Substituição Aromática
      Eletrofílica

   Professora : Adrianne Mendonça
Substituição Aromática Eletrofílica:
                   Mecanismo Geral

                              +
                                      E                  E              E
             E−A                      H                  H              H
             δ+ δ-                                                  +
                                               +


Etapa 1 (lenta)
                                          Íon Arênio (complexo σ)


                     +                             E
                         E
                         H                              + H−A
                                  −
                              A


                  Etapa 2 (rápida)
Sustituição Eletrofílica


          E1            E1

    E1+        E2
                    +
                             E2
E1    ??


                +
           E2
     ??
     ??
E1
E1           E1
       E2


                   E2
                        E2
orto        meta        para
Grupos Ativadores – Doadores
 de elétrons (Bases de Lewis)
∗ São todos os compostos capazes de estabilizar
  os intermediários catiônicos, e podem fazê-lo
  por efeito de indução ou ressonância
∗ Efeito de indução: Grupos alquila (CH3—)
∗ Efeito de ressonância: Nitrogênio e Oxigênio
  ligados diretamente ao anel.
∗ O efeito de ressonância é mais importante
  (efetivo) que o de indução
∗ São orto-, para- dirigentes.
Teoria dos Efeitos dos Substituintes sobre a
          Substituição Aromática Eletrofílica

Efeito Indutivo
         δ−   δ+
         R                        R = F, Cl ou Br


                                                   O
          −NR3+         −CX3          −NO2        −C−G       G = H, R, OH ou OR

Ressonância                       R                            R+
                              +
               E                              E

                   H                               H

                       −NH2       −NH2       −OH       −OR       −X
Grupos Ativadores

      +      +
A    A      A       A+           δ+ A

                             −
                         δ              δ−


                                   δ−
Grupos Desativadores –
    Receptores de elétrons
       (Ácidos de Lewis)
• São todos os compostos que desestabilizam
  os intermediários catiônicos, e podem fazê-lo
  por efeito de indução

• Todo grupo com um átomo ligado
  diretamente ao anel e que possua carga
  parcial positiva será um grupo desativador.
• São meta- dirigentes. Exceção ao cloro,
  que é orto- e para- dirigente.
Grupos Desativadores
              -
         N   δ               δ
                                 -
                                                   δ-
                             O             H       O          R
         C δ+                        Cδ+                Cδ+




       δ-
     O            OH                  O        O          O
            Cδ+                                         O      O
                                           N               S 2+

    Também ésteres,
cloretos de acila e amidas
Grupos Desativadores


D    D-       D
               -
                      D-        δ− D
                                           +
                           δ+          δ


                                  δ+
Orientador vs Ativador


∗ O termo Orientador, refere-se à posição relativa dos
  grupos em um anel Benzênico.

∗ O termo Ativador, refere-se ao aumento na
  velocidade de reação do anel Benzênico frente a um
  substituinte.
Teoria dos Efeitos dos Substituintes sobre a
          Substituição Aromática Eletrofílica


      Quando     benzenos    substituídos   sofrem   ataque
eletrofílico, os grupos já presentes no anel afetam tanto a
velocidade da reação, quanto o sítio de ataque. Dizemos,
portanto, que grupos substituídos afetam tanto a reatividade
como a orientação nas SAE.


      Grupos Ativadores          Orientadores orto-para

    Grupos Desativadores           Orientadores meta
Teoria dos Efeitos dos Substituintes
          sobre a Substituição Aromática
Exemplos:
                    Eletrofílica
               CH3
                                   CH3                    CH3                 CH3
                                          NO 2
                     HNO3
                                                +                  +
                     H2SO4

                                                                 NO 2
 Ativador                                                                     NO 2
 orto-para                   o-nitrotolueno          m-nitrotolueno     p-nitrotolueno
                                  59%                      4%                37%
             NO2
                                  NO2                    NO2                 NO2
                                          NO2
                     HNO3
                                                +                 +
                     H2SO4

                                                                 NO2

 Desativador                                                                 NO2
                             o-dinitrobenzeno       m-dinitrobenzeno    p-dinitrobenzeno
    meta                             6%                    93%                  1%
Teoria dos Efeitos dos Substituintes sobre a
             Substituição Aromática Eletrofílica

Orientadores orto-para          Orientadores meta
Ativadores Fortes               Desativadores Moderados
                            -
-NH2, -NHR, -NR2, -OH, -O       -C≡N, -SO3H, -CO2H, -CO2R, -CHO,
                                -COR

Ativadores Moderados            Desativadores Fortes
-NHCOCH3, -NHCOR, -OCH3, -OR    -NO2, -NR3+, -CF3, -CCl3

Ativadores Fracos
-CH3, -C2H5, -R, -C6H5

Desativadores Fracos
-F, -Cl, -Br, -I
Teoria dos Efeitos dos Substituintes sobre a
          Substituição Aromática Eletrofílica




Reatividade
Teoria dos Efeitos dos Substituintes sobre a
       Substituição Aromática Eletrofílica

                    Orientação
Orientadores meta
Exemplo:
                            CF3



Orientadores orto-para
Exemplo:
                            NH2
Bibliografia
1. SOLOMONS, T.W.G.; FRYHLE, C.B. Química Orgânica. Rio de
   Janeiro: LTC Editora. Vol 1, 7.ed., 2001; Vol 2, 7a ed., 2002.
   (Capítulos 14 e 15).

