERATIVA Nesta etapa serão tratados um conjunto de temas que se correspondem com os passos do HOSHIN KANRI: ♦ Planejar metas e meios; ♦ Estabelecer elementos de controle; ♦ Desdobrar metas e meios; ♦ Desdobrar os elementos de controle; ♦ Executar os planos de ação. Planejar Metas e Meios: A combinação de metas e meios pode receber o nome de POLÍTICA ou DIRETRIZ. Para se determinar ao longo da organização Metas e Meios, utilizam-se as ferramentas clássicas de Controle de Qualidade. Estas Metas e Meios devem se desdobrar a todos os níveis hierárquicos. O resultado que se obtém deste passo é um plano de metas - meios para a empresa, que deve ser comunicado amplamente. Este plano não deve ser um instrumento rígido, deve ser passível de revisões à medida que se observam mudanças. QUARTA ETAPA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA QUALIDADE - ETAPA DE ACOMPANHAMENTO E CONTROLE Esta etapa tem por finalidade assegurar que os Planos de Ação estão sendo aplicados, cumprindo-se os objetivos planejados. Para isso avaliam-se os resultados que estão sendo alcançados, relacionando-os com as metas propostas, e mensurando o desvio. Um desvio importante significa um problema crítico. Neste caso o estudo do processo, centrado na busca das causas principais, é melhor forma de se evitar a repetição dos desvios. A operacionalidade desta etapa é feita através de um diagnóstico situacional, conceito este que apresenta algumas diferenças em relação ao conceito clássico de auditoria: 6
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    AUDITORIA DIAGNÓSTICO Realizada, normalmente por terceiros, Tende a desenvolver-se pelo ou um departamento de auditoria Presidente, Diretor Geral, Diretor de interna. Área, etc. Existem normas de referência Não existem normas de avaliação, ou (procedimentos, manuais de qualidade, são usadas de forma flexível. etc.). A avaliação se realiza de acordo com A avaliação se baseia na informação uma escala de pontuação, baseada nas fornecida pela pessoa submetida a normas de referência anteriores. diagnóstico, enfatizando o diálogo. O auditor remete um relatório à direção A pessoa que realiza o diagnóstico, do avaliado, desligando-se das acompanha a evolução da situação melhorias a implantar como avaliada. consequência da auditoria. Esta etapa, dito de outra forma, consiste em efetuar uma Verificação, realizada por uma pessoas de hierarquia superior, do grau de alcance dos Planos de Ação. A periodicidade desta verificação global tende a ser anual. Permanentemente, faz-se por parte de cada responsável por atividade na organização, uma auto-avaliação do andamento dos Planos a serem implementados. Por fim é de extrema importância a comunicação de maneira ampla, dos resultados, problemas, perspectivas futuras em relação aos Planos de Ação executados. Qualidade 6
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    Qualidade: Gênesis A buscapela qualidade é tão antiga quanto a própria história do homem. Desde o princípio, em todas as civilizações, pode ser vista a busca pela perfeição, a tentativa de fazer as coisas sempre um pouco melhor. Contudo, enquanto disciplina formal, a origem da Qualidade remonta ao início do século, seguindo a implantação das linhas de produção em série. Na década de 30 surgiu o Controle de Qualidade, implementado por Shewart que permitia monitorar o processo e identificar quando devem ser feitas ações de melhoria. Quase ao mesmo tempo, outro engenheiro americano, Fisher, desenvolvia uma metodologia chamada de Projeto de Experimentos, que mais tarde seria utilizada na indústria para a otimização de produtos e processos. Continuando, em 1950, puxada pela indústria aeronáutica e aeroespacial, iniciaram os estudos formais de confiabilidade, que permitiriam estimar o tempo de vida de componentes e sistemas. Mais adiante, na década de 1970 surgiu o TQC – Total Quality Control ou Gerenciamento da Qualidade Total. Essa técnica surgiu no Japão e logo a seguir foi amplamente difundida primeiro nos Estados Unidos e depois no resto do mundo. A revolução da qualidade – 1980 O crescimento da oferta e a crise do petróleo, em 1970, criaram condições muito difíceis para as empresas. Nesta época. ficou evidente que muitas empresas deixariam de existir. Esse era o cenário propício para o surgimento do TQC ou gestão pela qualidade. O TQC prega que todas as etapas, desde o planejamento do produto até o pós venda, devem ter uma visão orientada para qualidade. Muitas empresas entenderam que esse seria o diferencial que iria garantir a sua sobrevivência e implantaram programas de qualidade total. A revolução da qualidade – 1980 Assim, na década de 1980 observou-se uma fantástica mudança na forma de gerenciar os negócios e nas relações entre empresas e clientes. A produtividade, que era a palavra de ordem na primeira metade do século abriu espaço para a qualidade. O importante não é produzir muito, mas sim produzir produtos com qualidade. E qualidade é avaliada pelo cliente, ou seja, é preciso produzir produtos que satisfaçam ao cliente. O cliente passa a ser o centro das atenções; ele passa a ser o motivo da existência das empresas; ele decide se a empresa permanece ou não no mercado. As especialidades da qualidade Gestão da qualidade Engenharia da qualidade Sistemas de Qualidade 6