2. VOLLHARDT, K.P.C.; SCHORE, N.E. Química Orgânica:
   Estrutura e Função. Porto Alegre: Bookman. 4.ed., 2004.
   (Capítulos 15 e 16).

3. BARBOSA, L.C.A. Introdução à Química Orgânica. São Paulo:
   Prentice Hall. 2004. (Capítulo 5).

4. McMURRY, J. Química Orgânica. São Paulo: Pioneira Thomson
   Learning. Vol 1, 2005; Vol 2, 2005. (Capítulos 15 e 16).
Compostos Carbonílicos
Compostos                             Grupo
Carbonílicos                    O   carbonílico




    R              R                   R                   R
              O                 O                   O              O
   H              R'                 HO                 R 'O

    Aldeído            Cetona           Ácido               Éster
                                      Carboxílico        Carboxilato
Nomenclatura – Aldeídos

 No sistema IUPAC, os aldeídos são nomeados substitutivamente, trocando-
  se o final -o do nome do alcano correspondente por -al.
 Uma vez que o grupo aldeído está no final da cadeia carbônica, não há
  necessidade de indicar sua posição. Quando outros substituintes estão
  presentes, entretanto, dá-se ao C do grupo carbonílico a posição 1.
 Os aldeídos, cujo grupo –CHO é ligado a um sistema cíclico, são nomeados
  substitutivamente adicionando-se o sufixo carbaldeído.
          O                      O                    O                CH3
                                                                                 O
  H   C                H3C   C         CH3CH2 C                     CH3CHCH2 C
          H                      H                    H                          H
formaldeído              etanal            propanal                 3-metilbutanal
                      (acetaldeído)
                  O                                           O
              C       benzenocarbaldeído                  C       cicloexanocarbaldeído
                  H      (benzaldeído)                        H
Nomenclatura – Cetonas

 As cetonas são denominadas substitutivamente trocando-se o final -o do
  nome do alcano correspondente por –ona. A cadeia carbônica é numerada
  de modo que o átomo de C da carbonila tenha o menor número possível,
  este numero é utilizado para designar sua posição.
 Nomes comuns para cetonas são obtidos nomeando-se separadamente os
  dois grupos ligados ao grupo carbonílico, adicionando-se a palavra cetona
  como uma palavra separada.

           O                                          O

      C H 3C C H   3
                                                 C H 3C C H 2C H 2C H   3

propanona ou acetona                              2-pentanona
   (dimetil cetona)                O           (metil propil cetona)             O

                         C H 3C H 2C C H   3
                                                                            C H 3C C H 2C H = C H   2
                            butanona                                        4-penten-2-ona
                       (etil metil cetona)                                  (alil metil cetona)
Propriedades Físicas de Aldeídos e Cetonas

                                   O            O

 C H 3C H 2C H 2C H   3
                          C H 3C H 2C H    C H 3C C H   3   C H 3C H 2C H 2O H
     butano                propanal         acetona            propanol
  p.e. – 0,5 °C           p.e. 49 °C      p.e. 56,1 °C       p.e. 97,2 °C
   (MM = 58)              (MM = 58)        (MM = 58)          (MM = 60)


     Ligação de hidrogênio (aldeídos e cetonas X álcoois)

 Solúveis em água: (ligações de hidrogênio entre as moléculas
                              dos aldeídos e/ou cetonas com moléculas de
                              água).
Reações de Oxidação-Redução em
                Química Orgânica

A redução de uma molécula orgânica corresponde, normalmente,
ao aumento de seu conteúdo de hidrogênio ou à diminuição de
seu conteúdo de oxigênio.
[H] é o símbolo utilizado para indicar que houve redução sem
especificar o agente redutor.

A   oxidação    de   uma        molécula   orgânica   corresponde,
normalmente, ao aumento de seu conteúdo de oxigênio ou à
diminuição de seu conteúdo de hidrogênio.
[O] é o símbolo utilizado para indicar que houve oxidação sem
especificar o agente oxidante.
Síntese de Aldeídos

                                         O                       O
                            [O]                       [O]
        R-CH2OH                         RCH                     RCOH
                            [H]                       [H]
         álcool 1ário                  aldeído              ácido carboxílico

 Aldeídos por oxidação de álcoois primários
                                   O
                        PCC
        R-CH2OH                   RCH          PCC = clorocromato de piridínio
                    CH2Cl2


 Aldeídos por redução de ácidos carboxílicos
          O                        O
                   LiAlH4                    LiAlH4
                                                      R-CH2OH
         RCOH                     RCH
Síntese de Cetonas


  Cetonas a partir de alcinos
                                                                                      H
                                 HgSO4        H
    C       C       + H−OH                                                            C   C
                                                  C   C
                                  H2SO4                                               H        O
                                                          OH

                                          álcool vinílico (instável)                  cetona

Tautomerização ceto-enólica
                     H                                                    O       H
        +                                         H
H   O       H                                                         H       H
                +        C   C                    C   C                           C   C       + H3O+
                                                              +                           O
    H                            OH                       O       H               H
                                                  H
                    forma enólica                                         forma cetônica
Grupo Carbonílico



                               +  -
      C    O                  C O             ou     C      O
                                                     δ+     δ−
          estruturas de ressonância                  híbrido


   O oxigênio (mais eletronegativo) atrai fortemente os elétrons de
ambas as ligações σ e π, fazendo com que o grupo carbonílico seja
altamente polarizado. O átomo de carbono carrega uma carga parcial
positiva substancial e o átomo de oxigênio carrega uma carga parcial
negativa substancial. A polarização da ligação π pode ser
representada pelas estruturas de ressonância.
Adição Nucleofílica à Ligação
                    Dupla Carbono-Oxigênio



             R               Nu                        Nu
  −                                            H− Nu                        −
 Nu      +                                 -
                  C   O               C   O                     C   OH   + Nu
                             R                         R
             R'   δ + δ−         R'                        R'

nucleófilo forte



 Os aldeídos são mais reativos em adições nucleofílicas do que
as cetonas (fatores estéricos).
Ácidos Carboxílicos e Derivados
              (Compostos Acílicos)



                                           O
          grupo carboxílico            C
                                           OH


  O grupo carboxílico é o grupo gerador de uma família enorme de
compostos chamados de compostos acílicos ou derivados de ácido
carboxílico.
Estrutura                   Nome do composto acílico
        O

        C
    R
                              cloreto de acila (ou cloreto de ácido)
              Cl

        O           O

        C           C         anidrido de ácido
    R         O         R'

        O

        C
    R
                              éster
              OR'


    R C       N              nitrila
    O                   O                  O
    C                   C                  C
R       NH2         R        NHR'      R       NR'R''   amida
Nomenclatura - Ácidos Carboxílicos

 No sistema IUPAC, substitui o sufixo –ano do nome do alcano equivalente,
  que corresponde à maior cadeia do ácido, pela adição –óico precedida pela
  palavra ácido.
                       CH   3
                                     O                                   O

              C H 3C H 2C H C H 2C H 2C O H      C H 3C H = C H C H 2C H 2C O H

            ácido 4-metilhexanóico      ácido 4-hexenóico
 Substância            Nome sistemático    Nome comum p.e. (oC)
 HCOOH                          ác. metanóico           ác. fórmico               100,5
 H3CCOOH                        ác. etanóico            ác. acético               118

 H3C(CH2)2COOH                  ác. butanóico           ác. butírico              164

 H3C(CH2)3COOH                  ác. pentanóico          ác. valérico              187

 H3C(CH2)4COOH                  ác. hexanóico           ác. capróico              205
Sais de Ácidos Carboxílicos


 Nomenclatura: São caracterizados pela terminação –ato, tanto na
  sistemática IUPAC quanto na comum, substituindo-se o –ico do
  nome e retirando a palavra ácido da frente.


       CH3COONa: acetato de sódio ou etanoato de sódio



 Os sais de sódio e de potássio da maioria dos ácidos carboxílicos são
  facilmente solúveis em água, mesmo os de cadeias longas (principais
  componentes dos sabões).
Acidez dos Ácidos Carboxílicos


 A maioria dos ácidos carboxílicos não-substituídos possui valores de pKa
  na faixa de 4-5. Esta acidez relativa explica porque os ácidos
  carboxílicos reagem facilmente com soluções aquosas de NaOH e
  NaHCO3 para formar sais de sódio solúveis.

                                H2O
            COOH + NaOH                            COO−Na+ + H2O


      pKa 4,19

                               H2O
            COOH + NaHCO3                          COO−Na+ + CO2 + H2O
Cl                    Cl                   H                  H
 Cl   C    COO H       Cl   C    CO O H     Cl   C    COO H    H    C    CO O H
      Cl                    H                    H                  H
 ác. tricloroacético   ác. dicloroacético   ác. cloroacético       ác. acético

      pKa 0,70              pKa 1,48             pKa 2,86           pKa 4,76




 Os ácidos carboxílicos que possuem grupos retirantes de elétrons são
  mais fortes que os ácidos não-substituídos, devido ao efeito indutivo.
Ésteres

Ésteres são produtos de uma reação de condensação entre um ácido carboxílico e
um álcool. Os ésteres são nomeados como se fossem “sais de alquila” dos ácidos
carboxílicos.       O                       O

                      R−C−OH + H−OR'         R−C−OR' + H2O

 Os nomes dos ésteres são formados a partir do ácido de onde provêm (com
  terminação –ato ou –oato) e dos nomes do álcool (com a terminação –ila). A
  palavra ácido do nome do ácido carboxílico é retirada e a contribuição do
  nome relacionado ao álcool vem em segundo lugar.