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    A gestão daqualidade é a área da qualidade que se preocupa com os aspectos organizacionais. Toda a organização deve estar voltada para a qualidade. Assim, é necessário estabelecer formas de avaliar a qualidade demandada pelo cliente, e moldar a organização no sentido de atender essas demandas. Os padrões de excelência devem ser observados em todas as atividades. Na telefonista, no recebimento de pedidos, na manufatura, na expedição, na distribuição e no pós venda. Visão da qualidade segundo DEMING: criar constância de propósito para melhoria do produto e serviço, instituir treinamento e retreinamento, melhoria constante de sistema de produção e serviço; Gestão da Qualidade Os 14 princípios de Deming: Princípio 1 “Estabeleça a constância de propósitos para a melhoria do produto e de serviço, objetivando tornar-se competitivo, manter-se em atividade e criar empregos” Princípio 2 “Adote a nova filosofia. Estamos numa nova era econômica. A administração ocidental deve acordar para o desafio, se conscientizar de suas responsabilidades e assumir a liderança no processo de transformação” Princípio 3 “Deixe de depender da inspeção para atingir a qualidade. Elimine a necessidade de inspeção em massa, introduzindo a qualidade no produto desde seu primeiro estágio” Princípio 4 Deixe de aprovar orçamentos com base no preço. Ao invés disso, pense em minimizar o custo total. “Desenvolva um único fornecedor para cada item, num relacionamento de longo prazo fundamentado na lealdade e confiança”. Princípio 5 “Melhore constantemente o sistema de produto e de serviços, de modo a melhorar a qualidade e a produtividade e, conseqüentemente, reduzir de forma sistemática os custos”. Princípio 6 “Institua treinamento no local de trabalho” Princípio 7 6
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    “Institua liderança. Oobjetivo da chefia deve ser o de ajudar as pessoas e as máquinas e dispositivos a executarem um trabalho melhor. Princípio 8 “Elimine o medo, de tal forma que todos trabalhem de modo eficaz para a empresa” Princípio 9 “Elimine as barreiras entre os departamentos. As pessoas engajadas em pesquisas, projetos, vendas e produção devem trabalhar em equipe, de modo a preverem problemas de produção e de utilização do produto ou serviço” Princípio 10 “Elimine lemas, exortações e metas para a mão-de-obra que exijam nível zero de falhas e estabeleçam novos níveis de produtividade. Tais exortações apenas geram inimizades, visto que o grosso das causas da baixa qualidade e da baixa produtividade encontram-se no sistema estando, portanto, fora do alcance dos trabalhadores” Princípio 11 “a) Elimine padrões de trabalhos (quotas) na linha de produção. Substitua-os pela liderança. b) Elimine o processo de administração por objetivos. Elimine o processo de administração por cifras, por objetivos numéricos. Substitua-os pela administração por processos através do exemplo de líderes” Princípio 12 a) Remova as barreiras que privam o operário de ter seu direito de orgulhar-se de seu desempenho. A responsabilidade dos chefes deve ser mudada de números absolutos para a qualidade. b) Remova as barreiras que privam as pessoas da administração e da engenharia de seu direito de orgulharem-se de seu desempenho. Isto significa, abolir a avaliação anual de desempenho ou de mérito, bem como da administração por objetivos” Princípio 13 “Institua um forte programa de educação e auto-aprimoramento” Princípio 14 “Engaje todas da empresa no processo de realizar a transformação. A transformação é da competência de todo mundo” A Qualidade no passado e no presente 7
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    PASSADO PRESENTE Qualidade como fator tático Qualidade como fator estratégico (curto prazo) (longo prazo) Qualidade e produtividade Qualidade e produtividade são aliados são antagônicos Enfoque na qualidade do produto Enfoque na qualidade do processo (detecção) (prevenção) Qualidade como responsabilidade de Qualidade como responsabilidade de toda a uma única área organização Ênfase no cumprimento de normas ou Ênfase nas necessidades dos clientes e concorrência melhoria contínua Prioridade em custo Prioridade em qualidade Problemas causados pela mão-de-obra Problemas causados pela administração 7
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    ATINGIMOS NOSSA META,MAS LEMBRE-SE... Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui. E mesmo se você não puder perceber, a terra e o Universo vão cumprindo o seu destino. Procure, pois, estar em paz com DEUS, seja qual for o nome que você lhe der. No meio de seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do ser, a harmonia e a paz. Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito. Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade... 7