                        propanoato de                          p-clorobenzoato de
acetato de etila ou                     acetato de vinila ou
                          terc-butila                                  etila
 etanoato de etila                       etanoato de vinila
Anidridos Carboxílicos

Os anidridos são, formalmente, derivados de duas moléculas de ácido carboxílico
pela remoção de uma molécula de água.
                 O            O               O     O

              R−C−OH    + H−O−C−R'          R−C−O−C−R' + H2O


 Os nomes da maioria dos anidridos são formados retirando-se a
  palavra ácido do nome dos ácidos caboxílicos, e depois se adiciona a
  palavra anidrido.




 anidrido acético ou     anidrido acético-butírico ou
  anidrido etanóico      anidrido butanóico-etanóico       anidrido succínico
Cloretos de Acila ou Cloretos de Ácido




 Seus nomes são formados pela substituição da palavra ácido pela
  palavra cloreto, e da terminação –ico pela terminação –ila.


           O                                                  O
                                      O
           C                                                  C
    H 3C        Cl                    C            H 5C   6       Cl
                          H 3C H 2C       Cl
  cloreto de etanoila
                                                 cloreto de benzoíla
 ou cloreto de acetila
                         cloreto de propanoila
Amidas

 Os nomes das amidas que não possuem substituintes no átomo de N
  são formados pela retirada da palavra ácido e terminação –ico do nome
  comum do ácido (ou –óico do nome substitutivo), e então adiciona-se –
  amida. Os grupos alquila no átomo de N das amidas são nomeados
  como substituintes, sendo precedidos por –N ou –N,N.
                                                                        O
         O                              O                                                           O
                                                                        C        CH
         C                              C                        H 3C       N            3          C
  H 3C       NH   2
                             H 5C   6         NH   2
                                                                                             H 3C       N H C 2H   5
                                                                                CH   3



     acetamida                 benzamida                        N,N-dimetilacetamida          N-etilacetamida

                               O
                                                                N-fenil-N-propilacetamida
                               C              C 6H
                      H 3C                             5
                                        N
                                            C H 2C H 2C H   3
Nitrilas
 Na nomenclatura substitutiva da IUPAC, as nitrilas acíclicas são
  denominadas pela adição do sufixo –nitrila ao nome do hidrocarboneto
  correspondente. O átomo de carbono do grupo –C N é assinalado
  como o número 1.
    H 3C   C     N       H 3C H 2C H 2C   C     N      H 2C = H C    C     N
       etanonitrila
                                butanonitrila        Propenonitrila (acrilonitrila)
      (acetonitrila)


 Nitrilas cíclicas são nomeadas adicionando-se o sufixo –carbonitrila ao
  nome do sistema de anel ao qual o grupo –CN está ligado.



                         CN    benzenocarbonitrila
                                  (benzonitrila)
Preparação de ácidos carboxílicos

 Por oxidação dos alcenos
                          (1) KMnO4, OH-
         RCH=CHR’                          RCOOH + R’COOH
                          calor
                          (2) H3O+


 Por oxidação de aldeídos e álcoois primários
                          (1) Ag2O
                  R-CHO              RCOOH
                          (2) H3O
                                +




                          (1) KMnO4, OH-
            RCH2OH                    RCOOH
                          calor
                          (2) H3O+
Preparação de ácidos carboxílicos

 Por oxidação de alquilbenzenos

                                (1) KMnO4, OH-
                          CH3                                                 COOH
                                calor
                                (2) H3O+

 Por oxidação de metil cetonas

                    O                                     O
                                (1) X2/NaOH
                    C                                     C          + CHX3
               Ar        CH3    (2) H3O+             Ar         OH



 Por hidrólise de cianoidrinas e outras nitrilas

           R                           R        OH                            OH
                                                          HA         R
                O       + HCN               C                             C
                                                          H2O
                                       R'       CN                   R'       COOH
          R'
Ésteres

 Os ácidos carboxílicos reagem com álcoois para formar ésteres
  através de uma reação de condensação conhecida como
  esterificação. Estas reações são catalisadas por ácidos.

                              O                                        O
                                                         HA
                                          + R'−OH                      C      + HOH
                              C
                      R           OH                             R          OR'

Mecanismo: esterificação catalisada por ácido
                                                                                          H
                                                                                              O
                                                    H        +
              O                                          O            + CH3−OH                         +
                       + H        O
                                      +
                                          H                                          H 5C 6   C    O       CH3
              C                                          C            - CH3−OH
                                  H                                                           O    H
     H 5C 6       OH                            H 5C 6           OH                      H

                  H                                 H        +
                      O                                  O                  O                              O
  2 etapas                                                                               - H3O+
              H5C6            O   CH3                                   H        H
                      C                                  C                                                 C
                                                                                         + H3O+
                          +                    H 5C 6            OCH3                             H5C6         OCH3
                      O
                  H           H
Ésteres

 Ésteres a partir de cloretos de acila


Desde que cloretos de acila são muito mais reativos do que os ácidos
carboxílicos na reação adição-eliminação, a reação entre um cloreto de
acila e um álcool ocorre rapidamente e não necessita de um catalisador
ácido.
                    O                              O
                                + R'− OH           C             + HCl
                    C
                R       Cl                     R         OR'
 Ésteres a partir de anidridos de ácidos carboxílicos
                            O
                    R   C                      O                 O
                            O + R'− OH         C         +       C
                    R   C                  R       OR'       R       OH

                            O
Ésteres

 Hidrólise de éster catalisada por ácido

                O                             O
                                  H3O+
                        + H2O                         + R'−OH
                C                             C
           R        OR'                   R       OH


Se necessitamos esterificar um ácido carboxílico, usamos um excesso de álcool e,
se possível, removemos a água assim que é formada. Se necessitamos hidrolisar
um éster, usamos um grande excesso de água; isto é, refluxamos o éster com HCl
aquoso diluído ou H2SO4 aquoso diluído.
Ésteres

 Hidrólise de éster promovida por base: Saponificação

Refluxando um éster com NaOH aquoso, produzimos um álcool e o sal de
sódio do ácido:
                          O                                              O
                                                           H2O
                          C               + NaOH                         C           + R'OH
                                                                              -
                     R          OR'                              R           O Na+



Mecanismo: hidrólise de um éster promovida por base

    O                                         -
                                          O                          O                        O
                              lenta
                 +    -                                                    + O-                           + HO   R'
    C       R'       O    H           R   C       O    H             C               R'       C
R       O                                                                                             -
                                                             R           O H              R       O
                                          O       R'
Bibliografia

1. SOLOMONS, T.W.G.; FRYHLE, C.B. Química Orgânica. Rio de
   Janeiro: LTC Editora. Vol 1, 7.ed., 2001; Vol 2, 7a ed., 2002.
   (Capítulos 16, 17 e 18).

2. VOLLHARDT, K.P.C.; SCHORE, N.E. Química Orgânica:
   Estrutura e Função. Porto Alegre: Bookman. 4.ed., 2004.
   (Capítulos 17 a 20).

3. BARBOSA, L.C.A. Introdução à Química Orgânica. São Paulo:
   Prentice Hall. 2004. (Capítulos 12 e 13).

4. McMURRY, J. Química Orgânica. São Paulo: Pioneira Thomson
   Learning. Vol 1, 2005; Vol 2, 2005. (Capítulos 19 a 23).
Obrigada !!!!

Substituição aromática eletrofilíca

  • 1.
    Substituição Aromática Eletrofílica Professora : Adrianne Mendonça
  • 2.
    Substituição Aromática Eletrofílica: Mecanismo Geral + E E E E−A H H H δ+ δ- + + Etapa 1 (lenta) Íon Arênio (complexo σ) + E E H + H−A − A Etapa 2 (rápida)
  • 3.
  • 4.
    E1 ?? + E2 ?? ??
  • 5.
    E1 E1 E1 E2 E2 E2 orto meta para
  • 6.
    Grupos Ativadores –Doadores de elétrons (Bases de Lewis) ∗ São todos os compostos capazes de estabilizar os intermediários catiônicos, e podem fazê-lo por efeito de indução ou ressonância ∗ Efeito de indução: Grupos alquila (CH3—) ∗ Efeito de ressonância: Nitrogênio e Oxigênio ligados diretamente ao anel. ∗ O efeito de ressonância é mais importante (efetivo) que o de indução ∗ São orto-, para- dirigentes.
  • 7.
    Teoria dos Efeitosdos Substituintes sobre a Substituição Aromática Eletrofílica Efeito Indutivo δ− δ+ R R = F, Cl ou Br O −NR3+ −CX3 −NO2 −C−G G = H, R, OH ou OR Ressonância R R+ + E E H H −NH2 −NH2 −OH −OR −X
  • 8.
    Grupos Ativadores + + A A A A+ δ+ A − δ δ− δ−
  • 10.
    Grupos Desativadores – Receptores de elétrons (Ácidos de Lewis) • São todos os compostos que desestabilizam os intermediários catiônicos, e podem fazê-lo por efeito de indução • Todo grupo com um átomo ligado diretamente ao anel e que possua carga parcial positiva será um grupo desativador. • São meta- dirigentes. Exceção ao cloro, que é orto- e para- dirigente.
  • 11.
    Grupos Desativadores - N δ δ - δ- O H O R C δ+ Cδ+ Cδ+ δ- O OH O O O Cδ+ O O N S 2+ Também ésteres, cloretos de acila e amidas
  • 12.
    Grupos Desativadores D D- D - D- δ− D + δ+ δ δ+
  • 13.
    Orientador vs Ativador ∗O termo Orientador, refere-se à posição relativa dos grupos em um anel Benzênico. ∗ O termo Ativador, refere-se ao aumento na velocidade de reação do anel Benzênico frente a um substituinte.
  • 14.
    Teoria dos Efeitosdos Substituintes sobre a Substituição Aromática Eletrofílica Quando benzenos substituídos sofrem ataque eletrofílico, os grupos já presentes no anel afetam tanto a velocidade da reação, quanto o sítio de ataque. Dizemos, portanto, que grupos substituídos afetam tanto a reatividade como a orientação nas SAE. Grupos Ativadores Orientadores orto-para Grupos Desativadores Orientadores meta
  • 15.
    Teoria dos Efeitosdos Substituintes sobre a Substituição Aromática Exemplos: Eletrofílica CH3 CH3 CH3 CH3 NO 2 HNO3 + + H2SO4 NO 2 Ativador NO 2 orto-para o-nitrotolueno m-nitrotolueno p-nitrotolueno 59% 4% 37% NO2 NO2 NO2 NO2 NO2 HNO3 + + H2SO4 NO2 Desativador NO2 o-dinitrobenzeno m-dinitrobenzeno p-dinitrobenzeno meta 6% 93% 1%
  • 16.
    Teoria dos Efeitosdos Substituintes sobre a Substituição Aromática Eletrofílica Orientadores orto-para Orientadores meta Ativadores Fortes Desativadores Moderados - -NH2, -NHR, -NR2, -OH, -O -C≡N, -SO3H, -CO2H, -CO2R, -CHO, -COR Ativadores Moderados Desativadores Fortes -NHCOCH3, -NHCOR, -OCH3, -OR -NO2, -NR3+, -CF3, -CCl3 Ativadores Fracos -CH3, -C2H5, -R, -C6H5 Desativadores Fracos -F, -Cl, -Br, -I
  • 17.
    Teoria dos Efeitosdos Substituintes sobre a Substituição Aromática Eletrofílica Reatividade
  • 18.
    Teoria dos Efeitosdos Substituintes sobre a Substituição Aromática Eletrofílica Orientação Orientadores meta Exemplo: CF3 Orientadores orto-para Exemplo: NH2
  • 19.
    Bibliografia 1. SOLOMONS, T.W.G.;FRYHLE, C.B. Química Orgânica. Rio de Janeiro: LTC Editora. Vol 1, 7.ed., 2001; Vol 2, 7a ed., 2002. (Capítulos 14 e 15). 2. VOLLHARDT, K.P.C.; SCHORE, N.E. Química Orgânica: Estrutura e Função. Porto Alegre: Bookman. 4.ed., 2004. (Capítulos 15 e 16). 3. BARBOSA, L.C.A. Introdução à Química Orgânica. São Paulo: Prentice Hall. 2004. (Capítulo 5). 4. McMURRY, J. Química Orgânica. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. Vol 1, 2005; Vol 2, 2005. (Capítulos 15 e 16).
  • 20.
  • 21.
    Compostos Grupo Carbonílicos O carbonílico R R R R O O O O H R' HO R 'O Aldeído Cetona Ácido Éster Carboxílico Carboxilato
  • 22.
    Nomenclatura – Aldeídos No sistema IUPAC, os aldeídos são nomeados substitutivamente, trocando- se o final -o do nome do alcano correspondente por -al.  Uma vez que o grupo aldeído está no final da cadeia carbônica, não há necessidade de indicar sua posição. Quando outros substituintes estão presentes, entretanto, dá-se ao C do grupo carbonílico a posição 1.  Os aldeídos, cujo grupo –CHO é ligado a um sistema cíclico, são nomeados substitutivamente adicionando-se o sufixo carbaldeído. O O O CH3 O H C H3C C CH3CH2 C CH3CHCH2 C H H H H formaldeído etanal propanal 3-metilbutanal (acetaldeído) O O C benzenocarbaldeído C cicloexanocarbaldeído H (benzaldeído) H
  • 23.
    Nomenclatura – Cetonas As cetonas são denominadas substitutivamente trocando-se o final -o do nome do alcano correspondente por –ona. A cadeia carbônica é numerada de modo que o átomo de C da carbonila tenha o menor número possível, este numero é utilizado para designar sua posição.  Nomes comuns para cetonas são obtidos nomeando-se separadamente os dois grupos ligados ao grupo carbonílico, adicionando-se a palavra cetona como uma palavra separada. O O C H 3C C H 3 C H 3C C H 2C H 2C H 3 propanona ou acetona 2-pentanona (dimetil cetona) O (metil propil cetona) O C H 3C H 2C C H 3 C H 3C C H 2C H = C H 2 butanona 4-penten-2-ona (etil metil cetona) (alil metil cetona)
  • 24.
    Propriedades Físicas deAldeídos e Cetonas O O C H 3C H 2C H 2C H 3 C H 3C H 2C H C H 3C C H 3 C H 3C H 2C H 2O H butano propanal acetona propanol p.e. – 0,5 °C p.e. 49 °C p.e. 56,1 °C p.e. 97,2 °C (MM = 58) (MM = 58) (MM = 58) (MM = 60) Ligação de hidrogênio (aldeídos e cetonas X álcoois)  Solúveis em água: (ligações de hidrogênio entre as moléculas dos aldeídos e/ou cetonas com moléculas de água).
  • 25.
    Reações de Oxidação-Reduçãoem Química Orgânica A redução de uma molécula orgânica corresponde, normalmente, ao aumento de seu conteúdo de hidrogênio ou à diminuição de seu conteúdo de oxigênio. [H] é o símbolo utilizado para indicar que houve redução sem especificar o agente redutor. A oxidação de uma molécula orgânica corresponde, normalmente, ao aumento de seu conteúdo de oxigênio ou à diminuição de seu conteúdo de hidrogênio. [O] é o símbolo utilizado para indicar que houve oxidação sem especificar o agente oxidante.
  • 26.
    Síntese de Aldeídos O O [O] [O] R-CH2OH RCH RCOH [H] [H] álcool 1ário aldeído ácido carboxílico  Aldeídos por oxidação de álcoois primários O PCC R-CH2OH RCH PCC = clorocromato de piridínio CH2Cl2  Aldeídos por redução de ácidos carboxílicos O O LiAlH4 LiAlH4 R-CH2OH RCOH RCH
  • 27.
    Síntese de Cetonas  Cetonas a partir de alcinos H HgSO4 H C C + H−OH C C C C H2SO4 H O OH álcool vinílico (instável) cetona Tautomerização ceto-enólica H O H + H H O H H H + C C C C C C + H3O+ + O H OH O H H H forma enólica forma cetônica
  • 28.
    Grupo Carbonílico + - C O C O ou C O δ+ δ− estruturas de ressonância híbrido  O oxigênio (mais eletronegativo) atrai fortemente os elétrons de ambas as ligações σ e π, fazendo com que o grupo carbonílico seja altamente polarizado. O átomo de carbono carrega uma carga parcial positiva substancial e o átomo de oxigênio carrega uma carga parcial negativa substancial. A polarização da ligação π pode ser representada pelas estruturas de ressonância.
  • 29.
    Adição Nucleofílica àLigação Dupla Carbono-Oxigênio R Nu Nu − H− Nu − Nu + - C O C O C OH + Nu R R R' δ + δ− R' R' nucleófilo forte  Os aldeídos são mais reativos em adições nucleofílicas do que as cetonas (fatores estéricos).
  • 30.
    Ácidos Carboxílicos eDerivados (Compostos Acílicos) O grupo carboxílico C OH O grupo carboxílico é o grupo gerador de uma família enorme de compostos chamados de compostos acílicos ou derivados de ácido carboxílico.
  • 31.
    Estrutura Nome do composto acílico O C R cloreto de acila (ou cloreto de ácido) Cl O O C C anidrido de ácido R O R' O C R éster OR' R C N nitrila O O O C C C R NH2 R NHR' R NR'R'' amida
  • 32.
    Nomenclatura - ÁcidosCarboxílicos  No sistema IUPAC, substitui o sufixo –ano do nome do alcano equivalente, que corresponde à maior cadeia do ácido, pela adição –óico precedida pela palavra ácido. CH 3 O O C H 3C H 2C H C H 2C H 2C O H C H 3C H = C H C H 2C H 2C O H ácido 4-metilhexanóico ácido 4-hexenóico Substância Nome sistemático Nome comum p.e. (oC) HCOOH ác. metanóico ác. fórmico 100,5 H3CCOOH ác. etanóico ác. acético 118 H3C(CH2)2COOH ác. butanóico ác. butírico 164 H3C(CH2)3COOH ác. pentanóico ác. valérico 187 H3C(CH2)4COOH ác. hexanóico ác. capróico 205
  • 33.
    Sais de ÁcidosCarboxílicos  Nomenclatura: São caracterizados pela terminação –ato, tanto na sistemática IUPAC quanto na comum, substituindo-se o –ico do nome e retirando a palavra ácido da frente. CH3COONa: acetato de sódio ou etanoato de sódio  Os sais de sódio e de potássio da maioria dos ácidos carboxílicos são facilmente solúveis em água, mesmo os de cadeias longas (principais componentes dos sabões).
  • 34.
    Acidez dos ÁcidosCarboxílicos  A maioria dos ácidos carboxílicos não-substituídos possui valores de pKa na faixa de 4-5. Esta acidez relativa explica porque os ácidos carboxílicos reagem facilmente com soluções aquosas de NaOH e NaHCO3 para formar sais de sódio solúveis. H2O COOH + NaOH COO−Na+ + H2O pKa 4,19 H2O COOH + NaHCO3 COO−Na+ + CO2 + H2O
  • 35.
    Cl Cl H H Cl C COO H Cl C CO O H Cl C COO H H C CO O H Cl H H H ác. tricloroacético ác. dicloroacético ác. cloroacético ác. acético pKa 0,70 pKa 1,48 pKa 2,86 pKa 4,76  Os ácidos carboxílicos que possuem grupos retirantes de elétrons são mais fortes que os ácidos não-substituídos, devido ao efeito indutivo.
  • 36.
    Ésteres Ésteres são produtosde uma reação de condensação entre um ácido carboxílico e um álcool. Os ésteres são nomeados como se fossem “sais de alquila” dos ácidos carboxílicos. O O R−C−OH + H−OR' R−C−OR' + H2O  Os nomes dos ésteres são formados a partir do ácido de onde provêm (com terminação –ato ou –oato) e dos nomes do álcool (com a terminação –ila). A palavra ácido do nome do ácido carboxílico é retirada e a contribuição do nome relacionado ao álcool vem em segundo lugar. propanoato de p-clorobenzoato de acetato de etila ou acetato de vinila ou terc-butila etila etanoato de etila etanoato de vinila
  • 37.
    Anidridos Carboxílicos Os anidridossão, formalmente, derivados de duas moléculas de ácido carboxílico pela remoção de uma molécula de água. O O O O R−C−OH + H−O−C−R' R−C−O−C−R' + H2O  Os nomes da maioria dos anidridos são formados retirando-se a palavra ácido do nome dos ácidos caboxílicos, e depois se adiciona a palavra anidrido. anidrido acético ou anidrido acético-butírico ou anidrido etanóico anidrido butanóico-etanóico anidrido succínico
  • 38.
    Cloretos de Acilaou Cloretos de Ácido  Seus nomes são formados pela substituição da palavra ácido pela palavra cloreto, e da terminação –ico pela terminação –ila. O O O C C H 3C Cl C H 5C 6 Cl H 3C H 2C Cl cloreto de etanoila cloreto de benzoíla ou cloreto de acetila cloreto de propanoila
  • 39.
    Amidas  Os nomesdas amidas que não possuem substituintes no átomo de N são formados pela retirada da palavra ácido e terminação –ico do nome comum do ácido (ou –óico do nome substitutivo), e então adiciona-se – amida. Os grupos alquila no átomo de N das amidas são nomeados como substituintes, sendo precedidos por –N ou –N,N. O O O O C CH C C H 3C N 3 C H 3C NH 2 H 5C 6 NH 2 H 3C N H C 2H 5 CH 3 acetamida benzamida N,N-dimetilacetamida N-etilacetamida O N-fenil-N-propilacetamida C C 6H H 3C 5 N C H 2C H 2C H 3
  • 40.
    Nitrilas  Na nomenclaturasubstitutiva da IUPAC, as nitrilas acíclicas são denominadas pela adição do sufixo –nitrila ao nome do hidrocarboneto correspondente. O átomo de carbono do grupo –C N é assinalado como o número 1. H 3C C N H 3C H 2C H 2C C N H 2C = H C C N etanonitrila butanonitrila Propenonitrila (acrilonitrila) (acetonitrila)  Nitrilas cíclicas são nomeadas adicionando-se o sufixo –carbonitrila ao nome do sistema de anel ao qual o grupo –CN está ligado. CN benzenocarbonitrila (benzonitrila)
  • 41.
    Preparação de ácidoscarboxílicos  Por oxidação dos alcenos (1) KMnO4, OH- RCH=CHR’ RCOOH + R’COOH calor (2) H3O+  Por oxidação de aldeídos e álcoois primários (1) Ag2O R-CHO RCOOH (2) H3O + (1) KMnO4, OH- RCH2OH RCOOH calor (2) H3O+
  • 42.
    Preparação de ácidoscarboxílicos  Por oxidação de alquilbenzenos (1) KMnO4, OH- CH3 COOH calor (2) H3O+  Por oxidação de metil cetonas O O (1) X2/NaOH C C + CHX3 Ar CH3 (2) H3O+ Ar OH  Por hidrólise de cianoidrinas e outras nitrilas R R OH OH HA R O + HCN C C H2O R' CN R' COOH R'
  • 43.
    Ésteres  Os ácidoscarboxílicos reagem com álcoois para formar ésteres através de uma reação de condensação conhecida como esterificação. Estas reações são catalisadas por ácidos. O O HA + R'−OH C + HOH C R OH R OR' Mecanismo: esterificação catalisada por ácido H O H + O O + CH3−OH + + H O + H H 5C 6 C O CH3 C C - CH3−OH H O H H 5C 6 OH H 5C 6 OH H H H + O O O O 2 etapas - H3O+ H5C6 O CH3 H H C C C + H3O+ + H 5C 6 OCH3 H5C6 OCH3 O H H
  • 44.
    Ésteres  Ésteres apartir de cloretos de acila Desde que cloretos de acila são muito mais reativos do que os ácidos carboxílicos na reação adição-eliminação, a reação entre um cloreto de acila e um álcool ocorre rapidamente e não necessita de um catalisador ácido. O O + R'− OH C + HCl C R Cl R OR'  Ésteres a partir de anidridos de ácidos carboxílicos O R C O O O + R'− OH C + C R C R OR' R OH O
  • 45.
    Ésteres  Hidrólise deéster catalisada por ácido O O H3O+ + H2O + R'−OH C C R OR' R OH Se necessitamos esterificar um ácido carboxílico, usamos um excesso de álcool e, se possível, removemos a água assim que é formada. Se necessitamos hidrolisar um éster, usamos um grande excesso de água; isto é, refluxamos o éster com HCl aquoso diluído ou H2SO4 aquoso diluído.
  • 46.
    Ésteres  Hidrólise deéster promovida por base: Saponificação Refluxando um éster com NaOH aquoso, produzimos um álcool e o sal de sódio do ácido: O O H2O C + NaOH C + R'OH - R OR' R O Na+ Mecanismo: hidrólise de um éster promovida por base O - O O O lenta + - + O- + HO R' C R' O H R C O H C R' C R O - R O H R O O R'
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    Bibliografia 1. SOLOMONS, T.W.G.;FRYHLE, C.B. Química Orgânica. Rio de Janeiro: LTC Editora. Vol 1, 7.ed., 2001; Vol 2, 7a ed., 2002. (Capítulos 16, 17 e 18). 2. VOLLHARDT, K.P.C.; SCHORE, N.E. Química Orgânica: Estrutura e Função. Porto Alegre: Bookman. 4.ed., 2004. (Capítulos 17 a 20). 3. BARBOSA, L.C.A. Introdução à Química Orgânica. São Paulo: Prentice Hall. 2004. (Capítulos 12 e 13). 4. McMURRY, J. Química Orgânica. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. Vol 1, 2005; Vol 2, 2005. (Capítulos 19 a 23).
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